O Insurgente

Junho 19, 2010

Na morte de um grande escritor

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 18:06

Vivendo em Espanha, já tive que ouvir mais do que uma vez referências pouco simpáticas a Camilo José Cela. O seu pecado: ter sido simpatizante da causa franquista. E alguma esquerda, com Francisco Umbral, durante muitos anos, à cabeça, nunca lhe perdoou. No entanto, não leram, ou pouco leram, e não querem ler. A ideologia pode cegar-nos para a literatura.

Mas obras são eternas e os homens são mortais. É disto que muita gente com uma opinião bem armada se tem esquecido nas últimas horas, tanto os que celebram o homem e a “figura pública”, como aqueles que nele cospem. Morreu um grande escritor. Só isso. E já é dizer muito.

Carlos Santos e os abrantes

Filed under: Blogosfera,Double standards,Justiça,Media,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:11

Uma história para adultos. Por Paulo Pinto Mascarenhas.

Argumentos a favor da liberalização do mercado de trabalho

Filed under: Economia,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 12:06

Vantagens da liberalização do mercado de trabalho. Por João Miranda.

Quais são então as vantagens? Para o socialista, nenhumas. Coitados dos trabalhadores que seriam despedidos a qualquer momento pelos terríveis empregadores. O desemprego aumentaria exponencialmente. Mas fora do mundo socialista existem outros argumentos:

1. Os empregadores tendem a avaliar o risco das contratações. Num mercado laboral rígido, se o empregador achar que existe o risco de um trabalhador se tornar a prazo num fardo para a empresa (ou porque se revela incompetente, ou porque a empresa perde mercado, ou porque a função se torna inútil), torna-se conservador e não contrata. Num mercado laboral rígido muitos trabalhadores são excluídos do mercado de trabalho porque os empregadores não fazem contratações de risco.

2. Um mercado laboral liberalizado tem uma maior profundidade. O número de empregos abertos a cada momento é maior porque os empregadores têm possibilidade de despedir mais frequentemente e de fazer novas experiências mais frequentemente. Por isso, um trabalhador insatisfeito com o seu emprego pode mais facilmente despedir-se porque tem mais garantias de que existem outros empregos por aí mais satisfatórios.

(…)

6. Um mercado de trabalho liberalizado permite a existência de uma maior diversidade de salários e de contratos, sendo mais fácil às empresas e aos trabalhadores escolher o par salário/contrato que melhor que se adequa às respectivas preferências.

7. Um mercado de trabalho liberalizado desincentiva os free riders nas empresas (trabalhadores que não fazem nenhum e vivem da produtividade dos outros), o que melhora o ambiente de trabalho e a produtividade.

José Saramago e a ICAR

Filed under: Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 07:59

O Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC), da Igreja Católica, divulgou esta tarde um comunicado no qual manifesta “o seu pesar na morte de José Saramago, grande criador da língua portuguesa e expoente da nossa cultura”.
Ao mesmo tempo, o texto refere que “o cristianismo e o texto bíblico interessaram muito ao autor como objecto para a sua livre recriação literária” e que nessa “exigência e beleza” há uma “aproximação” que o SNPC sublinha. Mas o secretariado católico lamenta “que ela nem sempre fosse levada mais longe, e de forma mais desprendida de balizamentos ideológicos”.
Na apresentação do seu último livro, “Caim”, José Saramago afirmara que a Bíblia “tem coisas admiráveis do ponto de vista literário” e “muita coisa que vale a pena ler” . O escritor referiu concretamente o livro dos Salmos, com páginas “belíssimas”, o Cântico dos Cânticos, ou a parábola do semeador contada por Jesus; e admitiu que muitos dos valores que tinha interiorizados são “valores cristãos”. Dias antes, também a propósito de “Caim”, Saramago afirmara que a Bíblia era um “manual de maus costumes”. (…)
No documento do SNPC, divulgado esta tarde, a estrutura da Igreja Católica acrescenta que José Saramago “ampliou o inestimável património que a literatura representa, capaz de espelhar profundamente a condição humana nas suas buscas, incertezas e vislumbres”.
“Mas a vivacidade do debate que a sua importante obra instaura, em nada diminui o dever da cordialidade de um encontro cultural que, acreditamos, só pode ser gerado na abertura e na diferença”, conclui o texto.

(Público)

O grupo Lena e o futuro dos abrantes

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:40

rapaziada do corporações fica com os lugares de recuo em perigo. Por Rodrigo Moita de Deus.

Traição na Coreia do Norte

Filed under: Blogosfera,Economia,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:35

Em tempo de crise, as traições ao ideal socialista chegam de onde menos se espera: N. Korea lifts ban on private markets to prevent famine

Bowing to reality, the North Korean government has lifted all restrictions on private markets — a last-resort option for a leadership desperate to prevent its people from starving.

In recent weeks, according to North Korea observers and defector groups with sources in the country, Kim Jong Il’s government admitted its inability to solve the current food shortage and encouraged its people to rely on private markets for the purchase of goods. Though the policy reversal will not alter daily patterns — North Koreans have depended on such markets for more than 15 years — the latest order from Pyongyang abandons a key pillar of a central, planned economy.

With November’s currency revaluation, Kim wiped out his citizens’ personal savings and struck a blow against the private food distribution system sustaining his country. The latest policy switch, though, stands as an acknowledgment that the currency move was a failure and that only capitalist-style trading can prevent widespread famine.

Espero que alguém por estas bandas consiga explicar a Kim Jong Il que os mercados são uma fonte de miséria e fome e não de prosperidade.

Junho 18, 2010

John Stossel – Free to Choose (5)

Filed under: Economia,Educação,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

John Stossel – Free to Choose – Part 5 of 6

Não fará falta

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 19:23

Apoiante de ditadores e assassinos comunistas, inimigo confesso da liberdade, ateu imoral, saneador exímio do PREC, vendido ao PS no fim da vida por um prato de lentilhas, Saramago é tudo aquilo de que Portugal não precisa. Não fará falta aos amigos da liberdade.

A memória de Saramago

Filed under: Diversos — Carlos Guimarães Pinto @ 16:41

A alegoria evidente de Ensaio Sobre a Cegueira – cegos que dirigem cegos no meio da escuridão branca – poder-se-ia evocar a propósito do seu desaparecimento e das reacções – previsíveis, de resto – que muitos exibirão com orgulho besta. Na morte de um grande escritor, sabendo que a obra ficará, lembram-se daquilo que nada tem que ver com a literatura: política. A mim nada me interessa a “controversa figura pública”, essa indigente invenção do poder mediático que transforma artistas em imagens vazias que servem para o povo amar ou odiar. Aceito que Saramago vezes de mais se tenha entregue a esse limitado papel de ressentido da corte, mas esta verdade apenas confirma a ideia de que a personalidade do artista devia ser a última coisa a permanecer na memória.

(Sérgio Lavos, no Arrastão)

Fazem um pequeno desvio

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 15:35

Na sequência das sanções impostas pel CS da ONU a Rússia cancelou a venda de 300 mísseis S-300 ao Irão. Por sorte, passados poucos dias assegurou um negócio semelhante com a Venezuela o que poderá trazer um novo alento à próspera balança comercial irano-venezuelana.

The Job-Killing Impact of Minimum Wage Laws

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 15:11

Um novo video da serie Economics 101 do Center for Freedom and Prosperity

Hoje, às 18 horas, Miriam Assor e Maria João Marques (Repetição, Domingo, às 19)

Filed under: Insurgentes nos media,Internacional,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:32

Esta semana eu e a Antonieta Lopes da Costa temos à conversa Miriam Assor e Maria João Marques sobre os seguintes temas:

- Caso PT/TVI – De acordo com a comissão de inquérito parlamentar, o Primeiro-Ministro teve conhecimento antecipado do negócio com vista ao controlo da TVI pela PT. Com o PS a considerar de “absurdas” tais conclusões, o que vai fazer a oposição?

- Bélgica – Após a vitória dos nacionalistas flamengos, defensores da independência da Flandres, nas eleições legislativas de Domingo passado, qual será o futuro da Bélgica?

- Israel – A resposta de Israel a Mavi Marmara, um dos seis barcos da Flotilha da “Liberdade” que desrespeitou as ordens da Marinha israelita, gerou muita apreensão da parte do Ocidente, nomeadamente da Administração Obama. Qual será o futuro de Israel?

- PSD e a lei laboral – O PSD prepara-se para apresentar uma proposta de flexibilização da lei laboral de forma a promover a criação de emprego. Mas não haverá também, com estas medidas, o risco de facilitar o despedimento?

O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 20 de Junho, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

José Saramago (1922-2010)

Filed under: Livros,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 13:07

Fiquei a saber pelo Facebook que morreu José Saramago. A confirmar-se a notícia, perdeu-se o que de melhor existe na literatura em língua portuguesa. Que descanse em paz.

Liberdade na educação …no Reino Unido

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 12:39

Mais uma excelente medida do novo governo britânico: Ainda não será a liberalização total mas é passo no bom sentido.

Education Secretary Michael Gove revealed he has ordered a relaxation of planning laws and building regulations which he says are ”too bureaucratic” and prevent new schools from being built.(…) From today, parents, teachers, charities and other groups can begin submitting their bids to set up their own schools.(…)
”We’re proposing to change the use class system to make it easier for buildings which are currently being used as, or classed as, residential or commercial to be converted to school use, and we’re also planning to relax some of the rather onerous building regulations that prevent schools being created.”

”We don’t need to have the degree of prescription and regulation that’s governed school buildings so far,” Mr Gove said.

”It’s been a tragedy that so much of the money that’s been devoted to capital investment for schools has been swallowed up by bureaucracy.”

Como seria de esperar as corporações que vivem à sombra do sistema público prevêem algo parecido com um holocausto nuclear caso a medida seja aprovada

Christine Blower, general secretary of the National Union of Teachers, said: "The Government’s commitment to ‘free schools’ will create chaos at local level. Groups setting up their own schools irrespective of local planning needs would be a retrograde step that will lead to planning gridlock and social division."

O novo “boy” socialista

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 12:01

O ex-ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações é o novo presidente do conselho fiscal das companhias de seguros do grupo Caixa Geral de Depósitos, que era ocupado pelo falecido Saldanha Sanches.

Inexplicavelmente, mais uns a querer escapar ao paraíso comunista

Filed under: Desporto,Internacional — Carlos Guimarães Pinto @ 11:49

Quatro jogadores norte-coreanos desaparecidos

Uma ideia

Filed under: Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 11:40

Já que não há problema em festejar feriados fora da sua data original, que tal passar a sua celebração para o fim de semana seguinte? Para diferenciar, até poderíamos festejar os feriados civis ao Sábado e os religiosos ao Domingo. Se as datas são assim tão importantes, certamente a maioria da população não se deverá importar em sacrificar um dia de fim de semana para as festejar.

Notícias de um país socialista

Filed under: Portugal — jtcb @ 11:22

Hoje de manhã o alinhamento do noticiário da Antena 2 era este:

1.º Preços dos transportes públicos

2.º Preços dos remédios

3.º Tabelas salariais dos enfermeiros

Em qualquer das notícias repetem-se consecutivamente as palavras “Governo” e “Estado”. Tudo depende ou tem origem num decreto, num diploma ou numa negociação com o Governo.

Os preços dos bens são regulados pelo Governo.

Os salários das pessoas são regulados pelo Governo.

Tudo aqui vive em torno do Estado. Tudo aqui vive na dependência do poder dos pequenos burocratas do Estado.

Não é que os temas do noticiário não sejam interessantes. São concerteza . Mas, pergunto eu, seriam muito diferentes os noticiários na antiga RDA? Ou na Polónia dos anos oitenta?

Vivemos num país socialista. Tão socialista que já não nos damos conta do socialismo.

Efeitos Secundários dos Derrames de Petróleo, Secção Perdidos e Achados

Filed under: Ambiente,Internacional,Política — Tomás Belchior @ 10:47


The Search for Joe Barton’s Testicles, do Roger Kimball:

“Even more nauseating was the spectacle of various U.S. Congressmen falling over themselves to find new ways to insult BP CEO Tony Hayward and declare their high-minded, selfless concern for Gulf fishermen  and “the environment” while pronouncing anathema upon evil “unregulated” oil companies, etc., etc. (Where, I wonder, do they think the gasoline that fuels there limos comes from?)

One shaft of light in this malodorous comedy came from the Texas lawmaker Joe Barton who treated the kangaroo-court grilling of Hayward with some of the contempt it deserved. “I’m ashamed of what happened in the White House yesterday,”  Barton said to Hayward during the hearing. “I apologize. It is a tragedy of the first proportion that a private corporation can be subjected to what I would characterize as a shakedown, in this case, a 20-billion-dollar shakedown.”

[...]

My joy was short-lived, though. For when I checked back a few hours later, I found that Joe Barton had been made an offer he couldn’t refuse. “I apologize for using the term ‘shakedown’ with regard to yesterday’s actions at the White House in my opening statement this morning, and I retract my apology to BP,” Barton said.

[...]

Oh, well. It was a pleasant fifteen minutes. Imagine!  A U.S. Congressman who actually had the courage to speak the truth.  What a novelty!  I should have known it couldn’t last.

If you happen to find Joe Barton’s testicles, you can return them to him here.”

Retroactividade ou violação das expectativas?

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 10:45

Meus caros,

Do ponto de vista estritamente jurídico, diria que não há retroactividade na alteração da taxa de IRS, pois o facto tributário, neste imposto, só se forma a 31 de Dezembro do respectivo ano.

Outra coisa é que politicamente o governo está a defraudar as expectativas do cidadãos, que em geral se orientam pelas regras em vigor e pelas alterações introduzidas pelo Orçamento do Estado antes do início do período de tributação. Daí a tentativa de Teixeira dos Santos de, em substância, procurar que a taxa efectiva apenas reflicta as alterações numa base de pro rata, ou seja, fazendo uma ponderação face ao número de meses que ainda faltam decorrer até 31 de Dezembro (o que abriu a porta à cacofonia).

Parece-me que nas discussão sobre o tema se têm vindo misturado conceitos jurídicos – a saber, a questão da retroactividade – com aspectos da responsabilidade política – no caso, com a violação das expectativas legítimas dos cidadãos. Desviar o foco da responsabilidade política atacando o PS e o governo pela questão jurídica só vai servir para legitimar as alterações, pois aí não me parece haver margem de erro.

Nota adicional: Em IRS, a declaração de rendimentos é a Modelo 3, e não a Modelo 22, que se destina às empresas, e cobre o IRC (onde o facto tributário também se consolida a 31 de Dezembro).

Descobertas Improváveis

Filed under: Blogosfera,Portugal — Tomás Belchior @ 10:12

Bom senso no Arrastão:

“A ver se nos entendemos: os feriados não têm como principal função as pessoas não trabalharem, mesmo que muitas delas seja apenas isso que fazem. São, supostamente, dias em que os portugueses revêem a sua história e aquilo que faz deles uma comunidade. Retirar aos feriados o seu sentido simbólico – que é a data – é retirar à celebração tudo o que ela tem. Parece estranho às deputadas festejar o Natal no dia 21 ou no dia 27? É natural. A mim parece-me estranho celebrar o 1º de Maio no dia 3 e o 25 de Abril a 23.

Se um feriado é tão insignificante que pode ser celebrado noutra data qualquer, acabe-se com esse feriado – com um verdadeiro equilíbrio entre os civis e os religiosos. Nada de especial a opor. O que não faz sentido é transformar um feriado numa folga colectiva.

Se é para ser assim, tenho uma proposta ainda mais agradável do que a do Dia do Feriado Nacional: os portugueses recebem mais 10 dias de férias por ano e cada um faz com eles o que entender. Deixamos de ter feriados, festas colectivas, datas a celebrar, memória comum, história. Melhor ainda: adoptamos os feriados alemães. Afinal de contas, aquilo lá é que é a sério. Pelo menos é o que tenho ouvido dizer.”

A Europa, antes e agora

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 09:22

"De uma Europa à outra" de Luciano Amaral (Gato do Chesire)

Nos anos 70 e 80 fazer parte da Europa comunitária significava uma coisa. Hoje, fazer parte da UE significa outra bastante diferente. Na CEE, as instituições comunitárias nunca se imiscuiriam na definição de objectivos orçamentais, na definição da política laboral ou do sistema de pensões, como aconteceu há uma semana. Em 1985, a CEE era um selo de garantia democrática. Em 2010, a UE é mais um problema (a juntar a muitos outros) com que a democracia se tem de confrontar.

E se (quando) chegar a nossa vez?

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 09:02

Mark S. Copelovitch (Econobrowser) sobre a provável disponibilidade dos maiores países em ajudar os PIGS (*)

[I]n my newly-published book, The International Monetary Fund in the Global Economy: Banks, Bonds, and Bailouts, in which I argue that the domestic financial interests of the IMF’s largest shareholders have been a critical determinant of variation in IMF lending policies over the last three decades. (…) G-5 [US, Germany, Japan, UK, and France]bank exposure heavily influences these governments’ preferences over IMF lending policies. In particular, I find that IMF loan size and conditionality vary widely based on the intensity and heterogeneity of G-5 governments’ domestic financial ties to a particular borrower country. When private lenders throughout the G-5 countries are highly exposed to a borrower country, G-5 governments collectively have intense preferences and are more likely to approve larger IMF loans with relatively limited conditionality. In contrast, when G-5 private creditors’ exposure to a country is smaller or more unevenly distributed, G-5 governments’ interests are weaker and less cohesive, and the Fund approves smaller loans with more extensive conditionality.(…).
So, what are the implications for a future EU/IMF bailout of Spain (or Portugal, or Ireland)? Despite the heated rhetoric by Angela Merkel, Nicolas Sarkozy, and others about the need for the PIGS to put their own house in order by imposing staunch austerity measures, we are quite likely to see even stronger support for Spain (and Ireland), given its importance for the profitability and solvency of French and German banks. Portugal, in contrast, is likely to fare worse than Greece, given its limited importance for the major eurozone (and G-5) banking sectors. At the same time, we are also likely to see tensions within the IMF over the size and terms of any contribution to future PIGS rescue packages, given that American and Japanese views about the importance of eurozone bailouts are colored by their own, less extensive, financial interests in these countries. Ultimately, whether the "core" countries in the EU and the IMF view a rescue package as a "bailout" or a worthy endeavor depends not only on whether the borrower in question has been "profligate," but also on their own domestic financial interests and the vulnerability of their own commercial banks to a potential financial crisis

. (*) É claro que não vai ser necessário. É claro. O "engº" Pinto de Sousa já garantiu que não vai ser preciso e quem disser o contrário é anti-patriota.

Acerca da estatização da moeda e as reservas fraccionais

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 08:43

O primeiro discurso do deputado conservador Steve Baker nos Commons a 09 de Junho

The Bank Charter Act 1844 ended the practice of banks over-issuing notes, but it left them virtually unmolested in their ability to issue deposit currency to be drawn by cheque. That loophole haunts us today. Unlike the situation in respect of any other commodity, in the case of money, price controls do not drive the product off the market. Artificially lowered interest rates increase the demand for credit, and decrease the supply of savings, but the legal privilege granted to banks means that they can meet demand by extending credit that is unbacked by real savings. There is a good argument to say that that causes the boom-and-bust cycle, the misdirection of resources in the capital structure of production, and over-consumption by consumers. That is the biggest problem that we face today.

We could talk about the moral hazard of having a state-backed lender of last resort and state deposit guarantees, and of the socialisation of the cost of failure; I only wish that I had time to touch on the accounting rules on derivatives. Perhaps that is for another day. My political hero, Richard Cobden, spoke on the subject. He held

“all idea of regulating the currency to be an absurdity”,

but I see that time is short; I shall have to save the rest of the quote for another day.

Today, money is a product of the state. The Bank of England controls the price, quantity and quality of money. Perhaps if we were talking about any other commodity, there would be far less confusion over and questioning of the cause of the crisis. If money is a product of the state, we should ask ourselves, “Is this a good idea?”

In the coalition, we have a Government ideally suited to be conservative to preserve what is good, but radical to change all that is bad. If we are to have a once-in-a-generation, fundamental review of the role of government, let us also examine government’s role in the system of money and bank credit.

(por indicação do João Paulo Magalhães)

Cacofonia

Filed under: Economia,Justiça,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 01:04

Vou insistir. Ainda não percebi a retroactividade do aumento do IRS. O imposto incide sobre o rendimento anual, não é sobre rendimento mensal e só é devido em Março do ano seguinte ao qual diz respeito esse rendimento. A retenção mensal na fonte não passa de um pagamento por conta e só faz sentido por uma questão de eficiência na cobrança do imposto (e é um adiantamento que dá jeito do caraças ao estado). De acordo com a conferência de imprensa que ouvi ao Ministro, o aumento só se aplica para a parte do rendimento auferido após a data de entrada em vigor da Lei (ou do Decreto Lei ou lá o que é). Daí o mesmo Ministro ter dito que o aumento sobre o rendimento de 2010 seria de “apenas” 0,58% e não de 1% (1/12*0,7). Ora se o dito aumento só incide sobre a parte do rendimento de 2010 auferida após a entrada em vigor do “coiso”, não consigo, mesmo, perceber onde está a retroactividade. Pode até existir, mas não é de certeza pelas razões que tenho lido e ouvido.

Nota: mesmo que incidisse sobre o rendimento de todo o ano, tenho sérias dúvidas que houvesse retroactividade. O ano só acaba a 31 de Dezembro.

O défice tarifário e o preço da electricidade

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:31

Défice Tarifário em Espanha

A electricidade vai subir significativamente em Espanha. Tudo função do monstruoso défice tarifário de nuestros hermanos, do qual falamos recentemente, mas que entretanto parece ter engordado ainda mais. Segundo o diário El Mundo, o monstrozinho é actualmente de 18 mil milhões de euros, o que significa quase 400€ por cada espanhol!

Junho 17, 2010

John Stossel – Free to Choose (4)

Filed under: Economia,Educação,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

John Stossel – Free to Choose – Part 4 of 6

Cavaquistas acham que Cavaco só ganha sem concorrência?

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:13

Concordo com o essencial do que escreveu o Gabriel Silva: Mais é melhor escolha.

O surgimento de mais candidaturas à presidência da República na área política dita «à direita» seria excelente.

A agitação – nalguns casos roçando o histerismo – de alguns cavaquistas (uns genuínos, outros meramente oportunistas) perante qualquer sinal de uma candidatura alternativa à direita é um péssimo serviço que prestam ao “seu” candidato. A imagem que passa é que os mais fiéis apoiantes de Cavaco Silva são também os que menos acreditam nas capacidades do próprio Cavaco para lidar com um candidato que dispute parte do seu eleitorado. A avaliar por algumas “defesas” do actual Presidente da República que têm sido feitas, dá ideia que o argumento é que Cavaco Silva exerceu tão mal o seu primeiro mandato e é de tal forma fraco politicamente que só uma eleição à primeira volta sem oposição à direita pode garantir a sua reeleição. Não me parece que seja uma mensagem particularmente mobilizadora para o eleitorado potencial…

Tendência das sondagens: PS e CDS em queda; PSD em forte alta

Filed under: Política,Portugal,Sondagens — André Azevedo Alves @ 15:39

O dado mais animador é que o BE e o PCP parecem não estar a crescer, apesar da queda acentuada do PS.


(clique para aumentar)

Para enquadrar a evolução das sondagens, vale a pena ler as observações apontadas por Pedro Magalhães (a quem se deve a análise gráfica) aqui.

O sistema observando-se a si mesmo

Filed under: Educação,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:30

A capacidade de Boaventura Sousa Santos para um determinado tipo de observação é digna de registo, até porque ajuda a compreender o estado em que o país se encontra: O Eduquês vai observar. Por JCD.

Mais um observatório, desta vez o de Políticas de Educação, Formação e Ciência. Está lá o Prof. Boaventura, um dos nossos maiores especialistas em Observatórios.

A esquerda radical e a reabilitação do comunismo

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 14:55

"Entre o riso e o susto" de Paulo Tunhas (i)

Foi publicado este ano em França um livro que reúne as comunicações apresentadas num colóquio que teve lugar em Londres em 2009. Intitula-se "A Ideia do Comunismo" e é editado por Alain Badiou e Slavoj Zizek, duas estrelas da esquerda radical, contando com a colaboração de mais 14 autores, entre os quais Toni Negri e Gianni Vattimo. Li-o entre o riso e o susto, e não creio que a reacção se deva a qualquer idiossincrasia minha. Explico muito rapidamente porquê.

Recomendo a leitura integral do artigo.

Johan Norberg sobre a crise financeira

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 14:19

Socialistas de direita

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 12:25

«Só em Portugal, o Governo optou por mexer nos rendimentos do trabalho da classe média. Noutros países, foi nas taxas mais elevadas, as de 45 por cento, e num caso até de 50 por cento», lembrou a deputada Assunção Cristas.

Até o CDS aposta na inveja social como forma de captar votos.

Afinal não falhava apenas a fiscalização

Filed under: Economia,Política,Portugal — Adolfo Mesquita Nunes @ 11:18

Quando alguém se atrevia, em tempos que já lá vão, a duvidar dos critérios de atribuição das prestações sociais em Portugal, o mínimo que poderia esperar era ser chamado de demagogo e inimigo dos pobres e necessitados. Na verdade, nesses tempos, para os socialistas e socializantes, nenhuma prestação social estava mal pensada, falhando apenas, quando muito, a sua fiscalização: reforce-se a fiscalização e acabarão os problemas.

Esperava-se, por isso, que em tempos de crise, quando os pobres e necessitados mais precisam de apoio, que as prestações sociais não sofressem, da parte dos socialistas, qualquer alteração que não fosse o reforço da fiscalização.  Mas não foi isso que sucedeu. Descobrimos hoje pelo Público que, afinal de contas, ou os socialistas que nos governam são uns gananciosos opressores dos pobres e necessitados ou os demagogos do antigamente tinham toda a razão quando acusavam as falácias do Estado Social recheado de prestações sociais.

Na verdade, ficámos hoje a saber que há anos que o Estado andava a alimentar famílias que para nada, muito menos em tempos de shangri-la, precisavam de prestações sociais:  não só os agregados que tinham um património mobiliário (dinheiro e acções) superior a 100 mil euros no momento em que pediram o apoio beneficiavam do RSI como, pior do que isso, as prestações sociais não tinham em conta  os juros de depósitos bancários, as rendas, as pensões pagas por fundos de pensões ou os apoios ao nível da habitação social, que até agora não eram contabilizados no património dos beneficiários.

Dir-me-ão que, bem vistas as coisas, mais vale tarde do que nunca e que por fim vamos ter um sistema mais equilibrado com as medidas agora propostas pelo Governo para a atribuição de prestações sociais. Mas não consigo ir atrás dessa conversa.

Em primeiro lugar, porque os 90 milhões de euros em 2010 e 199 milhões de euros em 2011 que essas medidas vão permitir poupar destinam-se a alimentar a máquina estadual em tempos de crise, aliviando o sistema de um lado para o penalizar por outro. Em segundo lugar, porque mesmo que assim não fosse, e é, a verdade é que estas medidas, apresentadas paradoxalmente como medidas de combate à crise,  têm a palavra “provisório” escritas por todo o lado, e não tardarão a ser revistas quando a imensa fé socialista regressar, pelas mãos do PS ou de qualquer outro socialista, que muitos há, que nos governe. Em terceiro lugar, porque a ausência de choque e pavor quanto ao estado a que isto chegou denota bem que, daqui a uns anos, quando tudo voltar ao mesmo, os mesmos que ousarem evidenciar o óbvio serão novamente chamados de demagogos, num vicioso círculo que teima em estrangular a política e a economia nacionais.

Acerca da cura pela despesa

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 10:47

"Germany spending is not the cure" de Alberto Alesina e Roberto Perotti (Vox.org)

Of course, the world’s current account is always balanced, so Germany’s surpluses must appear somewhere else as deficits. But is it Germany’s fault if it became more competitive? And is it reasonable to ask the Germans to carry the burden of a country like Spain that has based its economic development in the past 15 years on construction – the un-competitive sector par excellence? Or of a country like Greece with its retirement at age 53, fake budgets, etc? Moreover, Germany’s fiscal policy in recent years has not been a particularly restrictive. Its improvements in competitiveness have come from other sources – limited and timid labour market reforms, but still some reform(…)

[I]f government debt is what markets fear right now, it is not clear at all that markets would welcome an increase in the supply of debt by the country they perceive as the last bastion of fiscal and monetary control. The biggest and most immediate fear today is market worries linked to excessive European debt. How an increase in German debt would ease such fear is not clear to us. The immediate effect of an increase in supply of debt would be only indirectly and partially compensated by indirect effects on the growth of other countries, if at all. After all, a realistically-sized German fiscal expansion could not rescue Europe from its slump and stimulate significantly growth. Asserting that it could requires one to believe in implausibly large government spending multipliers.

Both theory and some empirical evidence support the notion that the multiplier is small if not negative, although we admit that there is much uncertainty on this point. But the large Keynesian fiscal multipliers so popular in the 1960s are hard to defend today on either theoretical or empirical grounds. If this is true for domestic multipliers, cross-border multipliers are even smaller.(…)

The constraint on European growth is not Germany’s fiscal policy. It is the supply side rigidities that riddle all European national economies – especially those of southern European countries. To obsess about the demand side is simply misplaced – a slightly outdated, and oversimplified Keynesianism. Perhaps supply side reforms are unfeasible, but that should not lead us to fool each other that a German budget deficit of 5% instead of 3% of GDP will take Europe out of its predicament.

Um perguntinha

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 09:28

O Governo já pagou o empréstimo de 450 milhões de euros que seis bancos portugueses concederam ao Banco Privado Português (BPP), com aval do Estado.O crédito – formalizado em Dezembro de 2008 para viabilizar a instituição – foi denunciado pelo consórcio bancário, na sequência do processo de revogação da licença bancária desencadeado pelo Banco de Portugal (BdP), em meados de Abril. Um mês depois, em Maio, os bancos receberam o dinheiro.

Da liquidação do BPP vão sobrar fundos para repor o empréstimo ou vão ter que ser os contribuintes a pagar por esta asneira do governo português?

No pasa nada

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 09:24

O Ministério das Finanças vai adiar a emissão de três mil milhões de euros de Obrigações do Tesouro (OT) que estava previsto realizar-se até finais deste mês, através de um sindicato bancário.

Excelente notícias

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 08:42

No Huffington Post

The Senate will accept an expanded Federal Reserve audit proposal from the House as part of Wall Street conference committee deliberations, Sen. Chris Dodd (D-Conn.) told the panel Wednesday evening. The House proposal allows repeated future audits of discount window and open market transactions, whereas the Senate proposal had only allowed a one-time audit.(…) The details of the final proposal are still being worked out, but momentum is with advocates of Federal Reserve transparency. Depending on the specific language, however, Fed critics are worried the House proposal will still allow the Fed to keep information secret by keeping certain operations ongoing.

Aguardemos…

Junho 16, 2010

John Stossel – Free to Choose (3)

Filed under: Economia,Educação,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

John Stossel – Free to Choose – Part 3 of 6

Um excelente exemplo de uma tentativa (falhada) de mudar a realidade por decreto

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 15:40

A lei determina que o tempo máximo de espera por uma consulta de especialidade muito prioritária não deve ultrapassar um mês. Mas no ano passado os doentes a aguardar pelas primeiras consultas hospitalares mais urgentes esperavam o dobro do tempo, em média. E, nos casos da Oftalmologia, a espera média atingia os 123,5 dias, mais três meses do que a lei prevê.

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