O Insurgente

Maio 9, 2010

Socialista à força

Filed under: Política,Portugal,Religião — Carlos Guimarães Pinto @ 05:59

Liberais, anarquistas, conservadores têm que sacrificar a vida dos seus filhos para que os socialistas, num assunto que apenas a eles diz respeito, organizem a sua vida em sociedade da forma que melhor entendem. Liberais, anarquistas, conservadores contribuem para as despesas de funcionamento dos serviços do Estado para que os socialistas, num assunto que apenas a eles diz respeito, imponham a sua noção de vida em sociedade. Agradecia que alguém me explicasse porque sou eu obrigado a participar numa forma de organização de sociedade com a qual não concordo. Sou um feroz defensor da liberdade de associação. Agradecia que respeitassem a minha liberdade de não me associar. Começando por não me obrigar a contribuir financeiramente e com o meu tempo para a vossa vida de crentes. Se querem oferecer educação, saúde, segurança social, investir em energias renováveis, magalhães e abortos façam-no com o dinheiro do vosso trabalho. Suponho que a força da fé vos chega para fazer esse sacrifício. Eu é que não tenho de fazer nenhum. Parece-me.
O Daniel Oliveira concordará comigo.

22 Comentários »

  1. Muito bom.

    Comentário por João Neto — Maio 9, 2010 @ 08:48

  2. ‘quer queiras, quer não
    tens que ser socialista’

    Comentário por floribundus — Maio 9, 2010 @ 09:27

  3. Há um “pormenor” que se chama POVO e que vota de x em x anos. Ora o POVO votou nos socialistas e na sua forma de copncber a sociedade. Você tem mais é que se conformar…

    Comentário por Luís — Maio 9, 2010 @ 09:30

  4. Então imaginem se formos ateus liberais!

    Comentário por bob — Maio 9, 2010 @ 09:36

  5. E como já sabe o que pode esperar deste POVO a solução apresenta-se em molde muito simples: quem está mal que se mude!

    Comentário por Vasco — Maio 9, 2010 @ 11:47

  6. freedom is slavery

    Comentário por AntónioCostaAmaral (AA) — Maio 9, 2010 @ 12:37

  7. O sr. C.G.Pinto ainda vive nas trevas, não viu a luz.
    Para bem dele tem que ser reeducado.
    Recomendo uma passagem por uma escola superior de educação. Se ainda assim o doente insistir poderá ler obras escolhidas de autores aprovados pelo Ministério, discursos de Louçã, M.Soares, Salazar.
    Filmes…basta M.Moore ou Al Gore.
    Se este tratamento não o transformar num cidadão com a cabeça no lugar, útil à sociedade, pode-se sempre organizar um evento no Rossio com uma grande fogueira.
    Não é original mas tem efeito mediático assegurado.

    Comentário por ricardo saramago — Maio 9, 2010 @ 13:34

  8. Carta Internacional dos Direitos Humanos, Artigo 20º

    2.Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.

    Está tudo dito aqui, mas é claro que para muita gente isto não serve de nada.

    Comentário por Paulo Maia — Maio 9, 2010 @ 13:34

  9. Ahah grande post.

    Comentário por Filipe Abrantes — Maio 9, 2010 @ 14:40

  10. “Há um “pormenor” que se chama POVO e que vota de x em x anos. Ora o POVO votou nos socialistas e na sua forma de copncber a sociedade. Você tem mais é que se conformar…”

    Resumindo, Tirânia Democrática, pois o Estado já corrompe mais de 60% dos seus habitantes. Caso ainda não tenha notado há uma coisa chamada República que limita o poder do estado mas que ainda não chegou á Economia.

    Outra alternativa, declarar a independência de um território, formar novos países. Aliás será provavelmente inevitável uma guerra civil no Ocidente. Os esforços artificiais de agregação, fingir que as diferenças não existem, terão invitávelmente uma resposta.

    Para reforçar a reacção temos também como tudo se politizou, até as batatas fritas. Ora será inevitável uma rebelião quando a natureza/função da Democracia mudou. Funcionou há 100 anos como liberalização contra os poderes da Nobreza e status squo, funciona ela própria 100 anos depois como reforço da Tirânia e defesa do status squo. E como movimento adicional não devemos esquecer a inúmeras agências governamentais que já começam a se arrogar a capacidade de regulamentar coisas que no passado teriam de ser legisladas.

    Comentário por lucklucky — Maio 9, 2010 @ 16:46

  11. “porque sou eu obrigado a participar numa forma de organização de sociedade com a qual não concordo”

    Também todos vivemos numa sociedade capitalista baseada na escassez, no consumo e na dívida e a mim ninguém me perguntou nada, e mesmo não concordando de todo com esta arquitectura brilhante da vossa geração e precedentes, e nela que vivo e dela não escapo.

    E é incrível a demagogia com que fala dos coitadinhos dos filhos que não vão ter nada, como se o modelo social europeu (que não e socialismo!!) não tivesse providenciado desde o seu inicio uma vida sempre com maior qualidade para as gerações posteriores.

    Comentário por DC — Maio 9, 2010 @ 17:18

  12. Caro DC
    O seu equívoco é o da esquerda dos nossos dias.
    Não foi o modelo social europeu que providenciou uma vida melhor, foi o crescimento económico.
    Como se provará daqui para a frente, sem crescimento económico não é possível manter o modelo social europeu.

    Comentário por ricardo saramago — Maio 9, 2010 @ 17:38

  13. “Também todos vivemos numa sociedade capitalista baseada na escassez”

    Lamento desiludi-lo, mas a escassez não resulta de uma sociedade capitalista, é um facto da vida. Bem sei que alguns socialistas ainda não conseguiram entender isto, mas é a realidade e não há como fugir.

    Comentário por Carlos Guimarães Pinto — Maio 9, 2010 @ 17:38

  14. Excelente post, Carlos.:)

    Comentário por José Barros — Maio 9, 2010 @ 19:31

  15. 11 – Que equívoco? É óbvio que o chamado Modelo Social Europeu tem várias fórmulas, e que todas dependem do crescimento económico para cumprir os seus preceitos. Mas, a nível europeu, a redução substancial dos níveis de pobreza, o maior acesso a bens e serviços essenciais e grande parte das conquistas sociais de cariz egalitário foram produto de uma organização sócio-política solidária, não do crescimento económico. Embora ninguém conteste que são necessárias reformas, e que elas terão de ser desenhadas de forma a promover o crescimento económico. A diferença está em saber o que fazer com esse crescimento, porque se não acreditam na solidariedade, na redistribuição e na justiça social, a vossa triste obsessão não é a de um avanço civilizacional conjunto, mas a de serem um dos poucos privilegiados a manter ou engrossar o património. Não vou dizer o que acho destes resultados obscenos.

    12 – Acho estranho o autor de um post tão crítico da ordem social actual, que visa promover a total mudança de valores centrais para a cultura europeia, venha depois dizer que há outro tipo de realidade que nem vale a pena contestar, de tão imutável e real que parece.

    Não, não é um facto que só aquilo que é escasso tem valor; primeiro porque a escassez de um bem hoje pode transformar-se em abundância amanhã, e depois porque o valor atribuído resulta de discursos/normas sociais e do poder de influência de actores individuais/institucionais (não são intrínsecos), também eles mutáveis e nem sempre racionais. Esta e outras características do capitalismo podem e devem ser contestadas, e não há ninguém com autoridade para dizer que nunca poderão ser mudadas, ou que é uma característica essencial de todo o ser humano.

    Comentário por DC — Maio 9, 2010 @ 20:41

  16. “todas dependem do crescimento económico para cumprir os seus preceitos.”

    “grande parte das conquistas sociais de cariz egalitário foram produto de uma organização sócio-política solidária, não do crescimento económico.”

    Um hino à irracionalidade, temo muito que vá ver o colapso do Modelo em directo, porque você como a maioria não entende o que o já não o sustém e acabaram por o destruir. Só quando perceberem que o cariz igualitário corrompe.

    Comentário por lucklucky — Maio 9, 2010 @ 21:53

  17. Sim luck, de tudo aquilo que corrompe o ser humano, o pior é mesmo a Igualdade… Obrigado pela pérola

    Comentário por DC — Maio 9, 2010 @ 22:35

  18. ‘Sim luck, de tudo aquilo que corrompe o ser humano, o pior é mesmo a Igualdade’
    Mas é que é mesmo assim: a igualização corrompe e só não destroi o ser humano porque este, sabe-se lá se por instinto de sobrevivência, termina os sistemas que abusam na igualização. É por isso que todas as tentativas comunistas estão votadas ao fracsso e só sobrevivem o tempo que o totalitarismo da repressão as conseguir conter.

    Carlos, grande post!

    Comentário por Maria João Marques — Maio 9, 2010 @ 23:10

  19. “Sempre fez do Estado um inferno, querer o homem fazer dele o seu paraíso”. Cardeal Ratzinger, 1991

    Comentário por Carlos Santos — Maio 9, 2010 @ 23:17

  20. 18. Não sei que cartilhas anda a ler, mas a Igualdade não é sinónimo nem exclusivo dos comunismos. Estando muito longe disso, é só mais uma falácia. Percebo a colagem que quer fazer, mas é uma estratégia gasta e oca e não encoraja muito quem, como eu, não concorda mas respeita a posição e a inteligência dos argumentos da direita. For MJM that’s a no no…

    Comentário por DC — Maio 9, 2010 @ 23:41

  21. «Não sei que cartilhas anda a ler, mas a Igualdade não é sinónimo nem exclusivo dos comunismos. Estando muito longe disso, é só mais uma falácia.»

    É verdade, DC. A Igualdade é uma falácia.

    Comentário por Migas — Maio 10, 2010 @ 14:42

  22. [...] Socialista à força Publicado por rcg, em Sugestões de Leitura [...]

    Pingback por Yet Another Blog» Arquivo » Sugestões de Leitura (17) — Maio 27, 2010 @ 06:05


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