O Insurgente

Junho 30, 2010

As mil vidas de Sócrates

Filed under: Justiça,Media,Portugal — ruicarmo @ 23:46

Caso a notícia do Expresso seja verdadeira e confirmada pela justiça, extinguir-se-iam num sopro.

O Tribunal de Loures vai enviar para a Procuradoria Geral da República uma certidão com declarações de um dos arguidos no julgamento de Mário Machado, dirigente da Frente Nacional, sobre alegados documentos de fluxos financeiros que envolvem familiares de José Sócrates.

O arguido Rui Dias, um dos oito que estão a ser julgados em Loures pelos crimes de associação criminosa, extorsão, sequestro e outros, disse hoje em tribunal que “tem na sua posse documentos que referem o desvio de 383 milhões de euros”, envolvendo “o tio, o primo e a mãe” do primeiro ministro, José Sócrates.

Gestor financeiro na área de mercados de capitais, Rui Dias salientou que “por causa desses documentos” é que está detido preventivamente e a ser julgado juntamente com Mário Machado, líder dos Hammerskins Portugal, movimento conotado com a extrema direita.

Sócrates, socialistas de toda a espécie e a defesa do interesse nacional

Filed under: Economia,Política,Portugal — LA @ 23:35

No Finantial Times:

Colonial folly is not dead.(…)
Either the government really thinks it would be bad for PT or it simply wants to keep a Portuguese champion in Brazil. Both are terrible reasons to throw the deal into disarray and its own credibility to the wind.

Na SIC-N, Telmo Correia defendeu a intromissão estatal na PT merecendo a total concordância de Bernardino Soares.
Assim vai este país de esquerdistas.

Socialista de direita

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 21:57

Na SICN ouço Telmo Correia (CDS) defender a existência da “golden share” na PT e o uso que dela fez o governo fez. Diz que se estivesse no governo faria tudo igual. Ainda bem que avisa para eu nunca cair no erro de votar nele.

Brothers, you asked for it.

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — Nuno Branco @ 17:22

Anda por aí um ultraje com o facto de o governo português ter impedido uma empresa espanhola de deter uma posição numa empresa brasileira através de uma posição minoritária de 5% que se sobrepôs à vontade de 76% dos accionistas que se expressaram hoje em assembleia geral.

É verdade que, ao contrário do que seria normal, uma acção não equivale a um voto quando se trata da PT. Existe uma entidade obscura que com uma acção consegue controlar 50% + 1 dos votos. Mas esta entidade, que é ditadora das regras pelas quais se regem os negócios em Portugal, não fez isto de surpresa. Estas regras são conhecidas há muito tempo, o Governo ou o Estado nunca enganou ninguém e nunca fez intenções de abdicar deste poder mesmo a pedido do tribunal europeu (o federalismo só dá jeito para pagar a nossa dívida).

Quando os senhores que hoje votaram no sentido oposto do governo compraram as acções que compraram sabiam que essas acções não valiam nada em termos de decisão sobre a empresa da qual eram accionistas. Mesmo assim compraram-nas, por sua conta e risco. O próprio acto de comprar acções de uma empresa que é gerida desta forma dá um aval moral à actuação cobarde e controladora do governo. Quem dá avales morais deste género, para poder mamar uns quantos dividendos de uma empresa que só existe pela protecção que goza do Estado escusa de vir chorar para o meu ombro, venderam-se por tuta e meia agora lidem com a escumalha a quem se venderam.  Como diria um certo Francisco: “Brothers, you asked for it”.

“Seremos uma república soviética?”

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 16:31

Pedro Santos Guerreiro (Jornal de Negócios) na RTPN

Com certeza não entrou bicho

Filed under: Economia,Portugal — João Luís Pinto @ 16:30

Se bem percebo, a proposta do ministro quinquenal Vieira da Silva que o Miguel refere é de que as empresas, além de andarem a desempenhar o papel de cobrador de impostos para o estado de borla, cobrando o IVA e depois entregando-o ao este (já para não falar nas situações em que ainda o financiam tendo que entregar IVA que ainda não cobraram), ainda façam a simpatia de acrescentar mais algum do seu próprio bolso, com certeza para poupar a face do dito ministro e restante governo.

É gente com muita lata, esta.

Nem mais (2)

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 15:31

O ministro da Economia, Vieira da Silva afirma que se as empresas estiverem em condições de absorver o impacto da subida do IVA em 1%, que amanhã entra em vigor, o devem fazer. Em resposta a esse apelo, o chairman da Sonae, Belmiro de Azevedo, não deixa margem para dúvidas. “Numa empresa dele talvez”, enfatizou.

Publicidade enganosa

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 15:25

A Administração da Portugal Telecom pode vir a ser accionada judicialmente na sequência do “veto” político do Governo português. É que os administradores haviam assinado papéis entregues a investidores de todo o mundo garantindo que a “golden share” não podia ser aplicada. Mas foi.

Nem mais

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 15:17

Paulo Tunhas

[D]esde que o proverbial Capitão Haddock assumiu a presidência da Liga dos Marinheiros Antialcoólicos que não se via uma tão grande incompatibilidade entre um personagem e a missão que decidiu ser a sua.

Pois é

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 14:25

Bloomberg

“Investors have been ignored,” said Francisco Salvador, co-strategist at Iberian Equities in Madrid. “This will erode confidence in Portuguese companies.”

Devia ter “desafiado” José Sócrates a fazer o mesmo

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 14:11

O presidente executivo da Portugal Telecom comprometeu-se hoje a respeitar a decisão dos accionistas e desafiou a Telefónica a fazer o mesmo, na véspera da assembleia-geral que decidirá a venda da participação portuguesa na Vivo.

João Miranda: “Aguarda-se a demissão de Zeinal Bava que sempre disse que respeitaria a decisão dos accionistas e sempre andou a gabar-se que a PT é uma empresa que actua no mercado sem protecções do Estado.”

Uma vergonha atómica

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 14:07

Pedro Santos Guerreiro no Jornal de Negócios

A utilização da “golden share” é inédita, surpreendente e provavelmente ilegal. Vai contra o mercado, contra a administração e contra a decência. E revela um País próximo do subdesenvolvimento económico.

A bomba atómica é a vergonha atómica. Quem quer mandar em empresas não as privatiza. Quem as privatiza não as renacionaliza depois. O que o Governo fez fez extorsão dos direitos dos donos da PT. O recurso à “golden share” é um regresso aos vergonhosos dias em que o Estado vetou a venda dos bancos de Champalimaud ao Santander. Uma experiência que, aliás, deu no que deu: no descalabro do BCP.

Três quartos dos accionistas da PT decidiram vender. Isso inclui pelo menos metade do “núcleo duro” português da PT. Gente que, como aqui se foi escrevendo e escrevendo e escrevendo, esteve sempre a negociar preço, a pedir que subisse. Conseguiu-o.

A venda da Vivo é má para a PT. Mas não é mau para os seus donos. Seja como for, isso é assunto privado. Se o BES, a Ongoing e outros decidiram tratar da sua vida, isso é com eles. O que aconteceu hoje na Assembleia Geral da PT não foi intervencionismo, nem nacionalismo, nem governação. Foi uma derrota. Uma derrota de Portugal.

Resultado final da semana: Espanha 2 – Portugal abaixo de 0.

Inacreditável (2)

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 13:00

Depois venham dizer-me que o governo socialista não condiciona os negócios da PT

Inacreditável

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 12:52

O Estado vetou a venda da Vivo através da Golden Share depois de 76% dos accionistas presentes na AG terem votado a favor da Telefónica. O núcleo duro de accionistas nacionais votou contra os espanhóis.

O estado português usou a golden share criada para defender o (suposto) o "interesse nacional" (e os "boys" socialistas) para impedir a venda de uma empresa brasileira. Suponho que o assunto siga para Bruxelas onde o desfecho não se adivinha favorável para o intervencionismo nacionalista.

Cavaco Silva e a outra candidatura da direita

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:54

“All wise men are of the same religion.”. “What was that religion?” one lady asked. “Madam”, Shaftesbury replied, “wise men never tell.”

Gertrude Himmelfrab, The Roads to Modernity.

O Pedro Picoito explica neste ‘post’ o porquê da sua relativa, mas importante desilusão com Cavaco Silva. Faço apenas um pequeno comentário antes de me debruçar sobre o que julgo ser o cerne da hipotética candidatura ‘católica’ às presidenciais. A questão não se põe, como o Pedro a coloca, entre ‘Cavaco ou o caos’. Trata-se, isso sim, de decidir se vale a pena punir um presidente que tem feito o que pode para alertar o país para os graves problemas que o atingem, apenas e tão só porque promulgou a lei do casamento homossexual, lei essa que, independentemente da decisão de Cavaco, seria posteriormente aprovada pelo Parlamento.

Que interesse pode ter este episódio que não seja o de uma direita mais conservadora, auto-intitulada de católica, se reafirmar politicamente e deixar sementes para um projecto político futuro? Que outro interesse poderá existir que não seja o desta direita (onde bem sei que o Pedro não se revê) procurar um candidato presidencial contra Cavaco Silva, sob o pretexto de a lei que permite o casamento homossexual ir contra os ensinamentos da Igreja? Ser uma lei contrária à moral católica. E porque contrária, naturalmente imoral. Ou amoral, que pouco interessa ao que se segue.

Esta militância, e agora vamos ao miolo do problema, não lhe vou chamar dogmática, porque não é, mas de certa forma intransigente, já aceitou a separação entre a Igreja e o Estado, mas não a concebe entre a moral e a religião. No seu entendimento, as duas confundem-se radicando a primeira na segunda. Ao contrário de, por exemplo, Adam Smith que, já no século XVIII, considerava a religião como uma aliada da moralidade, esta sim, inerente ao homem, há quem, por cá, ainda conceba que os nossos valores morais terão origem divina e apenas por essa forma será possível abarcá-los na sua plenitude.

Esta conversa já foi feita na Grã-Bretanha há muito tempo por homens como Gibbon, Hume, Hutcheson e também Adam Smith. Talvez por sermos um país periférico, talvez por, a partir de determinada altura, nos termos centrado em demasia na cultura francesa, esse debate passou-nos ao lado. A modernidade chegou-nos à força e sem alicerces intelectuais que a fundamentasse. Essa falha intelectual dos ‘modernos’, mais o horror de um certo sector ‘conservador’ à destruição pura e simples do passado, levou estes a fecharem-se em ideias pré-concebidas e seguras. Os dois lados ergueram barricadas e a conversa inglesa nunca existiu por cá. Tivesse ela acontecido e talvez (continuo a conjecturar), a hipotética candidatura de Bagão Félix, ou qualquer outro candidato ‘católico’ contra Cavaco Silva, nem tinha pés para andar, tomando a sensatez o seu lugar. Tal como as coisas estão, nunca o saberemos.

Mediocridade e aquecimento global

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 09:57

"Quem são os mediocres?" de Diogo Costa no Ordem Livre

O BCE

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 09:19

ECB’s role as lending lifeline grows

The European Central Bank has slowly but surely been replacing the private markets as the main source of cross-country funding in the eurozone.The ECB is currently lending close to €900bn ($1,098bn, £728bn) to eurozone commercial banks, jumping to near-record levels since the creation of the central bank 11 years ago. This now matches cross-border lending between commercial banks in the 16-nation currency zone, according to JPMorgan.

Although lending between domestic banks represents the lion’s share of the estimated €6,300bn market, the ECB has become essential as a lifeline to the weaker of the 3,000 banks in the eurozone.(…)

The fear of lending to other banks because they may fail to repay loans is also reflected in the large sums of cash being deposited at the ECB overnight.

In spite of offering only 0.25 per cent for deposits, commercial banks parked €305bn at the ECB on Monday night because they prefer the safety of placing their money with the central bank rather than lending to other banks at higher rates. Before the Lehman crisis, overnight deposits at the ECB were typically less than €10bn.

This has forced banks in Greece, Ireland, Portugal and Spain, the so-called peripheral economies, to borrow more from the ECB. Spain, however, is seen as the biggest problem among the peripherals. This is partly because of the size of its economy, which is the fourth largest in the eurozone.

Should Spain have to turn to emergency loans from the special stability fund or even face a restructuring of its debt, this could leave Germany and France, which have large exposures to Madrid, with big losses.

Spain’s banks for months have been complaining of the high cost of tapping – or complete lack of access to – commercial money markets such as the interbank lending system or asset-backed markets. This is partly due to banks’ overexposure to insolvent property developers and related businesses, and fears about Spain’s sovereign debt and growth-choking austerity plan.

However, Elena Salgado, Spanish finance minister insisted on Tuesday that the banking system was solvent, and that the faint signs of economic recovery witnessed in the first quarter would be maintained throughout the year.

The rest of the eurozone and the ECB will be praying that she is right.

(clique na imagem para aumentar)

Bola Nostra

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 08:59

"A Guerra Mundial" de Fernando Gabriel no Diário Económico

Um dos jornalistas que procura contrariar a opacidade dos negócios da FIFA é Andrew Jennings. O seu livro Foul! (Londres, 2006) é um relato arrasador e um compêndio de escândalos: as irregularidades na eleição de Blatter; os negócios de Jack Warner, o vice-presidente da FIFA e presidente da CONCACAF, que a Ernst & Young estima que tenha obtido um lucro de meio milhão de libras só com a revenda de bilhetes no Mundial de 2006; a ‘débâcle’ da ISL, a companhia acusada de ter conseguido os direitos televisivos dos mundiais através de subornos -mais de 100 milhões de dólares na década de 90, segundo Jennings.
Hoje uma nova companhia ocupa as instalações da ISL: a Infront Sports & Media, detentora de direitos televisivos semelhantes. Por coincidência, o CEO da Infront é Philippe Blatter, sobrinho do presidente da FIFA. Na mesma localidade fica a sede da Match Event Services, que detém um quasi-monopólio das acomodações hoteleiras de topo na África do Sul durante o torneio de 2010. O ‘mark-up’ sobre o preço pago aos hoteleiros vai de 30 a 1000%, no caso de algumas instalações do parque nacional Kruger. Mesmo os crentes no efeito miraculoso do "multiplicador keynesiano", que adoram o evento pelo suposto impacte no produto das economias, reconhecem que, graças à política de preços da Match, metade dos turistas previstos ficaram em casa e como a renda económica associada aos alojamentos será repatriada para os países dos accionistas, o impacte do mundial sobre o crescimento será quase nulo. Quando as cornetas se calarem, a África do Sul ficará com uma colecção de magníficas inutilidades nas mãos de um sector público incompetente e o grande vencedor do mundial de 2010 será, incontestavelmente, a FIFA e o grupo restrito de parceiros de negócios do sr. Blatter. É deles o reino da bola

.

Uma pequena reflexão acerca da novela PT/Telefonica/Vivo

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 08:42

Das declarações de todos os responsáveis da PT e de vários analistas acerca da importância da Vivo ressalta a irrelevância e a pouquissima rentabilidade do negócio português da PT

Junho 29, 2010

Pé frio e de barro

Filed under: Desporto — ruicarmo @ 23:16

Um homem para o futuro.

Imagem do Telegraph.

Receita keynesiana

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 16:00

Nuno Pombo no 31 da Armada

Como ainda há quem veja nas receitinhas de Keynes uma panaceia para os males que nos afligem, sugiro que comecem desde já os trabalhos de soterramento das SCUT. Se pensarmos bem, são só vantagens: evitam-se portagens e as querelas dos identificadores, calam-se o Ministro Lacão e o Secretário Campos, abortam-se as revoltas do Rio a Norte, honra-se o princípio da universalidade e sempre se faz um investimento público, ainda por cima, longe dos grandes centros urbanos do litoral. Avance-se!

Escusava de vir agoirar

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 15:27

Sócrates «muito confiante» na vitória diante da Espanha

Crowding Out

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 15:24

Artigo de Paulo Pinho no Jornal de Negócios

Como não tem pleno acesso efectivo aos mercados externos, o Estado financia-se junto da banca. Esta, também totalmente carente de fundos, opta por financiar o Estado, evitando assim um mal maior, redescontando de imediato os títulos junto do BCE, como forma de "rolar" o financiamento dos créditos que já se encontram em carteira. Consequentemente, o dinheiro que vai para o Estado não vai para as empresas, de que resulta um abrupto corte na concessão de novos créditos. Em face disso, ao sector empresarial não resta alternativa que não seja a de uma total paragem do investimento produtivo.

No meio desta loucura não falta já quem defenda que a quebra do investimento privado tenha de ser contrariada por um aumento do investimento público. No plano teórico, estaríamos a trocar despesa privada por pública, minorando-se assim os efeitos recessivos de curto prazo daquela situação. Num plano realista, dois problemas se levantam: no curto prazo, investimento público vai exigir mais endividamento, o que só pioraria a situação actual (não fora o facto de não haver propriamente uma longa lista de entidades interessadas a emprestar dinheiro ao Estado português); no longo prazo, investimento público gerador de défices de exploração consistentes é um péssimo substituto para investimento produtivo gerador de valor acrescentado. Na realidade, mais do que os efeitos de curto prazo, o carácter insustentável da actual situação de financiamento da economia nacional advém dos seus impactos sobre a capacidade de crescimento e geração de riqueza a médio e longo prazos. Ou seja, é o futuro de todos nós que se encontra a ser comprometido pela má gestão das finanças públicas do passado recente.

Dizem alguns que a macroeconomia não passa de gestão de expectativas. Por isso, em momentos como o actual seria necessário um discurso optimista, estimulador do crescimento, em vez de mais artigos pessimistas como este. Adorava poder concordar com tal posição. Contudo, a possibilidade de adopção de um discurso optimista pressupõe que os poderes que (des)governam e que os agentes que decidem têm consciência clara das dificuldades que enfrentamos, actuando de forma consistente com a sua resolução. Quando se vive no único país da Zona Euro onde o ataque ao problema das finanças públicas se faz quase exclusivamente por via do aumento de impostos, sem atacar a gordura do Estado, se vê que os bancos se viraram para a concessão de crédito ao consumo e registamos o maior crescimento de vendas de automóveis da União Europeia, é-se forçado a concluir pela importância dos alertas realístico-pessimistas. E quando alguns se queixam de estar sozinhos a puxar pelo País, melhor fariam se, em vez de muito discursar, se dedicassem, de uma vez por todas, a atacar com determinação a despesa do insustentável Estado gastador que a todos sai cada vez mais caro sustentar.

Why Friedrich Hayek Is Making a Comeback

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 11:40

Artigo de Russel Roberts no Wall Street Journal

He was born in the 19th century, wrote his most influential book more than 65 years ago, and he’s not quite as well known or beloved as the sexy Mexican actress who shares his last name. Yet somehow, Friedrich Hayek is on the rise.

When Glenn Beck recently explored Hayek’s classic, “The Road to Serfdom,” on his TV show, the book went to No. 1 on Amazon and remains in the top 10. Hayek’s persona co-starred with his old sparring partner John Maynard Keynes in a rap video “Fear the Boom and Bust” that has been viewed over 1.4 million times on YouTube and subtitled in 10 languages.

Why the sudden interest in the ideas of a Vienna-born, Nobel Prize-winning economist largely forgotten by mainstream economists?

Podem ler o resto do artigo aqui.

“Devolvam-nos o vosso dinheiro!”

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 10:57

Depois da intervenção acesa de vários representantes do sector – os realizadores João Botelho, Margarida Gil, Fernando Matos Silva ou a actriz Carla Bolito – houve consenso mas em torno de uma recusa liminar dos cortes previstos nas verbas disponíveis para o cinema que decorre da aprovação da nova legislação em vigor desde 18 de Junho.

Mais uma prova da boa gestão do dinheiro dos contribuintes

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 10:19

Se o fecho das 900 escolas básicas até 2011, que a ministra da Educação anunciou no início de Junho, for avante, escolas que foram requalificadas e onde foram investidos milhares de euros nos últimos anos podem ter os dias contados. Só em 19 escolas encontradas pelo i – uma amostra – foram investidos mais de 3 milhões de euros.

“The world doesn’t owe us a living”

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 09:16

David Cameron

He said: “I think too many people in this country are living under the delusion that a prosperous past guarantees a prosperous future. But it isn’t written anywhere that this country deserves a place at the top table.
He added: “It was once said that freedom once won is not won for ever; it’s like an insurance premium – each generation must renew it. Economic prosperity is the same. Just because we’ve had it before doesn’t mean we’ll automatically get it again.”

The Prime Minister said Britain will only remain a major economy if it can tackle the huge Government deficit, reform the welfare system and attract new investment from overseas

É claro que outros líderes políticos (e "eminentes" economistas) pensam de forma inversa. Acham não só possível como desejável viver indefinidamente a crédito e confiar no miríficos "multiplicadores da despesa".

Junho 28, 2010

Rui Tavares, o luddita

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 15:27

"Protecionismo? Não obrigado." de Tiago Tavares (Mercado de Limões)

Numa entrevista para o programa Agora a Sério, vejo Rui Tavares a ter um discurso já habitual. O tom pode ser classificado como de manifesto. O objectivo é a transmissão pelo emissor da repugnância causada pelas injustiças sociais que envenenam o mundo, hoje, globalizado. Contudo, descontados os sofismas de tal retórica, e analisadas as implicações sociais do que por vezes é defendido, descobrem-se posições que simplesmente contradizem o propósito do discurso. Isto é, posições que são repugnantes defesas da miséria social.
Numa resposta a uma questão, Rui Tavares insurge-se contra a passividade da União Europeia sobre a admissão da China na Organização Mundial do Comércio. Refere que a abertura dos mercados europeus às exportações chinesas só deveria ter acontecido se o gigante assiático terminasse com o “dumping social”. Ou seja, antes de entrar nos mercados internacionais, governo chinês deveria conceder direitos de “associação sindical”, permitir o direito “à greve”, “subir [administrativamente] salários”, e conceder “leis de protecção do trabalho”. Chega mesmo a utilizar as seguintes palavras – “estamos a competir com a escravatura”. Enfim, Rui Tavares defende que a China deveria manter-se economicamente isolada até que o governo implementasse medidas de valorização dos trabalhadores de acordo com um padrão de exigência europeu.

Posições deste género são apenas autistas.(…)

Leiam o resto do post no Mercado de Limões.

Efeitos da interioridade

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 14:50

Álvaro Santos Pereira no Desmitos

Acha que o despesismo e o favoritismo se passa na Madeira ou nos Açores? Será que é aí que se encontram mais trabalhadores municipais por 1000 residentes? Não, também não é, pois as regiões autónomas têm um número de funcionários municipais semelhante à média nacional.

E se não é aí, onde é que há uma maior percentagem de funcionários muncipais? Sim, exactamente. É no Alentejo, onde o alegado efeito da interioridade é mais forte do que em regiões como Bragança e em Trás-os-Montes. Afinal, não é toa que o Partido Comunista consegue manter o seu irredutível bastião naquela região do país…

Vejam o (interessantissimo) quadro que é apresentado no post.

(via Mercado de Limões)

Espiões da poupança

Filed under: Economia,Portugal — BZ @ 13:50

O Governo quer saber o nome dos clientes bancários e os montantes por estes recebidos em juros.

Estes juros já são taxados em 20% através de retenção na fonte (nº 3 do Artigo 71º do CIRS), tendo o contribuinte opção de o englobar na declaração anual de rendimentos (nº 6 do referido Artigo) - só interessante para quem acaba por pagar taxas de IRS abaixo de 20%.

É, deste modo, credível que o Governo pretenda, a curto prazo, aumentar a taxação dos contribuintes através do englobamento dos rendimentos das suas poupanças.

quid pro quo? (2)

Filed under: Economia,Portugal — BZ @ 13:07

Em Julho as taxas de IVA vão aumentar, respectivamente, 20% (de 5% para 6%), 8,3% (de 12% para 13%) e 5% (de 20% para 21%). Alguns supermercados decidiram não reflectir nos seus preços estas subidas.

Quem, em 2008, contestou os ginásios que não fizeram reflectir a descida do IVA de 21% para 5% [Nota: corrigido] vai agora manter a coerência e exigir áqueles supermercados a subida dos preços?

Krugman, o luddita

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 12:47

Carta de Don Boudreaux ao NYT

If Beijing doesn’t further raise the value of the renminbi, Paul Krugman wants Uncle Sam to impose trade sanctions on Chinese producers (“The Renminbi Runaround,” June 25). Mr. Krugman justifies his embrace of protectionism by pointing to today’s high unemployment rate: by making Chinese goods less costly for Americans to buy, Beijing’s monetary policy allegedly reduces “demand for goods and services to generate the jobs we need.”

If Mr. Krugman is correct that access to inexpensive goods and services from abroad causes unemployment by reducing demand for domestically produced outputs (and, hence, for workers who produce those outputs), it must also be true that access to inexpensive goods and services from labor-saving technology causes unemployment. In both cases, fewer domestic workers than before are required to make outputs available to consumers.

So here’s a question for Mr. Krugman: does today’s high unemployment rate also justify Uncle Sam imposing punitive tariffs on R&D teams, inventors, and other sources of labor-saving technologies?

quid pro quo?

Filed under: Economia,Portugal — BZ @ 12:45

As auto-estradas SCUT são pagas pelos contribuintes (principalmente os automobilistas). O Estado pretende agora que seja o utente da auto-estrada a pagar. Justo! Mas então porque continua o contribuinte a pagar?

E depois ainda dizem que os impostos não vão aumentar…

Um romance que vale por si

Filed under: Comentário,Livros — André Abrantes Amaral @ 12:30

Já vamos quase em Julho e arrisca-se a ser o melhor que vou ler em 2010. Um romance esmagador, daqueles que fica a pairar na nossa memória dias a fio. É experimentar.

O novo “eixo do mal” (para quem ainda anda distraido)

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 11:54

No blog do MEMRI

In a joint press conference with his Venezuelan counterpart Hugo Chaves, Syrian President Bashar Al-Assad praised his host’s positions and support for the resistance, saying that resistance is not terrorism but an alternative to negotiations when the latter fail to produce peace. He criticized the U.N. and the international community, which, he said, do not represent the will of the majority of nations but are controlled by a few countries that want to rule the world.

Assad added that Syria’s support of Iran’s aspiration to attain nuclear technology for peaceful purposes was motivated by Syria’s own aspiration to attain such technology in the future.

Há dias, O Fernando Gabriel dizia-me que de Caracas fica bem mais perto de Washington que Teerão e, qualquer dia, os EUA acordam novamente com mísseis inimigos plantados no seu “quintal”

Cortes radicais, na California

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 10:39

The small southern California city of Maywood has hit on a unique solution to its budget crisis. Crushed by the recession and falling tax revenues, the city is disbanding its police force and firing all public sector employees.

Maywood has opted for an extreme solution, by contracting out all public services, including the most basic, to save cash. But it is not alone.

Como minarquista não concordo com um que o determinados serviços públicos, como a polícia, sejam privatizados o que não significa que seja contra os serviços privados de segurança) mas o despesismo na California foi de tal ordem que em muitos casos não sobram recursos para manter sequer o estado mínimo.

Sigilo bancário para as urtigas

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 10:02

Bancos são obrigados a revelar ao fisco juros das poupanças

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 08:37

Esta semana, em destaque o blog Texts From Last Night.

The End

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 01:19

A novela “Carlos Santos”, blogger ambivalente, terminou. Depois de dois anos alucinantes, o Carlos Santos vai retirar-se, algo que me confidenciou e autorizou que divulgasse. E vos garanto que ele vai cumprir o seu afastamento. Sai quase morto, pelo que, nesta fase, “bater” no Carlos Santos é como pontapear um vagabundo estendido no chão. Apela-se portanto agora ao bom-senso. Desaparecendo da blogosfera o Carlos Santos, morrem com ele as quezílias que ele transportava. Depois de todo o ruído, é tempo para o silêncio. Para que possamos voltar à normalidade, e discutir o que interessa – já não há paciência para tanta hipersensibilidade e fabulação – seria bom que todos soubessem enterrar as pequenas dissidências que ainda existam. A saída de cena do CS é um primeiro passo, agora seria bom que todos agora enterrássemos também alguma pendência que ainda teime em subsistir.

Acabou. OK?

Junho 27, 2010

Uma forma diferente de fazer política

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:41

Excerto de “Os Dias Contados” de Alberto Gonçalves (Diário de Notícias)

Os apoiantes de Pedro Passos Coelho sempre juraram que o homem representava uma nova forma de fazer política. Não duvido. O dr. Passos Coelho é o primeiro líder da oposição que, em última instância, não se opõe a coisa nenhuma. Cada medida absurda do Governo é recebida pelo actual PSD a cinco tempos: 1) Recusa (o PSD acha a medida inadmissível); 2) Negociação (o PSD pretende obrigar o Governo a discutir a medida e forçá-lo a revê-la de acordo com as suas exigências); 3) Confusão (o PSD lança para a imprensa um nevoeiro informativo acerca das suas pretensões e do desenvolvimento da discussão que mantém com o Governo); 4) Aceitação (o PSD proclama que o interesse nacional o levou a concordar com a medida inadmissível do Governo); 5) Vergonha (o PSD pede desculpa ao País).

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