O que nos diz Sócrates no seu discurso em Matosinhos? Que a culpa da precária situação económica do pais é do PSD. De Passos Coelho. Do líder do maior partido da oposição que, arriscando destruir o estado de graça auferido por todo o político que assume funções, deu carta branca para subir impostos, embora exigindo resultados no combate à despesa a breve prazo. Nenhuma das condições que Passos Coelho apresenta agora ao Governo e ao PS para aprovação do orçamento de Estado são novidade. São conhecidas por Sócrates desde a Primavera deste ano. O alarmismo do Primeiro-Ministro é o sinal, mais um, de um fim de ciclo. Todas as frases de Sócrates demonstram isso mesmo: vazias de conteúdo, cheias de ameaças. Ou ele ou o dilúvio. Não é a primeira vez que um chefe de governo utiliza esta táctica. Na verdade, ela é a que melhor se coaduna com os estão de saída. Já faltou mais.
Setembro 6, 2010
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