Na reunião 5+5 esteve não apenas Sócrates, mas também os líderes (de direita) da Itália e da França.
Tenho poucas dúvidas que, quando o PSD subir ao governo em Portugal, o primeiro-minitro PSD também irá a estas reuniões 5+5.
Portugal deve ter boas relações com todos os países, muito especialmente com aqueles que têm boa vontade para fazer negócios proveitosos com Portugal. Como é o caso da Líbia.
Luís Lavoura, uma coisa é fazer negócios com países com facínoras como governantes. Não há como evitar. Outra é a evidente satisfação com que Sócrates se presta a estas companhias de Khadaffi e Chavéz (relembre-se o palco que Sócrates deu a gente desta com a cimeira UE-África, sem qualquer resultado) e a participação nos festejos da ‘revolução líbia’, que já produziu o que se sabe. Inventasse uma dor de barriga e fosse para o quarto ler dossiers sobre o aumento do desemprego.
Comentário por Maria João Marques — Setembro 2, 2010 @ 15:35
Se as empresas portuguesas quiserem fazer negócios com os libios são livres de o fazer. O governo não tem que se meter no assunto.
Comentário por lucklucky — Setembro 2, 2010 @ 15:51
Maria João Marques, pois, não há como evitar: para se fazer negócios com países que são governados por ditadores é necessário, é mesmo imprescindível, fazer-se algumas figuras menos bonitas, como sejam dar-se palmadinhas nas costas desses ditadores, assistir-se aos festejos das revoluções que os levaram ao poder, etc. Infelizmente, é mesmo assim, é inevitável.
Se a gente não está nas boas graças deles, eles não nos deixam fazer negócio lá. E, para cair nas boas graças deles, é infelizmente necessário aplaudi-los e gabá-los.
(Há, é claro, uma outra possibilidade: se a gente tem para vender bens tão preciosos e tão únicos que qualquer um deles necessita, não se precisa de fazer estas figuras tristes. É isso que acontece com países mais avançados, como a Alemanha ou a Suíça, os quais produzem coisas de uma qualidade tão única que todos as querem comprar, sem que os governantes da Alemanha ou da Suíça precisem de andar a fazer de feirantes como o Sócrates.)
“Se as empresas portuguesas quiserem fazer negócios com os libios são livres de o fazer.”
Não são, não. Em países governados por ditaduras, só entram as empresas que esses ditadores deixam. Na Líbia não há concursos internacionais abertos, aos quais qualquer empresa de qualquer país pode concorrer. Eles só deixam concorrer as empresas de países amigos.
“O governo não tem que se meter no assunto.”
Tem. Portugal tem que vender coisas ao estrangeiro para ter dinheiro para comprar o petroleozinho, o trigo e outras coisinhas assim essenciais. Ou pensa que esse dinheiro cai do céu?
será de facto muito fácil dizer que fossem estes os grandes defeitos de sócrates..
o problema estará em como estas empresas ajudadas lá fora, sao também ajudadas sistematicamente cá dentro..
depois admirem-se com as faustosas campanhas eleitorais do ps..
ontem saiu uma noticia(jornal de negócios) acerca de 15 empresas brindadas com créditos fiscais e isenção de imposto de selo sobre os investimentos no âmbito de contratos-programa..
ora no próprio diário da republica não se informava o valor destes mesmos créditos!!!
pior: vários destes projectos já receberam ou receberão ajudas , via QREN, ENTRE 30 a 70% !!!
pior: a isto somem-se as facilidades concedidas pelas autarquias..
e pior seria se os principais financiadores destas se distribuissem exclusivamente pelo bcp, bes e cgd..
já agora, só para relembrar que desta vez , pelo menos para já, não saiu nenhuma noticia de aberturqa de linha de crédito para as empresas portuguesas investirem na líbia..
Comentário por andrecruzzz — Setembro 2, 2010 @ 16:44
O mundo está a mudar… e o cacau está hoje na mão dos líbios, angolanos, brasileiros, países do Golfo e China.. é lá que é preciso ir pedir batatinhas… quando se é teso… Pior seria apertar a mão a Netanyhau… a esse só é de apertar o pescoço…
Comentário por Euroliberal — Setembro 2, 2010 @ 21:42
“Tem. Portugal tem que vender coisas ao estrangeiro para ter dinheiro para comprar o petroleozinho, o trigo e outras coisinhas assim essenciais. Ou pensa que esse dinheiro cai do céu?”
Tem piada pensava que quem comprava eramos nós não o sr.Estado que só chula e se endivida…
Comentário por lucklucky — Setembro 2, 2010 @ 22:05
Na reunião 5+5 esteve não apenas Sócrates, mas também os líderes (de direita) da Itália e da França.
Tenho poucas dúvidas que, quando o PSD subir ao governo em Portugal, o primeiro-minitro PSD também irá a estas reuniões 5+5.
Portugal deve ter boas relações com todos os países, muito especialmente com aqueles que têm boa vontade para fazer negócios proveitosos com Portugal. Como é o caso da Líbia.
Comentário por Luís Lavoura — Setembro 2, 2010 @ 14:11
Luís Lavoura, uma coisa é fazer negócios com países com facínoras como governantes. Não há como evitar. Outra é a evidente satisfação com que Sócrates se presta a estas companhias de Khadaffi e Chavéz (relembre-se o palco que Sócrates deu a gente desta com a cimeira UE-África, sem qualquer resultado) e a participação nos festejos da ‘revolução líbia’, que já produziu o que se sabe. Inventasse uma dor de barriga e fosse para o quarto ler dossiers sobre o aumento do desemprego.
Comentário por Maria João Marques — Setembro 2, 2010 @ 15:35
Se as empresas portuguesas quiserem fazer negócios com os libios são livres de o fazer. O governo não tem que se meter no assunto.
Comentário por lucklucky — Setembro 2, 2010 @ 15:51
Maria João Marques, pois, não há como evitar: para se fazer negócios com países que são governados por ditadores é necessário, é mesmo imprescindível, fazer-se algumas figuras menos bonitas, como sejam dar-se palmadinhas nas costas desses ditadores, assistir-se aos festejos das revoluções que os levaram ao poder, etc. Infelizmente, é mesmo assim, é inevitável.
Se a gente não está nas boas graças deles, eles não nos deixam fazer negócio lá. E, para cair nas boas graças deles, é infelizmente necessário aplaudi-los e gabá-los.
(Há, é claro, uma outra possibilidade: se a gente tem para vender bens tão preciosos e tão únicos que qualquer um deles necessita, não se precisa de fazer estas figuras tristes. É isso que acontece com países mais avançados, como a Alemanha ou a Suíça, os quais produzem coisas de uma qualidade tão única que todos as querem comprar, sem que os governantes da Alemanha ou da Suíça precisem de andar a fazer de feirantes como o Sócrates.)
Comentário por Luís Lavoura — Setembro 2, 2010 @ 15:52
lucklucky
“Se as empresas portuguesas quiserem fazer negócios com os libios são livres de o fazer.”
Não são, não. Em países governados por ditaduras, só entram as empresas que esses ditadores deixam. Na Líbia não há concursos internacionais abertos, aos quais qualquer empresa de qualquer país pode concorrer. Eles só deixam concorrer as empresas de países amigos.
“O governo não tem que se meter no assunto.”
Tem. Portugal tem que vender coisas ao estrangeiro para ter dinheiro para comprar o petroleozinho, o trigo e outras coisinhas assim essenciais. Ou pensa que esse dinheiro cai do céu?
Comentário por Luís Lavoura — Setembro 2, 2010 @ 15:56
será de facto muito fácil dizer que fossem estes os grandes defeitos de sócrates..
o problema estará em como estas empresas ajudadas lá fora, sao também ajudadas sistematicamente cá dentro..
depois admirem-se com as faustosas campanhas eleitorais do ps..
ontem saiu uma noticia(jornal de negócios) acerca de 15 empresas brindadas com créditos fiscais e isenção de imposto de selo sobre os investimentos no âmbito de contratos-programa..
ora no próprio diário da republica não se informava o valor destes mesmos créditos!!!
pior: vários destes projectos já receberam ou receberão ajudas , via QREN, ENTRE 30 a 70% !!!
pior: a isto somem-se as facilidades concedidas pelas autarquias..
e pior seria se os principais financiadores destas se distribuissem exclusivamente pelo bcp, bes e cgd..
já agora, só para relembrar que desta vez , pelo menos para já, não saiu nenhuma noticia de aberturqa de linha de crédito para as empresas portuguesas investirem na líbia..
Comentário por andrecruzzz — Setembro 2, 2010 @ 16:44
O mundo está a mudar… e o cacau está hoje na mão dos líbios, angolanos, brasileiros, países do Golfo e China.. é lá que é preciso ir pedir batatinhas… quando se é teso… Pior seria apertar a mão a Netanyhau… a esse só é de apertar o pescoço…
Comentário por Euroliberal — Setembro 2, 2010 @ 21:42
“Tem. Portugal tem que vender coisas ao estrangeiro para ter dinheiro para comprar o petroleozinho, o trigo e outras coisinhas assim essenciais. Ou pensa que esse dinheiro cai do céu?”
Tem piada pensava que quem comprava eramos nós não o sr.Estado que só chula e se endivida…
Comentário por lucklucky — Setembro 2, 2010 @ 22:05