O Insurgente

Maio 9, 2010

Parabéns

Filed under: Blogosfera,Desporto — ruicarmo @ 20:17

Ao Mar Salgado pelo prazer que dá. Faz hoje sete anos e um dia. Cuidado com os excessos dos festejos, caro FNV.

The Conservatives have grown 4 per cent since 2005

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 18:01

Uma análise interessante sobre o resultado obtido pelo Partido Conservador liderado por David Cameron: Nobody has won in terms of votes, but the last-minute momentum was to Labour. Por Patrick Dunleavy.

Conservatives – yesterday Lord Tebbit was accurately quoted as saying that given the recession and Gordon Brown’s unpopularity as PM, the Tories should have been 15% ahead of Labour.

In fact they are 7 per cent ahead, and since 2005, over 4 years, they have grown their support by just 4%.

This is not an impressive performance, despite the party’s advances made in terms of winning seats. But Cameron will be safe from criticisms from the right because of the haul of new MPs.

Robert Bennett drops out

Filed under: Blogosfera,Comentário,Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 17:15

Este é um desenvolvimento significativo no GOP. Mais importante ainda do que o número de lugares que os republicanos possam conquistar aos democratas nas próximas eleições é a natureza dos novos representantes do GOP que venham a ser eleitos. O afastamento de Bennett é mais um sinal positivo quanto à renovação do GOP: Sen. Bennett Loses Nomination Bid

Republican Senator Robert Bennett of Utah on Saturday became the first incumbent U.S. senator to drop a re-election bid this year after losing a vote for his party’s nomination.

The three-term senator, hurt by anti-incumbent sentiment and unpopular moves he made in Washington in the past few years, failed to secure enough support from the 3,500 delegates at the state GOP convention here.

Unlike most states, Utah has a nominating system in which delegates winnow down their party’s field of candidates before a primary election. Mr. Bennett was eliminated from the Senate race in the second of three rounds of delegate voting. He finished third in the vote; only the top two advance to the final round.

The remaining candidates, businessman Tim Bridgewater and lawyer Mike Lee, will compete in a June 22 primary. Running on populist platforms, they both have backing from tea-party supporters and have pledged to reduce the federal government’s size if elected.

The winner of the GOP nomination will be favored to win the general election in this heavily Republican state.

Isso não dizem na TV

Filed under: Economia,Educação,Media,Política,Portugal — elisabetejoaquim @ 14:10

Medina Carreira esteve este fim de semana na feira do livro de Lisboa para aquilo que seria uma conferência de apresentação do seu livro Portugal, que Futuro? mas que acabou por ser, a pedido da plateia, uma conversa com perguntas-respostas. Visivelmente satisfeito pela enchente do pequeno espaço dedicado ao evento, Medina Carreira repetiu o que já há muito nos habituámos a ouví-lo dizer: Que desde 70 a dívida pública tem vindo a aumentar consideravelmente e em correlação indirecta com o crescimento do Estado, que está hoje perto de zero; Que Portugal é um país em que só um louco investe, onde a Justiça não funciona, o código de trabalho é demasiado rígido e onde só os monopólios se safam; Que a Educação é uma burla alargada na qual a “aprendizagem” é um pretexto para a escola-depósito; Que o próprio Estado Social é uma burla; Que somos um povo «manso» e «sem escola».

A plateia queria soluções, remendos ou estimativas temporais para o agora certo apocalipse. Medica Carreira repetiu que não há soluções, que seis milhões de portugueses, mais de metade da população, depende do Estado, mas isso não dizem na TV, já convidei pessoas para debater este assunto comigo na TV e toda a gente recusa. Cortar nas despesas do Estado que não envolvem esses dependentes teria efeitos irrisórios nas contas públicas, e mesmo matar todos os ricos de Portugal não traria mais que 10€ ao bolso de cada um deles.

O diagnóstico parece hoje banal. Parece até estranho que uma pessoa como Medina Carreira tenha sido encarada pelos media como material de circo.  Ser material de circo mediático exige um fino malabarismo entre a crítica polémica ao sistema mas sem nunca pisar o chão de fundo do próprio sistema; entre apontar o que está mal mas sem falar das causas do mal. Medina Carreira sempre foi um excelente censor da crise, um hábil detector sem a função teórica da explicação. Durante este evento na feira do livro, e apesar das várias perguntas directas nesse sentido, Medina Carreira esquivou-se sempre de uma explicação teórica de fundo para o fenómeno actual, e recusou ler o problema numa perspectiva normativa. Agora que o circo se tornou realidade e por isso perdeu a piada, e que o palhaço perdeu o circo, poder-se-ia perguntar: Medina Carreira, que Futuro?

Mesmo que Medina Carreira decidisse quebrar a fronteira e falar claramente dos problemas do Estado Social (independentes da sua relação à economia), duvido que os nossos jornalistas, como o intrépido defensor da liberdade Mário Crespo que esta semana engraxou entrevistou de forma tão inspirada Mário Soares, fossem achar piada a este novo senhor que para além de ter razão no diagnóstico ainda vem pôr em causa os fundamentos daquilo que só com nariz vermelho se pode ousar chamar a Grande Burla.

U.S. National Debt Clock

Filed under: Economia,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 13:07

U.S. National Debt Clock: Real Time

The Further Left You Are the Less You Know About Economics

Filed under: Economia,Política — elisabetejoaquim @ 11:55

Some of the results in this new article by Zeljka Buturovic and Dan Klein in Econ Journal Watch (a peer-reviewed journal of economics) are startling:

Note that the questions here are not whether the benefits of these policies might outweigh the costs, but the basic economic effects of these policies.

Those identifying as “libertarian” and “very conservative” were the most knowledgeable about basic economics.  Those identifying as “Progressive” and “Liberal” were the worst.

O modelo social português da III República

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 10:00

A culpa é do liberalismo? Por Rui A.

Há quase vinte e cinco anos, Aníbal Cavaco Silva, acabado de vencer as suas primeiras eleições, deu uma entrevista à revista do Expresso, onde, entre outras coisas, anunciou que era um keynesiano, que acreditava na intervenção do estado na economia e na sociedade, e que estava muito feliz por estar já a constatar uma considerável subida do sector dos serviços, em detrimento dos outros da economia tradicional portuguesa, que ele considerava ainda subdesenvolvida e rudimentar. Depois disso, nos seus quase dez anos de governo, Cavaco privatizou parte da economia que fora estatizada no PREC, mas o estado não parou de crescer em número de funcionários e na sua presença na sociedade.

Foi a partir deste momento, com Cavaco Silva e a sua primeira maioria absoluta, que se definiu o modelo social português da III República. Esse modelo foi – é – intervencionista e estatista, tendo permitido o continuado crescimento do estado em número de servidores e de clientes, de serviços e de funções.

(…)

Curiosamente, todos falam da “crise”, mas poucos parecem interessados em fazer-lhe o diagnóstico rigoroso. O que está em falência é o modelo intervencionista de presença do estado em todos os sectores da sociedade, sustentado por um lógica redistributiva de rendimentos, cargas fiscais elevadas, proteccionismo legislativo e domínio das corporações sobre o mercado. É bom termos isto presente, antes que apareça por aí alguém a dizer que esta é masi uma crise do capitalismo.

Socialista à força

Filed under: Política,Portugal,Religião — Carlos Guimarães Pinto @ 05:59

Liberais, anarquistas, conservadores têm que sacrificar a vida dos seus filhos para que os socialistas, num assunto que apenas a eles diz respeito, organizem a sua vida em sociedade da forma que melhor entendem. Liberais, anarquistas, conservadores contribuem para as despesas de funcionamento dos serviços do Estado para que os socialistas, num assunto que apenas a eles diz respeito, imponham a sua noção de vida em sociedade. Agradecia que alguém me explicasse porque sou eu obrigado a participar numa forma de organização de sociedade com a qual não concordo. Sou um feroz defensor da liberdade de associação. Agradecia que respeitassem a minha liberdade de não me associar. Começando por não me obrigar a contribuir financeiramente e com o meu tempo para a vossa vida de crentes. Se querem oferecer educação, saúde, segurança social, investir em energias renováveis, magalhães e abortos façam-no com o dinheiro do vosso trabalho. Suponho que a força da fé vos chega para fazer esse sacrifício. Eu é que não tenho de fazer nenhum. Parece-me.
O Daniel Oliveira concordará comigo.

Mais um dia no manicómio ou Wonderland

Filed under: Diversos,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 00:14

Isto é lindo:

@JornalNoticias PCP: Governo está a ceder “aos grandes interesses” ao adiar obras   

(Via @Rui_Castro no Twitter)

Na Ala B do manicómio, Pedro Passo Coelho e o PSD ajudam a legitimar a opção do Governo de “cortar” nos subsídios de desemprego e, ainda, no disparate completo do “ataque especulativo”, ou seja, é comido de cebolada ou em versão alternativa,não lhe oferecem nem a vaselina. Na Ala J, Louçã e o BE ajudam com a aprovação do favorecimento dos interesses particulares dos “Corleones” e afins. Nas catacumbas da Instituição, lá no sítio onde estão os doidos já sem remédio e os pobres a quem levaram metade do cérebro, grita-se e esperneia-se a favor do grande capital e da especulação. 

Endoideceram todos. Estou aqui que nem posso, não tarda endoideço também. Skloka.


Maio 8, 2010

TGV, TGV, TGV…

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:16

Ministro: TGV pode chegar a Lisboa pela ponte 25 de Abril

Não querendo avançar qual a opção definitiva para ligar Poceirão a Lisboa, sem a construção da terceira travessia do Tejo, António Mendonça admitiu que «há condições técnicas de fazer ligação pela ponte 25 de Abril».

Porquê tanta pressa? Por LR.

Seria de todo o interesse que o contrato hoje assinado fosse tornado público, designadamente as cláusulas de penalização por incumprimento. Um assunto que deveria merecer a atenção do Parlamento, do Tribunal de Contas e da Procuradoria.

O azedume do laicismo moderno

Filed under: Cultura,Internacional,Media,Política,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 20:18

Vasco Pulido Valente, no Público (via Portugal dos Pequeninos):

O Papa, por razões de fé ou de curiosidade, atrai um muito maior número de pessoas do que um sindicato, um partido, uma banda de rock ou, simplesmente, o congresso nacional das filarmónicas de província. Atrairá com certeza milhões. Não admira, por isso, que o Estado tome, como lhe compete, as suas medidas, nem que o Governo se queira associar à ocasião para beneficiar por reflexo da popularidade de Ratzinger. Sempre foi assim. O que há de novo é o azedume do laicismo moderno. Mais precisamente: do ateísmo moderno, que se julga científico e absoluto. A democracia tolera o mundo inteiro. Só não tolera a Igreja Católica e, em especial, Bento XVI, provavelmente porque nunca o leu. Ou talvez porque o leu.

Beira-Mar campeão

Filed under: Desporto,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:32

A subida de divisão do Beira-Mar é uma excelente notícia para Aveiro. De assinalar também o regresso do Portimonense à divisão máxima depois de duas décadas de ausência.

Friedrich Hayek, 8 May 1899 – 23 March 1992

Filed under: Economia,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 16:55

hayek- lse

Lee Edwards sobre o pensamento de Hayek.

Milton Friedman sobre a influência de Hayek e o seu papel na criação do Institute of Economic Affairs.

(via A Arte da Fuga)

“Fear the Boom and Bust” a Hayek vs. Keynes Rap Anthem (com legendas em português)

Benfica: o clube do regime de Sócrates

Filed under: Desporto,Double standards,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:35

Pinto da Costa: “Sócrates quase pôs o Benfica como clube do regime”

Insistir no disparate

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:17

A suspensão da construção do novo mega-aeroporto de Lisboa e da 3ª ponte sobre o Tejo são de facto boas notícias mas, infelizmente, mesmo com o Estado e os bancos portugueses perigosamente próximos de uma situação de ruptura financeira, o Governo socialista continua a insistir no avanço a qualquer custo do TGV.

Por este andar, ainda se vai tentar justificar a necessidade impreterível do TGV Lisboa-Madrid invocando a actividade do vulcão islandês

Ron Paul on the crisis in Greece

Filed under: Economia,Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 15:48


(via A Arte da Fuga)

Agora so falta começar a cortar (realmente) a despesa publica

Filed under: Diversos,Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:12

O Primeiro-ministro admite suspender a construção do novo aeroporto de Alcochete e a Terceira Travessia sobre o Tejo (TTT).A posição foi assumida esta noite, em Bruxelas, no final de um jantar dos líderes do Eurogrupo que estiveram a discutir o plano de ajuda à Grécia.José Sócrates compromete-se em reduzir o défice orçamental para 7,3% este ano, uma descida de dois pontos percentuais em relação a 2009

…e suspender o elefante branco chamado TGV. Qualquer dia estara a fazer tudo o que Manuela Ferreira Leite defendeu nas ultimas legislativas.

Maio 7, 2010

Oferta generosa

Filed under: Agenda,Cartoons,Cultura,Internacional,Teoria — ruicarmo @ 23:33

Para 2012. A obra Collection of Korean Social Science Works retrata a terra dos Kim’s. É completo e heróico. Estará à venda na Amazon?

The book deals with all the successes the country has made in social science on the basis of the immortal Juche idea.

Contained in the series are books, treatises and other valuable works written by academicians, candidate academicians, professors and doctors renowned in social science circles of the country, including Hong Ki Mun and Kim Sok Hyong.

The collection, the first of its kind in the country, is composed of the revolutionary history of the three commanders of Mt. Paektu — President Kim Il Sung, General Secretary Kim Jong Il and anti-Japanese heroine Kim Jong Suk — philosophy, economics, law, linguistics, literature, history, national classics, folklore and archaeology.

A 7 de Maio

Filed under: Videos — Carlos M. Fernandes @ 20:02

…de 1833 e 1840 nasceram, respectivamente,  Johannes Brahms e Pyotr Ilych Tchaikovsky

O nacionalismo romântico subvertido por um romântico: Dança Húngara n.5. Direcção de orquestra: Claudio Abbado. (Esta é a primeira faixa da excelente caixa de 6 CDs lançada pela Deutsche Grammophon para celebrar os 111 anos da editora.)

Eugene Onegin, a ópera romântica de um (putativo) cosmopolita, com Thomas Allen e Mirella Freni. Orquestra dirigida por James Levine. (Gravado em 1987, e também disponível no catálogo da Deutsche Grammophon.)

Rand Paul leads in Kentucky

Filed under: Internacional,Política,Sondagens,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

Resultados muito animadores nas primárias republicanas no Kentucky:

Kentucky Poll: Paul holds commanding lead; Mongiardo ahead

A new Kentucky Poll shows novice political candidate Rand Paul with a commanding 12-point lead over Trey Grayson, the Republican Party establishment’s choice in the GOP race for U.S. Senate in Kentucky.

Paul, Mongiardo Lead KY Primaries

Almost unchanged from the last time PPP polled the GOP primary in December 2009
(44-25 with no other candidates polled), Paul leads party favorite Trey Grayson 46-28,
with Gurley Martin and John Stephenson each at 2%, Jon Scribner getting less than 1%,
and 21% having still undecided.

Barril de brent

Filed under: Economia,Internacional — BZ @ 18:56

Em qual das seguintes moedas preferem comprar o barril de crude (Brent)?

"Evolução do preço do barril de crude (Brent)"

clicar para aumentar

Já agora, conseguem adivinhar que moeda cada linha representa?

Hoje, às 18 horas, Helena Matos e José Manuel Fernandes (Repetição, Domingo às 19)

Filed under: Insurgentes nos media,Internacional,Política,Portugal,União Europeia — André Abrantes Amaral @ 16:17

Esta semana eu e a Antonieta Lopes da Costa estamos em debate com Helena Matos e José Manuel Fernandes, sobre alguns dos principais temas da actualidade:

1) Grécia, euro e o futuro da União Europeia – As contas públicas de Portugal e da Grécia continuam a dar que falar pelo mundo fora. A Grécia saiu à rua contra a ajuda internacional, com manifestações que se saldaram em três mortos. Conseguirá o euro sobreviver a tanto tumulto?

2) Candidato Manuel Alegre – O ex-deputado socialista oficializou a sua candidatura à presidência da República, dizendo-se suprapartidário. Mas será que o seu discurso se coaduna com os novos tempos?

3) Eleições no Reino Unido – Perante uma das maiores crises de que há memória, o Reino Unido arrisca-se a não ter um governo maioritário. A segunda maior economia da Europa, apesar de fora do euro, tem dias difíceis pela frente.

4) Burqa – A deputada liberal alemã e vice-presidente do Parlamento Europeu Silvana Koch-Mehrin, defendeu a proibição da burqa em todos os estados europeus. Não será que uma medida desta envergadura é capaz de criar atritos onde a burqa não chega a ser um problema?

O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 9 de Maio, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

O furto que não é furto

Filed under: Diversos,Política,Portugal — Adolfo Mesquita Nunes @ 14:34

Emanuel sente-se ofendido com o que António Miguel Costa Abranches escreve no seu blogue sobre si. Desconfiando que aquilo que por António Miguel Costa Abranches é escrito no blogue resulta da truncagem de um conjunto de documentos antigos guardados no computador daquele, Emanuel decide, à primeira oportunidade, enquanto António Miguel Costa Abranches escreve ao computador numa esplanada de Oeiras, retirar-lhe o computador enquanto António Miguel Costa Abranches estava distraído e fugiu a correr.

António Miguel Costa Abranches correu atrás de Emanuel e conseguiu até apanhá-lo. Emanuel diz-lhe então que pretende fazer queixa contra ele por difamação, uma vez que, segundo crê Emanuel, António obteve e utiliza tais documentos de forma ilegal. A presença de tais documentos demonstrará que António, no fim de contas, praticou actos ilegais susceptíveis de configurarem a prática de crimes.Mas ao ouvir esta explicação de Emanuel, ciente de que não estava afinal perante um furto mas tão só perante uma legítima acção de Emanuel, António Miguel Costa Abranches não só deixou Emanuel seguir o seu caminho com o computador na mão como ainda lhe pediu desculpa.

Andam a fazer concorrência ao “Inimigo Público”

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 12:09

Para haver furto, é preciso que quem subtrai uma coisa tenha “a ilegítima intenção de apropriação”. Se Ricardo Rodrigues não tinha, como se tornou evidente, intenção de fazer dos gravadores sua propriedade, mas sim de os entregar a um depositário (como o fez), não há furto nenhum.

Nada melhor que o humor para aligeirar a crise.

Endgame for Mr. Brown

Filed under: Política — Miguel Noronha @ 11:45

É fim da linha para Gordon Brown e para os trabalhistas. O líder dos liberais-democratas já deu a entender que não apoiará a continuação destes no governo. A Libra disparou. após esta declaração.

Acerca das eleições no Reino Unido

Filed under: Política — Miguel Noronha @ 09:20

Comentário de Ian Dale ao resultado das eleições de ontem.

The LibDem performance was all over the place. They lost many more seats to the Conservatives than anyone thought, but still managed to gain several seats too – Wells, Eastbourne and Solihull being three. They also won several Labour seats like Redcar and Norwich South. They have also lost a lot of seats in the South West to the Conservatives. Bizarre. I just hope they don’t end up on 59 seats, as the exit poll predicted, otherwise I might have a rather unpleasant duty to perform [nota: ver aqui] (…)

So where does this leave us? The constitution gives Gordon Brown the right to try to form a government. It is unlikely he would be able to do so, even in a formal coalition with the LibDems, as they still wouldn’t have a majority. But let’s face it, as David Blunkett has admitted, Brown has lost the election. He hasn’t got a mandate.

Can Cameron form a government with 310 seats? I’d day yes. And he can do it without begging the LibDems for support. However, he may think that we need a stable long term government and that it would be a good idea to form a coalition. If I were him, I would seriously think about that. It could be argued to be in the national interest.

Ricardo ‘Lucky’ Rodrigues

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:30

Miguel Coutinho no Diário Económico

Apesar de não estar acompanhado pelo cavalo Jolly Jumper nem pelo cão Ratanplan, o deputado fez jus à fama do ‘cowboy’ e foi mais rápido que a sua própria sombra, surripiando dois gravadores enquanto o Diabo esfregou um olho. Ricardo ‘Lucky’ Rodrigues justificou o acto “irreflectido” – apesar de as imagens revelarem, durante largos segundos, o seu olhar vagamente concuspicioso em direcção aos gravadores -, com a “violência psicológica insuportável” dos dois jornalistas da Sábado. Os jornalistas, como é sabido e Ricardo Rodrigues evidenciou com o seu testemunho, são os torturadores do século XXI. Furtar gravadores é a arma dos indefesos. Outra, mais inteligente, é não dar entrevistas quando se temem as perguntas.

Default?

Filed under: Economia,Política,Teoria,União Europeia — Miguel Noronha @ 08:12

“Europe finds the old rules still apply” de Kenneth Rogoff (Financial Times)

Will Europe’s crisis end only in “near misses” rather than outright defaults or reschedulings? The answer involves a range of political, social and economic questions that are not easily quantifiable. Economists have only a limited understanding of why sovereign nations ever repay their external debt, given the lack of any supranational legal authority that might force them to do so. It is very rare for a country to default because it literally cannot pay. In most cases, and certainly in southern Europe today, the issue is willingness to pay.(…)

In the case of Europe, the decision to repay involves not only the usual costs and benefits, but also the added question of how a nation’s status in the European Union will be affected. Is Europe prepared to go to great pains to punish Greece if it defaults, imposing costs much higher than those a non-euro country would face? If not, how can it seriously expect Greece to pay down debt levels far in excess of those navigated by almost any other large emerging market?

In our book on financial history, Prof Reinhart and I find that international banking crises are almost invariably followed by sovereign debt crises. Will the euro prove to be a firewall against this process, or a debt machine that fuels it? It is going to be extremely difficult for some of the peripheral eurozone economies to escape without large-scale defaults on their massive private external debts, public external debts, or both.

(via Jorge Costa)

Maio 6, 2010

Ética e responsabilidade social em discussão na Universidade de Aveiro

Filed under: Agenda,Economia,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:58

Amanhã vou estar por aqui, a falar (muito bem acompanhado) na Mesa Redonda das 9:30.

Previsão actualizada dos resultados no Reino Unido

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 23:14

No LSE Election Blog:

We’ve done a quick analysis of the Houghton and Sunderland results – Labour win with a clear majority but a loss over 11 per cent. Conservatives increase their vote share by 5 per cent. What does mean for seat allocation? Our own estimates suggest that this would take the Tories even higher than the exit poll (up to 317). Labour drop further in terms of seats to around 240. And Libs would edge up to around 63.

Resultados das eleições no Reino Unido

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 22:40

Os resultados das eleições no Reino Unido podem ser acompanhados ao vivo aqui: Decision Time 2010: Live Results.

UK exit poll (3)

Filed under: Internacional,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 22:38

Tudo em aberto: Election exit poll: Tories to be 19 short of majority

All exit polls have a small margin of error which could be significant in a tight election such as this one, in which the three main Westminster parties have been so close in the opinion polls.

There could also be different voting patterns around the country.

Nevertheless, Conservative leader David Cameron might find that winning one or two seats in Northern Ireland and forming a deal with the Democratic Unionist Party might be enough to give him a majority, making him Britain’s next prime minister.

(…)

The poll also anticipates the Lib Dems will perform better in England than in either Scotland or Wales, but a fall in number of MPs would still come as a blow to Lib Dem leader Nick Clegg, who has been neck-and-neck in the polls with the other two main parties for much of the campaign.

It remains to be seen whether the poll proves to be accurate in its estimate of the Lib Dem performance – deputy leader Vince Cable told BBC News his party expected to have gained a lot from postal votes, as they were ahead in some polls when those votes were cast.

UK exit poll (2)

Filed under: Internacional,Media,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 22:34

Are the BBC/ITN/Sky About to Have Egg on Their Faces. Por Iain Dale.

So the exit poll shows the Tories on 307 seats, 19 short of an overall majority. Don’t panic chaps and chapesses. My view is that by 4am this poll will have been shown to be wrong. It seems too incredible to be true that the LibDems are only predicted to get 59 seats. I’ll run naked down Whitehall if that turns out to be true.

UK exit poll

Filed under: Internacional,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 22:32

Conservative: 307
Labour: 255
Liberal Democrat: 59
Others: 29

A exit poll aponta para um resultado dos Conservadores perto mas aquém da maioria absoluta e para um resultado dos LibDems bastante abaixo do esperado.

LSE election night coverage

Filed under: Blogosfera,Internacional,Media,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 21:22

Uma alternativa interessante para seguir a noite eleitoral no Reino Unido, tanto no LSE Election Blog como através do LSE Election Night 2010 Live Webcast.

Da acção directa

Filed under: Diversos — Adolfo Mesquita Nunes @ 20:51

Ao alegar acção directa, Ricardo Rodrigues alega, em síntese, que durante a entrevista da Sábado, i) as perguntas dos jornalistas constituíram uma ameaça séria ii) a um seu direito, iii) ameaça essa que não podia ser efectivamente removida pelos meios coercivos normais, o que iv) justificou o furto dos dois gravadores por ser, em linguagem banal, um mal menor.

Olhando para os dados que temos, que são as imagens da entrevista e as declarações de Ricardo Rodrigues, ficamos sem perceber de que forma estão reunidos os pressupostos da acção directa, já que ainda se não percebeu i) como é que perguntas (e não afirmações) que um entrevistado pode optar por não responder constituem uma qualquer ameaça ii) a um qualquer direito, iii) insusceptível de ser removida pelos meios normais.

Ricardo Rodrigues foi violentado em que direito e como e por quem? E tal ameaça, a existir, só podia ser removida pelo furto de gravadores? E tal furto é proporcional ao conflito de direitos eventualmente em causa?

Sem a resposta a estas questões custa ver como é que o furto de Ricardo Rodrigues passa tão rapidamente por acção directa. Como aliás custa ver ao ponto a que a coisa chegou para justificar uma absurda e patética tentativa de condicionar a liberdade de imprensa.

UK exit poll às 22:00

Filed under: Internacional,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 20:37

Primeira previsão com base na exit poll esperada para as 22:00 e, em condições normais, projecção final para cerca das 23:00.

About tonight’s exit poll. Por Anthony Wells.

There is just the one exit poll these days at British elections. MORI and NOP used to do seperate ones, now they carry it out jointly on behalf of BBC and ITN (and for the first time at this election, Sky), so all three channels will have the same one.

It is carried out at around 130 polling stations, and they conduct about 16,500 interviews. They try and use the same polling stations at each election (though changes in wards and polling districts sometimes make it impossible) so that direct changes from the previous election can be drawn.

(…)

The aim of the exit poll is to predict the seat totals, not the share of the vote, and the team will try to work out if there are different shifts in support in different types of seat. The call is based on a probability of each seat going one way or the other, all summed up to make a seat total.

In terms of past accuracy, the exit poll last time got the Labour majority exactly right (though they were slightly off with Conservative and Lib Dem seats). Unless something goes terribly wrong, we should have a broad idea of the result a couple of minutes after 10 o’clock.

Vale a pena ler também estes dois posts de Pedro Magalhães: Ponto de situação, UK e UK: previsões finais.

Se não conseguirem uma maioria absoluta no Parlamento britânico, os conservadores deverão ficar muito perto desse objectivo. Tendo em conta o cenário político-económico no Reino Unido e sendo o líder conservador David Cameron, não sei qual dos cenários seria preferível.

Challenges for the next government of the United Kingdom

Filed under: Economia,Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 20:35

What should be done when the social democrats win? Por Mark Littlewood.

A major problem for the next government is that even if it decides it wishes to – or has to – pursue a more radical and (at least in the short term) painful approach to public sector cuts than previously contemplated, it will stand accused of lacking a mandate to deliver such change. If the developing scenario in Greece is anything to go by, then the British government will need more than a well thought out austerity package; it will need the authority to deliver it.

(…)

Whatever government emerges from the General Election will be committed to the social democratic consensus, and to the government spending about 50% of national income. But it might just give some room for manoeuvre and give the UK enough time to ensure that the horrible mess in Athens is not repeated in our own cities. That might not be much of a rallying cry, but is probably about the best we can hope for from the next government.

Juan de Mariana

Filed under: Economia,Educação,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:18

Já está disponível há alguns dias mas, como não tinha divulgado no blogue, aqui fica o link para o meu mais recente artigo publicado no OrdemLivre.org: Juan de Mariana: um corajoso defensor da liberdade

A Revolução Francesa, Portugal e a bancarrota

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

bancarrota. Por Rui Albuquerque.

A Revolução Francesa não inaugurou os expedientes modernos com os quais os governos dos nossos dias costumam tratar das crises financeiras em que lançam os seus países. Mas o governo revolucionário jacobino lançou mão de um conjunto de medidas que praticamente as juntou a todas, elevando-as a um paroxismo do disparate raramente igualado de novo: novos empréstimos (100 milhões em 5 de Setembro de 93); emissões descontroladas de papel-moeda, os célebres assignats (2 biliões em 28 de Setembro de 93, 1 bilião e 205 milhões em 19 de Junho de 94); novos impostos sobre os “ricos” (11 de Novembro de 93, destinado aos “ricos” de Nancy, numa medida decretada apenas por Saint-Just…); estabelecimento de preços e valores máximos para certos produtos e serviços (cereais, em 11 de Setembro de 93, géneros de primeira necessidade e salários, em 29 de Setembro do mesmo ano, esta última lei conhecida pela «Lei do Máximo»); confisco e nacionalização da propriedade («Decretos do Ventoso», de Março de 94); criminalização violenta de actos considerados ilícitos económicos (pena de morte para os açambarcadores em 27 de Julho de 93; pena de morte para quem rejeitasse os assignats e recompensa para os seus delatores); etc.

Somadas às loucuras do Ancien Régime, as loucuras da Revolução levaram a França à efectiva bancarrota. A guerra permanente com o estrangeiro agravou a situação. O governo revolucionário recusava responsabilidades na crise, imputando-as a todos os seus inimigos reais e imaginários. A culpa era dos emmigrés, dos conspiradores internos, dos contra-revolucionários, dos aristocratas, de Dumouriez, Pitt, dos credores, em suma, de todos menos de quem a provocara ou agravara irremediavelmente. Esta cultura de despesismo e irresponsabilidade deixou um traço profundo na mentalidade de muitos países que sofreram a influência da Revolução. Portugal não constituiu, nem constitui, uma excepção.

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