O Insurgente

Setembro 30, 2010

Renunciar

Filed under: Blogosfera,Portugal — ruicarmo @ 22:51

Um brilhante catálogo de renúncias, que o (des)governo socialista deveria seguir, da autoria de JM Ferreira de Almeida.

Renuncio a boa parte dos institutos públicos criados com o propósito de me servir;

Renuncio à maior parte das fundações públicas, privadas e áquelas que não se sabe se são públicas se privadas, mas generosamente alimentadas para meu proveito, com dinheiros públicos;

Renuncio a ter um sector empresarial público com a dimensão própria de uma grande potência, dispensando-me dos benefícios sociais e económicos correspondentes;

Renuncio ao bem que me faz ver o meu semelhante deslocar-se no máximo conforto de um automóvel de topo de gama pago com as minhas contribuições para o Orçamento do Estado, e nessa medida estou disposto a que se decrete que administradores das empresas públicas, directores e dirigentes dos mais variados níveis de administração, passem a utilizar os meios de transporte que o seu vencimento lhes permite adquirir;

Renuncio à defesa dos direitos adquiridos e à satisfação que me dá constatar a felicidade daqueles que, trabalhando metade do tempo que eu trabalhei, garantiram há anos uma pensão correspondente a 5 vezes mais do que aquela que eu auferirei quando estiver a cair da tripeça;

Renuncio ao PRACE e contento-me com uma Administração mais singela, compacta e por isso mais económica, começando por me resignar a que o governo seja composto por metade dos ministros e secretários de estado;

Renuncio ao direito de saber o que propõem os partidos políticos nas campanhas pagas com milhões e milhões de euros que o Estado transfere para os partidos políticos, conformando-me com a falta de propaganda e satisfazendo-me com a frugalidade da mensagem política honesta, clara e simples;

Renuncio ao financiamento público dos partidos políticos nos actuais níveis, ainda que isso tenha o custo do empobrecimento desta  democracia, na mesma mesmísisma medida do corte nas transferências;

Renuncio ao serviço público de televisão e aceito, contrariado, assistir às mesmas sessões de publicidade na RTP, agora nas mãos de um qualquer grupo privado;

Renuncio a mais submarinos, a mais carros blindados, a mais missões no estrangeiro dos nossos militares, bem sabendo que assim se põe em perigo a solidez granítica da nossa independência nacional e o prestígio de Portugal no mundo;

Renuncio ao sossego que me inspira a produtividade assegurada por mais de 230 deputados na Assembleia da República, estando disposto a sacrificar-me apoiando – com tristeza – a redução para metade dos nossos representantes.

Renuncio, com enorme relutância, a fazer o percurso Lisboa-Madrid em 3h e 30m, dispondo-me – mesmo que contrariado mas ciente do que sacrificio que faço pela Pátria – a fazer pelo ar por metade do custo o mesmo percurso em 1 h e picos, ainda que não em Alta Velocidade.

Renuncio ao conforto de uma deslocação de 50 km desde minha casa até ao futuro aeroporto de Lisboa para apanhar o avião para Madrid em vez do TGV, apesar da contrariedade que significa ter de levantar voo e aterrar pertinho da minha casa.

Renuncio a mais auto-estradas, conformando-me, com muito pena, com a reabilitação da rede nacional de estradas ao abandono e lastimando perder a hipótese de mudar de paisagem escolhendo ir para o mesmo destino entre três vias rápidas todas pagas com o meu dinheiro, para além de correr o triste risco de assistir à liquidação da empresa Estradas de Portugal.

Sócrates e o seu Partido

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:00

Partido de Sócrates. Por Paulo Pinto Mascarenhas.

É impossível derrotar o PS sem primeiro derrubar o seu dono. PS quer hoje dizer ‘Partido de Sócrates’.

Isabel Alçada sobre a organização da rede escolar e sobre o apoio social escolar

Filed under: Educação,Media,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Uma ministra com certezas

Verdade e mentira

Filed under: Blogosfera,Double standards,Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:14

Read his lips. Por Pedro Correia.
Afinal havia muito onde cortar. Por João Miranda.
O HOMEM DESFOCADO. Por João Gonçalves.

Leitura complementar: Pagar a conta; Orçamento de credibilidade zero; O Melhor Negócio do Mundo; Quem paga a factura da crise?; Da austeridade.

Um enorme fracasso

Filed under: Internacional,Política — Carlos M. Fernandes @ 16:23

Ontem, no centro de Granada, só as portas trancadas de alguns negócios — que, no entanto, se abriam para os clientes — denunciavam um dia anormal. Mesmo algumas lojas que tiveram o azar de estar na rota matinal dos piquetes reabriram quando já não havia vândalos à vista. A greve geral foi um estrondoso fracasso, em Granada e no resto do país. Um fracasso anunciado, pois o divórcio dos cidadãos com os sindicatos era, há muito, evidente. Foram seis anos de silêncio perante a desastrosa gestão de Zapatero. Seis anos de silêncio diante da taxa de desemprego galopante. Seis anos de silêncio como resposta à crescente pressão sobre as pequenas e médias empresas. E, finalmente, quando o governo não tem outra alternativa e começa a agitar os “direitos adquiridos”, os sindicatos saem à rua (ainda assim, tentando poupar Zapatero, e apontando os dedos acusadores ao PP e às políticas neoliberais, vá-se lá saber por que razão). Ou seja, em Espanha os sindicatos demonstraram, a quem não queria acreditar, o seu anacronismo intrínseco e ausência de valores democráticos. Resultado: uma greve nada geral, mesmo com as ameaças de carácter mafioso, as quais, desta vez, não amedrontaram tanto; pelo contrário, tiveram como consequência muitas reacções de peito aberto. E ouvindo algumas conversas nas barras de Granada, dei-me conta de um clima hostil aos sindicalistas, um asco que poderia facilmente ter escorregado para a violência. É fácil doutrinar os cidadãos, mas não convém tratá-los como parvos. Como, por exemplo, ir para uma esplanada da Plaza de Gracia granadina, tomar umas cervejas e umas tapas, depois de tentar fechar todos os tascos da área. Seriam os serviços mínimos para os piquetes “informativos”?

A crise e os abrantes

Filed under: Blogosfera,Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:17

Novas instruções para os abrantes. Por João Miranda.

Defender cortes à irlandesa com a mesma convicção com que se defendeu o investimento público.

Leitura complementar: Pagar a conta; Orçamento de credibilidade zero; O Melhor Negócio do Mundo; Quem paga a factura da crise?; Da austeridade.

O Fundo Europeu de Estabilização Financeira e a crise orçamental em Portugal

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 16:12

Much ado about less than nothing. Por Jorge Costa.

A racionalidade de recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira deveria, pois, estar a ocupar o essencial do debate, que só poderia – eventualmente – ser substituído por um outro: em torno de medidas que, efectivamente, fossem susceptíveis de começar a infundir confiança e substituir a necessidade do Fundo; suficientemente virtuosas para – eventualmente – produzir a almejada diminuição dos custos de financiamento. O que se fez não vai nesse sentido. Mas, mesmo na circunstância de haver força de vontade e entendimento político para as pôr em prática, por que razão o fazer na incerteza sobre os seus efeitos nos custos de financiamento, e não com a certeza (taxas de juro mais reduzidas) e as disponibilidades do Fundo?

A questão aparece com tanta mais pertinência quanto se, e quando, formos forçados, pela contínua pressão das taxas de juro, a recorrer ao Fundo, o orçamento que, entretanto, anda Portugal inteiro a discutir passa a ser um nado-morto. Mas um nado-morto já razoavelmente encarecido, política e financeiramente falando.

A Alemanha só aceitará o recurso português perante um programa de consolidação orçamental a sério, com algumas reformas a sério, muito mais duro do que o ontem anunciado. Entretanto, ter-se-ão queimado mais umas semanas ou, na melhor das hipóteses, meses, mobilizando resistências contra algo que nada vale, pois o que vier a valer terá de ser a… valer.

SOS Racismo, ILGA e Câmara Corporativa: todos diferentes, todos iguais

Filed under: Blogosfera,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:31

Uma proposta. Por Helena Matos.

Como receio que os corporativos sejam abrangidos pela medida – 14 – Extinguir/fundir organismos da Administração Pública directa e indirecta; proponho que Câmara Corporativa seja integrado naquela lista de beneficiários da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.

A crise explicada pelos abrantes

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:23

O Sr. Eng não tem culpa de nada. Por Miguel Noronha.

Não sei se perceberam mas a culpa pelo brutal aumento da dívida pública e pelo descontrolo da execução orçamental é da “selvajaria da lei dos mercados”.

Orçamento de credibilidade zero

Filed under: Comentário,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 12:17

A proposta de medidas orçamentais feita ontem pelo governo, mesmo depois dos sucessivos avisos dos partidos da oposição, nomeadamente PSD e CDS, resume-se ao seguinte:

  • Do lado da despesa a somente cinco medidas sindicáveis, definidas de forma objectiva em relação a como vão ser aplicadas: a redução da massa salarial da função pública em 5%; o congelamento das reformas; o congelamento das promoções e progressões na função pública; a eliminação da possibilidade de acumular vencimentos públicos com pensões do sistema público de aposentação; eliminar o aumento extraordinário do abono de família nos 1º e 2º escalões e eliminar os 4º e 5º escalões.
  • Do lado da receita, e descontando as medidas já previstas no PEC, é proposto: o aumento da taxa máxima do IVA em 2 pp; o aumento em 1 pp das contribuições para a Caixa Geral de Aposentações; carta branca para rever as tabelas anexas ao Código do IVA, previsivelmente transferindo produtos da taxa reduzida de IVA para a taxa máxima; carta branca para rever o valor de taxas, multas e contra-ordenações.

Tudo o resto proposto do lado da despesa é absolutamente insindicável, não se esclarecendo sequer no que é proposto o que é temporário ou permanente.

Dado o historial de medidas passadas (muitas delas estafadas e lá repetidas, como o congelamento de admissões na função pública, a redução das despesas do SNS ou a reorganizar e racionalização do sector empresarial do estado), dada a falta de credibilidade do governo e do responsável pela pasta – particularmente sustentada por no passado terem demonstrado a sua reserva mental em fazerem cumprir essas mesmas medidas -, a credibilidade dessas medidas não-sindicáveis vale zero.

Não é garantido um milímetro de concessão nas grandes obras públicas, e não é avançada nenhuma medida concreta de diminuição da infrastrutura do estado. São todas medidas das quais, daqui a um ano, se pode voltar atrás.

Do lado da receita, uma sucessão de medidas objectivas e pesadas. O confirmar da intenção em mexer nas deduções fiscais (herdada do PEC) e o passar de carta branca para mexer em taxas, multas e contra-ordenações, bem como para criar um novo imposto (deixado completamente em aberto) sobre o sector financeiro.

Não há mais margem para pedidos de desculpa bacocos ou para negociatas casuísticas. O que se propõe do lado da receita é demasiado substancial e pesado (e de reversibilidade que temos todas as razões para duvidar) para que se possa achar que o aumento de impostos está em cima da mesa “para negociar”. É um dado à partida.

Face a este cenário, anunciada a vontade de CDS e do PSD em não patrocinarem a aprovação de um orçamento que aumente impostos e mexa nas deduções fiscais, só resta uma solução a ambos os partidos que os impede de perderem a face e, cada vez mais, assumirem plenamente o estatuto de cúmplices: o seu voto contra.

O Melhor Negócio do Mundo

Filed under: Política,Portugal — Tomás Belchior @ 11:37

Deserve VictoryUma pessoa normal olha para aquela gente a explicar-nos, com um ar pesaroso, quanto é que vamos ter de pagar pelos erros deles e fica com inveja.

No mundo real, só podemos ter custos se tivermos receitas e ter receitas dá um trabalho desgraçado. No mundo real, quando as coisas correm mal, a castigo não vem dali a quatro anos. Vem no fim do mês quando é preciso pagar ordenados. No mundo real, quando as coisas correm mal, os bancos ficam-nos com a casa.

No mundo em que aquela gente vive, nada disto acontece. No mundo em que aquela gente vive, basta carregar num botão e “empresas privadas” oferecem-nos fundos de pensões. Basta carregar num botão e “os ricos” pagam a crise. Basta carregar num botão e já não é preciso fazer reformas. É tudo corrido a eito.

Quando for grande, quero que me deixem ser dono de um país.

Quem paga a factura da crise?

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:05

Ao contrário do que disse ontem Nicolau Santos no Jornal da Noite da SIC, a factura da crise não vai ser paga preferencialmente pelos funcionários públicos. Ela já está a ser cobrada aos desempregados, vindos do sector privado, e a ser paga por todos os empregados das pequenas empresas que viram o seu ordenado substancialmente reduzido nos últimos meses. Está a ser paga pelos que fecharam os seus negócios e viram os seus investimentos reduzidos a zero. Pelos que se aguentam, mas fazem contas e dão graças às poupanças que, ao contrário do Estado, amealharam durante a euforia para fazer frente a tempos como este.

A factura começou a ser paga há mais de 2 anos. Ontem, com a declaração de Sócrates transmitida ao mesmo tempo que o jogo do Benfica, a realidade chegou à outra metade do país.

Da austeridade

Filed under: Portugal — Adolfo Mesquita Nunes @ 10:47

As medidas anunciadas ontem pelo Governo seriam de austeridade se não se traduzissem, afinal de contas, na correcção de um conjunto de desvarios em que o Governo se deixou enredar nos últimos tempos, mesmo quando a crise já estava instalada. Assim sendo, as medidas anunciadas pelo Governo deveriam ter outro nome qualquer. Medidas de correcção de disparates eleitoralistas, por exemplo.

Memória

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:01

Leitura complementar: Pagar a conta.

Re: Re: Pluralismo

Filed under: Comentário,Economia,Media,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:20

Reflectindo sobre este post do Miguel Botelho Moniz, creio que há de facto uma gritante falta de pluralismo no comentário económico nos meios de comunicação social portugueses, já que quase todos os economistas com presença regular nos media que são keynesianos.

Parece-me que o que está aqui em causa é fundamentalmente o mal-estar dos keynesianos que não sabem fazer contas (mais um ou outro marxista) com os keynesianos que sabem fazer contas.

Pagar a conta

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:16

Face à manifesta incapacidade do governo socialista para seguir uma política orçamental responsável e sustentável, resta agora – em desespero – recorrer a todos os expedientes possíveis para tentar evitar o colapso:

E o cinto volta a apertar…
Governo cumpre défice de 7,3% com ”ajuda” do fundo de pensões da PT
Finanças congelam investimentos públicos até final do ano
Sócrates: medidas de austeridade só foram tomadas porque não restava qualquer outra alternativa

O Sporting, hoje

Filed under: Desporto,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:08

Sporting proíbe calças de ganga aos funcionários

A mensagem interna refere-se ainda à necessidade de esconder piercings e tatuagens. Por outro lado, para entrar na tribunal presidencial do Estádio de Alvalade passa a ser obrigatório vestir um blazer.

«Olho para Alvalade e pergunto como se construiu um estádio assim»
A frase é de Costinha, director desportivo do Sporting

«Começo a olhar para o estádio e pergunto-me como se construiu um estádio assim: não tem um acesso para o autocarro para os balneários, há sítios em que não se vê bem a bola, a relva não está boa por causa das temperaturas e porque está mal colocada. Será que quando construiram o estádio não pensaram nisso?»

Setembro 29, 2010

Demitam-se sff

Filed under: Política,Portugal — Adolfo Mesquita Nunes @ 23:49

As medidas de austeridade anunciadas pelo Governo deveriam, se aquilo fosse um Governo normal, determinar a demissão (a pedido próprio ou por iniciativa do Primeiro-Ministro) de uns quantos ministros. Não porque esses ministros sejam maus (nem é isso sequer que está em causa) mas, isso sim, porque esses ministros  foram desmentidos lapidar e categoricamente.

As medidas de austeridade não podem ser aplicadas por, ou estar à mercê de, ministros que, durante meses, mesmo quando a inevitabilidade de medidas de austeridade estava à vista de todos, negou as vantagens e a necessidade e urgência das políticas de austeridade, chegando mesmo, em alguns casos, a alertar para os perigos de tais medidas.

Manter António Mendonça no Governo (ou Vieira da Silva ou Santos Silva ou o próprio Teixeira dos Santos) a aplicar medidas de austeridade será qualquer coisa de parecido a pedir a um pirómano que vá para a floresta fazer limpeza de prevenção de fogos.

WordPress Subscriptions

Filed under: Blogosfera — André Azevedo Alves @ 23:00

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As melhores notícias para o PSD

Filed under: Diversos — Ricardo G. Francisco @ 22:38

O PS hoje fez o favor que o PSD precisava. Vejamos

- Dentro do paradigma do Estado social que paga e faz, propôs medidas duras que colocarão o eleitorado de esquerda e centro contra o PS.
- Enunciou um orçamento que, embora vá de encontro com pedidos ad hoc de todos os partidos (adorei os 20% de redução no Subsídio de inserção social e o imposto especial sobre o sistema financeiro), tem elementos inaceitáveis para todos os partidos da oposição.
- Demonstrou objectivamente que mentiu em Setembro do ano passado nas eleições e em Maio quando apresentou o PECII. Note-se que nada mudou desde Setembro de 2009 e desde Maio creio que o PS só apresentou boas notícias.
- Deu espaço para o PSD apresentar medidas adicionais no corte da despesa/investimento que não são tão penalizadoras embora sejam inaceitáveis para este PS. Não há alterações de fundo da Saúde nem na Educação do tipo que foram implementadas na Europa do Norte com a separação do Estado financiador do Estado Gestor e proprietário.

O PSD conseguiu. Foi o PS que propôs a redução de salários da função pública. Agora é esperar pelas eleições antecipadas.

PS: Volto a uma auto-imposta hibernação, não me aguentei.

Socialismo português pelos próprios (2)

Filed under: Política,Portugal — Adolfo Mesquita Nunes @ 22:28

Se precisarmos que o FMI nos salve, talvez essa seja de facto a nossa salvação.

A nossa salvação, já há muito que por aqui se sabe mas é sempre bom contar com o apoio de Almeida Santos, passa pelo reconhecimento de que este Governo é incapaz. Esperemos que o Presidente da República tenha tomado boa nota da coisa.

Socialismo português pelos próprios (1)

Filed under: Política,Portugal — Adolfo Mesquita Nunes @ 22:25

O povo tem que sofrer as crises como o Governo as sofre” (não, o link não é para o Inimigo Público, é mesmo para o Público a sério).

Talvez alguém pudesse explicar a Almeida Santos que, ao contrário do povo, que é feito de gente, o Governo, que é um ente, não tem dinheiro próprio. Vai daí, qualquer sofrimento que o Governo possa sentir com a crise não deixa de ser psicológico (e, espera-se, já agora, cheio de remorsos). Quem paga a crise, com ou sem sofrimento psicológico dos socialistas, é o povo mesmo.

Desculpem apontar o óbvio, mas…

Filed under: Política,Portugal — LA @ 21:14

Será que já se poderá dizer sem rodeios que um dos problemas do partido que Sócrates construiu é a elevada percentagem de gente incompetente que o enche e que com ele aceita trabalhar? Incompetente como em “não têm a menor noção como gerir uma nota de 5 euros”. Incompetente como em “pode-se sempre aumentar os impostos”. Incompetente como em “não se percebe como funcionam mas parece que se pode sempre pedir aos mercados que comprem dívida estatal”?
Já se poderá dizê-lo sem que em redor baixem os olhos, envergonhadamente, os praticantes do “cuidadinho como o politicamente correcto”?
Ainda não é altura de apontar o dedo e pedir responsabilidade política e pessoal pelo desgoverno a que isto chegou?

E não me esqueci dos milhões dos meus concidadãos que votaram duas vezes nesta maioria.
Incompetentes.

Orçamentos … (2)

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — Nuno Branco @ 20:58

Então aqui vai um breve resumo do que eu entendi hoje da breve declaração do Primeiro Ministro e seu Ministro das Finanças:

1) O défice para 2010 está descontrolado. Para colocar a coisa novamente no caminho previsto vamos fazer uns jogos contabilisticos com a PT que garantem um encaixe superior a 2 mil milhões de euros. Vamos fazer de conta que não vai haver reformados na PT para não estragar as contas.

2) Dos cortes da despesa Teixeira dos Santos espera ganhar 3.4 mil milhões de euros. Dos aumentos dos impostos espera ganhar 1.7 mil milhões de euros. Ou seja, se as medidades de corte na despesa tivessem sido apresentadas em Julho de 2010 (o PEC II é de Maio) não seriam necessárias alterações do lado da receita (em 2011) para cuprir o objectivo a que o Governo se coloca. Para o ano (se ainda estiver no Governo) vai obviamente ser igual.

3) Quando questionado sobre porque é que as medidas do lado da despesa não foram tomadas mais cedo, José Socrates responde “apenas agora estou convencido que são mesmo necessárias”. Uma avaliação das capacidades mentais do chefe de Governo se calhar impõe-se dada a gravidade do discurso.

4) Isto é tudo mentiras e sonhos cor de rosa. Podia elaborar muitas razões para tal mas fica para um tópico posterior. Para já basta ver que ninguém se lembra quando é que foi a última vez que o ministro das finanças disse a verdade sobre o défice. Pelo menos este ano poupou-nos o triste espectáculo de revisões do défice mensais e optou pela contabilidade criativa com o negócio da PT.

Em nome do interesse nacional

Filed under: Blogosfera,Economia,Internacional,Política,Portugal — ruicarmo @ 20:03

Um avisado post de  Daniel Hannan. Pode ser que algum Abrantes leia e processe a informação.

I recommend this book to any central bankers who want a primer on Austrian economics. In the mean time, there are some simple verities which you shouldn’t require an economics degree to grasp.

You can’t consume without producing, at least not in the long term.

You can’t cure a patient by giving him more of what made him ill.

You can’t inflate away your government liabilities without consequences.

You can’t spend your way out of recession.

You can’t borrow your way out of debt.

Isabel Alçada apresenta as metas nacionais para o sistema de ensino

Filed under: Educação,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

2010-09-21 Educação 2015 metas RTP

Secura

Filed under: Agenda,Ambiente,Internacional,Política — ruicarmo @ 19:48

It’s time politics caught up with reality.

Mais um desastroso projecto do governo universal.

Ventos de mudança

Filed under: Agenda,Ambiente,Comentário,Economia,Energia,Política,Religião — ruicarmo @ 19:33

O vento da eco-religião é caro. E por cá, quando fazem as continhas?

Exemplar

Filed under: Ambiente,Comentário,Cultura,Internacional,Media,Política,Portugal — ruicarmo @ 19:26

Sócrates já lhe endereçou as felicitações?

Sugestão cultural

Filed under: Agenda,Cultura,Portugal — ruicarmo @ 19:11

De 1 a 7 de Novembro, decorre  o I Festival Internacional da Memória Sefardita. Em boas terras.

Re: Pornografia

Filed under: Educação,Media,Política,Portugal,Saúde,Videos — André Azevedo Alves @ 16:00

É mesmo.

¿Por qué no te callas?

Filed under: Desporto,Media — Miguel Botelho Moniz @ 15:53

Abrantes Mendes teme «belenização»

Seria de esperar um mínimo de decoro por parte do ex-presidente da AG do Sporting responsável pela manutenção no cargo do inacreditável presidente Jorge Gonçalves, a.k.a “o bigodes”, contribuindo para o tristemente célebre periodo de 18 anos em que o clube não ganhou nenhum campeonato nacional.

Vicente Moura: «Sporting poderá ser um Belenenses»

Ora aqui está outro sportinguista que deveria ter mais reserva na verborreia. Especialmente se depois de lançar as farpas ainda diz que «Ainda é cedo para tirar conclusões». Mas enfim. Que esperar de alguém que com a idade que tem se gaba de ser sócio «há quase duas dezenas de anos» e que «É preciso que os sócios muito antigos sejam ouvidos»?

Argumentos simples contra a desertificação

Filed under: Economia,Política — Tomás Belchior @ 15:35

“Simply put, the more people cram themselves into small spaces, the more government will be involved in their lives.”

O resto está aqui.

Democracia sindical

Filed under: Economia,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 13:11

UGT: “El derecho a no hacer huelga no existe”

El secretario general de UGT, Josep Maria Álvarez, ha afirmado este miércoles que “el derecho a no hacer huelga no existe” y ha considerado que el interés de la mayoría de los trabajadores siempre está por encima de la voluntad de “los grandes y pequeños empresarios”.

(…)

Los piquetes informativos del sindicato CGT ha intentado impedir la salida de los servicios estipulados -el 25% entre las 6.30 y las 9.30 horas- y de algunos trabajadores que habían decidido no seguir el paro.

Subsídios, subvenções, donativos e actos análogos a entidades exteriores ao sector público administrativo

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:07

Um caso interessante, entre muitos: Despesa pública. Por Carlos Loureiro.

Re: Pluralismo

Filed under: Blogosfera,Economia — Miguel Botelho Moniz @ 12:13

Escreve o João Miranda: «Noto algum desdém da esquerda em relação aos economistas que sabem fazer contas. Dizem que não há pluralismo.»

O pluralismo só é conseguido plenamente se os economistas que não sabem fazer contas tiverem igualdade de acesso aos meios de propagação das suas ideias. Na verdade, até esta proposição está ela própria enferma de falta de pluralismo. Como diria Garfield, o gato, «Everyone has a right to my opinion». E como diria o personagem Elsworth Toohey, de The Fountainhead, «They have a right to express their individuality too, don’t be selfish!».

Um jornal de referência

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 11:33

As acções dos piquetes de greve foram pontuadas por alguns incidentes com cargas policiais e o atropelamento de vários sindicalistas em Valência e na localidade de Coslada, em Madrid.

E mais nada. É só isto que o Público (vénia) tem a dizer sobre os incidentes na greve geral de 29 de Setembro em Espanha.

A estratégia do medo

Filed under: Internacional — Carlos M. Fernandes @ 11:20

Los piquetes informativos desplegados por Granada capital desde las 23.00 de este martes han cerrado en la pasada noche varios pubs con los clientes dentro, lo que ha motivado la actuación de Bomberos y protagonizado incidentes con los porteros de la conocida discoteca Mae West.

Unas 300 personas, según ha informado el portavoz de la Policía Local de Granada, han provocado destrozos en la ciudad llamando a la huelga general y generando un ruido por el que se han quejado varios vecinos.

Sobre las 1.00 los piquetes comenzaron a cerrar los locales de ocio de la Plaza de Toros y a colocar contenedores en mitad de la vía pública y tan sólo media hora más tarde en la calle Elvira, donde han roto varias lunas de los vehículos. Los clientes del pub Enano Rojo, en esta vía, han quedado atrapados en el local al cerrarlo los piquetes, con lo que Bomberos ha tenido que actuar.

En la Avenida Andaluces, los piquetes también cerraron un salón de juegos y en la céntrica Reyes Católicos rompieron los cristales de una cafetería, teniendo que intervenir Policía Nacional. A las 3.00 fue cuando se trasladaron a la discoteca Mae West, donde se registraron incidentes con los porteros, por lo que ha tenido que intervenir Policía Nacional.

En MercaGranada los piquetes han impedido la entrada de los trabajadores que iban a incorporarse a su puesto de trabajo y en la Carretera de Ogíjares se localizaron varios neumáticos ardiendo, con la actuación consecuente de Bomberos.

Aqui.

Sindicatos (3)

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 00:00

Começou. Os sindicatos já andam pelas cidades espanholas a fechar bares. Quem não obecede sofre as consequências, e provavelmente acabará por fechar. E diz-se que estamos num Estado de Direito.

Setembro 28, 2010

Dívida pública para totós

Filed under: Economia,Media,Portugal,Teoria — Miguel Botelho Moniz @ 23:27

Um pouco por toda a imprensa e comunicação social, sempre que o estado português coloca dívida pública nos mercados, através de leilões, é costume ouvir referências ao facto de que a procura ultrapassou “várias vezes” a oferta. Assim como quem diz “estamos a pagar o triplo da Alemanha, mas todos querem as nossas obrigações”. No último Expresso da Meia-Noite, Luis Nazaré também referiu este “excesso” de procura, estranhando que tal “excesso” não se traduzisse em juros mais baixos. A ideia implícita nestes comentários, e que Francisco Louçã concretizou de forma expressa outro dia, é que alguém “está a meter ao bolso” à custa do estado português.

Para percebermos o erro acima referido, vamos começar por identificar alguns conceitos básicos:

  1. Os títulos de dívida pública são geralmente obrigações de renda fixa. Este tipo de obrigações caracteriza-se por um valor nominal (o montante devolvido pelo devedor no final da duração da obrigação) e por um cupão, geralmente anual ou semestral (que paga um valor fixo, sempre igual, em cada periodo ao credor).
  2. Quando uma obrigação de renda fixa é transacionada, isto é, quando alguém paga um determinado preço por ela, esse preço relaciona-se com os fluxos financeiros acima referidos (valor nominal e cupões) através de uma taxa a que se chama yield to maturity (YTM). Um pouco como a TIR, explicada neste post, a YTM é a taxa de desconto à qual a compra de uma obrigação tem um valor actual líquido igual a zero.
  3. Como os fluxos financeiros relacionados com a obrigação de renda fixa são, por definição, fixos, a variação dos juros pagos pelo estado, vulgo yield, resulta das variações no preço de transacção das mesmas, que é o que pode variar. Assim, se a YTM pretendida é exactamente igual à taxa do cupão, o preço da obrigação é igual ao seu valor nominal, ou par. Se a YTM é menor que a taxa do cupão o preço é superior ao valor nominal; se maior, o preço é inferior.

Quando se refere que os juros da dívida pública estão a subir, isso quer dizer que o valor dos títulos transacionados está a descer. No caso de novas emissões, em que o estado efectivamente encaixa dinheiro, isso significa que à medida que os investidores exigem mais rentabilidade face ao risco presumido o preço que estão dispostos a pagar pelos títulos baixa.

A colocação desta dívida faz-se mediante leilões. De forma simplificada, podemos dizer que os participantes licitam dizendo que estão dispostos a comprar N títulos a um preço P. O estado vende os títulos começando, naturalmente, por satisfazer as licitações com preço mais alto, descendo a partir daí pelas licitações, em sentido decrescente. Continua a satisfazer as licitações até atingir um determinado montante de encaixe. Quando se refere depois que o estado levantou X milhões a uma taxa de T, isso significa que o preço médio pago pelos compradores, face ao valor nominal e cupão dos títulos em causa resulta numa YTM, média, de T. Algumas licitações terão sido abaixo, outras acima.

O facto da “procura” (definida como o somatório das licitações) ter sido superior à oferta, não significa que houvesse interessados em comprar títulos à conseguida taxa T. Todas as licitações não satisfeitas eram ofertas com preço mais baixo pelos títulos oferecidos. Os potenciais compradores apenas estariam interessados em adquirir títulos com yields superiores a T (na verdade, como T é uma média, os yields pretendidos seriam todos superiores ao valor de yield mais alto de entre todas as licitações satisfeitas).

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