acabou. Por Rui A.
A irresponsabilidade dos portugueses é uma coisa espantosa! Num cenário anunciado de ruptura total com o mundo em que têm vivido nas últimas décadas, eles insistem que o mal não está na natureza do mundo em que um dia julgaram poder viver, mas na perversidade daqueles que o dirigiram, governaram e que corromperam a «pureza» do modelo original.
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Por outro lado, não se lhes ocorre que um modelo social e político que administra tantos serviços e que concede tantos benefícios e privilégios possa ser mais permeável à burocracia e à corrupção, consequentemente, ao aumento significativo dos custos muito para além do valor real dos serviços prestados.
À maioria dos portugueses nada disto ocorre e muitos recusam-se a aceitar a realidade. É por essa razão que José Sócrates continua firme nas sondagens e que Pedro Passos Coelho terá de engolir mais uma vez o orçamento. Só a força dos factos os fará entender o mundo em que se meteram. Tarde, a más horas e com consequências dramáticas.
Sócrates desafia PSD a dar “cheque em branco” ao país
O primeiro-ministro, José Sócrates, apelou ao líder parlamentar do PSD para “desfazer o tabu” e “dizer não à insegurança e incerteza”, ou seja, revelar qual a posição dos sociais-democratas sobre a votação do Orçamento do Estado. “Não é dar um cheque em branco ao Governo, mas ao país”, rematou o primeiro-ministro, em resposta a Miguel Macedo.