How very strange is our love for Belgrade! It has its share of caprice, of vehemence, of noisy disputes which end up with us packing up and promising never to come back; there is in it repulsion, as well as a fatal attraction; and, above, all, as in teenage heartbreak, full of tenderness and tears, we constantly return to it.
Momo Kapor, The Magic of Belgrade
Há sete anos, num quarto do Hotel Balkan, fechei a mala e disse: não volto a Belgrado. Mas voltei. E outra vez. E outra. E outra.
Belgrado, 2010

Porque não querias voltar a Belgrado (se não é indiscrição, claro)?
Comentário por nuno vieira matos — Setembro 17, 2010 @ 22:01
Porque é uma cidade difícil, contaminada, suja, caótica, com uma topografia muito pouco amigável para passeios (Lisboa é uma planície comparada com Belgrado), com um clima cruel, e porque – como Kapor explica neste livro que comprei há poucos dias em Belgrado – não é fácil entendê-la, não se deixa descobrir com facilidade. Mas depois…há algo que fica, uma atracção irresistível. “…there is in it repulsion, as well as a fatal attraction…”. É um resumo perfeito.
Comentário por Carlos M. Fernandes — Setembro 17, 2010 @ 22:11