O Insurgente

Junho 16, 2010

O Reich dos Mujahidin

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 13:55

Artigo de Fernando Gabriel no Diário Económico

De entre as armas que o filo-islamismo incorporou no arsenal retórico anti-israelita, a mais vergonhosa é a acusação de “neo-nazismo”.

Não só pela imoralidade implícita, que devia ser óbvia, mas porque procura reescrever a história de modo a branquear a influência decisiva do nazismo e de nazis na definição do islamismo como doutrina ideológica revolucionária e anti-ocidental. A ligação entre o islamismo e o nazismo inicia-se na II Guerra Mundial. Por sugestão de dois generais turcos em visita a Berlim, a Abwehr, a unidade de intelligence da Wehrmacht, decide criar batalhões de infantaria islâmicos. O sucesso das unidades iniciais levou à sua proliferação: estima-se que cerca de 250000 muçulmanos serviram e combateram pela Alemanha nazi(…)

No excelente A Mosque in Munich (Boston, 2010) o jornalista Ian Johnson relata o modo como um grupo de radicais ligados à Irmandade Islâmica e liderados por Said Ramadan -o pai do ubíquo Tariq- aproveitou o financiamento ocidental para disseminar o islamismo entre os muçulmanos europeus. Um analista da CIA dos anos 50 viu com clareza o carácter revolucionário do islamismo, algo que hoje parece turvo para muitos. No perfil psicológico de Ramadan, o agente descreve-o como um "reaccionário, de tipo falangista ou fascista", uma observação facilmente aplicável a Hassan al-Banna ou a Sayyid Qutb e crucial para a compreensão do islamismo: é uma doutrina anti- tradicionalista e totalitária na submissão da vida moral a desígnios ideológicos. Parafraseando Eric Hoffer, para o islamita, a liberdade de pensamento não é só contra-revolucionária -é uma apostasia punível com a morte

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