O Insurgente

Setembro 21, 2010

Avisos

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 12:06

Os mercados internacionais estão em cima de nós como o fizeram em Fevereiro e Maio deste ano. O fracasso que foi, no decorrer deste ano, o controlo das contas públicas, deve servir de aviso ao governo: o próximo orçamento tem de ser verdadeiro. Tem de cortar na despesa. Caso contrário, não restará pedra sobre pedra. Os avisos ouvem-se lá fora.

11 Comentários »

  1. Esse optimismo de que o próximo orçamento vai ser feito por este Goveno, ou que se o for vai ser cumprido como desenhado e sem interferências externas, é que me escapa.

    Comentário por Nuno Branco — Setembro 21, 2010 @ 12:14

  2. Vai ser fácil de resolver.
    Só há défice enquanto houver dinheiro emprestado.
    Quando fechar a torneira acaba o défice.
    O défice resolve-se de uma penada, resta no entanto a dívida e os juros.
    Alguém já pensou como vamos pagá-la?

    Comentário por ricardo saramago — Setembro 21, 2010 @ 12:50

  3. “Alguém já pensou como vamos pagá-la?”

    Também não percebo o optimismo que envolve a ideia de pagarmos o que quer que seja :)

    Comentário por Nuno Branco — Setembro 21, 2010 @ 12:51

  4. Agora somem-lhe os défices tarifários e vejam como os portugueses vão ser completamente depenados a partir de 2013.

    Comentário por JP — Setembro 21, 2010 @ 13:03

  5. Hoje na CML andam a circular rumores que já está decidido o não pagamento do subsidio de Natal aos trabalhadores. A norma já está assinada e caberá agora aos chefes de departamento informar as respectivas equipas, segundo o boato.

    Não percebo… então mas não está tudo bem e debaixo de controlo segundo o PM?

    Comentário por ingenuo — Setembro 21, 2010 @ 13:13

  6. “Também não percebo o optimismo que envolve a ideia de pagarmos o que quer que seja”
    Caro Nuno Branco
    Não se trata de optimismo.
    Mesmo que ignoremos a questão moral, não me parece que os credores abdiquem pacíficamente de ser reembolsados.
    Quem está afogado em dívidas, se não tem uma estratégia de pagamento, dificilmente levantará a cabeça e escapará a um futuro mais negro.

    Comentário por ricardo saramago — Setembro 21, 2010 @ 13:24

  7. Acho que sim que o futuro vai ser mais negro mas isso é porque o crédito é cortado/reduzido e não porque vamos pagar o que devemos. Não estou a ver o exército vermelho a vir cá penhorar os jerónimos por causa disso.

    Comentário por Nuno Branco — Setembro 21, 2010 @ 14:00

  8. Mas a Irlanda há ano e meio decidiu cortar na despesa, e hoje está a pagar juros sobre a sua dívida semelhantes aos de Portugal… Presumivelmente, se Portugal fizer o mesmo que a Irlanda fez há ano e meio atrás, acabará como ela.

    Comentário por Luís Lavoura — Setembro 21, 2010 @ 15:16

  9. O problema da Irlanda é ligeiramente diferente, mais ligado à banca do que à falta de vontade de cortar na despesa pública. Estão na situação que estão porque fizeram muito mais intervenções na banca local que Portugal… e o “BPN” deles era um “bocadinho” maior.

    Comentário por Nuno Branco — Setembro 21, 2010 @ 15:32

  10. A legenda original:
    “As taxas de juro que são exigidas para emprestar dinheiro ao Estado português atingiram o mesmo nível de Maio,”
    Esta:
    “Os mercados internacionais estão em cima de nós”.
    Permitam-me.
    Parece quase a mesma coisa, mas não é. O nível de vida, em questão, é o “nosso”, sempre. “Nós” o contribuinte, o eleitor, nós, em geral, perdemos qualidade de vida.
    Os maus administradores da coisa pública, o Estado, de sobremaneira o partido Socialista, é insufismavelmente o responsável deste desatre económico/financeiro. Mas se calhar “PS/Estado” até nem perde, assim tanto, o seu, dele “PS/Estado”, nível de vida. Não será?
    PS._ Para o Presidente de República, a única entidade, diferente do PS (?), com poder para assumir uma acção política, “contribuir” para a causa nacional é dar um palpite sobre o mar … Haja Deus.

    Comentário por JS — Setembro 21, 2010 @ 15:41

  11. Aqui está uma novidade idea,Limpe a degeneração repugnante das cidades e vilas de Portugal.Como?
    Comece por colocar aqueles são capazes de trabalharque e ganham “Rendimento Mínimo Garantido” Aqueles que estão fora do trabalho e aqueles que viveram na Subsídios Deve ser obrigados para trabalhar, pelo menos, 30 horas por semana a limpeza do lixo e grafite das cidades e vilas.

    A fim de ganhar o “Rendimento Mínimo Garantido”, eles devem trabalhar.Caso contrário, perderá o privilégio de ganhar.

    Comentário por Pensamento crítico — Setembro 21, 2010 @ 16:19


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