Ainda há quem, parecendo acreditar que José Sócrates é confiável parceiro em negociações, insista na necessidade de Passos Coelho, em nome da responsabilidade e do sentido de estado e de toda essa conversa altamente produtiva, se sentar de novo à mesa das negociações para aprovar o novo Orçamento. É oferecer-lhes uma visita guiada à confiável governação de José Sócrates, homem de uma só palavra. Em pouco tempo perceberão que é precisamente o sentido de estado a determinar que se não converse com o primeiro-ministro.
Mas há ainda quem, sabendo da impossibilidade de manter uma confiável negociação com José Sócrates, dizendo à boca pequena que o primeiro-ministro não tem palavra, prefira manter a encenação do regime e do funcionamento das instituições e, sem pudor, insista na manutenção das negociações. É oferecer-lhes uma visita guiada às democracias formais que por este Mundo abundam. Em pouco tempo reconhecerão ser lá que o seu discurso da responsabilidade mais faz sentido.
Uns e outros enchem a boca com Portugal e com o interesse nacional. Mas Portugal e o interesse nacional não vivem de aparências. Seria por isso preferível que uns e outros pedissem a Passos Coelho que se limitasse, como Marcelo fez com Guterres, a aprovar o Orçamento de Estado sem qualquer interferência e em jeito de carta branca. O interesse nacional ficava comprometido à mesma mas, ao menos, dispensávamos a encenação.
[...] seguir, temos o Adolfo a aprofundar a utilidade prática do mecanismo para o predador – o governo – e a presa [...]
Pingback por A ratoeira socialista « Farmácia Central — Setembro 24, 2010 @ 16:45