O Insurgente

Julho 20, 2010

Keynesianismo antes de Keynes

Filed under: Economia,Educação,Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 15:40

Today’s Keynesians have learnt nothing. Por Niall Ferguson.

Certainly. Long before Keynes was even born, weak governments in countries from Argentina to Venezuela used to experiment with large peace-time deficits to see if there were ways of avoiding hard choices. The experiments invariably ended in one of two ways. Either the foreign lenders got fleeced through default. Or the domestic lenders got fleeced through inflation. When economies were growing sluggishly, that could be slow in coming. But there invariably came a point when money creation by the central bank triggered an upsurge in inflationary expectations.

The remedy for such fears must be the kind of policy regime-change Prof Sargent identified 30 years ago, and which the Thatcher and Reagan governments successfully implemented. Then, as today, the choice was not between stimulus and austerity. It was between policies that boost private-sector confidence and those that kill it.

(via A Arte da Fuga)

Medicamentos grátis para os primeiros 5 dias após cirurgia

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:57

Reproduzo de seguida um texto do leitor Fernando Costa, recebido a 2 de Julho:

Usar a Saúde para fazer política

Com o habitual aparato que a generalidade da comunicação social costuma fazer sempre que o Bloco mexe, lê-se hoje [2 de Julho] que foi aprovada uma lei que atribui medicamentos grátis para os primeiros 5 dias após cirurgia.

Também se fala de outra situação, proposta igualmente pelo Bloco, mas que a maioria dos deputados, numa crise de bom senso, chumbou: que as farmácias (supostamente por vontade do utente) pudessem alterar a medicação expressamente indicada pelo médico.

Em relação ao primeiro aspecto:

Então e se o convalescente levar, por exemplo, um omeprazol para tomar 2 meses (uma embalagem)?

Divide-se o preço? O Estado paga 1/12 da totalidade da prescrição (5 dias de toma) e a respectiva comparticipação para o restante?

De notar que praticamente toda a medicação prescrita nas altas (incluindo antibióticos que têm em média 7 dias de toma), ultrapassa largamente os 5 dias de gratuitidade

Como se farão as contas? Quem as fará? Qual o verdadeiro benefício? Imagine-se a confusão…

É mesmo mais uma lei para fazer show-off e jornalistas babados elogiarem

Em relação à segunda situação, há que saber que existem genéricos e genéricos. Ou seja, aparecem hoje em dia “laboratórios” que ninguém conhece, alguns patrocinados pela Associação Nacional de Farmácias, a propor medicamentos alguns cêntimos abaixo da concorrência. No entanto, o grau de confiança é mais que duvidoso. Na verdade, embora o princípio activo possa estar lá (se e quando o Infarmed controlar), há outros aspectos a considerar para além do preço: excipientes, embalagem, cor e forma que sejam reconhecidas pelo utente, efeito psicológico de mudar uma marca em que o doente se habituou a confiar, por exemplo. Também não é incomum (comigo já sucedeu por mais de uma vez) haver diferenças marcadas de efeito ou de reacções indesejáveis com diferentes genéricos, supostamente iguais…

A questão fulcral é a seguinte: se houver uma falta de eficácia ou um efeito secundário grave com a toma de um medicamento que foi trocado na farmácia, a responsabilidade é do médico? Como é óbvio não pode ser. E como é menos óbvio, mas inelutável, se isso fosse lei, nunca mais se poderia pedir a responsabilidade a um médico sempre que tais trocas sucedessem. Pessoalmente, eu seria o primeiro a colocar na porta do meu consultório: “não me responsabilizo por efeitos adversos ou falta de eficácia de medicamentos que sejam alterados em relação á minha prescrição”. Estou certo que haveria muitos seguidores.

Fernando Costa (médico)
Coimbra

O problema constitucional português

Filed under: Comentário,Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:58

Como muito bem realça o João Miranda, as reacções a que estamos a assistir só vêm reforçar a pertinência da acção de Pedro Passos Coelho ao colocar a revisão constitucional na agenda política: PCP e BE: PSD quer “destruir” princípios fundamentais da Constituição

Em reacção às ideias delineadas pelo PSD no seu projecto de revisão constitucional, o deputado bloquista José Gusmão afirmou que as propostas já conhecidas contêm “contornos gravíssimos”.

(…)

Também António Filipe, do PCP, frisa que os comunistas analisam “com grande preocupação” os planos do PSD para a revisão constitucional.

Sendo certo que será politicamente muito complicado reunir uma base de apoio suficientemente ampla para que seja possível deixar de ter uma constituição programática e dirigista, é de todo o bom senso colocar cada vez mais a questão na ordem do dia do debate político. Por um lado, para pressionar o PS a abandonar o alinhamento com a extrema-esquerda na defesa intransigente e irrresponsável do actual texto constitucional; por outro, para passar a mensagem ao eleitorado de que o texto em vigor é uma constituição de facção e um factor de atraso para o país.

Leitura complementar: A Constituição do nosso atraso; O significado da Constituição portuguesa; Ter uma Constituição socialista é um problema; Ter uma Constituição socialista é um problema (4).

Os verdadeiros “artistas”

Filed under: Cultura,Double standards,Economia,Educação,Media,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:19

O “CULTURALÊS” E O PODER DA AUTO-CLASSIFICAÇÃO. Por José Pacheco Pereira.

Olhando para os encontros dos “artistas” que venceram a Ministra encontramos um dos mundos menos conhecidos e escrutinados da vida pública portuguesa. Porém, existe uma relação directa entre a ausência de escrutínio do seu trabalho e a capacidade que têm de influenciar os media a favor das suas causas, quer porque o seu lugar é central em certas “indústrias culturais”, a que os media estão associados, quer pelo preconceito da intangibilidade da “cultura”, da “criação”, da “arte”.

Este mundo funciona em circuito fechado, e desconhece-se que critérios presidem ao seu funcionamento e como são verificados os resultados dessa aplicação do dinheiro dos contribuintes. Sabe-se que não é pelo interesse do público, visto que estes ramos de “cultura” e “arte” abominam tal critério vulgar, de serem avaliados, entre outras coisas, pelo interesse que suscita o seu trabalho pelo comum dos portugueses.

(via Portugal dos Pequeninos: Artistas)

Nina

Filed under: Videos — Carlos M. Fernandes @ 08:26

Recordo hoje o grande momento do (meu) ano, agora que está quase a terminar (os anos acabam a 31 de Julho, sabiam?): Nina Stemme no Teatro Real de Madrid, na pele da Salomé de Strauss, no dia 23 de Abril de 2010.  Stemme, e mais nada; a encenação, em ambiente Las Vegas, é dispensável, e a Dança dos Sete Véus é mesmo grotesca. Havia Stemme, magnífica. Só ela é relevante nesta evocação, e por isso (e também porque não se encontra, ainda, a actuação em Madrid) aqui fica outra Salomé da soprano que, acrescente-se, já é um caso sério do canto wagneriano.

Julho 19, 2010

A coerência de um intelectual-artista

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 23:53

Começa com uns nomes simpáticos a quem não concorda com a cultura subsidiada, chamando a estes “tontos”, “filisteus”, “taberneiros”, “analfabetos”.

Continua, na caixa de comentários deste post:

Se o Pedro Mexia tivesse algum argumento não precisaria de recorrer ao insulto.

Comentário por JoaoMiranda — Julho 13, 2010 @ 11:03

(…) Em vez de argumentar contra esse tal contra-argumento (que se calhar ninguém defende, mas que lhe dá jeito para caricaturar o oponente) o Pedro Mexia trata de forma depreciativa quem não concorda consigo.

Comentário por JoaoMiranda — Julho 13, 2010 @ 11:40

João, quem é que não trata de forma depreciativa quem não concorda connosco? Talvez o Kant, mas daí para baixo não há discussão sem agressividade. Veja, nesta caixa de comentários, a bela alusão do seu colega às putas.

Comentário por Pedro Mexia — Julho 13, 2010 @ 11:45

E continua assim, uns dias depois:

Irkutsk

Sou como o Miguel Strogoff: tenho que chegar a Irkutsk, e para cumprir essa missão aguentarei em silêncio insultos e chicotadas. Estou obrigado a uma missão e a um segredo, e nada me desviará disso. Irkutsk nunca esteve tão perto.

às 11:42

Spinless in Irkutsk

Filed under: Cartoons — Miguel Noronha @ 22:00

Independência ou corte

Filed under: Cultura,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 21:30

Excerto de “Os Dias Contados” de Alberto Gonçalves (Diário de Notícias)

Eclodiu nos blogues uma daquelas pequenas polémicas em que o meio é pródigo. De um lado, está Pedro Mexia, com quem estive poucas vezes e há muito tempo. Do lado oposto, está a direita “dogmaticamente liberal” ou os “taberneiros” que se fazem de “cosmopolitas”, para usar as palavras do Pedro. O tema da polémica são os subsídios aos “artistas independentes”, que o Pedro defende e que eu, por exemplo na crónica da semana passada, não. Enfio, portanto, a carapuça de taberneiro, profissão que, na medida em que vive dos serviços prestados à clientela, me parece mais digna do que a clientela que vive de serviços que não prestam.

Na sua, digamos, argumentação, o Pedro também chama filisteus aos opositores. Puxar do “ódio à cultura” à primeira menção dos impostos é um truque velho e nem por isso ineficaz: o medo de acabarem identificados com tão sinistro grupo leva a que inúmeros inocentes cedam sem um pio ao pagode orçamental que as cúpulas da “cultura” e umas dúzias de “artistas” cozinham jovialmente nas costas de quem, em última instância, os sustenta. Quase ninguém quer ser filisteu.

Felizmente, eu não me importo. Logo, quando o Pedro acusa os “taberneiros” de desejarem a morte de todas as artes não “sustentáveis apenas com a bilheteira”, não consigo contrariá-lo. Embora a custo, julgo que sobreviveria ao cancelamento de uma peça da promessa dramatúrgica Jacinto Lucas Pires, sobretudo se a desdita me poupasse cinco cêntimos que fosse, os quais investiria em teatro a sério, numa Sagres Mini ou no que me apetecesse. Aparentemente, o público concorda comigo e, o que é engraçado, sou capaz de jurar que o Pedro que conheci também.

Mas, insisto, já se passou uma eternidade, ou os anos suficientes para o Pedro integrar o “meio”, alcançar a direcção da Cinemateca e vergar-se a parasitas e meras nulidades. Ou amar a cultura, como o Pedro deve preferir.

O optimista patológico

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 17:20

Excerto de “Os Dias Contados” de Alberto Gonçalves (Diário de Notícias)

O eng. Sócrates, já o sabíamos, é uma máquina de produzir mentiras cabeludas, meias verdades, verdades inconsequentes e puros contra-sensos. Com o tempo, esse seu talento, o único que possui além do gosto arquitectónico, vem-se aprimorando. O que é natural: à medida que a situação afocinha, a retórica do “optimismo” exige uma distância crescente da realidade. Resta perceber a que distância poderá o eng. Sócrates chegar. Começa a suspeitar-se que o infinito é o limite.

A enxada é de todos

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 16:06

Excerto de “Os Dias Contados” de Alberto Gonçalves (Diário de Notícias)

Você sabe o que é o carpooling? Não? Por sua causa é que o planeta está como está. O carpooling é a designação inglesa e “gira” para a partilha de um carro por vários passageiros. Ao que parece, se um sujeito conduz sozinho para o emprego põe em risco não só o equilíbrio orçamental como o ambiental. Se, por outro lado, todas as manhãs encher o automóvel com três ou quatro marmanjos, não saberá o que fazer a tanto dinheiro no final do mês e, de brinde, candidata-se a uma medalha da Quercus.

Mas isso é em países desenvolvidos, onde mesmo pessoas famosas apelam ao carpooling (e onde pessoas ficam famosas graças ao carpooling – quando o respectivo cadáver aparece horas depois do exercício). Em Portugal, um estudo agora divulgado conclui que pelo menos os residentes na Área Metropolitana de Lisboa padecem de uma “barreira psicológica” que os impede de viajar ao lado de desconhecidos, donde a fraquíssima adesão a esta fascinante modalidade.

Ai, as barreiras psicológicas. São elas que também nos impedem de repartir a sala de estar, a refeição ou o cônjuge com gente que nunca vimos na vida. Falta-nos em consciência comunitária o que nos sobra em individualismo, é o que é. Felizmente, para colmatar lacunas assim existe o Estado, e devem estar a rebentar por aí incentivos ao carpooling, género faixas rápidas ou desconto nas portagens. Por mim, acho óptimo, sobretudo porque trabalho em casa e há pouquíssimos candidatos a boleias entre o meu quarto e o meu computador no meu sótão. Até que, a pretexto de uma ameaça ecológica ou de pura birra, o Estado decida que o pronome possessivo está a mais.

Descentralizar não passa por regionalizar

Filed under: Comentário,Internacional,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:28

Enquanto o nosso país se prepara para discutir novamente a regionalização, no Reino Unido, o governo de David Cameron anunciou as primeiras medidas de uma verdadeira descentralização: Permitir que as comunidades locais tenham poder e meios para obter fundos e concretizar as políticas que necessitam. Medidas para resolver problemas que ninguém melhor que essas mesmas comunidades conhecem.

Este anúncio do primeiro-ministro Britânico vai ao encontro do programa do seu governo, mais precisamente o ponto 27, intitulado ‘Acção Social’. Através dele o governo visa promover e incentivar a responsabilidade social de cada cidadão. O objectivo é fazer com que as pessoas se sintam responsáveis umas perante as outras e se ajudem mutuamente, sem esperarem por uma solução final vinda do Estado.

Este objectivo de responsabilização social foi uma das bandeiras políticas do Partido Conservador nas últimas eleições legislativas que tiveram lugar em Maio. Aceitando que o Estado social atravessa uma forte crise de financiamento, os conservadores britânicos compreenderam a necessidade de outras formas de prestação social e comunitária, sem que o Estado seja o seu garante essencial, menos ainda único. Partindo do pressuposto que os cidadãos britânicos são a mais-valia daquele país, o partido conservador aposta neles como ferramenta indispensável e óbvia para a prossecução das políticas sociais. David Cameron chamou-lhe ‘Big Society’, uma comunidade onde todos se envolvem com todos, assumindo obrigações até agora entregues a um poder centralizado que era o Estado, que não mais está em condições de as levar a cabo, de forma satisfatória para quem precisa.

São muitas as medidas pensadas pelo governo Britânico, entre elas a de incentivar e  promover a criação e desenvolvimento de associações de carácter social, permitindo que essas mesmas organizações tenham a gestão de certos serviços públicos. Mas a mais significativa (e que agora se anuncia) consiste em delegar às comunidades locais o poder de resolverem os seus problemas, incluindo a abertura de novas escolas, gestão e direcção de parques, jardins e bibliotecas que estejam em más condições e até gerir redes locais de transportes públicos.

Este caminho foi o escolhido pelos Britânicos no sentido de reduzir a dependência da sociedade face a um Estado cada vez mais falido. O percurso é longo, mas meritório e uma excelente alternativa à política da regionalização que se pretende fazer em Portugal. Ao invés de se criarem mais super-estruturas burocráticas, novos centros de poder, que também não deixarão de ser centralizados quando inseridos nas novas regiões, seria mais eficaz e barato apostar na capacidade das pessoas para resolverem os problemas que lhes batem à porta todos os dias. E mais importante que tudo isso, uma forma excelente de envolver os cidadãos nas suas comunidades, concedendo-lhes a responsabilidade e a satisfação de contribuírem e sentirem que o seu esforço em prol de quem lhes está próximo é compensado.

David Cameron está a convidar os britânicos para se juntarem ao seu governo. Algo de semelhante deveria ser feito por cá. Na verdade, descentralizar não passa por regionalizar. É, acima de tudo, acreditar nas pessoas.

Spin 101

Filed under: Economia,Política — Miguel Noronha @ 12:30

Jorge Costa no Cachimbo de Magritte

A Casa Branca pretende que o chamado estímulo criou entre 2,5 a 3,6 milhões de empregos, apesar do emprego total ter diminuído mais de 2,3 milhões, desde que Obama tomou posse. A Administração justifica a habilidade, afirmando que, efectivamente, a economia teria perdido cinco milhões de empregos sem a despesa pública adicional.

Decidi adoptar esta estratégia inteligente para dar um pouco de picante à minha vida social. Da próxima vez que me encontrar com os meus amigos, vou dizer que passei uma semana de deboche com as modelos da Victoria’s Secret. E se algum deles tiver o topete de me responder que eu estou a mentir, explicar-lhe-ei muito simplesmente que comecei com o pressuposto de passar -7 noites com as super-modelos. E, dado que passei zero noites com elas, significa que tenho um saldo de 7. Alguns de vocês devem estar a perguntar-se se faz sentido começar com o pressuposto de «-7noites», mas julgo que sim, uma vez que os keynesianos começam com o pressuposto de que aumentamos a nossa prosperidade, transferindo dinheiro do bolso esquerdo para o direito

Um governo desgastado

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:24

Não sei o que é pior. Se a óbvia descoordenação no governo se ter uma Ministra a (pretender) desmentir declarações gravadas. É o descrédito total.

Too big to fail

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:54

“Vários empresários, um largo número de empresários, encontra-se aqui em Angola, muitos empregos portugueses dependem deste mercado”, sublinha o Chefe do Estado. Ontem, durante o voo que o transportou até Angola, o Presidente da República fez questão em sublinhar que este país deve dois mil milhões de euros a empresas nacionais e sugeriu que as autoridades angolanas comecem por pagar as dívidas às PME.

Vale tudo. Inclusivé emprestar-lhes dinheiro para eles pagarem as dívidas.

Portugal e Grécia

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 10:40

“Portugal não é a Grécia” de Álvaro Santos Pereira (Desmitos)

Estamos ou não estamos melhores do que a Grécia? Depende para onde olharmos. Se atentarmos somente para as contas públicas, estamos definitivamente melhor, apesar de, infelizmente, não termos grandes motivos para nos regozijarmos. Por outro lado, se olharmos para o endividamento externo e para o crescimento da economia, então estamos claramente pior do que os gregos.

O que é que isto quer dizer? Estamos condenados a ficar “gregos” como a Grécia? Estaremos tão perto da bancarrota como os gregos já estiveram? A resposta correcta a estas questões é: não, pelo menos, não necessariamente. Contudo, se quisermos evitar um colapso de dimensões helénicas só temos um caminho a seguir: efectuar toda uma série de reformas (no Estado, na Justiça e no mercado laboral) que poderão tornar a economia nacional mais dinâmica, e as nossas exportações mais competitivas nos mercados internacionais. Resta saber se haverá coragem política para o fazer.

É urgente acabar com a “bolha verde”

Filed under: Ambiente,Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:53

O fim das tarifas subsidiadas para a produção de energia renovável, que este ano deverão custar perto de 500 milhões de euros ao País, é um cenário admitido num documento que será enviado para Bruxelas.

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 08:38

Esta semana, em destaque o blog Mercado de Limões.

Julho 18, 2010

Mulheres deixam de poder fumar em espaços públicos

Filed under: Médio Oriente,Nanny State Watch — ruicarmo @ 16:34

Trata-se apenas da defesa da saúde, uma medida que visa preservar a saúde pública do sexo mais fraco do que é belo e uma benéfica lei que procura recuperar as legítimas tradições naturais. No big deal.

Aristides de Sousa Mendes

Filed under: Portugal — ruicarmo @ 00:15

A 19 de Julho comemoram-se os 125 anos do nascimento de Aristides de Sousa Mendes, o diplomata português que contrariou as ordens do governo de Salazar e que concedeu alguns milhares de vistos a fugitivos do terror nazi.

Numa época em que escasseiam homens justos, parece-me importante divulgar o comunicado da Reabilitação do Legado e da Casa de Aristides Sousa Mendes.

Esta é mais uma ocasião para lembrarmos o homem que mais vidas humanas salvou, em toda a História de Portugal.
Talvez pelo facto dos nossos “igrejos avós” terem sido quase todos eles valentes guerreiros (pessoas que mataram outros seres humanos), ainda custa aceitar a ideia de que Aristides foi um verdadeiro herói.
Cada época tem valores próprios… e a Carta dos Direitos Humanos só foi proclamada depois a 2ª Guerra Mundial.
Na base desta nova matriz de valores estão homens como Aristides de Sousa Mendes, cuja heroicidade está longe de ser amplamente reconhecida pelos portugueses.
Que este aniversário seja mais uma ocasião para divulgarmos a sua obra perene, e para interrogarmos a nossa consciência de cidadãos livres sobre o grau de degradação em que se encontra a Casa do Passal.

Julho 17, 2010

Sensibilidades

Filed under: Ambiente,Cultura,Religião — ruicarmo @ 18:54

Expressões de multiculturalismo.

10 anos é muito tempo

Filed under: Internacional,Médio Oriente — ruicarmo @ 18:34

HRW ao serviço do sionismo.

Na scut para o inferno

Filed under: Agenda,Comentário,Política,Portugal — ruicarmo @ 18:25

Pelo bem comum pelo estado ataque-se a defesa da individualidade e da propriedade, policie-se os direitos dos cidadãos, restrinjam-se as liberdades, todas elas, interfira-se ne economia. Aumente-se os impostos.
Aqui ao lado, os impostos vão aumentar depois da época balnear. Por cá também. Só desta forma se dirá que se consegue pagar a dívida monstruosa e perpetuar o delírio do estado social, do estado mecenas cultural, do estado construtor. Depois ouviremos o seguinte e muito bem propagandeado:  metade da culpa do estado a que a nação e o mundo chegaram é do défice. A outra metade é das políticas liberais e dos ricos que não querem pagar a crise.

Concentração

Filed under: Agenda — filipeabrantes @ 17:01

Ocorre durante o fim-de-semana a concentração motard de Faro. Para os comerciantes e população farenses são 3 dias de festa e alegria*, tão raros na cidade desde que o S.C. Farense desceu às divisões inferiores. So lets ride…

Live to Ride, Ride to Live

Programa do festival no acampamento, aqui.

_

_

_

*inclusive para os penetras do costume, que teimam em tentar estragar o ambiente (e ganhar umas massas, já agora)

Long journey

Filed under: Diversos,Videos — filipeabrantes @ 07:27

Robert Plant & Alison Krauss – Your Long Journey

A burca, o espaço público e a liberdade

Filed under: Cultura,Double standards,Nanny State Watch — filipeabrantes @ 07:18

Faz sentido que o estado proíba as burcas no espaço público? Tanto como proibir as mulheres de andarem com as mamas à mostra fora das praias. Numa sociedade livre, o conceito de ‘espaço público’ seria obviamente absurdo, visto que todo o espaço teria um proprietário bem definido. Ora, é precisamente este conceito que enviesa todo o debate à volta deste assunto. À falta de um proprietário/gestor bem definido, legítimo e responsabilizável pessoalmente, temos o ‘espaço público’, gerido pelos burocratas do estado (câmaras ou governos). Aqueles que argumentam que o estado pode proibir burcas na rua estão implicitamente a legitimar o estado a gerir o dito ‘espaço público’. Esta não é uma visão liberal, mas quem a defende tem pelo menos a obrigação de ser coerente e aceitar qualquer decisão do gestor estado em representação (mais ou menos fidedigna) da maioria das pessoas. Quem defende esta ideia – de que o gosto da maioria deve ditar as regras dentro dos espaços não-privados como as estradas ou ruas, praias ou praças – entra em contradição quando protesta face a pretensos abusos do estado, alegando violações às liberdades individuais. Ou os indivíduos têm liberdades inalienáveis ou não têm, não podem é ter consoante os casos, segundo a conveniência e o gosto pessoal de quem discute. Defender que os polícias possam multar uma mulher que vista uma burca é incompatível com protestos contra a instalação de vídeo-vigilância ou contra que se fume nas ruas. Pensar que esta contradição é irrelevante, e dizer que se deve ser moderado e ‘discutir caso a caso’, é abrir a porta a todos os abusos (o que aliás tem acontecido, para contentamento dos governantes)

Há quem diga que é uma questão de bom senso. Este argumento é pouco sério. Primeiro, ninguém sabe o que é isso do bom senso. O que é bom senso para uns será extravagante para outros e vice-versa. Depois, aquilo que é visto como ‘de bom senso’ vai evoluindo com o tempo. Ou seja, o bom senso não é palpável, não se distingue com rigor e confronta-se com a liberdade das minorias dissonantes dos códigos do momento (que podem ter hábitos vestimentares proibidos porque retrógrados ou vanguardistas). É por exemplo irracional impedir mulheres mais vanguardistas de andarem de bikini nas praias (parece que é moda na América). Apesar de Portugal ser um país muito católico e conservador pode ser que a moda pegue – nunca se sabe… – e as pessoas comecem a aceitar essa peça de roupa na praia. Eu cá acho que o bikini deve deixar de ser proibido.

Também se ouve o argumento da segurança. Debaixo de uma burca pode estar um/a fugitivo/a ou mesmo um barbudo com explosivos ao peito. Acontece que um fugitivo ou um barbudo se podem dissimular de várias maneiras. A mais simples é logo usar um boné de basebol e óculos escuros. Vai-se proibir a conjugação destes dois acessórios? O barbudo também pode esconder os explosivos por baixo de uma parka. Proibição das parkas?

Quem não gosta de ver mulheres de burca na rua (haverá mais do que 10 ou 20 mulheres que diariamente usarão burca em Portugal?) não deve exigir do estado que as persiga. Isso não é liberal. O mais inteligente, justo e liberal é deixar que elas andem nas ruas e esperar que a censura social e a rejeição se exerçam livremente sobre elas (através do insulto ou da discriminação privada no dia-a-dia).

Julho 16, 2010

Leitura recomendada: A Carochinha é moderna

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 23:43

Não posso deixar de recomendar o post do Afonso Azevedo Neves, no 31, em que nos explica que a Carochinha afinal quer é festa!

O país que não existe

Filed under: Economia — Adolfo Mesquita Nunes @ 16:19

Não é propriamente relevante que o Primeiro-Ministro invente, num debate como o debate do estado da nação, um país que não existe senão na sua cabeça. Podemos gostar ou não da invenção, mas o certo é que ela se insere, apesar de tudo, no âmbito do combate político natural e da especial vocação, que qualquer primeiro governante tem, para estimular os cidadãos.

O que é verdadeiramente relevante, e preocupante, é que os documentos norteadores do país, como os orçamentos e os pec’s apresentados pelo governo socialista, sejam também eles parte da construção de um país que não existe. É que se discursos dourados podem em tese animar os cidadãos, orçamentos e pec’s irreais têm o efeito contrário. Uma economia assente em previsões falsas ou fantasiosas é uma economia doente e que não recolhe a confiança de quem investe. Uma economia enquadrada por documentos desenquadrados é uma economia em falência.

É pena que José Sócrates teime em desconhecer a realidade que intuitivamente  quer esconder.

Hoje às 18 horas, José Gomes André e Alexandre Homem Cristo (Repetição, Domingo, às 19)

Filed under: Cultura,Insurgentes nos media,Internacional,Política,Portugal,Religião,União Europeia — André Abrantes Amaral @ 14:53

Esta semana eu e a Antonieta Lopes da Costa estamos à conversa com Alexandre Homem Cristo e José Gomes André, sobre os seguintes temas da actualidade:

1) Véu Islâmico francês – Com 335 votos a favor e um contra, a Assembleia Nacional francesa aprovou o projecto de lei que proíbe o véu islâmico em espaços públicos. Toda a direita votou a favor, enquanto a esquerda se recusou a participar na votação. E agora?

2) Os Cortes na Cultura – A ministra da cultura, Gabriela Canavilhas, anunciou esta semana que já não vai avançar com o corte de 10% nas verbas para as Artes. Tudo devido à solidariedade do governo. De onde vem então o dinheiro?

3) Jornadas Parlamentares PS e PSD – Os dois principais partidos trocaram galhardetes, com os socialistas a acusarem os sociais-democratas de quererem matar o Estado social e estes a impor condições para a aprovação do próximo orçamento. Ruptura à vista?

4) Federalismo Europeu – Para contrariar a politica económica de alguns governos europeus, nomeadamente o de Angela Merkel, há quem, como Mário Soares, defenda que a União Europeia se deve tornar federal. Os Estados Unidos da Europa podem existir contra a vontade da Alemanha?

O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 18 de Julho, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

16 de Julho

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 13:04

Ya ni siquiera se estudia en los colegios, creo. Moros y cristianos degollándose, nada menos. Carnicería sangrienta. Ese medioevo fascista, etcétera. Pero es posible que, gracias a aquello, mi hija no lleve hoy velo cuando sale a la calle. Ocurrió hace casi ocho siglos justos, cuando tres reyes españoles dieron, hombro con hombro, una carga de caballería que cambió la historia de Europa. El próximo 16 de julio se cumple el 798 aniversario de aquel lunes del año 1212 en que el ejército almohade del Miramamolín Al Nasir, un ultrarradical islámico que había jurado plantar la media luna en Roma, fue destrozado por los cristianos cerca de Despeñaperros. Tras proclamar la yihad -seguro que el término les suena- contra los infieles, Al Nasir había cruzado con su ejército el estrecho de Gibraltar, resuelto a reconquistar para el Islam la España cristiana e invadir una Europa -también esto les suena, imagino- debilitada e indecisa. (…)

Arturo Pérez-Reverte

[música]

Filed under: Videos — Miguel Noronha @ 00:56

THE TRIFFIDS – Wide Open Road

Julho 15, 2010

A educação segundo o grande irmão Lula

Filed under: Ambiente,Brasil,Cultura,Nanny State Watch,Política — ruicarmo @ 23:47

Pais e mães ficarão proibidos de beliscar, puxar a orelha ou mesmo dar “palmadas pedagógicas” em seus filhos se a sociedade calar-se e não reagir diante de mais uma agressão estatal contra as famílias. Em comemoração ao aniversário de 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está assinando hoje (14 de julho de 2010) um projeto de lei que proíbe pais e mães de aplicarem castigo físico para corrigir a rebelião e o mau comportamento dos filhos. Tal castigo será tratado como “agressão física”, invertendo os papéis e colocando os pais sob a ameaça de castigo estatal.

Como se já não bastassem os casos escabrosos de pais sendo punidos e humilhados em Conselhos Tutelares, agora Lula assina e envia ao Congresso Nacional esse nefasto projeto, mas nem a Globo nem outros veículos da imprensa mostraram o número e conteúdo do projeto. O festejado projeto do governo Lula é um mistério, que poderá ser aprovado de forma igualmente “misteriosa” no Congresso.

Pais que disciplinam já têm sido intimados a comparecer aos Conselhos Tutelares, onde os filhos são orientados, na presença dos pais, a delatar castigos físicos. Agora a ameaça de os pais serem punidos pelo Estado é muito maior, pois toda vez que os filhos se sentirem prejudicados nos novos e elegantes “direitos” e “liberdades” concedidos eles sabem que o governo está com eles.

O projeto de Lula coloca pais e mães debaixo do espectro de um temível Estado policial ao exigir que toda criança seja educada sem nenhum uso de castigos corporais, que são rotulados como “tratamento cruel e degradante”. Atualmente, a Lei 8.069, que institui o ECA, condena maus-tratos contra a criança e o adolescente, mas deixando uma lacuna com relação à sua interpretação. O presente projeto “preenche” essa lacuna.

Com o projeto, o artigo 18 do ECA, que já era ruim, fica muito pior ao passar a definir “castigo corporal” como “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente”. Disciplina e punição serão crimes. Para os pais e mães que derem uma palmadinha, virá o palmadão estatal: advertência e encaminhamento a programas de “proteção” à família e orientação psicológica. As famílias disciplinadoras ficarão sob monitoração e acompanhamento dos Conselhos Tutelares.

Artigo de Júlio Severo, no MSM.

Zapatero, diz-me

Filed under: Ambiente,Internacional,Justiça,Política — ruicarmo @ 23:31

Com quem andas, dir-te-ei quem és.

School Choice

Filed under: Economia,Educação,Política,Videos — António Costa Amaral (AA) @ 19:35


Katrina’s Silver Lining: The School Choice Revolution in New Orleans

Outros tempos…

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 16:49

José Sócrates fez hoje a defesa do “Estado social” e elegeu o PSD como alvo do seu discurso do estado da nação, no Parlamento. Na intervenção inicial aos deputados fez um aviso contra as tentações de instabilidade política. “Quem perderia com a crise seria Portugal”.

Que diferença! Há uns meses era o governo que ameaça demitir-se por tudo e por nada. Agora faz da estabilidade política uma das suas bandeira. Pelo meio as sondagens começaram a ser-lhe desfavoráveis mas acho de muito mau tom relacionar as duas coisas.

The Hayek interviews

Filed under: Economia,Política,Teoria,Videos — Miguel Noronha @ 14:00

A Universidad Francisco Marroquin disponibilizou os videos completos de um conjunto de entrevistas organizadas por Armen Alchian após a atribuição do Nobel da Economia a Friedrich Hayek em 1974.

…os bancos espanhois nem por isso

Filed under: Economia,União Europeia — Miguel Noronha @ 12:31

Spanish banks called on a record amount of funding from the European Central Bank (ECB) in June amid mounting volatility on financial markets. They borrowed a total of €126.3bn (£105bn) from the ECB last month, which was a 48pc jump compared with May and the largest amount borrowed according to Bank of Spain records since 1999.

A Espanha (ainda) consegue financiar-se

Filed under: Economia,União Europeia — Miguel Noronha @ 11:15

…à taxa assustadoramente alta de 5.14% (contra os 4.4% conseguidos em Abril) o que fica acima dos 5% a que os parceiros comunitários (incluindo a Espanha) estão a ceder fundos à Grécia. Mas é positivo que a Espanha ainda consiga financiamento no mercado.

Em buscas das “novas centralidades”

Filed under: Desporto,Economia,Política,Portugal,Videos — Miguel Noronha @ 10:23

Na sequência da sugestão de Augusto Mateus de demolir os estádios do Euro 2004, o Tiago Mota Saraiva lembra esta entrevista de José Sócrates em 1999.

Oiçam como novo estádio de Aveiro e Coimbra (dois notórios “elefantes brancos”) iriam permitir “novas centralidades e novas oportunidades de qualificação urbana”. Só se esqueceu de dizer que iriam também gerar custos insustentáveis para as autarquias e que teriam pouquissima utilização. E que dizer da fantástica promessa que tudo iria ser pago por privados (3’25”)?. Hum… Isto recorda-me outros “projectos mobilizadores” que (juram) irão ser completamente financiados pela iniciativa privada.

A Helena não gostou

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:03

A Helena Garrido acha que o Banco de Portugal não pode dizer que o intervencionismo estatal ou a rigidez do mercado laboral estão a prejudicar-nos. Diz que “o Banco de Portugal não pode, nem deve, pronunciar-se subjectivamente sobre opções que são políticas e determinadas pela escolha dos eleitores.“. Subjectivamente, é claro. Dado que, para ela, parece ser impossível fazer uma análise objectiva que o prove. (já o inverso, segundo sugere, parece ser extremamente fácil de provar). Sugiro que se despeça já o novo governador e no seu lugar se coloque alguém que defenda de forma intransigente os “valores humanistas”, e claro, as opções políticas do governo.

ADENDA: Será assim tão difícil perceber que a profusão de contratos a prazo (assim como o cada vez maior recurso a empresas de trabalho temporário) são uma consequência (e não uma negação) da rigidez do mecado laboral?

Como é que se diz “bolha” em chinês? (IX)

Filed under: Economia,Internacional — Miguel Noronha @ 09:18

China Has Been Covertly Funding A Housing Bubble Five Times Larger Than That Of The US: 65 Million Vacant Homes Uncovered

« Página anteriorPágina Seguinte »

Tema: Rubric. Blog em WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 342 other followers