O PCP continua a tentar fazer crer a quem lhe prestar atenção que os serviços e produtos providenciados por empresas estatais são grátis – ou deveriam sê-lo.
Agora promoveram um abaixo-assinado contra a cobrança de estacionamento no novos parques da estação ferroviária de Setúbal. Como se propõem pagar pelas obras que foram feitas, pela manutenção das mesmas e pelos serviços prestados? Não sabem nem lhes interessa.
Claro que não lhes interessa para nada que muitos dos milhões de euros que fazem com que Portugal esteja na situação trágica em que está se devam aos deficits abissais das empresas estatais ligadas aos transportes – como a CP ou a REFER. Claro que não têm nada a dizer sobre as causas desses deficits a não ser que para remediar as consequências se deveriam aumentar impostos, criar novos impostos e, claro, gastar ainda mais em obras ou outros projectos que expandam o sector público estatal ou favoreçam grupos cujos interesses estejam ligados à expansão da despesa estatal. Nada disto Vos parece contraditório com os discursos dos dirigentes comunistas que incessantemente disparam contra “os interesses do grande capital”? Claro que é.
Infelizmente, noutros partidos a situação não é muito diferente, como temos podido verificar nos últimos anos de governo do Partido Socialista ou nos cuidados que os dirigentes do PSD sempre têm tido em não perder, também eles, o rumo socialista apontado pela Constituição que impõe a intervenção estatal em todos os aspectos da vida dos cidadãos.
Nada no discurso e prática dos governos dos últimos anos defendeu os contribuintes. Quem trabalha, poupa e investe apenas pode contar com a sanha destruidora de riqueza que caracterizou a intervenção dos governos (deste em particular), do estado e dos seus funcionários, na vida de todos nós.
Para mal dos nossos pecados, os marcianos ainda não se dignaram a pagar as facturas dos disparates feitos em todos estes anos de estatização dos recursos dos portugueses. Creio bem que não será ainda neste momento trágico que o FMM (aka, Fundo Monetário Marciano) se dignará a provomer a solvência das empresas estatais ou do OE nacional.
Também na estação de Setúbal, há algum tempo encontrei um flyer do PCP, que era basicamente uma lista de propostas que eles tinham feito e tinham sido chumbadas. “o pcp propôs:…” e era uma lista enorme do género “mais escolas, mais hospitais, mais subsídios, etc…” e o que me espanta nisto tudo nem é a estupidez do discurso, é como é que um partido destes tem a representação que tem em certas regiões sem ninguém lhes perguntar “então, e pagavam como?”…
Comentário por af — Maio 20, 2010 @ 13:44
Mas essa pergunta deve ser feita a todos os partidos e não só ao PCP. Todos os partidos têm preconizado programas de gastos estatatais sem a mínima consideração que o seu finaciamento representa ou mais impostos ou dívida pública (mais impostos futuros).
Infelizmente, quem tem a tem feito ao longo destes anos (e por estes lados temo-la feita frequentemente) é sempre considerado um perigoso anti-progressista ou na novilíngua socrática, um botabaixista.
Comentário por LA — Maio 20, 2010 @ 15:45