O Insurgente

Junho 6, 2010

Momentos surreais

Filed under: Blogosfera,Double standards,Educação,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:07

De facto, mais do que o fim de um ciclo, parece estar a viver-se o fim de um circo:

Pular de ano. Não é “facilitismo” é “incentivo”, garante ministra
Sócrates considerou que seria “criminoso” não encerrar escolas com menos de 20 alunos
Fernando Nobre salienta que se distingue por nunca ter feito parte do sistema

Leitura complementar: O desemprego segundo Eduardo Pitta; A morada de Inês de Medeiros e as mentiras.

Depois de Sócrates

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:05

A notícia do i sobre a saída do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros do governo já foi desmentida pelo primeiro-ministro, mas a verdade é que Luís Amado seria uma muito promissora opção para substituir José Sócrates. Infelizmente, Amado parece ter demasiados anti-corpos no actual PS.

A excepção Rui Rio

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:59

Mais uma vez, a Câmara Municipal do Porto liderada por Rui Rio constitui uma excepção pela positiva, ainda que se devam salientar também os indicadores apresentados pela Câmara Municipal de Gaia:

Em Lisboa, “o valor da dívida da Gebalis referente à habitação, com referência ao final de Abril de 2010, é de 18,3 milhões de euros” explica Helena Roseta, vereadora responsável pela habitação. Este é um valor acumulado desde a fundação da empresa em 1995 e corresponde à diferença entre recibos emitidos e pagos. Nas contas de 2009, a Gebalis já provisionou 12,1 milhões de euros para cobranças duvidosas. Na capital, e de acordo com os números avançados por Roseta, há neste momento 10 163 agregados com valores em dívida e que representam “36,5% das atribuições efectuadas” e de outras entretanto canceladas. Alta de Lisboa, Boavista, Flamenga, Armador, Padre Cruz e Casal dos Machados são os bairros com maior volume de dívida. “Em termos de peso relativo face ao número de famílias, a percentagem mais elevada ocorre no Bairro Eduardo Bairrada, na Ajuda, com 47,8% das famílias em situação de incumprimento.”

Em Sintra, um cenário idêntico. Numa autarquia com um parque habitacional de 1 373 casas, 60% dos agregados familiares têm rendas em atraso e são responsáveis por 33% da dívida da divisão de habitação, de acordo com a vereadora responsável, Paula Simões.

Mais ao lado, no concelho vizinho de Oeiras, 22,26% do universo de inquilinos está em falta numa das câmaras com o pib per capita mais elevado do país.

(…)

Na autarquia liderada por Rui Rio, não só a Domus Social (empresa gestora da habitação social) “não tem dívida bancária” como “o número de famílias incumpridoras tem vindo a diminuir. Em média, o número mensal de famílias em situação de incumprimento foi de 684 num total de 12.989 espalhadas por 49 bairros sociais.” Uma taxa de 5,42%. Número semelhante é apresentado pela Câmara de Vila Nova de Gaia (6%), embora a tendência seja inversa.

A morada de Inês de Medeiros e as mentiras

Filed under: Blogosfera,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:33

Na sequência de o deputado jugular João Galamba ter chamado “mentiroso e caluniador compulsivo” a José Manuel Fernandes, vale a pena ler este post: Para acabar de vez com as dúvidas. Por José Manuel Fernandes.

Apesar de o assunto já tresandar, parece que há quem ainda tenha dúvidas sobre a morada que Inês de Medeiros deu quando se candidatou à Assembleia da República pelo Círculo de Lisboa. Nomeadamente no Jugular. A esses recomendo que olhem para esta reprodução do documento depositado na Comissão Nacional de Eleições. Não há dúvida possível:“Residente na freguesia de Santa Catarina, concelho de Lisboa, com o número de inscrição no recenseamento 9078, nessa freguesia”.
Aconselhava-se aos mesmos que deixassem de remeter para este documento apócrifo supostamente emitido pelo Federação da Área Urbana de Lisboa do PS. É que podem ser acusados de falsificação.

Sonhos cor-de-rosa

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:39

Excerto de “Os Dias Contados” de Alberto Gonçalves (Diário de Notícias)

Cada vez é mais difícil distinguir o país real do irreal. O pagode que por aí vai é tal que me acontece duvidar se li determinada notícia ou se a notícia me apareceu em sonhos. Por exemplo, eu li ou sonhei que a reacção do eng. Sócrates ao “adiamento” da ligação a Portugal do TGV espanhol foi tentar levar o TGV para Marrocos e manter uma linha Lisboa-Madrid que começa num ermo e acaba noutro ermo? Eu li ou sonhei que, para efeitos de “prestígio”, as “fontes” do costume espalharam que Chico Buarque andava mortinho por conhecer o eng. Sócrates? Eu li ou sonhei que o eng. Sócrates regressou à Covilhã para pedir “aos melhores jogadores do mundo” que “inspirem o povo”? Eu li ou sonhei que o ministro das Finanças jurou que nem a Constituição o impedirá de aumentar os impostos? Eu li ou sonhei que a ministra da Educação acha que a impossibilidade prática de reprovação é “um incentivo ao esforço”?

Provavelmente li umas coisas, sonhei as restantes. Certo é que, ao contrário do que se diz, isto não é nenhum fim de ciclo: o ciclo, se quiserem chamar-lhe assim, terminou há muito. Aquilo a que agora assistimos é coisa talvez inédita: um Governo outrora inepto que se empenha em parodiar a própria inépcia. Quando muito, trata-se do fim de um circo, embora ainda seja de contar com mais dois ou três números de malabarismo, trapezistas e palhaços, imensos palhaços, ricos e pobres, sobretudo de espírito.

Junho 5, 2010

Incógnita turca

A Turquia hesita no caminho de aproximação à União Europeia. Deixará conquistar-se pelo populismo islâmico e anti-europeísta?

O desemprego segundo Eduardo Pitta

Filed under: Blogosfera,Economia,Educação,Media,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

Duas pérolas do inabalável socratista Eduardo Pitta que ilustram na perfeição a indigência intelectual e a perspectiva social de uma certa esquerda caviar que gravita em torno do actual PS:

De resto, não se chega a 10,8% de desemprego numa sociedade que impeça (ou sequer dificulte) o despedimento.

(…)

Sobre restrições ao despedimento, só tenho conhecimento de problemas na área do serviço doméstico. Aí sim, não é fácil. Dizer à mulher-a-dias que, a partir do mês seguinte, dispensamos o seu trabalho, dá lugar (com certeza que há excepções) a litígio prolongado.

Diálogo em Tempo de Escombros: Lisboa, 7 de Junho; Porto, 17 de Junho

Filed under: Agenda,Livros,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:57


Diálogo em Tempo de Escombros: Uma conversa sobre Portugal, o Mundo e a Igreja Católica.

Apresentação pública:
Lisboa – Segunda-feira, dia 7, às 19h, na CE Livrarias – antiga livraria Buchholz – livro apresentado pelo Pe. José Tolentino Mendonça
Porto – Quinta-feira, dia 17, às 21h30, no Palácio da Bolsa -livro apresentado pelo Dr. Rui Moreira

Jews go home

Filed under: Médio Oriente,Media,Videos — Miguel Noronha @ 11:35

(via Portugal Contemporâneo)

Uma leitura que promete ser interessante (2)

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:26

José Milhazes no Da Rússia

“Depois de Neto ter dado a sua concordância de princípio”, continua o agente soviético, “os cubanos realizaram conversações com representantes das autoridades portuguesas. Nomeadamente, eles discutiram todos os pormenores sobre a criação de escolas militares e a sua ajuda neste campo com Otelo Saraiva de Carvalho, representante do Movimento das Forças Armadas português, durante a sua visita a Havana, e, depois, com o Governador-geral de Angola, Rosa Coutinho”.

“Os portugueses deram a concordância de princípio quanto à participação de cubanos na preparação de quadros militares do MPLA, sublinhando que, em caso de agudização da situação, a ajuda de Cuba ao MPLA poderia ser mais substancial”, recorda Najestik.

Uma leitura que promete ser interessante

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:54

José Milhazes no Da Rússia

Amanhã, Sábado, [hoje] irei publicar uma postagem com o título “Autoridades militares portuguesas deram aval ao envio de tropas cubanas para Angola em 1975″, baseada em revelações de um antigo agente secreto soviético. Serão publicados datas e nomes concretos.

Junho 4, 2010

Devia constar do plano nacional de leitura

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — ruicarmo @ 22:58

O artigo de José Manuel Fernandes, sobre a ética socrática Onde chega a miséria moral da esquerda.

Tibor Machan on Ayn Rand and Atlas Shrugged

Filed under: Cultura,Educação,Livros,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Reason Foundation Co-Founder Tibor Machan on Ayn Rand

Atlas Shrugged: mass market paperback; paperback da Penguin Modern Classics e Centennial edition.

Leitura complementar: Atlas Shrugged: o livro que esgotou Ayn Rand.

O problema de Cavaco

Filed under: Colunas,Comentário,Política,Portugal,Semana Política — Bruno Alves @ 17:46

Como o país não tem problemas sérios com que se preocupar (o Primeiro-Ministro, esse símbolo da honestidade e franqueza, garante que Portugal está melhor preparado que qualquer outro para enfrentar a crise, e a sua palavra, claro, é o suficiente para acreditar que é verdade), a “inteligência” pátria dedica-se com particular sofreguidão a discutir as presidenciais. À “esquerda”, a novela em torno de Alegre, as birras de Soares, e as intenções mais ou menos escondidas de Sócrates têm animado os espíritos dos jornalistas, sempre arrebatados por este género de folhetins. Não querendo ficar para trás, a “direita” tratou de arranjar a sua própria polémica.

Tudo começou quando o Presidente decidiu não vetar a nova lei do “casamento gay”, ao mesmo tempo que anunciava não concordar com a lei. Os católicos logo se sentiram traídos pelo Presidente e, sentindo o cheiro a sangue, o dr. Santana Lopes regressou das catacumbas onde pacificamente jazia para dizer que seria necessário haver uma “alternativa” a Cavaco (o próprio “Pedro”, presume-se, estará disposto a fazer o sacríficio). E até o dr. Paulo Portas, sempre desejoso de se armar em “maquiavélico”, veio dizer que gostaria de apoiar Bagão Félix (para quem não conheça, um senhor que se destaca por ser adepto do Benfica). Incomodado (compreensivelmente) pelo espectáculo, Marques Mendes veio dizer que as declarações destes dois rapazes não passavam de disparates.

Marques Mendes, em parte, tem razão. Mas não por, como o ex-líder laranja pretende, Cavaco merecer ser defendido. Apenas porque criticar Cavaco Silva por causa do “casamento gay” mostra bem a falta de consciência da grave situação política que o país enfrenta e das responsabilidades de Cavaco Silva no agravamento da dita.

Nos últimos anos, a democracia portuguesa transformou-se num autêntico lamaçal. O uso despudorado da mentira por parte do Governo, a constante quebra de promessas eleitorais, a gestão irresponsável da coisa pública, os sucessivos casos em que a excelsa figura do Primeiro-Ministro se viu envolvida, tudo foi contribuindo para o aumento da desconfiança (para não dizer do nojo) que os portugueses sentem em relação, não apenas ao Governo, mas a todos os políticos. E a tudo isto o senhor Presidente da República foi assistindo, quase impávido e sereno, alertando por vezes contra este ou aquele excesso, mas sempre vindo dar a mão ao Governo quando este precisava, com medo que a “instabilidade” agravasse a situação.

Cavaco Silva não percebeu que a “estabilidade” deste Governo é a doença de que Portugal padece. Não percebeu que deixar as coisas continuarem como normalmente significa deixar o país apodrecer ainda mais. Como os leitores mais antigos e mais atentos saberão, sou tudo menos um defensor de um “presidencialismo”, e acho que o cargo de Presidente, pela sua natureza, dificilmente pode ser mais que irrelevante ou nocivo para o país. Mas, dada a situação do país, acho também que já há muito Cavaco deveria ter demitido o Governo, explicando que por muitos riscos que uma tal opção implique, o Presidente não poderia assistir passivamente a comportamentos que degradam a nossa democracia, e consequentemente, tornam cada vez mais difícil a realização das reformas de que o país precisa para sair do poço em que caíu.

Cavaco não o fez. Se o caso do “casamento gay” importa para alguma coisa, é apenas por mostrar que o próprio Cavaco reconhece a sua própria impotência para zelar por aquilo que considera importante. A “direita”, quer por estar genuinamente preocupada com as consequências da lei (os católicos) ou por se excitar com a oportunidade de armar confusão (Santana, Portas e os demais), apenas mostra a sua reconhecida estupidez, ao não perceber que o erro de Cavaco está em ter presidido à degradação do clima político de Portugal. Este sim, é o verdadeiro problema de Cavaco. E do país.

Padre João Resina

Filed under: Comentário,Religião — André Abrantes Amaral @ 16:58

Foi o melhor padre que conheci. Aquele de quem mais gostava ouvir as homílias. Inteligentes, críticas, insatisfeitas, de fazer interrogar-se quem o escutava. Era acutilante. Faziam pensar. Analisava as questões sempre do lado mais inesperado, da perspectiva mais surpreendente. Esta é a palavra que para mim, o descrevia: Surpreendente. Porque, mesmo para quem ia preparado, ele surpreendia sempre. Ninguém lhe ficava indiferente. Eu não fiquei.

ADENDA: Ao ler os comentários feitos à notícia, dou-me conta de outra característica que não referi: João Resina tinha coragem e as suas homílias eram corajosas.

Gregos (II)

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 16:50

Num certo país europeu o Primeiro-Ministro foi apanhado numa gravação altamente comprometedora. Apesr de tudo, recusou demitir-se. O seu sucessor recebeu uma pesadissima herança económica.

Gregos

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 15:33

O Governo húngaro alertou hoje que o país está numa “situação económica muito grave”, tendo acusado o anterior Executivo de manipular dados e mentir sobre o estado do país. A declaração está a penalizar os mercados, uma vez que uma situação de “incumprimento” no pagamento da dívida pública não está afastada.

Quantos mais “gregos” haverá por essa Europa fora?

“Posso garantir que o Euro é uma moeda estável e forte”

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 15:21

Fontes: Yahoo Finance e i

Corpus

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 14:26

Com feriado, procissões e touros, o Corpus de Granada é um maná para os neo-proibicionistas. Há que aproveitar enquanto é possível porque a fúria desta gente é uma coisa séria e com efeitos imprevisíveis.

Praça de touros de Granada, 3 de Junho de 2010.

Hoje às 18 horas, António Pinho Cardão e Luís Silva (Repetição, Domingo, às 19)

Filed under: Economia,Insurgentes nos media,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 13:54

Esta tarde, os convidados do ‘Descubra as Diferenças’ são António Pinho Cardão e Luís Silva que, em conversa comigo e a Antonieta Lopes da Costa, discutirão os seguintes temas:

1) Manuel Alegre e o PS – O Partido Socialista apoia a candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República, decisão que Mário Soares qualificou como sendo um erro fatal de José Sócrates. Por que motivo o Primeiro-Ministro apoia quem sempre o criticou?

2) Portugal e a globalização – Perante a crise são muitas as tentações para fechar os mercados e apostar na capacidade produtiva do país, independentemente da sua rentabilidade. Mas como pode Portugal sobreviver num mundo cada vez mais competitivo?

3) Projecto Farol – Foi apresentado há dias à sociedade civil, um guia para o desenvolvimento de Portugal até 2020, denominado Projecto Farol. Quais são as linhas mestras deste programa?

O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 6 de Junho, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

A (nova) Santa Aliança

Filed under: Médio Oriente,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 13:39

Henrique Raposo no Expresso online

Ao que parece, os barcos patrocinados por uma organização que apoia terroristas também tinham “manifestantes” europeus. Claro: devem ser os mesmos que – em 2006 – gritaram “Nós somos todos do Hezbollah”. O ódio aos EUA e a Israel é tanto que leva estes supostos progressistas a apoiar os movimentos mais reaccionários do mundo: os movimentos islamistas como o Hezbollah e o Hamas. Aliás, no nosso vocabulário político, o Hamas e o Hezbollah só podem ser descritos com um termo: “fascistas”.(…) Um dos segredos mais bem guardados da Europa de hoje é o seguinte: inúmeros jovens radicais europeus estão a converter-se ao Islão. A malta que, nos anos 70, iria para os Baader Meinhof, vai agora fazer turismo radical para as células islamitas. Porquê? Porque o islamismo, dizem, é o único que combate o capitalismo e a democracia liberal, os dois inimigos dos viúvos de Marx e dos filhos de Sayyd Qutb.

Vá, caros fundamentalistas laicos, sigam os vossos princípios até ao fim

Filed under: Política,Portugal,Religião — Maria João Marques @ 13:22

Carlos, não, não vejo que haja grande coragem num jacobino que implica com o feriado do Corpo de Deus. Se o feriado fosse extinto, a nossa classe política certamente que encontraria uma nova data a necessitar de celebração. Tornava-se feriado o 8 de Março, que passaria a ser o Dia da Libertação da Tirania de Género, ou o 11 de Março, que seria o Dia da Utopia, ou o dia em que foi votado o casamento gay no parlamento, também conhecido por Dia Multicolor, ou o dia do segundo referendo do aborto, redenominado como Dia do Relativismo. Os católicos passariam a festejar o Corpo de Deus no Domingo seguinte, como fazem em tantas festas católicas; e o país renegava mais um bocadinho da sua História e do que o enformou culturalmente e, em consequência e para júbilo da malta esquerdista, seria mais esquizofrénico, confuso e incapaz de se valer a si próprio.

Não: se os fundamentalistas jacobinos querem revelar coragem, só têm um caminho: exigir que se acabe, já este ano, com o feriado de Natal. É uma festa que apenas aos católicos diz respeito, os não católicos não têm de pagar, devido a uma festa católica, um dia sem produzir aos funcionários públicos, e demais blablablá. Também deverão exigir que se extinga a bonificação no ordenado de quem trabalha aos domingos, afinal domingo é o dia do Senhor e os não católicos não têm de pagar os resquícios da forma de organização social de quando a maioria da população era católica e ia à Missa.

Enquanto não fizerem estas exigências, não se empenharem nelas para além de uns postszitos  – afinal estes fundamentalistas laicos são malta bem relacionada e com poder – e não forem vistos a trabalhar em todos os feriados católicos, são apenas uns hipócritas que clamam contra aquilo que lhes dá muito gozo aproveitar, e clamam baixinho para darem ideia de grande modernidade e progressismo, mas mesmo baixinho, já que se clamassem alto ainda corriam o risco de ficarem sem os seus feriados e serem corridos da AR os partidos que apoiam quando a populaça finalmente percebesse (o aumento do tempo de trabalho e a diminuição do rendimento têm este vício de não passar despercebidos) a fina gente iluminada que lá tem colocado. Se calhar até seria caso para dizer ‘Deus escreve direito por linhas tortas’.

Os Atletas da Contrição (reloaded)

Filed under: Médio Oriente,Política,Teoria,União Europeia — Miguel Noronha @ 12:55

A reacção de várias pessoas (algumas expectáveis outras surpreentes) aos incidentes com a “frota humanitária de Gaza” convidam à releitura deste artigo do Fernando Gabriel publicado em finais de Abril no Diáro Económico.

O filósofo Vladimir Jankélévitch observou ironicamente que os erros cometidos por Israel eram uma dádiva: facilitavam a assimilação do sionismo ao nazismo, tornando o anti-semitismo finalmente acessível a todos

A matriz da democracia portuguesa

Filed under: Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 12:12

Os dirigentes socialistas costumam afirmar que o PS é o partido “matriz da democracia portuguesa”. Tendo em conta o carácter ideológico da nossa constituição, isso parece claro.

Nunca pensei foi o quanto essa coisa da “matriz” era tão literal: Dívidas do PS disparam de 3 para 35 milhões de euros no espaço de um ano.

Amanhã

Filed under: Agenda,Livros — Miguel Noronha @ 12:11

Como eu tenho muito pouco jeito para a escrita, leiam o que escreve o Carlos.

‘Inflation not the way out of debt’

Filed under: Economia,Política — Miguel Noronha @ 09:07

Daily Telegraph

No one should fool themselves into believing that Britain can inflate its way out of its public debt mountain, the Bank of England’s deputy governor has warned.(…)

“Some people have suggested that a bit of extra inflation now might actually be a good thing. After all, wouldn’t it help to get the economy going by reducing the real value of public and private debt? This is severely misguided.

“Aside from the dubious morality of redistributing wealth from savers to borrowers, we have seen from past experience that a bit of inflation has a nasty habit of turning into a lot of inflation.”

Junho 3, 2010

Coerência à esquerda

Filed under: Diversos — Carlos Guimarães Pinto @ 16:00

Hindus, muçulmanos, judeus, protestantes, ateus e agnósticos têm de arrajar quem fique com os seus filhos para que os católicos, num assunto que apenas a eles diz respeito, celebrem o seu feriado. Hindus, muçulmanos, judeus, protestantes, ateus e agnósticos vão contribuir para as despesas de um dia sem funcionamento dos serviços do Estado para que os católicos, num assunto que apenas a eles diz respeito, celebrem o seu feriado. Agradecia que alguém me explicasse porque sou eu obrigado a participar nos preparativos de uma celebração religiosa de uma igreja com a qual não tenho qualquer relação. Sou um feroz defensor da liberdade religiosa. Agradecia que respeitassem a minha liberdade de não ser religioso. Começando por não me obrigar a contribuir financeiramente e com o meu tempo para a vossa vida de crentes. Se querem celebrar o Corpo de Deus, tirem um dia de férias. Suponho que a força da fé vos chega para fazer esse sacrifício. Eu é que não tenho de fazer nenhum. Parece-me.

(Daniel Oliveira insurgindo-se contra o feriado de hoje no Arrastão)

Haja alguém com coragem e coerência de pedir medida impopulares.

Avanço civilizacional

Filed under: Ambiente,Cultura,Internacional,Justiça,Teoria — ruicarmo @ 12:29

You kill children, I don’t want you on my plane.”

Standpoint

Filed under: Cultura,Media — ruicarmo @ 12:11

A edição de Junho de uma das melhores revistas do mundo.

A ética desta ajuda humanitária

Por Melanie Phillips.

As the international community rushes to condemn Israel for the violence on board one of the ships in the Gaza flotilla, which left a reported 10 people dead and dozens injured, it is now obvious that the real purpose of this ‘armada of hate’ was not merely the further delegitimisation of Israel but something far worse.

Gaza’s markets are full of produce, thousands of tons of supplies are travelling into Gaza every week through the Israeli-controlled border crossings, and there is no starvation or humanitarian crisis. It was always obvious that the flotilla was not the humanitarian exercise it was said to be. Here is footage of the IDF offering to dock the Marmara — the main flotilla ship — at Ashdod and transfer its supplies and being told ‘Negative, negative, our destination is Gaza’.

And now we can see that the real purpose of this invasion — backed by the Turkish Humanitarian Relief Foundation (IHH), a radical Islamic organization outlawed by Israel in 2008 for allegedly serving as a major component in Hamas’s global fund-raising machine — was to incite a violent uprising in the Middle East and across the Islamic world. As I write, reports are coming in of Arab rioting in Jerusalem.

The notion – uncritically swallowed by the lazy, ignorant and bigoted BBC and other western media – that the flotilla organisers are ‘peace activists’ is simply ludicrous. This research by the Danish Institute for International Studies details the part played by the IHH in Islamist terror in Afghanistan, Bosnia and Chechnya. According to the French magistrate Jean-Louis Bruguiere testifying at the Seattle trial of would-be al Qaeda Millenium bomber Ahmed Ressamin, the IHH had played ‘[a]n important role’ in the al Qaeda Millenium bomb plot targeting Los Angeles airport. It was also involved in weapons trafficking, and played in addition a key role in galvanizing anti-Western sentiment among Turkish Muslims in the lead-up to the 2003 war in Iraq. ‘Peace activists’ these people most certainly are not.

And this flotilla was but the latest jihadi attack, deploying the Islamists’ signature strategy of violence and media manipulation. Here from MEMRI (via Just Journalism) is a clip showing the hysteria against Israel being whipped up on board before the ships set sail, with the chanting of intifada songs about ‘Khaybar’ – the iconic slaughter of Jews by Muslims in the 7th century which is used as a rallying cry to kill the Jews today — and threats of ‘martyrdom’. This was not merely a propaganda stunt, but a terrorist attack.

Contas de somar e grandes eventos

Filed under: Cultura,Desporto,Economia,Nanny State Watch,Política — ruicarmo @ 11:40

O exemplo grego.

Serviço militar obrigatório e escravatura

Filed under: Videos — filipeabrantes @ 03:52

Para quando o recolher obrigatório?

Filed under: Double standards,Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:22

Já vivemos em estado de excepção e ninguém avisou? Por Gabriel Silva.

Cerco a Israel

Filed under: Internacional,Médio Oriente,Media,Política — André Azevedo Alves @ 00:52

Em parte por culpa própria, intensificam-se as pressões internacionais sobre Israel: Israel resiste à pressão para levantar bloqueio

Falando nos Comuns, Cameron declarou estar em contacto com o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, e avançou: “Devemos fazer o possível através da ONU e a resolução 1860 é absolutamente clara sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio e abrir Gaza.”

Também Bento XVI frisou que “a violência não resolve os conflitos, agrava as suas trágicas consequências e engendra mais violência”. Não aludiu ao bloqueio.

(…)

No Parlamento turco houve um agitado debate sobre a crise, em que deputados do partido governamental (AKP, pós-islamista) pediram sanções contra Israel e a “revisão da relações políticas, militares e conómicas”. Erdogan fez um discurso inflamado: “É altura de dizer basta!” O mais significativo é que Kemal Kiliçdaroglu, o novo líder do laicista Partido Republicano do Povo e acérrimo adversário de Erdogan, elevou a parada, propondo a anulação do acordo de cooperação militar e o corte das relações com Israel.

(…)

No mar, desenha-se nova ameaça. O barco irlandês Rachel Corrie, tendo a bordo a Nobel da Paz norte-irlandesa Maired Corrigan-Maguire, anunciou que tenciona avançar para Gaza na segunda-feira. Maired é uma activista pró-palestiniana, que já esteve presa em Israel. E Greta Berlin, líder do Movimento Gaza Livre, declarou ter fundos para organizar nova e mais numerosa flotilha.

Três dos mortos no raide israelita queriam ser “mártires”

“Ele rezava sem parar para ser um mártir”, disse a mulher de um dos mortos, Ali Haydar Bengi, ao jornal “Vatan”. “Ele ajudava os pobres e os oprimidos. Há vários anos que queria ir para a Palestina”, explicou a mulher, Saniye.

A lista de nomes ainda não foi divulgada, mas os jornais turcos tinham conseguido identificar três das vítimas mortais. Um amigo confirmou o desejo de Ali Bengi se tornar um mártir. “Antes de embarcar nesta viagem disse-nos que queria tornar-se um mártir”, disse ao jornal Milliyet um amigo, Sabir Ceylan. Bengi, 39 anos, tinha estudado na universidade de Al-Azhar, no Egipto. Tinha uma loja de reparação de telefones em Diyarbakir, no sudeste da Turquia, e quatro filhos.

Aposta de alto risco

Filed under: Comentário,Desporto,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:33

Com um currículo ainda escasso e apenas 32 anos, André Villas-Boas é uma aposta de alto risco para o FC Porto, especialmente depois de uma época que não correu bem. Espero que apesar das dúvidas que agora inevitavelmente são colocadas, Villas-Boas se venha a revelar uma boa aposta.

Junho 2, 2010

Uma derrota para Maria José Morgado (2)

Filed under: Comentário,Desporto,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:58

Com testemunhas chave destas, não admira que o resultado do mediático processo “Apito dourado” tenha sido o que foi.

TGV Lisboa-Casablanca

Filed under: Comentário,Economia,Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:33

Fica ainda em aberto a possibilidade de avançar imediatamente com uma ligação de TGV Lisboa-Casablanca para, na mesma linha da lógica da ligação TGV a Espanha, assegurar a ligação de Portugal a África: Espanha adia ligação TGV a Portugal por tempo indeterminado

The shministim

Filed under: Médio Oriente,Política,Videos — elisabetejoaquim @ 17:43

Omer Goldman Granot, filha do antigo número dois da Mossad, e objectora de consciência presa por recusar integrar o exército israelita.

http://www.shministim.com/

post scriptum: Entrevista com outros shministim sobre o custo social de não integrar o exército. O ano passado 10 jovens adultos assinaram a shministim letter, este ano 4.

post scriptum 2: Soldados israelitas que desertaram da faixa de Gaza.

Uma derrota para Maria José Morgado

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:07

Arguidos no caso Apito Dourado absolvidos

Os 16 arguidos no caso Apito Dourado foram hoje absolvidos de todos os crimes de falsificação dos relatórios de avaliação elaborados pelos observadores das equipas de arbitragem. Foram igualmente absolvidos dos pedidos de indemnização cível que haviam sido formulados.

(…)

Este julgamento foi originado pela certidão 51 do Apito Dourado, um processo judicial sobre eventual corrupção na arbitragem e no futebol profissional e outros crimes associados, uma investigação da equipa da procuradora-geral adjunta Maria João Morgado.

Má moeda na Presidência?

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:00

Embora seja um cenário improvável, seria muito interessante uma disputa eleitoral entre Cavaco Silva e Santana Lopes: «Não posso votar num Presidente que promulga uma lei como esta»

Pedro Santana Lopes assegura que não vai votar em Cavaco Silva nas próximas eleições presidenciais. Em entrevista à TVI, esta terça-feira à noite, o antigo primeiro-ministro disse que o Presidente «danificou os laços» e «nalguns casos de forma irreversível» com o eleitorado de direita, ao promulgar a lei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

(…)

Santa Lopes sublinhou que não está «em guerra com Cavaco Silva», mas a entrevista à TVI fica marcada por duras críticas à governação do actual presidente. «Da parte de um Presidente da República, exige-se que seja sempre coerente com os seus princípios e, com a devida vénia, entendo que Cavaco Silva, nesta questão, não foi», acrescentou.

(…)

Colocadas todas estas críticas, Santana Lopes alerta que é necessária uma voz que represente o eleitorado do centro-direita nas próximas eleições presidenciais, mas sublinha que «está fora de questão» que essa voz seja ele próprio: «por razões várias da minha vida pessoal e profissional».

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