Basta dizer isto: tirando os elogios a Cavaco e os sonhos delirantes de maioria absoluta, não me lembro que Rangel tenha dito ontem nada de que eu discorde(…)
(Daniel Oliveira, no Arrastão)
Basta dizer isto: tirando os elogios a Cavaco e os sonhos delirantes de maioria absoluta, não me lembro que Rangel tenha dito ontem nada de que eu discorde(…)
(Daniel Oliveira, no Arrastão)
E não gritando, Pedro Passos Coelho fez um bom discurso. Pareceu o Passos Coelho de há 2 anos, em Guimarães. Clarificador e numa tentativa de separar as águas.
Até agora nenhum discurso sobre o nosso sistema político. Depois das crises que resultam da inexistência de uma maioria absoluta no Parlamento, seria muito importante discutir este tema. Vamos esperar que ainda é tempo.
Quando o senhor da direita venceu o que está à esquerda, convidou-o para a sua equipa. No PSD, não. No PSD a intrasigência é um bom sinal.
do presidente da Câmara de Caldas da Rainha. Se o tivesse recebido antes, se não tivesse havido tanta inveja e ressentimento, talvez Sócrates não fosse hoje primeiro-ministro. O facto do blogue Jamais ter ficado aquém das expectativas também está explicado aqui.
Há, claramente, um espaço não socialista (ou menos socialista) a preencher no espectro político português, no discurso e nas propostas de quem se dispõe a liderar organizações partidárias. Agora, se esse espaço garante votos suficientes para assegurar a presença em soluções de governo, em tempo útil de evitar que este país desça pelo cano abaixo, já tenho mais dúvidas – embora menos que há algum tempo. Mas isto sou eu a dizer; eu que sou um pessimista que gosta de ser surpreendido.
1. JPAG fez um bom discurso. Não teve grande receptividade na sala (poucos delegados que lhe são afectos), mas gostei do conteúdo e do tom (que estava, novamente, aguerrido).
2. A sala do congresso é inacreditável. Os observadores estão quais utentes do metro de Tóquio em horas de ponta. Para beber um café ou comprar uma garrafa de água, só um café a uma boa distância do pavilhão. Ir a um congresso do PSD devia ser mais confortável do que fazer uma peregrinação a Fátima.
3. A coreografia dos delegados no congresso é muito curiosa. Não tanto nos que se levantam e nos que ficam sentados quando um dos candidatos discursam, mas nos cumprimentos entre barões – antes do discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, quando não se sabia o que diria, houve uma procissão de delegados para o cumprimentar -, no tom de voz que se usa, para quem os circunda e os jornalistas ouvirem, quem vai cumprimentar quem, onde se posicionam as várias candidaturas.
1. Fez um discurso desastroso. Já ouvi Marcelo Rebelo de Sousa e Ricardo Costa elogiarem a primeira parte do discurso, algo que sinceramente não entendo: vitimizou-se (ao pior estilo de Menezes), foi cínico nos cumprimentos a Manuela Ferreira Leite, não convenceu que não era um produto da política, falou de si próprio depois de duas boas intervenções viradas para o país (Rangel e JPAB), acabando por reforçar – em vez de dissipar – as críticas que os seus adversários no partido lhe fazem. Colocou-se na posição de underdog quando o avisaram que tinha excedido o tempo. E terminou lambendo as botas a Alberto João Jardim (que respondeu indo sentar-se ao lado de Paulo Rangel).
2. Conseguiu ser apupado duas vezes, uma na sequência de um ataque a Rangel.
3. Luís Filipe Menezes apoiou Passos Coelho.
4. Os tão propalados dois terços de delegados de PPC não se fizeram notar.
Fez um bom discurso, novamente na excelente oratória a que nos acostumou.
Parece que o meu texto de ontem sobre o PSD deu, simultaneamente, “pena” e “vontade de rir” a Rui Botelho Rodrigues. Acho estranho que algo que provoque sentimentos de “pena” ao Rui lhe dê ao mesmo tempo “vontade de rir”, um sinal de ruindade ou desequilíbrio que não abona muito a seu favor. Ou então, era apenas uma tentativa de ser “provocador”, mostrando apenas e só a sua inabilidade para o fazer. Seja como for: é por causa de textos como o do Rui que cada vez vou tendo menos paciência para os blogs. Porque esse texto mostra uma de duas coisas: ou estou a escrever para iletrados que não sabem raciocinar sobre o que escrevo, ou sou um total incompetente, que não sabe explicar o que quer dizer (a crer na opinião dos desafortunados que têm aulas comigo, a segunda hipótese é bem mais provável).
O Rui acusa-me de ser um “utilitarista” que acha que a “justiça” é apenas “o bem material do maior número”, e vislumbrou essas minhas tenebrosas convicções no post de ontem. Ele, que nota que eu pus “justiça” entre aspas, não se apercebeu que, se o fiz, por alguma razão foi. E bastava ter-me lido como deve ser para perceber que quando eu falei de “justiça” nos termos em que falei, entre aspas, me estava a referir à opinião de outras pessoas, e não à minha. Comecei por dizer que eu defendia um modelo liberal por desconfiar da espécie humana ao ponto de querer ser governado o menos possível pelo meu semelhante (e quanto mais semelhante ele for a mim, menos quero que ele me governe). Depois, referi-me a pessoas que acreditam nesse dúbio conceito da “justiça social”, e procurei mostrar como pode ser possível convencer essas pessoas de que o modelo liberal é o mais adequado para satisfazer as suas pretensões. Eu não acho que a “justiça” seja o mesmo que “utilidade”, mas, no entanto, há muito boa gente que assim pensa, e eu apenas quis dizer que o PSD, se quiser ser um partido capaz de fazer reformas em Portugal, terá de se saber dirigir a essas pessoas.
O Rui chama-me ainda de “ingénuo” por acreditar que o PSD pode ser um partido liberal. Pessoalmente, tenho as maiores dúvidas que o possa ser. Acho, isso sim, que deveria sê-lo, mas daí a acreditar que vai ser há uma distância muito grande. Poderei ser muito “ingénuo” em muitas coisas (e “juvenil”, infelizmente, sou certamente), mas em relação ao carácter e opiniões de muitas das pessoas que fazem parte do PSD, não o sou, de facto. Acredite o Rui que não preciso que ele me venha dar lições de realismo acerca do PSD, que, apesar da “ingenuidade juvenil” (que de facto me “embaraça” muito noutras àreas), há já muito tempo que as aprendi todas. O que não me impede, no entanto, de dizer que gostava que as coisas fossem diferentes. Acima de tudo, depois de ter passado meses a estudar e a escrever sobre as razões pelas quais a liberdade deve ser defendida como um valor imprescindível nos arranjos políticos, dispenso que me venham dizer que eu penso que se o comunismo trouxesse o “bem material do maior número”, eu seria comunista (não gosto que me chamem nazi, e não vejo grande diferença entre chamarem-me nazi e comunista, portanto agradecia que se abstivesse de fazer comentários desses). Claro que o Rui não tem meio de saber o que eu faço fora do blog, e portanto é natural que desconheça algumas das minhas opiniões sobre o assunto. No entanto, como já disse, bastava ter lido o meu texto com atenção para perceber como as acusações que me faz são de uma idiotice atroz. Ou, como temo, fruto da minha profunda incompetência. Seja como for, só peço ao Rui que tenha mais uma vez “pena” de mim (mas sem se rir, por favor), e me deixe em paz, até para ele próprio não ser acometido por sentimentos que visivelmente o perturbam de sobremaneira.
De acordo com a imprensa de ontem, Portugal arrisca-se a mais uma recessão técnica. Depois de uma ligeira recuperação, meramente estatística, o pesadelo voltou.
Mas há muito pior que meros números. Deparamo-nos todos os dias com cada vez maiores atrasos no pagamento dos serviços por parte dos clientes, o cancelamento das encomendas, a suspensão de trabalhos já orçamentados e cujos rendimentos já eram esperados para pagar salários e fazer investimentos. Tudo pára. E agrava-se ainda mais: Como sempre nestes fenómenos, apenas algum tempo depois da actividade económica se ter quebrado, é que o desemprego começa a galopar e os atrasos no pagamento dos salários se vão amontoando. Tudo se perde.
Tenhamos consciência de um facto: A crise começa a doer agora. O desemprego vai aumentar mais ainda. A instabilidade social é inevitável. E é perante este cenário que o PSD se reúne para escolher uma nova liderança e apresentar políticas que retirem Portugal da difícil situação em que se encontra. Políticas que facilitem (ou não dificultem) a criação de emprego.
Sou militante do PSD e não apoio qualquer dos quatro candidatos. Poderei votar num deles, mas ainda não me decidi. Infelizmente, ainda não vislumbrei da sua parte a noção da gravidade do momento que vivemos hoje. Da intensidade dos tempos à nossa frente. A maioria dos militantes do PSD parece não compreender o que se passa no país. Enquanto isso não acontecer, nenhum candidato à liderança do partido se arriscará a propor as soluções certas e obrigatoriamente dolorosas.
Temos hoje mais de 10% de desemprego. Jovens sem trabalho. Homens e mulheres com mais de 35 anos, sem mais que fazer que não seja procurar um emprego. Os portugueses estão atulhados em dívidas e esmagados com juros e impostos. Centenas de milhares que sabem que nunca terão direito a qualquer reforma, continuam a pagar um serviço de que dificilmente beneficiarão. É para estes que é preciso governar. É a estes que o PSD se deve dirigir. O PSD tem de mostrar que sabe como se cria riqueza; como se criam empregos; como se trabalha; como se permite que as pessoas procurem um sentido na vida. O PSD tem de ter a iniciativa política, apresentado e explicando medidas difíceis, mas cujos resultados melhorarão as vida das pessoas: O fim das golden-shares; a privatização de empresas como a TAP, a RTP, a CP e a Caixa Geral de Depósitos; a redução dos impostos. O Estado tem de reduzir a despesa para não atrofiar ainda mais aqueles que produzem riqueza e pagam impostos. Vai ser necessário diminuir o número de funcionários públicos, possível através da alteração das leis que os regulam. A reforma do funcionamento dos tribunais, que passa pela transferência de mais funcionários vindos de outros sectores da administração do Estado, com pouca ou nenhuma utilidade. O Estado tem de deixar que as pessoas respirem. Não pode atrofiar a capacidade criativa dos cidadãos. Não pode ser um peso morto.
Neste congresso discute-se por que motivo o país real não acredita no PSD. Na sociedade pergunta-se por que razão este partido ainda não olha para ela. Espero que o congresso seja produtivo, discutindo-se soluções para os problemas do país e formas de consciencializar os militantes e a sociedade em geral para os desafios que temos à nossa frente. Só desta forma, o novo líder do PSD terá condições para ser a alternativa credível de que o país tanto necessita.
Não tenho escrito sobre as eleições no PSD, em parte por desvio da minha atenção para outras ocupações, em parte por pura preguiça. Além disso, o que penso acerca do PSD, o que penso acerca do que o PSD deve ser, não mudou nada nos últimos anos. A relativa pobreza do país, que convida os nativos a guardarem o pouco que têm e não a correrem os riscos necessários para poderem passar a ter mais, parece ser suficiente para deitar por terra as pretensões de “liberalizar” o país. Mas com um pouco de coragem e habilidade políticas, talvez seja possível encontrar um eleitorado disposto a apoiar um PSD liberal.
Há um conjunto de pessoas que estaria sempre disposto a votar em qualquer partido que pretenda emagrecer o Estado. Para pessoas que, como este vosso escriba, desconfiam da espécie humana ao ponto de quererem ser o menos possível governadas pelo seu semelhante, ou para “liberais clássicos”, que entendem ser o modelo liberal o mais adequado à natureza humana, tais propostas seriam sempre positivas. São poucas, é certo, mas outras poderiam juntar-se-lhes: “sociais-democratas”, no sentido tradicional do termo, pessoas que, acreditando na “justiça social” (e que é função do poder político obtê-la), se dispõem a apoiar as propostas que melhor lhes pareçam satisfazer tal pretensão. Para ser uma verdadeira alternativa ao PS, e assim regressar ao poder e exercê-lo em vez de ser seu refém, o PSD precisa de, adoptando um programa “liberalizante”, criar uma “coligação de vontades” que, indo da “direita” ao “centro-esquerda” (como o fizeram Sá Carneiro e Cavaco), concentre a sua campanha nesse “centro-esquerda”. E que o faça, não cedendo ao estatismo que esses eleitores tradicionalmente preferem, mas procurando mostrar-lhes como o liberalismo, mais do que o Estado Social a que se afeiçoaram, promove melhor a tal “justiça social” que desejam, melhor promove uma sociedade na qual não apenas eles, mas também o seu vizinho, poderão ter uma vida melhor.
No fundo, o PSD deverá adoptar um programa liberal, e perguntar aos que não o são se será “justo”, por exemplo, que a classe média seja sufocada por impostos que a impedem de suportar encargos com os seus pais já reformados, obrigando assim o Estado a ocupar o seu lugar, e dessa forma, retirar a uma população activa cada vez mais diminuta uma parte cada vez maior do seu rendimento, para dar a um crescente número de seus dependentes um rendimento cada vez mais escasso? Será “justo” que uma parte cada vez maior da sociedade faça descontos para um sistema de pensões do qual sabe nunca poder vir a beneficiar? Será “justo” que, sob a ilusão de um SNS “tendencialmente gratuito”, se aumentem os custos individuais com o recurso a esse mesmo SNS? Será “justo” que, devido ao espartilho legislativo que sufoca o mercado de arrendamento, os jovens sejam praticamente obrigados a comprar uma casa e a contrair o endividamento eterno que a acompanha?
Deverá depois convencê-los de que é mais “justo” deixar o mercado funcionar, e “amparar” a queda dos que não tiverem a sorte ou a capacidade de serem bem sucedidos, do que, como no mercado da habitação, o Estado acabar por criar problemas mais graves do que aqueles que, com a sua intervenção, pretende resolver. De que é mais “justo” que sejam os doentes (e idealmente apenas os que não tiverem recursos suficientes para o fazer por si próprios) a serem financiados, em vez dos hospitais, de forma a que o estes últimos deixem de depender do Ministério da Saúde e respondam às necessidades dos que a eles recorrem. De que é mais “justo” que os indivíduos tenham a liberdade de escolher a quem entregam as suas pensões, do que ficarem presos a um sistema condenado à falência. No fundo, de que uma sociedade mais livre será uma sociedade mais “justa”.
O PSD era tradicionalmente visto como um partido de pessoas que queriam subir na vida. Anos e anos de poder transformaram-no num partido de pessoas que querem manter o emprego público. Ao mesmo tempo, os portugueses foram sendo amarrados a um Estado Social que apenas garante o empobrecimento generalizado da população. Nenhum partido, excepto o PSD, os poderá libertar. E se é verdade que não o tem querido fazer, também parece ser cada vez mais verdadeira a ideia de que não lhe resta outra alternativa que não passar a querer. O líder do PSD, seja qual for o seu nome, terá de perceber isto, se quiser libertar o partido da letargia que o tem caracterizado, e os portugueses do Estado que os sufoca. E terá de perceber que, ao contrário dos seus antecessores, terá de conduzir a opinião pública, em vez de ser conduzido por ela. O melhor candidato á liderança será aquele que melhor perceber isto. Passos Coelho não o será certamente, embora provavelmente venha a ser o vencedor. Resta saber quem merecerá mais o cargo, se Rangel se Aguiar Branco. Talvez este Congresso sirva para o perceber.
Parte das aplicações erradas de dinheiros públicos (e não só) advém do facto das pessoas que as propõem não entenderem o conceito de Custo de Oportunidade. Um exemplo está aqui, nos comentários do Luis Rainha a este post.
Explicando: O Manel é dono de um prédio de três andares. Aluga-o ao Joaquim por 2000€ mensais, mas guarda um dos andares para poder emprestar gratuitamente aos amigos. O Joaquim até podia estar disposto a alugar a totalidade dos andares, por um preço total de 3000€. Mas o Manel não quis, preferindo ficar com a disponibilidade desse andar para os tais empréstimos aos amigos. A diferença entre a renda total potencial e a renda efectiva é de 1000€. Chama-se Custo de Oportunidade. O valor que o Manel teria recebido se alugasse a totalidade do prédio. Ou, correspondentemente, o custo do empréstimo gratuito aos amigos do Manel.
Não parece um conceito transcendente. But you’d be surprised.
Esta semana estou, juntamente com a Antonieta Lopes da Costa, em debate com Bernardo Pires de Lima e Pedro Lomba. Em cima da mesa estão alguns dos principais temas da actualidade:
1) Congresso PSD – O maior partido da oposição reúne este fim-de-semana para discutir a escolha da sua nova direcção. Dos quatro candidatos existentes até agora, há algum que marque a diferença?
2) Reino Unido – A três meses das legislativas, nem Conservadores, nem Trabalhistas parecem próximos da maioria absoluta habitual naquele país. O que tem faltado aos Tories para convencer o eleitorado?
3) PEC – O governo apresentou o Pacto de Estabilidade e Crescimento, com vista ao controle das contas públicas até 2013. Há alguns cortes nas despesas, mas também uma aposta forte nas receitas. Será suficiente?
4) Eleições no Iraque - Realizaram-se as segundas eleições legislativas no Iraque, desde o afastamento de Saddam Hussein do poder. O acto foi motivo de congratulação por parte de Gordon Brown que defendeu ter sido a guerra feita pelas razões certas.
O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 14 de Março, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil.
“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.
Luís Rainha, não é necessário abespinhar-se tanto só porque o linkei num dos poucos textos em que escreveu com senso.
Quanto à campanha estúpida de pedagogia socialista e outras semelhantes, a CML não tem nada de ceder espaço na sua rede de MUPIs, nem sequer devia ter uma rede de MUPIs, mas, tendo-a e não querendo colocar nada referente à CML nelas, que as alugasse a empresas de publicidade. Ceder as MUPIs à ILGA é um subsídio em espécie.
Quantos aos velhotes que, coitadinhos, seriam realojados num qualquer bairro social, ai como eu gosto desta esquerda taaaaaão preocupada com os pobrezinhos e que nem faz ideia de como vivem esses pobrezinhos (a não ser, claro, que isso apareça numa qualquer peça de teatro subsidiada). Permitam-me um momento Loução-eu-sei-o-que-é-o-sorriso-de-uma-criança. Vivi durante oito anos numa zona antiga da cidade, ao lado de dois prédios propriedade da CML. Esses dois prédios alojavam uma associação recreativa, uma família de trintões com filhos e, sobretudo, idosos. Esses prédios, durante os oito referidos anos, foram os únicos da rua que não sofreram qualquer obra. Esses prédios estavam pré-devolutos, com pedaços da fachada já inexistentes, com as guardas das varandas em perigo de queda iminente, com infiltrações por todo o lado que, inclusivamente, se propagavam para os prédios laterais.
Eu não gostava de viver num bairro social e presumo que o Luís Rainha também não. A diferença entre mim e o Luís Rainha é que eu conheço pessoas (e não é pelo teatro subsidiado nem pelo livros do Soeiro Pereira Gomes) que acham as casas sociais lindas, que aspiram a viver numa casa de habitação social, que vêem como uma melhoria substancial a mudança para um bairro social. A diferença entre mim e o Luís Rainha é que eu vejo que os tais ‘velhotes’ ficariam muito mais bem servidos num bairro social e o Luís Rainha, for the sake of the argument, os pretende manter em prédios pré-devolutos (que poderiam render bom dinheiro à CML e até, depois de recuperados, permitir trazer gente nova para viver no centro de Lisboa). Mas nada que surpreenda. A melhoria das condições de vida das populações nunca foi muito cara à esquerda; sempre preferiram igualizar toda a gente no nível mais baixo
Coisas que acontecem no país campeão do “eduquês” e da “inovação educativa”, não faltando sequer uma etiqueta moderna para descrever o caos, a indisciplina, o desrespeito e a bandalheira instaladas em muitas escolas portuguesas: Professor vítima de bullying preferiu morrer a voltar ao 9º B
Na véspera das aulas com aquela turma, Luís ficava nervoso. Isolava-se no quarto e desejava que o amanhã não chegasse. Não queria voltar a ouvir que era um “careca”, um “gordo” ou um “cão”. Não queria que o burburinho constante do 9.º B e as atitudes provocatórias de alguns alunos continuassem a fazê-lo sentir aquela angústia. O peso no peito. O sufocante nó na garganta. Luís não era um aluno. Tinha 51 anos e era professor de Música na Escola Básica 2.3 de Fitares, em Rio de Mouro, Sintra. Era. Na semana antes do Carnaval, decidiu que não voltaria a ser enxovalhado. Pegou no carro e parou na Ponte 25 de Abril. Na manhã do dia 9 de Fevereiro, atirou-se ao rio.
Luís não avisou ninguém do acto radical. Mas radicalizou, segundo a família e os colegas, os apelos junto da direcção da escola para que resolvesse a indisciplina, em particular naquela turma. Fez várias participações que não terão tido seguimento. O PÚBLICO tentou ouvir a directora da escola, que justificou que só presta declarações mediante autorização da Direcção Regional de Educação de Lisboa. Fizemos o pedido e não recebemos resposta. Contudo, foi possível apurar que a Inspecção-Geral da Educação tem participações do alegado incumprimento da legislação sobre questões disciplinares por parte da direcção daquela escola.
Professor de Música atira-se ao rio para não enfrentar os alunos
Houve vezes em que L. V. C. expulsou os alunos da sala, vezes em que fez participações disciplinares. Foram pelo menos sete as queixas escritas que terá feito à direcção da escola, alertando para o comportamento de um aluno em particular. Colegas e familiares do professor de música asseguram que a direcção não instaurou nenhum processo disciplinar.
O i tentou confirmar esta informação, mas a directora do agrupamento escolar, Cristina Frazão, explicou que só prestaria esclarecimentos mediante autorização da Direcção Regional de Educação de Lisboa. Contactada pelo i, a entidade não respondeu até ao fecho desta edição. A Inspecção-Geral de Educação, também contactada pelo i, remeteu o caso para o Ministério de Educação que, por seu turno, não prestou esclarecimentos.
O i teve acesso a uma das participações feitas pelo professor de música. No dia 15 de Outubro de 2009, L. V. C. dirigiu à direcção da escola uma “participação de ocorrência disciplinar”, informando que marcou falta disciplinar a um aluno e propondo que fossem aplicadas “medidas sancionatórias”. Invocou vários motivos, entre os quais “afirmações provocatórias”, insultos ou resistência do aluno em abandonar a sala.
O professor de música desabafou que não suportava mais dar aulas àquela turma do 9º ano: “Nos últimos meses, já se acanhava perante os seus alunos como se tivesse culpa”, explicou ao i um familiar. Atravessar o corredor da escola foi um dos seus pesadelos, é aí que os alunos se concentram quando chove: “Um dia, chamaram-lhe cão.” Nos outros dias, deram-lhe “calduços” na nuca à medida que caminhava até à sua sala de aula.
Arnab Das, economista da Roubini Global Economics (Jornal de Negócios)
O plano vai na direcção correcta, mas é demasiado ambicioso nas projecções de crescimento e pouco ambicioso nos cortes de despesa. Em termos de crescimento, parece difícil crescer tanto sem implementar reformas estruturais no mercado de trabalho, nos serviços e em outras áreas. Isto é essencial para resolver os problemas de competitividade. Do lado orçamental, os cortes de despesa podem ser difíceis de implementar e dolorosos mas, ao contrário das receitas, os gastos são uma variável controlável. Isto pode parecer duro, mas nós sabemos que isto é o que mais provavelmente funcionará.
Através do Público fiquei a saber que os realizadores e produtores de cinema portugueses fizeram um Manifesto pelo cinema português, onde alegam que “nunca como hoje ele esteve tão ameaçado”.
E por esse motivo, e após vários considerandos, rematam a petição da seguinte forma:
O cinema português, que vale a pena, tem hoje em dia, apesar da paralisia, quando não da hostilidade, dos poderes públicos, um indiscutível prestígio internacional. Os seus realizadores, actores, técnicos, produtores, não deixaram de trabalhar apesar de tudo o que se tem vindo a passar. Está na altura de os poderes públicos assumirem as suas responsabilidades.
É necessária uma nova Lei do Cinema, mas é urgente uma intervenção de emergência no cinema português.
Para mim não está em causa a qualidade ou falta dela do cinema português, tal como me é indiferente se fazem filmes para o público ou não (no cinema, nunca andei atrás dos blockbusters), pois, mais uma vez o que está aqui em questão é haver uma actividade subsidiada por dinheiros públicos. Por que raio é que o pessoal das actividades ditas culturais pensa que tem que ser subsidiado pelo Estado? Por ser culto e ilustrado? Enfim…
Mais informações aqui, caso haja alguém interessado em contribuir.
China will toughen requirements for reporters by launching a new certification system that requires training in Marxist and communist theories of news, a media official said, citing problems with the current crop of mainland journalists.
The South China Morning Post reported Thursday that Li Dongdong, deputy director of the General Administration of Press and Publication, said some reporters were giving Chinese journalism a bad name because they hadn’t been properly trained. She didn’t give any specific examples.(…)
Communist theories of journalism say media should serve the leadership and not undermine its initiatives — a stark contrast to the independent government watchdog role many democracies embrace.
Há que reconhecer que os socialistas lisboetas sempre preferiram gastar dinheiro em coisas mais vistosas, como paradas gay, campanhas disto e daquilo, fundações sem objectivo que não fazer publicidade às figuras gratas à esquerda que lhe dão o nome, e outras coisas igualmente inúteis, em vez de resolver os pouco sexy problemas dos munícipes, como possibilitar-lhes movimentarem-se em ruas sem crateras sucessivas e que obriguem a guiar aos esses em cada rua e a suportar estoicamente os impactos dos buracos se estes estão disfarçados com o carro da frente ou a água da chuva. Santana Lopes (o tal senhor que resolveu dois ou três problemas na minha vida quotidiana) chegou mesmo a fazer dos buracos que tapou nas ruas de Lisboa a mensagem de uma tola campanha de cartazes. Isto porque, quando chegou à presidência da CML, Lisboa estava cheia de buracos nas ruas.
Provavelmente desde Santana Lopes que não se tapam buracos em Lisboa e por estes dias a cidade está inacreditável com a quantidade de pedaços de estrada que desapareceram. A CML de António Costa, que disse vagamente antes da campanha eleitoral que ia tapar uns buracos, que deixou que as ruas de Lisboa se degradassem a este ponto (talvez deliberadamente; sou só eu que me recordo que o senhor alcaide não vê com bons olhos a circulação em carros particulares e tem feito tudo para dificultá-la?), vem agora desresponsabilizar-se: a culpa é da chuva, claro está (invernos chuvosos foi coisa que nunca se viu), e da oposição na câmara que não quer aprovar o orçamento para 2010 com os seus quase 9 milhões de euros para tapar os tais buracos que a inédita chuva (que não, nunca, a incúria municipal) originou. Ora sendo inevitável que se tapem os buracos das ruas de Lisboa (parece que se gasta um dinheirito em indemnizações e mesmo eu já estive mais longe de ir reclamar o custo de umas sessões do quiroprático para alinhar as minhas sofridas vértebras) e fazendo muito bem a oposição camarária em conter as despesas, aqui vão algumas sugestões para se encontrar o dinheiro para pagar o remendo dos buracos:
2) A cedência da Casa dos Bicos por vinte/trinta anos a uma qualquer instituição privada que suporte os custos das obras necessárias e ainda desembolse agora algum dinheiro pelo uso do espaço.
3) Canalizar para as ruas de Lisboa o dinheiro destinado a campanhas estúpidas de pedagogia socialista.
4) Vender vários prédios propriedade da CML (daqueles que mesmo com habitantes - que poderiam ser realojados nas casas de habitação social cujos arrendatários não paguem as rendas - estão pré-devolutos por incapacidade da CML manter aquilo que teima em não alienar).
5) Cortar os subsídios aos artistas que insistem em viver do dinheiro dos contribuintes.
Estou certa que estas medidas seriam muito mais do que suficientes para encontrar os 8,8 milhões de euros necessários para tapar os buracos e melhorar a qualidade de vida dos lisboetas, o que, parecendo que não, devia ser o objectivo do alcaide Costa.
Nota: Nuno, seis anos atrás tive oportunidade de publicar post com olhar alternativo sobre a mítica personagem de Robin dos Bosques, que a seguir transcrevo.
“Roubar os ricos para dar aos pobres” é o lema do famoso justiceiro que a classe política sempre gostou de citar – só que, hoje, em vez de “roubo” chamam-lhe impostos.
No clássico filme com o supracitado título (“The Adventures of Robin Hood” – 1938), o personagem interpretado por Errol Flynn, depois de capturar Lady Marion e o Xerife de Nothingham, oferece um banquete aos seus novos “convidados”. É nesta cena que Robin pergunta ao seu bando de ladrões o que devem fazer com o dinheiro roubado. Resposta: “pagar o resgate de King Richard [Rei Ricardo?]“.
«Contra tudo e contra todos» diz Saramago. Ou seja, contra os contribuintes, mas com o seu dinheiro.
Para lembrar o aniversário de Astor Piazzolla e libertar momentaneamente da asfixia.
El 95% de lo recaudado por Bob Geldoff para Etiopía fue para la compra de armas (Libertad Digital)
Un ex comandante de las tropas rebeldes corrobora la información y acusa al líder de los insurgentes de haber planeado el expolio con el fin de mantener la guerrilla. Se da la circunstancia de que aquél líder de la guerrilla rebelde es el actual presidente de Etiopía, quien en aquellos momentos decidió que todo el dinero proveniente de la ayuda exterior, incluido lo enviado por la organización de Bob Geldoff, fuera repartido de la forma siguiente: la mitad para la compra de armas, otro 45% para “gastos de organización” (sic) y el 5% restante para darle alimentos a la población civil.
Por su parte, el portal “Ethiosun” opina que “Geldoff es incapaz de comprender que millones de personas han muerto de hambre y víctimas de un genocidio en Etiopía con el apoyo que él y los organizadores de Live Aid prestaron a los tiranos que actualmente gobiernan un país de 80 millones de personas”.
Conta La Fontaine que no tempo da bonança uma cigarra simpática optou por mandriar, em vez de fazer como a formiga, que se concentrou no trabalho. Chegados os tempos difíceis – que chegam sempre -, a cigarra acordou da doce mansidão para uma realidade exigente; a formiga estava preparada para o Inverno, a cigarra não: “Achou-se em penúria extrema, na tormentosa estação”, diz-nos Bocage. A crise afectou as economias um pouco por todo o mundo, mas tem vindo a ser sentida com maior intensidade naquelas que, como a cigarra, se prepararam pior nos tempos de bonança.
A má notícia é que a crise internacional veio pôr a nu as nossas fragilidades estruturais, fruto em boa parte de quinze anos de más políticas, que nos trouxeram uma sensação de progresso, mas que conduziram a que sejamos hoje um país com um tecido económico e social pouco resistente à adversidade. A boa notícia é que é da nossa natureza reagir às contrariedades. Na emergência das dificuldades, os portugueses são habitualmente capazes de se unir para corrigir os erros.
A economista Carlota Perez, de passagem por Lisboa, alertou-nos para o facto de todas as crises do capitalismo terem dado lugar a novas épocas de prosperidade. Ao momento da inversão chamou “the turning point”: a hora em que tudo se prepara, em que se criam as condições – ou não – para crescer na bonança e resistir às dificuldades que necessariamente voltam, nalgum momento no futuro.
Portugal deve saber evitar os chamamentos fáceis das cigarras e fugir de experimentalismos políticos, para apostar numa esperança não utópica, numa liderança experiente, exigente, serena, que saiba unir os portugueses para os desafios que se avizinham. No PSD, claramente, este é o perfil de José Pedro Aguiar-Branco.
O que é preciso em Portugal para haver um “escândalo”? Que critérios têm de ser cumpridos para o eleitor português atingir o ponto de saturação?
PS: A propósito do pudor com que os nossos representantes políticos gerem dinheiros públicos, ver aqui o vídeo da entrevista em que a deputada Inês de Medeiros acha ridículo questionar o uso do dinheiro dos contribuintes para a) viagens internacionais semanais para ir limpas a casa, b) financiar (via Rui Pedro Soares e José Penedos) festivais, c) fazer negócios com intuito de condicionar a comunicação social. Nada de “muito grave”, tudo assuntos que apenas merecem escárnio e que só interessam à “opinião pública”, essa coisa vil.
Deve fazer parte do PEC. Visto que há mais telemóveis que portugueses o Governo pretende começar a cortar por aqui aumentando o custo de aquisição do aparelho.
Na Grécia vive-se o sonho de qualquer Keynesiano:
Rioters used sledge hammers to smash the glass fronts of more than a dozen shops, banks, jewelers and a cinema. Youths also set fire to rubbish bins and a car, smashed bus stops, and chopped blocks off marble balustrades and building facades to use as projectiles.
Os incentivos que vão ser dados para a reconstrução de tudo isto praticamente garantem a recuperação económica.
Ana Margarida Craveiro acerca de entrevista de Cavaco Silva:
[Cavaco Silva] mencionou (…) com um certo orgulho a ausência de vetos políticos e envios para o Tribunal Constitucional, enquanto garantia de estabilidade. Ora, este entendimento do papel do Presidente revela que Cavaco percebe, estranhamente, muito pouco sobre o regime que vigora em Portugal, o semipresidencialismo. A Constituição oferece espaço para o Presidente exercer um poder político, dentro de certos limites, construídos não só formalmente, mas pela experiência do regime, à medida que diferentes personalidades ocuparam o cargo e o foram transformando. Há um motivo para isto ser assim: em Portugal, o Presidente da República é eleito directamente, por sufrágio universal. Ou seja, tem uma legitimidade democrática que não pode ser escamoteada, e que se traduz directamente numa responsabilidade política. Cavaco Silva não foi eleito para ser uma espécie de rei sem trono, a receber delegações de cidadãos e atribuir comendas; Cavaco Silva não foi eleito para dar lições esporádicas sobre a importância do emprego dos jovens, ou a pobreza nos distritos do interior. Antes das presidências abertas estão as suas competências constitucionais, de garante das instituições e fiel servidor da democracia. É por aí que ele deve ser Presidente, é por isso que gastamos tempo e dinheiro a eleger um Presidente. Se Cavaco Silva não entende os princípios básicos do seu cargo, então lamento muito, mas não vale a pena estar lá.
Imperador Carlos V a receber o Globo, por Parmigianino (1529).
Estou a ler este livro sobre a luta entre cristãos e muçulmanos pelo domínio do Mediterrâneo no século XVI. Solimão versus Carlos V e depois Filipe II. O Ocidente contra o Leste. O futuro e os novos oceanos, contra o passado e a crença do ‘Mar Branco’ como ainda o centro do mundo. Tudo normal, tal qual outra leitura qualquer, até que Solimão decide cercar a ilha de Rodes, então uma base da Ordem dos Hospitalários, e deparo-me com um homónimo: André Amaral, não conseguiu ser grão-mestre da ordem pois foi preterido para o velhote L’Isle Adam. O meu homónimo era português e pertencia ao sector espanhol da ilha. É interessante como um nome nos aproxima de uma personagem, a vários séculos de distância e com uma missão na vida onde não me viam nem pintado. Além do mais, de acordo com uma breve pesquisa que tive o cuidado de fazer, não era lá muito simpático e, fiquei com a ideia, também um pouco cruel. Não teve um fim muito agradável. Morto pelos próprios companheiros quando, já perto da rendição aos turcos, a paranóia de uma possível traição minou as relações entre cristãos. Mas um nome é um nome e nestas coisas a solidariedade impõe-se. Há quase quinhentos anos, um tal André Amaral respirou tempos de guerras agora idiotas. Guerras sem sentido e qualquer interesse. Alguém que se perdeu por algo que lhe parecia importante, mas que hoje ninguém lembra. Um nome que os poucos que lêem não registam, menos eu que achei graça.
A deputada Inês de Medeiros, a tal que apesar de eleita por Lisboa achava que a AR lhe devia uma ida e volta semanal em executiva para Paris, declara que “Se Sócrates mentiu, nem acho que seja muito grave”. Vejam a entrevista na integra. A menina Inês revela não ter um pingo de vergonha e qualquer respeito por quem a elegeu e lhe paga o ordenado. Relembro que a deputada Inês faz parte da Comissão de Ética da AR.
Quando o seu líder segue políticas idiotas só mesmo Deus poderá salvar um país da ruína. Pobre Venzuela. Pobres venezuelanos.
Inesperadamente, a economia portuguesa voltou a mergulhar em terreno negativo na recta final de 2009, tendo fechado o ano com uma contracção em cadeia no quatro trimestre de 0,2%. O risco de uma nova recessão voltou a estar à espeita.(…)
Os novos dados conferem maior probabilidade ao risco de a economia portuguesa sofrer uma recaída ao longo deste ano e voltar a mergulhar numa recessão. Isto porque a recuperação tem estado assente nos gastos públicos que, por virtude do combate ao défice orçamental, vão ter de ser necessariamente encolhidos.
Imagino que quem, há 7 meses, proferiu estas declarações triunfantes deve estar a sentir-se algo ridículo.
O João Pinto e Castro acha que um “director de uma cadeia de televisão [que tinha] uma mulher que desempenha[va] funções de destaque na respectiva Direcção de Informação” era um flagrante caso de nepotismo. O que dirá ele dos casos de um governo ou empresas directa ou indirectamente controladas pelo referido governo onde por obra e graça do acaso surgem sobrenomes idênticos aos de ilustres socialistas?
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