Quando na casa da democracia, um indivíduo como o Anacleto Louçã – que tem da democracia e da honra uma visão meramente instrumental – apela ao primeiro-ministro para não baixar o nível.
Abril 16, 2010
Hayek
Um palestra de Bruce Caldwell sobre a importância de Hayek (INET Conference @ King’s College, April 8-11, 2010)
I was initially attracted to Hayek not for his politics or his view on markets, but for what he had to say about the limitations of economics. Hayek developed his ideas about the dispersion of knowledge during the socialist calculation debate of the 1930s. His ideas led him to reject, of course, the assumption of perfect information that inhabited most of the models of his day, but also the rationality assumption and even the use of equilibrium theorizing, which is one reason he is so little taught today in the standard economics curriculum. Hayek viewed the economy as a complex adaptive system, and thought that when we confront such a phenomenon, our ability to control it is severely limited. Often the best we can do is to make broad pattern predictions or provide explanations of the principles by which such phenomena behave.
Recomendo a leitura integral.
Mercados: Grécia não é a notícia do dia
A Goldman Sachs acaba de ser acusada pelo SEC (Securities Exchange Comission) por actos fraudulentos.
According to the SEC’s complaint, filed in U.S. District Court for the Southern District of New York, the marketing materials for the CDO known as ABACUS 2007-AC1 (ABACUS) all represented that the RMBS portfolio underlying the CDO was selected by ACA Management LLC (ACA), a third party with expertise in analyzing credit risk in RMBS. The SEC alleges that undisclosed in the marketing materials and unbeknownst to investors, the Paulson & Co. hedge fund, which was poised to benefit if the RMBS defaulted, played a significant role in selecting which RMBS should make up the portfolio.
The SEC’s complaint alleges that after participating in the portfolio selection, Paulson & Co. effectively shorted the RMBS portfolio it helped select by entering into credit default swaps (CDS) with Goldman Sachs to buy protection on specific layers of the ABACUS capital structure. Given that financial short interest, Paulson & Co. had an economic incentive to select RMBS that it expected to experience credit events in the near future. Goldman Sachs did not disclose Paulson & Co.’s short position or its role in the collateral selection process in the term sheet, flip book, offering memorandum, or other marketing materials provided to investors.
Investors in the liabilities of ABACUS are alleged to have lost more than $1 billion.
Mais no ZeroHedge.
Famous last words
As restantes declarações de Teixeira dos Santos também se recomendam.
Será que não se podia importá-lo? (2)
Um dia depois, Cavaco volta a colocar o sorriso amarelo:
Podemos dizer que em matéria de política internacional este é o maior feito das políticas socialistas: ser alvo de chacota.
Mas como diria o outro, o importante é que falem de nós.
Um post abrantino
O mercado confia no Benfica. Até ontem (o prazo de subscrição só termina dia 20) a procura de obrigações da SAD do Benfica já era 1.6 vezes superior à oferta.
“abrantes” de má qualidade (4)
Agora citam o guru Perez Metelo. Nada de surpreendente. António Perez Metelo deverá ser especialista em qualquer coisa mas em Economia não é de certeza.
Hoje, às 18 horas, Rodrigo Adão da Fonseca e Miguel Botelho Moniz (Repetição, Domingo, às 19)
Esta semana eu e a Antonieta Lopes da Costa estamos à conversa com Miguel Botelho Moniz e Rodrigo Adão da Fonseca.
Juntos analisamos alguns dos principais temas da actualidade:
1) Passos Coelho – O novo líder do PSD quer rever a Constituição e tirar o Estado das empresas. Temos mudança?
2) Taguspark, Figo e Sócrates – Os administradores do Taguspark foram acusados pelo Ministério Público de terem comprado o apoio de Luís Figo a Sócrates nas últimas legislativas. Esta confusão entre negócios e política é um mal deste governo, algo inerente ao socialismo, ou a qualquer partido que chegue ao poder?
3) Polónia – A elite política polaca desapareceu num acidente aéreo, na Rússia. O Ocidente terá perdido, na figura do Presidente da Polónia, um forte opositor à Rússia de Putin e Medvedev?
4) Cimeira nuclear – Barack Obama afirmou que o mundo está mais seguro, com os compromissos assumidos pelos países presentes na Cimeira de Segurança Nuclear, em Washington. Tem razões para isso, ou não passará de um flop?
O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 18 de Abril, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil.
“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.
Uma economia anémica
Um estudo da consultora Ernst and Young, apresentado esta sexta-feira em Bruxelas, conclui que a Economia portuguesa vai continuar a crescer menos do que a média europeia, nos próximos cinco anos. Na análise realizada em parceria com a Escola de Negócios da universidade de Oxford, os especialistas concluem que, até 2014, Portugal deve crescer a uma média de 1,3 por cento ao ano, enquanto na Zona Euro o crescimento será de 2 por cento.(…)
O estudo prevê ainda que, para cumprir os objectivos previstos no Programa de estabilidade e Crescimento (PEC), é «muito provável» que o Governo português tenha de recorrer a um aumento dos impostos.(…)
Esta análise aponta também para um «aumento ligeiro» do desemprego em Portugal, estimando-se que o país chegue a 2014 com uma taxa de desemprego de 10,5 por cento.
O PSD e Pedro Passos Coelho
Para muitos dos seus críticos Pedro Passos Coelho é uma incógnita. Pouco consistente, confuso, parece não conhecer bem o chão que pisa. Esperavam um homem sabedor, culto e com obra feita. Mas mais importante que todas estas qualidades, um político, principalmente quando se espera que venha a chefiar o governo, tem de ser capaz de ouvir e agregar à sua volta os melhores. Não há super-homens, menos ainda seres perfeitos. Ora, é precisamente pela forma como deu início ao mandato de líder do PSD, e fruto das poucas oportunidades que tive de falar com Pedro Passos Coelho, que este tem dado mostras de ter condições para chegar ao poder e exercê-lo, depois de devidamente preparado. Como ontem eu, o Rodrigo Adão da Fonseca e o Miguel Botelho Moniz podemos concluir em conversa entre os três, Passos Coelho tem noção de que ainda não está pronto. Mas predispõe-se a isso. A humildade é muito importante em política, mais ainda quando dela não nos vangloriamos.
Também não podemos esperar mudanças bruscas na economia e na sociedade. O PSD tem muitos interesses que precisam ser reconciliados para que se atinja um resultado final. Como julgo já ter referido vezes sem conta, vai ser preciso muito trabalho, muito estudo, para que no seu discurso político, esta direcção do PSD consiga convencer o PSD primeiro e o eleitorado depois, da necessidade de algumas reformas difíceis. Sou liberal, mas prefiro um pouco mais de liberdade e melhoria das condições de vida, a nada.
Uma economia em processo de socialização
Errado. Significa que apesar de tudo ainda existe alguma margem de manobras nas empresas (formalmente) privadas. Ainda assim, as tentativas (muitas vezes concretizadas) de ingerência nas decisões de empresas privadas e a crescente participação do estatal no capital nas mesmas revela que estamos mais próximos de uma economia estatizada que de uma economia de mercado. E os (péssimos) resultados estão à vista. Não sei se Paulo Portas pretende que o estado ainda aumente mais o seu poder discricionário nas mesmas.
Surpresa!
Quem poderia imaginar tal coisa? Isto apanhou toda a gente desprevenida, pelo menos toda a gente que frequenta os conselhos de ministros.
Leituras relacionadas: Depois não se queixem
Abril 15, 2010
Ainda Ron Paul….
A mensagem libertária de Ron Paul continua a ganhar força nos EUA. Uma grande notícia para os que ainda acreditam no futuro da humanidade..
Via Carlos Novais:
Rasmussen Poll: Election 2012: Barack Obama 42%, Ron Paul 41%, Fox Business Interview
Será que não se podia importá-lo?
Nas palavras do presidente checo:
“Para mim é inimaginável que os países possam admitir um tal défice como aconteceu nos últimos tempos” (…) “Como ministro das Finanças e como primeiro ministro eu nunca admitiria tal défice”
Não tenho a menor esperança de ouvir palavras destas aos candidatos à presidência da República Portuguesa ou a qualquer candidato a governante. Por cá preferimos continuar alegremente o nosso caminho para o abismo socialismo (tal como previsto na CRP).
Para descontrair
E acabar de vez com os machos- When will the Green anti-macho men hold their first national meeting?
Athens, we have a problem
Oops… esta coisa do tratado de Lisboa não foi bem impingida à população.
Pelo sim pelo não, tenham uma ou duas ilhas prontas para ir a leilão caso haja problemas. Por falar em problemas, diz o artigo que a parte de Portugal pode passar de 770 milhões para cima de 2 mil milhões:
The warning comes as fresh details emerge on the scale of the bail-out. Germany’s Handelsbatt cited sources in Berlin warning that the bill may be three times as high as thought, pushing the EU share to €90bn (£79bn) – with an extra €15bn from the IMF.
Enquanto andamos distraídos com a crise grega…
…convém prestar atenção a ao Médio Oriente onde o alegado fornecimento de mísseis scud ao Hezbollah poder levar ao confronto directo entre Israel e a Síria.
Abandon all hope…
A propósito dos últimos desenvolvimentos, dizia o Nuno Branco que a Grécia seria obrigada a activar o plano de ajuda antes do fim de Maio. Pelos vistos o governo grego concorda com ele.
Somos Todos Livres de Fazer o Que Nos Obrigam
Na semana passada o Ministro-Sombra da Administração Interna dos Conservadores ingleses, Chris Grayling, andou a ser comido vivo por ter dito que achava razoável que os donos de Bed & Breakfasts, que recebem pessoas em sua própria casa, pudessem não acolher pessoas que contrariem os seus princípios ou convicções religiosas. Presumo que isto não fosse uma declaração particularmente problemática caso não tivesse sido feita a propósito do facto de um dono cristão de um destes Bed & Breakfasts se ter recusado a receber um casal homossexual.
A estupidez do caso já foi bem dissecada pelo Francisco Mendes da Silva mas, além da conformidade bovina relativamente ao politicamente correcto, o que é particularmente deprimente em toda esta história é o papel meramente instrumental que a liberdade desempenha nas mãos do progressismo. Quando há um confronto entre princípios fundamentais, os cosmopolitas que nos governam acham invariavelmente que é razoável sacrificar a liberdade em nome da igualdade. Mas não de uma igualdade qualquer, já que isso podia dar mau resultado. A igualdade que conta é a que brota da vanguarda humanista em que vivem, não do esgoto onde nós passamos os dias.
Bem sei que isto de fazer parte de uma minoria tem o infeliz hábito de assumir o controlo das nossas vidas. Sem sabermos como, damos por nós a ser homossexuais, afrikaners ou anões antes de sermos pessoas e a achar que a diversidade não chega, que o Estado tem de obrigar toda a gente a gramar connosco em nome do avanço civilizacional. Acontece aos melhores. O que nunca acontece é, no meio da obcessão, alguém lembrar-se de que “liberty is liberty, not equality or fairness or justice or human happiness or a quiet conscience“. Nunca ninguém se apercebe que usar o Estado para impor aos outros uma visão particular do mundo, ou um determinado modo de vida, não é defender a liberdade. É fazer o oposto.
Menos “social”
“Associal” de Rui Albuquerque (Portugal Contemporâneo)
O “social” domina a nossa mentalidade e a nossa política. Algures na fundação do regime fomos convencidos que a política é a arte do “social”, isto é, da utilização pública de recursos privados para a promoção da felicidade geral e do bem-estar universal. Cada partido político – da esquerda à direita – propõe-se melhorar a sociedade e promover o desenvolvimento social. Cada programa de governo reduz-se à obtenção de recursos para políticas sociais. O que distingue os nossos partidos são as suas propostas quanto aos investimentos sociais e às formas que eles entendem mais correctas para o desenvolvimento social. Nas grandes áreas de intervenção, todos estão de acordo e nenhum se atreve a bulir. Esta mentalidade e esta prática políticas geraram uma cultura de irresponsabilidade e de divórcio das pessoas da realidade.(…)
Do que precisamos é de um partido e de um governo que nos digam claramente e sem tibiezas que o modelo actual está esgotado e que nunca deveria ter sido posto em prática. De um governo que ponha a justiça a funcionar, que não gaste recursos privados em despesismo público, que privatize as funções “sociais” do estado, isto é, que devolva à sociedade o que lhe compete fazer, que reduza seriamente a tributação sobre as pessoas e as empresas permitindo-lhes acumular capital e produzir riqueza, que venda as posições que detém em empresas suas ou “privadas”, que reduza consideravelmente o aparelho político do estado.
Enquanto a nossa direita continuar a apostar no “social” como modelo político, não só não sairemos donde estamos como agravaremos considerável e irremediavelmente o estado geral do país e a nossa vida social e comunitária.
Quer explicações (2) ?
É o que dá viver muito tempo perto de socialistas. Eu por exemplo, acho estranho que a portagem na 25 de Abril não seja mais cara em hora de ponta (ou, por exemplo, mais barata ao fim-de-semana) mas enfim… cada um estranha o que lhe apetece.
Ryder Cup e investimento privado
O Rodrigo Moita de Deus diz que o investimento na Ryder Cup é privado e não deve ser mau negócio. Aposto que, senão a totalidade dos 140M de euros de investimento previsto, uma parte muito substancial será/seria pago pelo contribuinte. Um almoço/jantar para três em qualquer restaurante escolhido pelo Rodrigo. Em data a marcar após publicação da candidatura e eventual escolha por parte da organização.
Passa a Outro e Não ao Mesmo
Desta vez é o NY Times a lixar-nos:
“The Next Global Problem: Portugal
[...]
Next on the radar will be Portugal. This nation has largely missed the spotlight, if only because Greece spiraled downward. But both are economically on the verge of bankruptcy, and they each look far riskier than Argentina did back in 2001 when it succumbed to default.”
O Governo não tinha contratado uma agência de comunicação para nos resolver o problema da dívida? Acho que está na altura de alguém avançar com uma comissão de inquérito para investigar esse negócio.
“abrantes” de má qualidade (3)
Têm toda a razão. Os mercados acreditam imenso no governo português. A “prová-lo” está o aumento de 30 bpp nos yields da dívida pública portuguesa. Seria bom que pelo menos tentassem perceber como funciona um leiláo de dívida pública mas continuam a acreditar que uma procura superior à oferta é, por si só, um sinal de sucesso e confiança. Não convém revelar às crianças que o Pai Natal não existe.
Enfim. Mais um exemplo da excelente qualidade da assessoria económica “abrantina”.
Resposta ao “Manifesto Anti-Dantes”
Excelente resposta de um dos signatários do “Manifesto por uma nova política energética em Portugal” à critica produzida num editorial de Pedro Santos Guerreiro no Jornal de Negócios (“Manifesto Anti-Dantes”).
Então quando se fala da produção de energia não estamos a falar necessariamente de” negócios”, e do sector onde estão as maiores empresas mundiais? Qual é o problema? O problema, digo-lhe eu é quando esse negócio é feito à conta dos pobres consumidores ou dos contribuintes, sem que estes tenham a possibilidade de sequer o perceber e de se pronunciarem com conhecimento sobre esse facto. E de terem de pagá-lo hoje – esse negócio às suas costas – comprometendo a competitividade das suas empresas, da dos seus filhos e dos netos.(…) (mais…)
Quid juris?
Os elogios que Luís Figo fez ao Governo do PS e ao próprio primeiro-ministro, José Sócrates, em Agosto passado foram comunicados a Rui Pedro Soares, administrador da PT e da Taguspark, na véspera da sua publicação no Diário Económico. A entrevista foi enviada por correio electrónico pelo sócio e representante de Figo, Miguel Macedo, segundo o Ministério Público, que acusou Rui Pedro Soares e mais dois membros da comissão executiva da Taguspark de corrupção passiva por terem negociado um contrato de 750 mil euros com o ex-futebolista em troca de apoio à candidatura de Sócrates, nas últimas legislativas.
Ou enviaram por engano (enganaram-se no mail), ou foi para Rui Pedro Soares fazer a correcção ortográfica e gramatical (como o jovem Rui Pedro é bastante talentoso nunca se sabe se também acumula essa função) ou se calhar aquele pequeno-almoço como o “engº” foi mesmo um bocadito caro.
Quer explicações?
«O nível do preço é muito elevado e nalguns casos é difícil compreender porque é que é tão elevado. Naturalmente que vou procurar explicações junto das empresas desse sector» – Vieira da Silva, Ministro da Economia
1) Para o caso de se ter esquecido, o imposto que o seu governo coloca no combustível é cerca de 60% do preço final.
2) Devido à “recuperação económica”, também conhecida por “imprime que isto passa” o barril de petróleo passou de $35 para $86 no espaço de um ano.
3) Devido aos défices do seu governo, e dos governos de outros países com quem partilhamos a nossa moeda, o euro é já conhecido em alguns circulos como lixo tóxico. A última tendência nas festas de Cascais é mesmo trocar notas de 50€ por hipotecas em Detroit. Obviamente a tendência de desvalorização do euro amplifica a subida do petróleo e derivados nos mercados.
Posto tudo isto, pergunto-me Sr. Ministro se não deviam ser os empresários do sector a pedir explicações ao Governo sobre os preços do combustível.
Raros momentos de honestidade
Ministério só existe para servir os agricultores – António Serrano, Ministro da Agricultura
Felizmente depois temos mais ministros para servir os interesses de quem tem que se sujeitar aos interesses dos agricultores.
Depois não se queixem
Entrevista a Miguel Athayde Marques, Presidente da Euronext Lisbon.
Que impacto espera que a entrada em vigor desta medida tenha no mercado de capitais português?
Vai diminuir a atractividade do mercado português na captação de poupança, na aplicação de capitais, desincentiva a aplicação em títulos mobiliários em comparação com outras soluções de poupança. O que, por sua vez, terá um impacto negativo na formação de liquidez. Passa a ser mais caro e mais difícil às empresas financiarem-se no mercado de capitais. Irá afunilar ainda mais as alternativas de financiamento das empresas.
Famous last words
“Não haverá incumprimento”, garantiu.
Se ontem o cenário estava mau, hoje está pior.
Justiça social-democrata
Uma empresa lança um aumento de capital em bolsa. Um investidor coloca parte das suas poupanças nesse aumento de capital. A empresa utiliza as poupanças do investidor para expandir o negócio. Abre novos escritórios, lojas, etc. Sobre todas essas transacções realizadas com as poupanças do investidor tem que pagar IMT. O negócio corre bem, a empresa consegue acrescentar valor ao negócio e sobre esse valor acrescentado paga 21% de IVA ao estado. Do que sobra, tem que pagar a remuneração justa aos seus trabalhadores. Do total da remuneração dos trabalhadores, quase metade é entregue ao estado em retenção de IRS e Segurança Social. Apesar de tudo isto, a empresa ainda assim consegue ter lucros, sobre o qual recai IRC de 20%. Feitas as contas, quando chega a altura de ser remunerado, o investidor já deixou nas mãos do estado mais de 60 cêntimos por cada euro de valor criado.
Claro que é da mais elementar justiça fiscal que se o investidor tentar vender a sua posição, tenha que pagar mais 20% sobre a mais valia. Será principalmente justo se o imposto tiver sido anunciado depois de o investidor ter comprado as suas acções. Se até o neo-liberal Passos Coelho o defende, é porque deve ser justo.
Vamos Brincar aos Ministros das Finanças?
Um Outro Mundo é Possível
No dia em que ficámos a saber que o Fisco teve (mais uma vez) de prolongar o prazo de entrega da declaração de IRS até dia 18 de Abril, nada como relembrar os portugueses que há alternativas ao calvário a que somos submetidos todos os anos por esta altura:
Onde anda o populismo quando precisamos dele?
Abril 14, 2010
While we still got the strength to move (do we?)
Look in my eyes
See the lust and the love
Look in my eyes
When I’m talking to you
I’ll take my life
Into my own hands
I’m the one that I will blame
I’m the one that understands
What are we going to do?
While we still got the strength to move
What are we going to do?
I’m asking, I’m asking you
A call to arms, a call to use arms
A call to brains, a call to use some brains
A call to the heart, a call to have a heart
To have a sense of purpose again
Are we where we want to be
All wrapped up in our safety?
Comfort and complacency
It hurts me, it hurts me so
What are we going to do?
While we still got the strength to move
What are we going to do?
I’m asking, I’m asking you
Publicidade amiga
Atelier Fazer um Livro. O Centro de Criatividade Pró-Ensino, situado no Bairro Alto em Lisboa, propõe um atelier para crianças dos 7 aos 13 anos: “Fazer um livro: da ideia ao papel”. Acontece nos dias 8, 15, 22 e 29 Maio e 5 de Junho, aos Sábados de manhã, e custa 50 euros. Mais informações e contactos aqui.
Cascais inundado de bullshit até ao fim da semana
No Diário Económico: Cascais fica seis graus mais quente até ao final do século
«A temperatura média anual da região de Cascais vai sofrer um aumento que pode chegar aos 6,5 graus centígrados até ao final deste século, revela um estudo divulgado hoje.
(…)Segundo o estudo, a temperatura mínima mensal no Inverno deverá aumentar entre um e dois graus centígrados em meados do século e até três graus em finais do século.
No Verão a temperatura máxima mensal deverá subir de dois a quatro graus em meados do século e “algo como de cinco a nove graus” no final.»
Deixando de lado a pseudo-ciência vudu de tentar prever a evolução detalhada da temperatura numa zona específica e de dimensão reduzida, quando existem dúvidas sobre a capacidade de prever essa mesma evolução para a totalidade do planeta, o que gostava de saber era: Como é que se explica que uma zona costeira, com amplitude térmica muito mais reduzida que no interior das massas continentais, exista uma variação de temperatura, com alargamento dramático da amplitude térmica, superior ao pior cenário do controverso relatório do IPCC?
E agora, António?
É um “pequenino” erro. Uns meros 26%.





