O Insurgente

Agosto 11, 2010

Paths to Property: Approaches to Institutional Change in International Development

Filed under: Ambiente,Economia,Internacional,Livros,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Paths to Property: Approaches to Institutional Change in International Development

Paths to Property: Approaches to Institutional Change in International Development (disponível online aqui)

Multiculturalismo no Lavapiés

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 17:23

A verdadeira face de um bairro madrileno, vendido ao público como cosmopolita e pitoresco, e prenhe de “actividades inclusivas” e multiculturais, por associações de vão de escada e por “jornalistas” com uma agenda escandalosamente óbvia e mais peneiras do que ética, talento ou cultura (também os temos, em Espanha). Ou: quando os factos são reaccionários.

Madrid (Lavapiés), 2010

A Democracia Totalitária

Filed under: Nanny State Watch,Política,Teoria — Miguel Noronha @ 17:02

“O governo de eunucos” de Fernando Gabriel (Diário Económico)

Se a democracia no sentido constitucional não pode, por definição, ser totalitária, o mesmo já não é garantido sobre a corrupção hoje identificada como “democracia”. A sugestão de que as democracias contemporâneas estão a tornar-se totalitárias não é nova, mas poucos filósofos têm tratado o assunto com a seriedade que ele exige: Kenneth Minogue é uma excepção e no seu livro mais recente, “The Servile Mind” (New York, 2010) reflecte sobre a nacionalização democrática da vida moral. O princípio deste projecto político-moral foi resumido num proeminente ‘slogan’ dos anos 60: o pessoal é político. As práticas, as opiniões aceitáveis, o modo de educação dos filhos, a conduta sexual ou os hábitos alimentares são crescentemente submetidos à aprovação colectiva e o aparato de poder do Estado é utilizado para a imposição da conformidade com o ideal igualitário, produzindo uma homogeneização destruidora da tradição de criatividade do ocidente. É este ambiente que explica a naturalidade com que a modelo Giselle Bundchen exigiu recentemente a obrigatoriedade legal da amamentação. Nem os planeadores comunistas se atreveram a tanto, mas nas democracias totalitárias é mais provável que se discuta o “impacte” da medida do que se condene a obscenidade da sugestão.

Deco e o FC Porto

Filed under: Brasil,Desporto,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 15:04

Deco despede-se da Europa: «Serei portista para sempre»

«Vou continuar portista para sempre. Foi um clube que eu aprendi a amar e onde aprendi muito. Deu-me tudo e o F.C. Porto fica comigo para sempre. Lembro-me da recepção que tive o ano passado quando fui lá jogar pelo Chelsea, com muita gente a cantar o meu nome. Foi dos momentos mais emocionantes da minha carreira», confessou.

Saída Deco (Porto vs Chelsea 25/11/09)

Deco FC Porto 2000 to 2004

Perguntas proibidas

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:07

Como se vê, dependendo do destinatário, há casos em que perguntar ofende: O estranho país que ilegalizou as perguntas. Por João Miranda.

Leitura complementar: Freeport: tudo está bem quando acaba bem (3); Freeport: tudo está bem quando acaba bem (2); The Inner Party; Um exemplo de cidadania; Sou só eu ou há mais quem note um padrão?; O poder de Centrum; Só faltou uma pergunta…; Entrevista de José António Saraiva ao Correio da Manhã; Director do jornal Sol interrogado no “Centro de Reinserção Social de Oeiras”.

Quando trabalhar não compensa (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:00

Desejos e realidade. Por Alberto Castro.

Há duas semanas, relatei, aqui, a situação com que se confrontavam alguns empresários do sector do calçado, incapazes de aumentar a sua produção por falta de quem quisesse trabalhar nas condições (salário, horário, tipo de contrato) que ofereciam.

(…)

As críticas, porém, foram em maior número. Uma delas diz o óbvio: paguem melhor. É a simples aplicação da lei da oferta e da procura: se pagarem mais, haverá mais quem esteja disposto a trabalhar. O tema é mais complicado do que o que parece. Em causa, no caso concreto, estavam pessoas que arranjavam pretextos para não aceitar o emprego, preferindo continuar a beneficiar do subsídio de desemprego. Como disse, na altura, percebo o racional económico (daí as sugestões), mas não tem sustentação moral.

Levando o argumento mais longe, houve quem dissesse que o problema é continuarmos a ter empregos destes. Uns defendem que o problema se resolveria com o aumento do salário mínimo, outros que a culpa é dos empresários que temos. A isto chama-se confundir desejos com realidade. Se a coisa fosse assim tão simples, por que não aumentar os salários para o dobro ou o triplo? E, mais estranho ainda, qual a razão para que nem mesmo Hugo Chávez se tenha lembrado da solução!

Leitura complementar: Quando trabalhar não compensa

Links verdadeiramente úteis

Filed under: Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 11:35

Um artigo dedicado ao grupo cada vez maior de jovens portugueses que são forçados a viver em casa dos pais até mais tarde: Carros: os melhores bancos de trás. Muito apropriado para a época do ano.

Ramadan Kareem

Filed under: Religião — Carlos Guimarães Pinto @ 04:53

Para um quarto da população mundial, inicia-se hoje a celebração religiosa mais importante do ano. Durante as 4 semanas do nono mês do calendário Islâmico, os muçulmanos por todo o Mundo jejuam desde que o sol nasce. O Jejum é quebrado ao pôr-do-sol, com uma grande refeição em família, o Iftar (árabe para pequeno-almoço mas que ganha um significado diferente durante o ramadão). Observar o ramadão é o quarto dos cinco rituais islâmicos.

A contar (20)

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 02:55
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One century later, a young Russian journalist — later to achieve fame as Leon Trotsky — looked out of his carriage window as he travelled by rail from Budapest to Belgrade on the eve of the First Balkan War, and enthused: “The East! The East! — what a mixture of faces, costumes, ethnic types and cultural levels.”

Mark Mazower, The Balkans – From the End of the Byzantium to the Present Day

Avala Express (Budapeste-Belgrado), 2004

Agosto 10, 2010

A indústria do aquecimento global, os “fenómenos extremos” e as “alterações climáticas”

Filed under: Ambiente,Brasil,Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:00

A poderosa indústria do aquecimento global tem a mais em selectividade das notícias relevantes o que lhe falta em honestidade intelectual: No futuro, as catástrofes de Verão poderão vir a ser normais

“A onda de calor [na Rússia] é um alerta”, comentou ao PÚBLICO Filipe Duarte Santos, especialista em alterações climáticas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL).

(…)

Nem Pedro Viterbo nem Filipe Duarte Santos quiseram estabelecer uma relação causa-efeito entre estes fenómenos extremos e as alterações climáticas. “Não há certezas científicas, mas penso que estes fenómenos são indicações claras das alterações climáticas, tanto mais que se sabe que o aumento da concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera causa fenómenos climáticos extremos mais intensos. Há 90 por cento de probabilidades de que aquilo que se está a passar se intensifique nos próximos anos”, diz Filipe Duarte Santos.

Frio e Neve no Brasil

O Brasil tem sido assolado por uma meteorologia que faz qualquer brasileiro esquecer completamente o Aquecimento Global. Já o tinha previsto há uns dias atrás, mas cá em Portugal, nenhuma referência encontrei até agora sobre o assunto!

Maior frio em décadas

Em Iraí, os termômetros chegaram à marca de 7ºC e foi registrada a tarde mais fria dos últimos 47 anos. Desde o dia 13 de agosto de 1963, quando fez 5,8ºC, não fazia tanto frio durante a tarde no município.

Na cidade de Bom Jesus, a temperatura máxima registrada foi de 1,4ºC, a menor em 32 anos. O frio intenso, aliado à umidade, proporcionou a ocorrência de neve na cidade. Esta temperatura não era registrada desde 13 de agosto de 1978, quando fez 1,3ºC.

Passo Fundo e Cambará do Sul registraram a tarde mais fria da década em seus territórios. As temperaturas máximas foram de 4,6ºC e 5,1ºC, respectivamente, durante a tarde.

Centenas de crianças morrem de frio no Peru

Enquanto os Media nacionais papagueiam freneticamente as centenas de mortes por afogamento na Rússia, a maior parte devido ao estado de embriaguez ou por ir a banhos em locais perigosos e proibidos, bem como as dezenas de mortos devido aos fogos, ou até as centenas de mortos devido às chuvas torrenciais no Paquistão, nada se ouviu sobre as mortes devidas ao frio no Hemisfério Sul.

Seis milhões de peixes mortos

Estima-se que seis milhões de peixes e outros animais tenham morrido nos últimos dias nos rios e lagos da Bolívia. De frio. A mortandade, que podem ver no vídeo acima, nunca foi de tão grande magnitude no passado, como os vários relatos do vídeo enfatizam.

Boa pergunta

Filed under: Double standards,Justiça,Política — Miguel Noronha @ 21:01

Rodrigo Moita de Deus

Anda metade do mundo intrigado com o assunto: pedras sujas ou diamantes? O que eu gostava mesmo era saber o que estava Charles Taylor (o sanguinário) a fazer em casa de Nelson Mandela (o santo)?

Catholic Social Teaching and the Market Economy

Filed under: Economia,Internacional,Livros,Política,Religião,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Catholic Social Teaching and the Market Economy (part 1)

Catholic Social Teaching and the Market Economy (part 2)

Catholic Social Teaching and the Market Economy (disponível online aqui)

Um ensaio/recensão, publicado na Nova Cidadania, sobre os temas abordados no livro: Economia de Mercado e Doutrina Social da Igreja.

Intenções e resultados

Filed under: Brasil,Educação,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 18:48

Leis bem-intencionadas, resultados cruéis. Por Alexandre Barros.

O estado e seus agentes são sempre cheios de boas intenções, mas a vida das pessoas tem tantas peculiaridades que muitas vezes as melhores intenções acabam resultando em políticas perversas.

A pobreza do pensamento dominante bloquista

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 01:16

JCD sobre este artigo de João Rodrigues, que é representativo da ortodoxia anti-liberal com marca bloquista: O Economista CSI.

Para ele, apesar de termos 50% da economia nas mãos do estado, Portugal é um país com economia neoliberal. Sócrates, o homem do défice recorde é um perigoso neoliberal. Passos Coelho é ainda pior que Sócrates. Na verdade, todos os que não debitam a cassete da velha economia marxista são neoliberais. Qualquer um que se atreva a classificar-se como “liberal” é, por sua vez, um perigoso ultra-neoliberal. No que diz respeito a “neoliberalismo” o João faz a festa, atira os foguetes a ainda corre a apanhar as canas. Para este economista João, a solução para os nossos problemas é fácil: mais impostos, mais estado, nacionalizações, apropriação pelo estado dos meios de produção, combate ao capitalismo. Original. Tudo propostas que já foram bem testadas e com resultados por demais conhecidos.

Agosto 9, 2010

Adam Smith – A Primer

Filed under: Economia,Educação,Livros,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Adam Smith – A Primer (part 1)

Adam Smith – A Primer (part 2)

Adam Smith: A Primer (disponível online aqui)

Huevos

Filed under: Livros,Nanny State Watch — Carlos M. Fernandes @ 15:37

— Unos huevos — Juárez abarcaba con las manos la circunferencia del plato — así de grandes. Y oiga. Lo mismo que hay tías que tienen una calculadora entre las piernas, clic, clic, y le sacan partida, ella tenía esa calculadora aquí — se golpeaba con un índice la sien —. En la cabeza. Y es que, en cuestión de mujeres, a veces oyes canto de sirena y te sale loba del mar.

Arturo Pérez-Reverte, La Reina del Sur

Não surpreende que Arturo Pérez-Reverte seja um dos alvos favoritos da intolerância das feminazis (como ele lhes chama) espanholas; num parágrafo, consegue violar pelo menos três vezes as regras de boa convivência entre “géneros”. É caso para dizer, em bom castelhano tiene arte, el tio. E huevos, claro, para se atrever a enfrentar uma patrulha tão colérica e com longos e influentes tentáculos.

O Público e o Bloco de Esquerda

Filed under: Blogosfera,Comentário,Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:00

Sem prejuízo da pertinência dos comentários do Carlos Guimarães Pinto (aqui e aqui), para mim o mais interessante neste post é constatar o alinhamento entre a linha editorial do Público e a agenda político-ideológica do Bloco de Esquerda.

O afastamento de José Manuel Fernandes da direcção do jornal sustentado pelo grupo Sonae nada fez pelo relançamento ou pela (nunca concretizada) viabilização económica autónoma do projecto mas teve pelo menos o inquestionável mérito de clarificar sem margem para dúvidas a orientação ideológica do Público. A linha editorial parece estar agora em plena e completa sintonia com uma redacção que sempre foi fortemente esquerdizada.

Note-se que, independentemente da avaliação que se faça do jornal como instrumento de propaganda ao serviço de uma determinada agenda ideológica e da opção de continuar a sustentar os seus prejuízos, não está, naturalmente, em causa a legitimidade de o grupo Sonae empregar os seus recursos da forma que vai entendendo ser a mais adequada.

Leitura complementar: O legado de José Manuel Fernandes e o futuro do Público; Quando os donos dos jornais cavam a sua própria sepultura; Humanismo Caviar (II); Que capacidade para fabricar fantasmas…; A análise ética e sociológica de Schumpeter e o futuro do capitalismo.

A arbitragem de João Ferreira na Supertaça

Filed under: Desporto,Justiça,Media,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 12:50

Uma arbitragem para recordar, com destaque para as quatro expulsões “perdoadas” a jogadores do Benfica.

O regime fiscal das amas

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:14

If it moves, tax it: Se querem falar de mais impostos falem. Não inventem. Por Helena Matos.

Uma decisão sensata

Filed under: Desporto,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:12

O Sporting dá o exemplo: Sporting proíbe vuvuzelas em Alvalade

Os “abrantes” aprenderam a ler no Novas Oportunidades

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:56

…só assim se compreende que tenham pensado que o autor deste post era o Michael Seufert (que aliás suspendeu a participação no blog após ter sido eleito para a AR). Mas se os assessores anónimos ainda têm dúvidas podemos combinar um almocinho de confraternização (Marco mesa para quantos? Dez ou quinze?). Não podia contudo deixar passar uma evolução (ou será mais uma descoordenação?) “abrantina”. Pelos vistos já não colocam em causa a necessidade da compra dos submarinos-

Em destaque

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 09:41

Esta semana em destaque o Ordem Livre.

“Sábios” planificadores

Filed under: Desporto,Economia,Portugal,Videos — BZ @ 08:22

Sócrates dixit:

“Um projecto muito interessante para o país, dinamizador de áreas da nossa economia de ponta e que vêm também neste projecto uma forma de afirmar Portugal”

Não se trata de afirmação do actual primeiro-ministro sobre o TGV, novo aeroporto de Lisboa, computador Magalhães, etc, (podia ser!) mas, sim, sobre a organização do Campeonato Europeu de Futebol em 2004, quando da candidatura portuguesa no final da década de 90. O programa “Perdidos e Achados” da SIC revisitou agora os estádios do Algarve, Leiria e Aveiro (video). Recomenda-se que tomem atenção ao custo anual destes “projectos dinamizadores”

No gira-discos

Filed under: Videos — ruicarmo @ 00:46

Morphine, Early to Bed.

Agosto 8, 2010

Democracy and the Deliberative Conceit

Filed under: Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Mark Pennington – “Democracy and the Deliberative Conceit”

O Público e Fátima Felgueiras

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:50

Portugal nunca será um país moderno. Por José Manuel Fernandes.

Ainda não estou em mim depois de ler o elogio-mascarado-de-entrevista que a Pública de hoje edita sobre Fátima Felgueiras (link indisponível). Há muito tempo que não me deparava com uma peça jornalística tão hipócrita: anuncia que não tratará do caso do saco-azul mas começa por resumir o saco-azul à sua caricatura e prossegue dando à famosa autarca todas as oportunidades para mostrar como “sofreu”, como “chorou”, como ia vendo a vida destroçada por uma coisa que nem se tem a frontalidade de dizer qual foi.
A par com o panegírico da “mulher-heroína” vem os elogios da mãe e de sua filha, a jornalista da RTP Sandra Felgueiras. Que, ao mesmo tempo, finge defender para depois acusar: ela não teria fugido para o Brasil se os filhos não a tivessem “empurrado”. “Fiz o que me pediram…”
Custa-me que um jornal que teve um papel determinante na denúncia do “saco azul” – apenas a ponta do iceberg, acrescente-se… – publique sem um mínimo de contraditório e de enquadramento um peça deste calibre.

UA entre as melhores do Mundo na área de Engenharia e Tecnologia

Filed under: Educação,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 19:41

Universidade de Aveiro entre as melhores do Mundo

É a 37ª melhor universidade europeia e a 137ª melhor do mundo no que diz respeito a produção científica. Esta é a excelente classificação atribuída à Universidade de Aveiro pelo «Higher Education Evaluation and Accreditation Council of Taiwan» relativamente ao ano de 2009 e na área de Engenharia e Tecnologia (Engineering, Computer Science, Materials).

(…)

Nesta mesma área, duas outras universidades portuguesas conseguiram igualmente bons resultados: a Universidade Técnica de Lisboa ficou em 189º lugar e a Universidade do Porto em 257º.

Homo freeportus

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:37

O Homo freeportus. Por Helena Matos.

O Homo freeportus nasceu da união entre dois aparelhos reprodutores: o do Estado e o dos partidos. Os nascidos desse cruzamento vivem do Estado e naturalmente sentem o Estado como o seu território. Conhecem-lhe os procedimentos, os regulamentos, as excepções aos mesmos e os anexos às disposições gerais. Aliás, grande parte do poder dos freeportus é exercido através da produção contínua de regulamentos, leis e decretos que trazem os demais hominídeos em constante sobressalto.
Os freeportus usam o Estado em seu proveito até ao limite e conhecem trilhos e atalhos onde caem os demais, particularmente os que não fazem parte da tribo dos freeportus, que por eles não são protegidos, ou, pior ainda, quando deixam de os reconhecer como seus aliados. Para os apreciadores da caça é um exercício fascinante ver como os freeportus se coordenam para atacar uma pessoa, um poder ou uma estrutura que a dado momento passam a identificar como um obstáculo. Raramente falham o alvo.
Não há memória de um freeportus ter sido alguma vez punido, até porque após uma situação de risco imediatamente os freeportus detectam o que os levou quase a serem apanhados e logo corrigem a legislação e mudam quem tem de ser mudado.
Os freeportus nunca deixam verdadeiramente o Estado, pois, mesmo quando partem para regiões inóspitas, como o sector privado, tal só acontece porque levam consigo o seu conhecimento do ecossistema estatal que os torna valiosos aos olhos de quem os convida.

Déjà vu

Filed under: Double standards,Internacional,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:12

Mais um caso bicudo envolvendo Pilar del Río: Fisco: Pilar del Río acusa entidades espanholas de perseguição política a Saramago

Quanto à polémica com o fisco espanhol, Pilar del Río queixa-se de “insensibilidade dos meios de comunicação social” pelo timing e explica que José Saramago tentará já resolver o problema. “Saramago cumpriu civicamente com os seus deveres e, quando isto começou há dez anos, pediu auxílio ao Governo de Portugal, o primeiro-ministro de Portugal e o primeiro-ministro de Espanha disseram-lhe que estava resolvido”.

(…)

Pilar del Río considera que o facto de o caso não estar resolvido “foi uma perseguição claramente política”, apontando o dedo a “alguém muito concreto de Espanha”. “Todo este problema surgiu quando Saramago pegou na bandeira da guerra contra o Iraque; quando Saramago enfrentou o Governo dos Estados Unidos e também o de Espanha por causa dessa guerra”.

(…)

Pilar del Río estima ainda que a Fundação José Saramago, na Casa dos Bicos, em cujo jardim fronteiro repousarão as cinzas do escritor, esteja pronta em Junho de 2011, salvaguardando a data perante a complexidade das obras em curso.

Kentucky: Rand Paul 51%; Jack Conway 43%

Filed under: Internacional,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 15:00

Rand Paul Holds Strong; Jack Conway Slips In Latest Poll

The latest independent poll in Kentucky’s United States Senate race shows Rand Paul expanding his lead to eight points over the pro-abortion candidate Jack Conway. The WHAS11/Courier-Journal poll was released over the weekend and conducted on July 27. The poll shows fifty-one percent of Kentucky voters supporting Rand Paul, while only forty-three percent supporting Jack Conway (that’s down two percent for Conway from the last WHAS11/Courier-Journal poll conducted in late May).

Arbitragem lamentável

Filed under: Comentário,Desporto,Double standards,Justiça,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:39

Uma vitória de facto indiscutível do FC Porto, mas num jogo que fica infelizmente manchado por uma inacreditável arbitragem de João Ferreira: Benfica-F.C. Porto, 0-2 (crónica)

João Ferreira, por fim, merece um parágrafo todo para ele. Não teve uma noite fácil, e talvez por isso tenha colocado a mão na cara de Álvaro Pereira. Parecem ter passado três agressões incólumes, de Cardozo, César Peixoto e David Luiz, entre outros erros. Nada que mudasse a justiça do caminho da taça: o Dragão.

Espero que a arbitragem absolutamente lamentável do jogo de ontem não seja um prenúncio do que vem por aí no resto da época…

Agosto 7, 2010

Banho de bola

Filed under: Desporto — ruicarmo @ 23:11

Sem espinhas, limpinho e inteiramente merecida, a vitória do Porto.

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 20:30

No seguimento da nova funcionalidade que permite aos leitores votar em cada post, aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1Os “abrantes” têm problemas de memória
2“Como se Faz Censura em Portugal”
3Quando trabalhar não compensa
4O mau estar da esquerda com a solidariedade privada
5A análise ética e sociológica de Schumpeter e o futuro do capitalismo
6The Broken Window Fallacy
75 anos
8Ainda a solidariedade estatal
9Para que serve a UNIFIL?
10Friedrich Hayek (4)

Friedrich Hayek (7)

Filed under: Cultura,Economia,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Hayek on Moral Values & Altruism

Ainda a solidariedade estatal

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 17:46

O Daniel Oliveira ainda não entendeu. A questão não se prende com a solidariedade estatal ser um objecto de poder, mas o facto de essa solidariedade ser também a alavanca do próprio poder.
A primeira consequência deste facto é o de tornar o ciclo de poder longo, por vezes infinito. A tendência para a bipartidarização das social-democracias ocidentais é o melhor exemplo disso: os partidos obtêm o poder, colocam em marcha os mecanismos de solidariedade que por sua vez lhes dá mais poder e aí reinicia-se o ciclo. No caso da solidariedade privada, a alavanca é o dinheiro, e esse é finito. Quanto mais do seu próprio dinheiro distribuirem, menos terão para distribuir no futuro, e o poder obtido com essa solidariedade raramente se converte no mesmo montante de dinheiro dispendido para activar esses mecanismos de solidariedade. Nunca se viu Bill Gates a utilizar a sua fundação para vender versões do Windows aos mais necessitados, mas o poder político utiliza a solidariedade estatal para obter votos que por sua vez lhe dão o poder de volta para aplicar os mesmos mecanismos de solidariedade.
A segunda consequência é que o objectivo daqueles que decidem como distribuir o rendimento de todos não é o de ajudar os mais carenciados (por definição uma minoria) mas o de obter a aprovação de uma maioria com os recursos disponíveis, por forma a prolongar o poder. Por isso é que hoje em Portugal, apesar de o estado absorver metade dos recursos da economia, continua a haver gente a necessitar de apoio de grupos de solidariedade privados. Ao mesmo tempo, existem muito a ser ajudados sem o necessitarem de facto.
Finalmente, o facto de o poder político estar por natureza muito concentrado faz com que todo o poder redistributivo esteja nas mãos de um pequeno grupo de pessoas, ao contrário do poder conferido pelo dinheiro que está muito disperso. Comparemos, por exemplo, o poder que o presidente dos EUA tem sobre as políticas redistributivas do governo dos EUA com o poder de Bill Gates, cujo rendimento anual após impostos corresponde a cerca de 0.007% do PIB Americano, sobre os fundos de solidariedade privada. Esta concentração faz com que a margem de erro na redistribuição seja superior e os mecanismos de supervisão e controlo muito mais dispendiosos, absorvendo uma maior parcela dos recursos disponíveis para a solidariedade.
A solidariedade estatal sendo ao mesmo tempo objecto e alavanca de poder, não passa de um mecanismo formal de extorsão em que o apoio aos mais carenciados é apenas, para alguns, um subproduto de um processo de conquista de poder.

Directamente da delegação da pvde rosa junto da blogosfera

Filed under: Blogosfera,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:09

Mudam os nomes mas o lixo, de facto, é sempre o mesmo: O “ARQUIVO”. Por João Gonçalves.

Porreiro, pá

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:57

Número de gestores públicos cresceu 19% desde 2007

O número de empresas públicas cresceu 20% nos últimos três anos, o que corresponde a mais 16 novas entidades, entre sociedades anónimas e entidades públicas empresariais. Mais significativa foi a subida no número de gestores. Entre 2007 e 2009, os administradores públicos passaram de 377 para 448, o que representa mais 71 administradores ou um aumento de 19% em três anos.

Freeport: tudo está bem quando acaba bem (3)

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:38

Freeport: DCIAP recusou o processo porque não falava em José Sócrates

Mais de três anos antes de ter atribuído a direcção das investigações do caso Freeport a dois procuradores especializados em criminalidade económico-financeira, a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, recusou uma proposta da direcção da Polícia Judicária (PJ) para chamar a si a condução do inquérito. Este facto não é novo, mas já o é a circunstância de a directora do DCIAP relacionar a decisão de não avocar o processo com a inexistência nos autos de “qualquer referência ao nome de José Sócrates ou de sua mãe”.

Leitura complementar: Freeport: tudo está bem quando acaba bem (2); The Inner Party; Um exemplo de cidadania; Sou só eu ou há mais quem note um padrão?; O poder de Centrum; Só faltou uma pergunta…; Entrevista de José António Saraiva ao Correio da Manhã; Director do jornal Sol interrogado no “Centro de Reinserção Social de Oeiras”.

O fracasso anunciado de Obama

Filed under: Internacional,Media,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 15:22

Pop Star in Chief. Por Nuno Gouveia.

Barack Obama teve esta semana uma sondagem da Gallup que o colocava com 41 por cento de popularidade, o nível mais baixo desde que tomou posse. A economia permanece de rastos, o desemprego não baixa e as medidas aprovadas pela maioria democrata continuam a não convencer a maioria dos americanos. E já se sabia que ao ser eleito quase como o Messias – não só por culpa própria, mas o mito que a sua campanha criou também contribuiu para isso – era inevitável que viesse a proporcionar um clima de desilusão nos seus cidadãos. A situação do país não era a melhor, mergulhado numa grave crise e ainda por cima envolvido em duas guerras. Mas a promessa de Change, até ao momento, nada significa para os americanos. Daí a pesada derrota que os Democratas deverão sofrer em Novembro, nas Midterms.

Agosto 6, 2010

Friedrich Hayek (6)

Filed under: Economia,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Friedrich von Hayek: Fighting the Planners

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