O Insurgente

Maio 14, 2010

Espanha vs Portugal

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 16:55

“Spain Chooses Sounder Austerity Measures Than Portugal” no Austrian Economics Blog

Now the details have been released. The difference is that while both countries chooses to both raise taxes and reduce spending, Spain primarily relies upon reductions in government spending increases, while Portugal relies primarily upon tax increases. The Portuguese Prime Minister Jose Socrates argued that the emphasis on tax increases instead of spending cuts. this mix would have “the smallest recessionary impact possible”.

But tax increases do not have a smaller recessionary impact. Quite to the contrary. Spending cuts and tax increases have the same demand side effects, but tax increases also have a negative supply side effect by worsening incentives, meaning that tax increases are a much worse option.

Perhaps Socrates hopes that tax increases will invoke less Greek-style strikes and protests from labor unions and other Marxist groups, but a representative for the Portuguese Communist Party has said that they will still launch protests.

It seems that the Iberian Peninsula divide on economic policy wisdom persists.

José Luís Saldanha Sanches

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 15:40

Conheci pessoalmente Saldanha Sanches num jantar em casa de um familiar meu. Apareceu de mochila às costas e logo conversou comigo grande parte da noite como se nos conhecêssemos há muito. Em Setembro aceitou gravar o Descubra as Diferenças, experiência que mais tarde não quis repetir por já se encontrar doente. Desejei-lhe aquilo que é possível desejar a uma pessoa na situação em que ele se encontrava. José Luís Saldanha Sanches não era apenas brilhante. Era um homem simpático, simples, que falava de igual para igual com quem se esforçava, independentemente dos seus pergaminhos, como só o fazem os homens que gostam discutir. Um homem lúcido, combativo, indisciplinadamente combativo, que opinava e se maravilhava com o que ouvia. Será um mentor quanto à forma de estar na vida.

Não receava as consequências que advinham do que dizia. E isto vale muito.

Hoje, às 18 horas, Francisco Proença de Carvalho e Alexandre Homem Cristo (Repetição, Domingo às 19)

Filed under: Economia,Insurgentes nos media,Política,Portugal,Religião — André Abrantes Amaral @ 15:33

Esta semana vou estar com a Antonieta Lopes da Costa em debate com Francisco Proença de Carvalho e Alexandre Homem Cristo, com os seguintes temas em cima da mesa:

1) Austeridade – O governo aproveitou a vitória do Benfica para anunciar um aumento dos impostos. Esta medida a que se junta o adiamento obras públicas é totalmente contrária ao prometido pelo PS nas eleições do Verão passado. Fomos defraudados?

2) Pedro Passos Coelho – O novo líder do PSD inicia o seu mandato a vencer nas sondagens. O reinado de Sócrates está à beira do fim?

3) Bento XVI – O Papa esteve em Portugal e pediu aos católicos para que fossem mais empenhados na economia e na política. Aproveitou ainda para, referindo-se aos casos de pedofilia, dizer que os pecados internos são as maiores ameaças à Igreja.

4) Reino Unido – David Cameron é finalmente o novo primeiro-ministro, em coligação com os liberais democratas de Nick Clegg. Conseguirão dois partidos tão diferentes manter-se juntos no poder?

O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 9 de Maio, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

Com estas fantasias se vai “construindo” o desastre europeu

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 12:51

Bloomberg

Romano Prodi recalls how he persuaded Germany to allow debt-swamped Italy into the euro: support our membership and we’ll buy your milk, he said.

When Prodi toured Germany’s agricultural heartland after becoming Italian leader in 1996, he pitched “a big milk pipeline from Bavaria,” pointing to a three-year, 40 percent plunge in the Italian lira that was hurting dairy sales. “To have Italy outside the euro, a huge quantity of exports from Germany would have been endangered,” Prodi, now 70, said.

Germany got the message, allowing entry rules to be bent to create a 16-nation market for its exporters. Now, German taxpayers are footing the bill for that permissiveness as Europe bails out divergent economies lashed to a single currency with little control over national taxes and spending.

The consequences are an 860 billion-euro ($1 trillion) bill for a debt binge led by Greece, sagging confidence in the European Central Bank’s independence and mounting speculation that a currency designed to last forever might break apart.

Ler a Coca-Cola

Filed under: Economia,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 11:56

Há famílias, como é o meu caso, que compram esses produtos a uma taxa reduzida de 5% – como uma Coca-Cola- o que, verdadeiramente, temos que reconhecer, também não é muito justo.”

Face a esta injustiça, o Primeiro-Ministro só tinha duas hipóteses: ou subia a taxa de IVA sobre a Coca-Cola para a taxa geral, ou descia a de todos os outros bens para a taxa dos bens de primeira necessidade. Como seria de esperar, nada disto aconteceu. É um retrato eloquente do que estes senhores insistem em chamar governação.

Rigor, responsabilidade e honestidade

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:25

Miguel Morgado

há 1 ano esta mesma gente baixou o IVA por razões puramente eleitorais – agora aumentou-o; há 1 ano esta mesma gente aumentou os funcionários públicos por razões puramente eleitorais – agora congelou os seus salários e terá até de os reduzir, com mais ou menos subterfúgios e outras tantas mentiras.

Por isso, podem continuar a invocar o rigor, a responsabilidade e a honestidade – mas longe de mim, por favor.

Sempre a descer (2)

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 10:29

“Bicicleta em voo picado” de Luciano Amaral (Gato do Chesire)

Durante a Guerra Fria, a UE (então CEE) era entendida como uma comunidade de estados independentes, unidos pela liberdade de comércio, por alguma homogeneização legal e pela protecção militar americana. Já então existia a tendência para fazer dela um grande estado nacional concorrente com os EUA, mas foi a partir dos anos 90 (desaparecida a “ameaça soviética”) que se transformou praticamente no programa único, embora sempre um pouco encoberto, da maior parte dos dirigentes europeus.

Isto transformou a UE numa espécie de processo revolucionário em curso (ou um PEC: Processo Europeu em Curso), sempre em crise, sempre em mudança, sempre alterando o quadro de vida das comunidades políticas que a compõem. As metáforas usadas dizem tudo: a “Europa não pode parar” ou a “Europa é como uma bicicleta: se pára, cai”. (…)

Agora que se multiplicam as ameaças, seria talvez a boa altura de parar a bicicleta, para que ela não continue a descer a colina desgovernada. Mas não é essa a vontade dos nossos vanguardistas: já deram um “novo salto em frente” (o que soa a maoísta e não é por acaso), com um programa de salvamento das dívidas nacionais sem precedentes históricos, o qual querem ver terminar numa “dívida europeia” e num “governo económico europeu”. É a fuga para a frente. Que parece que só vai acabar quando a bicicleta se esborrachar completamente contra uma parede.

LEITURA COMPLEMENTAR: Sempre a descer

Há que dividir o esforço por todos

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 09:55

Prova não superada

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 08:44

Não sei se estão recordados mas, um dos pricipais objectivos da recente intervenção conjunta do BCE e de vários governos europeus era a “defesa do euro”.

Maio 13, 2010

Firmeza

Filed under: Cultura,Internacional,Justiça,Media,Política,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 22:57

Papa: casamento homossexual e aborto entre os “perigosos desafios ao bem comum”

O Papa reforçou hoje a defesa do casamento heterossexual e a oposição ao divórcio durante a sua intervenção no encontro com a Pastoral Social, na Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, o que motivou um forte aplauso entre os mais de nove mil membros das organizações de apoio social presentes na cerimónia.

“As iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher, ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum”, defendeu o Santo Padre, numa breve referência a dois dos mais polémicos temas sociais, o aborto e o casamento homossexual.

(…)

Bento XVI fez ainda um forte apelo aos representantes de instituições sociais para que sejam firmes na sua identidade católica e um louvor dirigido aos que “operam no vasto mundo da caridade”.

Para quê reduzir despesa se é possível aumentar (ainda mais) os impostos ?

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:42

estou ficar grego com isto I. Por Rodrigo Moita de Deus.

Aumentar os impostos era a única coisa que não fazia sentido. Esperar pelo Benfica e pelo Papa para aumentar os impostos é insistir em tratar as pessoas como estúpidas.

Escrito a 30 de Março de 2008

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — Bruno Alves @ 22:10

Na sua ânsia de assegurar uma vitória eleitoral nas legislativas do próximo ano, o PS pode ter cavado o buraco em que acabará por ser enterrado. Se dúvidas houvesse de que o Governo norteia a sua acção única e exclusivamente pelo horizonte dessas mesmas eleições, o anúncio de uma descida de 1% do IVA para daqui a uns meses vem certamente dissipá-las. Depois de o Governo (e o sempre prestável Vitor Constâncio) repetir incessantemente que uma descida de impostos na actual situação das finanças públicas seria uma “irresponsabilidade”, Sócrates vem fazer aquilo que condenou. A razão, claro, é a campanha eleitoral que Sócrates tem vindo a conduzir desde o dia em que foi eleito. O anúncio desta descida para daqui a vários meses permite ao Primeiro-Ministro viver durante um largo período a “fazer render o peixe” deste anúncio, até ao dia em que uma qualquer outra medida propagandística seja lançada nas televisões. E é precisamente isso, uma medida propagandística, que a descida do IVA representa: sem ter a despesa pública controlada, a descida do IVA é precisamente aquilo que Vitor Constâncio disse que era, uma “irresponsabilidade”.

Em segundo lugar, é praticamente insignificante. O que o país precisa não é de um retoque na imensa carga fiscal que alimenta um gigantesco monstro de desperdício estatal, mas sim de uma reavaliação do que é que deve caber ao Estado, e qual a carga fiscal necessária para financiar essas áreas de intervenção estatal, tendo sempre em conta que o actual modelo do “Estado Social” está falido a longo prazo e condena os portugueses ao empobrecimento relativo. Anunciar pequenas descidas do IVA e falar do “fim da crise orçamental” é atirar areia para os olhos dos portugueses, para em 2009 eles votarem sem olharem para o que estão a fazer.

Infelizmente para Sócrates, um eventual sucesso desta sua jogada fará com que ele se arrisque a ser quem ficará com a batata quente nas mãos. Sem ter a despesa controlada, e diminuindo a receita cobrada, o défice poderá vir a aumentar. Em ano eleitoral, esse será um factor de somenos importância para o PS. Mas caso obtenha um segundo mandato, será Sócrates quem terá a responsabilidade de resolver o problema. Por muito que o dr. soares ache que Sócrates é o “anti-Guterres”, o actual primeiro-Ministro repete o erro do seu velho mestre socialista: usa o seu primeiro mandato para executar uma política eleitoralista que lhe garanta um segundo, e neste, vê-se a braços com a necessidade de tapar o buraco que ele próprio cria. A Sócrates, restarão então dois caminhos: ou corta a despesa (e desilude as suas clientelas), ou aumenta os impostos, provocando o descontentamento dos eleitores, e sem poder recorrer à desculpa da “herança”, pois Sócrates apenas herdará aquilo que ele próprio quiser deixar. Guterres resolveu o seu dilema demitindo-se a meio da noite. E os portugueses, por sua vez, ficaram a pagar a conta. Seja qual for a forma que Sócrates encontrará para escapar à alhada em que se meteu esta semana, uma coisa é certa: os portugueses lá acabarão mais uma vez por ficar a pagar a conta.

Dedicado aos Irmãos Metralha

Filed under: Diversos,Videos — Miguel Botelho Moniz @ 22:10

Bento XVI em Fátima

Filed under: Internacional,Media,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 21:19

Um 13 de Maio especial: o dia em que Fátima aclamou um novo Papa

Se a vinda do Papa a Portugal tinha o objectivo de torná-lo mais próximo de um povo que aprecia a intimidade, conseguiu-o. Já em Lisboa, Bento XVI criara um certo elã em torno a esta visita. Não era associado à juventude e os jovens aparecerem. Não era conhecido pelo seu humor e arriscou uma piada antes de se ir deitar. Não lhe correu mal.

Esta tarde, o porta-voz da Santa Sé disse em conferência de imprensa que o papa acordou bem disposto, em Fátima. Tinha 500 mil razões para isso. Todas à espera na praça do santuário e arredores.

As desculpas não se pedem, evitam-se (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 16:52

Passos Coelho adiantou ainda que o PSD impôs algumas contrapartidas para este acordo, que passam, entre outras, por uma distribuição justa do esforço de contenção, com o Estado a dar o primeiro exemplo e afirmou ainda que o PSD vai propor a criação de uma entidade, na alçada da Assembleia da República, que acompanhe e fiscalize a aplicação das medidas de contenção da administração pública e que seja responsável por relatórios periódicos sobre os níveis de endividamento.

Que raio de contrapartidas são estas? O PSD deu o assentimento a um brutal aumento de impostos sem exigir qualquer tipo de corte estrutural na despesa pública. Como aqui escreveu Tavares Moreira. “Aumentar impostos, directos ou indirectos, significa afectar cada vez mais recursos aos sectores públicos, para que estes continuem a “garantir” o enorme desequilíbrio entre a despesa e a produção“. O PSD de Pedro Passos Coelho acaba de se tornar cumplice do desastre da governação socialista.

As desculpas não se pedem, evitam-se

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 16:43

PSD pede desculpa ao país por acordo com Governo

EUA vs Europa

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 16:23

Conclusão, o “modelo europeu” produz resultados muitissimo melhores como fica claramente comprovado.

(via Willisms)

Ainda não é desta (4)

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 15:43

“Política económica: caminho sem saída e sem retorno?” de Tavares Moreira (Quarta República)

A grave situação financeira que Portugal enfrenta deriva de um problema económico como temos chamado a atenção, vezes sem conta: o enorme desequilíbrio entre a despesa e a produção, que nos obriga, ano após ano, a aumentar o nosso endividamento ao exterior em valores próximos de 10% do PIB.

Este desequilíbrio entre a despesa e a produção só pode ser resolvido com dois tipos de medidas: (i) fomentando a produção dos sectores de bens transaccionáveis, com estímulos fiscais e financeiros pelo menos e (ii) contraindo, de forma drástica, o formidável volume de recursos que são postos à disposição dos múltiplos sectores públicos, Administrativo e Empresarial, nos planos central, regional e local bem como das empresas que actuam em mercados protegidos da concorrência.

É impossível ignorar que o grande desequilíbrio entre a despesa e a produção resulta do facto de a multiplicidade dos sectores públicos e protegidos consumir muito mais do que gasta, enquanto que o sector de bens transaccionáveis vai definhando dia a dia perante os nossos olhos esbugalhados…

Aumentar impostos, directos ou indirectos, significa afectar cada vez mais recursos aos sectores públicos, para que estes continuem a “garantir” o enorme desequilíbrio entre a despesa e a produção… Aumentar impostos, sobretudo os directos, significa impor custos crescentes e competitividade decrescente ao já tão fragilizado sector produtor de bens transaccionáveis, conseguindo mais um contributo para “garantir” a perenidade do enorme desequilíbrio entre a despesa e a produção…

Da combinação destes dois ingredientes resulta que o processo de endividamento externo do País não tenha mais solução…até ao dia em que as fontes de financiamento encerrem de vez…

PPC rendido ao socialismo

Filed under: Política,Portugal — Adolfo Mesquita Nunes @ 15:25

O João Galamba ensaia aqui a mais popular teoria entre os socialistas para afastar as responsabilidades do socialismo que há décadas nos governa na situação do país: a culpa é de Bruxelas. Tem sido assim, por parte do Governo, ao longo dos últimos tempos. A culpa nunca é do Governo, que tudo faz correcto, mas da realidade internacional, que tudo vê errado.

Se é certo que essa circunstância seria suficiente para considerar incompetentes os que nos governam, incapazes que são de fazer valer a força de tão certa razão perante a estupidez universal, a verdade verdadinha é que essa teoria ameaça conseguir fazer o caminho desejado. 

Bem sei que ela não tem qualquer correspondência com a realidade, como os recuos permanentes e constantes do Governo sobre todas as declarações de shangrila que vem fazendo evidenciam (o aumento de impostos decidido pelo informal bloco central que nos governa é mais um desses exemplos). Bem sei que há quem tenha, ao longo dos últimos anos, avisado para o abismo que nos esperava após tanto socialismo. Bem sei que o Governo já refez as suas teorias centenas de vezes.

Mas a verdade é que esta teoria só pode ser desmentida eficazmente quando politicamente há uma alternativa que a exponha ao absurdo. E Passos Coelho acaba de validar a teoria de que a culpa é de Bruxelas e não é do Governo. E valida não só porque permite que o Governo a utilize mas também, e essencialmente, porque a receita encontrada para fazer face ao problema, à qual Passos Coelho aderiu, consiste no agravamento das políticas socialistas que nos conduziram até aqui: resistência absurda ao corte na despesa e aposta cega no aumento de impostos. 

Por outras palavras, Passos Coelho acaba de validar o socialismo que nos enfiou na crise como a melhor forma de nos retirar da crise.

Com gelo e limão sff

Filed under: Portugal — ruicarmo @ 14:56

Na parte das perguntas e respostas após a reunião do conselho de ministros, o primeiro-ministro evoca o exemplo da coca-cola e da pepsi para responder ao quanto é (in)justo o aumento do iva (em todos os bens).

Já é castrador que o estado aumente os impostos, não diminua a despesa corrente, decida, por exemplo, apostar no designío das energias renováveis (bem como o preço que todos temos que pagar pela energia).

Antigamente, os estados totalitários faziam questão de organizar e decidir os tempos livres dos cidadãos, o nosso PM evoca com um sorriso feroz a necessidade do aumento do IVA, dando como exemplo os refrigerantes. Com esta gente, o monstro não terá fim.

Do novo bloco central

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 12:21

André, deixando de lado a tua profissão de fé num governo liberalizador por um PSD que por agora é cúmplice deste governo num massivo aumento de impostos – a medida mais anti-liberal por excelência -, queria apenas recordar-te que, no PSD, o protagonista do bloco central de 83-85 não foi o mesmo protagonista que nos deu uma década que agora parece memorável. Donde: o teu racciocínio só está correcto se estiveres a pensar em correr com PPC da presidência do PSD dentro de 2 anos.

O erro base

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:23

Octávio Teixeira dizia ontem na Sic Notícias, com o beneplácito de Guilherme Silva, que a redução do investimento público empurrava a economia para a recessão. Para Octávio Teixeira é preciso continuar com as obras públicas. Guilherme Silva, acrescentava que sim, mas só depois das contas estarem corrigidas.

Faz-me confusão a forma unânime como a nossa classe política encara o problema. Há décadas que Portugal cresce de forma artificial com investimento público. Com o estado a financiar-se no esforço dos cidadãos e decidir, por si próprio, que investimentos o país precisa, criando crescimento desligado da realidade e das necessidades das pessoas.

Esta política económica governamentalmente dirigida precisa, de vez em quando, de ser ajustada e sempre pelo mercado, essa realidade horrível que estraga as contas dos socialistas. É o que está a suceder. Por vezes, as correcções são mais pesadas e abruptas, porque o erro foi maior e mais duradouro. Mais uma vez, é o que está acontecer.

A teimosia no investimento público, de fraco retorno, tem alguns efeitos positivos quando um país é pobre, mas é um remédio com um preço elevado, que são as recessões. Recessões que se vão complicando à medida que a economia se vai tornando mais complexa. Há alturas, como no presente, em que o dinheiro não chega e se torna impossível keynesiano. Mas mesmo quando os cofres estão cheios, o keynesianismo implica sempre uma pesada factura para as gerações futuras. Queremos ter menos recessões? O governo que corte na despesa e o estado que não gaste tanto.

Uma bomba-relógio no Governo de Sua Majestade

Filed under: Insurgentes nos media,Internacional,Política — jtcb @ 11:06

 No i.

“(…) o novo vice-primeiro-ministro terá a seu cargo a incumbência da reforma do sistema político, isso poderá significar uma de duas coisas: ou Nick Clegg terá a árdua tarefa de pacificar as hostes reformistas dos Lib-Dems, ou a sua actividade governativa poderá começar a ser vista como uma bomba-relógio.”

Ainda não é desta (3)

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:03

Henrique Raposo no Expresso Online

No final do ano passado, a Irlanda anunciou um corte de 10% nos salários da função pública. Ontem, a Espanha anunciou um corte de 5% no funcionalismo público. Irlandeses e espanhóis tiveram a coragem para encarar o problema de frente, ou seja, atacaram a despesa. O que vai fazer Portugal? Vai aumentar a receita através de um novo aumento de impostos, patrocinado por PS e PSD (boa, Passos, boa). Este Bloco Central informal não tem coragem para enfrentar o maior problema do país: a rigidez das despesas com o pessoal do Estado.

Ainda não é desta (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:25

JCD no Blasfémias

Resta-nos saber se Passos Coelho negociou alguma coisa relevante em troca disto (revisão da constituição? legislação laboral? cortes drásticos na administração pública?) ou se é simplesmente um tipo a quem nunca darei o meu voto.

Coerções perversas

Filed under: Comentário,Portugal — ruicarmo @ 10:22

Em 1928, o estado alemão controlava mais de metade do produto interno, asfixiava desenvolvia com os seus tentáculos a vida económica e a dos indivíduos, com os resultados que se conhecem.

É miserável o totalitarismo – responsável e nunca a solução pela sitaução de caos.

Em qual das medidas PS/PSD se corta na despesa corrente do estado?

Fritar o PS

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 10:08

O Governo e o PSD acordaram a subida de impostos. Vou passar por cima das criticas que serão feitas a Passos Coelho, por alegadamente pactuar com Sócrates e lhe dar o aval e mais o espaço de manobra para conduzir medidas impopulares. O que pretende Passos Coelho? Simples: ‘fritar’, em lume brando, o PS. Foram os socialistas que colocaram o país nesta triste situação. Sejam, pois, os socialistas a arrumar a casa. A limpar a porcaria. Daqui a dois, três anos, o tempo que for necessário, quando as contas estiverem limpas e o PS estoirado pelo esforço, o primeiro-ministro desgastado com as suas, vou ser simpático, contradições, o PSD terá mais condições para governar. E fá-lo-á liberalizando a economia, abrindo o poder político à sociedade, reformando o sistema de ensino. Levando por diante as ditas ‘reformas estruturais’. É este o ‘truque’ de Passos Coelho. Esperemos que o consiga, mas esperemos essencialmente que, chegando a sua vez, mude de forma definitiva a estrutura económica para que o investimento público deixe de ser o motor da economia. No fundo, e é isto que tem a sua graça, esta não é apenas uma crise à semelhança da de 1983-85. Pode ser toda uma década que o PSD quer fazer repetir.

133 dias de servidão

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:14

Hoje acabamos de pagar a conta do estado socialista social.

Ainda não é desta

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:43

Mais impostos e cortes casuisticos e temporários na despesa pública. O governo continua a tratar o elevado nível do endividamento público como um problema conjuntural. Desta vez com a benção do PSD. Desta forma, até pode acontecer que ultrapassemos esta tempestade mas no próximo “solavanco” vamos ficar novamente espantados por sermos apontados como o exemplo de um país mediocre,

Michael Seufert na televisão alemã

Filed under: Economia,Insurgentes nos media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:03

Podem ver aqui uma curta entrevista do Michael Seufert ao canal alemão ZDF.

Para quem não percebe alemão, o Michael diz que “arranjámos sempre um pretexto, foi a crise financeira, foi o desemprego, para nos endividarmos e hoje temos uma dívida pública a 90% do PIB

Maio 12, 2010

Portugal e o keynesianismo

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 19:18

O meu mais recente artigo publicado no OrdemLivre.org: Portugal, a crise e o consenso keynesiano.

A este propósito, recomendo também a (re) leitura deste texto do João Miranda: Keynesianismo sem carcanhol (reposição*).

Marx, Galamba e uma narrativa vazia

Filed under: Blogosfera,Economia,Política,Teoria — Miguel Botelho Moniz @ 17:37

Inspirado por este artigo no Jornal de Negócios, o João Galamba redescobre Marx, com o fim último de alegar que um pretenso liberalismo, convenientemente indefinido, é de algum modo responsável pela crise de endividamento que assola múltiplos estados pelo mundo fora, particularmente na Europa.

«A tese de que os preços reflectem toda a informação disponível, ignora o facto de que os preços não se limitam a reflectir: reflectem…e contribuem para criar a realidade que supostamente estão a descrever. Quem procura racionalidade nisto tudo, esquece-se de uma coisa fundamental: toda a acção é reflexiva, pois agir sobre uma determinada realidade contribui para a transformação dessa mesma realidade, o que, por implicação, inviabiliza qualquer tipo de racionalidade a-histórica que queiramos imputar a este tipo de acontecimentos.»

Este argumento é a clássica falácia do apelo à complexidade. O facto de uma coisa ser complexa e de difícil entendimento de modo algum implica que não possa ser analisada racionalmente. É especialmente irónico que este argumento seja usado pelo João Galamba, pois para além do uso da falácia em si, acresce à sua tese uma contradição quando afirma que a alegada falha de mercado é algo «que só a política pode resolver». Isto é, os agentes individuais, com todo o seu acesso à informação dispersa, são incapazes de encontrar o preço certo. Já politicamente, com alguma forma de controlo e planeamento central, apesar das limitações inerentes ao acesso à informação, o preço certo pode ser estabelecido. Oh presunção fatal! Será possível que o João Galamba não veja o que sucederia se o exemplo de Lebre de Freitas fosse real: Um único credor da dívida pública não veria o seu risco diminuido. Seria simples e inevitavelmente levado.

«É urgente recuperar parte do [pensamento de Marx], sobretudo a ideia de que a economia é uma totalidade, não um aglomerado de fenómenos independentes, sem ligação entre si. A economia é uma totalidade histórica, isto é, trata-se de uma narrativa. Ignorar a dimensão narrativa da economia leva-nos a reproduzir (e a ampliar) as patologias que estão na base de todos os ‘problemas’ que enfrentamos. Um exemplo disto é a tendência para falar da crise actual como se esta não tivesse qualquer relação com os acontecimentos de 2007 e 2008, como se a crise da dívida pública não tivesse qualquer relação com a necessidade dos Estados substituirem um sector privado em crise. É óbvio que a narrativa que importa recuperar começa mais atrás, muito mais atrás. Mas não falarei disto agora.»

Claro que ele não fala disto agora. A “narrativa” não bate certo. É evidente que a actual crise não é de agora; que os eventos de 2007 e 2008 contribuiram; que tudo começou muito mais atrás. O problema é que nada disso na verdade contribuirá para justificar as teses e escolhas políticas que o João defende. Ele fala como se o endividamento insustentável dos estados, causado pelos modelos sociais que implementaram no último século, fosse de algum modo o resultado de políticas liberais e não de políticas socialistas. E sugere que um redescobrir do planeamento centralizado e pseudo-científico que levou ao colapso económico do bloco soviético pode ser a solução para a falência dos estados sociais. A “narrativa” do João é de tal forma contraditória que não há de facto muito a dizer.

Eu posso dar uma ajuda: A minha narrativa começa com a passagem das leis de legal tender, no início do século XX. Passa pela abolição do padrão-ouro e pela criação de sistemas de segurança social desenhados para baixa esperança de vida e para populações em crescimento constante. Passa pelo financiamento crescente de mais e maiores serviços públicos com recurso a dívida pública e à monetarização da mesma. Passa por um aumento galopante do peso dos estados nas respectivas economias. Passa por bolhas especulativas resultantes de taxas de juro mantidas artificialmente baixas e das crises subsequentes quando essas bolhas inevitavelmente rebentam. Passa pela presunção dos estados de que podem endividar-se sem limites, quando já não conseguem receitas de impostos para cobrir as suas despesas correntes.

Como termina esta narrativa? Não sei. Mas se passar por Marx e pela vontade política do João Galamba não creio que acabe bem.

Entre os cortes e a bancarrota

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:32

Países que cortam na despesa em 2009/2010. Por João Miranda.

Sobre o sistema eleitoral britânico

Filed under: Política — Miguel Noronha @ 16:50

Tyler Cowen sobre as vantagens dos circulos uninominais a uma volta vs a respresentação proporcional.

Britain should avoid proportional representation. Classic parliamentary systems are good at making big changes in a hurry, when the major party knows which changes are needed, and that is Britain’s current position. It’s no accident that Thatcher and Roger Douglas — both of whom operated under extreme Westminster systems — were two of the major reformers in the late 20th century. PR gives too much power to minority parties in the ex post electoral bargain and it works best when there is extreme consensus at the social level, combined with the need to bring certain co-optable minorities into that consensus. Is that the way to think about UK politics today? I don’t see it. Does any objective observer jump for joy when a “first past the post” election yields a hung Parliament and requires a coalition, as it does now? No, so why institutionalize this need with PR?

Sempre a descer

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 16:03

O presidente da Comissão Europeia apelou hoje aos Governos dos 16 países do euro para que tenham “coragem” e assumam se querem ou não uma união económica, que necessariamente implicará uma maior partilha de soberania, designadamente na concepção inicial dos Orçamentos anuais. “Se não, é melhor esquecer a união monetária”.

Daqui a uns tempitos vamos estar a falar da “absoluta necessidade de realizar uma união política para garantir a eficácia da união económica”. Podem por um post-it no frigorifico para se recordarem.

A nova Europa nasceu esta semana

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 14:59

“A Europa mudou” de Luís Naves (Albergue Espanhol)

A confirmar-se o governo económico, estamos perante uma cedência de soberania de enorme alcance, imposta no meio da tempestade financeira. Talvez seja a única forma de salvar a moeda única, mas não está previsto em lado nenhum que o directório de potências possa decidir a despesa e a receita de cada país, as prioridades nos gastos, o levantamento de impostos, os cortes nos salários dos funcionários públicos, as obras públicas. O PEC sempre foi voluntário e não era contestado. E não estamos perante a UE a decidir sobre dinheiro comunitário, pois ninguém fala em aumentar o orçamento de 1% do PIB.

Agora, para quem não cumprir os critérios de Maastricht, a vigilância sobre o respectivo PEC pode tornar-se uma imposição permanente, passando a existir poderes de alteração de orçamentos nacionais, algo que só os parlamentos eleitos deviam ter.

Neste fim-de-semana, a União Europeia mudou de forma fundamental e ninguém parece ter reparado nisso.

“O fim do euro e o esplendor da governança” de Jorge Costa (Cachimbo de Magritte)

Há alguma reforma institucional capaz de remendar o que esteve na origem de tão patente colapso? Talvez. É a integração política total, quer dizer, a confiscação, aos países incapazes de competir, dos seus poderes de autogoverno. Não se trata apenas de produzir ajustamentos orçamentais. Trata-se de os reformar completamente para que a divergência já longa seja descontinuada. A ideia, ao que parece – o Pacto de Estabilidade está a ser rescrito hoje -, é substituir governos pela governança de Bruxelas. Sem nenhum título de legitimidade democrática. Como em qualquer domínio privado. Trata-se, isto sim, do fim da política e do apogeu da administração. Suponho que isto não seja possível. E que a nemesis de semelhante arrogância e erro faça empalidecer de humildade as presentes dificuldades.

Corte no subsídio de férias

Filed under: Economia,Internacional — BZ @ 14:05

Excelente comentário, lido na página do Facebook do Ludwig von Mises Institute:

“I always wanted to take Libby to Greece. I’m somewhat saddened that my money is going without me.”

O futuro não parece mesmo nada risonho. Escondam o vosso mealheiro, o Estado anda de martelo em punho!

Já não se pode confiar em ninguém (2)

Filed under: Economia,Internacional,Política — Miguel Noronha @ 13:11

Uma surpresa nunca vem só. Consta que Obama terá telefonado a Zapatero para o convencer a cortar na despesa pública.

Centralização: o preço europeu para a resolução da crise

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal,União Europeia — André Abrantes Amaral @ 12:15

A incapacidade de um estado soberano, como é o caso do grego (e quem sabe também do português), de lidar com as suas contas públicas de forma conveniente, ao ponto de necessitar de planos de salvação da UE e do FMI, pode traduzir-se em mais um sério golpe no conceito de soberania dos estados. Há já quem fale em atribuir mais poderes a Bruxelas e na criação de um governo de carácter económico para que se evitem novos sustos. Junte-se ao falatório a força dos factos e recordemos ter sido Sarkozy quem pressionou Sócrates a adiar os investimentos públicos. Na verdade, tudo tem um preço. Um preço alto que não visa apenas evitar défices futuros. O que esta crise demonstra à exaustão é o quanto a Europa mudou nos últimos anos. Não é apenas o cepticismo da Sra. Merkel em emprestar dinheiro à Grécia, mas o facto de ter consigo grande parte dos alemães e ser a Alemanha o país com mais reservas nesta matéria. A Alemanha ‘motor do projecto europeu’ já era. É coisa do passado, não mais do presente, menos ainda algo com que se possa contar no século XXI.

Acrescente-se a sempre importante divergência cultural entre os vários países europeus que, não é que se tenha acentuado, mas que passou a ser encarada de outra forma. Hoje, o que fere os alemães (e demais povos nórdicos) não é a catita desorganização dos povos do sul. O problema é que a Alemanha está escandalizada com a forma displicente com que os países mediterrânicos lidam com o dinheiro. Como o gastam, o não respeitam, não cuidam dele, não lhe atribuem valor. Basta lermos a ‘A ética protestante e o espírito do capitalismo’ de Max Weber para percebermos o fosso que nos marca e esforço que temos de fazer para que não nos divida ainda mais. De agora em diante já não lidamos com pequenas crises, ligeiras diferenças, que se apagam com regulamentos. A factura quando chegar não terá apenas muitos zeros. Vai ser também política.

A ler

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:59

Vital Moreira sobre o crescente laxismo no SNS desde a saída de Correia de Campos e sobre as utopias despesistas da “esquerda irresponsável”.

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