O Insurgente

Abril 30, 2010

Claramente, um mal nunca vem só

Filed under: Diversos,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 23:16

Metade da população portuguesa sofre de uma doença crónica

Haverá alguma coisa que esta terra não importe?

Filed under: Diversos,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 23:14
Infertilidade: Portugal tem de importar esperma
“Existe falta de esperma em Portugal”, disse à agência Lusa o presidente do CNPMA, juiz desembargador Eurico Reis, no final da reunião, no auditório da Assembleia da República, em Lisboa.

Seja bem-vindo Sr. Presidente

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 17:12

O Presidente da República falou hoje pela primeira vez desde que a S&P cortou o rating de Portugal, tendo defendido que se deve reponderar todos os investimentos públicos ou privados na área dos bens não transaccionáveis, sobretudo os que tenham componentes importados e pouco mão-de-obra.

O Barcelona-Inter

Filed under: Desporto — Miguel Noronha @ 17:10

A estratégia de Mourinho e a estupefacção do Barcelona esmiuçada aqui pelo maradona

Oportunidade perdida

Filed under: Economia,Internacional,Portugal — LT @ 15:59

Fonte: Bloomberg

Para quem nos últimos dias se andou a queixar dos violentos ataques dos mercados/especuladores financeiros (deliciosamente caracterizados pelo jcd aqui), lamento que, mais uma vez, perderam uma excelente oportunidade de put your money where your mouth is e lucrar com isso. Com um benefício adicional: os gambozinos especuladores que estivessem do outro lado do trade teriam perdido dinheiro! (e eu que julgava que os especuladores ganhavam sempre)

Acropolis Now

Filed under: Economia,Internacional,União Europeia,Videos — BZ @ 15:52

“I love the smell of napalm in the morning”

Economist cover May 1st 2010

Hoje, às 18 horas, Ana Margarida Craveiro e Adolfo Mesquita Nunes (Repetição, amanhã, às 19)

Filed under: Diversos,Economia,Insurgentes nos media,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:31

Esta semana eu e Antonieta Lopes da Costa estamos à conversa com Ana Margarida Craveiro e Adolfo Mesquita Nunes, com os seguintes temas na ordem dos trabalhos:

1) ‘Rating’ ao fundo – Os mercados financeiros ficaram nervosos após o corte do ‘rating’ da república portuguesa pela Standard & Poor’s. Depois da Grécia, seremos nós?

2) Corrupção absolvida? – O administrador da Bragaparques, Domingos Névoa, foi absolvido pelo Tribunal da Relação de Lisboa da tentativa de suborno de um vereador do município lisboeta. A decisão parece ter abalado a já pouca confiança que os cidadãos têm nos tribunais. Será caso para tanto?

3) Recuos do governo –  O governo aprovou uma alteração à lei do funcionamento dos tribunais, prevendo a suspensão dos prazos judiciais, no período entre 15 e 31 de Julho. Esta alteração e o novo estatuto do aluno, entretanto também apresentado, são mais sinais da fraqueza deste governo?

O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 2 de Maio, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

O orçamento rectificativo subliminar

Filed under: Comentário,Diversos,Economia,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 12:24

O primeiro-ministro, José Sócrates, reiterou hoje na abertura do debate quinzenal que a antecipação para este ano de algumas medidas do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) “reforça as garantias de que seremos capazes de alcançar, e porventura até ultrapassar, a meta de redução do défice fixada já para este ano.

Público

É impressão minha ou Sócrates acabou de admitir que ao que parece já só com a antecipação de receitas que deveriam entrar somente em 2011 é que tenciona conseguir cumprir o deficit (de valor particularmente arrojado, como é sabido) que está inscrito no orçamento de 2010?

Se calhar o problema não é a Grécia sair do Euro

Filed under: Comentário,União Europeia — João Luís Pinto @ 11:52

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, é contra a introdução nos tratados europeus da possibilidade de excluir um país da zona euro, uma hipótese em discussão na Alemanha, declarou numa entrevista hoje publicada.

“Os tratados europeus não prevêem tal possibilidade e seria um erro emendá-los”, defendeu Barroso – actualmente em visita à China – numa entrevista ao jornal regional alemão Hamburger Abendblatt.

[...]

Numa entrevista ao jornal Handelsblatt hoje publicada, Roland Koch, do partido conservador da chanceler alemã, Ângela Merkel, “não exclui a introdução de uma cláusula de expulsão”.

Público.

Se uma tal cláusula de exclusão consta ou não dos tratados já firmados, é algo que deixo para espíritos mais informados no direito comunitário, sendo que tal é em grande parte irrelevante conhecendo-se a prática pródiga das instâncias comunitárias de criar direito e de se regerem por interpretações bastante criativas e originais dos seus mandatos e dos seus poderes.

Barroso parece, contudo, preocupar-se com a possibilidade de existência ou do enforcement de uma tal cláusula – afinal uma cláusula que parece perfeitamente óbvia e justa a qualquer um no cenários de todas as outras sanções terem falhado em terminar uma violação sucessiva de compromissos. Parece concretamente preocupado com a iminente possibilidade de materialização de um cenário que justificasse essa possibilidade.

É natural que, no que toca aos países aderentes a uma determinada convenção ou tratado, surjam discussões em relação aos poderes que uns e outros ou o seu conjunto (assente numa determinada maioria) podem vir a ter perante os seus companheiros. No caso concreto, em relação à existência ou não dessa possibilidade de expulsão, acho que Barroso pode estar relativamente confiante no peso da pressão institucional (que já tanto utilizou no passado) e da originalidade de pareceres e interpretações, bem como na possibilidade de essa pressão ser utilizada sobre a Alemanha para refrear a sua vontade.

Mas há um cenário que, quanto a mim, o deveria preocupar mais: se há um direito inalienável dos países na adesão a um tratado ou convenção é o de se desvincularem dela e denunciarem o seu vínculo. Ora o que o modus operandi bem conhecido da Comissão e dos jogos de bastidores do Conselho pode conseguir, enveredando por esse caminho, é que se caminhe para um ambiente muito pouco saudável no seio do Euro, em que por via dessa pressão não se ponha sequer o cenário de expulsar alguém.

Ora nessa circunstância, julgo que o cenário cada vez menos académico e que vai transparecendo aqui e ali, seria o da saída da Alemanha, deixando o Euro e os problemas criados (problemas esses que a posição de Barroso e dos ponta-de-lança europeus parece querer curar com paliativos e não resolver) nos braços dos restantes membros para que estes sejam sejam resolvidos por quem os criou. Da maneira que bem entenderem.

Tiros para o ar

Filed under: Diversos,Política,Portugal — Nuno Branco @ 11:23

Não se consegue perceber muito bem o que pretende PPC com esta medida de pagar o subsidio de férias em títulos de dívida pública. Como lembrou o actual ministro, “Essa ideia de pagar em títulos de dívida ou em certificados de aforro não reduz despesa, porque a despesa é feita e apenas se altera a forma como é paga.”

Para esta medida de PPC fazer algum sentido seria necessário que Portugal tivesse moeda própria e vontade (essa não vai ser difícil de encontrar) para desvalorizar a moeda, fazendo com que realmente “chutar” o pagamento para o futuro fosse muito mais simples (apesar de potencialmente ruinoso, mas ele depois emigra). Existe claro também a hipótese de forçar os funcionários a aceitar títulos de dívida que paguem 1 ou 2 por cento ao ano, o que realmente daria para poupar nos custos de financiamento actuais mas enfim, se é para afrontar o funcionalismo público e poupar nessas despesas haveria formas mais directas.

Fica-se na dúvida portanto se PPC anda apenas a dar tiros para o ar a ver o que acontece ou se está já a preparar a nação para uma saída da moeda única. Eu aposto nos tiros para o ar.

Os melhores também vencem (2)

Filed under: Comentário,Diversos,Economia,Política,Portugal,União Europeia — André Abrantes Amaral @ 11:18

São muitos os que culpam os alemães pela crise na Europa. Fossem ‘eles’ mais solidários e nem a Grécia, menos ainda Portugal e o euro sequer, estariam a passar pelo que está a acontecer. Quisessem ‘eles’ ajudar e tudo correria fluidamente. Já tive oportunidade de referir a inveja que os ‘parceiros europeus’ nutriam pela solidez alemã, bem como os problemas que iriam criar para a solidez das instituições europeias. Não deixa de ser interessante analisar os diferentes comportamentos dos vários povos europeus perante os problemas económicos que a Europa atravessa. Enquanto a Alemanha poupou, não se excedeu e hoje vive com um pé de meia, a Irlanda encarou a situação de frente e apresentou medidas difíceis e dolorosas. Tão abrupto foi o corte nos salários e no investimento público, que os mercados deixaram Dublin em paz. Entretanto, na Grécia, um plano de suave austeridade levou manifestantes para a rua, enquanto em Portugal há quem prepare greves e os que têm emprego garantido por lei, lamentam que os seus salários não sejam aumentados.

Sejamos francos: com esta mentalidade não há Europa unida que se preze, nem riqueza que se crie.

Parece que para a bancarrota também

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 10:23

No Jornal de Negócios (what can I say?): Trabalhar menos é o melhor caminho para viver melhor

O espantoso caso das remunerações de Rui Rio no Metro do Porto

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:21

“Rui Rio ou o Estado louco” de Manuel Queiroz (i)

O caso da devolução de remunerações dos autarcas que exercem funções de administração não executiva na Metro do Porto é verdadeiramente extraordinário, e revelador do que é este nosso Estado.

Fez-se uma lei para, aparentemente, resolver o caso de alguns “boys” em certas empresas, os quais estavam descontentes com o facto de a lei só lhes deixar adicionar, em empresas públicas e aparentadas, um terço ao vencimento de presidentes da Câmara (ou vereadores). Esqueceram-se do Metro do Porto(…).

Ou seja, pela interpretação da nova lei, os eleitos locais podiam afinal acumular o vencimento total de administrador da Metro do Porto. Rui Rio não aceitou e disse que achava demasiado. A presidente do comité de remunerações disse que tinha de ser assim – mesmo não querendo, tinha de receber. Pelos vistos, é técnica superior da Inspecção-Geral de Finanças, supostamente o organismo certo para saber destas coisas.

Mas é a mesma IGF que vem agora pedir a devolução de tudo, desautorizando a sua técnica, e já depois de Rui Rio ter dito que não queria receber nada.

Quando se fala tanto de prémios e bónus escandalosos, Rui Rio foi capaz de dar um exemplo. Só que primeiro nem o deixavam ganhar menos e agora não querem que ele ganhe nada, e para assumir funções ainda tem de pagar um seguro.

É um Estado louco.

Conspirações especulativas

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 09:53

Luciano Amaral

O que mais espanta neste caso da crise europeia, de que a Grécia (e agora Portugal) é apenas um episódio, é o misto de voluntarismo e conspiração com que tanta gente o enfrenta. A Grécia, Portugal e a Europa não seriam senão vítimas de “ataques especulativos”, ou de uma “orquestração anglo-saxónica”(!?), visando em última instância “destruir o euro”. Para vencer estas tenebrosas forças, seria apenas necessário continuar a “combater” com muita “vontade”. Normalmente, o que isto significa é pedir a alguém que desembolse o dinheiro necessário para cobrir dívidas, de preferência sem condições. Neste ambiente lunático, há poucas vozes razoáveis: Helena Garrido, no Jornal de Negócios, não se junta ao coro conspiracionista, mas pede que a UE ajude a Grécia (e Portugal, quando necessário) com um programa “à FMI”, ou seja, um empréstimo associado a um choque negativo rápido, restabelecendo a capacidade de crescimento.

Na zona euro, no entanto, não existem condições para um programa “à FMI” sem consideração de uma variável: a desvalorização da moeda nacional. Ao contrário da fama, os programas do FMI não se limitavam a ser um esforço sádico de punição rápida para limpar o caminho. Aqueles programas baseavam-se sobretudo na ideia de restringir a procura interna (reduzindo a despesa pública e o crédito para consumo), impulsionando ao mesmo tempo a procura externa, por via da desvalorização.

A Grécia lá accionou o pedido de ajuda UE/FMI na sexta-feira. Mas não custa antecipar que pouco resolva. Não só o montante está longe das necessidades como, sobretudo, não é oferecido um caminho de regresso rápido ao crescimento que permita saldar a dívida num prazo razoável. Salvo erro, em breve voltaremos a ouvir falar de incumprimento e de saídas do euro. Como se gosta de dizer, Portugal não é a Grécia, mas convém perceber que os seus problemas fundamentais são os mesmos: endividamento externo insustentável e incapacidade para o cobrir nas actuais circunstâncias.

Momento Fátima Felgueiras

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:49

As sondagens absolvem Passos Coelho e o seu clube de fãs

Abril 29, 2010

Servicinho

Filed under: Cultura,Portugal,Teoria — ruicarmo @ 23:45

As autarquias têm um serviço que se chama Desenvolvimento Humano e Social.

O método “socrático” no Reino de Sua Majestade

Filed under: Blogosfera,Comentário,Política,Portugal,União Europeia — João Luís Pinto @ 17:38

É que se há coisa que me bule com o sistema é a impunidade com que os senhores jornalistas do mundo inteiro publicitam, sem o mínimo de decência, conversas que são apanhadas quando alguém está a falar não fazendo a menor ideia que está a ser gravado.

Jugular

Pois, nós já conhecemos o argumento: o facto de Brown ter demonstrado publicamente que é um rotundo hipócrita, em eventos associados a acções de campanha eleitoral, é um facto menor perante o facto de os mauzões jornalistas terem divulgado as suas declarações – vejam lá – apreendidas no seguimento da demonstração da incapacidade do mesmo Brown em funcionar com um microfone quando (coitadinho) pensava que ninguém o ouvia.

É o renovar do bem conhecido apelo à morte ao mensageiro.

Já sabemos bem como tem sido o apelo ao respeitinho por cá. E conhecemos como funciona a tal da “impunidade” que é referida.

Felizmente por lá parece que o Jugular ainda não é leitura de cabeceira e manual de boas-práticas.

Olha outro

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 17:14

Não há crise que pare os elefantes brancos.

A ler

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 15:53

A Caça aos Especuladores, do João Caetano Dias.

A realidade é o que dissermos

Filed under: Diversos — Nuno Branco @ 14:10

Ou assim pensa Daniel Oliveira, que se repetirmos aldrabices muitas vezes os investidores, burros que nem portas, acreditam em tudo e vão a correr comprar/vender conforme os “poderosos” mandarem.

Este vídeo não demonstra a parvoíce do argumento, pelo contrário, demonstra apenas que Bernanke não contratou a agência de publicidade certa como fazem as agências de rating. Ou isso, ou nestes dias os “especuladores” tinham ido à praia.

Ainda o downgrade da S&P

Filed under: Economia,Política,Portugal,Videos — Miguel Noronha @ 13:54

Entrevista de Pedro Bráz Teixeira à Bloomberg TV

Não temos nada a ver com a Grécia

Filed under: Economia,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 13:33

O anúncio de que a ajuda a Grécia está a chegar veio reduzir a percepção do risco da dívida portuguesa, levando os juros das obrigações portuguesa e os Credit Default Swaps (CDS) a descerem. Os investidores estão, portanto, mais confiantes no cumprimento da dívida pública nacional.

Enquanto a crise alastra

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 13:31

…nada para o progresso dos elefantes brancos.

Teste de fogo

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 13:24

Miguel Morgado no i

Em tempos de crise, o zelo patriótico é um sentimento nobre e até comovente. Cerrar fileiras é uma experiência possível de comunhão. O problema é que, em certas ocasiões, a comunhão distingue-se mal da cegueira. Ora, neste momento, o país precisa mais de clarividência do que de consensos histéricos. Ao que parece, Portugal está sob “ataque”. Injustificado, entenda-se. Dizem que são as caprichosas mãos visíveis dos mercados que incendeiam o ordeiro e pacato jardim português. Mais valia dizer que Portugal está em guerra com a aritmética.(…)

O nosso intrépido Ministro das Finanças joga nos dois tabuleiros: não resiste às diatribes contra os satânicos especuladores apostados em destruir ora o euro, ora o glorioso projecto socialista de desenvolvimento nacional, mas, à cautela e bem versado nas teimosias da aritmética, desdobra-se em juras de medidas muito sérias e muito rigorosas. Retóricas à parte, agora deixou de haver alternativa a cortes fundos e imediatos na despesa pública. No entanto, quem desperdiça tanta palavra, tanta profecia e tanta profissão de fé dificilmente se pode admirar que não o levem a sério. O país só aguenta um Dr. Constâncio de cada vez.

Causa, efeito

Filed under: Economia,Internacional,Política,Teoria — Nuno Branco @ 09:45

Quando Zapatero chegou ao poder aqui ao lado a economia vivia en tempos de bolha (cortesia do BCE) que o dito socialista interpretou como o sinal de uma economia forte e indestrutível. Só tinha um pequeno problema… era pouco justa e solidária. Uma das medidas que Zapatero quis tomar foi resolver o “problema” do salário mínimo (não, não quis acabar com ele) e desde que tomou posso este passou de 490.80€ para 633.30€ – um aumento de quase 30%

Hoje, depois de a bolha fazer pop, mais de 20% dos espanhois que querem trabalhar não encontram emprego. Mas lá, como cá, é difícil reconhecer os erros das políticas populistas.

Abril 28, 2010

Put your money where your mouth is

Filed under: Economia,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 19:18

Disse o presidente da AICEP que «considera a descida do ‘rating’ do país “uma manipulação de mercado” e um “ataque violento” a que se deve responder imediatamente e “de forma concertada”

Talvez o senhor presidente e os seus colegas queiram comprar títulos de dívida pública do estado português, de forma concertada. Se tiverem razão, ganharão uma pequena fortuna quando os yields voltarem a baixar.

O “novo” PSD

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 18:34

“líder da oposição, procura-se”

A partir de hoje, o PSD e Pedro Passos Coelho deixaram de liderar a oposição, com esta estórinha de imputar às agências de rating e à suposta voracidade dos mercados internacionais a triste situação em que se encontra o país.

“uma pergunta” de Rui Albuquerque (Portugal Conteporâneo)

Eu gostaria de perguntar aos entusiastas de Pedro Passos Coelho, principalmente aos que escrevem no Blasfémias e no Albergue Espanhol, se era nisto que estavam a pensar quando diziam que o PSD tinha que “mudar mesmo”, e se era este modelo de bloco central que receavam que a Dr.ª Manuela Ferreira Leite fizesse a seguir às eleições, a quem tanto criticaram por essa suspeição.

ADENDA: Afinal parece que os criticos de Pedro Passos Coelho são todos fascistas. Fico mais descansado.

O Daniel também depende do Dr. Balsemão

Filed under: Economia,Política — Miguel Noronha @ 17:18

Daniel Oliveira

Dirão (…) que as agências de rating são independentes. Falso. Elas dependem dos investidores que têm dinheiro empatado no jogo. Elas estão dependentes de vários interesses no mercado que lhes pagam os serviços.

Às vezes somos um bocadito incongruentes

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 17:06

João Galamba citando Pedro Lains

Tudo isso está a acontecer porque o governo teve de pedir uma data de dinheiro para se substituir aos bancos, que entretanto tinham entrado em crise, no financiamento da economia

João Galamba citando João Galamba

tendo em conta que, pelo menos em Portugal, o défice se deve sobretudo a uma queda da receita

O discurso da confiança

Filed under: Economia — Adolfo Mesquita Nunes @ 16:36

Se o Governo, com a esfarrapada desculpa de conferir confiança, vem mentindo aos portugueses sobre o estado da economia, como aliás o Paulo Marcelo aqui bem resume, não é menos certo que o Presidente da República, recorrendo à sua especial tese sobre o papel da estabilidade e da confiança, tem sancionado essas mentiras. 

Os resultados dessas mentiras e da aplicação dessa especial teoria estão à vista. É que, como em Agosto do ano passado escrevi, em plena campanha eleitoral, a confiança na economia não pode crescer enquanto não houver confiança nas contas feitas pelo Estado. O Orçamento de Estado não é apenas uma pen que se leva à Assembleia da República para anunciar ao país quão bem governados andamos e que temos de ter confiança. É que a confiança não se compra com números deliciosamente atractivos: conquista-se com números rigorosamente apurados.

Uma questão de honra (revisitada)

Filed under: Diversos — Nuno Branco @ 16:30

“You want the truth? You can’t handle the truth. Son, we live in a country with an investment gap. And that gap needs to be filled by men with money. Who’s gonna do it? You? You, Middle Class Consumer? Goldman Sachs has a greater responsibility than you can possibly fathom. You weep for Lehman and you curse derivatives. You have that luxury. You have the luxury of not knowing what we know: that Lehman’s death, while tragic, probably saved the financial system. And that Goldman’s existence, while grotesque and incomprehensible to you, saves pension funds. You don’t want the truth. Because deep down, in places you don’t talk about at parties, you want us to fill that investment gap. You need us to fill that gap.

“We use words like credit default swaps, collateralized debt obligation, and securitization… We use these words as the backbone of a life spent investing in something. You use ‘em as a punchline. We have neither the time nor the inclination to explain ourselves to a commoner who rises and sleeps under the blanket of the very credit we provide, and then questions the manner in which we provide it! We’d rather you just said thank you and paid your taxes on time. Otherwise, we suggest you get an account and start trading. Either way, we don’t give a damn what you think you’re entitled to!”

E enquanto não estivermos preparados para lidar com a verdade não podemos mudar a realidade, por mais urgente que seja lidar com ela.

(Via Baseline Scenario)

No pasa nada

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 16:08

The EU commission on Tuesday (27 April) proposed a 2011 budget of €130 billion, an increase of almost six percent compared to the current year, with funds for poor regions, research and economic recovery getting the biggest boost.

Enquanto a maior parte dos estados-membros de debate com problemas orçamentais a UE pretendem aumentar o seu orçamento em 6%. Típico.

A força da realidade

Filed under: Economia,Portugal — Adolfo Mesquita Nunes @ 15:53

A realidade do estado miserável da nossa economia não é novidade para ninguém embora se não espere um consenso sobre a forma de evitar o pior que está por chegar. O que parece ser novidade para muitos é a incapacidade dos acordos de regime, pactos de silêncio e outras manobras de ficção travarem a força da realidade.

De facto, o discurso da estabilidade tem muita força em Portugal, como se a estabilidade económica dependesse de um consenso sobre todo e qualquer tipo de políticas. Na verdade, neste pequeno país, mais importante do que desenhar uma boa política é desenhar uma política que não aborreça ninguém. Mas como as boas políticas costumam aborrecer uns quantos, a coisa está a chegar ao ponto de ruptura. 

E esta circunstância, que afinal desautoriza todas as chamadas vozes da razão e da estabilidade e mais não sei o quê da salvação nacional, deveria reabilitar o discurso daqueles que, então chamados de irresponsáveis, ousaram apontar as insuficiências deste Orçamento e deste PEC e diariamente evidenciaram a manifesta falta de vontade e firmeza políticas de avançar com medidas tão drásticas quanto a realidade que nos bate à porta. Infelizmente, estamos longe de assistir a essa reabilitação. Antes pelo contrário, ouviremos ainda, até que o Mundo inteiro nos caia em cima, o discurso da estabilidade e dos paninhos quentes e dos entendimentos de regime como se isso fosse o mais importante.

A solução para a crise não está no entendimento entre Sócrates e Passos Coelho. Está na vontade política de cortar radicalmente nas despesas e de abandonar o socialismo que nos governa há decadas. 

(também aqui)

Activos Tóxicos

Filed under: Política,Portugal — jtcb @ 15:39

Quando rebentou a crise financeira lá para os lados de Nova Iorque, aqueles, como eu, que não têm no economês a sua língua materna, depararam-se com uma nova expressão, que prontamente aprenderam a utilizar: “activos tóxicos”. E empregaram-na com o mesmo à vontade com que utilizavam outras tantas expressões que, muito embora não fossem capazes de definir tecnicamente, adequavam-se às situações que pretendiam descrever.

Em boa hora enriquecemos o nosso vocabulário, pois que agora já dispomos da expressão que caracteriza, com rigor, a nossa classe política: ACTIVOS TÓXICOS.

Lembram-se do aval aos bancos?

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 15:06

Miguel Madeira

[H]á [em Portugal] outro sector que os mercados internacionais também acham à beira da falência (talvez ainda mais do que o Estado)(…) [o]s investidores acham que há 30% de probabilidade dos bancos portugueses falirem (isto é uma média, claro – para alguns bancos, a probabilidade será maior que esta, para outros menor).

E, claro, se um banco português falir (ou andar lá perto), aí é que o Estado português vai também à falência (lembram-se do aval e garantias afins?).

Eu também não percebo

Filed under: Economia,Política — Miguel Noronha @ 14:38

Se as agências de rating estão assim tão desacreditas não compreendo a razão de tanta agitação nos meios políticos. Afinal, quem é que vai seguir recomendações de conselheiros com tão pouco crédito?

Desonestidade em primeiro grau

Filed under: Diversos,Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 14:35

João Galamba

(…) tendo em conta que, pelo menos em Portugal, o défice se deve sobretudo a uma queda da receita, não faz qualquer sentido manter o mantra de que ‘reformas estruturais’ implicam mais desregulação, menos despesa pública e aquela lengalenga que os liberais andam a vender desde os anos 80. Esta resposta falhou e voltará a falhar. Com uma pequena diferença: com os níveis actuais de desemprego, os amanhãs que cantam dos liberais já nem como ilusão nos servem.

Esqueçam que a despesa pública e a carga fiscal têm crescido ininterruptamente. Esqueçam a inflação regulatória. Esqueçam que o PS governa (com um curto intervalo) desde 1995. Esqueçam que Cavaco Silva também não era propriamente um liberal e embora tenha privatizado muito (felizmente) também estatizou bastante. Se conseguirem este exercício de contorcionismo intelectual chegam à mesma conclusão que o ilustre deputado da nação.

Confesso que a desonestidade deste último post não chega aos calcanhares deste. Mesmo assim não está mal, não senhor.

Comunicado

Filed under: Diversos,Economia,União Europeia — Nuno Branco @ 11:24

Pede-se a todos os contribuintes da zona euro que coloquem as suas carteiras, abertas e em local visível às 15h45 desta tarde.

Com a vossa colaboração irá doer menos (i.e. não vos batem).

Os sustos não bastam

Filed under: Comentário,Diversos,Economia,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 10:46

Os que se assustam com o corte do rating português, a subida dos juros e a queda da bolsa de Lisboa, devem ter ciente o seguinte: vai ser pior. Hoje estamos pior que há 2 meses e daqui a dois meses estaremos pior que hoje. Há muito tempo que no Insurgente temos chamado a atenção para este problema. Não tenho qualquer prazer em escrever isto, mas há que reconhecer, de uma vez por todas, a realidade: estamos a levar demasiado tempo para acordar. Ironia das ironias, a subida dos juros, deu-se num dia de greve dos transportes, em que muitos Portugueses preferiram ir para a praia a darem-se à chatice de se dirigirem para os seus locais de trabalho. Sermos um país desenvolvido e europeu não passa pelo TGV e um novo aeroporto. Começa no dia em que cada um decidir que quer viver melhor. Que a sua família merece viver melhor e os seus filhos, têm direito a um futuro mais promissor. No dia em que cada um, individualmente, pensar e decidir no interesse do que lhe está próximo e não de acordo com o que vai no seu umbigo.

Bola de neve

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Nuno Branco @ 09:26

Estive esta semana dois dias afastado dos mercados, o que se torna interessante na medida em que hoje olho para as cotações de uma forma diferente. É inegável que o efeito bola de neve já superou a inércia que acompanha sempre os primeiros instantes do movimento.

1) FMI aumenta ajuda à Grécia.

2) PSI 20 volta a afundar

3) Bancos portugueses são dos mais expostos a activos gregos

O ministro das finanças claro, anda a desbaratar contra os especuladores. Fazendo o filme grego, dentro de poucos dias começa a conversa sobre os CDS (não o do Portas). Lá para o fim de Junho calamo-nos com os especuladores e estendemos a mãozinha ao FMI.

E esta coisa de o PSI20 perder 18% em semana e meia não é ataque especulativo nenhum. No máximo  é um ataque de pânico… os únicos que ainda não têm medo do que estes tipos no Governo podem fazer são os portugueses.

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