O Insurgente

Abril 23, 2010

Despistagem

Filed under: Educação,Internacional,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 14:26

Em 2010, o primeiro programa de vouchers escolares que foi instituído nos Estados Unidos faz 20 anos. No início de Abril, saiu um novo estudo feito pela Universidade do Arkansas a avaliar os seus efeitos. Qual foi a conclusão desse estudo? Basicamente que os cerca de 20.000 alunos inscritos no Milwaukee Parental Choice Program (MPCP) têm resultados nos exames iguais aos dos outros alunos. No campo “progressista” isto foi visto como uma prova de que o MPCP falhou, de que dar liberdade de escolha aos pais não serve para nada. Como seria de esperar, esta interpretação é absurda.

Em primeiro lugar, porque a educação dos alunos participantes no MPCP é mais barata do que a dos alunos que frequentam a escola pública. Em segundo lugar, porque os pais desses alunos estão mais satisfeitos com a educação que os seus filhos estão a receber ao abrigo do programa do que com a que recebiam anteriormente. Ou seja, por um preço mais baixo foram obtidos resultados iguais e com níveis de satisfação superiores. Parece-me que isto está longe da definição de falhanço. É claro que, não sendo um “progressista”, posso estar enganado.

A parte mais interessante deste programa e destas conclusões é que isolam o efeito da liberdade de escolha. Não incitam transformações radicais, mesmo que claramente desejáveis, como as que o modelo sueco implica. Apenas apontam no caminho certo. Esta avaliação de um programa de vouchers próximo do modelo das charter schools, ou dos nossos contratos de associação, dá argumentos concretos a quem defende duas coisas simples: a total inutilidade (para não dizer pior) do planeamento central da educação e a imoralidade de um sistema de ensino baseado no apartheid.

Hoje às 18 horas, Pedro Lomba e Duarte Schmidt Lino (Repetição, Domingo, às 19)

Filed under: Insurgentes nos media,Internacional,Media,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:11

Esta semana estou, juntamente com a Antonieta Lopes da Costa, em debate com Pedro Lomba e Duarte Schmidt Lino, com os seguintes temas em cima da mesa:

1) Eleições no Reino Unido – Depois do primeiro debate televisivo, os Liberais-Democratas intrometeram-se entre os Conservadores e os Trabalhistas. Iremos assistir à mudança do sistema eleitoral britânico, ou ao desaparecimento de um dos partidos?

2) Revisão constitucional – O PSD quer rever a Constituição ainda antes das presidenciais. Tendo em conta as dificuldades que o país atravessa, é um tema inoportuno, ou indispensável para sairmos da crise?

3) O futuro da imprensa escrita – Desde que informação passou a ser obtida de forma gratuita na internet, os jornais têm vendido cada vez menos exemplares, com a correspondente quebra nas receitas. Quais são as alternativas para a imprensa escrita?

4) A crise do euro e Portugal – O Estado português corre o risco de falir e a saída da moeda euro é uma hipótese cada vez mais referida. O que falhou?

O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 25 de Abril, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

Deixem a Grécia falir

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 13:12

Deixar que a Grécia vá à falência pode ser um processo penoso, mas será o melhor para a moeda única no longo prazo. A opinião é do investidor Jim Rogers (na foto), em entrevista ao canal televisivo CNBC.

“Se a Grécia falir, isso saneará o sistema; o euro irá desvalorizar durante algum tempo mas, na minha opinião, será uma moeda bastante forte”, afirmou o “chairman” da Rogers Holdings, sedeada em Singapura.

Para Jim Rogers, permitir que isso aconteça irá também mostrar que a Europa não tolera países irresponsáveis a nível orçamental, o que ajudará a restituir a confiança no euro.

“A forma de solucionar este problema da dívida não é através de mais dívida. A ideia de que se resolve um problema de demasiado endividamento e demasiado consumo com mais endividamento e mais consumo desafia os limites do entendimento”, afirmou à CNBC aquele que previu o início do movimento altista das “commodities” em 1999.

A ler

Filed under: Blogosfera,Internacional,Política — André Abrantes Amaral @ 12:22

Diário de campanha, por Francisco Mendes da Silva. Venham mais ‘posts’ destes, sff.

Para ir lendo

Filed under: Blogosfera,Internacional,Teoria — André Abrantes Amaral @ 12:09

O blogue Era uma vez na América, de Nuno Gouveia e José Gomes André.

Assim falou o profeta a 10 de Março de 2010

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 12:00

O ex-presidente da Comissão Europeia, Romano Prodi, afirmou hoje que o pior da crise financeira na Grécia já acabou e que nenhum país europeu vai seguir os seus passos.

Mais uma grande surpresa!

Filed under: União Europeia — Nuno Branco @ 11:27

Grécia pede hoje ajuda à UE. Como é que era aquela coisa da arma no bolso que depois não era preciso usar?

Eleições em Cuba?!!

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 11:07

Chávez afirmó que los gobernantes de las naciones aliadas de la ALBA están avanzando en su revolución hacia el socialismo y no pueden perder ni una elección para no darle tregua a la derecha.

“No podemos perder ni una elección más, tenemos que ganarlas todas: en Nicaragua, en Bolivia, en Venezuela, en Cuba… en todas partes. No podemos darle tregua a la derecha imperialista que seguirá acechando a la revolución”, dijo Chávez en su discurso.

Déjà vu?

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:52

Parece-me quase certo que os transportadores irão reeditar a greve e os bloqueios de 2008. Espero que o governo não decida também reeditar a triste figura quando abdicou de tentar manter a ordem pública permitindo aos camionistas tomar conta do país durante vários dias para no final ceder vergonhasamente às suas exigências.

Contributo para o PEC – A terra não trabalhada por quem a roubou para a trabalhar

Filed under: Diversos — Ricardo G. Francisco @ 10:37
Ocorreu-me ao ouvir este programa da TSF. Um programa muito interessante, resultado da escola de comunicação/propaganda do bloco de leste pré-queda do muro de Berlim. Esquecem-se de falar sobre o sucesso produtivo dessas cooperativas….
De qualquer forma, seguindo a lógica do ” A terra a quem a trabalha”, que se exproprie a Terra distribuída (roubada) durante a “reforma agrária” que não está a ser trabalhada. De seguida pode ser posta em leilão para pagar a dívida pública…
Brincadeiras à parte, não há vergonha da cara de quem fala com elevo desta “experiência” Portuguesa. Não ganham vergonha na cara porque depois da vitória do roubo, veio a vitória do subsídio para destruir, seguido do subsídio para nada fazer.
Disclaimer: Em média deviam ter vergonha. Alguns, poucos, deviam ser colocados em uma ilha para se comerem e roubarem uns aos outros. A maioria não passou de idiotas úteis, empobrecidos, ignorantes e fáceis de enganar por Porcos Orwellianos.

Mitos

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:10

Segundo a TSF ontem o “PSI20 cai[u] quase 3% após aprovação da tributação de mais valias”. Uma medida que tinha sido anunciada há uma semana. Pois é.

Isto sim é uma péssima comparação

Filed under: Economia,União Europeia — Miguel Noronha @ 09:52

Greece’s deficit crisis is pushing its bond yields closer to those of Pakistan, a junk-rated nation that is battling the Taliban

Ainda mais socialismo?

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:01

O ex-Presidente da República Mário Soares admitiu que a desigualdade aumentou em Portugal desde o 25 de Abril por se ter descurado uma “melhor repartição da riqueza“.

Por outro lado confirma as suspeitas que os socialistas não chegaram ao poder apenas em 1974.

Abril 22, 2010

O famoso caso das viagens de Inês de Medeiros (II)

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 19:49

Respeito as opiniões de todos, expressas abaixo (embora algumas delas assentem em pressupostos que revelam uma profunda ignorância), mas conhecendo, como infelizmente tive oportunidade de conhecer, o modo como no Estado uma certa classe política utiliza mecanismos formais para obter benefícios que fazem muito pouco sentido, por uma questão de equidade e de honestidade intelectual só posso ser favorável a uma solução que respeita, no caso concreto, uma expectativa que considero legítima, da deputada do PS, e que, do que tenho percebido, tem actuado na gestão do tema de boa-fé.

Inês de Medeiros agiu, mesmo no modo como trouxe o tema à baila, com transparência e correcção, pelo que é ainda mais triste que isso faça com que a sua imagem fique penalizada.

Na minha vida profissional, privada, deparei-me algumas vezes com a necessidade de ultrapassar lacunas, em matérias parecidas com esta, e nesses casos devemos ter sentido de justiça e proporção. A discussão que deve ser tida não é se formalmente ela se candidatou pelo circulo x ou y (todos os partidos apresentam visível e notoriamente candidatos – até cabeças-de-lista – que não residem no respectivo círculo!), mas sim se queremos que os deputados que não residem em Lisboa possam manter o centro da sua vida familiar e não ser prejudicados por isso. E a resposta tem sido afirmativa. Há uma lacuna, pelo facto de Inês residir em Paris, e o que o Parlamento quis fazer foi encontrar uma solução que fosse honesta e razoável.

Noto que a suprema ironia é que Inês de Medeiros quer apenas ser reembolsada das despesas com as deslocações, e por essa razão está a ser publicamente fustigada, quando a maioria dos deputados (muitos deles têm vindo a dar nota nos mentideros que estão a tentar perceber como poderão “aproveitar-se desse precedente”, daí Jaime Gama ter feito referência que este caso não cria jurisprudência sobre a matéria), com as múltiplas ajudas de custo que recebem – formalmente legais, obviamente – ganham dinheiro com isso (pois o valor da ajuda é na maioria dos casos superior ao custo efectivamente incorrido). O argumento dado por alguns deputados que então “vão mudar-se para as Caraíbas” diz tudo sobre uma certa gente que não está preocupada em encontrar uma solução justa e adequada para um caso concreto, mas sim obcecada com mecanismos formais montados para que possam viver à custa de um sistema de benefícios, deturpando a própria lógica que leva à existência deste tipo de ajudas e apoios aos deputados eleitos.

A minha sina

Filed under: Diversos — André Abrantes Amaral @ 18:30

Portugal 2010

Filed under: Cartoons — Miguel Noronha @ 16:23

Dilbert.com

Mais um degrau…

Filed under: Economia,União Europeia — Miguel Noronha @ 16:10

Bloomberg

Greece had its credit rating cut one step by Moody’s Investors Service as the government’s debt servicing costs surge on concern that the country will struggle to reduce its budget deficit.

Moody’s lowered the rating to A3 from A2, four grades above junk, the company said in a statement today. Moody’s also put a “negative” outlook on Greek debt, indicating it’s more likely to cut it again than raise it or leave it unchanged.

Aproximar os Eleitores dos Eleitos e Essas Coisas (3)

Filed under: Internacional,Política,Portugal,Teoria — Tomás Belchior @ 15:54

Prosseguindo o folhetim. Desta vez vou fazer citações para não distorcer (tanto) os argumentos do André:

1. “O deputado ganha o seu assento no Parlamento com a força do voto e a sua relação política é com os eleitores e só depois com as chefias nacionais e locais do seu partido. Esta inerente legitimidade permite-lhe ser independente e apresentar ideias próprias. Permite também que fale alto o que pensa sem recear punições hierárquicas.”

Para se tornarem deputados, os candidatos a deputados têm de ser escolhidos pelas estruturas locais e aprovados pelas estruturas nacionais. No Reino Unido, por exemplo, todos os partidos têm listas nacionais que são “pré-aprovadas” para garantir que os candidatos escolhidos localmente são “adequados”. Adicionalmente, no parlamento, os partidos têm códigos de conduta e whips que asseguram que os interesses dos deputados estão alinhados com os do partido e que, caso isso não aconteça, estes podem ser suspensos ou até expulsos do partido. Ou seja, como actualmente 95% dos deputados ingleses foram eleitos por um dos três maiores partidos, a sua independência, ou a sua capacidade de lutar pelos interesses dos eleitores contra tudo e contra todos, é muito relativa. Ou pelo menos tão relativa como a dos nossos deputados.

2. “Dar Portugal como exemplo não serve, porque por cá não é o PSD que tem sido punido, mas o PS que foi sendo mantido no governo à falta de melhor alternativa. A tal alternativa que não surge porque o PSD nunca foi devidamente castigado.”

Dá-me ideia que isto foi precisamente o que se passou em 2005. O PSD foi castigado e severamente. Por outro lado, não sei se o PS se tem mantido no poder porque o PSD não é alternativa ou se isso tem acontecido muito simplesmente porque o eleitorado acha que o PS está a desempenhar um bom papel. Nem sequer sei se é possível demonstrar isso.

3. “O Parlamento, devidamente independente e idóneo, adquire a força necessária para fiscalizar de forma assertiva o governo.

Ver resposta ao ponto 1. Como escrevi nos comentários do post anterior, em resposta ao Carlos Novais, não sei se ter deputados a defender um hipotético “interesse nacional”, que ele diz e bem ser um eco da Vontade Geral do Rousseau, é pior ou melhor do que ter deputados com mandatos próximos dos de um comissário, meramente subordinados aos interesses dos seus eleitores. Em teoria, os nossos representantes seriam eleitos para limitar a acção do Governo mais do que para a influenciar e não sei se a aproximação ao eleitorado, neste aspecto, seria positiva.

4. “Não sei se o Tomás se referia ao CDS, mas nem este, nem o PCP ou o BE têm conseguido cativar esse eleitorado descontente. [...] Os descontentes, em Portugal, e fruto do sistema proporcional, de acordo com o que dizem as sondagens e as muitas eleições entretanto realizadas, vão engrossando ano após ano a abstenção.”

Eu não falei em descontentes, falei em eleitorados que não se revêm nas preferências do eleitorado de centro. E aí tanto o CDS, como o PCP, como o BE, para bem ou para mal, cativam uma parte desse eleitorado. O descontentamento progressivo com a política, lamentavelmente, é transversal a todos os países e sistemas políticos e poderá estar associado a factores que nada têm que ver com esta nossa discussão, como a aparente incapacidade dos políticos resolverem os problemas das pessoas. Ora, como referi no ponto 3, não me parece que resolver os problemas das pessoas deva ser a missão de um deputado.

De resto, também me parece que um sistema que tenha elementos tanto dos sistemas maioritários como da representação proporcional é o ideal. Se a opção for simplesmente a de trocar um pelo outro, não contem comigo.

Coisas fascinantes

Filed under: Economia,União Europeia — Nuno Branco @ 15:40

Como é que o mercado conjuga a elevada probabilidade de um bail out à Grécia no curto prazo com uma probabilidade ainda maior de insolvência a médio prazo?

Com uma curva de yields assim:

Quantas curvas destas existirão nos manuais de economia dos jovens estudantes?

Isto hoje ainda está pior

Filed under: Economia,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 15:22

Maluquinhos

Filed under: Portugal,Religião — Maria João Marques @ 13:54

Parece que há uns maluquinhos que querem distribuir preservativos durante a visita de Bento XVI a Portugal. E, desde que não o façam usando um qualquer subsídio estatal ou interrompendo as cerimónias religiosas ou oficiais, por mim tudo bem. Não posso, no entanto, deixar de dar aqui um conselho. Parece que as acções dos maluquinhos são motivadas pela preocupação com a Sida em África. Como distribuir preservativos pode dar visibilidade aos maluquinhos (ainda que, nem nos meus momentos mais cínicos, me passe pela cabeça ser o que os maluquinhos procuram) mas não resolve nada em África, digo eu que talvez fosse melhor pegar nos preservativos e doá-los a uma ONG católica para que os distribua em África. (E se prescindissem de chamar a comunicação social para essa entrega ficariam claras as preocupações exclusivas dos maluquinhos com o bem-estar alheio). É que, os maluquinhos podem saber ou não, a Igreja, através das várias instituições, deve ser dos maiores dadores de preservativos em África. É (também) por isso que a Igreja sabe que O preservativo não resolve o flagelo da Sida em África, mas esta já é uma discussão demasiado difícil para os maluquinhos.

Graduações de qualidade nas democracias

Filed under: Portugal,Religião — Maria João Marques @ 13:37

Ainda não dando por encerrado, por mais uns minutos, o assunto Inês de Medeiros, e agora que terminou – favorecendo a senhora deputada e desfavorecendo os contribuintes – queria escrever aqui umas linhas sobre o nível de sub-húmus da nossa democracia, algo que se pode avaliar em episódios como este.

Começando pelas incríveis palavras de Jaime Gama, artilhado de pareceres jurídicos (que, sinceramente, me interessam bastante menos do que a (in)justiça da decisão), sobre a não-produção de jurisprudência. Ora ou a decisão para as viagens de Inês de Medeiros está de acordo com a legalidade e, logo, deverá ser seguida em todos os casos de todos os deputados em circunstâncias semlhantes; ou a decisão relativa a Inês de Medeiros é arbitrária e nada tem a ver com a legalidade e Jaime Gama já está a avisar que favoreceu Medeiros mas, se lhe apetecer ou o eventual futuro deputado não for do PS, noutro caso decidirá de forma diferente. Como se aceita com passividade o reconhecimento pela segunda figura do país que está a favorecer alguém arbitrariamente? Como não se exige que o senhor renuncie de imediato à presidência da AR?

A questão da morada também me faz cócigas. Inês de Medeiros declarou – e o PS deixou que declarasse – como morada da sua residência uma morada lisboeta, sendo que é sabido que reside em Paris. A candidatura de Medeiros à AR começou, portanto, com uma mentira. Estas manigâncias e a forma como toda a gente as considera normais, desde logo, incomodam-me. No entanto incomoda-me ainda mais que se aceite pagar viagens a uma deputada que mentiu sobre a sua residência para efeitos de candidatura. Que Jaime Gama decida pelo pagamento das viagens (mesmo sem avisos de que é uma decisão só para Inês de Medeiros), depois do que se escreveu sobre esta possibilidade, revela como os nossos eleitos nos consideram imbecis (e com razão, reconheça-se, porque votamos neles).

E esta discrepância de moradas leva-me aos escândalos do ano passado na Grã-Bretanha com as despesas dos deputados, que evidencia uma maior discrepância com o grau de exigência para com quem elegemos e decide umas coisas sobre o dinheiro que o Estado nos faz o favor de subtrair. Em terras de sua magestade, não me recordo de nenhum MP que dissesse que residia onde não residia, mas houve casos – e foram noticiados e tiveram consequências – em que, para receberem mais dinheiro, se declarava ao Parlamento como residência principal a do círculo eleitoral e ao fisco a residência londrina. Os britânicos enraiveceram-se e não aceitaram o que se passava; nós comentamos placidamente ’é sempre a mesma coisa’. Mas não vale a pena comparar uma democracia com uma contrafacção de má qualidade.

Governments will bankrupt us

Filed under: Economia,Internacional,Portugal — LT @ 13:03

Marc Faber em entrevista à CNBC:

They will all bankrupt us and expropriate us, but it may not happen tomorrow. They’ll give us something to play with, until the whole system breaks down…they’ll just print money and print more money.

What I object to the current government intervention in so-called ‘solving the crisis’, (is that) they haven’t solved anything. They’ve just postponed it.

Entretanto, as Obrigações do Tesouro Portuguesas estão a pagar mais 1,85% que as correspondentes alemãs. Estes especuladores financeiros são mesmo tramados…

Tenho dúvidas que não seja um democrata

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 12:53

According to North Korean lore, Kim Jong-il’s birth was foretold by a swallow and heralded by a glorious double rainbow and the appearance of a new star.

His official biography says he was born on White-Headed Mountain, the highest peak on the Korean peninsula. On top of the mountain sits the volcanic Heaven Lake.(…)

Kim is not technically in charge. His father, Kim Il-sung, who died suddenly of a heart attack in 1994, was proclaimed “Eternal President” and never replaced. Kim junior, who took up the post of General Secretary of the Workers’ Party of Korea and head of the National Defence Commission, simply expresses his deceased father’s will.

His ability to hold North Korea together, despite huge economic problems and public discontent, is a tribute both to his skill as a communicator and to his father’s doctrine of Juche, or self-reliance.

Círculos Uninominais (2)

Filed under: Comentário,Internacional,Política,Portugal,Teoria — André Abrantes Amaral @ 11:37

O Tomás respondeu ao meu ‘post’ sobre os círculos uninominais. Seguindo o seu método de numeração das questões em análise, faço os seguintes comentários (as frase em itálico são dele):

1) Os círculos uninominais são barreiras à entrada do mercado político. Reduzem a concorrência.

Estas afirmações não são verdadeiras. No sistema dos círculos uninominais, a entrada no mercado político e a concorrência, fazem-se dentro dos grandes partidos. Porquê? Porque simplesmente, cada deputado eleito tem uma legitimidade política própria que é eleitoral. O deputado ganha o seu assento no Parlamento com a força do voto e a sua relação política é com os eleitores e só depois com as chefias nacionais e locais do seu partido. Esta inerente legitimidade permite-lhe ser independente e apresentar ideias próprias. Permite também que fale alto o que pensa sem recear punições hierárquicas.

É esta força própria que cada deputado adquire que, sendo muitos, dá origem a uma maior diversidade de opiniões dentro do mesmo partido, propicia um clima de debate interno e abre portas a um processo de renovação contínua e tranquila.

2) O sistema proporcional pune eleitoralmente os partidos que governam mal.

Como referi no meu ‘post’ inicial, num sistema proporcional, os eleitores raramente punem o partido de governo que governou mal, porque os eleitores não se transferem todos para o maior partido da oposição, mas diluem-se entre este e os mais pequenos. Dar Portugal como exemplo não serve, porque por cá não é o PSD que tem sido punido, mas o PS que foi sendo mantido no governo à falta de melhor alternativa. A tal alternativa que não surge porque o PSD nunca foi devidamente castigado.

Por que motivo o PSD não foi castigado quanto devia, apesar de ter estado tanto tempo fora do governo? Basicamente porque sempre acalentou a esperança de conseguir regressar ao poder somando os seus votos com os do CDS (como, aliás, aconteceu em 2002). Nenhum partido caminha para o desconhecido, que é o que significa qualquer mudança, sabendo que, mais tarde ou mais cedo, regressará ao poder em coligação. Por isso, o PSD não se renovou e, hoje precisa fazer um esforço sobre-humano para mudar de discurso.

3) Num país como o nosso, onde a governabilidade é sinonimo de abuso de poder, esta tem de passar para segundo plano.

Não forçosamente. Aqui regressamos à legitimidade acrescida de qualquer deputado eleito através de um círculo uninominal. Este será independente do seu partido e ousará, mais facilmente, votar contra ele e a favor dos seus eleitores. Desta forma, o Parlamento, devidamente independente e idóneo, adquire a força necessária para fiscalizar de forma assertiva o governo. Um governo com maioria absoluta deixa de ser temido, ou pelo menos tão temido, passando a ser fortemente fiscalizado por cada deputado, inclusive os do seu próprio partido.

4) Para fazer reformas é preciso ter ligações próximas com os eleitorados excluídos.

O Tomás considera que tal só é possível com o sistema proporcional que permite aos pequenos partidos cativar este eleitorado. No entanto, este argumento embate com força na realidade que é vida política portuguesa. Não sei se o Tomás se referia ao CDS, mas nem este, nem o PCP ou o BE têm conseguido cativar esse eleitorado descontente. Na verdade, o eleitorado destes três partidos também é bastante tradicional e economicamente conservador. Os descontentes, em Portugal, e fruto do sistema proporcional, de acordo com o que dizem as sondagens e as muitas eleições entretanto realizadas, vão engrossando ano após ano a abstenção.

Estas são algumas dos motivos que me levam a preferir o sistema de círculos uninominais ao da proporcionalidade. Não vejo, no entanto, qualquer impedimento em, juntamente com estes círculos que elegem apenas um deputados, se criar um círculo nacional, esse sim, de eleição proporcional. Esta reforma do sistema eleitoral teria a vantagem de aproximar os eleitos dos seus eleitores e fortalecer o Parlamento, dando-lhe uma legitimidade acrescida.

Roi-te de inveja, Teixeira

Filed under: Desporto,Economia — Miguel Noronha @ 10:29

Foi ainda melhor que o esperado. A procura pelas obrigacões do Benfica excedeu 3,5 vezes a oferta.O mercado confia no Benfica.

Para encerrar o assunto

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:03

À primeira vista, a personagem é suficientemente desinteressante para merecer que perca algum tempo com ela. No entanto como sou forçado a contribuir para o seu vencimento e demais regalias, para contradizer o Rodrigo e por todo este caso e em particular seu desfecho do caso me ter deixado enojado queria aqui deixar mais algumas reflexões sobre o tema.

Quando muito, seria o PS que teria obrigação de informar Inês de Meneses acerca das “minudências jurídicas e administrativas que rodeiam os distintos benefícios e regalias que se aplicam ao seu estatuto de deputada”. Foi também o PS que sabendo que ela residia em Paris decidiu candidata-la pelo circulo de Lisboa e fornecer uma morada de Lisboa. Se há alguém que a tem de ressarcir será o seu grupo parlamentar e não a AR. Se a deputada Inês de Medeiros considera a situaçã insustentável pode sempre optar por apresentar a renuncia. Ainda que com grande perda para a qualidade da nossa democracia. Ainda que Jaime Gama tenha posto de parte a hipótese da sua decisão fazer jurisprudência, aconselho os restantes 229 deputados da nação a mudar residência para a ilha do Corvo. Ou para as Caraíbas.

Execução orçamental 1º trimestre

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:01

Jorge Serra no Mercado Puro

O Ministério das Finanças, através do seu comunicado de imprensa de ontem (20/04/2010) congratula-se em apresentar uma melhoria das contas públicas, graças ao aumento de 0,8% das receitas fiscais no 1º trimestre de 2010.(…) Eu, pessoalmente, congratulava-me muito mais se o aumento da eficiência assentasse numa redução efectiva da despesa e não num aumento dos impostos indirectos suportados pelas empresas e cidadãos nacionais. De facto, a despesa decresceu apenas 0,4%, o que corresponde a um grau de execução orçamental de 20%. Ou seja, foi graças ao IVA e ao ISV que as contas portuguesas melhoraram, e não graças a uma melhor gestão dos dinheiros públicos.

A meu ver, assim não vamos lá.

No gira-discos

Filed under: Cultura — ruicarmo @ 02:16

Texan Book of the Dead, Clutch.

O famoso caso das viagens de Inês de Medeiros

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 00:35

O assunto presta-se às maiores demagogias. Esperei pela decisão final do Parlamento, para emitir a minha opinião. Inês de Medeiros tem a sua vida familiar organizada em Paris, tendo sido eleita pelo Círculo de Lisboa. Sendo independente, e com pouca participação partidária, certamente não dominava, à data da sua eleição, as minudências jurídicas e administrativas que rodeiam os distintos benefícios e regalias que se aplicam ao seu estatuto de deputada. Foi, como se diz na gíria, “apanhada na curva”: se fosse eleita pelo círculo da Europa, teria direito a viagens pagas; sendo eleita por Lisboa, já não.

Sabendo, como se sabe, que não há em grande parte dos casos qualquer aderência entre deputado e círculo electivo, e sabendo, como se sabe, que Inês de Medeiros tem mesmo a sua família, incluindo filhos, em Paris, considero que é triste que o assunto tenha ganho tanta visibilidade. Nestas situações, temos de saber o que é a forma, e a substância. Assim como fui sempre contra os famosos “desdobramentos” – que eram formalmente legais – e que permitiam que um deputado “trocasse” um bilhete de primeira classe por dois de executiva – só posso ser a favor de uma solução que permita que uma deputada, eleita, possa juntar-se à sua família, em Paris, cidade, aliás, onde vivem mais de um milhão de portugueses, ainda que possa haver dúvidas formais sobre o tema.

Sou o primeiro a admitir que temos problemas na nossa democracia representativa. Até admito uma reforma do Parlamento, como sendo urgente. O que não aceito é que se faça demagogia com um tema que não justifica.

Abril 21, 2010

Uma cidade sem esquinas

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 20:52

Brasília foi inaugurada há 50 anos. A utopia de betão, o sonho de Kubitscheck e Niemeyer, converteu-se numa não-cidade, num lugar “sem esquinas” (palavras do embaixador espanhol em Brasília). Não era de esperar outra coisa do paradigma da planificação urbanística. A capital brasileira nem sequer cumpriu o ideal dos seus criadores, um ideal igualitário, sustentado em chavões perigosos como “justiça social”, “trabalho ordenado” e “eficiência”. Oscar Niemeyer, comunista empedernido, culpa o capitalismo. Claro.

Isto só pode dar mau resultado

Filed under: Desporto,Nanny State Watch,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 17:45

A UE quer ter maior intervenção no futebol profissional Ainda por cima a comissária responsável é cipriota.

Como é que se diz “bolha” em chinês? (V)

Filed under: Economia — Miguel Noronha @ 16:42

Jornal de Negócios

O conhecido investidor Marc Faber considera que a “excessiva” expansão do crédito e a subida dos preços do imobiliário são “sinais perigoso” e este crescimento poderá estar a formar uma bolha no sector imobiliário no país.(…)

A economia da China cresceu 11,9% no primeiro trimestre do ano, o máximo em três anos. O governo chinês já disse duas vezes aos bancos em 2010 para aumentarem as suas reservas e reduzirem o ritmo de crescimento do crédito.

“Se acreditam que o governo pode dirigir a economia como um carro, essa não é a minha opinião”, realçou o investidor, adiantando que as medidas do governo “conduzem sempre a consequências inesperadas”.

“O crescimento do crédito excessiva em Janeiro e a subida de 11,7% dos preços das propriedades num mês” são “sinais perigosos”, justificou Faber.

Eu acho melhor não lhes dar ideias

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 15:41

Henrique Raposo

“Ser-se turista” passou a ser um “direito adquirido”: Bruxelas vai subsidiar férias. Lindo. Deixo já aqui outra proposta: quem não tiver sexo deve ter direito a um subsídio para gastar em Amesterdão.

Aproximar os Eleitores dos Eleitos e Essas Coisas (2)

Filed under: Internacional,Política,Portugal,Teoria — Tomás Belchior @ 15:12

O André Abrantes Amaral disputa a minha visão desencantada dos círculos uninominais (ingleses). Sendo certo que estamos essencialmente a discutir preferências individuais com base em factos inerentes a cada sistema eleitoral, vale a pena olhar para os três motivos pelos quais o André acha o sistema dos círculos uninominais superior à representação proporcional:

1. Os círculos uninominais são mais eficazes no controlo de quem é eleito porque facilitam o aparecimento de maiorias alternativas.

Os círculos uninominais são barreiras à entrada no mercado político. Reduzem a concorrência. Ou seja, uma vez que facilitam o aparecimento de alternativas credíveis ao fomentar o “rotativismo”, impõem como único critério de credibilidade a capacidade de obter maiorias significativas. Na prática, isto isola os eleitos de uma fatia significativa do eleitorado. Nomeadamente a fatia que não se revê nas preferências políticas do eleitor de centro. Para o André isto pode ser secundário, para mim, que me incluo nessa fatia, não é.

Além disso, as “duras punições eleitorais” que o André defende como essenciais para controlar os eleitos e fomentar renovações, não são exclusivas destes sistemas. O PSD, por exemplo, anda há 5 anos abaixo dos 30% e esteve fora do poder em 13 dos últimos 15 anos. Se isto não uma “dura punição eleitoral”, não sei o que será. Como potencial castigo eleitoral, a certeza de que, em caso de derrota, a oposição ganhará tendencialmente com uma maioria absoluta não me parece mais eficaz do que a ideia de que, ao mínimo deslize, a agenda do vencedor terá de se adaptar à de um partido minoritário.

2. Os círculos uninominais potenciam a governabilidade porque porque facilitam a obtenção de maiorias absolutas.

Como disse aqui, a governabilidade pode ser uma preocupação razoável num país com instituições fortes. Num país como o nosso, onde governabilidade é sinónimo de abuso de poder, esta tem necessariamente de passar para segundo plano. Por comparação com maiorias relativas, ou até maiorias em coligação, maiorias absolutas de um só partido tendem a limitar a liberdade, a destruir os alicerces desse mesmo partido e a impor governações unicamente focadas em satisfazer um eleitorado que não está interessado em reformas. Nada disto é particularmente recomendável.

O nosso sistema, que dentro dos sistemas de representação proporcional é dos menos proporcionais, já favorece bastante os partidos grandes em detrimento dos partidos pequenos e, como a história dos nossos últimos 35 anos demonstra, permite todo o tipo de arranjos governamentais. Enquanto não encontrarmos uma solução melhor, parece-me que esta flexibilidade é importante.

3. Os círculos uninominais obrigam os partidos a terem uma ligação próxima e consistente com o eleitorado se quiserem ganhar eleições.

O eleitorado de centro quer o status quo, o estado a que isto chegou, como diria o outro. Uma ligação próxima e consistente com este eleitorado, que é a única forma de ganhar eleições com círculos uninominais, é uma garantia de que nada muda. Para fazer reformas é preciso (também) ter ligações próximas com eleitorados que foram excluídos desta paz podre. São esses eleitorados que alimentam mudanças estruturais e  reconfigurações dos partidos. Uma tendência minoritária dentro de um partido maioritário está muito longe de servir de sucedâneo de uma verdadeira representação política. Nem que seja porque não pode apresentar propostas distintas, nem ser avaliada com base nessas propostas. O voto é entregue por defeito e isso é a melhor maneira de garantir, em média, lideranças e partidos medíocres.

Isto não está a correr nada bem, hoje

Filed under: União Europeia — Miguel Noronha @ 15:10

O prémio dos juros das obrigações gregas face às alemãs atingiu os 500 pontos base pela primeira vez, com os juros das obrigações a dez anos a ultrapassarem os 8%, fixando um novo máximo dos juros desde Outubro de 1998.

A rendibilidade exigida pelos investidores para comprarem no mercado Obrigações do Tesouro portuguesas, com uma maturidade de 10 anos, está em máximos de 2008. O juro das OT atingiu os 4,816%.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em forte baixa, para 0,3%, a sua previsão para o crescimento da economia portuguesa ao longo deste ano. (…) “A saída da recessão ainda será mais lenta para as pequenas economias da área onde o crescimento está condicionado por fortes desequilíbrios orçamentais e nas contas correntes”, adverte o FMI, citando os exemplos da Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha. [ADENDA: Será que afinal de contas o FMI anda mesmo mal informado?]

O preço dos ‘credit default swaps’ (CDS) sobre obrigações portuguesas a cinco anos agravava-se em mais de 20 pontos para 219 pontos, a maior subida em todo o mundo, segundo dados da Bloomberg

Pior do que a seca

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 14:32

(…) Una mañana de 1893, al entrar a Natuba, el Consejero y los peregrinos oyeron un zumbido de avispas embravecidas que subía al cielo desde la Plaza Matriz, donde los hombres y mujeres se habían congregado para leer o escuchar leer unos edictos recién colados en las tablas. Les iban a cobrar impuestos, la República les quería cobrar impuestos. (…)

El instinto animal, el sentido común y siglos de experiencia hicieron comprender a los vecinos que aquello sería tal vez peor que la sequía, que los perceptores de impuestos resultarían más voraces que los buitres y los bandidos.(…)

Mario Vargas Llosa, La Guerra del Fin del Mundo

Ludwig von Mises – A Primer

Filed under: Economia,Livros,Ludwig von Mises,Política,Teoria — Miguel Noronha @ 12:40

Uma nova publicação do Institute of Economic Affairs: “Ludwig von Mises – A Primer” de Eamon Butler

Ludwig von Mises was one of the greatest economists and political scientists of the twentieth century. He revolutionised the understanding of money, inflation and recessions; comprehensively refuted the arguments for socialism; and provided a devastating critique of the methodologies of mainstream economics. His contributions to the Austrian School laid the intellectual groundwork for thinkers such as F. A. Hayek, Murray Rothbard and Israel Kirzner.

In Ludwig von Mises – A Primer, Eamonn Butler provides a comprehensive yet accessible overview of Mises’ outstanding achievements. At a time of economic crisis, this monograph makes it clear that Mises’ work is highly relevant today. Indeed, while mainstream economics has been found wanting, the latest recession appears to have been entirely consistent with his analysis. Furthermore, the poor performance of state health and education services can be explained by Mises’ Austrian theories. Nevertheless, Mises remains neglected by the economics profession, policymakers and academics. This readable primer explains why his work should be at the core of economic thinking

Podem comprar aqui ou fazer o download aqui

A ler (e registar)

Filed under: Internacional,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 10:52

Vou registado, por Bernardo Pires de Lima.

Tomem lá um incentivo para serem cumpridores no pagamento dos impostos

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:46

Cinco meses e muita tinta depois, o caso da deputada Inês de Medeiros está à beira do fim. Jaime Gama, presidente da Assembleia da República, artilhou-se de pareceres jurídicos. E decidiu a favor da deputada e vice-presidente da bancada do PS. O problema começou por que Inês de Medeiros tem residência em Paris, foi eleita por Lisboa e vai agora passar a ter direito a uma viagem a casa por semana. Adaptando o regime dos deputados das regiões autónomas dos Açores e da Madeira com o regime geral dos deputados. Mas este é, avisa desde já Jaime Gama, um caso e não faz “jurisprudência” para o futuro.

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