José Manuel Fernandes no PressEurop
The European Union is currently undergoing an anti-democratic coup and nobody seems to object, whether in Portugal or in most other European countries. Only the United Kingdom, which has the oldest and most deeply rooted democracy, is protesting and resisting. Am I exaggerating? I don’t think so. What I call – and I weigh my words – a trans-European coup d’Etat consists in an attempt to violate national sovereignty that is bound to encroach on the checks and balances of the Lisbon Treaty and humiliate national parliaments. The measures in question are sold to the public as crucial progress towards “more Europe” and as a first stab at pan-European “economic governance”. But at no time have the electorates been asked to vote on them – or displayed any desire to do so.
Proceeding on the notion that you never stop on a straight-line trajectory, we’re gearing up now for an outsized leap – that could well cause Europe to collapse, undermined by the irreconcilable disconnect between federalist elites and voters who can hardly relate to the space and rules of the diverse national democracies.
(via No Pasaran)
É este caminho perigoso da Europa do tratado de Lisboa, que está manifesto nos recentes atropelos à legalidade e aos tratados.
Os mesmos demagogos que fizeram e impuseram o tratado aos povos da Europa, não hesitam em recorrer aos sentimentos nacionalistas quando as coisas não correm de feição, transferindo as responsabilidades para a União.
O fim da regra da unanimidade traz consigo este veneno mortal, ao transferir do nível nacional para o nível europeu as culpas por tudo o que desagrade às populações.
A história da Europa demonstra que estão lançadas as sementes da desagregação.
Nunca nenhum império conseguiu uniformizar e submeter os diferentes povos a um governo europeu e não será diferente desta vez.
Comentário por ricardo saramago — Julho 12, 2010 @ 15:45