O tema é «o declínio da Europa», o comentador é um economista que viveu em França.
A sociedade europeia actual está a auto-destruir-se. O seu modelo social exige demasiado dinheiro mas ao mesmo tempo eles não querem trabalhar. Só três coisas os interessam: lazeres, ecologia, e futebol. Vivem bem acima dos seus meios pois é preciso pagar esses sonhos infantis. As suas empresas deslocalizam pois não podem suportar o custo de trabalho, os impostos, as taxas para financiar essa assistência de massas. – Sim, vemos bem aqui que eles deslocalizam. Logo a solução é pedir emprestado, endividam-se, mas os seus filhos não poderão pagar. – Eles escolhem gastar mais do que ganham? Sim, votam sempre orçamentos deficitários. - E depois emprestamos-lhes. Emprestamos demasiado e eles não podem reembolsar, estão asfixiados pela dívida.
E para além do endividamento têm outro vício: os governos sugam os contribuintes, detêm o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro inferno fiscal para aqueles que criam riqueza. Eles não compreendem que não se cria riqueza ditribuindo-a mas sim produzindo-a. Os que produzem e criam empregos são castigados pelos impostos e os que não trabalham são encorajados pelos subsídios. É uma inversão dos valores. O seu sistema é perverso e vai implodir. Daqui uma ou duas gerações teremos ultrapassado o nível de vida da Europa, eles serão os nossos pobres e enviaremos para lá sacos de arroz (ah ah ah).
E ainda há outro cancro na Europa: há demasiados funcionários públicos, 1 em 5 dos empregados. Esses funcionários estão sedentos de dinheiros públicos e são de uma grande ineficácia: querem trabalhar o menos possível a apesar das suas muitas regalias e direitos, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que mais vale um funcionário ineficiente do que um desempregado, logo o Estado paga a esses calões (ah ah ah).
Os europeus são realmente insensatos. Sim, eles nem se dão conta que estão em rota de colisão com o muro, e a grande velocidade.
Excelente
Comentário por AntónioCostaAmaral (AA) — Junho 16, 2010 @ 14:47
O melhor resumo que alguma vez li!
Comentário por Manel Salcedo — Junho 16, 2010 @ 14:58
Por esta e por outras é que o Bernardino gosta mais da democracia da Coreia do Norte.Lá as declarações são sempre de acordo com a filosofia do querido líder…
Comentário por Lusitânea — Junho 16, 2010 @ 15:17
Será que é o que os chineses pensam de nós ou o que alguns de nós pensamos sobre todos nós:
http://generation-clash.blogspot.com/2010/06/attention-la-video-de-kuing-yamang-est.html
Comentário por João GM — Junho 16, 2010 @ 15:20
É um testemunho seco, sensacional, mas ao mesmo tempo, arrepiante…
Comentário por Rodrigo Adão da Fonseca — Junho 16, 2010 @ 15:32
Mas é necessário vir um chinês dizer o que toda a genta sabe?…
Comentário por JSP — Junho 16, 2010 @ 16:15
“eles não querem trabalhar”.
Como é que o ilustre “economista” infere isso?
Comentário por Luís Marvão — Junho 16, 2010 @ 16:43
Elisabete
E é preciso ouvir isto de um prof. chinês…
Está lá tudo, a fórmula socialista da destruição.
Ana
Comentário por agfernandes — Junho 16, 2010 @ 17:10
O modelo de sucesso chinês que este senhor fala é também à custa de alguém ou estarei enganado? Se o modelo ideal é a “selva” penso que estamos no bom caminho.
Comentário por Hugo SS — Junho 16, 2010 @ 17:36
Gosto mais destes. Já são uns classicos
Comentário por EMS — Junho 16, 2010 @ 17:42
Declínio da europa ou do socialismo?
Comentário por Joaquim — Junho 16, 2010 @ 17:58
Lamento informar que acabei de confirmar com o autor do vídeo (um libertário francês) que o mesmo é falso. Na realidade os senhores falam da exposição universal em Shanghai. Não sabia disso quando publiquei mas, se vale de alguma coisa, o vídeo tornou-se viral em muitos blogues de política que também foram enganados. Bem vindos ao maravilhoso mundo da internet
Comentário por elisabetejoaquim — Junho 16, 2010 @ 18:16
Elisabete
“No problem”. Sempre foi uma curiosidade minha saber como os chineses nos vêem. E é muito provável que eles “percebam” as contradições que estão na montagem, porque elas estão mesmo visíveis a quem as quiser ver. Como exercício está muito bom.
Ana
Comentário por agfernandes — Junho 16, 2010 @ 19:24
Igualmente, confirmei com um amigo Macaense, e, embora ele nao entenda Mandarim, conseguiu ler pelas legendas que a traducao nao corresponde ao tema na conversa, que gira em torno da China.
E preciso ter cuidado nas fontes
Comentário por Daniel Rodrigues — Junho 17, 2010 @ 09:05
Se a China coloca no mercado de trabalho milhões de mãos que trabalham 12 horas diárias por 100 dólares ao mês, devemos aceitar a tendência para trabalhar mais e produzir mais ganhando menos porque o mercado a isso obriga?
Comentário por Erário — Junho 17, 2010 @ 12:44
Tudo o que ele diz vem confirmar coisas que ainda não sabe. Como, por exemplo, a burocracia europeia estar à sugar empresas ao ponto de as mais pequenas falirem (por exemplo, os custo de registo de produtos), as normas que exigem gastos extras dos empresários, etc. Ao fim e ao cabo, a UE não passa de um grande estado socialista que procura todos os motivos para sugar aqueles que geram riqueza.
Comentário por tina — Junho 18, 2010 @ 22:36
Quand un gag politique réveille les tensions franco-chinoises http://www.rue89.com/chinatown/2010/06/23/quand-une-video-reveille-les-tensions-franco-chinoises-155882
Comentário por elishbajoachim — Junho 23, 2010 @ 20:09