O Insurgente

Maio 31, 2010

Hermenêutica do assaltante atacado

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 21:44

Quão grande pode, racionalmente, ser a margem de interpretação para isto:

Late last night, Israel attacked a flotilla of ships in international waters carrying food, medicine and other aid to Gaza, killing at least 10 civilians on board and injuring at least 30 more (many reports now put the numbers at 19 dead and 60 injured). The Israeli Defense Forces is claiming that its soldiers were attacked with clubs, knives and “handguns” when they boarded the ship without permission, but none of the Israeli soldiers were killed while two are reported injured.

(…)

The flotilla attacked by Israel last night was carrying materials such as cement, water purifiers, and other building materials, much of which Israel refuses to let pass into Gaza.

Artigo completo aqui.

17 Comentários »

  1. Parece-me indisputável a sua conclusão.

    Eu não aprecio a tradicional distorsão de factos dos habituais “puppets” de esquerda, sempre que precisam de defender o indefensável. Daí que também verifico, aqui, e com alguma surpresa, esse mesmo double standard na defesa de uma causa em que os israelitas estiveram objectivamente mal (regra geral, inclino-me para o lado semita, na big picture).

    Transportar umas facas e uns ferros é legítimo, utilizável em caso de ameaça, e não pode ser comparado a uma farda e a um arsenal militar.

    Tentando não ser inocente, também parece haver alguma provocação (de parte a parte), alguma “guerra” invisível, que tenta provocar erros comportamentais (e mediáticos, sobretudo) no adversário.

    No caso dos defensores da liberdade, parece-me que a escolha deve sere inequivocamente a favor da paz e da auto-determinação dos povos.

    Comentário por Cirilo Marinho — Maio 31, 2010 @ 22:36

  2. Dos 19 mortos parece que 10 já recuperaram…

    Comentário por Bruno — Maio 31, 2010 @ 22:42

  3. Bruno então tem que se informar melhor..

    Melhor quando ia tirar isto do Reader, vejo que afinal ainda há esperança para o blog. Não se limitam a vídeos com setinhas e manchinhas, mais uns comentários que pouco ou nada têm a ver com o que se passa para tentarem provar que um grupo de terroristas fretou um barco de ajuda humanitária, armados com facas de barrar o pão e tentaram invadir Israel em águas internacionais através do confronto armado com tropas em abordagem militar ao seu navio CIVIL, tendo logo 14 ou 15 sido mandados para a madrinha enquanto a marinha israelita estóica e ilegalmente defendia o seu, ups não.. defendia um território qualquer.

    Se o ridículo matasse..

    Comentário por Não Interessa — Junho 1, 2010 @ 00:56

  4. Quão grande pode, racionalmente, ser a margem de interpretação para isto

    Enorme ;-)

    Comentário por Helder — Junho 1, 2010 @ 01:46

  5. Boa, já quem leia o Glenn Greenwald, isto promete ficar interessante.

    Ajuda Humanitária passa pela Cruz Vermelha e outros canais próprios. Os Bloqueios são para respeitar como parte das leis da Guerra.
    Vai ser lindo na próxima vez que a NATO ou outro País Europeu queira investigar um navio em alto mar. Nessa altura se verá a hipocrisia, mais uma vez.

    Já agora quantos textos sobre os 46 soldados Sul Coreanos mortos?

    Comentário por lucklucky — Junho 1, 2010 @ 07:03

  6. A margem de interpretação para isso?
    Isso começa logo por ser uma distorção dos factos por larga omissão deles.
    Viste a comunicação do barco israelita para a flotilha? Viste a resposta? viste os videos? viste a identificação dos “teus pacifistas”? viste a partida de istambul? Sim? Não? porque não falas tu disso? qual pode ser a interpretação para não o fazeres? basta consultares o teu próprio blogue e o “Cachimbo”, a partir daí podes verificar e aprofundar.
    É gente como tu que serve de suporte aos terroristas e aos seus apaniguados traficantes maçons e afins que, nas democracias estão a criar as condições para uma terceira guerra mundial. São os palermas chamberlain actuais. Se na segunda morreram 50 milhões de pessoas, quantas achas que morrerão nessa? Pensa nisso da próxima vez que, intelectualmente cobarde, como agora, te puseres a brincar ao politicamente correcto.

    Comentário por GovernoDeCorruptos — Junho 1, 2010 @ 10:50

  7. Caro lucklucky, tirou-me as palavras da boca …
    Se o Mamrmara tivesse sido afundado por um torpedo norte-coreano, não haveria agora um décimo da conversa nos blogues.

    Comentário por PedroS — Junho 1, 2010 @ 10:52

  8. http://www.liveleak.com/view?i=6a3_1275348204

    se calhar esta “provocação” israelita aos turcos também pode merecer um resposta do provacado…

    Comentário por toni — Junho 1, 2010 @ 12:29

  9. Sobre o bloqueio e os meios para o efectivar:
    http://www.mfa.gov.il/MFA/Government/Law/Legal%20Issues%20and%20Rulings/Gaza_flotilla_maritime_blockade_Gaza-Legal_background_31-May-2010

    Comentário por Luís Cardoso — Junho 1, 2010 @ 17:37

  10. Se o objectivo fosse fazer chegar a carga a Gaza, porque não aceitar a proposta das IDF?

    Teria sido ainda mais fácil fazer entrar a mercadoria através da fronteira entre Gaza e o Egipto…

    Comentário por Luís Cardoso — Junho 1, 2010 @ 17:47

  11. O objectivo não era, obviamente, apenas fazer chegar a carga a Gaza. O objectivo (mediatizado) era pressionar Israel a levantar o bloqueio nos termos em que existe desde 2007, fazendo passar o barco directamente das águas internacionais para Gaza. http://www.youtube.com/watch?v=ofyNb9Pl1n0&feature=player_embedded

    Comentário por elisabetejoaquim — Junho 1, 2010 @ 18:44

  12. Para compreender melhor o que está em causa:
    http://vimeo.com/9151973

    Comentário por Luís Cardoso — Junho 1, 2010 @ 19:42

  13. Para compreender mesmo:
    http://www.mideastweb.org/hamas.htm
    Alguns destaques:
    “Israel will exist and will continue to exist until Islam will obliterate it, just as it obliterated others before it.” (The Martyr, Imam Hassan al-Banna, of blessed memory).

    “The Islamic Resistance Movement believes that the land of Palestine is an Islamic Waqf consecrated for future Muslim generations until Judgement Day. It, or any part of it, should not be squandered: it, or any part of it, should not be given up. ”

    “There is no solution for the Palestinian question except through Jihad. Initiatives, proposals and international conferences are all a waste of time and vain endeavors.”

    Já agora: nós, ibéricos, estamos na segunda linha da jihad, ao abrigo dos mesmos argumentos que colocam Israel na primeira linha. Ora veja:
    «Article Eleven:

    The Islamic Resistance Movement believes that the land of Palestine is an Islamic Waqf consecrated for future Muslim generations until Judgement Day. It, or any part of it, should not be squandered: it, or any part of it, should not be given up. Neither a single Arab country nor all Arab countries, neither any king or president, nor all the kings and presidents, neither any organization nor all of them, be they Palestinian or Arab, possess the right to do that. Palestine is an Islamic Waqf land consecrated for Muslim generations until Judgement Day. This being so, who could claim to have the right to represent Muslim generations till Judgement Day?

    This is the law governing the land of Palestine in the Islamic Sharia (law) and the same goes for any land the Muslims have conquered by force, because during the times of (Islamic) conquests, the Muslims consecrated these lands to Muslim generations till the Day of Judgement

    Comentário por Luís Cardoso — Junho 1, 2010 @ 19:48

  14. Morreram muitas pessoas mas ninguém acerta no mesmo número! Temos outro “massacre” de Jenin!

    Comentário por Bruno — Junho 1, 2010 @ 20:11

  15. Luís Cardoso,

    Então o argumento é que tanto judeus como muçulmanos fazem a mesma coisa (usam direito rectificativo para legitimar posse de terra), mas que nós nunca devemos criticar a acção dos judeus porque somos potencialmente o alvo da acção dos muçulmanos?

    Comentário por elisabetejoaquim — Junho 1, 2010 @ 20:22

  16. Não, não significa nada disso. Israel não pode – julgo que também não reclama – ser isento de crítica: isso é uma reivindicação dos islamitas.
    Significa, apenas, que é preciso ter o cuidado de, feitas as contas e tomadas as posições, ver quem está do nosso lado: se estamos do lado dos que cometem erros estratégicos básicos (como anunciar que não vão usar a força máxima na abordagem do navio e fazê-lo com balas de borracha em um só ponto do objectivo, facilitando a tarefa aos passageiros munidos de cimitarras e fisgas) e são uma desgraça na gestão mediática dos conflitos, ou se estamos do lado dos que não se inibem de expor publicamente as suas intenções genocidas.

    Quanto ao direito que a Elisabete diz que uns e outros usam, não sei: não sou jurista. O que sei é que Israel reivindica uma pequena parcela de terreno onde tem raízes antigas e profundas e o islão é um complexo ideológico-religioso que aspira ao domínio universal. O conflito israelo-árabe/muçulmano é apenas um palco dessa batalha ancestral.

    Comentário por Luís Cardoso — Junho 1, 2010 @ 21:15

  17. ÓÓ seus patetas: e qual é a razão para os muçulmanos invocarem que aquela terra lhes é sagrada???? sabem responder???? por que carga de água Jerusálem há-de ser sagrada parfa um muçulmano???? o Maomé nunca andou a menos de dois mil quilómetros dali, mas seuis anos depois dele morrer já eles a tinham conquistado (à espadeirada, que a vocês é preciso explicar tudo e ainda dizem como o corrupto do ângelo correia que eles conquistavam terras com os seus poetas a recitarem versos)sabem??? vão ver a resposta e depois digam lá se o fanatismo e o oportunismo não começam logo aí

    Comentário por GovernoDeCorruptos — Junho 5, 2010 @ 01:38


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