Esta semana, em destaque o blog Organizations and Markets.
Abril 12, 2010
Abril 11, 2010
Entretanto
…há mudanças na Hungria:
Hungría castiga a los socialistas y da un triunfo rotundo a la derecha
Isto faz-me lembrar algo…
“The question remains whether this mechanism will convince markets just like a gun on the table. If it does not convince them, it is a mechanism that it is there to be used.” – Ministro das Finanças da Grégia, Abril de 2010
“If you’ve got a squirt gun in your pocket you may have to take it out … If you’ve got a bazooka, and people know you’ve got it, you may not have to take it out.” – Hank Paulson, Julho de 2008
Entretanto a nossa parte vai ser quase 800 milhões de euros. Não é que faça diferença, quando as coisas correrem mal para eles mais milhão menos milhão é igual.
Humpty-Dumpty
Mais uma vez, Ana Gomes, a voz estridente dos direitos humanos, vem, a propósito do “caso submarinos”, encontrar uma forma, não de tentar inteirar-se do que se possa saber acerca da globalidade da questão, sabendo a douta Deputada que parte dela está nas mãos da jutiça, mas aproveitar a coisa para fazer política baixa.
Isabel Moreira chamando estridente a Ana Gomes.
Repito:
Isabel Moreira chamando estridente a Ana Gomes.
De Pai para Filho
O Pedro Arroja não sabe que um produto de uma cultura católica e mediterrânica, como eu, não tem qualquer desejo de “matar o pai”? (Encontrará a razão se sair da “caixa” onde se meteu; ou, think out of the box, como se diz em estrangeiro.) Isso são teorias de ambientes judaico-luteranos.
Justiça II
Quando a juíza Maria Lourdes Afiuni tomou uma decisão que irritou o presidente Hugo Chávez em dezembro, ele não se esforçou muito para conter sua ira. O presidente, que argumentou em rede nacional que no passado ela seria colocada diante de um pelotão de fuzilamento, enviou sua polícia secreta da inteligência para prendê-la.
Os agentes a levaram para a prisão feminina superlotada da cidade repleta de favelas de Los Teques, próxima a Caracas. Eles a colocaram numa cela perto de mais de 20 prisioneiras que Afiuni havia condenado por acusações como assassinato e tráfico de drogas.
“Recebi ameaças de prisioneiras que diziam que iam me queimar viva porque me veem como um símbolo do sistema que as colocou na prisão”, disse Afiuni, 46, em sua cela. “Estou nesse inverno porque tive a ousadia de fazer o meu trabalho de juíza de uma forma que não agradou Chávez.”
Abril 10, 2010
Justiça
Aplicar a pena de morte (podia ser em praça pública) para estes indivíduos parecia-me perfeitamente adequado, segundo os mais básicos princípios de justiça (olho por olho, dente por dente):
A caça ao homem
Esta perseguição ao Papa, uma verdadeira caça ao homem, não tem motivações genuínas. Os meios de comunicação social progressistas (quase todos) apresentam todos os dias “novos casos”, uns mais “chocantes” do que os outros. É, no mínimo, muito estranho que de repente tantos casos surjam. Durante meses e meses nada se falou, mas ultimamente é todos os dias, o que aponta para uma conjugação de esforços no sentido de atacar a Igreja Católica e, em particular, de encurralar o Papa (que peça desculpa por tudo e por nada, que resigne… enfim, só lhes falta exigirem ao Papa que se humilhe com vergastadas em praça pública em jeito de redenção).
Os ataques não são genuínos porque os seus autores não estão minimamente preocupados com as vítimas dos pedófilos. Sabe-se que os media de esquerda (quase todos, repito) não se importam com a pedofilia e com pedófilos à solta, como o prova o caso da Casa Pia. Esta gente pretende apenas atacar um dos seus alvos de sempre, a Igreja. Agora é este tema, como podia ser qualquer outro (condenação do uso do preservativo, defesa da vida humana antes das 10 semanas, denúncia da imoralidade da homossexualidade e da destruição social que provoca, etc.). Não são para levar a sério. É mais uma luta ideológica dos imorais.
Inédito
Cheguei agora de um encontro que Pedro Passos Coelho decidiu ter com bloguers, com direito a perguntas de conteúdo totalmente livre. Algo inédito e feito antes do contacto com os jornalistas. Duplamente inédito. Este PSD diz-se aberto ao que se discute na blogosfera e atento ao que se escreve por aqui.
Esparrela tecnológica
A crença de que é com o facebook, o twitter, o youtube, ou seja, que o PSD chega aos cidadãos e aos mais jovens através das novas tecnologias tem fortes reminiscências marxistas. O governo do Eng. Sócrates também acredita no mesmo, quando se refere à modernização. É uma esparrela em que muitos caem. Felizmente, a vida não muda num clique. É demasiado interessante para ficar reduzida a tão pouco. Não é porque se fala com as pessoas que elas se convencem. Neste ponto, o homem é como sempre foi: gosta de ouvir quem perceba o que o preocupa. Como qualquer político, gosta de ter uma palavra a dizer sobre a sua vida.
Claro que nem água
A grande maioria dos congressitas diz que o PSD precisa falar claro. Infelizmente, depois, enrolam-se em frases feitas de pouco conteúdo. Não conseguem esclarecer o que entendem por clareza. No que consiste. O que deve transparecer da clarificação que defendem. Acabam por tropeçar em obscuridades e palavras ocas e neutras. Não há conteúdo.
Julgo, e baseado no que tenho ouvido e visto, que alguns membros da direcção, ou próximos dela, estão conscientes do drama que se vive lá fora. Se há algo neste congresso, claro como a água, é o esforço que precisa ser feito para que os militantes do PSD se virem para o país. Quem quer falar claro, tem de trabalhar muito para isso.
Uma tragédia para a Polónia
Presidente polaco morre em desastre de avião na Rússia.
A Polónia perdeu um combatente anti-comunismo e um presidente acima da média.
E menos apoios com menos dinheiro?
A ministra da cultura, diz ao Expresso que “será melhor apoiar menos projectos com mais dinheiro”. Pergunto se não será melhor extinguir o ministério da cultura, poupando o dinheiro dos contribuintes e evitando azias provocadas pelas inevitáveis exclusões por parte dos agentes culturais não contemplados na “mama”? Não existirão projectos culturais capazes de se imporem por si mesmos? A própria crise cultural não se deve precisamente à existência de um ministério da cultura?
Aquela história do relógio parado
Este fim-de-semana os dois heróis do futebol moderno vão encontrar-se. E as paixões dividem-se. Por mim, há qualquer coisa de milagroso em Messi que não vejo em Ronaldo. É como se tudo fosse natural. Ronaldo não larga a bola. Com Messi, parece que é a bola que não o larga a ele. Não desvalorizo o trabalho e o esforço de Ronaldo. Seria absurdo, já que se trata do segundo melhor do Mundo. É tecnicamente inatacável e capaz de resolver tudo numa jogada. Mas há na coreografia de Messi qualquer coisa de sublime. É como se Ronaldo fosse um “shot”, que de um só trago põe um estádio de pé. E Messi um bom vinho, sofisticado e cheio de nuances no sabor.
Depois há o mito. Messi parece ter o corpo contra ele. É como se aquilo viesse tudo dos céus. Ronaldo tem as formas perfeitas e a elas acrescentou a técnica e o trabalho. É evidente onde vai buscar o talento. E nós, simples mortais, precisamos do mistério.
Nenhum deles pode ser comparado a Maradona. Porque Maradona, para além de ser o melhor jogador da história do futebol, é um herói trágico. E para ser um herói é preciso mais do que jogar bem. Fora de campo, é mais fácil gostar de Messi do que de Ronaldo. Não vivendo no excesso, como Maradona, tem, pelo contrário, a maturidade de nos fazer acreditar que é humilde. Olhamos para Ronaldo como o menino-prodígio que não cresceu com o seu génio. Olhamos para Messi como o filho predileto dos deuses.
Messi e Ronaldo não são Messi e Ronaldo. São a arte e a técnica. O génio e o esforço. A beleza e a força. Nada disto é tão simples, porque não há arte sem técnica, nem génio sem esforço. Mas nas paixões o que interessa é aquilo que sentimos. A verdade é apenas um pormenor.
Daniel Oliveira, no Record
Abril 9, 2010
Costa larga em Lisboa
É o caso das fotocópias por exemplo. Uma fotocópia de um documento a preto e branco em formato A4 custava 0,17 euros em 2009 e passa agora a custar 2,95 euros, segundo a proposta da Câmara liderada por António Costa do projecto do regulamento geral de taxas a que o Diário Económico teve acesso e que deverá ser discutido na próxima terça-feira em reunião da Assembleia Municipal.
PSD
Muito em cima da hora acabei por vir ao congresso do PSD, em Carcavelos, que dizem vir a ser morno, agora que não há oposição. Pelo menos aparente, pois ela deve circular por aí. À espera. Mas há algo de diferente quando comparado com o congresso de Guimarães que consagrou Ferreira Leite. O desgaste do governo PS é demasiado para que quem aqui está não tenha a forte expectativa de chegar ao governo. O PSD, talvez cansado de tanta polémica, parece concentrado em apoiar Passos Coelho. É que além da referida expectativa, há a sensação que se não for desta, não se sabe como é que vai ser.
A “unidade”
Parece que começou o Congresso do PSD em Carcavelos. Os primeiros “sinais” (como agora se diz) da liderança de Pedro Passos Coelho devem certamente acalmar os que estavam preocupados com a sua capacidade de “unir” o partido. A mim, os tais “sinais” mostram apenas aquilo que já sabia de Passos Coelho: ele sabe como sobreviver no meio ambiente da politiquice, e domina bem a arte da distribuição de lugares (“sinal” de que todos aqueles anos na JSD não foram em vão). O que me deixa tudo menos descansado.
Da série socialistas em pele de cordeiro
Confesso que já não há paciência para continuar a ler a palavra “liberal” invariavelmente associada à equipa de Pedro Passos Coelho no PSD. É que há certas figuras que transpiram tanto socialismo que é quase impossível conceder o benefício da dúvida.
Desafios Feitos à Medida do Insurgente
Do artigo “Bring it on, Ayn Rand geeks” na Salon:
“So bring it on, geeky disciples of Ayn Rand. Gird thy loins and put on thy Spock ears. Demand the abolition of Social Security and Medicare! Call for reducing the U.S. military to the Coast Guard! Insist on tolling every highway and street in America and selling America’s infrastructure assets to foreign corporations and foreign sovereign wealth funds! Go Galt!
Bring it on! Even confined to a wheelchair, Franklin Roosevelt can defeat Ayn Rand.”
Ficam-se?
9 de Abril 1918
A batalha de La Lys. Esta batalha está constantemente no meu imaginário. Não tanto pela forma heróica como os portugueses nela resistiram até perderem a vida, as pernas, os braços e a paz de espírito. Antes pela imagem que sempre me transmitiu: Um país pequeno, ingénuo, perdido entre as suas serras, impregnado de sonho imperiais, mergulhado ainda no século XIX, encontra-se de repente ali, na Flandres belga, a assistir esmagado ao horror em que se iria tornar o futuro.
Aqueles Portugueses foram os primeiros do século XX.
Notícias do nosso indicador avançado (*)
A Fitch cortou o rating da Grécia para BBB- e yield das obrigações a 3 meses nos 14%.
(*) Espero que o nosso futuro não seja grego
Da Ética Protestante (uma generalização ao estilo Pedro Arroja)
No Sol: Dinamarca – Greve na Carlsberg após corte na cerveja
«Os trabalhadores da Carlsberg entraram em greve depois de a empresa ter introduzido novas regras no local de trabalho. Desde o início do mês que os trabalhadores só podem beber ao almoço.
Antes das novas regras entrarem em vigor, os trabalhadores daquela que é a quarta maior empresa mundial do sector estavam autorizados pela empresa a beberem sempre que quisessem, diz a edição online do The Times.
Apenas tinham de deslocar-se ao frigorífico mais próximo e retirar uma cerveja, um refrigerante ou uma garrafa de água. Não estarem embriagados no local de trabalho era a única regra.
Contudo, desde ontem que as cervejas deixaram de estar disponíveis nos frigoríficos da empresa. Daqui em diante é apenas permitido o consumo de uma cerveja, na cantina, à hora de almoço.
(…)
Segundo o diário britânico, os motoristas dos camiões de distribuição também entraram em greve, em solidariedade com os restantes colegas. Isto porque, como muitas vezes não têm tempo para almoçar nas instalações da empresa, estão autorizados a levar três cervejas da cantina.»
Pau oco
O caso da Economia é a este respeito significativo. De origem protestante e anglo-saxónica (Adam Smith, Escócia, 1776), a Economia tem hoje 51 Prémios Nobel, naturalmente todos homens.
Para quem se tem ocupado tanto na discussão e na divagação sobre a Verdade, Pedro Arroja demonstra de quando em vez o quão parco pode ser no seu uso. Nem que seja, como muitas vezes parece, alimentando a perspectiva de, se a realidade não encaixa na teoria, ser bem conveniente e útil moldar essa realidade para que encaixe que nem uma luva.
Afinal, só assim se pode compreender que ao economista Pedro Arroja passe à margem no seu texto citado o facto de o último Nobel da Economia ter sido atribuído precisamente a uma mulher. É verdade que foi o primeiro, mas também não será de ignorar que o facto borrava um pouco a pintura, assim tão imaculadamente apresentada.
Gostaria de terminar com uma referência aos filmes pornográficos. São normalmente produções de cultura protestante, americanas, inglesas, alemãs, holandesas. Raramente são produções de países católicos, em parte porque um casal de cultura católica que se preze não precisa daquilo para nada.
Mais uma vez não se deixou que a verdade destruísse uma teoria tão bem montada. O facto de a Itália (sim, essa mesmo onde fica Roma) ser historicamente um dos produtores mais relevantes de pornografia, e o facto de a ela, por exemplo, também se juntar uma mui católica Espanha como promissor produtor em franco crescimento no mesmo ramo, são afinal pormenores de somenos quando comparados à possibilidade de ferir a autoridade de Pedro Arroja e de conspurcar teorias tão sofisticadas, intrincadas e reveladas.
Nem vale a pena tentar rebater o seu argumento sucessivamente renovado (por exemplo aqui e aqui) de que a Igreja Católica será a “mais duradoura instituição”, com “mais de dois mil anos”, os delírios em torno do reconhecimento e do historial da autoridade papal (1, 2, 3, 4, 5, 6), ou mesmo relembrar os momentos pitorescos em que o mesmo Pedro Arroja me assegurava no Blasfémias que nunca tinha existido plano Marshall em Portugal. Era certamente um facto muito inconveniente.
Não vale a pena rebater porque os argumentos não estão lá para ser rebatidos.
Continuemos então a aproveitar a diversão enquanto dura. Nem que seja, como nos tempos mais recentes, alimentada por um discurso que leva ocasionalmente a suspeitar que os seus artigos foram tomados por uma espécie de Marta Crawford ultramontana.
E vale, nem que seja pelo belo portfolio que se vai constituindo de falácias argumentativas. Desde os omnipresentes argumentos de autoridade, aos ataques ad hominem e ao arremessar aos inúmeros homens de palha que se entretém a construir.
É tudo diversão e provocação, meus amigos. Com certeza não é para levar a sério.
Hoje às 18 horas, Nuno Gouveia e José Gomes André (Repetição, Domingo, às 19)
Esta semana, eu e a Antonieta Lopes da Costa debatemos, com Nuno Gouveia e José Gomes André, os seguintes temas:
1) Obama e eleições no Reino Unido – Os índices de popularidade de Barack Obama têm descido, mas o presidente norte-americano já conseguiu levar por diante a reforma do sistema de saúde. Entretanto, no Reino Unido, as eleições estão marcadas para dia 6 de Maio – e tudo pode acontecer.
2) Educação em Portugal – Com a questão do bullying em cima da mesa, o eterno problema das carreiras dos professores, mais a sempre complicada gestão do ensino superior, quais são as perspectivas da educação em Portugal?
3) Seis meses de governo – O governo está prestes a concluir os primeiros 6 meses de mandato mais difíceis de sempre. Passada a tempestade, espera-se agora a bonança?
4) PSD – Realiza-se mais um congresso do PSD, agora para escolher os órgãos do partido. Teremos união ou tudo ficará como dantes?
O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 11 de Abril, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil.
“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.
Estatismo
“Mandar na Cimpor sem dá-cá-aquela-Palha” de Pedro Santos Guerreiro (Jornal de Negócios)
Os políticos têm de aprender uma nova palavra: p-r-i-v-a-d-a. Empresa privada. Negociar o presidente da Cimpor no Ministério das Finanças é primitivo. O Governo alinha assim no mesmo pensamento estatizado da oposição, quando fala de salários chocantes na EDP e PT, “empresas públicas” (sic).(…)
A Cimpor não é do Estado. A Cimpor não é sequer do banco do Estado. A Caixa ficou com 10% da empresa, recorde-se, por causa das dívidas que Manuel Fino não conseguia pagar. E a bizarria é tal que a “posição estratégia” do Estado Português nasce… de um crédito malparado.
É o ponto a que chegámos: um malparado gerar uma “posição estratégica” e determinar a governação de uma sociedade e a escolha de um presidente. Com uma suprema ironia: a Caixa nem sequer manda no destino dos seus 10%, que Fino pode resgatar.
Violar a Lei ou Ser Violado Pela Lei
O artigo 6º do nosso Código Civil diz que “a ignorância ou má interpretação da lei não justifica a falta do seu cumprimento nem isenta as pessoas das sanções nela estabelecidas”. É um princípio básico sem o qual estaríamos entregues aos bichos mas é um princípio que, de resto, nos oferece pouca protecção. Pressupor que cada um de nós só não compreende ou não conhece a lei se não quiser e que, moralmente, isso é suficiente para nos submetermos a ela é conferir um grau de santidade ao processo legislativo que me parece francamente abusivo. No caso dos impostos isso é particularmente gritante.
Quando o Estado está obrigado constitucionalmente a usar um imposto sobre o rendimento pessoal progressivo para diminuir as desigualdades, levantam-se questões de limites para as quais a esquerda não parece ter resposta: qual é o nível de (des)igualdade que se pretende obter? Qual é o nível de progressividade ideal? Se, por absurdo, a única forma de acabar com a desigualdade fosse aplicar uma taxa de imposto de 100% a um único indivíduo isso seria aceitável? A partir de que ponto é que é imoral cobrar (mais) impostos?
Como diz o Jonah Goldberg no seu último artigo no USA Today, “reasonable people can disagree with where the line between necessary taxation and injustice lies. But the line exists”. Ao contrário do que a esquerda quer fazer pensar, a moralidade não está só do lado dos que defendem uma suposta justiça social. Está também do lado dos que se recusam a aceitar que a justiça social serve de desculpa para tudo.
Mais uma vitória para a supervisão bancária
…e mais um excelente argumento (nada que já não tenha sido dito) contra “bailouts” passados e futuros.
Mais no Zero Hedge.
Famous last words
“We are able to borrow [on international capital markets] and we will continue to do so,” he said.
A UE, a Alemanha e a Grécia
Leiam o que escrevem o Miguel Morgado e o Luciano Amaral.
Perspectiva-se mais um negócio ruinoso para os contribuintes
Santos Ferreira defende transferência dos fundos de pensões da banca para o Estado
Antes que comecem a fazer comentários pouco informados acerca da superioridade do sistema público de pensões (vs. sistemas privados) convém esclarecer que os fundos de pensões dos bancos funcionam de forma idêntica ao estatal. A prazo, têm a insolvência garantida a prazo. A grande diferença é que, contrariamente ao estado, os bancos não podem obrigar terceiros a financiá-los nem alterar livremente as claúsulas contratuais.
Abril 8, 2010
Ética Socialista
Enquanto vejo António Costa na Quadratura do Círculo, a perorar sobre a obscenidade do salário de António Mexia na EDP, ocorre-me a seguinte constatação: Que o Cristiano Ronaldo ganhe 13 milhões de euros de vencimento base para jogar à bola é algo que passa mais ou menos despercebido; que António Mexia ganhe 700 mil euros de vencimento anual base, mais outro tanto em variável, e que no total do seu mandato de 3 anos possa auferir um total de 4,2 milhões de euros, já é assunto de estado.
Esta constatação advém directamente da concepção socialista das empresas, que lamentavelmente afecta não somente os partidos de esquerda em Portugal, mas também os de (pseudo) direita. Os lucros são uma coisa feia. Os “patrões” são uns malandros. Uma empresa com mil milhões de euros de lucros por ano, com EBITDA anual de 3,36 mil milhões de euros, que cria emprego, gera actividade económica dá rendimento aos seus donos, que pague uma média de 1,4 milhões de euros por ano ao seu CEO é inaceitável (na verdade, que uma empresa tenha tais lucros também não agrada muito à turba). Que vários jogadores de futebol ganhem mais que o referido CEO, contribuindo francamente menos para a economia, já não é tão inaceitável.
Que tal deixarem cada um ganhar aquilo que alguém está disposto a pagar e deixarem-se de tretas e uma demagógica promoção da inveja? Que tal o estado não ter empresas, para não se colocar qualquer dúvida sobre favorecimentos?






