O Insurgente

Agosto 31, 2010

Fim

Filed under: Blogosfera,Videos — Miguel Noronha @ 23:31

Tudo tem um fim. A minha participação no Insurgente inciada há mais de cinco anos termina aqui. Aos meus ex-co-bloggers deixo votos de boas insurgências: Keep up the good fight! Para já, regresso ao meu papel de simples anónimo da blogosfera. Pode ser que nos vejamos por aí!

Ron Paul: Prepare for the Worst

Filed under: Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Prepare for the Worst | Ron Paul

Socialismo televisivo

Filed under: Media,Política — ruicarmo @ 19:32

El Estado es el peor empresario del mundo. Especialmente cuando se pone a empresario de la comunicación. Y lo pagamos Tú & Yo.

Por cá, espero sentado (e a pagar de forma principesca) o fim da existência de um conjunto inexplicável de canais de televisão e rádio do estado.

Sinais (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 15:59

Tavares Moreira no Quarta República

O formidável argumento segundo o qual o pessimismo não cria empregos – utilizado para justificar uma permanente exibição de optimismo “pacóvio”, como se este fosse criador de emprego – cai dolorosamente por terra quando as notícias do desemprego chegam com este estrondo… Mas julgam que os optimistas vão desarmar? Eu julgo que não…”jamais”!

A impossibilidade do socialismo

Filed under: Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 14:00

Não temam o socialismo. Por Pedro Sette Câmara.

Eu não tenho medo do socialismo. Ele é impossível; ele nunca acontecerá. O que me dá medo é o que acontece quando tentam implementá-lo.

Leitura complementar: Stefania Fernandez e a Venezuela de Chávez; Socialism: An Economic and Sociological Analysis; The Road to Serfdom / O Caminho da Servidão.

A Outra Palestina

Filed under: Double standards,Médio Oriente,Media,Política — Miguel Noronha @ 12:16

Um excelente artigo do Henrique Raposo no Expresso online

A Palestina vive uma guerra civil larvar, mas os media ignoram este facto. O Hamas e a Autoridade Palestiniana adiam ad eternum as eleições, mas os media ignoram o facto. Porquê?

A inevitabildade

Filed under: Double standards,Médio Oriente — ruicarmo @ 11:46

A notícia queima. O mufti da Arábia Saudita, máxima autoridade religiosa do país, acaba de emitir uma fatua que permite (permitir é um eufemismo, a palavra exacta deveria ser impor) o casamento de meninas na idade de 10 anos. O dito mufti (hei-de lembrar-me dele nas minhas orações) explica porquê: porque a decisão é “justa” para as mulheres, ao contrário da fatua anteriormente vigente, que havia fixado em 15 anos a idade mínima para o casamento, o que Abdelaziz Al Sheji (esse é o nome) considerava “injusto”. Sobre as razões deste “justo” e deste “injusto”, nem uma palavra, não se nos diz sequer se as meninas de 10 anos foram consultadas. É certo que a democracia brilha pela inexistência na Arábia Saudita, mas, num caso de tanto melindre, poderia ter-se aberto uma excepção. Enfim, os pedófilos devem estar contentes: a pederastia é legal na Arábia Saudita. Outras notícias que queimam. No Irão foram lapidados dois homens por adultério, no Paquistão cinco mulheres foram enterradas vivas por quererem casar-se pelo civil com homens da sua escolha… Fico por aqui. Não aguento mais.

O texto é de José Saramago. Hei-de descobrir um prémio honroso para entregar a quem descobrir no autor e naquelas palavras um benfício a Israel.

Adenda: Mais duas sentenças judiciais que punem, como poucas, o adultério. Uma sociedade casta tem um preço elevado  no Irão.

Sinais

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:43

21 de Agosto:José Sócrates afirmou que há sinais de “paragem na subida do desemprego” citando dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional

31 de Agosto: A taxa de desemprego em Portugal voltou a subir em Julho, para 11 por cento, o que constitui um novo máximo histórico, de acordo com os dados hoje divulgados pelo Eurostat

A contar (0)

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 09:31

A temporada lírica do Teatro Real de Madrid parece-me, este ano, menos interessante (e a direcção musical de López Cobos desaparece de cena). No entanto, começa com um Eugene Oneguin, já na próxima semana, que lamento ter que deixar para trás quando, hoje à tarde, levantar voo em Barajas após uma noite a algumas horas em Madrid. (A viagem é feita, também, de perda(s).) Mas venham a Madrid. Se López Cobos deixar saudades ou se tropeçarem numa dessas encenações muito modernas e provocadoras, há sempre uma barra ou um comedor manchego, asturiano ou extremeño disposto a redimir a vibrante capital espanhola. Tudo condimentado com muito sal, fumo, touros e colesterol. Não aconselhável a “civilizados”, portanto.

A direita cínica e imoral

Filed under: Double standards,Internacional — filipeabrantes @ 09:11

Manifestações em Lisboa contra uma anunciada lapidação no Irão podem ter um efeito de pressão residual mas são respeitáveis e se forem genuínas (se por exemplo não se esconderem por trás de outras causas, como a luta genérica contra a pena de morte – como aqui se adverte – ou a mudança do regime iraniano por dentro ou por ataque externo) fazem todo o sentido. Apesar de, segundo consta, a lapidação não se efectuar no Irão há já vários anos, a hipótese de o voltar a ser é preocupante. O que faz menos sentido é a visão maniqueísta e cínica de alguns críticos da manifestação do último sábado (como é o caso de João Pereira Coutinho, neste artigo). A causa é justa e pessoas que se juntem e se manifestem pacificamente na luta por uma causa justa dificilmente são criticáveis. Não merecem ser achincalhados e tratados de ‘pornográficos’. Só uma pessoa cínica (daquelas cuja História não costuma recordar, diga-se) e sem os valores certos pode censurar outras pessoas por se manifestarem contra uma prática injusta e selvagem. Se observarmos bem as reacções negativa de alguma direita à manifestação de Sábado, elas visam a menorização da mesma e o apelo à guerra. Pura e simplesmente. É evidente que a maioria (ou totalidade) destes críticos nunca participará numa provável guerra contra o Irão (quer física, quer financeiramente – afinal os contribuintes americanos servem para isso mesmo). O que os motiva é a paranóia do ataque ao “regime iraniano”. Pouco importa que as aventuras no Iraque e no Afeganistão se estejam a revelar um longo e penoso fracasso, o que parece motivar estes críticos é a fuga para a frente e a extensão dos “direitos” ocidentais e da democracia (esse novo dogma da direita!) pelo mundo fora. Esta duplicidade de comportamentos revela grande irresponsabilidade e imoralidade: apelar a uma guerra que pode facilmente tornar-se devastadora (sobretudo para o povo iraniano, mas também potencialmente para as nações envolvidas no ataque) e global (dados os governos que andam a pressionar o Irão e a impor-lhe sanções) pelo progresso nos costumes iranianos é enquanto método não só completamente desproporcionado e patético como também imoral por se aceitar a morte de milhares de inocentes por ganhos que não a justifica (porque os fins não justificam os meios).

Claro que alguns dos críticos são simplesmente desonestos e fingem a simpatia pelos direitos dos iranianos quando na verdade o que querem é que o “regime” de Ahmadinejad seja riscado do mapa, em benefício de Israel.

Despesismo estatal incentiva o crime

Filed under: Economia,Justiça,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 00:02

Reuters

Cash-strapped Bulgaria and Romania hoped taxing cigarettes would be an easy way to raise money but the hikes are driving smokers to a growing black market instead.

Criminal gangs and impoverished Roma communities near borders with countries where prices are lower — Serbia, Macedonia, Moldova and Ukraine — have taken to smuggling which has wiped out gains from higher excise duties.

Bulgaria increased taxes by nearly half this year and stepped up customs controls and police checks at shops and markets. Customs office data, however, shows tax revenues from cigarette sales so far in 2010 have fallen by nearly a third.

Agosto 30, 2010

Stefania Fernandez e a Venezuela de Chávez

Filed under: Internacional,Justiça,Media,Política — André Azevedo Alves @ 23:45

A construção do “Socialismo do Séc. XXI”, na prática: The Killing Fields Of Caracas

Ever since Chavez became president in 1999, Venezuelan cities have become hellholes in which murder rates have more than quadrupled. At 233 per 100,000, or one murder every 90 minutes, the rate in Caracas now tops that of every war zone in the world, according to an official National Statistics Institute study released Wednesday.

In fact, crime is the defining fact of life in today’s Venezuela. About 96% of all murder victims are poor and lower-middle class, the very people Chavez claims to represent. “Don’t venture into barrios at any time of the day, let alone at night,” warns the Lonely Planet guide to Venezuela to hardy adventure travelers.

By contrast, the murder rate in cartel-haunted Juarez, Mexico, is 133 per 100,000, with Mexico’s overall rate 8 per 100,000, about the same as Wichita, Kan. Colombia, fighting a narcoterror war since 1964, has an overall rate of 37 per 100,000, slightly higher than Baltimore at 36.9. The overall U.S. rate is 5.4.

Make no mistake, a murder rate like Caracas’ is a crime against humanity. The absence of personal security renders all other human rights moot. By coincidence, that’s just what Chavez seeks to eliminate as he turns his country into a Cuba-style socialist state. Instead of Castroite firing squads or Stalinesque gulags, Chavez outsources the dirty work of socialism to criminals while throwing dissidents in jail and threatening to censor newspapers.

Rui Tavares, colunista para todo o serviço

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:00

Ainda, e de novo, Rui Tavares: A caminho do grau zero de pensamento político ? Por Vítor Dias.

Rand Paul – National Defense and Foreign Policy (2)

Filed under: Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Rand Paul National Defense/Foreign Policy

Palhaçada

Filed under: Desporto,Justiça,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:41

É lamentável o ponto a que chegou o caso Queiroz. Será desta que os dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol vão assumir as suas responsabilidades?

Leitura complementar: É assim que eles querem, podem e mandam.

Spiegel de parabéns

Filed under: Comentário,Media — ruicarmo @ 18:26

Uma boa entrevista (um género jornalístico raro) da revista alemã Spiegel, a um ser menor.

O Verão ainda não acabou II

Filed under: Internacional,Política,Religião — ruicarmo @ 17:50

Pelo menos 19 mortos.  Quando os mujahideen querem brincar no quintal russo, acontecem tragédias. Presumo que o Roberto, os israelitas e, apesar de tudo, o Bush não sejam os autores materiais e morais da carnificina.

O Verão ainda não acabou

Filed under: Ambiente,Teoria — ruicarmo @ 17:22

De tempos a tempos, o fóssil comunista dá ao mundo irrefutáveis provas de vida. Na fotografia  que ilustra a notícia do Guardian, o olhar do senhor fardado é toda uma legenda.

Critérios de análise económica em Portugal

Filed under: Double standards,Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:33

É mais ou menos esta, de facto, a orientação analítica que está em vigor – não só nos blogues oficiais dos abrantes, mas também na generalidade dos media nacionais e respectivos analistas independentes: Regras de análise económica para abrantes. Por João Miranda.

9. Se um indicador for desfavorável atacar a credibilidade da fonte.

10. Justificar os maus indicadores com factores que não dependem do governo (crise internacional, preço do petróleo, desvalorização do euro, valorização do euro).

11. Se um indicador piora ligeiramente alegar que estabilizou. Se melhora ligeiramente falar em retoma sustentada.

12. Evitar gráficos que dêem uma visão gobal dos indicadores, excepto quando os gráficos são favoráveis.

Leitura complementar: A vida difícil dos abrantes; Quem não tem um amigo em Londres?

Todo um programa… (3)

Filed under: Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:00

A doutrinação do Público. Por Nuno Gouveia.

Graças a Deus que já não estamos limitados à imprensa nacional para seguirmos a actualidade internacional. É muito raro prestar atenção ao que escrevem os jornalistas portugueses (com uma ou outra honrosa excepção) sobre os Estados Unidos. Os nossos jornalistas não descrevem a realidade: eles são uns meros transmissores de uma certa América, funcionando como ideólogos que transformam peças noticiosas em artigos de opinião. Por isso não vale muito a pena ligar ao que escrevem. Se quisermos conhecer este tipo de opiniões mais vale ler os originais, como o The Nation ou o Huffington Post, pois esses são mesmo órgãos assumidos de esquerda. Têm a credibilidade não pretenderem passar pelo que não são: isentos.

(…)

Quando é Barack Obama a falar na importância de Deus, ou Al Sharpton a falar em Fé num discurso público, nada disso é descrito como fundamentalista ou radical. Mas quando um conservador fala em Fé e em Deus, então só pode ser um perigoso fundamentalista religioso. Será que esta gente não se apercebe da duplicidade de critérios que utilizam? Depois queixem-se que os jornais vendem cada vez menos.

Leitura complementar: Todo um programa…; O legado de José Manuel Fernandes e o futuro do Público; O Público e o Bloco de Esquerda.

Quem não tem um amigo em Londres?

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 12:13

Não é só a situação económica do país que se deteriora. Bem vistas as coisas, somos nós que estamos a viver pior. Somos nós, cada um dos constituem os milhões que somos, que temos vindo a empobrecer e vamos continuar a empobrecer nos anos que aí vêm. Com menos dinheiro, menos esperança e cada vez menos expectativas. O fenómeno do empobrecimento continuado do país, que não é mais que a degradação da nossa qualidade de vida, menos dinheiro na carteira, menos cuidados de saúde e pior ensino, começou no terceiro governo de Cavaco. Foi na legislatura do ‘oásis’, lembram-se? E continuou a desenrolar-se lentamente, caprichosamente, primeiro provocando um ligeiro incómodo que, esperava-se, passaria depressa, depois, acentuando-se, impondo-se e marcando definitivamente as nossas vidas.

Há quase vinte anos que estamos nisto. Vinte anos. Para mim e os da geração a que pertenço é mais de metade da vida. Chamam-lhes ‘os melhores anos’, os mais produtivos, mais criativos e originais. Para muitos, já eram. Vinte anos é demasiado tempo para continuar a viver o dia-a-dia da maneira definida pelos outros. Em muitos países, vinte anos é o necessário para se exigir uma atitude diferente.

É pena que o tempo passe tão depressa. Ainda ontem Guterres dizia que o país era um pântano e por isso se ia embora. Não se queria sujar. Sujámo-nos nós e sujos continuamos a chafurdar na lama à procura de coisa nenhuma. O tempo vai passando e se a geração dos 30/40 anos hipoteca os seus sonhos ou se vai embora, a que tem 20 e até para os miúdos com 10 anos de idade o futuro não se pode dizer que seja risonho.

Na década de 60, os portugueses, sem saber ler nem escrever, desistiam e emigravam. Hoje, letrados e licenciados parecem fazer o mesmo. Juristas, economistas, gestores, estudantes, professores, investigadores, até enfermeiros. Um autêntico êxodo. Quando gente instruída prefere ir-se embora a mudar de governo, fica-se com a impressão que o problema é de fundo. Não há nada mais desonroso para um país que o seu povo querer ir embora. África, Suíça, e para Londres, claro. Nos dias que correm, quem não tem um amigo em Londres, não existe.

Em destaque

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 07:35

Esta semana, em destaque a Economic Freedom Network.

A contar (1)

Filed under: Videos — Carlos M. Fernandes @ 01:18

(…) fêmeas de carne e osso, meu general, mandadas por avião com isenção alfandegária oficial das montras de Amsterdão, dos concursos de cinema de Budapeste, do mar de Itália, meu general (…)

Gabriel García Márquez, O Outono do Patriarca

Karády Katalin (1910-1990)

Todo um programa… (2)

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:13

Títulos de opinião (Público de hoje). Por João Miranda.

Leitura complementar: Todo um programa…; O legado de José Manuel Fernandes e o futuro do Público; O Público e o Bloco de Esquerda.

Agosto 29, 2010

Portugal: uma década perdida (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 23:28

Gráfico da autoria de Luís Aguiar-Conraria. (ver também este)

Telemóveis mais caros?

Filed under: Diversos — BZ @ 22:07

Público:

Desbloquear um telemóvel vai ser mais fácil e barato a partir de amanhã, dia em que entra em vigor a lei que obriga as operadoras a prestar este serviço gratuitamente no fim do período de fidelização.

Os telemóveis vendidos pelos operadores são mais baratos que os desbloqueados porque se trata de um dos “incentivos” à fidelização do cliente. Talvez – com o número de telemóvel divulgado por tantos contactos a dificultar a mudança de operador – já não seja assim tão importante factor. Mas a decisão do preço a praticar para desbloquear telemóveis deveria caber apenas ao operador. Como fez este Verão a Optimus, ao experimentar a venda de telemóveis já desbloqueados.

Rand Paul – National Defense and Foreign Policy

Filed under: Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Dr. Rand Paul on Foreign Policy

Um país cada vez mais perigoso

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:28

Quinta da Fonte: Três pessoas atingidas a tiro e uma viatura incendiada

“Um grupo de indivíduos de etnia cigana (desconhece-se o seu número) dispararam cinco tiros, a partir de uma viatura em andamento com uma pistola que se presume ser de calibre 6.35 mm, contra um grupo de indivíduos negros, tendo atingido três deles, causando ferimentos ligeiros”, adiantou a PSP.

Leitura complementar: Incompreensível; Infelizmente, já não surpreende…; Setúbal, 2009; Socialismo e insegurança; Quem quer segurança, paga-a (duas vezes, pelo menos); Que bom que é ser cumpridor da lei em Portugal; Portugal não está recomendável; Ganha quem mais danos causar; Animais glorificados; E que tal contratar a Blackwater?

Sakineh Ashtiani

Filed under: Blogosfera,Internacional,Justiça,Media,Política,Religião — André Azevedo Alves @ 19:23

Lisboa juntou-se a mais 110 cidades do mundo para apelar ao fim da lapidação no Irão

Lisboa juntou-se, ontem à tarde, às 110 cidades de todo o mundo para protestar contra o apedrejamento até à morte de Sakineh Ashtiani, acusada pelas autoridades iranianas de adultério e cumplicidade na morte do marido. Mas a figura de Sakineh foi apenas mais um pretexto para uma causa geral: lutar contra a pena de morte, seja ela de que forma for.

Causas que não batem certo com os factos. Por João Miranda.

A luta contra a lapidação por adultério é uma causa simpática. O problema é que o que está em causa pode não ser uma lapidação. E a acusação pode não ser apenas a de adultério mas também a de participação num assassinato.

(…)

Fica a sensação de que o aderente menos atento aos pormenores corre sérios riscos de ser manipulado pelos organizadores destas manifestações.

Leitura complementar: Contra a lapidação.

Todo um programa…

Filed under: Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:18

A agenda político-ideológica do Público torna-se particularmente clara no tratamento “informativo” dado à política internacional:

“Direita radical ocupa centro de Washington para desafiar Obama sem o nomear”
“Primeira secretária do PS francês arrasa política do Presidente Sarkozy”

Leitura complementar: O legado de José Manuel Fernandes e o futuro do Público; O Público e o Bloco de Esquerda.

O herói Roberto

Filed under: Desporto,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:05

Roberto: o que muda depois de sábado?

Afinal, Roberto também pode ser herói. O guarda-redes encarnado defendeu este sábado uma grande penalidade e permitiu ao Benfica partir para uma vitória tranquila (3-0) sobre o V. Setúbal, mesmo que tivesse menos um jogador.

Informação e notícia no futebol. Por José Medeiros Ferreira.

Mas porque raio ninguém aponta na imprensa que o pénalti foi muito mal marcado por Hugo Leal? Não tomou balanço, rematou fraco e para a meia direita do guarda-redes. Espero que alguém no Seixal diga isso ao Roberto. Para evitar males maiores…

O cantinho do hooligan. Calma, rapazes, calma outra vez. Por Francisco José Viegas.

Uma coisa é proceder ao fuzilamento sumário do rapaz (para fazer esquecer o trambolho operado por Jesus); outra, é exumar os seus restos mortais para o transformar em bentinho. Salvo seja.

Charlie Parker

Filed under: Videos — Carlos M. Fernandes @ 17:30

Faria hoje 90 anos. (Aqui com o grande Coleman Hawkins.)

Contra a lapidação.

Filed under: Política,Religião — Carlos Guimarães Pinto @ 16:15

Não há motivos que justifiquem apedrejar alguém até à morte. Não há relativismos culturais, motivos religiosos, costumes que justifiquem tal barbaridade. É falso que, como alguns afirmaram, iniciativas como a de sexta-feira não tenham qualquer impacto. Mesmo que impacto não se faça sentir para o caso específico de Sakineh, os seus efeitos de longo prazo não são menosprezáveis. O principal benefício destas iniciativas é demonstrar a todos aqueles que lutam no seu país pelo fim desta barbaridade que, apesar da pressão social no seu meio, não estão isolados no Mundo e, por outro lado, demonstrar aos outros que apesar de estarem em maioria no seu meio, têm o resto do mundo contra eles. Apesar dos controlos de imprensa, as notícias destas manifestações chegam sempre de uma forma ou de outra aos jovens Iranianos, Sauditas e Afegãos, que na sua maioria admiram tudo o que vem do Ocidente, e serão capazes de questionar essas práticas apesar de terem crescido a vê-las como normais.

Nesta luta interna que a maior parte destes países se encontram, a posição do resto do Mundo é relevante, para o bem mas também para o mal. A introdução de diversões nesta causa pode também dificultar a acção dos opositores internos e ter, de facto, um efeito negativo na evolução que mais cedo ou mais tarde terá que acontecer. Quando se confunde (intencionalmente ou não), a luta contra um castigo cruél com a luta contra um país específico ou uma religião está-se a dar armas àqueles que defendem a continuação da punição. Este tipo de argumentação permite aos seus defensores tornarem a lapidação num símbolo da defesa de um país e de uma religião contra o ódio externo. Ao mesmo tempo que enfraquecem a posição daqueles que, internamente, defendem o seu fim, que passam a ser vistos como apoiantes do ódio estrangeiro, contra o país e a religião. E foi nisso que muitos dos manifestantes erraram: ao confundirem a luta contra a lapidação com uma luta contra o Irão ou contra o Islão enfraqueceram a posição daqueles muçulmanos iranianos que, como todos nós, se insurjem contra esta barbaridade. E, quer queiramos quer não, será sempre nas mãos deles que ultimamente estará o poder de colocar fim a esta prática.

Os efeitos perversos da eco-religião

Filed under: Ambiente,Economia,Media,Política,Religião — André Azevedo Alves @ 16:00

The Environmental Creed. Por Don Boudreaux.

What we almost never hear from self-proclaimed “environmentalists” is recognition of the upside of contemporary life. The commerce and industry that produce all the things that environmentalists ecstatically despise also produce incredible amounts of wealth, health and cleanliness — not to mention the leisure necessary for modern people to reflect upon and enjoy nature.

Also, too many environmentalists condemn people who don’t share their creed. For example, I don’t recycle my trash because my time is too precious for me to spend it sorting such items into different containers. I never criticize those who do recycle, but environmentalists point accusing fingers at us nonrecyclers. In environmentalists’ eyes, those who unquestioningly disregard the value of one resource (time) in order to spend it on the conservation of other resources (wood, plastic and glass) are righteous while those of us who value and conserve time are sinners.

And just as religious belief sometimes can inspire adherents to commit acts of cruelty against other human beings, so, too, can environmentalism. Such cruelty is vividly revealed in the new film “Mine Your Own Business.” This movie is a documentary centered on a small Romanian town, Rosia Montana. A poor mountain village, Rosia Montana was chosen by a western mining company as a site for a new mine — an enterprise that would have offered higher-paying jobs to the mostly peasant, rural population.

Leitura complementar: A importância de explicar a reciclagem às crianças; A reciclagem e os preços de mercado; The meaning of “Earth Day”; Os custos económicos e ambientais da reciclagem; Os custos económicos e ambientais da reciclagem (2); A reciclagem e a intolerância eco-religiosa; A reciclagem e a intolerância eco-religiosa (2).

A contar (2)

Filed under: Internacional,Política,Videos — Carlos M. Fernandes @ 14:48

Após ter promovido a aliança entre croatas e muçulmanos bósnios e sem capacetes azuis norte-americanos no terreno, os EUA permitiram que o exército da Croácia e os exércitos da Federação croato-muçulmana começassem a receber significativas quantidades de armamento do Irão.

Stevan Niksic e Pedro Caldeira Rodrigues, O Vírus Balcânico

A reciclagem e a intolerância eco-religiosa (2)

Filed under: Ambiente,Economia,Educação,Livros,Nanny State Watch,Política,Religião — André Azevedo Alves @ 12:00

Um excerto do livro The Armchair Economist: Economics and Everyday Life, de Steven E. Landsburg:Why I Am Not An Environmentalist: The Science of Economics Versus the Religion of Ecology.

Dear Rebecca:

When we lived in Colorado, Cayley was the only Jewish child in her class. There were also a few Moslems. Occasionally, and especially around Christmas time, the teachers forgot about this diversity and made remarks that were appropriate only for the Christian children. These remarks came rarely, and were easily counteracted at home with explanations that different people believe different things, so we chose not to say anything at first. We changed our minds when we overheard a teacher telling a group of children that if Santa didn’t come to your house, it meant you were a very bad child; this was within earshot of an Islamic child who certainly was not going to get a visit from Santa. At that point, we decided to share our concerns with the teachers. They were genuinely apologetic and there were no more incidents. I have no doubt that the teachers were good and honest people who had no intent to indoctrinate, only a certain naïveté derived from a provincial upbringing.

Perhaps that same sort of honest naïveté is what underlies the problems we’ve had at the JCC this year. Just as Cayley’s teachers in Colorado were honestly oblivious to the fact that there is diversity in religion, it may be that her teachers at the JCC have been honestly oblivious that there is diversity in politics.

Let me then make that diversity clear. We are not environmentalists. We ardently oppose environmentalists. We consider environmentalism a form of mass hysteria akin to Islamic fundamentalism or the War on Drugs. We do not recycle. We teach our daughter not to recycle. We teach her that people who try to convince her to recycle, or who try to force her to recycle, are intruding on her rights.

The preceding paragraph is intended to serve the same purpose as announcing to Cayley’s Colorado teachers that we are not Christians. Some of them had never been aware of knowing anybody who was not a Christian, but they adjusted pretty quickly.

(…)

I view the current situation as far more serious than what we encountered in Colorado for several reasons. First, in Colorado we were dealing with a few isolated remarks here and there, whereas at the JCC we have been dealing with a systematic attempt to inculcate a doctrine and to quite literally put words in children’s mouths. Second, I do not sense on your part any acknowledgment that there may be people in the world who do not share your views. Third, I am frankly a lot more worried about my daughter’s becoming an environmentalist than about her becoming a Christian. Fourth, we face no current threat of having Christianity imposed on us by petty tyrants; the same can not be said of environmentalism. My county government never tried to send me a New Testament, but it did send me a recycling bin.

Leitura complementar: A importância de explicar a reciclagem às crianças; A reciclagem e os preços de mercado; The meaning of “Earth Day”; Os custos económicos e ambientais da reciclagem; Os custos económicos e ambientais da reciclagem (2); A reciclagem e a intolerância eco-religiosa.

5º aniversário

Filed under: Blogosfera,Videos — Miguel Noronha @ 10:27

Parabéns Franscisco!

LINHA GERAL – Porque os Outros

Agosto 28, 2010

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 20:28

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1Portugal: uma década perdida
2Ron Paul sobre a construção de uma mesquita no Ground Zero
3The right not to be offended
4Da liberalização do jogo
5A importância de explicar a reciclagem às crianças

Rand Paul – Healthcare

Filed under: Economia,Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Rand Paul critiques universal healthcare

A reciclagem e a intolerância eco-religiosa

Filed under: Ambiente,Economia,Educação,Livros,Nanny State Watch,Política,Religião,Teoria — André Azevedo Alves @ 16:00

Um excerto do livro The Armchair Economist: Economics and Everyday Life, de Steven E. Landsburg:Why I Am Not An Environmentalist: The Science of Economics Versus the Religion of Ecology.

Environmentalists can quote reams of statistics on the importance of trees and then jump to the conclusion that recycling paper is a good idea. But the opposite conclusion makes equal sense. I am sure that if we found a way to recycle beef, the population of cattle would go down, not up. If you want ranchers to keep a lot of cattle, you should eat a lot of beef. Recycling paper eliminates the incentive for paper companies to plant more trees and can cause forests to shrink. If you want large forests, your best strategy might be to use paper as wastefully as possible — or lobby for subsidies to the logging industry. Mention this to an environmentalist. My own experience is that you will be met with some equivalent of the beatific smile of a door-to-door evangelist stumped by an unexpected challenge, but secure in his grasp of Divine Revelation.

This suggests that environmentalists — at least the ones I have met — have no real interest in maintaining the tree population. If they did, they would seriously inquire into the long-term effects of recycling. I suspect that they don’t want to do that because their real concern is with the ritual of recycling itself, not with its consequences.

(…)

Like other coercive ideologies, environmentalism targets children specifically. After my daughter progressed from preschool to kindergarten, her teachers taught her to conserve resources by rinsing out her paper cup instead of discarding it. I explained to her that time is also a valuable resource, and it might be worth sacrificing some cups to save some time. Her teachers taught her that mass transportation is good because it saves energy. I explained to her that it might be worth sacrificing some energy in exchange for the comfort of a private car. Her teachers taught her to recycle paper so that wilderness is not converted to landfill space. I explained to her that it might be worth sacrificing some wilderness in exchange for the luxury of not having to sort your trash. In each case, her five-year-old mind had no difficulty grasping the point. I fear that after a few more years of indoctrination, she will be as uncomprehending as her teachers.

In their assault on the minds of children, the most reprehensible tactic of environmental extremists is to recast every challenge to their orthodoxy as a battle between Good and Evil. The Saturday morning cartoon shows depict wicked polluters who pollute for the sake of polluting, not because polluting is a necessary byproduct of some useful activity. That perpetuates a damnable lie. American political tradition does not look kindly on those who advance their agendas by smearing the character of their opponents. That tradition should be upheld with singular urgency when the intended audience consists of children. At long last, have the environmentalists no decency?

Leitura complementar: A importância de explicar a reciclagem às crianças; A reciclagem e os preços de mercado; The meaning of “Earth Day”; Os custos económicos e ambientais da reciclagem; Os custos económicos e ambientais da reciclagem (2).

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