O Insurgente

Agosto 2, 2010

A contar (28)

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 23:36
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“When you joined the [Communist] Party”, Benjamim said, “you were given a red carnation. I remember so clearly when I joined. I had so much looked forward to getting that flower. And they gave me a faded one. I was so disappointed!”

Brian Hall, The Impossible Country — A Journey Through the Last Days of Yugoslavia

Friedrich Hayek (2)

Filed under: Cultura,Economia,Media,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Bork and Hayek on so-called “Intellectuals”

Estratégia e liberalismo

Filed under: Teoria — filipeabrantes @ 15:11

Interessante a série de reflexões do Rui Botelho Rodrigues sobre a estratégia que os liberais devem adoptar no combate político.

Estratégia I

Estratégia II

Estratégia III

Sobre este assunto, ler também o debate entre Rothbard e Konkin, aqui e aqui.

Cancros

Filed under: Economia,Internacional,Política — Tomás Belchior @ 14:42

Efeitos secundários das “apostas” em investigação e desenvolvimento:

“How much really valuable research is being done on cancer? When I was at Cornell, Congress announced that they were going to pour a lot of money into cancer research. So a memo went out to the Cornell professors—not just in the sciences, mind you—saying, “Can you take your current research and cancerize it?” There’s a lot of that going on. So sociology professors decided to research cancer communications, and so on.”

Daqui.

Socialismo no seu melhor

Filed under: Cultura,Política,Portugal — ruicarmo @ 13:59

Obra custaria entre 7,2 e 12,5 milhões e o financiamento não estava assegurado
Ministro da Agricultura suspende projecto aprovado pelo Governo para a zona de Belém
Construção do picadeiro da Escola Portuguesa de Arte Equestre foi declarada “inexequível”. Frente Tejo ia começar a obra, mas não se sabia quanto custaria, nem sequer quem era o dono.

Fonte: Público

Escravidão Natural

Filed under: Internacional,Política — Tomás Belchior @ 13:44

Este fim de semana o Mariano Rajoy, líder do PP espanhol, juntou-se ao restante hemisfério norte e foi de férias. Antes de o fazer, alguém lhe disse que tinha de gravar um vídeo a despedir-se dos espanhóis, coisa que o senhor fez. Confortavelmente sentado no banco de trás de um carro que circulava pelas autopistas de Espanha, o líder da oposição gravou a sua mensagem e, como seria de esperar neste mundo de moralistas de algibeira, enterrou-se. Enterrou-se porque, durante o minuto e meio que dura o vídeo, não tinha o cinto de segurança posto.

Face a este escândalo, o PP veio rapidamente pedir desculpa ao país em nome do presidente do partido e assegurar a população que o Mariano Rajoy “es normalmente muy cuidadoso con el cumplimiento de las medidas de seguridad y especialmente con la seguridad de los niños”, procedendo à devida castração pública de um tipo que pretende ser primeiro-ministro da oitava economia do mundo.

Este “espírito servil” (para usar a expressão do Kenneth Minogue) face ao politicamente correcto, ao contrário do que os tipos que nos querem liderar pensam, não só não faz nada pelo estado de direito como contribui directamente para a nossa desagregação moral. Nos tempos que correm, talvez ainda sirva para ganhar eleições mas eleger gente que confunde resultados eleitorais com moralidade é a maneira mais segura de acabarmos todos acorrentados.

Os chumbos já acabaram (2)

Filed under: Educação,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:02

Mais uma vez, vários argumentos válidos mas que ignoram o ponto fundamental de, na prática, os chumbos já terem praticamente acabado. Neste contexto, a proposta da Ministra Isabel Alçada de acabar definitivamente com as reprovações podia ter o mérito de clarificar o funcionamento real do actual sistema: Chumbar na escola não os impediu de ter sucesso

Talvez o pior argumento antimudanças seja o chumbo “exemplar” de Cavaco Silva: o actual Presidente da República chumbou no 3º ano do liceu – actual 7º ano de escolaridade – e o pai obrigou-o a trabalhar na terra e ajudar no negócio da família. Na sua autobiografia, o Presidente da República considera esse chumbo – e a “lição” do pai – um marco na sua vida, que o tornaria depois um estudante aplicadíssimo.

Nem à esquerda nem à direita, houve qualquer complacência para a pedrada no charco da ministra da Educação. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, admitiu que a ideia tivesse aparecido por causa do “calor”. “Não sei se é do calor, pode-se considerar no mínimo um lapso”, disse Jerónimo no Algarve. Uma reacção não muito diferente teve o CDS, que resumiu a proposta numa palavra: disparate. Em comunicado, os centristas afirmam que “um sistema educativo sem retenções é triplamente injusto”. “É injusto porque não distingue o mérito e o esforço dos alunos que estudam (…), é injusto para os professores, cujo trabalho de avaliação de conhecimentos é em grande medida desfeito por uma norma administrativa (…) e injusto para os contribuintes, já que a promessa de uma escola fácil é um engodo e uma ilusão”.

Leitura complementar: Os chumbos já acabaram; O corolário lógico do eduquês.

Costumes liberais e fait-divers II

Filed under: Ambiente,Cultura,Nanny State Watch — ruicarmo @ 12:07

A pensar na saúde pública, as autoridades iranianas não olham a esforços na construção de uma sociedade melhor e mais justa. Os cidadãos têm que deixar, em definitivo,  o vício do tabaco imperialista contrabandeado. Na composição dos nefastos Marlboros (a empresa que os produz é dominada por sionistas!) contam-se substâncias como sangue de porco e material nuclear não especificado.

Esta revelação leva a uma melhor compreensão disto e mais isto.

Um sério aviso

Filed under: Economia,Livros,Política,Teoria — Miguel Noronha @ 11:51

Da sinópse do livro “When Money Dies: The Nightmare of the Weimar Hyper-Inflation” (já referido neste post)

In 1923, with its currency effectively worthless (the exchange rate in December of that year was one dollar to 4,200,000,000,000 marks), the Weimar Republic was all but reduced to a barter economy. Expensive cigars, artworks and jewels were routinely exchanged for staples such as bread; a cinema ticket could be bought for a lump of coal, and a bottle of paraffin for a silk shirt. In desperation, the Bavarian Prime Minister submitted a Bill to the Reichsrat proposing that gluttony be made a penal offence his exact definition of a glutton being ‘one who habitually devotes himself to the pleasures of the table to such a degree that he might arouse discontent in view of the distressful condition of the population’.

Since its first publication in 1975, When Money Dies has become the classic history of these bizarre and frightening times. Weaving elegant analysis with a wealth of eyewitness accounts by ordinary people struggling to survive, it deals above all with the human side of inflation: why governments resort to it, the dismal, corruptive pestilence it visits on their citizens, the agonies of recovery, and the dark, long-term legacy. And at a time of acute economic strain, it provides an urgent warning against the addictive dangers of printing money — shorthand for deficit financing — as a soft option for governments faced with growing unrest and unemployment.

Impossible is nothing

Filed under: Ambiente,Cultura,Nanny State Watch — ruicarmo @ 11:39

Autoridades ambientais procuram regular o pó dos campos.

Cozinha de fusão salva planeta

Filed under: Ambiente,Cultura,Nanny State Watch — ruicarmo @ 11:28

Levar a ONU a sério.

Cheiro a Weimar

Filed under: Economia,Livros,Política,Teoria — Miguel Noronha @ 11:16

“The Death of Paper Money” de Ambrose Evans-Pritchard (Daily Telegraph)

Ebay is offering a well-thumbed volume of “Dying of Money: Lessons of the Great German and American Inflations” at a starting bid of $699 (shipping free.. thanks a lot). [*]

The crucial passage comes in Chapter 17 entitled “Velocity”. Each big inflation — whether the early 1920s in Germany, or the Korean and Vietnam wars in the US — starts with a passive expansion of the quantity money. This sits inert for a surprisingly long time. Asset prices may go up, but latent price inflation is disguised. The effect is much like lighter fuel on a camp fire before the match is struck.

People’s willingness to hold money can change suddenly for a “psychological and spontaneous reason” , causing a spike in the velocity of money. It can occur at lightning speed, over a few weeks. The shift invariably catches economists by surprise. They wait too long to drain the excess money.

“Velocity took an almost right-angle turn upward in the summer of 1922,” said Mr O Parsson. Reichsbank officials were baffled. They could not fathom why the German people had started to behave differently almost two years after the bank had already boosted the money supply. He contends that public patience snapped abruptly once people lost trust and began to “smell a government rat”.

(*) felizmente a Amazon tem disponível uma nova edição bem mais em conta.

Nota: título copiado um artigo publicado em 2005 pelo Luciano Amaral.

Em destaque

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 08:13

Esta semana, em destaque a Hoover Institution.

A fórmula infalível para o sucesso estatístico do eduquês

Filed under: Educação,Nanny State Watch,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:33

6 medidas para acabar com os chumbos. Por João Miranda.

Leitura complementar: Os chumbos já acabaram; O corolário lógico do eduquês.

Agosto 1, 2010

A contar (29)

Filed under: Internacional — Carlos M. Fernandes @ 23:43

La filosofía de autogestión se basaba en el obrero como pieza fundamental de la economía y se trataba de equilibrar el desnivel entre lo que ganaba un obrero y un técnico con estudios universitarios. La educación era gratuita y todo el mundo podía acceder a un título universitario. Pero un licenciado no ganaba mucho más. La diferencia entre el sueldo de un ingeniero, con un cargo relevante en INA (la industria petrolífera de Croacia), y el de señora de limpieza de su propia empresa era insignificante comparada con la que existe en España.

En este sentido la autogestión no estimulaba a los trabajadores, ya fueran cualificados o no. Era muy difícil y existía una gran desmotivación; es decir, daba igual trabajar o no, de todas formas se cobraba. Esto a mi me afectaba, pues me ponía muy nerviosa cuando iba a comprar y el dependiente o dependienta apenas se esforzaba por venderme nada. Para que iba a dejar de cotillear con su vecino o la novela que estaba leyendo si iba a ganar lo mismo comprara yo o no comprara?

Luísa Fernanda Garrido, Diario de Yugoslavia

Os parágrafos em cima transcritos, que são um dos traços do interessante retrato da Jugoslávia dos anos 80 feito por uma madrilena que assistiu à agonia final do ideal pan-eslavo (do sul), descrevem o deprimente resultado da acção de um Estado omnipresente e paternalista. Mas nem tudo mudou com a queda do Muro, com a desagregação do país, e nem sequer com o fim da guerra. Na Sérvia, ainda há poucos anos podíamos (e julgo que podemos) encontrar hotéis de gestão pública. Eram caros, decadentes, e o serviço… bem, pensem numa repartição de finanças e ficam com a ideia do serviço em hotéis chamados Voivodina, Balkan ou, vá-se lá saber porquê, Splendid. Damos a volta ao mundo e à História, e não há mais volta a dar: o Estado falha até na administração de uma mercearia ou de um hotel, e nem sequer o Estado-modelo de tantos revolucionários não-alinhados, com os seus avançados planos de auto-gestão, conseguiu desempenhar, com sucesso, tarefas aparentemente tão simples. Ficamos por isso surpreendidos ao saber que há ainda tantos crentes na alardeada capacidade da administração pública para tomar conta de algo tão importante como a Educação, só para dar um exemplo. E talvez seja essa a razão pela qual não precisamos de ir tão longe para encontrar quem lhe dê igual trabalhar ou não.

Novi Sad, 2004

Exemplar IV

Filed under: Agenda,Cultura,Internacional,Justiça,Política — ruicarmo @ 22:36

O que sabem os cidadãos?

Investigação de ponta financiada pela União Europeia

Filed under: Economia,Educação,Nanny State Watch,Política,Teoria,União Europeia — André Azevedo Alves @ 22:00

EU spends £12m employing 200 researchers to conclude fruit is good for you (…. didn’t we all know that?)

EU bureaucrats have squandered millions of pounds on a study which reached the unsurprising conclusion that fruit is good for you.

An astonishing 13.8million euros – some £11.7million – has been spent on research involving 200 scientists which found that ‘two apples a day keep cholesterol at bay’.

Much of the money went on developing and promoting a green-skinned EU superhero called Mr Fruitness designed to persuade children to eat more fruit.

Friedrich Hayek

Filed under: Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Hayek Warns of “Omnipotent Elected Assembly”

Exemplar III

Filed under: Internacional,Justiça — Carlos Guimarães Pinto @ 18:11

Modelo desfigurada com ácido por ex-namorado cria fundação para vítimas

Exemplar II

Filed under: Internacional,Justiça — ruicarmo @ 17:18

A German court has ordered Verena Becker, a former member of the far-left Red Army Faction, to be put on trial for alleged involvement in the murder of Attorney General Siegfried Buback in 1977. The case was re-opened after new forensic technology revealed her DNA on a letter claiming responsibility for the killing.

(…)

The Red Army Faction, which was allied with Palestinian terrorists, killed 34 people and injured scores more in bomb attacks and assassinations targeting top German civil servants and corporate executives as well as US military installations.

Fonte: Spiegel.

Exemplar

Filed under: Internacional,Justiça,Media — ruicarmo @ 16:40

A controversa fotografia de capa da revista Time retrata uma jovem mulher afegã que foi julgada de acordo com leis e tradições naturais.

Quando trabalhar não compensa

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:10

Empresa portuguesa tem dificuldades em contratar trabalhadores

A fábrica de sofás Aquinos, em Tábua, a maior fabricante de sofás na Península Ibérica, com 650 trabalhadores e uma produção anual de 780 mil lugares, está com dificuldades em recrutar trabalhadores, disse à Lusa o administrador da empresa.

«Admitimos no último ano 280 trabalhadores mas precisamos de mais e estamos com dificuldade em encontrar pessoas disponíveis», afirmou Carlos Aquino, responsável pela fábrica que está instalada na região Centro, que teve uma taxa de desemprego de 14,1 por cento em Junho, segundo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

Carlos Aquino aponta os programas de apoio ao desemprego como a principal causa desta situação, porque «as pessoas preferem estar nesses programas a ter um emprego, neste momento podemos dizer que estamos com falta de mão de obra».

“Como se Faz Censura em Portugal”

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:36

Quatro a zero a favor da liberdade. Por José Manuel Fernandes.

Eduardo Cintra Torres escreve sobre televisão no Público. Em Agosto de 2006 publicou um artigo, de que tive conhecimento prévio, que originou uma série de processos em catadupa. E uma célebre decisão da ERC em que se defendia que eu devia ter censurado aquele artigo. Exactamente com o mesmo tipo de argumentos utilizados pelo director do JN para censurar o artigo de Mário Crespo. Ora eu não censurei o artigo e, na sequência da polémica, até defendi a bondade da sua publicação e a importância de reflectir nos seus argumentos.
Na passada sexta-feira Eduardo Cintra Torres escreveu um texto – com o título que tomei emprestado para este post – em que contava como está a ganhar em todos os processos judiciais que lhe foram movidos. É um texto importante que reproduzo a seguir. Antes, porém, recordo duas coisas. Primeiro, que já muitos se esqueceram de como era claustrofóbico o ambiente em 2006 e 2007; segundo, que a RTP não actua apenas através dos tribunais, também intervém de forma administrativa. Para quem não se lembrar, recordo que na sequência da publicação desse artigo de Eduardo Cintra Torres a RTP denunciou um acordo com mais de dez anos que tinha com o Público para a realização de sondagens, trocando-o – vejam lá – pelo Jornal de Notícias. Mais: fui informado de que passava a ser pessoa não-grata, deixando de ser convidado para o que quer que fosse nos serviços noticiosos da RTP. O programa que o Público tinha com a Renascença na RTP2 começou também a ter horários cada vez piores, até que acabou, por forçado desinteresse de todos.
Mesmo assim há quem seja benevolente com a informação de uma estação pública de televisão que, por exemplo, omitiu o caso da licenciatura de Sócrates durante mais de duas semanas, praticamente só o noticiando quando o próprio Sócrates foi prestar esclarecimentos à… RTP.

the problem is a system that protects academic failure

Filed under: Diversos,Educação,Política,Videos — António Costa Amaral (AA) @ 12:43

The Lottery Film – Trailer – June 8, 2010
The Lottery, a new documentary about charter schools in New York City, is changing the debate on parental choice in education.

O que faz falta é Salazar nenhum

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:19

Excerto de “Os Dias Contados” de Alberto Gonçalves (Diário de Notícias)

Nos 40 anos da sua morte, Salazar ainda nos assombra enquanto mal absoluto ou salvador imprescindível. Na opinião de uns, é o único responsável pelo atraso pátrio, como se a I República, para não recuar mais, tivesse deixado o País num estado de beatitude e progresso. Na opinião de outros, é o único responsável por meio século de ordem, rigor e estabilidade, como se a ditadura e o isolamento não passassem de custos menores.

Nos dois lados da barricada, Salazar apenas suscita sentimentos extremos, o que se toleraria se os extremismos não convergissem para um retrato mítico. Não é por acaso que boa parte da bibliografia recente alusiva ao ditador se dedica a esmiuçar-lhe a vida privada à cata de traços de humanidade: é porque, no fundo, não se acredita que Salazar fosse um homem comum.

Reduzi-lo à verdade, ou seja, a um seminarista com jeitinho para contas, aversão à liberdade, aptidão para descodificar as ânsias das massas caseiras e vasto talento para simular a distância necessária à lenda, seria desiludir os fiéis que o beatificam ou os inimigos que o abominam. E seria retirar significado à existência de ambas as facções.

Salazar marcou o século XX português? Imenso, sobretudo pela extraordinária quantidade de tempo em que mandou. Sucede que, apesar das naturais metástases, o essencial desse tempo morreu com ele, e é absurdo que, na imaginação de tantos, um pequeno tirano continue a servir de desculpa esfarrapada ou alternativa metafísica à democracia pelintra que temos. Alternativa não há, e a culpa é nossa.

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