1) PSD vai apoiar a retroactividade dos aumentos de impostos. Para quem tinha dúvidas sobre o que o PSD entendia por “revisão constitucional” espera-se que agora seja mais claro.
2) PSD acusa Governo de guerrilha contra Belém devido às anormalidades proteccionistas que o Presidente proferiu. De igual forma, espera-se que os que viam em PPC um “liberal” comecem a abrir os olhinhos.
3) Os pontos anteriores foram expostos à comunicação social pelo líder da bancada parlamentar. Agarrado às sondagens que lhe dão quase maioria absoluta, PPC não se quer desgastar a pedir outra vez desculpa por ser um aldrabão compulsivo nem entrar em “guerrilha” com Paulo Portas, não vá o CDS dar jeito depois das presidenciais. Qualquer semelhança entre PPC e Sócrates (versão 2002) não é mera coincidência. O lixo é o mesmo, mudam as moscas.
Parece-me que, com o actual risco de cairmos num socialismo irreversível, PPC pode representar um travão nessa tendência. Só isso já seria um bom começo. Parece-me uma ilusão querer tudo agora.
Comentário por Eduardo — Junho 8, 2010 @ 23:22
As palavras são duras mas, como sabemos, a verdade, as mais das vezes, dói.
Comentário por Eduardo F. — Junho 8, 2010 @ 23:36
Eu parece-me que a única ilusão aqui é acreditar no PPC/PSD.
Comentário por Nuno Branco — Junho 9, 2010 @ 01:17
Nada há de iliberal em uma pessoa recomendar às outras que se abstenham de passar férias no estrangeiro, ou que comprem produtos portugueses, etc.
Cada um é livre de exprimir as suas opiniões, e cada um é livre de utilizar o seu dinheiro como quiser. Se eu resolver fazer férias em Portugal, sou livre de o fazer. Se eu resolver aconselhar os outros a fazerem férias em Portugal, não lhes estou a retirar a sua liberdade de as fazerem no estrangeiro.
Comentário por Luís Lavoura — Junho 9, 2010 @ 09:32
Completamente de acordo, Nuno.
Com a agravante “deste PSD” não ter legitimidade nenhuma. Porque não foi este o PSD votado nas legialativas em Setembro. Foi a “política de verdade” de Manuela Ferreira Leite. Foi outra equipa e outro programa.
Concordo que a cultura-base deste “novo PSD” é igual à do PS, é da mesma natureza.
Colam-se às sondagens, vivem de ficção, imagem e aparência, colocam-se num plano divino de inspirados, de “elite” a que se perdoa tudo, pairam acima dos deveres de transparência e de informação da gestão do colectivo, não respeitam os cidadãos-eleitores-contribuintes, nem contratos, nem compromissos.
Aproveitam manhosamente os cidadãos distraídos para os esmifrar à socapa, desdizem o que acabaram de dizer, assobiam para o lado depois de lhes enfiar com uma casca de banana, manipulam, desinformam, tudo igual.
A sua agendinha oculta também já está a emergir como o Nuno aqui nos revela: trata-se de esperar que o poder lhes caia no colo, quem sabe até por via presidencial, para já já os apadrinha no “bloco central” que se pretende “patriótico” (!)
O CDS faz bem em descolar-se claramente deste “novo PSD”. E acabará por atrair os votos de quem não se revê neste caminho manhoso, medíocre, suicida, amoral, paternalista de “elites políticas” que não têm lugar numa democracia de qualidade.
Ana
Comentário por agfernandes — Junho 9, 2010 @ 10:55
Num caldo cultural em que o Governo de Sócrates é apelidado de neoliberal, continuo a pensar que apesar de tudo o caminho de PPC está no sentido correcto e que é necessário ter muita paciência e presença de espírito. Perder PPC pode representar perder tudo. Genericamente, concordo com as opiniões expressas mas há que ser pragmático.
Comentário por Eduardo — Junho 9, 2010 @ 11:24
Eduardo, esse pragmatismo político é um “cheque em branco” ao “novo PSD” que mais não é que uma clonagem do PS e que só nos leva à ruína.
Mas será essa a estratégia que irão utilizar, “of course”, Nós ou o caos, não se apercebendo que “eles” fazem parte do caos.
Ana
Comentário por agfernandes — Junho 9, 2010 @ 12:08
A qualidade das pessoas vê-se nos momentos em que é preciso pôr a moral em primeiro lugar e sacrificar os seus interesses e necessidades.
Há coisas que não se fazem e não há discussão, nem mais explicação.
Nada há a esperar de gente que demonstra não ter princípios nem escrúpulos.
Afinal em que é que se distinguem dos outros?
Comentário por ricardo saramago — Junho 9, 2010 @ 18:44