A verdadeira face de um bairro madrileno, vendido ao público como cosmopolita e pitoresco, e prenhe de “actividades inclusivas” e multiculturais, por associações de vão de escada e por “jornalistas” com uma agenda escandalosamente óbvia e mais peneiras do que ética, talento ou cultura (também os temos, em Espanha). Ou: quando os factos são reaccionários.
Agosto 11, 2010
5 Comentários »
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FIFA vai investigar eventuais represálias aos jogadores e técnicos da Coreia do Norte
http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=217952
Comentário por JEM — Agosto 11, 2010 @ 17:33
Não sei se será permitido mas vou comentar o post sem comentários do FG.
Muito bom artigo do FG. Um ponto no entanto, diz FG no DE:
“Se a democracia no sentido constitucional não pode, por definição, ser totalitária”.
Pode sim, se não permitir a secessão. E esse é razão porque o estado democrático se vai centralizando cada vez mais até se tornar totalitário e absolutista.
Comentário por CN — Agosto 11, 2010 @ 18:21
A coisa mais triste que aconteceu em Lavapiés foi o Montes ter fechado. Isso sim foi uma desgraça.
Sobre o tema do post, Tirso de Molina nem é do pior que há no centro de Madrid, ou pelo menos não era. A Plaza de Soledad Torres Acosta, mais conhecida como Plaza de la Luna, é que era radical e fica mesmo ao lado do Sol. É possível que as coisas tenham mudado.
Comentário por Paulo — Agosto 12, 2010 @ 03:09
Tomas por verdadeira uma notícia porque assim o queres. Há poucos anos estive duas semanas em Madrid em pleno verão. Fiquei hospedado em Lavapiés perto de Tirso de Molina. O quarto era num dos muitos prédios com um pátio interior. No rés de chão funcionava uma creche clandestina. Os meus vizinhos eram um casal de equatorianos de um lado e aquilo a que se convencionou chamar white trash nos EUA no outro. Nessas duas semanas, de percorrer o bairro todos os dias, de me quedar nos bares à noite, de falar com os meu vizinhos ou com os donos dos estabelecimentos comerciais da zona, não fiquei com a impressão que o artigo descreve. De manhã via uma massa de gente a apanhar transportes públicos para o centro ou para as cercanías. À noite voltavam. De resto, nada de diferente num bairro onde a pobreza era evidente e onde a polícia vinha com ares marciais, muito diferente do ar paternal com nos brindava junto ao prado e nas grandes avenidas comerciais.
Isto vale o que vale; agora em termos de insegurança senti mais na super patrulhada bilbao em pleno casco viejo que em lavapiés.
Comentário por nuno vieira matos — Agosto 21, 2010 @ 21:24
Esta é UMA notícia de Madrid, como tantas outras que passam pelos jornais e televisões espanholas (muitas sobre a praça que o Paulo refere ali em cima). Já passei pelo Lavapiés várias vezes. Sei o que é. Também já tenho quilómetros suficientes nas pernas para reconhecer o que está por baixo dos disfarces que o dia põe nas ruas, praças e bairros, e a Tirso de Molina, como se diz em Espanha, tem todas “las papeletas”: é um sítio “chungo”.
O Lavapiés não é o inferno, mas também não é como muitos o querem pintar. Nem sei se é Madrid, ou se é um enclave qualquer.
Comentário por Carlos M. Fernandes — Agosto 22, 2010 @ 03:14