Junho 16, 2010
Desventuras de um antropólogo no reino da Economia
A exemplo dos "abrantes" (já despachados no post anterior) o Miguel Vale de Almeida aventura-se por caminhos desconhecidos e o resultado é desastroso. O Jorge Costa diz tudo o que há para dizer sobre este triste episódio.
Sazonalidade
Observando o crescimento das temperaturas médias de Janeiro a Maio poder-se-ia inferir que estamos perante um catastrófico aumento da temperatura média que daqui a poucos meses transfomará o hemisfério Norte numa fornalha inabitável. É mais ou menos a conclusão que estes moços aqui procuram tirar da diminuição em cadeia da taxa de desemprego e apenas confirma a já conhecida ignorância dos "abrantes" nos campos da estatistica e economia.
Independetemente da tendência geral e por factores variados, muitas variáveis têm comportamentos náo lineares ao longo do ano. É sabido que nos meses de Verão existe uma diminuição do desemprego devido, por exemplo. ao aumento da oferta no sector do turismo. É precisamente devido a isso que olhamos a evolução homóloga (ie relativa ao mesmo mês do ano anterior). Por isso mesmo, será mais correcto afirmar que o desemprego cresceu 14.6% e não que diminuiu 1.8%. Antes fosse o inverso…
O que os chineses pensam de nós
O tema é «o declínio da Europa», o comentador é um economista que viveu em França.
A sociedade europeia actual está a auto-destruir-se. O seu modelo social exige demasiado dinheiro mas ao mesmo tempo eles não querem trabalhar. Só três coisas os interessam: lazeres, ecologia, e futebol. Vivem bem acima dos seus meios pois é preciso pagar esses sonhos infantis. As suas empresas deslocalizam pois não podem suportar o custo de trabalho, os impostos, as taxas para financiar essa assistência de massas. – Sim, vemos bem aqui que eles deslocalizam. Logo a solução é pedir emprestado, endividam-se, mas os seus filhos não poderão pagar. – Eles escolhem gastar mais do que ganham? Sim, votam sempre orçamentos deficitários. - E depois emprestamos-lhes. Emprestamos demasiado e eles não podem reembolsar, estão asfixiados pela dívida.
E para além do endividamento têm outro vício: os governos sugam os contribuintes, detêm o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro inferno fiscal para aqueles que criam riqueza. Eles não compreendem que não se cria riqueza ditribuindo-a mas sim produzindo-a. Os que produzem e criam empregos são castigados pelos impostos e os que não trabalham são encorajados pelos subsídios. É uma inversão dos valores. O seu sistema é perverso e vai implodir. Daqui uma ou duas gerações teremos ultrapassado o nível de vida da Europa, eles serão os nossos pobres e enviaremos para lá sacos de arroz (ah ah ah).
E ainda há outro cancro na Europa: há demasiados funcionários públicos, 1 em 5 dos empregados. Esses funcionários estão sedentos de dinheiros públicos e são de uma grande ineficácia: querem trabalhar o menos possível a apesar das suas muitas regalias e direitos, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que mais vale um funcionário ineficiente do que um desempregado, logo o Estado paga a esses calões (ah ah ah).
Os europeus são realmente insensatos. Sim, eles nem se dão conta que estão em rota de colisão com o muro, e a grande velocidade.
O Reich dos Mujahidin
Artigo de Fernando Gabriel no Diário Económico
De entre as armas que o filo-islamismo incorporou no arsenal retórico anti-israelita, a mais vergonhosa é a acusação de “neo-nazismo”.
Não só pela imoralidade implícita, que devia ser óbvia, mas porque procura reescrever a história de modo a branquear a influência decisiva do nazismo e de nazis na definição do islamismo como doutrina ideológica revolucionária e anti-ocidental. A ligação entre o islamismo e o nazismo inicia-se na II Guerra Mundial. Por sugestão de dois generais turcos em visita a Berlim, a Abwehr, a unidade de intelligence da Wehrmacht, decide criar batalhões de infantaria islâmicos. O sucesso das unidades iniciais levou à sua proliferação: estima-se que cerca de 250000 muçulmanos serviram e combateram pela Alemanha nazi(…)
No excelente A Mosque in Munich (Boston, 2010) o jornalista Ian Johnson relata o modo como um grupo de radicais ligados à Irmandade Islâmica e liderados por Said Ramadan -o pai do ubíquo Tariq- aproveitou o financiamento ocidental para disseminar o islamismo entre os muçulmanos europeus. Um analista da CIA dos anos 50 viu com clareza o carácter revolucionário do islamismo, algo que hoje parece turvo para muitos. No perfil psicológico de Ramadan, o agente descreve-o como um "reaccionário, de tipo falangista ou fascista", uma observação facilmente aplicável a Hassan al-Banna ou a Sayyid Qutb e crucial para a compreensão do islamismo: é uma doutrina anti- tradicionalista e totalitária na submissão da vida moral a desígnios ideológicos. Parafraseando Eric Hoffer, para o islamita, a liberdade de pensamento não é só contra-revolucionária -é uma apostasia punível com a morte
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Já começaram os treinos para a Coreia do Norte
“Quero esclarecer que nunca tive e não tenho qualquer problema com o treinador e jamais foi minha intenção colocar em causa a liderança e as decisões do professor Carlos Queiroz”
“As minhas palavras foram proferidas a quente, e sem o melhor discernimento, pois o jogo tinha terminado há pouco e sentia-me profundamente frustrado por não ter ajudado a equipa a ganhar”
“Acreditava que a qualquer momento podia fazer uma assistência ou até um golo que decidisse o jogo. Daí a minha frustração. Motivada principalmente por não poder ajudar a minha equipa. Mas em momento algum quis por em causa o treinador”
Deco, no Público.
Notícias do paraíso na Terra
—¿Espera nuevas excarcelaciones en breve? Monseñor Dominique Mamberti está de visita en Cuba, la Unión Europea ha aplazado a septiembre la revisión de la «posición común» y Miguel Ángel Moratinos aseguró el lunes en Luxemburgo a sus homólogos que «las liberaciones serán en una semana»…—No ha sido así. Las promesas no se han cumplido. No se tendrían que haber demorado tanto en el traslado de los presos. Ya llevamos siete años de cárcel, los prisioneros tendrían que estar fuera desde hace mucho. Sólo ha habido una excarcelación, prácticamente no se ha hecho nada. Todas las promesas se han quedado en el aire porque sólo he salido yo. No hay voluntad ninguna de seguir liberando a presos políticos.
Junho 15, 2010
Navegadores desorientados
A marca Queiroz está, infelizmente, cada vez mais visível…
Portugal amordaçado pela táctica e ansiedade
Em Port Elizabeth, terra onde chegaram aventureiros portugueses, a selecção ficou amarrada às cautelas. Coentrão admitiu que tinha ordens para não atacar muito e o próprio Queiroz revelou que a equipa atacou com menos gente do que é habitual.
Carlos Queiroz critica FIFA, Deco critica Queiroz
Na conferência de imprensa que sucedeu o jogo com os “Elefantes”, o seleccionador português, claramente irritado, adiantou também que “não houve polémicas” com Portugal porque “não foi tido nem achado nessa questão” e que “os delegados da FIFA é que decidiram que o árbitro era soberano”.
“Não basta o árbitro tocar no meio da protecção, porque não sei o que está atrás e o que está à frente. Nem sei se a protecção mostrada aos delegados é a mesma com que ele jogou”, referiu por fim.
Ruben Amorim: «Nem tive tempo para aquecer»
Médio contou que não estava à espera de entrar frente à Costa do Marfim
Portugal: desconfortável sensação de fragilidade
A selecção transmitiu diversas sensações, nenhuma delas, confesso, agradável.
Antes de mais, medo. Podemos arranjar palavras mais simpáticas, mas acho que no fundo era medo. Medo de perder a posição, medo de ser surpreendido, medo de não estar no sítio certo quando o adversário ganhasse a bola e olhasse para Eduardo.
Depois do medo, fragilidade. Pouca capacidade física para vencer duelos, escassas mudanças de velocidade. Nenhuma frescura.
Por fim, má organização. Sem bola a coisa até funcionou, muito por causa do bom jogo da defesa, mais Pedro Mendes, e do receio que a Costa do Marfim também manifestou. O pior foi com a bola. Escasso futebol colectivo, sempre uma grande distância entre os três da frente, o meio-campo e os laterais, demasiado amarrados atrás.
O que eles dizem de Portugal: insípido, medíocre e intenso
Esteve longe de ser a estreia que Portugal desejava no Mundial e que o resto do mundo esperava da Selecção frente à Costa do Marfim. Insípido, medíocre e intenso foram alguns dos adjectivos escolhidos pela imprensa estrangeira para qualificar a exibição da equipa das quinas.
Portagens selectivas nas SCUT: um saque governamental à região de Aveiro
Para além do inaceitável tratamento discriminatório contra o Norte do país em geral, a recente decisão de cobrar (muito) selectivamente portagens em algumas SCUT penaliza especialmente e gravemente a região de Aveiro.
O acesso da Gafanha da Nazaré ou Aveiro até Albergaria para apanhar a A1 custará 1,40 euros. Do nó das pirâmides ao Estádio a ligação custa 50 cêntimos. Do nó do Estádio até à entrada na A1 o “passeio” custará 90 cêntimos. Do Nó do Estádio até Mamodeiro, (Aveiro Sul), serão 65 cêntimos. De Ílhavo a Vagos o percurso custará 50 cêntimos, de Mira a Vagos um euro, de Albergaria a Estarreja um euro, de Estarreja a Ovar 75 cêntimos e de Ovar a Espinho outros 75 cêntimos.
CIRA considera inaceitável que só a região de Aveiro pague portagens na A25.
O Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro considera inaceitável que a região de Aveiro seja a única a pagar portagens na A25.
A marca Queiroz
Tendo em conta a prestação da selecção na fase de apuramento e nos jogos de preparação, não se pode propriamente falar de decepção. Foi mais uma confirmação de que nem sempre o talento individual chega para ultrapassar a falta de organização.
Diálogo em Tempo de Escombros: Porto, 17 de Junho

Diálogo em Tempo de Escombros: Uma conversa sobre Portugal, o Mundo e a Igreja Católica.
Apresentação pública:
Porto – Quinta-feira, dia 17, às 21h30, no Palácio da Bolsa -livro apresentado pelo Dr. Rui Moreira
Já não se pode confiar nas teorias da conspiração
Espera lá. Então mas aquele tipo chamado "mercado" não andava às ordens das agências de rating que por sua vez andavam todas num terrível conluio para destruir a zona euro e o trabalho do "engº" Pinto de Sousa? Se calhar aquele magifica ideia de criar uma agência de notação europeia e aumentar a regulação sobre as outras é capaz de não dar em nada.
Aproveito estar toda a gente distraída com o jogo da selecção para colocar uma questão que me anda a atormentar o espírito há algumas semanas
Quem é a Nigella?
Mais regulação?
"The Gulf Spill, the Financial Crisis and Government Failure" de Gerald P O’Driscoll Jr.
A big-government conservative administration failed in crisis, as has a big-government liberal administration. The regulatory state did not prevent excessive risk taking whether in financial services, nor perhaps in offshore oil drilling. Government response to crises once they occur is slow and inept. All this is not because either Republicans or Democrats are in power, but because big government doesn’t work. It can’t deliver on its promises. Big government overpromises and underdelivers. In reaching to do more, big government accomplishes less. That is not an ideological statement, but an empirical observation. In the case of financial services, virtually all the proposed regulatory reform offers more of the same. Additional regulations will be added to existing ones without addressing why existing ones failed to prevent the crisis. The same process will likely happen with respect to offshore drilling.
Einstein famously defined insanity as the belief that, if we repeatedly do the same thing, we will eventually get a different result. The response to the financial crisis, as to others, is policy insanity.
University of Chicago law professor Richard Epstein has observed that we need simple rules for a complex world. The complexity of rules is self-defeating, because that complexity requires more knowledge than can be acquired. Brazil has a simple rule for directors of failed banks: They are personally liable. That concentrates the mind of directors on reining in risk-taking by management more effectively than would creating a systemic-risk regulator.
The Obama administration and Congress propose more of the same failed approach to regulation. Instead they should heed Hayek, who observed that "the curious task of economics is to demonstrate to men how little they really know about what they imagine they can design."
A Vista da Rocinha

No livro “The Pleasures and Sorrows of Work”, o Alain de Botton a certa altura fala da crueldade do capitalismo popular que, ao vender a ideia de que a excepção é a regra, de que todos nós estamos acima da média, transforma vidas normais em vidas falhadas. Sendo certo que este é um problema relevante, não deixa de ser um problema de marketing. Mais grave é o que os que pretendem proteger-nos do capitalismo popular fazem, que é garantir que vidas falhadas são a norma. Enquanto de um lado temos uma narrativa mirabolante que nos diz que todos podemos ser igualmente ricos, do outro trabalha-se para garantir que todos somos igualmente pobres. Mesmo no domínio do absurdo, a escolha certa parece evidente.
Isto vem a propósito do quê? Vem a propósito da minha ida ao centro de emprego para conhecer uma proposta de estágio ao abrigo do programa InovSocial. Apresentei-me eu e mais vinte pessoas “da minha área” para saber que a Associação Guineense de Solidariedade Social – Aguinenso estaria disponível para receber um de nós durante 12 meses, se nós estivéssemos disponíveis para, entre outras tarefas, “prestar apoio à contabilidade” da dita associação e receber duas vezes o Indexante dos Apoios Sociais (€838,44) para o fazer. Até aqui tudo bem, ou quase.
Uma das perguntas que uma das minhas colegas desempregadas fez foi a inevitável “e quando o estágio acabar o que é que acontece?”, ao que a Dr.ª do IEFP respondeu com a também inevitável frase “isso está nas vossas mãos”, dando a entender que, prestando um apoio excepcional à contabilidade seria natural que a Aguinenso nos quisesse manter nos seus quadros. O problema é que o Estado subsidia 65% dos tais €838, logo a Aguinenso está a pagar €293 pelo trabalho do estagiário.
Isto significa que só direccionando os seus esforços caritativos para jovens desempregados e não para “proporcionar o bem estar à sua comunidade residente em Portugal e defender de forma intransigente os seus legítimos interesses, bem como prestigiar o nome do país de origem”, ou cometendo a ilegalidade de pagar um salário 40% abaixo do salário mínimo, é que a Aguinenso poderia oferecer a tão desejada estabilidade a um de nós. O mais provável é que continue a recorrer ao trabalho em regime de liquidação total que o Estado fornece, numa luta inglória contra as estatísticas que insistem em demonstrar que dar esmolas a desempregados não serve para nada.
Aliás, estou a ser injusto. Dar esmolas aos desempregados cumpre um objectivo muito importante: manter intacto o condomínio fechado onde vive boa parte do país, a começar pelos funcionários públicos. O condomínio onde, em vez de piscinas privativas e courts de ténis, temos salários médios 75% acima dos salários médios do sector privado e empregos garantidos. O condomínio onde os moradores, depois de usufruirem do heliporto e da segurança 24 horas por dia, vêm para o jardim fazer churrascos e clamar por aumentos do poder de compra, enquanto derramam lágrimas de crocodilo pela precariedade dos outros. O condomínio onde os custos de manutenção são exorbitantes mas isso não é problemático porque a factura vai directamente para a favela.
Não sou, nem de perto nem de longe, um arauto da igualdade, muito menos desta igualdade. Sou, isso sim, um defensor da insegurança. Não da insegurança física como é óbvio, mas da insegurança que é essencial para nos obrigar a lidar com as consequências dos nossos actos, das nossas opiniões, e do nosso voto. Se não nos pudermos proteger atrás de direitos, de “conquistas civilizacionais” insustentáveis, ficamos vulneráveis e a vulnerabilidade obriga-nos à integridade.
Novas publicações
A Fundação Manuel dos Santos, responsável pelo excelente Pordata, iniciou a publicação de ensaios que pretendem “contribuir para a idenificação e a resolução dos grandes problemas nacionais, assim como promover o debate públicos“. Na primeira série de publicações encontra-se “Economia Portuguesa – As últimas décadas” do Luciano Amaral.
Futebol
Agora que o Mundial começou e hoje que jogam as ‘nossas’ selecções, é tempo de rever a mais fabulosa das equipas. Ainda, e 28 anos passados, é devido a este escrete canarinho de ‘82 que gosto de futebol e acompanho os Mundiais. Veja-se a bola colada nos pés daqueles jogadores (Sócrates 4.08), os passos certeiros (1.54), como se as chuteiras tivessem íman; a elegância, o passo curto, o toque de bola, o chuto forte e com jeitinho, por vezes dando-se ao luxo de ser devagar, com o esférico a rolar para dentro da baliza, para o local mais difícil, inacessível. Ali mesmo para o cantinho. Como que a gozar com o adversário. O estilo e a segurança de Zico a marcar o livre com o guarda-redes plantado entre os postes. Enquanto a bola entra (3.11). O posicionamento dos jogadores, no sítio certo, para não terem de correr muito, que cansa, que não é preciso, pois a bola rola mais depressa que o homem corre. A festa, a desilusão de não existirem equipas assim e o que eu, puto feito, chorei quando esta acabou por perder com uma miserável Itália.
Frases que impõem despeito
Mais do que o pacto anti-corrupção foram as SCUT o grande legado de João Cravinho para o país.
Surpreendente
O que surpreende não é o downgrade nem sequer a nova notação da dívida grega. O que me espanta é que a Moody’s ainda a tivesse em tão boa conta. Mais uma vez parece-me que as agências de rating estão a pecar por atribuirem ratings excessivamente elevados
A Nova Ordem Europeia
Resta saber como vão reagir cidadãos dos estados-membros a mais esta perda de soberania que, seguindo a tradição do Tratado de Lisboa, tudo indica não irá ser referendada. Vamos ver se este aumento integração "á pressa" e pouco reflectida não irá alimentar os nacionalismos. E vamos ver se o "governo económico europeu" não vai alargar progressivamente e discretamente as suas competências até se transformar num efectivo governo europeu. Vamos ver.
Se esta reforma for para diante, vamos ver se metade da zona euro aceitará a perda do direito de voto e passar a ser efectivamente governada a partir de Berlim. E vamos ver se contrariamente ao que sucedeu no passado esta regra também se vai aplicar Alemanha e à França. Tenho impressão que nesse dia voltam a mudar as regras.
Mais um sucesso estatistico do governo socialista
Mais de metade dos crimes com armas de fogo que há um mês constavam das estatísticas oficiais desapareceram da base de dados do Ministério da Justiça.
A revisão em baixa deste tipo de crimes, hoje revelado pelo Diário de Notícias, coincide com os anos de Governo de José Sócrates, o período em análise vai de 2005 até 2009
Junho 14, 2010
A disciplina de “educação sexual” e o obscurantismo progressista
Desastres. Por João Pereira Coutinho.
O psicólogo Eduardo Sá escreveu esta semana um texto no jornal ‘i’ que merecia mais ampla divulgação. Desde logo porque ele revela, nas suas linhas iniciais, o espírito que preside à ‘educação sexual’, uma disciplina que será obrigatória e que está pronta para entrar em vigor.
Diz o dr. Sá: ‘A educação sexual nas escolas é algo que não merece discussão.’ Ora nem mais. Aqui temos o pluralismo e a abertura ao diálogo que define os especialistas na matéria. Um pluralismo e uma abertura que leva esta caridosa gente a fechar os filhos dos outros na sala de aula; e a distribuir pénis de esferovite pelo rebanho, com o simpático propósito de ensinar ‘afectos’. Pessoalmente, é-me indiferente que as escolas pátrias distribuam pénis de esferovite ou vaginas de contraplacado.
Mas ao tornar obrigatória uma disciplina que não respeita a sensibilidade e a autonomia dos pais, a ‘educação sexual’ é o exemplo paradoxal de como em nome da ‘abertura’ e da ‘tolerância’ se confere poder a pessoas manifestamente autoritárias e intolerantes. Uma receita para o desastre.
Com conhecimento (in)formal
La medida se ha aplicado al banco Federal, de mediano tamaño, por “problemas de liquidez”.- Su dueño, Nelson Mezerhane, es el principal accionista del canal opositor.
Outras formas de oprimir a liberdade ou apenas um sonho tornado realidade.
Santana vs. Cavaco
Uma candidatura natural, mas que tarda em materializar-se, o que acentua os receios de que tudo não passe de uma bravata inconsequente e inútil para o país: O “BONITO” DAS COISAS OU UM DESAFIO. Por João Gonçalves.
Apresente-se de imediato presidencialista para as presidenciais, dr. Lopes – isso, sim, seria um acto corajoso em vez da bravata infantil que tem vindo a alimentar com o folclore das “voltas” à la française como se o tempo estivesse para recreios politiqueiros. Sempre o PS no poder, pelo menos, seria o primeiro a saudar essa coragem, secundado pelo seu circunstancial candidato Alegre que precisa de outras vaidades pessoais de concurso com a sua. Explique, pois, claramente e sem azedumes passados por que é que Portugal o deve preferir, no momento grave que passa e no pior que se avizinha, ao actual Chefe de Estado. Isso, sim, é que seria “bonito”. E, sobretudo, leal face a um “percurso” que tanto aprecia recordar.
A planificação como purificação
O plano para purificar a Baixa lisboeta. Por Helena Matos.
O mercado confia nos PIGS (desde que possam passar o risco ao BCE)
No Zero Hedge
The ECB has announced that new bond purchases that settled in the past week amount to €6.5 billion, bringing the total to €47 billion. This amount likely accounts for the various "successful" auctions in Spain, Portugal and Italy. (…) "The ECB intends to carry out another liquidity-absorbing operation next week" – after all there are ongoing sovereign auctions in Europe that have no other bids aside from the ECB.
Reforma laboral e solidariedade
A frieza com que a esquerda se recusa discutir a reforma da lei do trabalho, flexibilizando-a e, dessa forma, facilitando a contratação de trabalhadores, espanta-me. Surpreende-me quando há cada vez mais desempregados. Pessoas sem trabalho. Sem ganha pão. E sem perspectivas. É indispensável que se facilite a criação de emprego, pelo que as condições legais para que tal suceda são também uma forma de solidariedade. A crise económica devia obrigar muito boa gente a alterar a forma com que olha e encara certos problemas. Julgo que apenas com muito zelo, esforço e tempo, conseguirá o PSD retirar a primazia política e ideológica que esquerda auto-assume nesta matéria.
Não pode ser solidário quem, por não querer largar ideias pré-concebidas, condena milhares ao desemprego.
Como transformar-se num inimigo do “estado social” sem dar por isso
"O Custo da Construção do Estado Social" de João Caetano Dias
A Holanda
No Diário de Notícias, o Professor Rentes de Carvalho sobre as recentes eleições holandesas
Estando fixado na Holanda desde 1956, ficou surpreendido com o resultado das legislativas de quarta-feira?
Fiquei e não fiquei. O sucesso do Partido da Liberdade, de Geert Wilders, não foi de todo inesperado. A sua atitude corresponde aos desejos de um certo sector da população, convenientemente desig-nado como menos educada e mais simples, que sente uma enorme insatisfação com a política dos trabalhistas ao longo dos anos. Os trabalhistas representam o politicamente correcto, que não ousa chamar as coisas pelo seu nome. Eles vivem numa utopia em que para ser bom é preciso ser negro ou muçulmano.
Como se verifica isso na prática?
Os trabalhistas acham que o imigrante tem de ser acarinhado ao ponto do ridículo. Até há pouco, não exerciam qualquer controlo sobre os subsídios à imigração. Um exemplo: um marroquino dizia ser polígamo, ter quatro mulheres e 17 filhos, e o subsídio era entregue em função destes números. Outro exemplo: uma municipalidade proibiu o padre de tocar o sino enquanto da mesquita se pode continuar a chamar para a oração. E Wilders corresponde aos desejos da população que se sente discriminada com esta situação.(…)
Qual a coligação mais provável?
A formação de um Governo de centro-direita incluindo Wilders. E isto porque os liberais têm um programa muito semelhante ao dele. Criou-se a imagem de que ele é nazi, o que não corresponde à realidade, apenas interessa aos seus detractores. (…)
O sucesso de Wilders é fortuito ou indica uma mudança na Holanda?
Pim Fortuyn [populista assassinado em 2002] abriu a porta, embora tivesse sido uma desgraça se chegasse ao Governo. Wilders abriu mais a porta, mas no seu caso é um político de grande tarimba; até os adversários reconhecem que é um animal político por excelência. A actual situação pode ser o motor de uma mudança de mentalidades e do panorama político holandês. Os holandeses vivem na ilusão de que são os mais tolerantes, mas na realidade é mais a indiferença; os holandeses são tão tolerantes como qualquer outro. Isto é também o sintoma do que pode suceder na Dinamarca e na Suécia, devido à crise.
(via Francisco José Viegas)
Os pós-comunistas e o enviesamento dos media
Luís Naves no Albergue Espanhol
Há um padrão nos chamados países de leste. Começou na Polónia, continuou na Hungria e já se estendeu à República Checa e Eslováquia, nestes dois por margens mais pequenas: os partidos pós-comunistas, que dominaram a política durante duas décadas, estão a ser afastados do poder. Eles repetiram alguns dos defeitos do antigo regime comunista, apropriando-se do Estado, comprando corruptamente empresas como se fossem suas, boicotando os reformistas sempre que estes governavam. Eles usaram a mentira sistemática e controlaram os meios de comunicação, por vezes com violência. Foram levados ao colo por Bruxelas. Os antigos partidos comunistas, travestidos de social-democratas, até aderiram à Internacional Socialista e fazem parte do grupo socialista do Parlamento Europeu. Nunca hesitaram em aliar-se à extrema-direita (alguns desses partidos nacionalistas radicais com que se aliaram tinham sido inventados por antigos comunistas) e foram sempre desculpados pela imprensa ocidental, que foi impiedosa com todos os políticos de direita
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Da irresponsabilidade fiscal das autarquias (reloaded)
Palpita-me que a indiferença dos municipes à forma como é financeiramente gerida a sua autarquia será decorrente da irresponsabilidade fiscal da mesma. Os resultados estão à vista de todos.
Casamento, Liberdade e Estado
Ao longo dos últimos anos, foram-se acumulando as solicitações para escrever textos mais desenvolvidos sobre a relação entre o casamento e o Estado. Este texto recentemente publicado no OrdemLivre.org constitui também uma resposta (incompleta) a essas solicitações: Casamento: entre o Estado e a Liberdade.
Num canto obscuro da História
Não lhe presto homenagem. Cunhal, admirador de uma doutrina genocida, perseguiu quem lhe fez frente ou dele divergia da linha aprovada e tentou impor em Portugal um outro regime totalitário. E o que me interessa que tenha sido pioneiro, tenaz, corajoso, defensor acérrimo dos seus ideias e convicções. Não o foram todos os ditadores e aspirantes a assassinos?
A História e os resultados eleitorais, tornaram-no irrelevante, impotente. Felizmente.

