Não havendo uma definição única sobre o que é o terrorismo, há uma série de factores e caracterísitcas que permitem diferenciar o terrorismo de outras formas de crimes e violência. O terrorismo produz uma violência social, com impacto físico mas também psicológico e que busca publicidade. As vítimas são úteis. O terrorismo menos mau é o que não surte efeito.
No início de Setembro a BBC emite em exclusivo mundial um vídeo em que a Eta apresenta um cessar-fogo. A BBC nunca se refere à Eta como organização terrorista; não foi neutral pois absolveu a Eta das suas responsabilidades. A BBC iludiu. Não informou mas valorizou, distorceu a realidade, desinformando o público. Em sua própria defesa, diz a BBC que não quer julgar as causas. Ora esta é fraca justificação: um freedom figther pode ser um terrorista. Na realidade, a Eta apresentou-se como algo diferente do que aquilo que efectivamente é e porque lhe é conveniente táctica e conjunturalmente. A paz, a democracia, o colocar um ponto final nas hostilidades são apenas e tão só conceitos vagos de pura propaganda, que acriticamente foi passado como exclusivo mundial. Ou seja, a BBC não questionou o evidente. Assumiu como furo jornalístico a propaganda feita em nome do terror. A responsabilidade faz parte da liberdade de expressão, não é demais repetir.
Depois deste vídeo, foram apreendidos documentos da ETA que provam que a violência é mesmo para continuar (é a mensagem para o nível interno).
Leituras compelemtares: Não são separatistas, são assassinos I; Não são separatistas, são assassinos II; Não são separatistas, são assassinos III.
Comentário por tric — Outubro 27, 2010 @ 22:21
“Não havendo uma definição única sobre o que é o terrorismo”
É fácil definir terrorismo pois terrorismo não é uma designação técnica, é uma designação propagandistica.
Terrorismo é a forma do inimigo fazer a guerra, nada mais.
Para os nacionalistas bascos a autoridades espanholas são terroristas, para a Al-Qaeda, as tropas americanas são terroristas, etc.
A utilização do termo terrorista numa qualquer discussão deve, por estas razões, ser evitado.
Comentário por O Raio — Outubro 28, 2010 @ 15:53
Para simplificar as coisas ainda mais as coisas: devia existir uma lei que proibisse o uso, em qualquer situação e circunstância, da palavra. Era a paz e a harmonia, no mundo.
Comentário por ruicarmo — Outubro 28, 2010 @ 22:38
[...] Leitura complementar: Não são separatistas, são assassinos IV. [...]
Pingback por Pequeno mas cuidadoso exercício de limpeza « O Insurgente — Janeiro 25, 2011 @ 00:46
[...] Leitura complementar: Não são separatistas, são assassinos IV. [...]
Pingback por Paz eterna « O Insurgente — Março 1, 2011 @ 12:23