Principais conclusões do relatório anual do BdP.
- Não se verificou redução dos funcionários públicos em 2008 e 2009;
- Despesa com vencimentos continuou a crescer em termos absolutos e em % do PIB;
- Crise não foi a principal responsável pela “explosão” do défice orçamental;
- Problemas orçamentais são estruturais e não conjunturais decorrentes do crescimento excessivo da despesa corrente primária;
- PEC (mesmo na versão revista) não altera desequilibrios
- Mesmo que se verifiquem as previsões macroeconómicas do governo poderão não ser atingidos os objectivos da receita e despesa.
Folgo que a recente nomeação do Dr. Vítor Constâncio para o BCE lhe tenha despertado um sentido crítico que parece ter andado vários anos em semi-reforma num qualquer paraíso fiscal.
Miguel,
Esta atitude de VC é tão típica de certos invertebrados sem escrúpulos.
Enquanto dependia do Governo para manter as principescas mordomias, fazia qualquer frete (pode-se-lhe reconhecer competências técnicas, o que mais realça a total ausência de ética).
Mal se apanha num poleiro dourado, a salvo da boa vontade de quem para lá o alcandorou, e toca a morder a mão quem o alimentava, para, supostamente, se “redimir”.
Pior é impossível (lá estou eu a ser optimista…).
Comentário por depatasproar — Maio 18, 2010 @ 10:02
Psitacismo em estado puro…
Com as contas bem ocultadas
em pleno ano eleitoral,
foram fantasias montadas
de soberbo teor imoral.
O psitacismo financeiro
tão veemente aplaudido
é de esteio trapaceiro
que muito nos tem iludido.
Meteram-nos numa alhada
com tanta imbecilidade,
é tamanha a salgalhada
de abjecta salubridade.
Comentário por Amêijoa Fresca — Maio 18, 2010 @ 10:20
Eu equiparo as manobras de constâncio atrás do nome do BdP a certas coisas que o PS critica nuns tais de neo-liberais norte-americanos que elegadamente deram cabo disto tudo, a começar por aquele fantástico estudo extrapolado sobre o défice.
Comentário por JP — Maio 18, 2010 @ 11:09
Depois do famigerado “cálculo do défice”, dos casos BCP,BPN e mais recentemente BPP, já nada esperávamos do dito governador.
Agora percebemos que por trás do camarada compincha se escondia o cavaleiro andante do euro.
Comentário por ricardo saramago — Maio 18, 2010 @ 14:14