Fernando Adão da Fonseca fala sobre a utilidade dos rankings escolares na percepção da importância da autonomia na gestão e da liberdade de escolha na educação, no portal VER:
O que fica de um ranking depois da espuma dos primeiros dias? Uma coisa é sabida da experiência de outros países. Fosse a organização do nosso sistema de ensino diferente, com verdadeira autonomia das escolas associada a uma clara responsabilização das suas direcções e dos seus professores e liberdade de escolha da escola por parte dos pais e dos jovens, e o sentimento geral perante o ranking não seria de impotência e de inutilidade, mas de esperança.
http://online.wsj.com/article/SB10001424052748703735804575536322093520994.html
“..The movement is driven as well by dismal educational statistics. Just over half of all freshmen entering four-year public colleges will earn a degree from that institution within six years, according to the U.S. Department of Education.
And among those with diplomas, just 31% could pass the most recent national prose literacy test, given in 2003; that’s down from 40% a decade earlier, the department says.
“For years and years, universities got away with, ‘Trust us—it’ll be worth it,’” said F. King Alexander, president of California State University at Long Beach.
But no more: “Every conversation we have with these institutions now revolves around productivity,” says Jason Bearce, associate commissioner for higher education in Indiana. He tells administrators it’s not enough to find efficiencies in their operations; they must seek “academic efficiency” as well, graduating more students more quickly and with more demonstrable skills. The National Governors Association echoes that mantra; it just formed a commission focused on improving productivity in higher education…”
Finalmente a educação está a começar a ficar equiparada à produção de sabonetes. Talvez comece a funcionar bem os ditos e a cumprir a sua função para mal dos nobres e aristocratas que por lá andam e se julgam muito importantes.
Comentário por lucklucky — Outubro 25, 2010 @ 16:39
Conjugar “liberdade” e “educação”, de acordo com determinados especialistas, é vender a educação ao privado e encher os bolsos dos outros.
Como produto de uma educação mista, privada e pública, a opinião é óbvia: viva o privado. No entanto, o público não deve ser abandonado, obviamente, mas tratado com o máximo respeito e clareza. Todas as soluções devem ser ponderadas, e não postas de lado por questões meramente ideológicas.
Comentário por Insurrecto Meditativo — Outubro 25, 2010 @ 17:30
“com o máximo respeito e clareza” – como se faz com os mortos.
“questões meramente ideológicas” – bastam as questões económica e moral
Comentário por AntónioCostaAmaral (AA) — Outubro 28, 2010 @ 18:33