O Insurgente

Maio 31, 2010

A “frota humanitária” de Gaza (4)

Filed under: Médio Oriente — Miguel Noronha @ 20:44

A comissão de boas-vindas dá largas ao seu entusiasmo pela chegada das forças da IDF.

20 Comentários »

  1. E…?

    Era suposto oferecerem-lhes flores?

    Comentário por Miguel Madeira — Maio 31, 2010 @ 21:42

  2. Ok. Suponho que também não se escândalise com a reacção da IDF.
    Depois daquela recepção não lhes iam dar beijinhos de boas-vindas.

    Comentário por Miguel — Maio 31, 2010 @ 21:46

  3. Os bandidos (como o ocupante ou invasor) NUNCA podem invocar qualquer direito de legítima defesa contra a polícia, porque são sempre agressores. Só que é agredido ilegalmente pode invocar legítima defesa… Se não são juristas, aprendam…

    Comentário por Euroliberal — Maio 31, 2010 @ 22:08

  4. Uma frota com um conceito de pacifismo muito diferente do meu.

    Comentário por Daniel Santos — Maio 31, 2010 @ 22:30

  5. Aqui não há pacifistas, nem auxílios humanitários, nem direito, nem razão.
    Há uma guerra.
    E a guerra é injusta, violenta, sem regras nem leis, provoca mortes, destruição e sofrimento.
    Todas as considerações morais ou jurídicas são descabidas, por definição, em caso de guerra.
    Na guerra só há um objectivo individual – sobreviver, e um objectivo colectivo – vencer.
    Aos vencidos nada adianta terem a moral, a razão ou o direito do seu lado.
    Na guerra os únicos inocentes são as vítimas.

    Comentário por ricardo saramago — Maio 31, 2010 @ 22:57

  6. Portanto se eu entrar pela casa do Miguel dentro e o Miguel me agredir eu estou na legitimidade de lhe dar um par de tiros, certo?

    Comentário por Joel — Maio 31, 2010 @ 23:21

  7. Caramba, mas será que ficou tudo louco? Então um exército, em águas internacionais entra a bordo de um navio e o Miguel consegue desculpá-los porque não os receberam bem? O que me está a falhar aqui? A nossa direita voltou ao fascismo?

    Comentário por Fernando — Maio 31, 2010 @ 23:22

  8. E dos marinheiros sul coreanos abatidos pelos malucos do norte ninguém diz nada? Com esses não há solidariedade?! Pois…

    Comentário por Kruzes Kanhoto — Maio 31, 2010 @ 23:32

  9. O navio navegava em águas internacionais, pelo que a acção dos militares de Israel é um acto de pirataria (agora deste em defensor desta prática? Ou talvez não seja assim tão surpreendente, visto que no passado ela até rimava como o livre-cambismo)
    No mundo teu, os israelitas têm (sempre) licença para matar. Quanto aos outros, ficam com a fama do terrorismo.

    Comentário por Luís Marvão — Maio 31, 2010 @ 23:32

  10. Tens de perceber os conceitos antes de os aplicar. Boa tentiva.

    Comentário por Miguel — Maio 31, 2010 @ 23:58

  11. Só não percebo porque não esperaram que o barco avançasse mais 60 kms para desencadear a operação, mas enfim…

    Comentário por Dervich — Junho 1, 2010 @ 09:42

  12. Às pessoas que continuam com o ridículo video das setinhas, manchas e comentários (pouco ou nada consubstanciados pelas imagens mas que dão logo aquele aparato para intelectos menos.. desenvoltos) continuo a perguntar: qual é a vossa história afinal? Os vossos terroristas tinham q se ter armado (com facas de cozinha) em terra. Então qual é a história? Das duas uma, OU sabiam que ia haver um confronto e então vocês querem que se acredite que se lançaram numa missão suicida munidos de facas e barras de metal do barco contra comandos israelitas OU não sabiam, então porque carga de água se teriam armado em terra?

    Ou a vossa história é simplesmente tentar provar que os vossos terroristas da faca do pão reagiram agressivamente a uma abordagem militar feita em águas internacionais a um navio CIVIL (caps lock intended), feita por Comandos israelitas armados e em guerra com o Estado para onde se dirigia a ajuda humanitária?

    Ridículo ou anedótico – pick your poison.

    Comentário por Não Interessa — Junho 1, 2010 @ 11:51

  13. http://deid.tk/fastroping101.png

    Comentário por lucklucky — Junho 1, 2010 @ 14:11

  14. Penso que o ultimo comentário do lucklucky é para ser enviado ao Estado-Maior israelita

    Comentário por Miguel Madeira — Junho 1, 2010 @ 15:54

  15. @12

    Tendo em conta, que os membros desta “frota humanitária” pertenciam a um grupo de terrorista disfarçado de ONG que já tinha sido proibido de entrar naquelas águas em Julho de 2008 e pelo vídeo, percebe-se porquê.

    The Terror Finance Flotilla

    “The Turkish organizers of the Gaza Strip-bound flotilla that was boarded this morning by Israeli commandos knew well in advance that their vessels would never reach Israeli waters. That’s because the organizers belong to a nonprofit that was banned by the Israeli government in July 2008 for its ties to terrorism finance.

    The Turkish IHH (Islan Haklary Ve Hurriyetleri Vakfi in Turkish) was founded in 1992, and reportedly popped up on the CIA’s radar in 1996 for its radical Islamist leanings. Like many other Islamist charities, the IHH has a record of providing relief to areas where disaster has struck in the Muslim world.

    However, the organization is not a force for good. The Turkish nonprofit belongs to a Saudi-based umbrella organization known to finance terrorism called the Union of Good (Ittilaf al-Kheir in Arabic). Notably, the Union is chaired by Sheikh Yusuf Qaradawi, who is known best for his religious ruling that encourages suicide attacks against Israeli civilians. According to one report, Qardawi personally transferred millions of dollars to the Union in an effort to provide financial support to Hamas.

    In 2008, the Israelis banned IHH, along with 35 other Islamist charities worldwide, for its ties to the Union of Good. This was a follow-on designation; Israelis first blocked the Union of Good from operating in the West Bank and Gaza in 2002.”

    O que o vídeo demonstra é que o acto foi nitidamente deliberado.

    Comentário por maxcady128 — Junho 1, 2010 @ 15:57

  16. Eu acho que alguns dos comentários aqui parece que não têm nenhuma noção cronológica dos acontecimentos:

    1ºOs navios tentaram entrar ilegalmente em águas em de vez de ter ido ao Porto
    2ºAs primeiras patrulhas entram em contacto com o navio, solicitando que se diriga para outro porto
    3ºO Flotilla não aceita e segue em frente

    Agora quando um barco recusa a seguir uma simples recomendação, é natural que isso seja considerado suspeito.

    4ºOs soldados da IDF vão lá investigar, armados apenas com armas não-letais, apenas para controlar qualquer desordeiro.

    5º À chegada, ou seja eles mal põem os pés, os tripulantes movimentam-se duma forma que indica uma emboscada deliberada pelos “civis”.

    Agora para a esquerda que aqui frequenta o Insurgente: tu estás no alto mar, se tu és abordado por uma frota militar doutro país, eu acho que como pacifista não ficavas nada bem visto se as tuas primeiras acções fossem atacar soldados com facas, granadas e outras armas à mão, se não tivesses nada a temer, nem nada a esconder simplesmente mostravas a tua identificação, mostravas o que tinhas à bordo, permitias uma inspecção. Vocês vêm alguma coisa disso neste caso?

    Comentário por maxcady128 — Junho 1, 2010 @ 16:10

  17. “1ºOs navios tentaram entrar ilegalmente em águas em de vez de ter ido ao Porto”

    Os navios estavam a não sei quantas dezenas de quilómetros das aguas territoriais israelitas; e, de qauqleur maneira, penso que nem estava previsto que passassem pelas águas israelitas.

    Comentário por Miguel Madeira — Junho 1, 2010 @ 16:22

  18. “que aqui frequenta o Insurgente: tu estás no alto mar, se tu és abordado por uma frota militar doutro país, eu acho que como pacifista não ficavas nada bem visto se as tuas primeiras acções fossem atacar soldados com facas, granadas e outras armas à mão”

    Onde é que o maxcady128 foi buscar essa do “pacifista”; há alguma procalmação dos organizadores considerando-se “pacifistas”? (talvez até haja, mas ainda não a vi)

    Comentário por Miguel Madeira — Junho 1, 2010 @ 16:24

  19. “Penso que o ultimo comentário do lucklucky é para ser enviado ao Estado-Maior israelita”

    É mais ao idiota que planeou a operação…

    Há um bloqueio. Pode incluir águas internacionais. Segundo as leis, beligerantes até podem colocar minas nas águas territoriais de um terceiro estado desde que este seja avisado do local.

    San Remo Manual on International Law Applicable to Armed Conflicts at Sea, 12 June 1994

    SECTION II : METHODS OF WARFARE

    Blockade

    93. A blockade shall be declared and notified to all belligerents and neutral States.

    94. The declaration shall specify the commencement, duration, location, and extent of the blockade and the period within which vessels of neutral States may leave the blockaded coastline.

    95. A blockade must be effective. The question whether a blockade is effective is a question of fact.

    96. The force maintaining the blockade may be stationed at a distance determined by military requirements.

    97. A blockade may be enforced and maintained by a combination of legitimate methods and means of warfare provided this combination does not result in acts inconsistent with the rules set out in this document.

    98. Merchant vessels believed on reasonable grounds to be breaching a blockade may be captured. Merchant vessels which, after prior warning, clearly resist capture may be attacked.

    SECTION VI : CAPTURE OF NEUTRAL MERCHANT VESSELS AND GOODS

    146. Neutral merchant vessels are subject to capture outside neutral waters if they are engaged in any of the activities referred to in paragraph 67 or if it is determined as a result of visit and search or by other means, that they:

    (a) are carrying contraband;
    (b ) are on a voyage especially undertaken with a view to the transport of individual passengers who are embodied in the armed forces of the enemy;
    (c ) are operating directly under enemy control, orders, charter, employment or direction;
    (d) present irregular or fraudulent documents, lack necessary documents, or destroy, deface or conceal documents;
    (e) are violating regulations established by a belligerent within the immediate area of naval operations; or
    (f) are breaching or attempting to breach a blockade.

    Comentário por lucklucky — Junho 1, 2010 @ 18:32

  20. Aliás estive ver o mapa do Mediterrâneo e excepto direito de passagem por corredores não há hipóteses de o navio estar fora das 200nm ZEE de qualquer País uma vez que o Mediterrâneo é mais estreito que duas ZEE’s naquela zona o que aliás acontece em muitas partes do Mediterrâneo.

    Comentário por lucklucky — Junho 1, 2010 @ 18:51


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