O Avala Express chegou à Keleti pu já com meia hora de atraso, mas durante o trajecto até Novi Sad apenas se atrasou mais meia hora. E não havia fanfarras klezmer a caminho de um casamento, nem personagens estranhas (como aquele homem com passaporte canadiano, em 2003, que falava inglês, sérvio, albanês e um pouco de português), nem caras que denunciavam contrabando, nem tempos de espera épicos na fronteira. Desta vez esteve tudo muito tranquilo, muito europeu. Uma chatice.
Avala Express, 2010

Felizmente, os Balcãs estão-se a tornar zonas aborrecidas. Hoje o controlo fronteiriço já é muito mais apertado ao sair da Sérvia do que ao entrar. A primeira vez que entrei na Sérvia (na altura ainda Sérvia+Montenegro+Kosovo) de comboio (pela fronteira da roménia), estive parado duas horas. Os guardas de fronteira sérvios, envergando ainda uniformes da ex-Jugoslávia, verificaram as cabines uma por uma, incluindo por baixo dos assentos e verificando os buracos nos estofos.
Comentário por Carlos Guimarães Pinto — Setembro 5, 2010 @ 07:29
Eu fiquei uma noite na fronteira, vindo da Roménia. Não teve piada nenhuma, mas agora já consigo rir-me da situação. Mas ali o contrabando era tão descarado que eu acho que o que esperávamos era o guarda fronteiriço “correcto”.
Comentário por Carlos M. Fernandes — Setembro 5, 2010 @ 10:52