Duas pérolas do inabalável socratista Eduardo Pitta que ilustram na perfeição a indigência intelectual e a perspectiva social de uma certa esquerda caviar que gravita em torno do actual PS:
De resto, não se chega a 10,8% de desemprego numa sociedade que impeça (ou sequer dificulte) o despedimento.
(…)
Sobre restrições ao despedimento, só tenho conhecimento de problemas na área do serviço doméstico. Aí sim, não é fácil. Dizer à mulher-a-dias que, a partir do mês seguinte, dispensamos o seu trabalho, dá lugar (com certeza que há excepções) a litígio prolongado.
eheheh
Parecem falas de uma personagem ficcional de uma qualquer rábula humorística. Surreal o nível de pretensiosismo.
Que Chefe (Boss)!
Comentário por Pedro Esteves — Junho 5, 2010 @ 20:51
Fantástico. A esquerda caviar em todo o seu esplendor.
Comentário por Miguel — Junho 5, 2010 @ 21:20
esse indigente pensa que está a falar para a criadagem que tinha lá em moçambique
a deriva deste governo vê-se bem quando escolhem moluscos para papagaios de serviço
Comentário por burns — Junho 5, 2010 @ 22:33
As duas frases demonstram bem em que mundinho aconchegado vive a esquerda caviar. As suas preocupações com a economia resumem-se à dificuldade em despedir a empregada doméstica. Aí é que os direitos dos trabalhadores os incomodam verdadeiramente. Já se incomodarem quem produz riqueza, não há problema nenhum.
Comentário por José Barros — Junho 6, 2010 @ 00:09
Loool ! Este deve ser outro que tem empregada para lhe cortar as unhas.
Comentário por Ventoinha — Junho 6, 2010 @ 00:38
É com este tipo de compreensão do mundo que devemos contar sempre, na maior parte da esquerda. E todos, do PS ao Bloco com as sindicais no meio, vão repetir este tipo de argumentos…
Comentário por jcd — Junho 6, 2010 @ 01:51
Se o Eduardo Pitta acha que o despedimento já está liberalizado na prática, não será mais justo e transparente que também o seja na lei?
Este homem não é mais inteligente que aquela candidata a deputada do POUS que queria proibir os despedimentos porque achava que assim diminuía o desemprego.
Eu vou mais longe. Proponho que se proíba a infelicidade e a estupidez. Assim, textos como este do Pitta e até o próprio Pitta seriam ilegais.
Comentário por LPedroMachado — Junho 6, 2010 @ 04:37
[...] on Vá, caros fundamentalistas lai…LPedroMachado on Incógnita turcaLPedroMachado on O desemprego segundo Eduardo…LPedroMachado on Vá, caros fundamentalistas lai…jcd on O desemprego segundo [...]
Pingback por Página não encontrada « O Insurgente — Junho 6, 2010 @ 12:06
Ele não sabe do que fala e a adenda que publicou no post demostra que está mesmo a leste do drama – para a empregabilidade e para a precariedade – que é a proibição de despedimento.Os exemplos que dá são de caricatura: a empregada doméstica e o alto quadro do banco. Mas é uma ignorância transversal que se observa na sociedade. Fala-se do absurdo da lei laboral vigente e as pessoas dizem que não percebem, pois ‘vê-se tanta gente a ser despedida todos os dias nos telejornais’. Esquecem-se que:
1- A lei actual, que dificulta o despedimento é a mesma que constrói um muro que não permite nem fomenta a contratação, forjando mais e mais precariedade
2- A única forma que muitos empresários encontram para poder despedir é dar a falência da empresa e começar tudo de novo em outro lado, em nome de outrem, enfim, fomenta a falcatrua e a mentira.
Ver o ‘patrão’ como inimigo em Portugal não é questão de direita ou esquerda, é questão de uma mentalidade deformada, preconceito que impede o país de crescer. Deve ser o único país do Ocidente onde é melhor ser empregado que empreendedor.
Falam que a liberalização de despedimentos e contratações fomentaria a precariedade. Errado! Seria mais honesto e menos hipócrita flexibilizar contratações e despedimentos e acabar com os recibos verdes, por exemplo. Pq alguém não pode fazer um contrato de trabalho – ou similar simplificado, – por um dia ou dois, por exemplo, regido por uma só legislação? Digo eu, não sei, não sou jurista, sou apenas um ex-contratador que só voltará a contratar quando for vantajoso para ambos os lados, e não apenas penalizador só para um deles, a contratação.
Comentário por g_l — Junho 6, 2010 @ 14:52
Estudos internacionais colocam Portugal como um dos piores países do mundo em flexibilidade de leis laborais. Este factor por si, ajuda a explicar porque tantas fábricas fecham aqui e são transferidas para o estrangeiro. Mas é claro, a esquerda não se dá bem com factos ou com números, estão sempre a contradizer as suas teorias, e por isso inventam o que lhes apetece. Do Index of Economic Freedom:
“Portugal’s labor regulations are inflexible. The non-salary cost of employing a worker is high, and dismissing an employee is difficult. Regulations on work hours are not flexible.
http://heritage.org/index/Explore.aspx
Comentário por tina — Junho 6, 2010 @ 15:43
“Falam que a liberalização de despedimentos e contratações fomentaria a precariedade. Errado! Seria mais honesto e menos hipócrita flexibilizar contratações e despedimentos e acabar com os recibos verdes, por exemplo.”
E é precisamente pela lei laboral ser são inflexível, é que os patrões recorrem a recibos verdes.
Comentário por tina — Junho 6, 2010 @ 15:48
O proibição de despedimentos é mais uma factura que aqueles que têm emprego (normalmente mais velhos) cobram aos que não têm (normalmente mais novos).
A factura chama-se recibos verdes, salários mais baixos, desemprego sem direito a subsídio, crédito à habitação mais caro.
Mais, quando uma empresa precisa de reduzir pessoal, são estes que pagam mesmo quando muitas vezes são melhores funcionários.
É o resultado daquilo a que a esquerda chama direitos laborais.
Comentário por ricardo saramago — Junho 6, 2010 @ 18:55
“E é precisamente pela lei laboral ser são inflexível, é que os patrões recorrem a recibos verdes”
Não são só os patrões que recorrem a recibos verdes, são também os que precisam de um emprego.
É graças a este mecanismo que muita gente e muita empresa consegue sobreviver.
Comentário por ricardo saramago — Junho 6, 2010 @ 19:08
Boa observação #12 Ricardo. Os direitos laborais de uns são tão excessivos que os outros e o país acabam por pagar. As distorções são sempre compensadas de uma maneira ou doutra.
Comentário por tina — Junho 6, 2010 @ 21:52
O que eu nunca vou compreender é o seguinte: os portugueses há décadas vão para outros países trabalhar, prosperar e enriquecer debaixo de uma legislação que entretanto não querem de maneira nenhuma ver aplicada no seu próprio país. Qual o sentido disto?
Comentário por g_l — Junho 7, 2010 @ 11:33
A Tina não percebeu o meu ponto de vista. Não sou contra o recibo verde, sou contra a precariedade, que vai existir enquanto houver esta legislação laboral. Defendo a flexibilização da mesma, por forma até a simplificar e dispensar o recibo verde. Se a lei fosse mais flexível, a precariedade deveria e poderia ser banida.
Comentário por g_l — Junho 7, 2010 @ 11:37