Dizia um inglês ilustre (por vezes caricaturado como um bulldog), que a democracia era o pior regime, com excepção de todos os outros. Não raras vezes esquecemo-nos disso mesmo e embarcamos, com extraordinária facilidade, em discursos virtuosos que, com o facilitismo da irresponsabilidade, escarnecem deste regime.
Uma das formulações mais fáceis deste escárnio é aquela que despreza aquilo que existe pela simples razão de que, aquilo que existe raramente, ou nunca, se compara com a perfeição dos ideais. Acontece que os ideais não passam disso mesmo — e, por definição, não existem.
O The Economist é uma daquelas publicações que tem o enorme valor de nos ir lembrando destas pequenas verdades.
“Nostalgia for a golden-age of Parliament, when MPs shamed the lickspittles of today with their unwhippable iconoclasm, is simply ahistorical.” (in The Economist, June 12th 2010)
É caso para dizer, como os ingleses: sad, but true…