Hoje recorda-se um acto filho da puta que ceifou a vida a milhares de pessoas e que pretendeu destruir o que de superior a Civilização possui: a liberdade. As feridas do acto insano, motivado por uma forma de ódio em estado tão puro, não estão cicatrizadas.
Setembro 11, 2010
36 Comentários »
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Pois sim, mas antes de 2001 houve outro 11/9 em que se cometeu outro merecedor do mesmo qualificativo… foi 28 anos antes
http://fjsantos.wordpress.com/2010/09/11/nine-eleven-nineteen-seventy-three/
Comentário por fjsantos — Setembro 11, 2010 @ 16:37
A esquerdalhada sempre no seu melhor….comparar um golpe de estado no Chile, igual ao de Portugal 74 que poderia também ter redundado numa guerra civil, com o acto terrorista que vitimou 3000 inocentes em Nova Yorque, só de mentes sujas e ordinárias…… A todas as vítimas do 11/09 que descansem em paz, enquanto que aos merdosos que cospem nas suas sepulturas que tenham vergonha de cada vez que se vejam ao espelho.
Comentário por julio martins — Setembro 11, 2010 @ 17:11
O primeiro comentário é certeiro. Implicou uma mudança radical num regime democraticamente eleito, com represálias (prisão, tortura, fuzilamento) sobre a população que não “soube” votar em quem devia. A 11 de Setembro não terão morrido tantos, mas o fuzilamento espectacular de Victor Jara carrega, para os sul-americanos, um símbolo bem mais pesado que as 3000 vidas que se perderam no WTC. Obviamente que não somos bombardeados pelos media no que toca a tal assunto, por isso n\ao adianta tentar falar com paredes, nomeadamente o comentador Júlio Martins. Vivemos a era mais ideológica de sempre e o seu comentário atesta-o.
(O meu comentário não pretende branquear o terror que existiu há 9 anos, lamentável, claro está. Mas a supremacia dos EUA reflecte-se no grau de vitimização e poder que os media lhe conferiram, o que eleva aquele Acontecimento a um patamar muito mais “histórico” que as outras “lendas” a que a imprensa não se prestou. Muito haveria a ser escrito sobre isso.)
Comentário por Fernando — Setembro 11, 2010 @ 18:32
A liberdade “conceito” ou a estátua da Liberdade mas falharam?
Sim, estou a ironizar com esta ideia de uns fanáticos desviarem uns aviões para matarem milhares de inocentes em Nova Iorque (e em Washington e na Pensilvânia) ter sido uma tentativa de destruir um conceito.
De qualquer forma, falharam mesmo.
Comentário por Mr. Burlington — Setembro 11, 2010 @ 19:01
Foi a CIA que fez aquilo, está + q provado
Comentário por Manolo Heredia — Setembro 11, 2010 @ 21:38
Será que falharam? Pelo andar das coisas (Patriot Act nos USA, sociedade orwelliana no UK,…), parece-me que podem estar muito satisfeitos com as repercussões em termos de liberdades civis e respeito pelos cidadãos por parte dos Estados ocidentais. Até ao momento, são eles que estão a ganhar (e o seu campo de recrutamento continua a aumentar, a cada dia que as tropas da “coligação” ocupam o Iraque e o Afeganistão).
Comentário por Rxc — Setembro 11, 2010 @ 22:21
6.”Será que falharam?”
Não falharam na medida em que ainda conseguem intimidar e aliciar no Ocidente bastante gente, como mostam os comentarios 1.3. e 6., incomodados com a condenação de um acto de terrorismo como o do 11/09 e incapazes de perceber que o terrorismo se combate e não se seduz !!
Comentário por Fernando S — Setembro 11, 2010 @ 23:15
Terrorismo o 9/11 ? Não, guerra assimétrica. Ou então as duas guerras do Golfo também foram terrorismo, pelo menos para os dois milhões de mortos que causaram…
Comentário por Euroliberal — Setembro 11, 2010 @ 23:30
La vem o pessoal referir a queda de Allende sem saber, ou fingir, o essencial:
- Allende perseguia e matava opositores antes de cair, havia cubanos instalando e apoiando a comunização do país apoiados pelos detentores do poder: o país estava em convulsão e poderia tender para qualquer lado.
- Allende foi deposto pelo parlamento chileno, sofrendo impedimdento antes da tomada de poder por Pinochet;
- Pinochet era o chefe do exército nomeado por Allende, o que denota sua conduta leal e independente da política, até a altura do impasse em que assumiu a presidência;
- Pinochet venceu o referendo popular que decidiu pela sua continuação no poder;
- Pinochet perdeu o referendo popular, convocado por seu governo, e deixou o poder por livre iniciativa, o que denota desapego ao poder e intenção de normalização da vida democrática;
Comentário por Cfe — Setembro 11, 2010 @ 23:45
Allende era tudo menos um democrata. Chávez foi eleito e reeleito “democraticamente”. Até Hitler o foi.
Comentário por Helder — Setembro 12, 2010 @ 01:20
Claro, o argumento de que até Hitler foi eleito democraticamente… como me poderia ter esquecido que a escolha popular pode falhar e deve ser corrigida? O medo que vos mete o poder popular está patente no non-sense do infame comentário #8.
As coisas acalmaram durante uns 30 anos ou 40, mas esses tempos hão-de voltar. Da comuna de Paris a 1917 passou quase meio-século.
Hoje, contentem-se em defender a “democracia” contra a barbárie dos muçulmanos ultra-ortodoxos que criaram na táctica de dividir para reinar. Consolide-se essa democracia como uma guerra aberta aos recursos naturais, encoberta num véu de anti-terrorismo. E permitam que o big brother saído do patriot act – também assinado pelo “socialista” Obama – controle os movimentos suspeitos de todos os cidadãos anti-sistema. O que saiu do 11 de Setembro foi uma caminhada rumo ao fascismo. E só custou 3000 alminhas.
Comentário por Fernando — Setembro 12, 2010 @ 02:49
O comentario 10. é gato com rabo de fora …
Adivinha-se um nostalgico dos bons velhos tempos do totalitarismo comunista que tem ainda a esperança de que o “Ocidente” e o capitalismo sejam postos de joelhos pelo terrorismo islamico. Na obcessão em acolher tudo o que possa contribuir para a destruição das democracias e do capitalismo estão dispostos a pactuar com o integrismo islamico, mesmo sabendo que é um totalitarismo concorrente com quem terão de se confrontar mais cedo ou mais tarde (como, por exemplo, se confrontaram no Afganistão dos anos 80 e ja se confrontam hoje nas ex-republicas soviéticas ainda governadas pela velha nomenklatura comunista). Tal como pactuaram com o nazismo e Hitler, outro totalitarismo concorrente, antes e na primeira fase da 2a Grande Guerra.
São espantosas as lições de democracia e de respeito pelas liberdades dos cidadãos vindas de quem faz a apologia do totalitarismo comunista, o qual, como toda a gente sabe, e como ainda hoje mostram os regimes que nele se inspiram, foi e é um oasis de pluralismo e liberdades individuais !…
Comentário por Fernando S — Setembro 12, 2010 @ 10:15
Há democratas e oportunistas das democracias, que é o que todo o candidato a ditador e ditador é.
Comentário por JCoelho — Setembro 12, 2010 @ 10:19
Coitado, não percebeu.
Comentário por Fernando — Setembro 12, 2010 @ 10:46
O mediatismo que teve o 11 de Setembro foi suficiente para lhe plantar essa opinião, estruturalmente fascista. Se V. quer combater o fascismo islâmico, mentalize-se que deve começar pelos grandes aliados anti-democráticos (Arábia Saudita, Koweit, etc.). Mesmo Saddam tinha sido apoiado pelos EUA. É a velha táctica de dividir para reinar; em tempos, a esquerda secular desses países foi abafada por esse fascismo, com a conivência dos EUA, já que esse fascismo ia ser capitalista e deixar o petróleo em poucas mãos. É simples, mas V. não deve estar para aí virado.
O 11 de Setembro é suficiente para não centrar o debate no derrube do capitalismo, mas sim escolhê-lo face ao islamo-fascismo. O autor do post nunca fará a devida homenagem ao povo do Chile, que fez a batalha dentro de todos os limites democráticos e foi chacinado num acto muito mais filho-da-puta que o 11 de Setembro. É que além de inocentes civis, a sociedade burguesa impôs-se com um novo governo.
Comentário por Fernando — Setembro 12, 2010 @ 11:04
Voltei só para dizer que o maior fascismo que existe é a maneira como Bush põe a questão: “Ou estão connosco ou estão contra nós”. Passem bem.
Comentário por Fernando — Setembro 12, 2010 @ 11:25
LOL
“a sociedade burguesa” ?!?!?!
Só para rir. Isto dito por urbano-socialistas que gostam de poder andar livremente, com boas roupas e bons adereços, de chinelos na rua todo o ano, e cuja definição de liberdade é aquela que mais convier ao aparelho do comité central.
Como a cliqu ejornalistica arrogante e néscias que tomou de assalto o DN e o Publico.
Comentário por fms — Setembro 12, 2010 @ 11:30
Acho hilariante. Os mesmos que se sublevam contra “a sociedade burguesa” sao os mesmos hedonistas que acham que a classe média é composta por quem aufere 3000 euros de rendimento mensal, e se recusam a crescer além das birras de adolescente vivendo ate aos 50 e tal anos entre a “enxada da comprativa” e os double-standards que passam aos filhinhos que depois vão para a escola fazer a cabeça em água aos que tentam ensiná-los.
Comentário por fms — Setembro 12, 2010 @ 11:33
Lembrem-se que o próprio maomé já deu cabo dos 364 Deuses mais os amigos, 1 por dia e depois no fim deixou o próprio
allah sem fala e sem espírito.
De notar que allah era o gajo mais importante e que andava às ordens e fazia as vontades a maomé e nem assim
escapou com o mínimo sinal de vida.
Comentário por AntonioP — Setembro 12, 2010 @ 14:03
Salvador Allende não passou de uma personagem menor da Guerra Fria.
Depois de mergulhar o pais no caos e na desordem, agente do KGB e candidato a ditador,
foi mitificado por aqueles que gostam sempre de experimentar o socialismo nos outros.
O seu maior feito, que justifica a ascenção ao panteão do socialismo, foi ter morrido de armas na mão.
Comentário por ricardo saramago — Setembro 12, 2010 @ 14:34
14. “Se V. quer combater o fascismo islâmico, mentalize-se que deve começar pelos grandes aliados anti-democráticos (Arábia Saudita, Koweit, etc.). Mesmo Saddam tinha sido apoiado pelos EUA.”
Para “combater o fascismo islamico” é inevitavel “começar” por ser capaz de condenar os atentados terroristas de matriz islamica, onde quer que seja e contra quem quer que seja (mesmo no pais do “grande satan americano”).
De seguida é indispensavel reconhecer que os paises mais visados por essa ameaça devem adoptar certas medidas de segurança interna e devem intervir militarmente nas zonas onde os terroristas se organizam e teem os principais apoios.
Naturalmente que as democracias devem faze-lo procurando respeitar os direitos das pessoas e evitar vitimas civis. Não é facil, nem todos os intervenientes teem essa consciencia, erros e abusos acontecem, devem ser denunciados, corrigidos, e os autores responsabilizados. Apesar de tudo, as democracias ocidentais (incluindo naturalmente os EUA, de Bush como de Obama) fazem-no de longe menos mal, com menos limitações à liberdade dos cidadãos e com menos abusos, do que faz ou faria qualquer outro tipo de regimes e paises. Não são certamente os defensores do totalitarismo comunista os mais bem colocados para vir dar lições nesta matéria.
A luta contra o terrorismo, nomeadamente no exterior, não pode chegar a todo o lado, ao mesmo tempo e com os mesmos meios. Há prioridades e há que ter em conta as complexidades da geopolítica internacional.
A prioridade vai naturalmente para os países e as organizações que são cumplices e colaboram com as organizações terroristas islâmicas. As intervenções militares no Iraque e no Afganistão e as pressões sobre o Irão fizeram e fazem parte dessas prioridades.
Os regimes da Arábia Saudita e do Koweit não são certamente exemplares em matéria de democracia e de respeito pelas liberdades individuais. Sobretudo a Arábia Saudita, já que o Koweit, tal como o Iraque pós-Saddam, é dos paises muçulmanos do médio oriente mais avançados na via da democratização. Nenhum destes regimes dá guarida a organizações terroristas islâmicas ou colabora com elas. A Arábia Saudita tem sido mesmo um dos alvos principais de acções terroristas da Al-Qaheda na região. O facto de existirem nestes paises alguns sectores, inclusivamente ligados às elites e à classe dirigente, que promovem e financiam correntes mais ou menos fundamentalistas (mas não necessáriamente terroristas), não deve ser ignorado mas não faz deles ameaças principais. A verdade é que as alternativas viáveis aos regimes actuais, quase exclusivamente de cariz integrista, seriam ainda bem piores do que os actuais regimes. Os paises ocidentais, e em particular os EUA, precisam de aliados seguros na região e no mundo muçulmano e estão condenados ainda por muito tempo a fazer um exercicio delicado de equilibrio entre apoios e pressões críticas.
A certa altura o regime de Saddam Hussein recebeu efectivamente algum apoio dos EUA. Sobretudo para poder conter a ameaça de um Irão Komenista exportador de terrorismo e instabilidade regional. De resto, na altura, apesar de ser autoritário e repressivo, o regime iraquiano tinha então um cunho laico forte que o distinguia claramente do integrismo religioso. Mas nem o Iraque era um aliado seguro dos EUA nem o apoio dos EUA ao Iraque era essencial e incondicional. Os EUA nem eram o principal apoio do Iraque. Os principais aliados do Iraque eram de longe a União Soviética e outros paises comunistas e terceiro mundistas. Mesmo outros paises ocidentais, com destaque para a França, tinham relações políticas e económicas intensas com o Iraque de Saddam Hussein. Depois disso muita coisa mudou, houve a guerra com o Irão, o acentuar da repressão interna, nomedamente das minorias étnicas, Saddam Hussein aproximou-se do islamismo e de organizações e activistas terroristas, procurou dotar-se de armas de destruição massiva, invadiu o Koweit e ameaçou a Arábia Saudita, assumiu um militarismo expansionista cada vez mais perigoso,…
Comentário por Fernando S — Setembro 12, 2010 @ 14:55
Ricardo Saramago, a sua intervenção, sempre eloquente, é a que melhor se adequa a esta discussão: Allende, eleito pelo povo ou não, tinha de ser aniquilado.
Se eu disser “Obama é agente da CIA e com as eleições foi elevado a ditador, e por isso deve morrer” terá coragem de me chamar totalitarista?
Comentário por Fernando — Setembro 12, 2010 @ 15:36
Caro Fernando
Parece-me que o facto de ser eleito não o torna inimputável, nem desculpa os desvarios que cometeu e pretendia cometer.
Do mesmo modo o facto de ser de “esquerda” e de ter sido morto não altera nada do que penso sobre a personagem.
O mundo não se divide em bons e maus.
Todos nós, nas circunstâncias certas, somos capazes do pior.
As tentativas de branquear o passado, reescrevendo a História, não nos tornam mais sábios antes pelo contrário.
Quanto ao Obama, para além da imagem e da aceitação pelos média, pouco se distingue do George Bush, que ao menos dizia o que pensava e pensava o que dizia.
Comentário por ricardo saramago — Setembro 12, 2010 @ 15:58
Ricardo Saramago: se por desvarios considera os meios necessários à transformação da sociedade rumo ao socialismo, coisa que nem de perto nem de longe aconteceu, mas era efectivamente a vontade popular, a intervenção americana é ou não é um acto condenável?
Comentário por Fernando — Setembro 12, 2010 @ 16:46
Caro Fernando
A intervenção americana não pode ser vista independentemente da intervenção soviética.
No contexto da guerra fria, quando um agente pago do KGB sobe ao poder num país aliado, os EUA fizeram o que é suposto fazerem. Os soviéticos fizeram o mesmo em casos inversos.
Por desvarios entendo o caos em que caiu o país com paralisação de serviços essenciais, lei da rua, bombas, tumultos,prisões arbitrárias, roubos, assassinatos e ausência de estado de direito.De tal forma que o parlamento(eleito), fazendo uso dos poderes legais destituiu o presidente Allende.
Foi aliás a recusa de Allende em acatar a decisão do parlamento que levou à intervenção dos militares (Pinochet foi nomeado Chefe do Estado Maior por Allende).
Os mesmos chilenos que elegeram Allende, votaram por Pinochet em referendo e destituiram o mesmo Pinochet anos depois.
A vontade popular, tão só, serve de argumento para tudo e mais alguma coisa.Basta escolher.
Comentário por ricardo saramago — Setembro 12, 2010 @ 17:12
22. “…[a] transformação da sociedade rumo ao socialismo … era efectivamente a vontade popular …”
A ideia de que o que Allende e as forças que o apoiavam estavam a fazer no Chile até o 11 de Setembro de 1973 correspondia e era legitimado por uma hipotética “vontade popular” é mais um dos muitos mitos historicos que a propaganda esquerdista costuma martelar até à exaustão e que muita gente menos precavida acaba por admitir como sendo verdade.
A eleição presidencial de 1970 deu os seguintes resultados :
- Salvador Allende, pela Unidade Popular, aliança das esquerdas : 36,3% ;
- Jorge Alessandri, pelo Partido Nacional, conservador : 34,9 %.
- Radomiro Tomic, pela Democracia Cristã : 27,9 %.
Ou seja, o candidato das esquerdas obteve a preferência de pouco mais de 1/3 do eleitorado a a parte restante, 62,8%, foi para os candidatos da direita e centro-direita.
Como nenhum dos candidatos obteve o consenso necessario nas urnas, a escolha do Presidente passou para o Congresso dos Deputados, onde os partidos à direita eram largamente maioritarios.
Acontece que a rivalidade politica entre os 2 partidos à direita impediu um entendimento para a escolha de um dos 2 candidatos que não eram de esquerda. A democracia cristã preferiu introduzir na Constituição algumas limitações adicionais ao poder do governo e dar os seus votos a Salvador Allende.
Entre Novembro de 1970 e Setembro de 1973, Salvador Allende forma 6 governos, que vão caindo devido à demissão de ministros em desacordo com a política seguida e à oposição do Parlamento, onde os partidos à direita, sempre largamente maioritários, foram pondo de lado as suas divergências e convergem numa forte oposição ao Presidente e à sua política.
Em Março de 1973, as eleições legislativas dão uma vitória clara à CODE, uma coligação entre a Democracia Cristã e o Partido Nacional, com 54,78%, enquanto que a coligação do Presidente e do governo não vai além dos 44,09%.
No entanto este resultado não dá à oposição os 60% necessários para destituir constitucionalmente o Presidente.
Em Maio de 1973, a Corte Suprema declara inconstitucionais e ilegais diversas medidas tomadas pelo governo.
A 2 de Julho de 1973, o Controlador Geral das Contas do Estado assume uma posição idêntica.
A 22 de Agosto de 1973, os deputados da Democracia Cristã e do Partido Nacional votam uma resolução pedindo às instituições civis (onde se incluem o Presidente e o Governo) e militares para porem fim ao que consideram serem violações da Constituição e para operarem no sentido de ser restaurado o direito e a ordem constitucional.
Comentário por Fernando S — Setembro 12, 2010 @ 19:33
Como é que o Rui Carmo sabe que o ataque “pretendia destruir a liberdade”? Falou com os suicidas antes de eles embarcarem?
Leu ou ouviu alguma mensagem que eles tivessem deixado antes de morrer? Dizia lá isso?
Comentário por Pedro Bandeira — Setembro 12, 2010 @ 23:01
O Pedro Bandeira quer perguntar e saber mais alguma coisa?
Comentário por ruicarmo — Setembro 12, 2010 @ 23:16
Sim, quero saber porque é que não atacaram a Suiça, um país tão livre ou mais do que os Estados-Unidos? Ou Singapura, que tem uns belos arranha-céus?
Comentário por Pedro Bandeira — Setembro 12, 2010 @ 23:43
“- Allende perseguia e matava opositores antes de cair, havia cubanos instalando e apoiando a comunização do país apoiados pelos detentores do poder: o país estava em convulsão e poderia tender para qualquer lado.”
Em 1972, a Freedom House classificou o Chile com um indíce de “liberdades civis” de 2 (sendo 1 o máximo e 7 o mínimo), o mesmo grau de, por exemplo, a Finlândia, Irlanda, Itália, Malta ou San Marino. Em termos de “representação politica” (já não um indíce de “liberdade”, mas de “democracia”), tinha um 1, ficando, p.ex., à frente da Finlândia.
http://www.freedomhouse.org/images/File/FIW%20All%20Scores,%20Countries,%201973-2010.xls
“- Allende foi deposto pelo parlamento chileno, sofrendo impedimdento antes da tomada de poder por Pinochet;”
Daqui a pouco vai-me dizer que Bill Clinton foi destituído pela Camera dos Representantes dos EUA.
Sim, a maioria dos deputados do Parlamento chileno votou uma proposta considerando o governo Allende ilegal, mas a votação não atingiu os 2/3 necessários para poder destituir o Presidente (tal como Clinton não foi destituido, já que o Senado não aprovou o inpeachment).
Comentário por Miguel Madeira — Setembro 13, 2010 @ 00:05
E, já agora, porque é que a al-Qaeda faz atentados em Marrocos e na Indonésia, que não são grandes paradigmas de liberdade?
Comentário por Miguel Madeira — Setembro 13, 2010 @ 00:06
Miguel Madeira, a “al-Qaeda faz atentados”?
Comentário por ruicarmo — Setembro 13, 2010 @ 00:17
“Freedom House classificou o Chile com um indíce de… ”
Quero lá saber como classifica a freedom house o Chile: um presidente que se cerca de estrangeiros, no caso cubanos, para se proteger em seu próprio país tem que tipo de classificação? É preciso ir ver qual a nota que uns iluninados deram a liberdade num país desses?
“Sim, a maioria dos deputados do Parlamento chileno votou uma proposta considerando o governo Allende ilegal, mas a votação não atingiu os 2/3 necessários para poder destituir o Presidente”
“A Tale of Two Chileans”, de Robin Harris não diz isso.
Comentário por Cfe — Setembro 13, 2010 @ 04:08
Mas é curioso que uma viúva do Zelaya atente para a legalidade, ou falta dela, do caso Pinochet.
Comentário por Cfe — Setembro 13, 2010 @ 04:11
Caro Miguel Madeira,
De maneira irrefletida chamei-o de viúva, peço desculpas por isso.
Comentário por Cfe — Setembro 13, 2010 @ 04:21
Madame Roland: “Ó liberdade! Quantos crimes se cometem em teu nome!” (Frase proferida antes de sua execução).
Comentário por CN — Setembro 13, 2010 @ 08:31