Quando a juíza Maria Lourdes Afiuni tomou uma decisão que irritou o presidente Hugo Chávez em dezembro, ele não se esforçou muito para conter sua ira. O presidente, que argumentou em rede nacional que no passado ela seria colocada diante de um pelotão de fuzilamento, enviou sua polícia secreta da inteligência para prendê-la.
Os agentes a levaram para a prisão feminina superlotada da cidade repleta de favelas de Los Teques, próxima a Caracas. Eles a colocaram numa cela perto de mais de 20 prisioneiras que Afiuni havia condenado por acusações como assassinato e tráfico de drogas.
“Recebi ameaças de prisioneiras que diziam que iam me queimar viva porque me veem como um símbolo do sistema que as colocou na prisão”, disse Afiuni, 46, em sua cela. “Estou nesse inverno porque tive a ousadia de fazer o meu trabalho de juíza de uma forma que não agradou Chávez.”
Abril 11, 2010
Justiça II
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