O Insurgente

Abril 8, 2010

Napalm pela noitinha

Filed under: Economia,Teoria,União Europeia — Nuno Branco @ 21:14

Em Setembro de 2008 os EUA decidiram banir, temporariamente, o chamado “short selling” como forma de conter as quedas nos mercados accionistas. Foram, claro, seguidos de perto pela Europa em geral e pelo nosso primeiro em particular que declarou na altura, em plena Assembleia da República, que não sabia muito bem o que era isso mas que era, obviamente, contra.

Não demorou muito os mercados enfrentaram a maior queda dos últimos 20 anos. A razão é fácil de compreender, quem está “curto” só ganha se conseguir comprar mais barato do que aquilo que vendeu, ou seja, para tomar lucros tem que comprar. Isto significa que quando há quedas abruptas no mercado o interesse próprio do maléfico especulador em causa faz com que ele compre os bens, fornecendo liquidez ao mercado ao mesmo tempo que o “segura”. Claro, quando os governos dizem que estas pessoas não são bem vindas não há ninguém para amparar as quedas dos mercados e estas são muito mais desordeiras e agudas.

Poderiam pensar que, sendo esta memória tão recente, os governantes teriam aprendido qualquer coisa mas claro… burro velho não aprende linguas. E assim sendo a Grécia proibiu hoje a venda curta dos seus títulos de dívida numa tentativa de abrandar a subida das taxas de juro. Não só vão falhar esse objectivo a médio prazo (no curto prazo há sempre uma reacção positiva causada pelo fecho forçado das posições) como se estão a colocar a jeito para acelerar a chegada da bancarrota. E não, ninguém vai aprender nada com isso. José Sócrates fará o mesmo pouco tempo depois.

O nosso futuro grego

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 15:16

Pedro Bráz Teixeira

[A] Grécia deve ser encarada como um indicador avançado para Portugal. Tudo o que se está a passar na Grécia tem uma elevada probabilidade de se vir a passar em Portugal.

Emprestaria dinheiro a estes senhores?

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 15:00

Camilo Lourenço

O que é extraordinário nesta história é a inversão de responsabilidades: a culpa é dos especuladores, que, com a sua actuação, ganham muito dinheiro. Poucos parecem lembrar-se de que os especuladores só têm êxito porque alguém (os gregos) não fez o trabalho de casa. Para as mentes mais sensíveis, sobretudo com inclinação para a esquerda, aqui ficam alguns números. Para pensar:

1 – Entre 2004 e 2009, o governo grego aumentou o número de funcionários públicos em quase 50% e os salários/benefícios em 100% (Theodoros Pangalos dixit).

2 – O défice orçamental é de cerca de dois mil milhões de euros/mês. A dívida total, colocada pelo país nos mercados, já soma uns incríveis… 300 mil milhões de euros (vale mais 13% que o Produto Interno Bruto do país). Os juros que a Grécia vai pagar, este ano, por essa dívida (se as taxas não continuarem a subir) vai chegar a 13 mil milhões de euros (mais do dobro do investimento público português em 2010).

Sobre a África do Sul

Filed under: Política — Miguel Noronha @ 13:43

Eduardo Pitta

À luz dos media portugueses, o assassinato de Eugene Terre’Blanche é um empecilho para o Mundial de Futebol. Não fora a bola e ninguém, em Portugal, ligava peva ao assunto. Nem a resistência afrikaner é assunto que interesse aos portugueses, nem a África do Sul impressiona a opinião encartada. Mas devia. Afinal, ainda lá vive meio milhão de portugueses (eram mais de 600 mil há 20 anos), dois terços dos quais oriundos da Madeira. Ou seja, mais de 10% do total da população branca do país.

Com 49 milhões de habitantes, dos quais 9,6% são brancos, a África do Sul é a maior economia de África. Não obstante, o PIB é apenas de USD$9960 per capita (o de Portugal é de cerca de 22 mil), sendo as desigualdades sociais gritantes fora dos perímetros urbanos de Johannesburg, Pretoria, Port Elizabeth, Durban e Cape Town. Em 1994 Mandela conseguiu evitar o Apocalipse mas, ao fim de 16 anos, a geração de Julius Malema diz alto e bom som: They have exploited our minerals for a very long time. We want the mines, now it’s our turn. Malema é o presidente da juventude [Youth League] do ANC, um admirador confesso de Mugabe e da sua política de expropriação de farms no Zimbabwe. Por sua vontade, o modelo seria aplicado na África do Sul, para onde emigraram milhares de agricultores rodesianos brancos. Zuma, provavelmente, não terá força para o deter. O Mundial de Futebol talvez atrase o futuro. Mas não vai conseguir detê-lo. Este é o busílis.

Não chega

Filed under: Economia,União Europeia — Miguel Noronha @ 13:23

Greece’s dollar bonds aren’t attractive even at yields over 7 percent, according to Richard Clarida, global strategic adviser at Pacific Investment Management Co.

Tailândia

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 12:41

Para seguir as últimas das intentona golpista dos “vermelhos” recomendo a leitura do Combustões.

Karl, volta, estás perdoado

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 12:09

Pouco mais de um mês após ter criticado severamente o método científico, Pedro Arroja, em resposta a alguns ataques (desajeitados e sem qualquer conteúdo, diga-se), recorre a fontes que, por sua vez, citam estudos que foram publicados em revistas (aparentemente) sujeitas às regras inerentes ao método científico. Já dizia Karl Popper, A Vida é Aprendizagem.



Um novo paradigma na teoria económica

Filed under: Blogosfera,Economia — Miguel Botelho Moniz @ 11:19

Escreve o Ladrão de Bicicletas Jorge Bateira:

«Como o Primeiro-Ministro grego tem afirmado repetidamente, as actuais dificuldades financeiras da Grécia não residem (pelo menos até agora) na impossibilidade de encontrar compradores para títulos da dívida pública. O problema está sobretudo nos juros proibitivos que tem de pagar.»

Aplicando este genial ponto de vista a outra área conhecida de todos: O mercado imobiliário não está em crise. Existem muitos compradores para imóveis. O problema está no preço baixo que os vendedores têm de receber.

Eu saio já aqui

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:59

Contrariamente ao que tem sido prática da última década, fazer oposição interna no PSD não implica necessariamente o uso sistemático de tácticas guerrilha. No entanto, daí até à submissão ao vencendor, em troca de um lugar de destaque, há um grande espaço onde até é possível preservar a dignidade. Independentemente da pouca consideração que tenho por eles, os militantes do PSD demonstraram de forma clara a sua preferência por Pedro Passos Coelho, pelas suas propostas e pela sua equipa. Cabe-lhes conduzir o partido e apresentá-lo ao eleitorado.

Napalm pela manhã

Filed under: Economia,União Europeia — Nuno Branco @ 09:38

A situação, quando aqui a descrevi, estava má. Depois disso parece que o Commerzbank também se apercebeu desse facto e começou a retirar dinheiro da Grécia, o que por sua vez levou com que os bancos gregos pedissem mais dinheiro ao Estado, o que claro fez com que estes perdessem em bolsa com medo que os bancos abram falência a curto prazo.

Tudo isto, em menos de dois dias, dá continuidade ao gráfico que tinha deixado antes.

Como é que se diz “bolha” em chinês? (III)

Filed under: Economia,Política — Miguel Noronha @ 08:54

Bloomberg

China is “on a treadmill to hell,” said [hedge fund manager James] Chanos, who said in January the nation is Dubai times a thousand. “They can’t afford to get off this heroin of property development. It is the only thing keeping the economic growth numbers growing.”

Property prices in China rose at the fastest pace in almost two years in February even after officials this year re-imposed a tax on homes sold within five years of their purchase to curb speculation and ordered banks to set aside more funds as reserves to cool lending. The boom in China’s real estate has fueled concern that China may face a collapse seen in Dubai that has hurt the ability of some of its companies to repay debt.

Since his January prediction, Chanos, the founder of Kynikos Associates Ltd, has been joined by Gloom, Doom & Boom publisher Marc Faber and Harvard University professor Kenneth Rogoff in warning of a potential crash in China’s property market.

Chinese state and local governments are among the most leveraged to property-related borrowings and the nation will “ultimately” have to nationalize a lot of the bad loans that will arise from the end of the bubble, Chanos said.

Como noutros casos, as autoridades nacionais estarão completamente inocentes.

Isolde

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 02:41

Nina Stemme

Abril 7, 2010

Explicação

Filed under: Agenda,Ambiente,Comentário,Cultura,Economia,Justiça,Portugal — ruicarmo @ 23:44

Submarinos a rodar.

Quem se lixa é sempre o contribuinte.

A ver se percebo

Filed under: Agenda,Ambiente,Comentário,Cultura,Médio Oriente,Portugal — ruicarmo @ 23:21

Não se trata evidententemente de questões como a pacificação unitária do PPD/PSD mas questões de princípios. Um país usa e abusa da força excessiva, não assina tratados internacionais, impressiona vizinhos e a generalidade da comunidade internacional com a sua falta de humanismo – “We cannot watch the murder of children in Gaza with indifference – e depois faz-se um negócio com 170 tanques?

Tirar Coelhos da Cartola

Filed under: Cultura,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 16:07

Como a malta da Ler não é particularmente eficiente a gerir a renovação das suas subscrições, só graças ao João Lisboa é que descobri a recensão que o Pedro Mexia fez do texto fundador do passoscoelhismo na edição de Abril:

“(…) A gente sabe que já não há políticos churchillianos, com guerras, reportagens, viagens, polémicas e aforismos, mas há mínimos olímpicos. (…) Vejamos a sua [de Pedro Passos Coelho] estrada de Damasco, aquela que o levou de umas vagas curiosidades comunistas à militância no maior partido da direita portuguesa: ‘A salvar o meu Verão, a JSD local fez um campeonato de cartas onde eu participei. Foi o primeiro contacto, por via lúdica, do que, até hoje, me situou politicamente’. Ora bem: eu sei que há muitos caminhos para a social-democracia, mas a bisca lambida não é um deles. Dizer que entrou para a JSD ‘por via lúdica’ revela uma louvável candura, mas fica a dúvida: quando é que a via deixou de ser lúdica? E fica outra interrogação: se ele tivesse jogado lerpa no Rato, seria hoje socialista? (…) Pedro Passos Coelho era um ‘one trick pony’. Sabia fazer um truque: liberalismo. Um bocadinho de ideologia, num partido que não gosta de ideologia, um bocadinho de sociedade civil, num partido com tentações estatistas. Nada mau. Mas com o ‘maldito subprime’ Passos ficou impedido de fazer o seu truque. Cai mal ser liberal agora. É como contar piadas sobre aviões a 12 de Setembro. Assim sendo, o que resta? Nada, ou quase nada. Vejam por exemplo, o capítulo sobre a cultura, aliás, sobre o ‘papel societal da cultura’. Decidi antecipadamente que Passos não tinha nada a dizer sobre cultura se usasse a palavra ‘clusters’. E lá está ela, na página 234. Passei à frente”.

Separar o trigo do joio

Filed under: Comentário,Media — André Abrantes Amaral @ 10:44

Luís Naves comentou a minha opinião sobre a imprensa escrita em Portugal, cuidado que agradeço. Comete, no entanto, alguns lapsos e cai em certas contradições quando conclui, a título de exemplo, que desconheço os acontecimentos do meu próprio país, mas ao mesmo tempo reconhece o problema (para os jornais) que é a gratuidade do sites noticiosos. Na verdade, se digo que não compro jornais portugueses há 5 anos, é porque não o preciso de o fazer pois estes se encontram totalmente disponíveis na internet, o que me permite ler o que me interessa. Basicamente, ler aquilo que julgo ser importante para conhecer os acontecimentos do meu próprio bairro. Tudo sem gastar um centavo e ficar inundado em papel com informação que não me interessa.

Chama-se a isto separar o trigo do joio, faculdade que me agrada. Faculdade que desaparecerá caso os conteúdos dos sites noticiosos passem a ser pagos. E aqui chegamos à segunda parte do problema, que é o preço. Vejamos bem: eu pago 30 cêntimos/dia para ter Wall Street Journal. Será que o Público ou o Diário de Notícias conseguirão ser tão baratos? E não o sendo, será que a inevitável redução da publicidade, vendida nesses sites, compensará a natural perda de leitores online, decorrente da cobrança dos seus conteúdos? Não creio que sejam muitos os leitores interessados em pagar para ler notícias que serão divulgadas de forma mais mediática e gratuita. Some-se a falta de tempo para ler jornais diários, como se sucedia há 10/20 anos, e ainda por cima pagando caro por isso.

Quem está, então, disposto a pagar caro pela informação? Apenas parte da população, ainda por cima bastante diferenciada. Uns querem notícias de carácter político; outros, literário; alguns preferem saber de música; outros de design ou arquitectura. Revistas/jornais especializados, com preços relativamente altos, para um público alvo bastante definido. Creio que quanto mais nos globalizamos, menos devemos generalizar e que a persistência no erro pode ser uma das causas para a queda das vendas da imprensa escrita portuguesa.

Sugestão de Leitura

Filed under: Economia,Portugal,União Europeia — Tomás Belchior @ 10:23

Vale a pena ler este artigo do Baseline Scenario para perceber o que os gregos vão ter de pagar para sair do buraco onde estão, para perceber porque é que a distinção entre estar na mesma situação da Grécia ou estar numa situação semelhante é em larga medida irrelevante, e o que é que podemos esperar da visita do FMI à Grécia. Fica para memória futura mas pode ser que seja útil lá para os lados de S. Bento.

Confiança

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:40

O risco de Portugal foi o que mais se agravou a nível mundial, nos primeiros três meses de 2010. Subiu mais até do que o da Grécia, país cuja débil situação das contas públicas tem estado no centro das atenções. Portugal é agora o 26º país mais arriscado, num “ranking” publicado pela CMA Datavision

A Batalha de Inglaterra

Filed under: Política — Miguel Noronha @ 08:30

Artigo de Fernando Gabriel no Diário Econõmico

Cameron, impressionado pela campanha de Obama, decidiu abrir as portas da sua alma, num manifesto publicado pelo Telegraph na sexta-feira passada. Já se sabia que Cameron não era como a raposa do aforismo de Arquíloco, glosado por Isaiah Berlin (‘a fox knows many things, but the hedgehog knows one big thing’) mas a superficialidade do manifesto poderá ter decepcionado quem esperava uma apologia convincente da “grande ideia” que fará dele um ouriço na recta final de uma caminhada vitoriosa até Downing Street. Cameron confessa que estava mais interessado em desporto e “miúdas” e pensava pouco em política. Subitamente num Verão passado, uma viagem à URSS despertou nele um sentido ético e uma aversão profunda à burocracia. Era o embrião da Big Society a “grande ideia” de Cameron: um programa devolutivo contra o consenso político e culturalmente destrutivo que uniu o Thatcherismo ao New Labour, numa mistura que só aparentemente é incongruente de individualismo radical e autoritarismo estatal. Os conservadores já estiveram pior servidos.

Ao contrário de Cameron, a visão política da URSS deixou Brown de tal modo enternecido que continua a esforçar-se por criar a União das Repúblicas Socialistas Britânicas. Para salvar o Big Government da fúria eleitoral dos desiludidos, vale tudo, até comparar a economia britânica ao lesionado Wayne Rooney: Brown imagina que o seu keynesianismo destruidor da capacidade de criação de riqueza futura é a muleta necessária a uma economia “lesionada”. Nada de retirar a muleta muito cedo, aconselha. Claro que a comparação só será eficaz se os eleitores esquecerem que foram os Trabalhistas que destruíram a economia sob o peso do seu estatismo: entre 1999 e 2009, a despesa pública passou de 36,3% para 47,5% do PIB; em 2010 atingirá os 50% e se a tendência actual se mantiver, irá ultrapassar os 80% em 2015. Se Rooney tiver de jogar com metade da equipa às cavalitas, é bem capaz de se lesionar e se lhe explicarem que no futuro terá de carregar nove colegas no lombo fará o mesmo que os mais capazes e empreendedores: vai-se embora.

Aguardo pela interpretação dos “abrantes”

Filed under: Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 07:40

As declarações de Pais do Amaral, ontem na AR, foram deveras interessantes. Diz ele que Moniz usou a “TVI para derrubar Governo de Santana Lopes” e que “se viu obrigado a chamar a atenção de Moniz”. Ora, se bem se recordam, foi precisamente o caso Marcelo/TVI que levou à exoneração de Santana Lopes pelo PR. Se Pais do Amaral estiver a falar verdade, nesse caso, quem tinha razão era Santana Lopes que terá sido indevidamente demitido. Estranho que Pais do Amaral, em vez de afastar José Eduardo Moniz, se tenha limitado a uma “chamada de atenção” e tenha guardado silêncio durante tanto tempo. Ou não estava assim tão incomodado com a linha editorial da TVI ou está a tentar encobrir a tentativa de afastamento do Moniz pelo governo socialista. Ou as duas coisas.

Uma batalha do sector “privado”

Filed under: Economia,Internacional — Nuno Branco @ 01:23

Uma luta entre a FedEX e a UPS… com o trapalhão do costume no meio. Dizem as fábulas que numa galáxia distante, há muito, muito tempo ganhavam o mercado as empresas mais eficientes que melhor satisfaziam as necessidades dos clientes. Na Terra somos mais sofisticados, temos comités legislativos para isso.

Abril 6, 2010

PSD e a voracidade pelo Estado

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 22:46

Não causo sobressalto a ninguém (mesmo que distraído) se disser que o PSD não é nem vai ser um partido liberal . Não sendo liberal, o PSD pode, no entanto, promover a desestatização da sociedade e da economia, o encolhimento do Estado e – algo que actualmente não é despiciendo – travar a engorda do Estado. Manuela Ferreira Leite, não sendo liberal, era a melhor coisa a seguir: forreta e não queria gastar dinheiro com desperdício ou ideias disparatadas. Com a vitória de Passos Coelho, o PSD – e ao contrário do que jornalistas de serviço querem fazer crer – ficou mais longe de ser um partido liberal ou de ser um partido que promove um Estado mais parco. Porquê? Perdeu o candidato que elegeu como um dos seus slogans a ‘descolonização do Estado’ e falou amiúde de separação entre interesses públicos, privados e partidários. Mais, perdeu o candidato que afirmou que não havia um único militante que o apoiasse devido a promessas de cargos na administração pública. E ganhou o candidato apoiado pelo aparelho, por quem vive do aparelho e dos cargos pagos pelos contribuintes que os poderes do PSD permitem distribuir e que, legitimamente, espera saltar da dimensão autárquica para a dimensão nacional. Não é desta que o PSD vai prescindir de ocupar o Estado.

Eleições do PSD – o epílogo (se ainda venho a tempo)

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 22:28

Não há como negar: o PSD caiu aos pés de Passos Coelho ao som de trombetas. E se o aparelhismo e o caciquismo foram fundamentais para a vitória, a dimensão da votação em PPC foi além dos votos sindicados. Poderá talvez falar-se de dois PSD sociologicamente diferentes que se expressaram ora em votações em Paulo Rangel ou em Pedro Passos Coelho (Rangel ganhou a cidade do Porto e as secções das zonas nobres de Lisboa), mas não se pode, com honestidade, afirmar que só ‘os do aparelho’ e os que dependem dos cargos comandados pelo aparelho votaram em PPC (ainda que esses tenham em votado em PPC). Tanto mais que, a crer nas sondagens realizadas (que não acertaram nos números mas acertaram nas posições relativas dos candidatos), se PPC se candidatasse ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa, este último ganharia.

Também não há como negar: o passismo é uma coisa funesta.

O líder é inconsistente – mesmo o discurso lógico que apela ao Ricardo é desmentido por antecipação: PPC defendeu que o PSD devia votar contra o OE de 2010, mas votou favoravelmente a viabilização do orçamento pelo PSD em Conselho Nacional – e é capaz de deslealdade e de cinismo – e se, mesmo discordando, posso admitir que PPC agisse em consciência sendo desleal para com a direcção do PSD antes de eleições, por considerar que o que esta defendia era tão errado que preferia que o PSD perdesse as eleições com tal programa (sendo que o tempo veio dar razão a MFL em tudo, mas enfim…), já me custa mais digerir o cinismo das palavras que PPC dirigiu no último congresso a MFL ou a trôpega tentativa de reconciliação com Jardim.

Por outro lado, os passistas eminentes são personagens de arrepiar. Desde o aparelhista-mor Marco António Costa até ao grupo que na internet se dedicou a insultar e até ameaçar quem ousasse criticar Pedro Passos Coelho - do qual se linkaram exemplos, sendo, contudo, mal disseminado em abundância pelo twitter e até em blogues partilhados com gente respeitável - têm-se replicado os piores comportamentos do socratismo e faz adivinhar (caso o poder seja alcançado) uma nova geração de abrantes. Não bastando,  Nogueira Leite fez saber que já tem estratégia para lidar com os comentadores problemáticos, dando-se assim continuidade à falta de respeito socrática pela liberdade de expressão e opinião alheia quando esta nos é desfavorável e antevendo-se uma reedição de Pedro Silva Pereira ou de Augusto Santos Silva em versão de maioria absoluta.

Por fim, o passismo começa a dar ideia de uma coisa em que o líder dá uma imagem de unidade, sensatez, moderação e os seus apoiantes realizam o trabalho sujo que o líder não pode ser visto fazendo. Um exemplo, já de depois das directas? Enquanto PPC fala de unidade, o ‘terrível Ângelo Correia’ já veio dar voz a avisos ao Presidente da República e a Fernando Seara e outros dedicam-se, prestando-se a figuras ridículas, à produção de bílis sempre que associada ao nome de Pacheco Pereira.

Se, quanto à capacidade de cinismo e de deslealdade, ela existe e nada se pode fazer, já quanto à inconsistência PPC pode melhorar; veremos como se vai comportar quando as decisões do PSD face ao PS e ao governo forem as suas. Também pode PPC escolher se vai tentar que as pessoas esqueçam que o passismo é/foi uma realidade funesta ou se vai assumir que temos novo tiranete socrático. O congresso electivo vem aí e veremos quem será a equipa de PPC; se se remeterão aos seus lugares Marcos Antónios e afins (afinal há dois anos foi com um sorriso amarelo que se receberam estes apoios e até houve alívio com o sisma nas listas do congresso, e desta vez a vitória foi maior do que os aparelhistas) ou se se sente PPC obrigado a pagar os apoios; se se escolhem os abrantes wannabe ou se estes ficam confinados à blogosfera, ao fecebook e ao twitter.

A ler

Filed under: Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 15:26

O currículo não é tudo na política. Pedro Correia.

Consta que enquanto o Titanic afundava a orquestra continuou a tocar

Filed under: Cultura,Economia,Nanny State Watch,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 14:55

Europe should invest more in its creative industries as a source of future growth the European Commission has said, while EU ministers have called for culture to be put at the “heart” of the bloc’s new economic plan, the Europe 2020 strategy.

Como não escrever uma notícia

Filed under: Media — Miguel Botelho Moniz @ 14:10

Título de notícia DD/Lusa: Mais de 1/3 dos doentes morre no 1º mês de internamento

Primeira reação do leitor: Susto; consternação; espanto.

Parágrafos de abertura da notícia: «Mais de um terço dos doentes que deram entrada na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) em 2009 morreu no primeiro mês de internamento, revela o relatório anual da rede. Segundo o documento, registaram-se 2779 óbitos, o que representa 13 por cento dos utentes assistidos e 18 por cento (9,1 por cento em 2008) do total de doentes que saíram da rede em 2009.»

Segunda reacção do leitor: Confusão; perplexidade.

Terceiro parágrafo da notícia: «Considerando todos os óbitos, 17 por cento ocorrem nos primeiros 10 dias de internamento (17,8 por cento em 2008) e 36 por cento no primeiro mês (38,8 por cento em 2008).»

Terceira reacção do leitor: Esclarecimento; indignação com iliteracia e inumeracia do autor.

Querem que a gente pague por vocês, não é?

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 13:43

Os camionistas não querem pagar o aumento dos custos dos combustíveis nem as (novas) portagens nas (antigas) scut’s. Querem que sejam os contribuintes a pagar por eles. Se não conseguem passar este aumento de custos aos seus clientes talvez seja sinal que existe excesso de oferta. Têm bom remédio, portanto.

Nota: agora que os preços dos combustíveis estão novamente na curva ascendente iremos voltar a ouvir o discurso contra as petroliferas e da taxa “Robin dos Bosques“. Estas idiotices são cíclicas.

Numa república soviética (3)

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 13:13

O novo aeroporto de Lisboa “não é um luxo, mas sim uma necessidade” e constitui um equipamento estruturante para o futuro de Portugal, afirmou hoje em Madrid o ministro das Obras Públicas.(…) “O novo aeroporto não é um capricho. Como a alta velocidade (ferroviária) também é um projeto estruturante para o país. Não é um luxo, é uma necessidade”, disse, dando como exemplo a ampliação do aeroporto de Madrid, concluída em 2006.

O que tu queres sei eu…

Filed under: Economia,União Europeia — Nuno Branco @ 12:52

O número 2 do executivo grego disse ontem que era melhor Portugal fazer pressão para a UE ajudar a Grécia, caso contrário seríamos os próximos a sofrer com a crise.

Com a bancarrota grega a aproximar-se a passos largos, estando hoje os títulos de dívida a 10 anos a render já acima dos 7% (o máximo que disponho é de 7,16% a 28 de Janeiro) não é difícil entender o desespero grego que até já pede ajuda a este Sócrates moderno.

Da minha parte, recomendo que Sócrates permaneça caladinho a ver se ninguém dá por nós e o nosso buraco, perdão, investimento.

Há seis anos

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 11:12

No EU Observer a 17/05/2004

Milton Friedman, the Nobel-Prize winning US economist and one of the most influential economists of the 20th Century believes there is a “strong possibility” that the 12 member euro zone could collapse “in the next few years”.

In an exclusive interview with the EUobserver, Professor Friedman argues, “there is a strong possibility that the euro zone could collapse in the next few years because differences are accumulating between countries … I’m not saying it is a certainty, just that it is a strong possibility”.

He suggests that the euro could be replaced with the old national currencies

e mais isto

“There is no doubt what the EU should do. Abolish your rules and regulations. Abolish your [high level of] spending. The European economy is too burdened with rules and regulations”. “There is nothing wrong with the basic strength of the individual countries. But they have burdened themselves with a range of rules that strangle their economies”.

Numa república soviética (2)

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:15

A ministra da Saúde, Ana Jorge, admitiu ontem que a venda em unidose é um processo “difícil de implementar” e que a solução passa pelo “redimensionamento” das embalagens e não pela dispensa em quantidade individualizada do medicamento.

Numa república soviética

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:03

Governo defende novo nome para “chairman” da Cimpor

È necessário (ainda) mais estado.

A última economia soviética da Europa (?)

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 07:47

Jornal de Negócios

Na Grécia, o Estado controla o número de admissões em 70 profissões privadas, limita o lucro de mercados como o de combustíveis e o farmacêutico e atira com muita carga burocrática para cima das empresas.

Trata-se da “ultima economia soviética da Europa”, diz ao Negócios Yannis Stournaras (na foto), professor na Universidade de Atenas e que na década de 1990 preparou a adesão do país ao Euro, enquanto conselheiro principal do então primeiro-ministro Costa Simistris.

Ao ler o primeiro parágrafo, pensei tratar-se de outro país europeu também ele com um “pujante” crescimento económico. Afinal de contas, talvez a Grécia não esteja só naquela categoria. De qualquer forma, trata-se de mais uma prova da irrefutável que a culpa foi da desregulação “selvagem”. È necessário (ainda) mais estado.

Abril 5, 2010

Hey, That’s No Way To Say Goodbye

Filed under: Diversos — André Azevedo Alves @ 22:57

O “Sector Privado” em Acção

Filed under: Economia,Nanny State Watch — Tomás Belchior @ 16:43

Os produtos portugueses não prestam são caros são pouco competitivos? Isso resolve-se com uma cesta de “fruta para dormir” no valor de 250 milhões de euros. Os produtos continuam a ser pouco competitivos mas, como o Governo vai usar o nosso dinheiro para assegurar que os espanhóis compram esses produtos a um preço inferior ao que nós compramos, fica tudo bem. Parece que o dumping financiado pelo contribuinte faz maravilhas ao défice externo.

Espero que nenhum outro país tenha a mesma ideia. Se isso acontecer, ainda corremos o risco de nem as estatísticas “que realmente interessam” conseguirmos martelar. Era chato estar a dar dinheiro aos espanhóis sem receber nada em troca. Há até quem diga que deitar dinheiro para o lixo nos torna mais pobres mas eu não embarco nessas cantigas bota-abaixistas. Eu confio na superioridade estratégica do meu Governo, perdão, das nossas empresas.

No farol do socialismo

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 14:40

“Criticism of Chávez Stifled by Arrests” no New York Times

When Judge María Lourdes Afiuni issued a ruling in December that irked President Hugo Chávez, he did little to contain his outrage. The president, contending on national television that she would have been put before a firing squad in earlier times, sent his secret intelligence police to arrest her.

Then the agents took her to the overcrowded women’s prison in this city of slums near Caracas. They put her in a cell near more than 20 inmates whom Judge Afiuni had sentenced on charges like murder and drug smuggling. (…)

Since Judge Afiuni’s imprisonment, a dizzying sequence of other high-profile arrests has taken place, pointing to Mr. Chávez’s recent use of his security and intelligence apparatus to quash challenges to his grip on the country’s political institutions.

Debaixo de Água

Filed under: Diversos — Tomás Belchior @ 14:13

Quantos deputados são precisos para ler umas assinaturas? Dezassete. Podia ser uma anedota mas não é. É o que esse epifenómeno parlamentar chamado Ricardo Rodrigues parece querer afirmar ao defender uma comissão de inquérito para apurar a “responsabilidade política” pela compra dos submarinos.

A responsabilidade política pelo negócio é conhecida e assumida. O problema do deputado Ricardo Rodrigues é que neste caso a responsabilidade política, até ver, não coincide com uma eventual responsabilidade criminal, e assim não é possível dar uma resposta à altura à malta que anda a ver se queima o querido líder com a história da TVI. Sendo assim, toca de aproveitar a oportunidade para voltar a trazer à baila umas insinuações sobre financiamentos partidários encapotados que umas investigações criminais que se “arrastam na obscuridade” teimam em não confirmar. Lá pelo meio, talvez ainda seja possível convencer os portugueses de que o investimento em armamento é socialmente injusto e responsável pelo problema das contas públicas e assim já chegamos a uma “responsabilidade política” mais interessante.

Pior do que serem rasteiras, estas movimentações deixam passar em branco a verdadeira causa de todo este problema: as contrapartidas como modelo de actuação do Estado. Ao comprar submarinos por 800 milhões de euros e negociar contrapartidas de 1200 milhões, o Estado torna impossível de escrutinar o verdadeiro preço do negócio. Basta olhar para o Estatudo da Comissão Permanente de Contrapartidas que supostamente assegura o cumprimento das mesmas para perceber que a corrupção, a fraude e o desperdício são o resultado inevitável desta ideia peregrina. Além de assentar na visão proteccionista de que é necessário usar os nossos impostos para proteger e fomentar indústrias ditas estratégicas para o desenvolvimento do país, ao enterrar na burocracia pública estes mecanismos de “redistribuição”, o sistema das contrapartidas cria todo o tipo de incentivos para que esses fundos sejam desviados a troco de umas cestas de “fruta para dormir”.

Curiosamente, ninguém está particularmente interessado em apurar a responsabilidade política pelo esquema. O melhor que se arranja são uns tipos a reclamar contra a sua baixa taxa de execução. É caso para dizer que toda esta discussão não passa de um tiro na água.

The PIIGS that won’t fly

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 11:44

Na Economist

At a summit in Brussels on March 25-26th, leaders of the 16 member countries of the euro area finally agreed on a last-resort financial rescue mechanism for Greece, whose massive stock of public debt and yawning budget deficit have fuelled fears that it may default. The markets’ reaction to the deal was lukewarm, suggesting that investors have yet to be convinced that Greece will be able to continue to service its debts. Yet beyond Greece there are questions over several other euro-area countries: the five so-called PIIGS, which face many of the same economic challenges as well as the ability to cause headaches in Brussels (and Berlin).

(clicar para aumentar)

Um pequeno passo

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:29

Excerto de “Os Dias Contados” de Alberto Gonçalves (Diário de Notícias)

Ao longo de cinco anos, habituámo-nos a ouvir que o crescimento económico se obteria infalivelmente mediante: investimento nas grandes infra-estruturas; investimento na investigação; investimento nas energias renováveis; investimento nas tecnologias de informação; investimento na educação e nos recursos humanos; investimento no apoio às exportações; investimento no investimento estrangeiro; investimento no estrangeiro; etc.

Como se nota, o critério variava consoante os dias e as circunstâncias. Se numa terça-feira de manhã o eng. Sócrates inaugurava por exemplo um pólo universitário, a investigação científica era vital ao crescimento económico. Mas se na terça à tardinha o eng. Sócrates comparecia à adjudicação de sete aerogeradores, aí já o crescimento económico não passava sem as ventoinhas.

Em qualquer dos casos, o crescimento viria de cima, isto é, da acção de um Governo paternal e do bolso de um contribuinte meigo. Viria. Não veio. O investimento público não só não trouxe crescimento económico, como, a partir de certa altura, nos enfiou numa crise económica que o Governo, corajosamente, combateu com os métodos que em larga medida a originaram. Mais curioso ainda é que esta espiral não nos lançou de cabeça contra a realidade: de facto, lançou-nos contra a Alemanha.

Esqueçam as ventoinhas e a banda larga: hoje, a nova panaceia para o crescimento económico é a “solidariedade europeia”, um conceito divertido que obriga os alemães a salvar os vizinhos falidos por desleixo próprio. O primeiro vizinho a resgatar é a Grécia, e embora 276 especialistas garantam que a situação grega não é comparável à portuguesa, a verdade é que nos colocámos em lugar privilegiado da fila de espera. Do quê? Ora essa: do fatal investimento público, com a diferença de que agora o público, ou seja, o contribuinte, é outro, fala a língua de Heiner e Gerd Müller e não prima pela meiguice. E com a diferença de que descemos da bazófia empreendedora para a mendigagem descarada, um enorme salto para a humanidade, um tombo recorrente para Portugal.

A imprensa escrita em Portugal

Filed under: Comentário,Media — André Abrantes Amaral @ 10:24

As notícias vindas ao lume sobre possível fim do ‘i’ (pelo menos como ele foi concebido) parecem comprovar que o tempo dos jornais à antiga, que noticiam tudo e alguma coisa, terá os dias contados. Há cerca de 5 anos que não compro jornais, sejam diários ou semanários. Substituiu-os pela edição online do WSJ (que me custa cerca de 30 cêntimos/dia) e a subscrição em papel de revistas mais específicas, como sejam a ‘American Interest’, a ‘Literary Review’ e a ‘Atlantic’. São alguns exemplos, havendo muitas mais publicações, ao ponto do processo de escolha se tornar quase angustiante. O certo é que no meio de tanta oferta, há que alargar a procura. No que diz respeito à imprensa portuguesa, fico-me pela leitura dos respectivos sites e na opinião, fio-me pelo que se publica na blogosfera. Há nela mais diversidade e ainda se encontra quem pense pela sua cabeça, sem calculismos rasteiros.

Posto isto, julgo que ainda se vislumbra uma réstia de esperança para a imprensa escrita portuguesa. Principalmente se apostada na criação de publicações mais especializadas, envolvendo pequenos investimentos, com custos de manutenção bastante controlados e viradas para um público alvo muito específico. O fácil acesso aos sites noticiosos parece ter liquidado qualquer ideia de um jornal português ter uma grande tiragem. O eventual sucesso do iPad pode ser o golpe de misericórdia, tornando possível ler os jornais estrangeiros como se folheássemos as suas folhas de papel. Talvez tenha chegado a altura das ideias simples e dos projectos ambiciosamente pequenos. Não é fácil. No entanto, e da mesma forma que a internet permitiu àqueles que sabem e querem, começassem a escrever, também pode ajudar ao surgimento de pequenos investidores com ideias muito concretas.

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