Leio no Expresso ‘A África do Sul tem uma taxa de infeção de sida entre 16 a 18 por cento e se há finalmente políticas de luta é também o próprio Presidente que, acusa a oposição, inviabiliza esse trabalho com comportamentos promíscuos’ e espanto-me. Então os comportamentos promíscuos potenciam o contágio com o HIV? Então não basta usar preservativo? Então afinal também é preciso mudar comportamentos sexuais? Então o culpado pelo contágio da sida em África não é o Papa?
Junho 9, 2010
A retórica da avestruz (II)
Inês de Medeiros escreve no Jugular um longo texto (com elevado teor de name dropping) onde nos é permitido constatar mais uma vez que boa parte da Esquerda não só continua a não perceber nada do que está em causa nesta Crise, como em matéria de soluções, andam completamente perdidos. Um longo e belo exemplar de prosa, um dos melhores exemplos da corrente política que ganha cada vez mais espaço, a da retórica da avestruz.
Um deputado exemplar
É lamentável que Ricardo Rodrigues continue a ser deputado – uma continuidade que também diz muito sobre o estado do regime – e Francisco Assis volta a desiludir: Caso dos gravadores: DIAP pediu levantamento da imunidade parlamentar de Ricardo Rodrigues
O pedido de levantamento da imunidade parlamentar de Ricardo Rodrigues já deu entrada no Parlamento. O deputado do PS está disponível para depor no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa no âmbito do caso dos gravadores. Francisco Assis não quer “revalorizar questões episódicas”.
Interesse internacional
Com base na resolução do Conselho de Segurança da ONU, percebe-se melhor o mundo e fica-se a saber que as contigências aplicadas, alinharão pelas já colocadas à Coreia do Norte. Ia-me esquecendo, os novos amigos do Irão são o Brasil e Turquia que votaram a favor do Irão e nenhum dos países com direito de veto o exerceu.
Calhava mesmo bem, o envio de mais uma flotilha da liberdade, a Israel para desviar atenções e outra dirigida a Teerão, com uma escala técnica na parte turca do Chipre.
Aviso à navegação
Ao que parece, os filhos de lésbicas são melhores alunos na escola, e menos agressivos. O que levanta novas dúvidas para o equilíbrio dos casais. Meus amigos, se as vossas crianças são adoráveis, e andam com altas notas, cheira-me que é hora de desconfiarem o que é que as vossas mulheres andam a fazer no chá das cinco com as amigas, nos cabeleireiros, ou naquele ginásio onde “homem não entra”…
A lenta agonia dos Estados Sociais
- As restrições que se impõem às economias europeias em matéria de gastos públicos estão para lá das motivações de ordem moral – pese embora esta discussão tenha também o seu lugar. Uma economia que acumula défices, num cenário de restrição do acesso ao crédito, está ipso facto a condenar-se, na medida do seu excesso, à agonia. Uma economia que transfere para a esfera pública mais do que aquilo que a sua produtividade aceita, isto é, que tributa acima da produtividade, perde competitividade, e enquanto tiver acesso ao crédito, favorece as importações, e limita as suas exportações. Uma economia exportadora põe os contribuintes dos outros Estados a pagar parte da sua tributação; uma economia importadora suporta impostos que são receita de outros Estados.
- Portugal e os restantes Estados-membros perderam recentemente soberania orçamental, na medida em que a Comissão Europeia passou a exigir visto prévio em matéria orçamental, e pretende ainda que o Eurostat possa monitorar as estatísticas oficiais internas. As medidas tomadas recentemente pelo governo, não duvido, resultam já de imposições externas neste novo quadro de relação, e a recente exigência de que Portugal deverá manter planos de austeridade após 2011 deixam bem claro que os caminhos estão já traçados.
- Pode ser muito confortável, num quadro de raciocínio na lógica da retórica da avestruz, alegar que medidas que nos são exigidas por razões nesta fase meramente técnicas, que se nos colocam de forma irreversível (isto excluindo que podemos sempre optar pelo abismo económico), se fundam em supostos juízos de moralidade (que, além do mais, até são bastante pertinentes). Não é infelizmente o caso; tal significaria que a nossa margem de manobra seria maior. É pena que no nosso país só apliquemos as regras moralmente mais correctas quando elas nos são impostas à força. Até parece que estamos condenados a ser os eternos bons lacaios.
Deformação profissional para os lados da psiquiatria ou dificuldades de compreensão de português
Ó Ana, lamento muito dar-lhe tamanha desilusão, mas não enfiei carapuça nenhuma. Estava a questionar (diferente de afirmar) se o seu post seria reacção ao José Manuel Fernades (nem eu a suponho tão psicologicamente desorganizada a ponto de, sei lá quanto tempo depois de eu escrever umas coisas sobre a Inês de Medeiros, me dedicar um post com o propósito de me responder). Veja lá que, depois de chamarem mentiroso e caluniador compulsivo ao JMF e de se verificar que a mentira tem estado do V. lado, me parecia que a reacção deveria ser um bocadinho menos envergonhada do que esta sequência de comentários a um post de outro assunto, de resto de ir às gargalhadas com a sua tentativa de convencer que, afinal, a V. informação havia sido lisa e clara. Penitencio-me por não dar atenção a pormenores tão importantes para a minha vida, como é a data dos seus posts; prefiro, por exemplo – veja lá o despautério – dar a minha morada correcta, quando é necessário informar da morada; cada um atribui importância a coisas diferentes. E, voltando à carapuça, eu sei (pela minha irmã e cunhados psicólogos, que presumo venham à baila apenas por isso e não por outras razões mais questionáveis, o que também, obviamente, não descarto) que os profissionais da saúde mental tendem a ver patologias em todo o lado e em toda a gente, mas não, eu não me passeio pelo mundo indentificando-me como ‘José Manuel Fernandes’.
Em todo o caso, como não sei se ‘auto-referência’ é alguma maleita da sua área, e não me apetece ir googlar nem incomodar irmã e cunhado com os seus devaneios, fico a desconfiar que a minha frase ‘Se a reacção é esta, ficai todos já avisados: quem demonstrar a mentira que jugulares andavam – conscientemente ou não, mas pelos vistos sem remorços – a propagandear, aproveitando ainda para dar umas liçõezitas de moral a quem contava versão diferente, a Ana Matos Pires cvai fazer o favor de contar ao mundo que essa vil pessoa tem problemas psicológicos graves’, no que toca à sua reacção, está muito acertada. Deve ser comportamento aconselhado, com certeza, nos manuais de psiquiatria.
Acrescento: Esta gente tem mesmo as ideias ao contrário. Diz a AMP ‘se a honestidade lhe permitir, poderá confirmar que nunca ela, a irmã ou o cunhado comigo tiveram qualquer relação clínica’. Ora eu não tenho nada, só porque a AMP resolve falar de familiares meus, de fazer qualquer declaração das relações que temos com a AMP. Eu, por mim, estaria além de qualquer cura se a escolhesse, precisando, para minha psiquiatra, mas não faço ideia de relações clínicas ou pessoais ou profissionais que a AMP poderá ter com dois psicólogos que, por acaso, são meus familiares. É que, imagine-se, nunca perdi um minuto falando-lhes da existência da AMP. Logo, os esclarecimentos sobre familiares meus e a que título aparecem nos posts da AMP, estão todos, se a honestidade e a autocrítica lhe permitirem, a cargo da AMP. Mas vou esperar sentada.
Oh, perfídia! Oh, ignomínia!
Independentemente da possiblidade de estreitar os referidos limites, é de desconfiar que o propósito do PSD consista em limitar as pensões do sistema público obrigatório, para depoisjustificar a redução das respectivas contribuições, levando as pessoas a subscrever um regime complementar de pensões. Quem pensa que o PSD abandonou o seu projecto de privatizar parcialmente o sistema de pensões, num esquema de capitalização individual, deve desenganar-se.
Segundo o sempre atento eurodeputado, numa manobra criminosa o PSD pretende que se passe a contribuir menos para um sistema de pensões quer reduzir as prestações futuras. E parece que pretender dar liberdade parcial de escolha. Impossível. Os contribuintes deverão ser obrigados a contribuir mais para um sistema cuja futura insolvência se adivinha facilmente. Assim manda a justiça social(ista).
Os “excedentes de uma economia estagnada
“700,000 New Emigrants” de Álvaro Santos Pereira (The Portuguese Economy)
One thing is certain. The prolonged economic stagnation is starting to have a major impact on the lives of tens of thousands of workers, who are increasingly opting to find jobs elsewhere, rather than waiting for an illusive economic recovery. Alas, this trend is likely to persist if the Portuguese economy continues to be stagnated in the next few years.
As fantásticas “reformas estruturais” portuguesas
Tavares Moreira no Quarta República
As reformas estruturais em Portugal têm essa peculiar característica de serem, ao mesmo tempo:
- Ambiciosas mas neutras,
- Muito duras mas acomodatícias,
- Propiciadoras de substancial poupança de recursos mas não evitando o aumento incessante da despesa pública e o agravamento da carga fiscal,
- Exemplo para o Mundo mas não para a Comissão Europeia…Em sumo, as nossas reformas estruturais parecem estar vivendo o dilema imortalizado por Shakespeare no Hamlet: “to be or not to be that is the question”…
A estatura de Sarkozy
Nicolas Sarkozy bans tall bodyguards
Besides wearing specially-designed stacked shoes, Mr Sarkozy has been caught standing on tiptoes in global leader group shots and stood on a box to remain shoulder to shoulder with Barack Obama, the US President, when the pair gave speeches to commemorate the Normandy landings last year.
But his most controversial move to date on the height front was when his aides bussed in a group of factory workers last September who claimed they had been picked to appear alongside the French leader because they were short.
The Elysée dismissed as “grotesque and absurd” reports that it had stage managed the visit to the Faurecia auto parts company in Normandy, despite the fact that staff confirmed they had been selected because they were “no bigger than the President”.
But it only added fuel to the fire of satirists and cartoonists, who often depict Mr Sarkozy as a dwarf.
In April, the Elysée cried foul after a German car hire firm launched a poster campaign urging customers to rent a small Citroen C3 hatchback, with the slogan, “Be like Madame Bruni, take a small French model”.
Experimentem marchar na Palestina
Os organizadores de uma marcha gay em Espanha “desconvidaram” a comitiva israelita, porque parece que os tipos em Israel não estavam dispostos a censurar o ataque aos supostos barcos de ajuda humanitária. Conselho à “Federación Española de Lesbianas, Gays, Transexuales y Bisexuales” (FELGTB): experimentem marchar na Faixa de Gaza. Mas avisem antes a malta do Hezbollah, do Hamas e já agora, aqueles rapazes simpáticos do Irão, eles adoram gays, e de certeza que vos vão abrilhantar a festa. Pode ser até que vos ofereçam umas prendas para trazerem para casa.
(via 31 da Armada)
Junho 8, 2010
A retórica da avestruz
A Europa nos últimos anos tem vindo a consumir mais do que aquilo que produz. Com a crise do crédito que alimentava este consumo adicional, e com o mundo em desaceleração do crescimento, não há forma de contornar aquilo que é evidente: vamos mesmo ter de mudar de vida.
Mudar de vida significa desde logo que o Estado Social vai passar a ter de viver com aquilo que a sociedade produz hoje. Não há margem para que a solidariedade actual continue a ser feita parcialmente à custa dos recursos futuros: os défices vão deixar de ser uma opção nas mãos dos governos europeus; e vamos ter também de diminuir um pouco o recurso ao crédito, que vai provavelmente tornar-se marginalmente mais caro e selectivo.
Mudar de vida significa também que vamos ter de tornar os Estados menos consumidores de recursos, porque o “Modelo Social Europeu” só é viável, ipso facto, se as economias o suportarem. Só há lugar para políticas sociais na Europa na medida em que os nossos espaços económicos sejam competitivos, e claramente a Europa tem vindo a perder marginalmente competitividade. Ora, o nível da nossa fiscalidade está hoje desfasado da produtividade, e portanto há que libertar cidadãos, empresas e gerações futuras deste excesso de tributação. É também importante que no futuro a fiscalidade e os encargos sociais com o trabalho e a previdência alinhem com o nível de produtividade, o que significa, num cenário de défice 0, e pelo menos no médio prazo, que terá de haver uma redução do peso dos Estados e das suas prestações.
Mudar de vida significa ainda que num mundo mais complexo e incerto, temos de estar dispostos a assumir mais riscos, a viver num quadro de menor segurança, sem encararmos isso como uma tragédia ou uma fatalidade. Temos também de ser menos avessos à mudança e capazes de construir os nossos espaços de felicidade de uma forma distinta das gerações dos nossos pais. Temos ainda de ser mais exigentes nas nossas vidas e naquilo que esperamos dos outros.
Quem ouviu com atenção por estes dias Merkel, Cameron, ou os Ministros Luís Amado e Teixeira dos Santos percebe – se ainda não tinha percebido – que é um pouco isto o que nos está reservado. Na melhor das hipóteses, porque estes são os cenários mais benignos, e aqueles até que desenhando-se no horizonte com cores de exigência, ainda assim deixam em aberto um certo espaço para que alimentemos uma esperança não utópica. Nada garante porém que a Europa não descambe.
Nota final: Não tenho dedicado particular atenção a contrariar os disparates que continuam a ser ditos e escritos nos media e nos blogues que se limitam a repetir até à náusea as retóricas da avestruz, porque o tempo – e não falta muito – se vai encarregar de lhes provar quão gigante tem sido a sua indigência intelectual e incapacidade para perceber o que se está a passar.
Limite máximo para as pensões
João Miranda no Twitter:
Limitar as pensões a 5000 euros envia a seguinte mensagem: desconte o menos possível, nunca se sabe quando o limite baixará ainda mais.
Para quem tem dúvidas sobre o PSD
1) PSD vai apoiar a retroactividade dos aumentos de impostos. Para quem tinha dúvidas sobre o que o PSD entendia por “revisão constitucional” espera-se que agora seja mais claro.
2) PSD acusa Governo de guerrilha contra Belém devido às anormalidades proteccionistas que o Presidente proferiu. De igual forma, espera-se que os que viam em PPC um “liberal” comecem a abrir os olhinhos.
3) Os pontos anteriores foram expostos à comunicação social pelo líder da bancada parlamentar. Agarrado às sondagens que lhe dão quase maioria absoluta, PPC não se quer desgastar a pedir outra vez desculpa por ser um aldrabão compulsivo nem entrar em “guerrilha” com Paulo Portas, não vá o CDS dar jeito depois das presidenciais. Qualquer semelhança entre PPC e Sócrates (versão 2002) não é mera coincidência. O lixo é o mesmo, mudam as moscas.
O pior ainda está para vir
A parte principal da factura do despesismo socialista ainda está para chegar. Como habitualmente, os portugueses pagarão a conta: Originalidades. Por Gabriel Silva.
Quase todos os países europeus tem vindo a anunciar medidas para diminuir os seus astronómicos deficites públicos. Sem excepção, as medidas incidem na diminuição da despesa pública, nalguns casos de forma muito acentuada.
Um país há que destoa dessa tendência: Portugal. Foi o único governo que centrou a acção na via do aumento da receita mediante um aumento de impostos.
(…)
Ninguém se espante portanto que demais parceiros europeus venham exigir reais cortes (e quanto mais tarde, mais profundos serão) e uma redução efectiva da despesa. E não simplesmente espremer continuamente o contribuinte. É que as garantias prometidas tem o seu preço, e nenhum estará disposto a suportá-las sem esforço de quem delas beneficia.
Costumavam ser mais coordenadinhos
Parece que, apesar de as reformas das pensões e do mercado laboral já estarem todas feitas a tal ponto que constituem exemplo para o mundo e ser inconcebível aos comuns mortais imaginá-las mais ousadas, sempre é possível “aperfeiçoar” as reformas mais um bocadito.
Só não percebo como é que ainda não se vêem resultados nenhuns das supostas reformas.
Eleições na distrital de Lisboa do CDS-PP (2)
Participar é preciso. por João Távora.
Um partido amorfo nas suas bases, é um partido tolhido e condenado. É contra isso que a lista B se propõe batalhar, em estreita cooperação com a direcção nacional.
Pela primeira vez em dez anos haverá disputa eleitoral no CDS de Lisboa: um sinal salutar que honra o partido que desejamos unido mas dinâmico, a fruir das bases e dos seus militantes. Nesse sentido, com a lista B já ganhou o CDS. Resta-me apelar ao voto, logo entre as 17,00 e as 22,00 nas sedes concelhias.
Um silêncio jugular
O deputado jugular João Galamba acusou José Manuel Fernandes de ser um “mentiroso e caluniador compulsivo”. Na sequência dessa acusação, José Manuel Fernandes escreveu o post Para acabar de vez com as dúvidas. É sintomático que, desde então, ninguém se tenha voltado a pronunciar sobre o caso no Jugular.
Solidariedade europeia
“O gregos aldrabaram nas contas, estão falidos, e agora nós é que temos de pagar a fatura”, disse à Lusa, em Berlim, Peter Plaschil, serralheiro desempregado, 45 anos.
Junho 7, 2010
Jornalismo à moda do Público
O jornal Público está cada vez mais fiel a si mesmo: A nossa imprensa “livre”. Por João Távora.
Definitivamente a realidade gera acontecimentos que são um grande incómodo para o jornalismo modernaço: atrevem-se a acontecer sem aviso, sem um press release, é o que nos relata hoje José Queiroz, o provedor do leitor do Público. Foi o que aconteceu na Segunda-feira passada, quando uma procissão iluminou a noite no Porto, reunindo cerca de cinquenta mil crentes que percorreram da Igreja da Lapa até à Sé, num mar de velas acesas em honra da imagem da Nossa Senhora de Fátima. Consta que o evento foi inusitado, que há mais de cinquenta anos nada de parecido se via na cidade, para mais com intervenção de individualidades públicas pouco prováveis. Acontece que o mui portuense jornal Público, com o argumento de que “não terá sido avisado”, ignorou liminarmente este sucesso, sendo certamente por mera coincidência a notícia da primeira página subsequente, o almoço entre José Sócrates e os homossexuais.
Centralismo vs comunidades locais
O fecho das escolas com menos de 20 alunos é um exemplo de como o governo corta na despesa sem que apresente soluções alternativas. Debaixo do contínuo vício mental de que tudo deve ser decidido na 5 de Outubro, não se deixa qualquer possibilidade às comunidades locais para que apresentem uma solução que impeça o encerramento dos ditos estabelecimentos de ensino. Não se confia nas comunidades, nem nas autarquias para que assumam a direcção e gestão das escolas. Prefere-se cortar o problema pela raiz, apesar do custo pessoal que representa para os alunos o serem enfiados em camionetas e fazerem, por dia, uma hora ou hora e meia de viagem para um local onde devem aprender a ler, a escrever, fazer contas e saber um pouco de história e outro tanto de geografia.
A regionalização de que tanto se fala, vai esquecendo pormenores como este.
Mais um bom negócio para os contribuintes
Mais uns milhares para apressar a insolvência do sistema público de pensões. Mais uns milhões para os contribuintes compensarem no futuro.
Outra Grécia (mais uma)
Depois da Hungria, agora é o Reino Unido
British shares have fallen victim to a global selloff sparked by fears that Hungary’s public finances face a Greece-style meltdown.(…) The Prime Minister told the public to prepare for severe cuts, saying that the “momentous” decisions he will take will have “enormous implications” that will affect everyone.
Não se pode ir de férias
Uma pessoa já não pode ir de férias descansada. Tira-se um pequeno dia para descansar e de repente a Hungria proclama estar à beira da falência (e tu BCP, quanto lá tens metido desta vez?), o Euro quebra suportes fazendo novos mínimos relativos, os tribunais alemães ameaçam vetar o bailout europeu por este ser anticonstitucional e, como cereja em cima do bolo, o presidente da república portuguesa pede-me para passar férias no Algarve a bem da economia e contra o endividamento externo. Alega em tom solene que sabe muito bem do que fala, não fosse ele economista.
Não é, no entanto, de espantar. Se é verdade (como diria Edward Murrow) que uma nação de ovelhas origina um governo de lobos também não é menos verdade que um país de trampa pede um presidente da mesma qualidade. Cavaco termina o seu primeiro mandato (quem sabe o último) caracterizado pelo silêncio em temas de somenos importância envolvendo o Governo e a comunicação social mas demonstrando-se sempre pronto a falar de assuntos de interesse nacional como o meu destino de férias ou sobre se a maricagem pode ou não entregar o IRS junto se tiverem um anel no dedo. Eu que sou um bocado “poucochinho” gostaria que o Sr. Presidente me explicasse melhor esta história. Como é que eu, com 1000€ no bolso para gastar estou a endividar a nação por decidir passar as minhas férias na Riviera Maya? E o que acontece se um português pedir um empréstimo ao estrangeiro para passar uns dias na Madeira (que fica mais caro que a Riviera Maya) ?
Eu compreenderia que o nosso presidente viesse dizer que os portugueses não se devem endividar para passar férias, algo que é do senso comum. Já dizia a minha mãezinha que “quem não tem dinheiro não tem vícios” (excepto se for o Estado e poder gastar o dinheiro dos outros) mas não foi isso que o presidente me pediu, fiquei aliás com a sensação que desde que seja para passar férias em Portugal não faz mal nenhum ir à banca – até pode ser um banco de estrangeiro. Ou seja, a preocupação do Sr. Presidente não tem nada a ver com a dívida (como é fácil de ver, senão estaria mais preocupado com o que o Governo anda a fazer do que como vou gastar os meus trocos das férias) mas sim com o proteccionismo do turismo local, nada mais do que isso. Não é preciso ser economista para falar destas coisas, basta ter vontade de mandar na vida dos outros. (mais…)
Junho 6, 2010
Portugal, o país das auto-estradas
Um país com estas acessibilidades devia estar rico. Por Rodrigo Moita de Deus.
Dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus
Les fanatiques ne manquent pas qui mettent la victoire de leur idéologie au-dessus de tout.
Raymond Aron
Será possível existir um islão que separe o que é de Deus e o que é dos homens? Pode a liberdade individual (co) existir fora da crença?
Beggar thy neighbour
Uma reacção inteligente do ministro Vieira da Silva à recente sugestão de Cavaco Silva: Vieira da Silva pouco contente com sugestão de férias de Cavaco
“Espero que os chefes de Estado de outros países não façam o mesmo”, afirmou, em Xangai, o ministro da Economia. Cavaco Silva sugeriu ontem que os portugueses façam férias “cá dentro”.
A Parque Escolar e a arquitectura do eduquês
Infelizmente para o ensino em Portugal, o eduquês continua imparável na sua marcha: Eduquês chega à arquitectura escolar. Por João Miranda.
Quem decidiu que a Parque Escolar devia ser uma espécie de ideóloga do ensino que constrói escolas (todas as 332) com base na ideia de que “a sala de aula já não é o espaço mais importante da escola”?
Passatempo
Adenda: Como os pacifistas dos desembarques abortados foram incompetentes no objectivo de furarem o bloqueio e desembarcarem no porto de Gaza, o Irão oferece a ajuda da ala marítima dos Guardas da Revolução para, de uma vez por todas, levarem os pacifistas a bom porto.
Uma campanha alegre
Há cada vez mais sinais de que a campanha socialista para as eleições presidenciais vai estar recheada de momentos alegres: Fernando Nobre não pediu voto a Mário Soares, mas ficaria “honrado com o seu apoio”
Questionado sobre se contava com o apoio do antigo Presidente da República na sua corrida a Belém, Fernando Nobre afirmou que seria uma honra contar com Mário Soares na sua lista de apoiantes.
“Que eu saiba, o doutor Mário Soares não tem peste negra. [...] Se ele entender dar-me o seu apoio, e ele só poderá decidir em consciência, sentir-me-ei muito honrado, é tudo o que posso dizer”, declarou.
Bento XVI sobre as perseguições aos cristãos no Médio Oriente
Vatican says world ignores Christians in Mideast
The Vatican said Sunday that the international community is ignoring the plight of Christians in the Middle East, and that the Israeli-Palestinian conflict, the war in Iraq and political instability in Lebanon have forced thousands to flee the region.
A working paper released during Pope Benedict XVI’s pilgrimage to Cyprus to prepare for a crisis summit of Middle East bishops in Rome in October also cites the “extremist current” unleashed by the rise of “political Islam” as a threat to Christians.
In his final Mass in Cyprus on Sunday, Benedict said he was praying that the October meeting will focus the attention of the international community “on the plight of those Christians in the Middle East who suffer for their beliefs.”
(…)
The Vatican estimates there are about 17 million Christians from Iran to Egypt, and that while many Christians have fled, new Catholic immigrants — mostly from the Philippines, India and Pakistan — have arrived in recent years in Arab countries to work as domestic or manual laborers.
(…)
“International politics oftentimes pays no attention to the existence of Christians and the fact that they are victims, at times the first to suffer, goes unnoticed,” the document said.
It said the rise of “political Islam” in Arab, Turkish and Iranian societies and its extremist currents are “clearly a threat to everyone, Christians and Muslims alike.”
With the rise of Islamic fundamentalism “attacks against Christians are increasing almost everywhere,” it said.
It complained that Muslims often make no distinction between religion and politics “thereby relegating Christians to the precarious position of being considered non-citizens, despite the fact that they were citizens of their countries long before the rise of Islam.”

