Gavin de Becker & Craig Ferguson on Sept 11 – Part 1
Gavin de Becker & Craig Ferguson on Sept 11 – Part 2
(via Sérgio dos Santos)
Gavin de Becker & Craig Ferguson on Sept 11 – Part 1
Gavin de Becker & Craig Ferguson on Sept 11 – Part 2
(via Sérgio dos Santos)
Depois da liga, o F.C.Porto prepara-se para garantir desde já a vitória na Taça de Portugal: Vítor Baía disponível para ser candidato à presidência da FPF. Agora só falta colocar o Pôncio Monteiro na presidência da UEFA.
O Adolfo refere algo tão evidente que até se estranha a necessidade de ser dito – mas no PSD, aprisionado que está por sumidades comunicacionais que conhecem, de fonte certa, a fórmula mágica que vai levar os eleitores a votarem no PSD nas próximas eleições, há esta necessidade.
Ainda estou para perceber o que levou o PSD a negociar (e a viabilizar) o PECII com os seus aumentos de impostos para 2010 e 2011. A razão patriótica apresentada – os mercados, os juros da dívida pública, os ratings,… – mantém-se e agudizou-se. As explicações para a actual posição diferente perante o orçamento (‘já viabilizámos um aumento de impostos, e contra nossa vontade, não viabilizamos mais nenhum’) só relembram que o PSD já viabilizou um aumento de impostos, que na melhor das alternativas foram uns patinhos na negociação com o PS, e fará sempre questionar as motivações de provocar agora, ao lado do PS, uma crise política que levará a que o PSD pague, em votos, um preço (não se pense que quem trabalha numa empresa que vive no fio da navalha, que actualmente não serão poucas, vá agradecer e recompensar nas urnas a instabilidade política).
Ainda estou para perceber o que levou o PSD a não adoptar (para o PECII, se o considerava essencial para o interesse nacional, e para o OE2011 e OE futuros) uma política que não permitisse que as responsabilidades da aprovação ou do chumbo lhe fossem imputadas: afirmar que não contribui para a instabilidade política e financeira, que se for necessário viabiliza os documentos, mas deixando ao PS a exclusiva autoria dos ditos, sem qualquer negociação ou assunção de compromissos por parte do PSD.
A estratégia do PS, convencidos que estão - com certa razão - que os eleitores que votaram duas vezes em José Sócrates são em definitivo uns imbecis e na sua capacidade de manipular a opinião pública, também é arriscada e, percebe-se, um tremendo bluff. Os resultados de eleições a curto prazo são incertos e o PS também pagaria o preço eleitoral da crise política e financeira; afinal cabe ao governo a primeira responsabilidade de assegurar um orçamento, não à oposição, e de um governo minoritário espera-se que saiba encontrar compromissos em vez de impor, sem mais, a sua política; por outro lado, a oposição também não se esgota no PSD e não se vislumbra vontade de negociar o orçamento com o CDS ou à esquerda; sobretudo, ninguém acredita no desprendimento do PS face aos tachos estatais que com enlevo durante anos cultivaram e sem os quais já não sabem sobreviver.
Diz o ministro Teixeira dos Santos que não sabe onde cortar. Ficam algumas sugestões, pelo menos as de mais rápida implementação, que presumo que eliminarão as dificuldades orçamentas do sr. ministro e que estão inteiramente dependentes da sua vontade política:
Assim de repente, e em termos de medidas com efeito rápido orçamental, parece-me um bom começo.
Não tem nada que agradecer.
Esta semana eu e a Antonieta Lopes da Costa debatemos com Maria João Marques e Alexandre Homem Cristo os seguintes temas da actualidade:
1) TGV e despesa pública – Com a despesa pública fora de controle, o Governo anulou finalmente o concurso público para a construção do TGV no troço Lisboa-Poceirão. José Sócrates já dá razão a Manuela Ferreira Leite?
2) Revisão Constitucional e Estado Social – Os socialistas continuam a acusar o PSD de querer acabar com o Estado Social. Os motivos são as alterações constitucionais que o PSD pretende levar por diante sobre o acesso ao ensino público e à saúde.
3) Carrilho diplomata – José Maria Carrilho foi demitido do cargo embaixador de Portugal na UNESCO. O governo explica que o sucedido se enquadra numa rotação de diplomatas em diversas capitais. Será apenas isso?
4) Eleições na Suécia – A coligação de centro-direita venceu as eleições na Suécia, mas a extrema direita conseguiu uma votação surpreendente, elegendo 20 deputados. O que se passa com o Estado Social Sueco?
O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 26 de Setembro, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil. Com emissão também disponível através da powerbox da ZON TV Cabo.
“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

Recentemente a UE teve uma ideia peregrina. Até aqui nada de novo. O que é verdadeiramente extraordinário é que esta ideia arrisca-se a dar bons resultados.
Parece que o Paquistão teve um certo azar recentemente. Parece que as coisas por aquelas bandas já não andavam particularmente famosas mas ter 20% do país inundado nunca ajuda à festa. Face a isto, a UE, num raro momento de clarividência, decidiu reduzir as tarifas impostas aos têxteis paquistaneses. Aqueles malucos lá em Bruxelas acharam que dar acesso a um mercado de 500 milhões de ricos podia fazer alguma coisa pelo crescimento do Paquistão, pelo crescimento da UE, e até, quem sabe, ajudar a combater o terrorismo.
É claro que isto é tudo mentira. O que isto faz, é acabar com o têxtil português. No meu partido, dizem que crescimento e combate ao terrorismo são “pretextos”, por isso avançam com os pretextos do “dumping ambiental, social e laboral” para gritar contra esta iniciativa e exigir medidas ao governo para proteger as empresas portuguesas.
Eu, que não passo de um agnóstico acobardado, tenho a ideia de que um dos pilares do cristianismo é o conceito de que uma vida é uma vida é uma vida. Mesmo que essa vida não possa votar em nós. Assim como um gay é um gay é um gay, mesmo quando há dinheiro judeu à mistura.
É óbvio que a situação dos portugueses que dependem do têxtil é miserável. É óbvio que concorrência adicional, no imediato, não os vai ajudar. O problema é que vai ajudar uns milhões paquistaneses que vivem um condições sub-humanas e vai ajudar os 10 milhões de portugueses que gostam de poder comprar roupa mais barata e de conseguir fazer mais com o pouco dinheiro que têm. Talvez até evite que tenhamos de mandar uns compatriotas nossos para o Afeganistão levar uns balázios.
Se os nossos políticos não confundissem liderança com posicionamento, talvez pudessem fazer alguma coisa por esta gente. Assim, além de serem directamente responsáveis pela situação actual, só os estão a enterrar cada vez mais.
As declarações de Teixeira dos Santos ontem no parlamento, ao anunciar o aumento dos impostos como “único” caminho para o país conseguir cumprir as responsabilidades assumidas, e ao perguntar à oposição em tom de desafio sobre onde é que estes achariam que se devia cortar, foram o confirmar pela voz do próprio da má-fé e da reserva mental com que o orçamento deste ano e o PEC II foram negociados pelo governo.
Na altura, este compremetia-se (jurando a pés juntos) e assumia o objectivo de diminuir o défice cortando a despesa, pedindo um aumento de receita para tornar mais efectiva e rápida essa diminuição. Agora, ainda poucos meses volvidos, demonstra que isso nunca foi a sua intenção, e que nunca esteve disposto a assumir qualquer ónus político derivado do corte da despesa. Foram as papas necessária para enganar um quantos tolos e salvar a face de outros tantos.
Agora, passados estes meses, continuamos a ter o governo da segunda derivada, que se gaba publicamente de “diminuir a taxa de crescimento da despesa”, em grande parte pela suspensão e retrocesso nas medidas que aprovou em ano de campanha eleitoral para presentear o seu putativo eleitorado. Continua a desafiar os outros para que lhe digam onde cortar, assumindo estes desse modo as despesas políticas que não tem a coragem nem a vontade de assumir. Simultaneamente, pede novo aumento de impostos para resolver (?) o problema da única maneira como já o demonstrou verdadeiramente querer fazer.
É esta gentinha que se quer levar a sério e ser tomada como um interlocutor responsável à mesa de negociações antecipadas ou não do orçamento para 2011. Não é gente de cheques em branco, sequer. É gente que parte para a negociação aceitando somente discutir a dimensão do gordo cheque que quer receber.
Ainda há quem, parecendo acreditar que José Sócrates é confiável parceiro em negociações, insista na necessidade de Passos Coelho, em nome da responsabilidade e do sentido de estado e de toda essa conversa altamente produtiva, se sentar de novo à mesa das negociações para aprovar o novo Orçamento. É oferecer-lhes uma visita guiada à confiável governação de José Sócrates, homem de uma só palavra. Em pouco tempo perceberão que é precisamente o sentido de estado a determinar que se não converse com o primeiro-ministro.
Mas há ainda quem, sabendo da impossibilidade de manter uma confiável negociação com José Sócrates, dizendo à boca pequena que o primeiro-ministro não tem palavra, prefira manter a encenação do regime e do funcionamento das instituições e, sem pudor, insista na manutenção das negociações. É oferecer-lhes uma visita guiada às democracias formais que por este Mundo abundam. Em pouco tempo reconhecerão ser lá que o seu discurso da responsabilidade mais faz sentido.
Uns e outros enchem a boca com Portugal e com o interesse nacional. Mas Portugal e o interesse nacional não vivem de aparências. Seria por isso preferível que uns e outros pedissem a Passos Coelho que se limitasse, como Marcelo fez com Guterres, a aprovar o Orçamento de Estado sem qualquer interferência e em jeito de carta branca. O interesse nacional ficava comprometido à mesma mas, ao menos, dispensávamos a encenação.
Parece que finalmente, ou pelo menos por um tempo, podemos estar descansados com os avanços neoliberais do PSD na revisão constitucional que agora é tempo de orçamento.
E começa muito bem a discussão com a promessa de o Governo se demitir se não houver orçamento para 2011. Promessas… já ninguém acredita no que quer que seja. E estas ameaças vêm à baila porquê? Porque PPC decidiu armar-se em virgem ofendida e recusar aumentar os impostos, afinal toda a gente sabe como ele detesta impostos a não ser claro quando é para salvar a nação dos maléficos especuladores estrangeiros. Nesse caso um aumentozinho de IVA até pode ser positivo.
Ora resta saber se a virgem ofendida faz o seu papel até ao fim, e nesse caso tem que bradar aos céus que foi enganado quando se comprometeu em aumentar o IVA e o governo falhou em reduzir a despesa. Meus caros, se é para fazer este papel o jovem candidato a PM não pode estar disposto a viabilizar o PEC III porque já sabe o que a casa gasta - os portugueses normais já o sabem há 36 anos mas o rapaz só percebeu este verão, é um bocado lento mas não quer dizer que seja má pessoa.
A outra hipótese é claro, em vez de bradar aos céus a ofensa que sofreu, é gritar que o céu nos vai cair em cima. Os especuladores estão já nas Berlengas com as carabinas apontadas ao continente e o FMI está a abastecer nos Açores antes de aterrar na (velhinha – que triste fado o nosso, podíamos ao menos receber os senhores num aeroporto digno do colossal esbanjamento público) Portela. Aí mete o seu chapéu de patriota, pede uns quantos sacrifícios (aos outros) e tomem lá que levam com a mesma dose do costume.
Teixeira dos Santos tem apenas razão numa coisa: se PPC quiser mesmo ser homenzinho e bloquear o aumento de impostos tem de dizer “onde quer poupar 4500 milhões de euros”, mais de preferência. E nesse caso não vale a pena estarmos a falar de acabar com “institutos” que isso é bonito e toda a gente gosta. Pois, vamos ter de falar de coisas que nem toda a gente gosta, vamos ter que falar em acabar com ministérios inteiros em vez de pequenos institutos. E claro, vamos ter mesmo de ir ao bolso do Estado Social: no ensino público, no apoio aos “mais desfavorecidos” e também na saúde o que faz com que a discussão da revisão constitucional seja altamente redundante. Isto obviamente só será possível se ainda alguém o estiver a ouvir depois de falar em cortes salariais para a função pública… pois é, se calhar aumentar os impostos é mais fácil. Os senhores do FMI que depois façam os cortes. Também há mães assim, que quando a criança se porta mal em vez de lhe darem uma palmada simplesmente dizem “olha que depois digo ao teu pai que te portaste mal”. O PSD é a mesma coisa: o FMI que faça o papel de mau.
De subida temporária em subida temporária, a República Socialista Portuguesa prepara-se para aumentar o IVA em 35% (ou 6 pontos percentuais) no espaço de 8 anos. O monstro continua a crescer. Até um dia.
A meu ver, o mais fascinante na notícia destacada pelo Rui Carmo é que Ahmadinejad dá indícios de ser um fiel seguidor da linha de pensamento económico dominante no Ladrões de Bicicletas, no Arrastão e entre os abrantes/jugulares economicamente menos instruídos.
Rixa entre alunos causa confrontos entre pais em Braga
Na origem da discórdia estaria uma briga entre alunos de duas famílias de etnia cigana – uma de nacionalidade portuguesa, residente no Monte do Picoto, outra de nacionalidade romena, residente na Urbanização do Fujacal.
Os ataques terroristas de 11 de Setembro contra vários alvos em território dos Estados Unidos podem não ter passado de uma conspiração americana para relançar a economia dos EUA, sugeriu esta quinta-feira o Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao discursar na Assembleia-Geral das Nações Unidas. Os delegados dos EUA e da União Europeia abandonaram imediatamente a sala.
Fotografia Iran Focus. A imagem é de 1979 e relembra uma tomada de reféns na embaixada dos Estados Unidos em Teerão. Nos dias de hoje, um dos auxiliares da pessoa que não vê, é uma fortaleza de progresso, um farol ciclópico amante da paz e da humanidade; um lutador contra as injustiças do mundo. Não o tratem por doidinho. O Discurso pode ser lido aqui.
Ex-comissários europeus escapam à austeridade
No momento em que vários países da União Europeia (UE) se viram obrigados a cortar salários e subsídios de desemprego para reduzir as despesas públicas, a Comissão Europeia foi forçada a justificar o generoso sistema de indemnização dos seus ex-comissários.
Bruxelas confirmou que dezassete membros da primeira Comissão de Durão Barroso recebem actualmente subsídios de reintegração que variam entre 40 e 65 por cento (dependendo do número de anos em Bruxelas) do seu salário de base, que ascende a 20.300 euros por mês (fora despesas de residência e representação) ou 22.500 para os vice-presidentes.
(…)
Segundo Bruxelas, estes subsídios destinam-se a “facilitar a reinserção no mercado de trabalho” dos ex-comissários e a “manter a sua independência”, de modo a evitar eventuais conflitos de interesses com os anteriores pelouros. Os ex-comissários estão aliás obrigados a informar a Comissão das novas funções, e só as podem assumir depois de obterem a necessária luz verde.
Um caso particularmente polémico que é regularmente denunciado por organizações não governamentais, é o do alemão Guenther Verheugen, que fundou em Abril uma empresa de consultoria em assuntos europeus com o objectivo de fazer lobby junto da sua antiga instituição, mas que só informou a Comissão a 1 de Setembro. Bruxelas ainda não se pronunciou, mas recusa-se por enquanto a falar de infracção.
Tea Party insurgents prepare to seize power in 2012. Por Toby Harnden.
First they were ignored. Then they were derided as the tools of Big Money. Then they were branded as racists, the unhinged, the unwashed, the paranoid, the subversive and the ignorant – or some combination thereof.
Now, they stand accused of aiding and abetting the enemy by splitting the Republican party and giving Democrats hope for the November mid-terms. It has been a rough ride for members of the Tea Party in the 19 months since their movement sprung up.
But each insult and attempt to marginalise them seems only to have stiffened their resolve and swelled their numbers. Polling indicates that they are now more popular than either Republicans or Democrats. Despite all the claims they are extremists, around half of the electorate now identifies with the Tea Party and up to a quarter view themselves as members.
The time for them to be taken seriously is long overdue. The Tea Party will be pivotal in November. It has ripped up the playbook for the 2012 Republican primaries. Asnd it could just end up kicking President Barack Obama out of the White House.
(…)
The Republican primary system is such that ordinary people can reject the choice of the party hierarchy. This has now happened with Senate races in Florida, Alaska, Utah, Kentucky, Colorado and Nevada as well as Delaware.
For all the talk of how the Tea Party will help the Democrats by splitting the Republican vote, the first five of those states are highly likely to result in Republican/Tea Party wins, Nevada is in the balance and only Delaware looks like an uphill struggle. Increased conservative turnout and the energy generated by the Tea Party is likely to punish Democrats disproportionately.
(…)
In 2008, the Republicans plumped for John McCain, an unreliable conservative who the party viewed as the next guy in line. This time around, the Republican nominee is more likely to be chosen by the people in the Old Spaghetti Factory than party leaders in mahogany-panelled rooms on Capitol Hill.
Establishment Republicans can change their ways and try to harness the power of the Tea Party or they can stand by for a hostile takeover. Democracy, they are finding out, is a messy thing.
Turquia resolve questão cipriota na ONU.
Leitura complementar: O Conselho de Direitos Humanos da ONU outra vez…, de Rui Oliveira no Super Flumina.
Escola premiada pela Microsoft fechou
A escola de Lamego que, no ano passado, foi escolhida pela Microsoft para integrar a rede mundial de escolas inovadoras, fechou as portas. Os 32 alunos da EB1 de Várzea de Abrunhais – que dispunham de wireless e em cujas aulas os Magalhães trabalhavam conectados com o quadro interactivo – foram transferidos para um centro escolar onde não há telefone nem Internet.
Proibição de despedimentos sem justa causa protege o trabalhador? Por João Miranda.
2. Os contratos sem termo representam um risco acrescido para a empresa. Os trabalhadores que atingem esse estatuto terão menos incentivos para se esforçar. A empresa perde a possibilidade de despedir de forma a optimizar os recursos e maximizar o lucro (por incrível que possa parecer, as empresas existem para rentabilizar o capital lá investido).
3. Devido ao ponto 2. as empresas tenderão a adoptar estratégias que minimizem os riscos dos contratos sem termo. Têm várias opções: redução das contratações, despedimentos colectivos, descapitalização da empresa seguida de falência, discriminação salarial, contratos a prazo, recibos verdes, empresas de trabalho temporário, externalização de serviços e automatização de serviços. Nenhuma destas opções é particularmente benéfica para os trabalhadores.
4. Tendo em conta que a regra da justa causa desincentiva a contratação, a profundidade do mercado de trabalho diminui. Isto é, havendo menos gente a contratar, será muito mais difícil mudar de emprego ou arranjar emprego quando se fica sem ele. Não me parece que isto beneficie os trabalhadores.
5. Os jovens serão os principais prejudicados pela regra da justa causa. Os mais velhos beneficiaram da introdução da regra da justa causa não podendo ser despedidos. O reverso da medalha é que as empresas não se arriscam a meter nos quadros os recém-chegados ao mercado de trabalho. Esta é uma das razões que leva a que o desemprego dos jovens seja maior que a média.
É absolutamente impressionante esta notícia vinda do Reino Unido: Six arrested in Gateshead over ‘Koran burning’.
Ao que parece a liberdade de expressão ficou esquecida pelo caminho. Eu sei que o Reino Unido não tem uma 1.ª emenda, mas parece que queimar o Corão (uma acção que não é propriamente muito inteligente) é mais grave do que proferir ameaças de morte numa manifestação como foi o caso da manifestação em Londres, frente à embaixada da Dinamarca, aquando da crise das caricaturas, tal como este vídeo o bem demonstra.
Tudo o que meta o Islão faz medo aos governantes politicamente correctos e isso está a matar, aos poucos, a liberdade de expressão no Ocidente. As minorias fundamentalistas muçulmanas são hipersensíveis, qualquer crítica é vista como islamofobia e isso mete medo a políticos cobardes. Por isso, esta entrevista a Abdel-Saman no Der Spiegel é bastante interessante e também interessante a forma como acaba:
SPIEGEL: You accuse your fellow Muslims of continuing to search for scapegoats.
Abdel-Samad: Yes, instead of seeking faults within themselves. Perhaps the process I experienced is the process Islam needs as a whole, namely that everyone looks at themselves critically and stops constantly blaming others for their own misery and feeling like a victim. They should also liberate themselves from constraints. Bitterness and finger-pointing only lead to violence, and we have enough of that in the world.
Vale a pena ler toda a entrevista.
O presidente das mulheres; o homem que inventou o Ministério da Igualdade e lá colocou uma pessoa com claros problemas cognitivos; o chefe de um governo que, contra a recomendação da Real Academia Espanhola, impôs a designação “violência de género”; o grande defensor das quotas; o ídolo das feminazis. Este, meus senhores (perdão, e senhoras), é o retrato de José Luís Zapateros, presidente do governo de Espanha. Esperava-se, por isso, uma reacção forte aos recentes incidentes em Melilla, um murro na mesa, na Moncloa ou em Rabat, mas um murro forte. Afinal, para além de uma ilegalidade — encerramento da fronteira — foi cometido um delito lesa-igualdade, pois um dos rastilhos do conflito foi a presença de mulheres no corpo policial espanhol que vigia a fronteira. E isso, como se sabe, não assenta muito bem em certos sectores muçulmanos. Daí até à humilhação e tentativa de intimidação foi um passo, com a complacência do governo marroquino. Por isso, repetimos, esperava-se uma posição clara e uma atitude de acordo com o passado de Zapatero. Não foi isso que aconteceu. Nem andou lá perto.
Chegou há 84 anos e foi-se embora demasiadamente cedo. Há quem pague um preço alto pela genialidade.
O FMI e a União Europeia foram muito reticentes em ajudar a Grécia. Pelo contrário, foram dizendo que confiavam na economia grega e na capacidade do seu governo. Só quando isso foi posto em causa, reagiram. Os tratamentos de choque são assim: repentinos.
Portugal não se livra que lhe aconteça o mesmo. A intervenção internacional, a existir, será de repente e de rompante. Ora, é precisamente esta possibilidade que Pedro Passos Coelho deve ter em conta. Caso surja, a ajuda externa exigirá estabilidade política, ou seja ausência de eleições, algo perfeitamente aceitável até porque esta legislatura ainda tem três anos pela frente. Algo muito ao gosto de Cavaco Silva que, tudo aponta para tal, será reeleito Presidente da República com o apoio do PSD.
Passos Coelho deve ter cuidado. O líder do PSD corre o risco de ficar descalço. Se aposta, e bem, no desgaste de Sócrates e do PS, ao mesmo tempo que prepara o seu partido para não cometer os erros de Durão Barroso, deve fazer os possíveis para se informar sobre o timing da União Europeia e do FMI.
CONTRA O SECULARISMO AGRESSIVO. Por João Gonçalves.
Bento XVI pretende uma Igreja (um termo que significa “partilha” e “comunidade”) unida nos seus fundamentos milenares e não humilhada ou complacente com os desmandos e os crimes cometidos pelos seus membros. Nunca um Papa trouxe tão à luz do sol, para as denunciar, tantas sombras como Ratzinger. Nunca um Papa foi tão longe na expiação pública mais autêntica e profunda dessas rasuras indesculpáveis como Ratzinger. Ao reduzir a Igreja àquilo que ela deve ser – o mais pequeno grão lançado à Terra -, Bento XVI obriga à adesão ou à renúncia sem ambiguidades. Homem perplexo, de fé e sem ilusões acerca do homem (e, por consequência, da Igreja), Ratzinger é um exemplo (se é que ainda alguém valoriza “o” exemplo) num século que leva já dez anos de frustrações e de profunda miséria moral e material. As suas viagens pastorais, por exemplo, são disso prova. Quem as apouca, apouca-se apenas a si mesmo e dilui-se no horroroso espectáculo da vulgaridade que é, afinal, o do mundo.
UE quer retirar açúcar dos sumos de fruta
“Ah, é que o pão é um elemento básico e essencial, e por isso deve ter um tratamento especial!”. Já estou sentado, confortavelmente sentado, para assistir à pirueta dos nossos santos protectores.
Se le acusa de «colaborar con los estados enemigos, crear propaganda en contra del régimen islámico, insultar a la santidad religiosa y crear propagana para grupos antirevolucionarios». (…)
las razones del arresto de Hoder en su regreso de Canadá a Irán no se han aclarado todavía, aunque algunos apuntan a sus dos viajes a Israel como el motivo principal (tiene pasaporte canadiense). En cualquier caso, lo cierto es que este bloguero se ganó la notoriedad a nivel mundial como activista por la libertad de expresión.

Acabadinho de sair e uma oportunidade para fazer publicidade em causa própria:
- José Manuel Moreira, André Azevedo Alves; prefácio de António Correia de Campos.
Com este texto pretendemos dar conta da evolução de um movimento reformista que vai da Administração Pública à Governação, passando pela Nova Gestão Pública. Um movimento cuja compreensão, mais do que por uma sucessão de etapas, passa por entender as tensões e também o valor e limites de cada uma das formas de analisar o sector público e o comportamento nas organizações burocráticas.
Assim, o texto defende a necessidade de uma visão mais integrada que supere abordagens dicotómicas e permita perceber porque, desde o início, a Administração Pública e a análise científica do comportamento burocrático foram temáticas de “encruzilhada”: primeirto entre a Ciência Política e o Direito e a seguir entre a Gestão Pública, a Economia e a Governação.
Notícias do desordenamento selectivo do território: Câmara de Portimão aprova quase o dobro da construção depois de o terreno mudar de proprietário
A Câmara de Portimão aprovou em Março a construção de um bloco de habitação com uma área de pavimento superior em 83 por cento à que viabilizara em 2002 para o mesmo local, mas para outro dono. O terreno onde o projecto vai ser erguido situa-se na estrada que liga a cidade à Praia da Rocha e foi comprado em 2004 pelo grupo imobiliário e hoteleiro RR. Entre os administradores e proprietários deste grupo encontra-se Fernando Rocha, o presidente do Portimonense que foi vice-presidente da câmara local em 2002 e 2003, eleito pelo PS.
Se alguém com perfil para trazer tranquilidade à selecção, esse alguém é Paulo Bento. Espero que tudo lhe corra bem – a começar já pelo difícil jogo contra a Dinamarca no Dragão – e que a sua contratação e eventual sucesso não sirvam para fazer esquecer os muitos erros acumulados pela direcção da FPF.
A manifestação destacada pelo Público terá tido cerca de 6000 manifestantes. Já o partido liderado por Jimmie Akesson e alvo da manifestação conseguiu recolher os votos de 330157 suecos nas eleições: Suecos manifestam-se contra a entrada da extrema-direita no Parlamento
À volta do slogan “Esmaguem os racistas”, e palavras de ordem como “Somos pela diferença” e “Sim à vida em conjunto, não ao racismo!”, cerca de seis mil suecos respondiam às posições anti-imigração do Democratas da Suécia (SD), segundo os números da polícia.
No domingo, o partido de extrema-direita de Jimmie Akesson conseguiu eleger 20 deputados, inviabilizando uma maioria da coligação de centro-direita e arrastando o país para um cenário de incerteza política.
Leitura complementar: Os resultados das eleições na Suécia.
Durante anos a Suécia foi o paraíso na terra. Um exemplo. O sonho de qualquer ideólogo socialista era transformar Portugal na Suécia. Os impostos eram altos, a despesa do estado abissal, mas os serviços públicos estavam acima da média dos países mais ricos. E para cereja em cima do bolo, a economia continuava a crescer. Até que estancou. Alguma coisa aconteceu para que os Suecos quisessem algo diferente.
O que sucedeu na Suécia não impressiona ninguém. Afinal, ela sofre os mesmos problemas de qualquer país europeu: serviços públicos caríssimos que, mais tarde ou mais cedo, impedem o normal desenvolvimento da economia, a normal criação de empresas e conduzem a um anormal número de desempregados. Perante estes problemas, os Suecos decidiram há 4 anos encetar algumas mudanças de forma a manterem na medida do possível o Estado social. Prescindir de algumas vantagens, para manterem o máximo possível das benesses.
Por cá, para o governo PS e o primeiro-ministro José Sócrates, que sempre adularam o exemplo nórdico, a Suécia deixou de contar. Já não serve de exemplo. Os Suecos entre a ideologia e o viver bem, escolheram a segunda opção. O PS prefere ter os Portugueses a viver mal, a aceitar qualquer mudança. A histeria de Sócrates à volta da tentativa do PSD querer liquidar o Estado social não é mais que o grito de quem não consegue fazer marcha atrás e começar outra vez. Talvez seja tempo de pararmos um pouco e pensarmos bem o queremos da vida.
Depois de o candidato presidencial do PCP ter assumido a bandeira do “patriotismo”, agora é a vez de Manuel Alegre assumir uma postura anti-internacionalista: Alegre contra entrada do FMI em Portugal.
Só foi pena Manuel Alegre não ter explicado como tenciona evitar a entrada do FMI (ou, pior, a bancarrota do Estado português) sem alterar radicalmente a irresponsável política orçamental socialista que tem sido seguida com os desastrosos resultados que estão à vista de todos.
Foi quanto Portugal pagou hoje em leilão para se financiar a 10 anos. Mesmo assim, desistiu da ideia de pedir mil milhões e ficou-se por pedinchar apenas 750 milhões.
Não percebo porquê, afinal a crise de crédito soberano na Europa já acabou.
Aproveito para saudar a iniciativa de Zapatero liberalizar as drogas em Espanha. Quem sabe uma saída para a crise não vai passar por cobrar imposto sobre o que ele anda a consumir antes de dizer estas coisas.
We Told You So: Britain Gobsmacked by Pope Benedict
While anti-Catholic, secularist and homosexualist activists, with generous help from the media, have spent most of the last year attempting to derail the papal visit, the smart money was always on Benedict XVI taking every fight without breaking a sweat. And when the bell rang, and the eyes of the world were trained on the little island ring, it became clear from the first moment that Benedict’s opponents were hopelessly outclassed.
(…)
At least 150,000 were at the Mall on Saturday evening, lining the pope’s route leading up to Buckingham Palace and Hyde Park, in many cases only to have the briefest glimpse. Well over the officially ticketed numbers of 80,000 were in the park for the evening service of Exposition and Benediction of the Blessed Sacrament.
While Dr. Richard Dawkins and the Independent’s Johann Hari harangued the pope, calling him an enabler of pedophilia and demanding that the police go over and arrest him, the people in Hyde Park, most of whom had waited all day, knelt and prayed in “absolute silence.”
I was watching on two live internet feeds simultaneously, one from the BBC with commentary and the other from the UK bishops’ website without and as the ornate monstrance was placed on the altar, and for that brief time, even the BBC chatterers fell silent.
A member of Fr. Allan’s community was at the park and said that almost no one was on their feet. He called it “astonishing” that nearly 100,000 people knelt and prayed. “The response, the silence… To go from ecstatic cheers one moment, welcoming the pope, to profound silence the next, it was really remarkable.”
Este é o retrato do país que somos, longe do tgv e ainda mais afastado do choque tecnológico, do simplex e da revisão da constituição. Velhos (e crianças) são abandonados nos hospitais. O desuso da gratidão tornou-se regra. Nem se nota. Infelizmente não é nada de novo. Há quase 20 anos, lembro-me de um velhote que estava internado no hospital do Desterro e que ali preferiu ficar, a regressar à sua casa. Os companheiros da enfermaria, o pessoal e as rotinas do hospital, as visitas dos outros eram a sua nova vida. E ele agarrou-se a ela enquanto conseguiu. Como escreveu o Filipe Nunes Vicente, no Mar Salgado, há uns anos, “os velhos cheiram a mofo”.
Economic Freedom of the World 2010. Por Miguel Noronha.
Portugal subiu uma posição, mesmo assim não conseguimos melhor que um modesto 51º primeiro lugar. Apesar disso o nosso score desceu de forma significartiva (de 7.18 para 7.10) o que indicia uma redução da liberdade económica a nível global. Não será propriamente uma novidade realçar que das 5 áreas de avaliação os piores resultados são aqueles em que o governo português tem maior grau de discricionaridade: Dimensão do estado (102ª posição) e Regulação (106ª posição).
Um excelente post sobre os espaços de tempo de antena governamental na TSF, a verdadeira rádio abrantes: A parceria. Por Helena Matos.
Passada a fase do Todo Seremos Fedahyns a TSF acalmou. Agora são só parcerias e apoios com ministérios e institutos para mostrar o país das maravilhas, sobretudo naquelas rubricas que seguem fora das notícias.
(…)
Não nos saía mais barato isto ser emitido ao abrigo do direito de antena do PS? Ou então criava-se um direito de antena para o governo.
Em 10 minutos, a criatura assumiu o papel do renovado líder mundial . Deu a conhecer ao mundo que o capitalismo, através das multinacionais, é o responsável pelo sofrimento em que navega. Aquelas empresas são geridas de forma inumana, assegura.
O FLE – Fórum para a Liberdade de Educação realiza em Coimbra o 6º Encontro FLE, dedicado ao tema “HUMANIDADES, CIÊNCIA E RELIGIÃO – Educar porquê e para quê?”, com a presença de D. Manuel Clemente, Vasco Graço Moura, António Coutinho e Fernando Seabra Santos.
Tema: Rubric. Blog em WordPress.com.