O Insurgente

Agosto 27, 2010

Outros ground zero

Filed under: Internacional,Política — Carlos Guimarães Pinto @ 10:44

Em 2006, o Líbano entrou em guerra com Israel. Durante essa guerra morreram cerca de 1200 civis Libaneses, foram destruidas fábricas, pontes e o seu único aeroporto. Após a guerra com o estado Judaico, o centro de Beirute ficou completamente destruido. Desde 2006, o governo libanês tem reconstruido o centro da capital. Entre os muitos edifícios reconstruidos, encontra-se a sinagoga que podem ver na imagem em pleno centro de Beirute, cuja reconstrução iniciou-se o ano passado sob direcção do líder da pequena comunidade judaica local. Quando questionado sobre a restauração da sinagoga, o primeiro-ministro libanês afirmou que “This is a religious place of worship and its restoration is welcome”. Um porta-voz do grupo extremista islamista Hezbollah afirmou a propósito da reconstrução: “We respect the Jewish religion just like we do Christianity. The Jews have always lived among us. We have an issue with Israel’s occupation of land”. A reconstrução segue sem qualquer tipo de protesto por parte da população de maioria muçulmana, sem qualquer tipo de considerações negativas na imprensa sobre a religião judaica e sem comentários sobre o facto da reconstrução ser um marco de uma “vitória judaica” sobre o Líbano.

34 Comentários »

  1. Em primeiro lugar é errada a designação de Israel como “estado judaico”. Em segundo a guerra do Líbano, como deves saber, não foi feita em nome da “destruição dos infieis” ou mesmo do Líbano mas contra o Hezbollah que regularmente ataca com mísseis e o território israelita e cujas autoridades libanesas ou a as forças da ONU são incapazes de controlar (ok, o patrocínio iraniano e sírio não deixa qualquer hipótese).

    Comentário por Miguel — Agosto 27, 2010 @ 11:06

  2. Miguel, eu fiz questão de não me pronunciar sobre o Hezbollah ou a justiça da guerra de 2006. Isso é irrelevante para o caso. A questão é que o Líbano esteve em guerra com um país que foi fundado por judeus para receber judeus de todo o mundo e tem a estrela de David na bandeira, e mesmo assim os seus líderes e população foram capazes de distinguir entre um edifício religioso e um marco de guerra.
    P.S.:O 9/11 não foi feito em nome da destruição de infieis (http://en.wikipedia.org/wiki/September_11_attacks#Motives).

    Comentário por Carlos Guimarães Pinto — Agosto 27, 2010 @ 11:21

  3. Estavas a establecer uma comparação entre o 11/09 e a guerra de 2006.

    Julgo que o exército libânes nem chegou a tomar parte na guerra de 2006. Israel esteve e está em guerra com o Hezbollah que que controla grandes partes do Líbano e age com total impunidade (veja-se o caso do recente assassínio do ex-PM Hariri em que as autoridades são incapazes de cumprir mandatos de detenção).

    Quanto aos motivos penso que seja do conhecimento geral as intenções da Al Qaeda.

    Comentário por Miguel — Agosto 27, 2010 @ 11:38

  4. [testando o sistema rápido de higienização de comentários]

    Comentário por J Esteves — Agosto 27, 2010 @ 12:04

  5. Que palhaçada. Que parte da palavra “reconstrução” não entende?

    “We respect the Jewish religion just like we do Christianity. The Jews have always lived among us. We have an issue with Israel’s occupation of land”

    Pois, any land. Desde que sejas dimi e uma parte se converta ao Islão a cada geração está tudo bem.

    Comentário por lucklucky — Agosto 27, 2010 @ 14:04

  6. Falamos deste Hezbollah?, que gosta tanto de cristãos quando fala em inglês? Estes amigos dos cristãos?

    Eu também queria um Hezbollah assim!

    Comentário por Francisco Colaço — Agosto 27, 2010 @ 14:10

  7. Estes muçulmanos acreditam que os infiéis (é o termo que usam) nunca porão os pés em Meca e que de Jerusalém partirão para a conquista do mundo. Quando, depois da guerra, conquistam uma terra constróiem de imediato uma mesquita para assinalarem que aquela terra passa a pertencer-lhes.
    No ground zero (a danificação do edifício foi consequência directa do atentado TE-RRO-RIS-TA)não existia mesquita nenhuma (RE-constrói-se o que já antes se havia construído).
    Os promotores da mesquita (falaciosamente ditos moderados: o gajo quer a sharia a vigorar nos EUA) dizem que a indicação do edifício (destruído nos atentados) foi um acto de Alá. Muçulmanos verdadeiramente moderados não faltam a não querer ali o centro e a mesquita (e frequentam qualquer outra das 30 mesquitas de NY).
    Grupos terroristas já espumam de alegria em defesa da mesquitra naquele sítio.
    Nada disto é novidade para ti, nem para ninguém, mas tiveste de fingir não o saberes para poderes escrever este artigo manipulador. E se fosses brincar com a segurança de todos nós para o raio que te parta???

    Comentário por GovernoDeCorruptos — Agosto 27, 2010 @ 14:21

  8. “Que parte da palavra “reconstrução” não entende?”

    Quer isso dizer que se já existisse uma mesquita no mesmo local perto do ground zero não teria problemas que a reconstruissem?

    Comentário por Carlos Guimarães Pinto — Agosto 27, 2010 @ 14:47

  9. Já agora, convém lembrar que o edificio em questão em NY já é actualmente uma espécie de mesquita.

    Comentário por Miguel Madeira — Agosto 27, 2010 @ 22:41

  10. Exacto, Miguel. O que traz a questão de saber se os opositores da nova mesquita defendem que a actual mesquita seja destruida. Se não for esse o caso, então aparentemente não há problemas em ter um local de culto islâmico a dois quarteirões do Ground Zero, desde que seja pequeno e em más condições.

    Comentário por Carlos Guimarães Pinto — Agosto 28, 2010 @ 10:12

  11. Para os manipuladores de compreensão lenta: Não se quer uma mesquita num edífício vítima dum acto de terrorismo porque para estes muçulmanos nada moderados isso é um sinal de que o seu crime compensou e que devem continuar a praticar atentados porque isso os levará à conquista do mundo(daí a mulher do gajo que quer que a sharia se aplique nos EUA dizer que aquele edifício lhes foi indicado por deus e toda uma série de muçulmanos moderados também não quererem a mesquita ali). Perceberam???? é difícil?????

    Comentário por GovernoDeCorruptos — Agosto 28, 2010 @ 13:19

  12. [...] by Gabriel Silva em 1 Setembro, 2010 «Outros ground zero», por Carlos Guimarães [...]

    Pingback por Leituras « BLASFÉMIAS — Setembro 1, 2010 @ 13:58

  13. A mensagem do CGP e dos promotores da Mesquita do G. Zero é clara. A tolerancia e sensibilidade tem que ser demonstrada pelos americanos autorizando a construção da mesma. Do lado dos promotores da religião da paz a recusa em ferir sensibilidades é total, recusando-se a construir noutro local e chegando à chantagem do costume ” senão nos fazem a vontade vem ai outro 11/09 , os radicais vão cair em cima de vós, vem aí mais terrorismo, etc..uma destas frase é da mulher do imam Raulf que está por detrás do projecto ” Um grande obrigado ao CGP por manter este assunto vivo e assim abrir os olhos do mundo face ao avanço do extremismo islamico…..

    Comentário por CARLOS — Setembro 1, 2010 @ 16:13

  14. Sobre a tolerância do Islão face à intolerância e islamofobia judaica e cristã…

    http://5dias.net/2010/09/01/porque-vivem-melhor-os-judeus-de-teerao-do-que-os-palestinianos-de-gaza-porque-rezam-melhor-os-judeus-de-beirute-do-que-os-muculmanos-de-nyc/

    Comentário por Euroliberal — Setembro 1, 2010 @ 17:25

  15. Os muçulmanos americanos (20 milhões, mais que os 6 milhões de judeus americanos) não tem nada que mudar o lugar da sua mesquita ou centro cultural do Ground Zero. Pela Constituição podem construir mesquitas onde quiserem, tal como os seus concidadãos de outras religiões.

    Convém lembrar que nas torres destruídas no 9/11 JÁ HAVIA um centro islâmico, pelo que se trata apenas de o reconstruir, até porque a liberdade religiosa é total nos EUA, apesar de os sionistas que rerem reduzi-la como em iSSrael…estado fundamentalista-apartheidesco onde a minoria judaica exila, guetiza e assassina a maioria muçulmana e cristã, impedindo-a de votar na totalidade…

    Comentário por Euroliberal — Setembro 1, 2010 @ 17:38

  16. The Christians of Lebanon — Maronites, Orthodox, and other communities including Protestants — number about 1.5 million, the remnant of a Christian nation that resisted the Islamic conquorers for 13 centuries. Since Lebanon made an ill-conceived pact with the PLO in 1969, hundreds of thousands were massacred, displaced and exiled. In 1985, the Israelis withdrew except for a security buffer zone exposing the Christians to reprisals. Since 1990, the end of the Lebanese civil war, the Christian areas of Lebanon have been under Syrian occupation.

    Christians in the north and central parts have been systematically politically and socially oppressed since the Lebanese civil war ended. Hundreds have been arrested, tortured, and jailed by pro-Syrian forces. In the south of Lebanon, thousands of Christians are bombarded constantly by Hezbollah. Thousands of Lebanese Christians fled when Israel pulled out of the security zone in 2000. There are more than seven million Lebanese Christians outside of Lebanon, including more than 1.5 million Americans of Lebanese descent.

    Comentário por CARLOS — Setembro 1, 2010 @ 18:02

  17. O Hezbolah, a RESISTÊNCIA (é assim que é designado com uma vénia no Líbano) faz parte do Governo libanês (que tem cristãos, sunitas, chiitas, druzos, etc., não é como a ditadura nazionista, limitada a judeus) e é altamente respeitado e idolatrado por todos os libaneses ( e fora do Líbano, por todos os muçulmanos) e pelas Forças armadas pelo seu papel heróico na defesa da Pátria e na oposição ao satânico e abjecto regime nazionista que ocupa ilegalmente a Palestina, recusando o direito de voto à maioria dos seus residentes de jure (9 milhões de não judeus, exilados ou guetizados), mantendo 10.000 presos políticos na prisão e executando sumariamente centenas deles.

    Comentário por Euroliberal — Setembro 1, 2010 @ 18:04

  18. A única coisa que existia ao lado das torres e que foi destruida era uma igreja ortodoxa grega a qual tem visto sistematicamente negada pelas autoridades a possibilidade de construção. Se os promotores da mesquita dizem que a sua iniciativa é para melhorar as relações entre muçulmanos e não muçulmanos deviam ser mais sensiveis aos nova yorquinos e deviam dizer : muito bem, compreendemos que o local deve ser usado para promover um memorial e como não queremos ofender ninguem construimos noutro local ( apesar de NY ter já cerca de 20 mesquitas ).Mas o objectivo não é construir pontes mas impor a ponte de sentido único : o islão.

    Comentário por CARLOS — Setembro 1, 2010 @ 18:06

  19. ó caro euroliberal : em Gaza manda o Hamas e se os muçulmanos de gaza vivem mal é pq são perseguidos pelo Hamas que quer impor um estado islamico. Milhares de palestinanos da fatah foram presos e assassinados pelo Hamas. Em Nova Yorque os muçulmanos tem mais de 20 mesquitas para rezar e muitos até se recusam a transportar infieis nos seus taxis por causa dos cães e do vinho, vejam lá…em Nova York.

    Comentário por CARLOS — Setembro 1, 2010 @ 18:11

  20. Carlos, tudo que diz em relação ao tratamento dos cristãos no Líbano é falso. Eu sei-o em primeira mão.

    Comentário por Carlos Guimarães Pinto — Setembro 1, 2010 @ 18:23

  21. Os cristãos libaneses (um terço da população !), SÂO ÁRABES, libaneses e patriotas e muito reconhecidos aos seus compatriotas muçulmanos pela convivência pacífica que lhes proporcionaram em 14 séculos de história desde o aparecimento do Califado. O Hezbolah tem como aliado o maior partido cristão (Partido do Futuro de Michel Aoun). O que contrasta fortemente com a intolerância de sionistas e europeus cristãos (Inquisição, expulsão ou conversão forçada de mouriscos e marranos e destruição ou transformação em igrejas de todos as mesquitas e sinagogas, até há bem pouco tempo, enquanto no Islão igrejas e sinagogas permaneceram abertas ININTERRUPTAMENTE durante 14 séculos de maioria islâmica. Osimples facto de haver 35% de cristãos no Libano 14 séculos depois de Maomé demonstra à saciedade a TOLERÂNCIA dos muçulmanos face ao obscurantismo de cristãos e judeus.

    Onde estão os muçulmanos portugueses que ocupavam todo o sul de Portugal após a conquista (mas não povoamento) cristã ? Foram obrigados a converterem-se em massa para se poderem manter nas suas terras. Os descendentes são os algarvios, alentejanos, saloios de hoje, os nossos “mouros”… Por isso a religiosidade “cristã” é tão baixa no sul… foram , são cristãos à força… Os libaneses árabes cristãos não precisaram de se converter á força… Tal como os milhões de coptas egípcios…Beneficiaram da tolerância islâmica…

    Contra factos não há argumentos, nem censura que valha…

    Os nazionistas de pacotilha que por aqui andam dizem-se cristãos (só se forem da seita dos “judas”) mas atraiçoam os cristãos palestinianos, vítimas como os seus irmãos muçulmanos do apartheid sionista e martirizados, na terra de Cristo, pelos mesmos que O martirizaram… Traidores judas…

    Comentário por Euroliberal — Setembro 1, 2010 @ 18:23

  22. Os nazionistas assassinaram Hariri (como assasinaram um palestiniano no Dubai ou um libanês do Hezbolah em Damasco, ou patriotas árabes em toda a Europa, são os terroristas da Mossad) para provocar uma nova guerra civil entre árabes. Fazem-no em toda a parte, no Iraque, entre chiitas e sunitas (dinamitaram a mesquita chiita de Samarra para tal, tem bases no curdistão iraquiano…), na Palestina (armaram colaboracionistas da Fatah para darem um golpe contra o governo eleito em 2006, do Hamas, mas esses traidores foram esmagados em GAZA em três dias pelos leões do Hamas, e só sobrevivem na Cisjordânia debaixo das saias das SS Tsahal)…

    Também no Líbano o golpe (dividir para reinar) falhou. Os libaneses uniram-se, formaram um governo de União Nacional anti-sionista com o Hezbolah (3 ou 4 ministros) e o Exército e os mujahedins do Hezbolah garantem juntos a integridade da Pátria (em 2006, as amélias das SS Tsahal não conseguiram conquistar nenhuma das aldeias fronteiriças e sofreran pesadas perdas…). Os misseis do Hezbolah de hoje estão prontos a arrasarem todo o Israel até Bersheeba…Os cães sionistas ladram, rosnam, mas não ousam voltar a invadir o Líbano. Ainda lhes dói o traseiro…

    Comentário por Euroliberal — Setembro 1, 2010 @ 18:39

  23. Bom, se no blogue não são permitidos insultos sistemáticos contra terceiros (o problema é a definição de “insultos” e de “terceiros”, dado que os nazionistas são criminosos e debater e qualificar os seus crimes não é seguramente, à luz dos valores europeus pós-1945, “insultar”, ou então o debate é impossível) parece-me que não seria aceitável tolerar comentários que constituem mentirar descaradas saídas das centrais de desinformação (hasbara) sionistas, como o inenarrável naco de prosa que o próprio CGP, considerou uma falsidade total.

    Uma uniformização de critérios seria útil, no interesse do blogue.

    Comentário por Euroliberal — Setembro 1, 2010 @ 19:09

  24. Contra a desinformação dos sanayim mossadistas, a nudez crua da verdade: A liberdade dos judeus iranianos faz inveja, tal como a dos cristãos libaneses:

    25,000 Jews live in Iran. It’s the largest Jewish population in the Middle East outside of Israel. Iranian Jews are not persecuted or abused by the state, in fact, they are protected under Iran’s constitution. They are free to practice their religion and to vote in elections. They are not stopped and searched at checkpoints, they are not brutalized by an occupying army, and they are not herded into a densely-populated penal colony (Gaza) where they are deprived of the basic means of survival. Iranian Jews live in dignity and enjoy the benefits of citizenship.

    Iranian president Mahmoud Ahmadinejad is demonized in the western media. He is called an anti-Semite and the “new Hitler”. But if those claims are true, then why did the majority of Iran’s Jews vote for Ahmadinejad in recent presidential elections? Could it be that most of what we know about Ahmadinejad is just baseless rumor and propaganda?

    This excerpt appeared in an article by the BBC:

    “(Ahmadinejad’s) office recently donated money for Tehran’s Jewish hospital. It is one of only four Jewish charity hospitals worldwide and is funded with money from the Jewish diaspora – something remarkable in Iran where even local aid organizations have difficulty receiving funds from abroad for fear of being accused of being foreign agents.”

    When did Hitler ever donate money to Jewish hospitals? The Hitler analogy is a desperate attempt to brainwash Americans. It tells us nothing about what Ahmadinejad is really like.

    The lies about Ahmadinejad are no different than the lies about Saddam Hussein or Hugo Chavez. The US and Israel are trying to create the justification for another war. That’s why the media credits Ahmadinejad with saying things that he never really said. He never said that he wanted to “wipe Israel off the map”. That’s another fiction. Author Jonathan Cook explains what the Iranian president really said:

    “This myth has been endlessly recycled since a translating error was made of a speech Ahmadinejad delivered nearly two years ago. Farsi experts have verified that the Iranian president, far from threatening to destroy Israel, was quoting from an earlier speech by the late Ayatollah Khomeini in which he reassured supporters of the Palestinians that “the Zionist regime in Jerusalem” would “vanish from the page of time.”

    He was not threatening to exterminate Jews or even Israel. He was comparing Israel’s occupation of the Palestinians with other illegitimate systems of rule whose time had passed, including the Shahs who once ruled Iran, apartheid South Africa and the Soviet empire. Nonetheless, this erroneous translation has survived and prospered because Israel and its supporters have exploited it for their own crude propaganda purposes.” (“Israel’s Jewish problem in Tehran”, Jonathan Cook, The Electronic Intifada)

    Comentário por Euroliberal — Setembro 1, 2010 @ 19:18

  25. Desculpem lá, que um tipo se lembre de REconstruir uma mesquita, percebe-se, sempre esteve ali, mas que processo mental, religioso, ou “de filha putice” levou alguem a lembrar-se de CONstruir ali e não noutro lado?
    No estrolabio.blogspot.com já escrevi sobre isto.Gostava de perceber o processo que levou à decisão e não encontro razão nenhuma. E aquele terreno ali, no centro do mundo, não deve ter problemas para ser ocupado.Como se chega a uma mesquita?

    Comentário por luis Moreira — Setembro 1, 2010 @ 22:41

  26. Esta não é uma questão de legalidade. É uma questão de moralidade.

    De facto, eles podem ter o direito de construir a mesquita. Mas isso não quer dizer que tenham de o exercer. Se, contra todos ou muitos, o exercerem, os que não gostam desse facto têm também o direito de repudiar (pacificamente) essa escolha. Mas isso leva à polarização. É aqui que entra a moral. Podem fazê-lo? Sim. Devem fazê-lo? Não.

    Posso fazer uma discoteca ao lado do cemitério? Sim. Devo fazê-lo? Não. Pelo respeito aos familiares dos mortos, e até por consideração para com os que lá jazem, não devo fazê-lo.

    Outro exemplo. A liberdade de expressão não impede um homem de gritar insultos a todos os outros. Ele não tem de exercer esse direito. Mas exercendo-o, os outros têm também o direito de o achar um idiota, de lho dizerem eloquentemente, e de se afastarem dele.

    Não é preciso lei para regular isto. É extremamente perigoso confundir lei com moral. São coisas distintas, e ainda bem. Citando Soljenitsine: “I have spent all my life under a Communist regime, and I will tell you that a society without any objective legal scale is a terrible one indeed. But a society with no other scale but the legal one is not quite worthy of man either.”

    Comentário por João Paulo Magalhães — Setembro 2, 2010 @ 01:06

  27. Ó João Paulo, a sua bizantina distinção não tem pés nem cabeça do ponto de vista jurídico-constitucional…como qualquer jurista lhe dirá (ou moralista, já agora).

    Moralidade ? Que moralidade é essa que impediria 20 milhões de americanos de reconstruir um centro cultural islâmico na sua terra, em cuja constituição figura uma liberdade religiosa absoluta, até para as seitas mais duvidosas como a cientologia ? E estariam os cristãos e judeus também impedidos de construirem templos, dado que muitos deles assassinaram em shocks and awe sucessivos 4 milhões de muçulmanos no Médio Oriente desde 1948 (só no Iraque foram dois milhões) ?

    E a “moralidade” de apoiar o regime nazi-sionista, apartheidesco, racista e fundamentalista que só reconhece a um terço dos residentes de jure (os de confissão judaica) o direito de voto e de cidadania e que guetiza os que não massacrou e exilou, mantendo 10.000 presos políticos na prisão, a maioria sem julgamento, e executa sumariamente por esquadõres da morte das SS Tsahal centenas deles ? De que moralidade fala você ? Da dos criminosos de guerra islamocidas ? Você é ocidental ou conhece os valores do Ocidente ? Não parece…

    Comentário por Euroliberal — Setembro 2, 2010 @ 08:55

  28. P. S. Veja como no Líbano não passa a ninguém pela cabeça (incluindo os “extremistas” do Hezbolah) impedir a reconstrução da sinagoga de Beirute destruida pelos sionistas (que também destruiram quase todo o país e mataram 1400 civis para se vingarem da derrota militar às mãos do hezbolah), e como a liberdade religiosa de TODOS aí é respeitada há 14 séculos. Isso não o faz corar ? Levar lições de moral de muçulmanos ? Pense bem…

    Enquanto a direita radical norte-americana protesta contra a construção de uma mesquita em Nova Iorque, o governo libanês (o tal com quatro ministros do Hezbollah) aplica fundos na reconstrução de uma sinagoga.

    http://5dias.net/2010/09/01/porque-vivem-melhor-os-judeus-de-teerao-do-que-os-palestinianos-de-gaza-porque-rezam-melhor-os-judeus-de-beirute-do-que-os-muculmanos-de-nyc/

    Comentário por Euroliberal — Setembro 2, 2010 @ 09:00

  29. Carlos, Euroliberal,

    Tive que editar alguns dos vossos comentários antes de permitir a publicação, por não obedecerem às regras do blog de não permitir insultos a terceiros. A única pessoa que podem insultar nos meus posts é eu próprio.
    Insultos a pessoas que não o autor do post serão apagados.

    Comentário por Carlos Guimarães Pinto — Setembro 2, 2010 @ 09:16

  30. Caro Carlos,

    Não se trata em NY de uma mesquita mas de um centro cultural islâmico, embora os muçulmanos rezem em qualquer sítio, até na rua. E as constituições servem também para defender os direitos das minorias. Se a maioria cristã (ou a muçulmana no Líbano) pudesse impedir as minorias de rezar onde querem, por se sentirem “incomodadas” com isso, a liberdade religiosa seria uma batata…
    E os extremistas neocon que se opõem a tal, violam a Constituição e já deviam estar presos. É assim pelo menos nos estados de Direito…

    Veja como os 30.000 judeus iranianos são tratados nas palmas das mãos por Ahmedinejad… até podem visitar familiares em israel, votar, receber subsidios estatais e terem um deputado no Parlamento… Não têm que suportar diariamente apartheids, controlos infindáveis em check points, nem são guetizados detrás de muros de 8 metros…Não terão os americanos (já nem falo dos nazi-sionistas, it’s hopeless) vergonha de receberem lições de moral de Ahmedinejad ?

    Comentário por Euroliberal — Setembro 2, 2010 @ 09:42

  31. Em Gaza e em toda a Palestina o Hamas jogou e joga sempre o jogo democrático. É escolhido pelo povo, porque é patriota, corajoso e não é corrupto, vende-pátrias e colaboracionista como a a maioria da Fatah. Em 2006 ganhou eleições limpas, controladas por centenas de observadores EU.

    Foi Israel, os EUA e parte da Europa que não aceitaram os resultados democráticos e boicotaram o governo eleito. Os colaboracionistas fantoches de Abbas recusaram-se a entregar a polícia ao governo eleito (???) e obrigaram-no a constituir uma outra fiel ao governo legítimo, e depois prepararam um golpe militar com armamento israelita (foi todo apreendido pelo hamas em gaza, obrigado, era bom material) mas este, com menos armas e armas, esmagou em três dias os golpistas em gaza e restaurou a legalidade, e tê-lo-ia feito também na Cijordânia se os traidores não se escondessem sob as saias do ocupante…

    a polícia coolabo de Abbas, seleccionada pelo Shin Bet (a Gestapo sionista) e treinada pelos americanos na jordânia só serve para prender ás ordens do ocupante os militantes e políticos do governo eleito democraticamente do hamas (há 1000 nas prisões dos fantoches colaboracionistas, além de vários milhares presos em israel, incluindo metade dos deputados do parlamento palestiniano !!!). É o que fazem todos os colaboracionistas, como a milícia de Pétain…

    Por isso o Hamas prendeu em Gaza alguns espiões dos collabos até que os seus políticos sejam libertados em Ramallah e exige novas eleições que o ditador Abbas (o seu mandato expirou em Janeiro de 2009)se tem esquecido de convocar, por ordem expressa dos “democratas” israelitas e ocidentais…

    Mas o Hamas, como os islamistas em todo o mundo árabo-muçulmano, não tem medo de eleições livres e ganha-as sempre que as há, como acontece na turquia, iraque, irão, etc.

    Comentário por Euroliberal — Setembro 2, 2010 @ 10:04

  32. «Em primeiro lugar é errada a designação de Israel como “estado judaico”.»

    A Declaração de Independência estabeleceu Israel como «Estado judaico», e a Lei do Retorno garantiu que todos os «judeus» do mundo podem para lá imigrar e tornar-se nacionais.

    Comentário por ricardo alves — Setembro 3, 2010 @ 14:58

  33. «Em primeiro lugar é errada a designação de Israel como “estado judaico”»

    Em segundo lugar, essa negação está a ficar fora de moda http://bit.ly/cD2nyY

    Comentário por J Esteves — Outubro 6, 2010 @ 22:24

  34. Em terceiro lugar, o argumento para não permitir o “retorno” dos refugiados palestinianos não é de que poria em causa o carácter judaico do Estado?

    Comentário por miguelmadeira — Outubro 6, 2010 @ 22:38


RSS feed para os comentários a este artigo. TrackBack URI

Deixar uma resposta

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Modificar )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Tema: Rubric. Blog em WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 2.441 outros seguidores