O Insurgente

Maio 31, 2010

Hermenêutica do assaltante atacado

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 21:44

Quão grande pode, racionalmente, ser a margem de interpretação para isto:

Late last night, Israel attacked a flotilla of ships in international waters carrying food, medicine and other aid to Gaza, killing at least 10 civilians on board and injuring at least 30 more (many reports now put the numbers at 19 dead and 60 injured). The Israeli Defense Forces is claiming that its soldiers were attacked with clubs, knives and “handguns” when they boarded the ship without permission, but none of the Israeli soldiers were killed while two are reported injured.

(…)

The flotilla attacked by Israel last night was carrying materials such as cement, water purifiers, and other building materials, much of which Israel refuses to let pass into Gaza.

Artigo completo aqui.

A “frota humanitária” de Gaza (4)

Filed under: Médio Oriente — Miguel Noronha @ 20:44

A comissão de boas-vindas dá largas ao seu entusiasmo pela chegada das forças da IDF.

Depois de amanhã

Filed under: Livros,Teoria,União Europeia — Miguel Noronha @ 17:45

Um bando de arruaceiros, é o que é

Filed under: Comentário,Internacional,Política — João Luís Pinto @ 17:00

A tripulação do Triton, indesculpável e incompreensivelmente não aguardando de forma pacífica e cooperante a abordagem do corsário francês Hasard.

SS Robin Moor

Filed under: Comentário,Internacional,Política — João Luís Pinto @ 16:15

Estes também sabiam bem àquilo que iam. A tripulação do submarino que o afundou até explicou ao capitão que este levava carga para o inimigo. Palpita-me que a versão terá sido confirmada pelo MNE e pela marinha alemães.

Uns provocadores, está bom de ver.

Uma cambada de provocadores

Filed under: Comentário,Internacional,Política — João Luís Pinto @ 15:56

NOTICE!

TRAVELLERS intending to embark on the Atlantic voyage are reminded that a state of war exists between Germany and her allies and Great Britain and her allies; that the zone of war includes the waters adjacent to the British Isles; that, in accordance with formal notice given by the Imperial German Government, vessels flying the flag of Great Britain, or any of her allies, are liable to destruction in those waters and that travellers sailing in the war zone on the ships of Great Britain or her allies do so at their own risk.

IMPERIAL GERMAN EMBASSY,
Washington, D.C. 22nd April 1915

Ainda bem que os u-boat alemães demonstraram firmeza contra as facas da cozinha do Lusitania. Não é?

A “frota humanitária” de Gaza (3)

Filed under: Médio Oriente,Política,Videos — Miguel Noronha @ 15:50

Algumas imagens do ambiente fraterno e pacifico num dos navios da “frota humanitária”

Portugal não é a Grécia e o politicamente correcto

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 15:38

“Portugal não é a Grécia e o politicamente correcto” de Tavares Moreira (Quarta República)

Faz hoje parte do discurso económico-político chamado “politicamente correcto” o patriótico refrão “Portugal não é a Grécia”…não há discurso importante que o não inclua, se não incluir pode ser suspeito de colaboração com os especuladores… O discurso “politicamente correcto “ é, na sua essência, o mesmo que no longínquo ano de 2000 insistia que era disparate falar do endividamento externo…essa preocupação não fazia sentido numa zona monetária como a do Euro, era a mesma coisa que falar da dívida externa do Mississipi, lembram-se? Esse discurso foi depois evoluindo, enriquecido com novos temas, por exemplo minimizando a importância dos défices orçamentais ou insistindo no alto virtuosismo do investimento público – para dinamizar a economia, insistiam até à saciedade, lembram-se?(…)

Mas o “politicamente correcto” tinha de sobreviver, a sua missão deletéria sobre a pobre e indefesa economia não podia acabar assim, sem glória. Era preciso encontrar rapidamente um novo “paradigma” para fazer valer os seus enfraquecidos argumentos…Ora aí está pois o “Portugal não é a Grécia”, sem necessidade de qualquer justificação, para ganharem mais algum tempo e prosseguirem a sua patriótica missão de não deixar nada de pé…

A “frota humanitária” de Gaza (2)

Filed under: Médio Oriente,Política,Videos — Miguel Noronha @ 15:00

Alguns exemplos de pacifismo dos tripulantes do barco abordado pela IDF aqui, aqui e (especialmente) aqui.

Toca a fazer as malas!…

Filed under: Internacional,Política,Portugal — jtcb @ 14:16

O Diário Económico acaba de noticiar que “o governo grego foi aconselhado por economistas britânicos a deixar a zona euro”.

De acordo com os tais economistas, do Centre for Economics and Business Research, “Espanha será provavelmente forçada a seguir a mesma via, tal como Portugal e a Itália, embora a situação da dívida italiana seja menos grave”.

Estamos, portanto, de forma simpaticamente civilizada, a ser convidados a sair. Eu gosto muito desta expressão: convidados a sair. Era o mesmo convite que os meus colegas de liceu recebiam quando eram expulsos.

E pronto, é esta a realidade. E, como dizem os tais ingleses, é “virtualmente inevitável”. Toca a fazer as malas!

A “frota humanitária” de Gaza

Filed under: Médio Oriente,Política — Miguel Noronha @ 12:46

Manda a memória do pseudo-massacre-de-Jennin, o pouco crédito que deve ser atribuido a algumas ONG’s que há 17 anos clama por mirificas crises humanitárias em Gaza e conhecida relutância da imprensa internacional em condenar os terroristas palestinianos que se duvide desta versão dos acontecimentos e se preste atenção aos comunicados do vice-MNE israelista e das IDF.

Católicos, Cavaco e o casamento gay

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:24

Há tempos eu e o Adolfo Mesquita Nunes escrevemos um pequeno artigo para a Revista Atlântico intitulado Os Católicos e o Estado Laico. Nesse artigo, e em textos posteriores escritos na blogosfera, nos quais procurei explicar o melhor possível o nosso entendimento, defendi a necessidade dos católicos se unirem, não na tentativa de o estado seguir uma orientação política e ideológica que estivesse de acordo com as suas crenças religiosas mas que, cingindo-se, como alguns o fazem e de forma sublime, à sociedade civil, levassem a cabo as suas reformas e materializassem a sua visão nas escolas, nos hospitais e em outras organizações de carácter social e até político. Concretizassem aí os seus objectivos e os seus valores. O assunto é delicado e acredito que muitos dos que lêem estas linhas poderão já não querer saber mais que não seja aquilo que lhes convém. Chamo, no entanto, a atenção para um ponto: Não pretendo fazer qualquer ataque à Igreja, nem aos católicos, cuja educação e valores me marcam profundamente desde que nasci e durante toda a minha vida. Apenas considero que um católico que queira preservar os seus valores, deverá fazê-lo por si e nunca pedindo a intervenção centralizada de um estado protector. Considero até que os católicos ganhariam com uma percepção menos estatizante da política. Se ancorassem menos no estado. Ganhavam os católicos, independência e força. Ganhava o país em liberdade e dinamismo.

Na altura, recordo-me de alguém me ter dito não serem os católicos um bloco homogéneo que politicamente falasse a uma só voz. Concordei em absoluto com esse ponto de vista. Fico, por isso mesmo, um pouco surpreendido quando leio notícias como esta que mencionam o choque que o meio católico (referido como um todo) teve com a decisão do Presidente da República em promulgar o casamento gay. Não me quero estender sobre a questão do casamento, a sua definição, o compromisso que implica e que me levaria para outro rumo que não é o deste texto. Apenas registar que se os católicos não são um bloco nuns assuntos, não o compreendo porque o sejam agora, principalmente quando a definição de casamento que se está alterar é a do estado e não a da Igreja.

Presidênciais na Colômbia

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 10:55

Na primeira volta das presidênciais colombianas, os eleitores demonstraram de forma esmagadora a sua preferência pelo antigo Ministro da Defesa Jose Manuel Santos que alcançou 47% dos votos que é apoiado por Alvaro Uribe. Em segundo lugar com apenas 21% ficou Antanas Mockus, o candidato preferido da imprensa estrangeira e do proto-ditador venezuela Hugo Chavez.

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 08:43

Esta semana, em destaque o blog A Origem das Especiés.

I am large, I contain multitudes

Filed under: Cultura,Diversos — Carlos M. Fernandes @ 04:30


Mathew B. Brady (ou assistente), Walt Whitman, ca. 1860

Full of life now, compact, visible,
I, forty years old the eighty-third year of the States,
To one a century hence or any number of centuries hence,
To you yet unborn these, seeking you.

When you read these I that was visible am become invisible,
Now it is you, compact, visible, realizing my poems, seeking me,
Fancying how happy you were if I could be with you and become your comrade;
Be it as if I were with you. (Be not too certain but I am now with you.)

Walt Whitman, Full of Life Now (em português nas edições bilingue de Calamus e Leaves of Grass da Assírio e Alvim)

Uma boa notícia para Cavaco

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:27

O apoio deste PS a Manuel Alegre (com via aberta para os anti-alegristas) é inequivocamente uma boa notícia para Cavaco Silva (assim como também para Fernando Nobre) mas, face aos sucessivos momentos menos felizes do actual Presidente da República, nada está decidido.

Maio 30, 2010

Imagens e histórias do Porto Antigo

Filed under: Blogosfera,Cultura,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:58

Um recomendável projecto do Gabriel Silva: Porto Antigo.

Neocon T-shirts

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 21:30

Comentário de Tom Woods no Facebook:

Neocon T-shirt: “Apart from slavery, fascism, and communism, war never solved anything!”

Sorry:

(1) Slavery ended peacefully in all but two countries of the Western hemisphere;

(2) fascism was itself an _outgrowth_ of an earlier war the neocons support (World War I), the idea being to organize peacetime society with the same single-minded collectivism of war; and

(3) the Soviet Union collapsed because of _socialism_.

Isabel Vaz sobre os serviços de saúde em Portugal

Filed under: Double standards,Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:18

Uma entrevista muito interessante de Isabel Vaz, do grupo Espírito Santo: Isabel Vaz: Estado manda doentes para casa para poupar

Mas a imagem dos privados continua a ser de um sector mais insensível, que põe pessoas fora do hospital…

Ainda há pouco tempo vi uma entrevista de um presidente de um hospital público, que até prezo, e que disse que se gerisse um privado e tivesse de mandar um doente embora por causa do plafond do seguro se demitia. Eu acho que ele se devia demitir hoje. Porque o Estado todos os dias manda doentes embora por razões económicas. Não vamos ser hipócritas. Enquanto houver listas de espera significa que estamos a não tratar por motivos económicos. Ao menos com as seguradoras sabe-se o que vendem. O Estado dá a entender que temos direito a tudo e depois na prática as pessoas esperam anos e anos. Esse presidente do hospital público diz isso porque vive num ambiente onde as pessoas querem que esta baralhação exista.

Que baralhação?

A litigância entre público e privado. Não tenho a certeza que os custos hoje com a informalidade – leia-se corrupção – dentro do sistema [público de saúde], não existiriam se fosse o cidadão a escolher. E se não pouparíamos dinheiro.

Dê-nos um exemplo desses interesses.

Na hemodiálise foi criada uma fundação com quem o Estado terá assinado um protocolo. O que é isto? Por que é que há uns tipos, normalmente políticos do PS e do PSD, que fazem uma fundação? É sempre esquemas… Esses esquemas custam muito dinheiro. Toda a gente sabe que a informalidade é responsável por 40% do nosso défice estrutural. Porque é que há sempre esquemas? Se há falta [na prestação destes serviços] abram a convenções. O Estado todos os dias não só cria ineficiências no público como vem também criar no privado. Não quero convenções nos meus hospitais. Não quero, não preciso, não vou entrar nesses esquemas, é uma questão de ética empresarial. O mercado das convenções está fechado há anos, a antiguidade é um posto. Chega-se a vender convenções. Posso tratar mal, nem ter procura, pode haver outros muito melhores, mas para o Estado isso não interessa nada. Cria distorções de concorrência terríveis. O Estado faz todos os dias figura de urso e acha lindamente. São os interesses instalados. Hoje ninguém faz regulação técnica, ninguém quer que façam o trabalho deles.

Quem é que não quer?

Os tais interesses… e ficamos por aqui.

(…)

Devia haver competitividade dentro do Serviço Nacional de Saúde?

Se me perguntar o que eu acho que devia ser o SNS, essa é a “one million dollar question”. A saúde é um investimento demasiado precioso numa sociedade para ser encarado unicamente como custo social. E tem de ser bem gerido, sobretudo em países como o nosso, onde gastamos mais do que temos. Não acredito nos regimes soviéticos, de planeamento central, num SNS baseado apenas no Estado como único pagador. Um sistema que ignora que há privado e que há uma dupla cobertura é completamente errado e não promove a prevenção das doenças. Sozinho, sem um estímulo exterior de mercado, de desassossego, de inquietude, ninguém melhora. A saúde não é diferente. Só o facto de os hospitais não terem de lutar pelo privilégio da escolha dos doentes, já cria isso. Ou seja, o meu Hospital da Luz só é um bom hospital enquanto existir a José de Mello Saúde. No dia em que for monopolista, vou ser um péssimo hospital. O que me faz correr é o Dr. Salvador de Mello. Fico piursa de perder um doente para ele.

(…)

Para um privado, o que muda se estiver no poder o PS ou o PSD?

Rigorosamente nada.

Mas o discurso político é diferente…

Acha? Eu acho que têm todos medo de falar do privado. Acham que perdem votos. A discussão certa não é público versus privado, palermices há nos dois sítios. Portanto, é um tema de votos e de curto prazo. Não vejo nenhum político, com excepção talvez de Correia de Campos e de Maria de Belém, que tivesse pensado a longo prazo. Correia de Campos tramou-se logo, Maria de Belém também. Aprecio mais um BE e um PCP, ao menos são coerentes. Não concordo, porque defendem o bloco soviético de saúde, assente na ideia e que a economia podia ser nacionalizada e isto tudo era controlado pelo Estado e era uma utopia bestial. Mas ao menos sabemos o que pensam. PS e PSD defendem exactamente a mesma coisa e, no fundo, o que estão a tentar é sobreviver no curto prazo, o que na saúde nos vai sair muito caro.

Recomendo a leitura integral da entrevista aqui.

Austrian vs. monetarist explanations of the crisis

Filed under: Economia,Educação,Teoria — André Azevedo Alves @ 19:20

What Austrian business cycle theory does and does not claim as true. Por Anthony J. Evans.

In short, whether Austrian ideas have something to add depends on whether you view the pre-crisis economy as fundamentally sound. As Garrison points out, there are two alternative views: “did the collapse occur (a) in the midst of a period of healthy growth because of sheer ineptness of the central bank or (b) near the end of a policy-induced boom that was unsustainable in any event and in the midst of confusion about just what the problem was and how best to deal with it?”

If you answer (a) you’re a monetarist, and there’s no surprise that Austrian ideas seem alien. But if you believe (b) then I would encourage you to learn more about the economic theory that explains economic crises so majestically.

Uma “amizade eterna”…

Filed under: Economia,Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:45

Chávez oferece “aliança estratégica” a Sócrates e agradece inspiração do 25 de Abril

A sala era pequena e os jornalistas, portugueses e venezuelanos, ficaram todos na sala de imprensa do palácio presidencial. Imagem e som vinham de televisões. Só José Sócrates e Hugo Chávez falaram. Perguntas de jornalistas não houve. E, para o que é habitual, Chávez até nem falou muito: uma hora e cinco minutos.

(…)

Chávez fala numa “aliança estratégica” entre os dois países, mas que vai além dos acordos comerciais de cerca de 1700 milhões de euros assinados este sábado, último dia da visita de Sócrates à Venezuela, após uma passagem pelo Brasil. “É uma amizade eterna”, arriscou dizer.

Assinar contratos com quem não os cumpre. Por João Miranda.

Sócrates foi à Venezuela assinar contratos que já tinha assinado e que a Venezuela não cumpriu. Será que Sócrates acredita que se assinar duas vezes a Venezuela cumpre?

David Laws e James Lundie

Filed under: Blogosfera,Comentário,Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 16:28

Não demorou muito a rebentar o primeiro escândalo do governo de coligação entre LibDems e Conservadores.

Infelizmente, acaba por afectar uma das figuras com mais destaque no novo executivo: Ministro pagou quarto de namorado com dinheiro do Estado

O ministro das Finanças britânico, David Laws, demitiu-se, na sequência de envolvimento num escândalo de despesas abusivas enquanto deputado.

Durante oito anos, o ministro cobrou ao Parlamento quase 1120 euros por mês, do aluguer de um quarto em casa de James Lundie, o homem com quem vive.

O ministro declarou que o seu único objectivo foi manter secreta a sua relação e orientação sexual. Laws vai ter de devolver ao Parlamento mais de 47 mil euros abusivamente recebidos.

Diga-se de passagem que, não obstante a conduta de David Laws ter sido incorrecta, o valor da renda em causa não me parece particularmente exagerado para a zona em causa.

Maio 29, 2010

“Casamento Gay” – Quim Barreiros

Filed under: Cultura,Media,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 16:13

QUIM BARREIROS – CASAMENTO GAY

Como bem realça Fernando Moreira de Sá, Quim Barreiros deve estar agradecido por toda a publicidade gratuita dos activistas LGBT. Com este tipo de promoção, é mais um sucesso garantido…

Sócrates prepara o futuro

Filed under: Economia,Internacional,Justiça,Media,Política,Portugal,Sondagens — André Azevedo Alves @ 16:10

Sócrates no país de Chávez, onde é preciso ter paciência

Gabinetes ministeriais custam mais de 30 milhões em 2010
Sócrates não nega sms de Vara e desvaloriza sondagem
Governo “fugiu” ao concurso público do Magalhães
CGTP espera uma das maiores manifestações “de sempre”

Pode ser que baixe o rating da estupidez

Filed under: Desporto,Justiça,Portugal — ruicarmo @ 10:28

Que afecta o futebol fora das quatro linhas.

Treze dos 38 arguidos do processo dos No Name Boys foram hoje condenados a penas de prisão efectiva, a maior das quais de 12 anos. Dezasseis outros foram sentenciados pelo colectivo de juízes da 5.ª Vara do Tribunal Criminal de Lisboa com penas suspensas. O tribunal absolveu apenas oito dos acusados.

No Público.

Airport scanner pornography

Filed under: Diversos — Carlos Guimarães Pinto @ 00:15

Airport scanner pornography

Para que não se deixe cair no esquecimento. Algumas notícias dos últimos meses sobre um dos maiores atentados à privacidade que ameaça tornar-se global (a utilização de scanners corporais nos aeroportos):
X-ray man quizzed by police for ogling girl’s breasts
Airport Worker Warned for Abusing Naked Scanner
Exposed: Naked Body Scanner Images Of Film Star Printed, Circulated By Airport Staff
Image on full-body scanner provokes incident at Miami airport
U.K. Airport Bans Nude X-ray Photos of Kids over Child Porn Fears

Fica aqui também um desafio interessante vindo dos EUA:um defensor do direito à privacidade desafia Michele Obama a testar os scanners e circular as suas fotografias na imprensa como forma de provar que os scanners não são invasivos.

Adenda: aparentemente a imagem apresentada como exemplo já foi denunciada como hoax. Felizmente, (ainda) não circulam pelo grande público verdadeiras imagens retiradas dos scanners dos aeroportos. Fica no entanto o exemplo do que pode vir a circular quando, e se, a utilização se generalizar, o número de pessoas com acesso às imagens se diversificar e os cuidados iniciais se desvanecerem.

Maio 28, 2010

Rebajas

Filed under: Economia,União Europeia — Nuno Branco @ 17:53

A agência de notação internacional acaba de baixar em um nível a avaliação da dívida pública espanhola, de ‘AAA’ para ‘AA+’.

E não se esqueçam: Portugal não é a Espanha (estamos uns níveis mais abaixo).

You’ve seen one Stern, you’ve seen them all

Filed under: Media — Miguel Botelho Moniz @ 17:00

Adivinhem qual destes senhores, de acordo com a Lusa e o Jornal de Negócios, é ex-economista do Banco Mundial e professor na LSE.

Carlos Moedas no 31 da Armada

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 16:04

Interrompo o meu retiro espiritual para destacar a estreia do Carlos Moedas no 31 da Armada, com um post muito interessante. O Carlos Moedas é daqueles que sabe do que fala, e que se afirma com grande serenidade. Numa altura em que há um downgrade da qualidade geral dos blogues, eventualmente por saturação do conceito e pela migração de grande parte da atenção dos bloggers para o twitter e facebook, é sempre bom constatar que ainda encontramos boas surpresas a navegar por aí. Parabéns ao 31 pela escolha.

Hoje, às 18 horas, Tomás Belchior e Manuel Pinheiro (Repetição, Domingo, às 19)

Filed under: Economia,Insurgentes nos media,Política,Portugal,União Europeia — André Abrantes Amaral @ 15:20

Esta semana eu e a Antonieta Lopes da Costa em debate com Tomás Belchior e Manuel Pinheiro, sobre:

1) O estado do governo –  Após a trapalhada que foram os impostos retroactivos, o governo parece atabalhoar-se no combate à crise. Qual é o verdadeiro estado do governo PS e da oposição PSD?

2) A Europa depois da crise – Com défices públicos astronómicos, o que irá acontecer ao modelo social europeu?

3) Facebook e a privacidade – Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, anunciou que a empresa vai simplificar os procedimentos que visam proteger a privacidade dos seus utilizadores. No entanto, o que se coloca na Facebook fica entregue ao Facebook. Quem guarda os guardas versão 2.0?

4) Tea Parties – O quase libertário Rand Paul venceu as primárias no estado do Kentucky. Será este o início de uma forte mudança na política norte-americana, ou apenas mais um subproduto da crise?

O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 30 de Maio, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

Wishful thinking: um exemplo flagrante

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 14:14

Cavaco Silva diz esperar que eficiência e gestão possam compensar dificuldades financeiras no SNS

A esquerda e o “grande capital”

Filed under: Double standards,Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:54

PSD e CDS queriam suspender TGV. Esquerda não deixou
PS, BE e PCP chumbam suspensão do TGV

Os amigos da Mota Engil. Por João Miranda.

Surpreendentemente, já havia suicídios na China antes do iPhone

Filed under: Diversos,Teoria — Carlos Guimarães Pinto @ 11:05

Artigo publicado em 2005 no The Guardian:

Suicide blights China’s young adults
Survey reveals main cause of death of people under 35
Suicide is the main cause of death among young adults in China, the state media said yesterday in a report that highlights the growing pressures to succeed in love, work and education in one of the world’s fastest changing societies.
Increasing stress, loneliness and a lack of medical support for depression are thought to have contributed to an annual suicide toll that is estimated at 250,000 people a year.
According to the China Daily, an additional 2.5 million to 3.5 million make unsuccessful attempts to kill themselves each year.
Referring a recent survey by the health ministry, the paper said that suicide was the fifth most common cause of death in China after lung cancer, traffic accidents, heart disease and other illnesses.
But it is most prevalent among young urban intellectuals and rural women. Exam stress, career worries and relationship problems are named as the main reasons why suicide has become the main killer of people aged between 20 and 35.

Sobre as “sweatshops”

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 10:55

A propósito (não dos suicídios mas) das condições de trabalho na Foxconn, recomendo a leitura do artigo ““Sweatshops” e Globalização” do André Azevedo Alves.

Os liberais defendem que a opção de trabalhar numa “sweatshop”, não obstante a dureza das condições de trabalho por comparação com as economias onde o capitalismo mais se desenvolveu, é, para a esmagadora maioria dos trabalhadores dos países menos desenvolvidos, a melhor opção disponível e permite uma melhoria do seu nível de vida.(…)

Alguns anti-liberais defendem boicotes e proibições legais que impeçam as multinacionais de operar nesses países ou que lhes imponham exigências operacionais que teriam o mesmo efeito prático que a proibição directa. O problema é que retirar a essas populações a opção menos má que têm ao seu dispôr nada contribui para o seu bem-estar.(…)

Não basta repetir incessantemente que “outro mundo é possível” ou que querem “outra globalização”, uma vez que nenhum desses apelativos slogans pode negar a realidade de que a prosperidade depende da acumulação de capital e da criação de condições favoráveis à poupança e ao investimento nas economias mais pobres. A realidade é que os baixos custos do trabalho são a principal vantagem comparativa desses países e uma das poucas formas de captar investimento produtivo que possuem.(…)

Há no entanto um ponto em que liberais e opositores do comércio livre podem estar de acordo. Só podemos estar certos de que trabalhar nas fábricas de multinacionais representa uma melhoria nas condições de vida das populações dos países menos desenvolvidos se essa escolha for livre. Ou seja, se a opção de trabalhar nas “sweatshops” resultar do uso da força e não de uma escolha livre (ainda que entre alternativas que são, do nosso ponto de vista, pouco favoráveis), então, de facto, tal situação não representa uma melhoria, mas antes uma continuação da subjugação das populações por Estados colectivistas e totalitários. É claro que nos casos em que tal aconteça não estaremos perante “comércio livre” (que é incompatível com a escravatura) pelo que as críticas devem ser dirigidas, em primeiro lugar, à opressão levada a cabo pelos governos em causa.

Avenças em risco

Filed under: Política,Portugal,Sondagens — Miguel Noronha @ 09:59

O ambiente deve estar ruim ali para os lados dos “abrantes”.

PS: Espero que os srs da Marktest não estejam a contar mal o meu voto.

Registem

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:54

Uma aliança do Partido socialista e dos partidos comunistas irá hoje chumbar as iniciativas do PSD e CDS que visam adiar a construção do TGV.

Sobre a OPA à PT

Filed under: Economia,Política,Portugal — Nuno Branco @ 09:47

Um artigo de Miguel Camelo:

Outros “analistas” cujas “análises” o Público também transmite, convenientemente anónimos, provavelmente amigos dos seus amigos e – evidentemente – também da amiga destes, lembram que «a OPA da Sonae foi chumbada sem o Estado usar a ‘golden share’», como se a golden share precisasse de ser usada doutra forma que não apenas como fermento duma bela amizade. A golden share é, grosso modo, como a bomba atómica, uma arma de dissuasão que, podendo ser usada em circunstâcias extremas, serve sobretudo para manter os “amigos” debaixo de olho. Basta lembrar que ela existe para que o efeito funcione – o que já irritou a comissão europeia.

[...]

Não foi a Sonae. Pode não ser a Telefónica. Pode ser que seja de podre, na rua, num dia de tempestade…

Nada como uma carinha laroca

Filed under: Comentário,Política,Portugal — Nuno Branco @ 09:43

É disso que a malta gosta. Foi assim que José Sócrates lá chegou e assim parece ser o caminho de PPC. Depois, será o costume… ouvir as conversas de café da treta de como são todos iguais e yada yada yada.

“Maioria absoluta”. As duas palavras que o PSD não pronuncia, nas urnas, desde 6 de Outubro de 1991 estão ao alcance de Pedro Passos Coelho.

O barómetro de Maio da Marktest, para o Diário Económico e TSF, retrata a perda de intenções de voto à esquerda e uma subida substancial à direita, com destaque para o PSD que ganhou no último mês quatro pontos percentuais e alcança agora os 44%, o PS que cai seis pontos para os 28% – o valor mais baixo desde que José Sócrates é líder – e o CDS que resiste à subida dos social-democratas e passa de cinco pontos em Abril, para os 8% em Maio.

O descontentamento com Sócrates é mais que muito, por todo um conjunto de trapalhadas mas principalmente porque a economia está pior do que estava e as medidas de austeridade ameaçam retirar parte da mama aos portugueses enquanto transforma os restantes em vacas leiteiras. Ninguém gosta e é por isso que o PSD chega quase à maioria absoluta sem sequer ir roubar votos ao CDS.

(mais…)

Pouco alegres (*)

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:57

Pedro Adão e Silva

Neste fim-de-semana o PS apoiará, a contragosto, a candidatura presidencial de Alegre.(…) Este apoio burocrático tem em si o entusiasmo dos actos administrativos: obedece a uma racionalidade própria, mas ninguém se dispõe a apoiar afectivamente a decisão. A mobilização entre os socialistas, já se percebeu, será escassa e o resultado eleitoral condizente.

I told you so.

(*) Peço desculpa pela má qualidade do trocadilho mas o nome do candidato presta-se a estas coisas

Maio 27, 2010

Falou o “patrão” (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:13

Sócrates admite recorrer à “golden share” contra o ataque da Telefónica

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