O Insurgente

Julho 12, 2010

More Europe? No thanks.

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 11:37

José Manuel Fernandes no PressEurop

The European Union is currently undergoing an anti-democratic coup and nobody seems to object, whether in Portugal or in most other European countries. Only the United Kingdom, which has the oldest and most deeply rooted democracy, is protesting and resisting. Am I exaggerating? I don’t think so. What I call – and I weigh my words – a trans-European coup d’Etat consists in an attempt to violate national sovereignty that is bound to encroach on the checks and balances of the Lisbon Treaty and humiliate national parliaments. The measures in question are sold to the public as crucial progress towards “more Europe” and as a first stab at pan-European “economic governance”. But at no time have the electorates been asked to vote on them – or displayed any desire to do so.

Proceeding on the notion that you never stop on a straight-line trajectory, we’re gearing up now for an outsized leap – that could well cause Europe to collapse, undermined by the irreconcilable disconnect between federalist elites and voters who can hardly relate to the space and rules of the diverse national democracies.

(via No Pasaran)

O Sovereign Vulnerability Index

Filed under: Economia,Internacional,Portugal — Miguel Noronha @ 11:17

Mais explicações aqui.

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 08:42

Esta semana, em destaque o Pajamas Media.

Julho 11, 2010

O poder do Polvo Paul

Filed under: Desporto,Internacional,Media,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:34

Contra os estranhos poderes do Polvo, a Holanda nada podia fazer. Mesmo tendo perdido o jogo inaugural e com poucos golos, a Espanha consegue ser campeã do mundo pela primeira vez

Que sea eterna!

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 15:07

Ojalá que gane España. Pero que pierda si eso la transforma en un mito mayor del que ya es, aunque ese status no sea aún algo palpable, consciente. Que pierda por una genialidad de Robben o un bombazo de Sneijder. Que pierda pero que no se traicione, que juegue, que deleite, que haga gozar. Y que sea eterna.

A crise, o capitalismo e o intervencionismo

Filed under: Brasil,Economia,Internacional,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 12:00

O meu artigo A crise, o capitalismo e o intervencionismo, originalmente publicado no OrdemLivre.org, foi publicado também no Mídia Sem Máscara.

The Moral Case for the Free Market

Filed under: Diversos,Videos — António Costa Amaral (AA) @ 01:02


TEDxGreenville – Eric Daniels – 3/5/2010

Julho 10, 2010

Whatever happened to the Rule of Law in Britain?

Filed under: Double standards,Economia,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 23:56

British government DEFAULT. Por D. R. Myddelton.

O bom exemplo do Dubai face a muitos países ocidentais e a Israel

Filed under: Comentário,Economia,Educação,Internacional,Médio Oriente,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 19:14

Para contrariar o desconhecimento e as generalizações anti-islâmicas sem fundamento, nada melhor que os dados do Economic Freedom Index 2009, que ordena os países pelo respectivo grau de liberdade económica:

Emirados Arábes Unidos: 7,58 (19º no ranking mundial)
Alemanha: 7,50 (27º no ranking mundial)
Jordânia: 7,40 (34º no ranking mundial)
Portugal: 7,19 (45º no ranking mundial)
Israel: 6,69 (78º no ranking mundial)

Algumas notas sobre os resultados apresentados:

1 – Importa ter em conta que, apesar de serem o melhor indicador disponível, os dados do Economic Freedom Index muito provavelmente subestimam o grau de liberdade no Durbai, que provavelmente é superior ao da média dos Emirados Arábes Unidos.

2 – Os dados preliminares (ainda não públicos) do Economic Freedom Index 2010 (referentes a 2008) apontam para uma subida dos Emirados Arábes Unidos no ranking e um aumento do diferencial relativamente aos outros países listados acima.

3 – Para quem argumente – com razão – que a dimensão económica da liberdade – apesar de fundamental – não é a única relevante, recomenda-se uma reflexão mais atenta sobre este post e as práticas equivalentes, tanto em países ocidentais como em Israel.

Leitura complementar: Talibãs com um diploma.

Um bom exemplo vindo do Dubai

Filed under: Internacional,Médio Oriente,Política,Religião — André Azevedo Alves @ 14:37

Um exemplo de defesa da liberdade individual vindo de um país islâmico: Não aceitam scanners corporais porque «é contra o Islão»

Dubai considera que dispositivos violam a «privacidade individual e liberdade» dos passageiros

(…)

«Os scanners vão ser substituídos por outro sistema de inspecções que preserve a privacidade dos passageiros», revelou um agente da brigada da polícia.

Estradas de Portugal com problemas de tesouraria

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:23

O cerco aperta-se. Por Pedro Braz Teixeira.

Os bancos estão a cortar o crédito à Estradas de Portugal, que detém a responsabilidade do pagamento das rendas das SCUTs. É muito sintomático que os bancos estejam a cortar o crédito a uma empresa pública, embora isto possa ter duas leituras. Ou os bancos estão tão aflitos a obter recursos, que já só emprestam a quem não tem alternativas; ou os bancos não acreditam que o risco de crédito das Estradas de Portugal seja tão baixo assim.

Julho 9, 2010

Keynesianismo e Hayekianismo

Filed under: Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

Na sequência do meu artigo A crise, o capitalismo e o intervencionismo, recomendo também a leitura deste texto do Diogo Costa: Hayekianismo piorado, a grande esperança.

Aqui ao lado

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 17:05

Até o mui-socialista governo espanhol é forçado a admitir que a interferência política nas empresas não é nada saudável.

O polvo socialista

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 15:46

Pedro Santos Guerreiro no Jornal de Negócios

Ficou tudo às claras: o Governo dá ordens à Caixa Geral de Depósitos e não aceita que se façam negócios sem ser ouvido e sem anuir ou mesmo encorajar. Estivemos anos a ouvir o contrário. Que não, que as empresas decidem autonomamente; que falar de intervenção estatal era insulto; que a Caixa competia no mercado com os outros.

Quem é que hoje acredita que a TVI esteve para ser comprada pela PT sem o conhecimento, aprovação e até motivação do Governo? Quem pode hoje sonhar que na OPA da Sonae o Governo foi mesmo neutro? Quem pode crer que o financiamento galopante e suicida que a Caixa fez àqueles que se consumiram no BCP (Berardo, Fino e outros) não teve o pulso ou o impulso do PS? E que a não execução destes capitalistas falidos foi isenta? Quem põe as mãos no fogo pela nomeação de dezenas de “boys”, tachos e incompetentes infiltrados nestas empresas? Quem acredita nos negócios na Taguspark, no pequeno-almoço de Figo, nos amores à primeira vista com a JP Sá Couto, nas adjudicações sem concurso, na convocatória da EDP para a Qimonda Solar, na coincidência do ex-assessor do secretário de Estado das Scut que passa a vender chips ao Estado? Quem se fia em todos os investimentos e créditos perdulários da Caixa em antros de pirataria como a La Seda? Nos dinheiros de fundos públicos para a Aerosoles, nos patrocínios compulsivos de “empresas estratégicas” no Red Bull Air Race, que acaba de nos mandar passear? Quem ainda acredita que a Caixa não está a reforçar-se como testa–de-ferro da “golden share” da PT, nas nomeações na Cimpor, como antes no BCP, nas entradas accionistas na Galp, Quem?

O Estado é maior que o Governo, que é maior que o partido. Em Portugal, contudo, o sentido é o inverso. Temos ministros da Economia que são directores comerciais e primeiros-ministros “chairman”. Com a nacionalização temporária da PT para o Verão, que incluiu ordens à Caixa, acabou-se o cinismo. E, para gáudio, a massa que antes apupava estes tentáculos enleva-se agora neles.

Cavaco Silva, a golden share e o clientelismo

Filed under: Double standards,Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:23

Mais um caso de má moeda: A PT EM 3D. Por João Gonçalves.

Cavaco, um fervoroso adepto da nossa PTzinha, com Estado português dentro e intransmissível, veio defender que as empresas devem rejeitar «o clientelismo», «a permuta de favores» e «a dependência do Estado».

Hoje às 18 horas, Francisco Proença de Carvalho e Vasco Campilho (Repetição, Domingo, às 19)

Filed under: Economia,Educação,Insurgentes nos media,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 15:00

Esta semana, eu e a Antonieta Lopes da Costa, em debate com Francisco Proença de Carvalho e Vasco Campilho, analisamos alguns dos principais temas da actualidade:

1) Neoliberalismo – Após a utilização da golden share da PT e também em resposta reforma constitucional do PSD, os socialistas voltam a acenar com o chavão do neoliberalismo. O eleitorado ainda compra fórmulas antigas?

2) O regresso da regionalização – O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, defendeu esta semana que a regionalização deve ser feita no decorrer da actual legislatura. Não há outra alternativa à criação de burocracia regional?

3) Violência e crime – O tiroteio na Praia do Tamariz, no Estoril e em plena luz do dia, volta a chamar a atenção para a falta de policiamento na zona. Trata-se de um problema localizado ou de uma questão nacional?

4) Catalunha chumbada? – O Tribunal Constitucional Espanhol considerou ilegais 14 artigos do Estatuto da Catalunha que levou quatro anos a analisar. Estamos perante um novo factor de instabilidade na política espanhola?

O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 11 de Julho, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

Espanha campeã do mundo, assegura o polvo

Filed under: Desporto,Double standards,Economia,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 14:16

O polvo decidiu, está decidido: Mundial: o polvo Paul volta a atacar

Depois de todo o barulho à volta de Paul, que puseram a «adivinhar» os resultados da Alemanha no Mundial e deslizou sempre para a caixa certa, o aquário de Oberhausen fez das últimas «previsões», esta manhã, mais um show mediático.

Primeiro, o jogo pelo terceiro lugar. Paul lá se moveu, lentamente, para a caixa da «sua», digamos assim, Alemanha. Depois, puseram-lhe as caixas com as bandeiras das selecções finalistas e ele foi para o lado da Espanha, abriu a caixa e comeu o mexilhão.

Resta dizer que, se avaliado pelos padrões metodológicos de Milton Friedman, o polvo Paul é um “cientista” de sucesso…

A explicação para os 7-0?

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 12:09

A humilhate derrota da Coreia do Norte no jogo com Portugal pode ter-se ficado a dever à interferência do herdeiro do “trono” norte-coreano.

The North Korean regime has been thwarted in apparent plans to use the World Cup as a means to boost the image of leader Kim Jong-il’s heir apparent Kim Jong-un. Radio Free Asia on Tuesday claimed the plans were scuppered when what seem to have been muddle-headed instructions from Kim senior himself to the national team lead to a devastating rout in South Africa.

Quoting a source, RFA reported that after watching the match against powerhouse Brazil, in which North Korea recorded a respectable 1-2 loss with a tight defense strategy, Kim Jong-il said that although the team played the first half well, it lost because it only focused on defense in the second half. He then gave orders for the team’s defenders to be positioned forward and even specified where each defender should be standing in the field.

According to the source, Kim “gave orders twice” to a responsible official dispatched to South Africa during the game against Portugal on June 21. The orders were delivered to North Korea manager Kim Jong-hun and implemented in the game. Despite the widening gap in the score, the North Koreans team stuck to their hopeless strategy and lost 0-7.

LeBronomics

Filed under: Desporto,Internacional — BZ @ 12:02

LeBron James vai deixar os Cleveland Cavaliers pelos Miami Heat.

Um muito provável factor de decisão: impostos! (via LRC)

NBA superstar free agent would pay over $12 million in New York income taxes, none in Miami

Não só as empresas que “votam” com os pés…

Um pequeno passo para José Sócrates, um grande salto para o nacionalismo-socialista

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Maria João Marques @ 10:01

O PS tem arte para estas coisas e conseguiu, com a historieta da PT, Telefónica e Vivo, que se discutisse o acessório para pouco se referir o essencial. Esgrimiram-se argumentos sobre a bondade (ou falta de) da proposta da Telefónica. De um lado esbracejou-se sobre o ‘interesse nacional’ com tanto furor como se se debatesse vender a marinha de guerra; o PS não perdeu oportunidade (de resto, nunca perde) para violentar o nosso bom senso com insanidades patrioteiras. De outro lado defendeu-se (com mais razão) que a proposta da Telefónica era interessante e o negócio panaceia para crédito bancário menos escasso, ajuda para redução do défice, e por aí adiante. Ora o negócio propriamente dito não interessa nada; se a PT vender a participação na Vivo, muito bem; se não vender, muito bem na mesma; não me recordo de ver os accionistas da PT procurando desesperadamente um comprador para a Vivo.

O essencial desta historieta nem sequer é a necessidade da existência da golden share – nenhuma – ou uma discussão sobre o interesse nacional, sobretudo depois do partido do nacionalismo-socialista ter reconhecido que pode negociar vender a marinha de guerra, perdão!, o interesse nacional, perdão!, a participação da PT na Vivo. O fulcro da historieta é a motivação do uso da golden share pelo PS. Sendo o negócio proposto pela Telefónica bom ou mau (só numa sociedade totalitária os investidores não têm direito de escolherem fazer negócios que se revelam ruinosos), os accionistas da PT decidiram que o queriam aproveitar. O PS vetou o negócio porque José Sócrates quis mostrar quem manda; mais concretamente: quis mostrar quem manda no dinheiro dos accionistas (da PT apenas circunstancialmente). Para os socialistas (dos rosados sociais-democratas aos comunistas escarlate) nacionais, que sonham em vergar os interesses particulares aos interesses da nomenklatura que se alimenta dos impostos produzidos pelos particulares, foi um dia de júbilo. Foi um grande passo no caminho para esse desígnio nacional consagrado na constituição - uma sociedade socializada. Aos restantes, só com este pormaior, têm razão para – e obrigação de – se insurgir.

Nota: apesar da infeliz persistência de socialistas dentro do PSD, este esteve bem na historieta e teria estado perfeitamente se tivesse resistido a dar a sua opinião sobre a qualidade da proposta da Telefónica.

Pormenores extremamente importantes

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 09:37

Jornal de Negócios

Pedro Santana Lopes argumenta que o Estado existe para defender o interesse geral da sociedade. “Enquanto os Estados existirem, sempre terão interesses próprios”. E se “alguém entende que os Estados já não têm interesses estratégicos, deve pedir o fim do Estado”, diz o antigo primeiro-ministro, para lembrar que a “a União Europeia não é um estado, nem sequer federal”.

Depois do ataque à posição dominante, surge a defesa do actual primeiro-ministro: “José Sócrates falou ao El Pais e disse o que tinha de ser dito”. “Há muitos interesses legítimos, como são os dos accionistas privadas”, mas “os interesses do Estado também o são [legítimos], argumenta Santana, que sublinha que é até “salutar que nem sempre coincidam”.

No meio de um discurso onde diz que o estado tem interesses "próprios", "estratégicos" e "legitimos", Santana Lopes sé se esquece de esclarecer quais os que se aplicam à PT e porque é estes devem ser invocados no caso particular da venda da Vivo e de que forma é que o veto governamental defender o "interesse geral da sociedade". Desgraçadamente também não explica em que situações é que acha que os interesses do estado se devem sobrepor aos interesses particulares e se os individuos se podem defender das intromissões abusivas do estado. Faz toda a diferença. Já sabemos que o socialismo nacionalista acha que o interesse do estado tem sempre precedência.

É suposto estes tipos zelarem pelo cumprimento da lei

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 09:16

O Governo vai voltar a usar a “golden share” se a Telefónica mantiver a mesma proposta. A garantia de novo veto foi dada esta noite em entrevista à RTP por Pedro Silva pereira, ministro da Presidência

Um ministro do governo afirma que vai reincidir numa ilegalidade. O que acham lhe sucederia se fosse um comum mortal?

O que é “ser de esquerda” ?

Filed under: Política,Sondagens,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:03

Independentemente das conclusões, este tipo de estudos deve sempre ser encarado com algum cepticismo, mas em todo o caso são dados interessantes e que dão que pensar: Você é de esquerda ou apenas acredita ser? Por Diogo Costa.

Julho 8, 2010

Niall Ferguson On America’s Future

Filed under: Economia,Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 23:55

Mesmo discordando em alguns pontos, vale sempre a pena ler (ou ouvir) Niall Ferguson: Niall Ferguson On The Future Of America’s Economy

Niall Ferguson at the 2010 Aspen Ideas Festival: I’m a financial historian by training, but I also teach a course at Harvard with the grandiose title, “Western Ascendancy: Mainsprings of Global Power.” And one of my great concerns in teaching that course…is to ask why it was that after around 1490, completely against what anybody at the time would have expected, a small group of pretty impoverished and fractious kingdoms on the western end of Eurasia and Europe ended up taking over the world, and the great oriental empires–not least being China–stagnated and were ultimately subordinate. The question I posed to my class last year was: Have we arrived at the endpoint of, say, half a millennium of Western predominance? And is that one of these historical changes so huge that we just can’t get our heads around it?

6 anos

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 23:45

Apesar de já o fazer com bastante atraso, não quero deixar de assinalar aqui o sexto aniversário d’A Arte da Fuga.

A crise, o capitalismo e o intervencionismo

Filed under: Economia,Internacional,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:09

O meu mais recente artigo publicado no OrdemLivre.org: A crise, o capitalismo e o intervencionismo.

Do que tem 500 acções ou dos restantes accionistas?

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 16:45

O Governo espera que o conselho de administração da PT "salvaguarde" os interesses dos accionistas na ronda de negociações que deverá estar a ser iniciada.

Até já invocam a Thatcher!

Filed under: Double standards,Economia,Política,Portugal — Adolfo Mesquita Nunes @ 16:24

Não deixa de ser engraçado que a frente avançada contra o neoliberalismo venha agora a invocar a herança Thatcherista das golden shares como argumento a favor do uso que dela fez o Estado Português na PT (veja-se, por exemplo, o post do João Galamba a este respeito).

Engraçado não só pelo irónico paradoxo a que o desespero já conduz (a Thatcher, meus senhores! já invocam a Thatcher!) mas também pelo desconhecimento do contexto da criação das golden shares. Na verdade, o instrumento das golden shares surgiu para tentar convencer, precisamente, os socialistas a aceitar o processo de privatizações (palavra também essa utilizada para suavizar a ideia de des-nacionalizações) empreendido por Thatcher e que se veio a revelar num dos mais importantes mecanismos de desenvolvimento económico do país.

Mas se é Thatcher que é invocada, invoque-se e analise-se e compare-se então a utilização em concreto do instrumento. Isso sim, seria um bom debate e esclareceria as coisas. Queres começar, João, por invocar uma utilização de golden share por Thatcher semelhante à de José Sócrates?

Talibãs com um diploma

Filed under: Nanny State Watch — Carlos M. Fernandes @ 15:53

Acreditem ou não: uma universidade espanhola propôs um curso de quatro anos cujo objectivo principal é formar profissionais que vigiem o cumprimento da Lei da Igualdade. Reparem como o cerco aperta e tudo se vai tornando claro, claro como a água. Como se não bastassem aqueles que o são por vocação e amor à causa, vamos passar a ter inquisidores formatados por um ensino medíocre e preconceituoso. E era previsível, porque polícias de costumes, ferozes e serviçais, são um instrumento essencial para qualquer projecto de ditadura.

Então não foi

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:05

MADAME TUSSAUDS EM PORTUGAL OU O REGRESSO DO DR. MABUSE. Por João Gonçalves.

Sócrates e o “interesse nacional” (3)

Filed under: Brasil,Economia,Media,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 13:55

Perder a Vivo sem perder a face. Por João Miranda.

Eu vejo isto como um negócio em que todos ganham: a Telefónica porque passa a controlar a Vivo, os accionistas da PT porque vêem reforçado o seu património e os portugueses porque se livram deste PM.

Sócrates e o “interesse nacional” (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 13:53

El bolsilho. Por Gabriel Silva.

E o que se faz com o dito «interesse nacional»? Exige-se que seja objecto de negociação!

Fica a ideia que afinal o problema foi só questão de comissões não pagas…..

Sócrates e o “interesse nacional”

Filed under: Double standards,Economia,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 13:51

Campanha Eleitoral. Por Miguel Morgado.

De todos os partidos políticos em Portugal, e de todos os seus líderes, o PS e Sócrates são quem menos pode invocar o “interesse nacional” neste caso da PT sem incorrer em contradição grave. O partido e o líder que anunciaram ao País que não havia mais interesses (crises) nacionais, mas interesses (crises) europeias; que a mesquinhez da Alemanha manifestava a recente descoberta do interesse nacional na política alemã, e que isso, mais do que qualquer défice ou descontrolo económico, é que poderia arrumar o Euro; que o “governo económico” era crucial para salvar a Europa – mas não Portugal, uma mera vítima de interesses nacionais -; que anular a autonomia política dos Estados é o caminho em frente para responder aos “desafios da globalização”; este partido e este líder invocam agora o interesse nacional para vetar a venda de activos de uma empresa portuguesa.

O acordão, as fontes anónimas governamentais e o Público

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:40

O acórdão e a esperteza saloia. Por José Manuel Fernandes.

Ao ler o acórdão do Tribunal de Justiça Europeu sobre a golden share do Estado na PT percebe-se como era enganador o título desta notícia do Público, assim como o seu conteúdo, totalmente colado a uma fonte anónima governamental (em relação à substância da notícia, vejam-se, em especial, os pontos 41, onde se invoca o argumento português, e os pontos 55 a 62, onde o Tribunal o rejeita liminarmente).

E agora, José?

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 10:55

Público

Tribunal de Justiça da União Europeia considera ilegal a golden-share do Estado Português na PT, vendo como “não justificadas” as restrições que o Governo podem impor às decisões da empresa e dos seus accionistas.(…)

O Tribunal Europeu recusa a justificação dada pelo Estado português para manter a golden-share, que é o objectivo de garantir a segurança da disponibilidade da rede de telecomunicações em caso de crise, de guerra ou de terrorismo.

A decisão reconhece que esta pode ser uma razão válida para “justificar a restrição da livre circulação de capitais”, mas acrescenta que Portugal se limitou a evocar este argumento sem precisar as razões pelas quais considera que a detenção das golden shares permitiria evitar uma violação da segurança pública. E por isso entende que esta justificação não pode ser acolhida.

Além disso, entende que o exercício dos direitos especiais pelo Estado não está sujeito a qualquer condição ou circunstância específica e objectiva e que nem esta lei nem os Estatutos da PT estabelecem critérios quanto às circunstâncias em que os referidos poderes especiais podem ser exercidos. Assim, há uma “ incerteza “ que “constitui uma violação grave da liberdade de circulação de capitais”, pois dá às autoridades nacionais “uma margem de apreciação tão discricionária que não pode ser considerada proporcionada aos objectivos prosseguidos”.

Contra Krugman e Gusmão

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 10:49

"Islândia e Irlanda no impacto da crise" de Tiago Tavares (Mercado de Limões). Uma refutação de um artigo de Paul Krugman difundido por José Gusmão nos Ladrões de Bicicletas.

[J]ulgar que a Islândia não implementou medidas de austeridade é um erro. A sua política económica está a ser fortemente deflacionista: o governo não para de cortar em serviços e gastos públicos para além das reduções salariais dos funcionários públicos. No entanto, esta contracção do país poderia ter sido bastante pior. Lembremo-nos que no início da crise o FMI cedeu mais de $2 biliões para almofadar as necessidades de financiamento do exterior da Islândia e, para além do mais, não exigiu medidas de restrição orçamental permitindo que os estabilizadores automáticos amparassem a economia. Nenhum dos restantes países representados nos gráficos teve ajudas externas em condições tão favoráveis.(…)

Na primeira metade da década a Islândia iniciou um claro desvio entre aquilo que consumia e aquilo que produzia – as suas necessidades de financiamento no exterior atingiram quase 25% do PIB em 2006. Para além do mais, a insistência das autoridades na manutenção de uma taxa de cambio fixa em relação ao Euro só veio agravar a situação.Em consequência, o inevitável ajustamento desta economia veio a sentir-se principalmente numa queda abrupta do consumo das famílias via a redução igualmente abrupta das importações.(…)

E esse consumo caiu enormemente na Islândia o que, numa situação em que as poupanças foram dizimadas por quedas de mais de 90% no mercado accionista e de 50% no valor das habitações, penaliza fortemente as famílias. Finalmente convém também perceber que o principal esforço deste ajustamento está a incidir precisamente nos mais pobres e desfavorecidos. Note-se que a Islândia tem de importar uma grande parte dos seus alimentos. Assim foram as famílias mais pobres, onde a alimentação representa a principal fatia do seu orçamento, que sentiram mais penosamente uma duplicação dos preços nos supermercados quando a Krona desvalorizou 50% face ao Euro (…)

Claro que há sempre países em pior circunstância. Mas dificilmente poderemos considerar a Islândia como melhor que a Irlanda ou que o pós-crise está a ser um milagre apenas porque alguns indicadores aparentam bons resultados.

E como é que explicam esta?

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 10:24

Ireland recorded the highest GDP growth rate in the EU during the first quarter of 2010, a new report said today.The figures from Eurostat, the European Commission’s statistical service, show Ireland’s Q1 GDP up 2.7% compared with the previous quarter.

Ora venha de lá essa explicação

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 09:13

Pelos visto o Daniel Oliveira percebeu onde reside o "interesse nacional" que levou ao veto estatal à venda da Vivo. Aguardo o esclarecimento. Com enorme expectativa.

Julho 7, 2010

Expliquem lá que “interesse nacional” ficou salvaguardado (II)

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 18:29

Não deixa de ser curioso que ao fim de quase 24 horas, ninguém tenha vindo aqui apresentar substantivamente razões para defesa da golden share no quadro da protecção de um dado “interesse nacional”. Os que defendem a golden share usar argumentos do tipo, “há golden shares noutros países”, ou, “a golden share consta dos Estatutos da PT, pelo que ninguém se pode queixar”. Mas ninguém consegue encontrar uma razão concreta que justifique, no caso da venda da VIVO pela PT, o exercício deste poder especial de veto.

Esse é o grande erro do Sócrates: não consegue justificar minimamente o veto. Pode berrar que vem aí o “neoliberalismo”, que cheira a desculpa de mau pagador. Já quase toda a gente percebeu que não há razão nenhuma que apele ao “interesse nacional”, e que estamos mais uma vez na presença de um grande frete.

Orgulhosamente sós

Filed under: Comentário,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 16:14

Num PS perto de si. Os governantes deste PS cometem os mesmos erros que os do Estado Novo. Nacionalismo tacanho, quanto baste. Porque será?

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