O Insurgente

Março 16, 2010

No gira-discos

Filed under: Cultura — ruicarmo @ 22:33

A coffin for two, dos The Soaked Lamb.

A lei da rolha do PS

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 18:30

As virgens ofendidas do PS estão escandalizados com o estatuto que foi aprovado no congresso do PSD. Apesar desse estatuto ser uma imbecilidade (se se mantiver, eu serei com certeza expulsa nas próximas eleições em que participar o PSD), o escândalo do PS é ainda mais ridículo que a norma aprovada. É que no PS, mesmo sem estatuto (?), o carneirismo e a falta de espírito crítico com o líder de momento são norma, inclusivé antes dos sessenta dias anteriores dos actos eleitorais. E só assim se explica que um vergonhoso primeiro-ministro, que em surdina os socialistas reconhecem ser um mentiroso compulsivo e sabe-se lá mais o quê, tenha tão pouca contestação no PS. Sejamos claros: se fosse o PSD o partido do governo e o seu pm fosse suspeito de ter tirado a licenciatura com favores, de ter assinado projectos de arquitectura de outros, de ter fugido ao pagamento da siza na compra do seu apartamento, de ter recebido subornos para licenciamento de um centro comercial, de acabar com um jornal televisivo que lhe era hostil, de conceber um plano para, aí sim, pôr uma rolha na comunicação social, se isto sucedesse com o PSD, meio partido andaria em estado de guerra contra o governo. Há as reações a Santana Lopes (um menino de coro comparado com Sócrates) a atestar o que digo.

Senhores socialistas, dêem lições, se vos apetecer, a Hugo Chavez. Para lições ao PSD são claramente pouco qualificados.

Spin ou ignorância?

Filed under: Media,Portugal — LT @ 16:45

Como o André já aqui referiu, a comunicação social faz hoje eco da divulgação pela PT no seu R&C de 2009 da remuneração (fixa e variável) dos seus administradores relativamente ao ano passado.

E de uma forma relativamente uniforme, o destaque é dado ao facto de ganharem consideravelmente menos que os administradores de operadoras europeias de telecomunicações. O Jornal de Negócios realça ainda que “o CEO de telecomunicações mais bem pago na Europa é Vittorio Colao, presidente executivo da Vodafone, que auferiu em 2008 (últimos dados disponíveis) uma remuneração total de 14 milhões de euros, um valor sete vezes e meia superior ao de Zeinal Bava”.
(mais…)

“O Estado dá a visão, mas agora resta executar.”

Filed under: Ambiente,Economia,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 16:12

Foi isto que o nosso Primeiro-Ministro disse hoje na apresentação de uma “nova estratégia para a energia” que “prevê uma aposta reforçada nas energias renováveis no país e na eficiência, um investimento global de 31 mil milhões de euros, e a criação de 120 mil postos de trabalho, no horizonte de 2020“. O problema é que o Estado dá bem mais do que a visão, dá o dinheiro dos contribuintes, os tais que vão ver os seus impostos aumentados para pagar a governação socialista.

Como estou já algo estou algo enjoado com esta treta das energias renováveis, vou passar a palavra à Megan McArdle:

Green jobs have become the ginseng of progressive politics: a sort of broad-spectrum snake oil that cures whatever happens to ail you.  They are the antidote to economic malaise, an underskilled labor force, the inherent unwillingness of the public to suffer any significant economic and personal dislocation in order to save the environment.  They enhance nationalistic vigor. (If we don’t act now, the Chinese will steal all of our green jobs!)  They stave off aging of stale political platforms.  And I’m pretty sure they’re good for bunions, too.

Obviously it is true that if we subsidize various environmental activities, this will create jobs for some people.  Unfortunately, it will also destroy jobs for other people–people who make the things that would otherwise have been purchased with tax dollars.  They may partially offset the economic losses of switching off a very efficient, cheap, high density energy source.  They will also, hopefully, give us cleaner, cooler air to breathe.  But they do not represent a net improvement in either GDP or the unemployment rate.  They represent a loss.

But they’re green!  And green is such a pretty color.  Also, everyone loves frogs.  So who could possibly be against my green jobs except some cranky libertarian?  And even this crazy libertarian isn’t really against the green jobs, as such . . . only the ridiculous way politicians use green jobs to shield them from hard questions.”

A importância da memória

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:38

Dados que importa ter presentes na avaliação do PEC 2010-2013: O que previa o PEC 2005-2009? Por João Miranda.

A crise não chegou aqui

Filed under: Double standards,Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:37

PT: Rui Pedro Soares ganha prémio de 600 mil euros

O antigo administrador da Portugal Telecom, arguido no caso Face Oculta, recebeu um prémio da empresa de 587 mil euros em 2009, pelo seu desempenho durante o triénio de 2006 a 2008.

Quanto ganham os gestores da PT? Saiba aqui

No total, o chairman e os sete gestores executivos da Portugal Telecom ganharam 3,2 milhões de euros em 2009.

Afinal, o subsídio de desemprego desincentiva o trabalho…

Filed under: Comentário,Double standards,Economia,Media,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 14:24

Nada como uma crise para que os social-democratas (ou pelo menos os social-democratas que não são totalmente irresponsáveis) redescubram a importância de aplicar nas políticas públicas conceitos básicos de teoria económica. Se não viesse de um governo socialista, isto seria certamente um rude golpe nos “direitos dos trabalhadores” e uma medida eivada do mais feroz “economicismo” e “ultra-neo-liberalismo” (porventura de cariz fásssizante). Assim é apenas uma medida benévola que visa “promover um mais rápido regresso á vida activa”.

Agora é que os Gregos Estão Tramados

Filed under: União Europeia — Tomás Belchior @ 14:07

Portugal indisponível para “acudir” a Grécia

Os alemães que paguem a crise. A coesão é só para quem pode.

A Tolerância como Cobardia

Filed under: Cultura,Double standards,Internacional,Religião — Tomás Belchior @ 13:27

Os países escandinavos são tolerantes. Como são tolerantes, são sociais-democratas, e como são sociais-democratas, têm ministérios da igualdade e outras instituições “progressistas” desse género que, entre outras coisas, servem para promover exemplos meritórios de lutas pela inclusão. Foi o que aconteceu no ano passado na Noruega, quando um senhor chamado Mahdi Hassan foi nomeado “Cidadão Exemplar do Ano” por andar a ajudar os jovens de Tynset.

O problema surgiu quando o Sr. Hassan, muçulmano, veio para os jornais defender a proibição (?) da homossexualidade por motivos religiosos e que cada país devia ser livre para decidir se a homossexualidade devia ser punida com a pena de morte. Problema digo eu porque o líder do partido socialista de Tynset acha que o Sr. Hassan tem todo o direito de ser contra a homossexualidade já que é um princípio que está de acordo com a sua (do Sr. Hassan) religião. Aparentemente a igualdade só é extensível aos muçulmanos. Para os homossexuais a coisa fia mais fino.

Como disse o Roger Kimball, se um antropólogo é alguém que respeita todas as culturas excepto a sua, no ocidente agora somos todos antropólogos.

(Via Secular Right)

O Zorro que Há em Mim

Filed under: Economia,Portugal — Tomás Belchior @ 12:20

O Governo descobriu, ao fim de 5 anos, que afinal andava a ser demasiado brando com os desempregados. Foi preciso estarmos à beira do colapso financeiro para que alguém no Ministério das Finanças se apercebesse de que ao baixarmos o preço do desemprego, a procura de desemprego sobe. O problema destas epifanias impostas pelas circunstâncias é que não passam de uma ilusão. O Governo não vai fazer ajustamentos no subsídio de desemprego porque encontrou uma maneira inovadora de equilibrar a relação entre equidade e eficiência. O Governo vai fazer ajustamentos porque em situação de emergência acha que pode pura e simplesmente esquecer a questão da eficiência.

Ao contrário do que se anda para aí a dizer, o subsídio de desemprego não serve apenas como protecção social dos desempregados. Se servisse, podíamos realmente dizer que é injusto dar apoios públicos a quem não quer trabalhar, por muito falaciosas que essas generalizações fossem, e ficarmo-nos por aí. Mas o subsídio de desemprego desempenha uma função importante que os nossos governantes não estão interessados em considerar e que a nossa imprensa não está interessada em compreender: permite que os desempregados não sejam forçados a aceitar o primeiro emprego que lhes apareça à frente. Porque é que isto é importante? Porque esta folga evita que engenheiros desempregados se tornem caixas de supermercado, que caixas de supermercado se tornem desempregados de longo prazo, e que a produtividade da economia portuguesa vá pelo cano abaixo.

É por estas e por outras que devemos desconfiar quando aparentemente um Governo miserável de repente vê a luz. A luz que o Governo viu foi a necessidade de poupar dinheiro e, quando não há capacidade nem coragem para mais, poupa-se dinheiro por decreto. As subtilezas da política económica deixam de ser relevantes quando a governação se reduz a um espaço unidimensional. Pode ser uma situação confortável para um Governo que tem alguma dificuldade em compreender o mundo real mas, para nosso azar, são precisamente essas subtilezas que nos permitiriam sair do buraco que o Governo está a cavar em nosso nome.

Enterrar a herança guterrista

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:26

“Já é tempo” de se começar a pagar nas Scut, diz Teixeira dos Santos

Março 15, 2010

O vento que passa

Filed under: Política,Portugal — ruicarmo @ 20:04

Ou mais um punhado de boas razões para não votar Alegre.

Unicamente propaganda

Filed under: Videos — elisabetejoaquim @ 19:50

Aquando a Comissão de Inquérito Parlamentar de Camarate, em 1995, José Esteves foi acusado de ter colocado a bomba a bordo do avião que vitimou Sá Carneiro, e negou tudo.

Há três meses, José Esteves criou uma conta no YouTube para explicar: «No fundo aquilo que eu fiz não foi para matar ninguém, foi para se incendiar o avião. Eu não fiz nada para matar ninguém, foi só unicamente para fazer propaganda, como se dizia no tempo de Hitler, para que o avião se incendiasse no fundo da pista.»

Isto é do The Office

Filed under: Ambiente,Cultura,Portugal — ruicarmo @ 19:36

Depois da cena ridícula de uma lei interna que remete para uma democracia popular, a acção do episódio passa pela aprovação (com o carinho dos sócios que representam o estado na REN)  de um bónus a José Penedos, por bons serviços.  É estratégico,  é quase anti-patriótico não defender a presença do estado nas empresas.

Bom senso de Aguiar-Branco

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:36

Uma posição sensata de José Pedro Aguiar-Branco, ainda que possa ser (?) impopular no interior do PSD: Aguiar-Branco vai pedir averiguação sobre constitucionalidade da “lei da rolha”

Em declarações aos jornalistas no final de uma visita à Costa da Caparica, em Almada, no quadro da campanha para as eleições directas do PSD, José Pedro Aguiar-Branco disse que vai, “junto do conselho nacional de jurisdição, levantar a inconstitucionalidade da medida”.

O objectivo, acrescentou, é “impedir a entrada em vigor da norma”, aprovada no XXXII congresso nacional do partido, que decorreu a 13 e 14 de Março, em Mafra.

“Se o pedido ao conselho nacional de jurisdição não surtir efeito, uma vez presidente do partido vou promover essa alteração”, garantiu.

Leitura complementar: Asfixia democrática no PSD; Asfixia democrática no PSD (2).

Instrumentos de progresso (2)

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 18:13

Não sei por que motivo ainda se admiram com estas notícias. Então as leis não são um meio para mudar as mentalidades? Qual é a mentalidade ideal!?, aquela para à qual devem convergir os hábitos de todos cidadãos? A resposta é óbvia, é a mentalidade moderna, progressista e asséptica que hoje em dia podemos encontrar em qualquer cantinho urbano-chique (devidamente regulamentado), nas universidades bem-pensantes e nas comissões de igualdade que se escandalizam com publicidade cervejeira. Porque é que estes torquemadas acreditam que os seus modelos, que tentam impor ao resto da população, ora legislando, ora apontando um dedo acusador e irado, são superiores? Sobre isso, só podemos ventilar hipóteses: egos desmesurados, talvez, temperados com alguma falta de educação; ou apenas défice de tolerância, apesar de andarem sempre com a palavra na boca. Mas deixemo-los continuar que vão muito bem. Quando se cansarem de mais esta versão do Homem Novo, ou quando o ridículo atingir o ponto de saturação, cá estaremos para limpar os estragos. Como sempre.

(Donald Sutherland em The Invasion of the Body Snatchers.)

Finais anunciados

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 18:03

Acho certa graça a quem hoje acredita que o CDS substituirá o PSD. Serão os mesmos que, quando Portas derrotou Ribeiro e Castro, vaticinaram o fim do CDS?

Um fenómeno mediático jugular-passista

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:01

Duarte Schmidt Lino sobre um dos mais fascinantes fenómenos do panorama mediático do Portugal socrático: É um Eixo, de facto.

Não me surpreendeu o despudor de PML. Esse ângulo já ficou destapado inúmeras vezes na sua relação com José Sócrates e com o socratismo (o político e o mediático). Surpreendente foi PML estar convencido que engana alguém. O que impressiona é a ingenuidade e incapacidade de análise deste auto-proclamado analista.

O PML acha mesmo que consegue afirmar que não é “passista” (sic) numa mesa sem ninguém se rir ?

(…)

Não lhe é pedido muito, apenas o cumprimento da mais elementar das regras: transparência com o público. Até porque não mudaria nada. PML não passaria a ser visto como comentador de facção, porque esse rótulo já o acompanha.

Este episódio só serviu para mostrar aos ainda distraídos que transparência e lisura não são consumo para esta personagem.

(via João Gonçalves: O REINO DA ESTUPIDEZ)

Admirável Mundo Semi-Novo

Filed under: Internacional,Nanny State Watch — Tomás Belchior @ 15:35

Os Ginásios que alertam as mulheres para o perigo de levantar pesos podem ser processados. Insinuar que as mulheres não são tão fortes como os homens pode ser considerado discriminação sexual, tendo em conta a legislação prevista na Equality Bill.

O código, elaborado pela Comissão de Igualdade e Direitos Humanos, inclui uma lista de exemplos de “tratamento menos favorável não intencional”, nos quais as mulheres sejam afectadas.

Não é só nos ginásios que poderão ser visíveis algumas modificações. A nova lei pode significar o final das “ladies nights” em discotecas, onde normalmente as mulheres pagam menos do que os homens.

As alterações não estão apenas relacionadas com a discriminação sexual. Xenofobia e racismo também estão previstas no código. Por exemplo, se três polacos e um inglês forem proibidos de entrar num bar, o inglês pode alegar discriminação racial por associação. Outro exemplo: se uma criança não for admitida num clube de futebol e se os seus pais forem gays, pode alegar discriminação relacionada com a orientação sexual.

Relações entre EUA e Israel na pior situação dos últimos 35 anos

Filed under: Internacional,Médio Oriente,Media,Política — André Azevedo Alves @ 15:17

A evolução da situação no Médio Oriente é mais um inegável caso de “sucesso” da política externa de Obama: Ties between Israel and US ‘worst in 35 years’

Previously the Israeli government had played down the strain in relations with the US.

But the Ambassador to the US, Michael Oren, told a conference call with Israeli consuls general in the US that “the crisis was very serious and we are facing a very difficult period in relations”, the Israeli media reported on Monday.

On Friday, Mr Oren was summoned to the State Department and was reprimanded about the affair, the Israeli Ynet News website reported.

Ynet quoted the ambassador as saying “Israel’s ties with the US are in the most serious crisis since 1975″.

Só uma perguntinha

Filed under: Política,Portugal,XXXI Congresso do PSD — jtcb @ 12:19

Sobre o Congresso do PSD tenho apenas uma pergunta: aquele partido está hoje melhor ou mais forte que na sexta-feira passada? Creio que a resposta é óbvia, e não pode deixar de ser um claro e rotundo não.

Das intervenções dos candidatos a líder não ficou uma única ideia digna de registo.

Das reformas estatutárias ficou apenas a ideia sinistra da lei da rolha.

Ouviu-se por lá dizer que o Governo estava ferido de morte. Estará seguramente. Mas… e o PSD?

PS: Numa paráfrase a uma daquelas pérolas futebolísticas muito repetidas, apetece-me dizer: Portugal estava à beira do abismo e o PSD tomou a decisão acertada: deu um passo em frente.

Pordata: base de dados do Portugal contemporâneo

Filed under: Cultura,Economia,Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 12:11

Para não haver cá badalhoquices: Uma proposta modesta. Por Pedro Magalhães.

Aproveito para recomendar a excelente Pordata, uma oportuna e louvável iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Campanha negra: últimos desenvolvimentos

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:25

José Sócrates continua rodeado de situações “anormais”

Ingleses encontram novos factos que envolvem Sócrates no caso Freeport

A coordenadora da Polícia Judiciária de Setúbal, Maria Alice Fernandes, questionou os magistrados Vítor Magalhães e Paes Faria sobre se o facto de o documento envolver o nome do primeiro-ministro não implica uma intervenção do presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Contudo, os magistrados consideraram que se trata de uma eventual intervenção de Sócrates ainda enquanto ministro do Ambiente. Ainda assim, a carta seguiu sem o nome dos três políticos com a justificação que a investigação tem seguido o rasto do dinheiro e não pessoas em concreto.

Processo do prédio em que Sócrates teve a primeira casa desapareceu da câmara

As dúvidas suscitadas pela forma como foram feitas as obras poderão nunca ter resposta, caso o processo não seja descoberto na Câmara de Lisboa. O PÚBLICO tentou esclarecer algumas delas junto do vendedor, mas, tal como a câmara, não conseguiu localizá-lo. O mesmo fez, também sem sucesso, junto de pessoas que ali adquiriram fracções em 1989/1990. No caso de Sócrates, as perguntas feitas por escrito no ano passado, e novamente na semana passada, não tiveram resposta. No que respeita às obras, a questão fundamental reside em saber se cumpriram o projecto alegadamente apresentado pelo vendedor à câmara e se este foi efectivamente objecto de aprovação e licenciamento. Uma porta-voz do gabinete do vereador do Urbanismo disse ao PÚBLICO que o desaparecimento de processos de obras é “uma situação anormal” na Câmara de Lisboa.

Uma lei paradigmática

Filed under: Política,Portugal — Adolfo Mesquita Nunes @ 10:49

A lei da rolha aprovada por larga maioria no Congresso do PSD, que alguns tentarão desvalorizar ou relativizar, ilustra bem a circunstância, a que por várias vezes me venho referindo, de a esmagadora maioria dos militantes do PSD continuar a insistir em não reflectir sobre as derrotas eleitorais que vem sofrendo.

E não se diga que esta lei da rolha foi um mero acidente de percurso no Congresso, uma vez que o sentido da mesma está em linha com o teor da maior parte das intervenções no Congresso, destinadas a demonstrar que o PSD só falhou nos protagonistas e não na linha política que vem seguindo. Esta lei da rolha não é por isso um acidente de percurso. É um paradigma. O paradigma do PSD em 2010, que persiste em não identificar o problema de identidade que tem em mãos e resiste a encontrar outra solução que não seja a rotação de facções ou protagonistas.

O Revisionismo e a tutela política do História

Filed under: Educação,Internacional,Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 10:47

“Uma Ideia de História” de Fernando Gabriel (Diário Económico)

A acusação de “revisionismo” é um pretexto frequente para legitimar a tutela política da história. Recentemente, o presidente russo e o primeiro-ministro israelita pronunciaram-se contra os “abusos de reinterpretação” da história da II Guerra Mundial. Aos russos desagrada a nova historiografia crítica proveniente dos países de leste que ocuparam e governaram por proxies ditatoriais; aos israelitas interessa preservar o monopólio do horror associado ao Holocausto. Sucede que toda a história é reinterpretação crítica, sempre em busca de uma maior coerência: a convicção de que existe um passado objectivo cuja “recuperação” é possível e compete ao historiador é um erro neo-positivista, que possibilita a subordinação da história às conveniências políticas. Aceitar que, em nome da “autenticidade” interpretativa, se silencie a voz crítica da história, é aceitar uma forma subtil mas essencial de empobrecimento civilizacional.

O vencedor do XXXII Congresso do PSD

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:47

O Rui A. leu-me o pensamento e roubou-me o post: o grande vencedor do congresso do psd.

Março 14, 2010

Global Warming skepticism: the real hockey stick (2)

Filed under: Ambiente,Blogosfera,Cartoons,Economia,Educação,Internacional,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:58


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(via AA)

Estes romanos são doidos!

Filed under: Comentário Internacional,Internacional,Política — jtcb @ 23:56

Enquanto cá no burgo o pessoal se entretém em congressos de candidatos a candidatos, lá pela Gália os bravos gauleses continuam a resistir ao invasor.

Afinal, a grande ofensiva, sob o nome de código “voto de protesto” falhou. O grande partido, que representa (ainda que silenciosamente) mais de metade dos eleitores franceses, chama-se abstenção.

Esperava-se uma grande vitória do PS. Se calhar eu fui o único que não a vi, porque a imprensa continua a afirmá-la. Mas eu nunca fui grande espingarda nas contas. Desculpem-me, mas não consigo perceber. Já pedi aos senhores jornalistas para me explicarem isto devagarinho, mas não a consigo ver. É que, de 29% para 27% não vai assim uma distância tão grande. Mas, se calhar o problema é mesmo meu.

Ainda por cima a meio do mandato Sarkozy/Fillon e a meio de uma crise financeira que continua a ameaçar colocar a economia francesa em muito maus lençóis.

Vá-se lá perceber…

Cinco anos de divergência

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 22:00

As coisas são o que são. Por Pedro Correia.

José Sócrates entrou no sexto ano à frente do Governo. Em cada um dos cinco anos anteriores, Portugal afastou-se sempre das médias de crescimento da União Europeia.

Global Warming skepticism: the real hockey stick

Filed under: Ambiente,Blogosfera,Economia,Educação,Internacional,Media,Política,Sondagens,Teoria — André Azevedo Alves @ 21:20


(via AA)

Asfixia democrática no PSD (3)

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:55

Sem a eleição de um líder, sem novidades significativas na corrida pela liderança e (praticamente) sem apresentação de ideias alternativas à governação socialista, o Congresso do PSD fica definitivamente marcado pela “lei da rolha”, um verdadeiro brinde oferecido a José Sócrates pelo PSD.

Nem dá para acreditar…mas é verdade. Por Mário Nuno Neves.
Asfixia e medinho. Por Francisco José Viegas.
Mancha deplorável. Por Luís Rocha.
Quo vadis PSD? Por António de Almeida.
A sovietização do PSD. Por Francisco Almeida Leite.
O PSD a votos (16). Por Pedro Correia.
Detalhes jurídicos. Por Manuel Castelo-Branco.
Uma aprovação norte-coreana. Por Nuno Gouveia.

Leitura complementar: Asfixia democrática no PSD; Asfixia democrática no PSD (2).

Critérios jornalísticos

Filed under: Media — elisabetejoaquim @ 20:48
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Quem não teve oportunidade de seguir o XXXII Congresso do PSD e queira rever os discursos terá de se contentar com uma amostra de cerca de 1,5min dos “pontos altos dos discursos” que a TVI24 seleccionou. Mas quem quiser pode ver integralmente (21:44 min) o discurso do autarca que disse «Não quero água, tragam mas é vinho». Já acerca do discurso de Ferreira Leite, nem discurso nem “pontos altos”, mas pode sempre ver o vídeo em que «Ferreira Leite brinca com tesoura».

Asfixia democrática no PSD (2)

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:24

A reacção era previsível e assume contornos folclóricos, mas neste caso o PSD (incluindo os candidatos à liderança do partido) só tem de se queixar de si próprio pela oportunidade dada ao PS: PS acusa PSD de aprovar norma “estalinista” e de impor “claustrofobia democrática”

“Fiquei incrédulo e estupefacto quando tomei conhecimento dessa alteração estatutária. A confirmar-se essa alteração estatutária, quase 36 anos após o 25 de Abril de 1974, estaremos perante uma verdadeira lei da rolha, uma lei estalinista implementada por um partido democrático”, afirmou Vitalino Canas.

(…)

Depois, Vitalino Canas citou uma acusação feita na anterior legislatura pelo candidato a líder do PSD Paulo Rangel sobre a existência de um clima de “claustrofobia democrática” em Portugal.

“Nos últimos tempos o PSD tem vindo a sustentar que há claustrofobia democrática. Mas afinal a claustrofobia democrática existe dentro do PSD e não do país”, afirmou o dirigente socialista.

Leitura complementar: Asfixia democrática no PSD.

Instrumento de progresso

Filed under: Portugal — Carlos M. Fernandes @ 18:08

Uma boa amostra de propaganda moderna: discreta nas suas intenções, um pouco ingénua até, mas, ao mesmo tempo — como é costumeiro na propaganda —, miserável.

A Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR) e o jornal Ciência Hoje (CH) lançaram um concurso designado por “Dos 0 aos 100 – Histórias de Cientistas”, numa iniciativa conjunta que tem em vista a divulgação da história e património científico da República, recordando acontecimentos, realizações alcançadas em diversos campos científicos e, mais concretamente, evocando os seus protagonistas.

Esta iniciativa enquadra-se no eixo programático República e Ciência, que pretende dar a conhecer e valorizar a história da ciência e da tecnologia e assim fomentar uma cultura científica de base histórica, entendida como instrumento de progresso político, económico e social.

O desafio, lançado a todas as famílias, privilegiando a criatividade dos trabalhos, consiste na elaboração de biografias de cientistas portugueses da República, valorando, nos termos do Regulamento, aqueles cuja actividade foi particularmente relevante durante a I República, incluindo todas as áreas da ciência, sem esquecer as ciências sociais e humanas.

Lula, Fidel e as greves de fome dos presos políticos cubanos

Filed under: Brasil,Internacional,Justiça,Media,Política — André Azevedo Alves @ 18:00

Lula deveria fazer greve de fome. Por Diogo Costa.

Comparar os presos brasileiros aos cubanos é comparar criminosos a vítimas. A equiparação válida é entre os criminosos de São Paulo e o governo de Fidel Castro. Ambos comandam regimes de medo. Em vez de produzir, preferem roubar da sociedade. A diferença é que a bandidagem de São Paulo é marginal, escondida atrás da touca, e a bandidagem de Cuba é oficial, exibida por cima da farda.

Para se redimir, Lula deveria fazer greve de fome até a polícia terminar com a violência urbana no Brasil.

Asfixia democrática no PSD

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:13

Além de ser virtualmente impossível de aplicar de forma objectiva, esta alteração é um verdadeiro tiro no pé no que diz respeito à (já muito debilitada) imagem do partido: PSD: criticar líder pode dar expulsão

O artigo da polémica diz que violação da norma sobre lealdade, «especialmente quando a mesma se consubstanciar na oposição às directrizes do Partido no período de sessenta dias anterior à realização de actos eleitorais», incorre numa infracção grave.

Apesar de não estar especificada qual a sanção a aplicar, um dos castigos aplicáveis a quem incorrer numa infracção grave é a expulsão do partido.

Queremos transparência, não queremos? Eu quero.

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 14:43

Tendo em conta o pantanal promíscuo que José Sócrates patrocinou, seria bom os candidatos a líderes do PSD revelarem, desde já, uma transparência total no seu comportamento. Assim, seria interessante Rangel, JPAB e PPC revelarem de onde vêm os fundos que custeiam as suas campanhas à liderança.

Rangel é muito mais carismático – Live with it. E umas incursões sobre a imagem de Passos Coelho.

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 13:58

Parece que as hostes passistas começam a necessitar de spin para minimizarem a raça dos discursos de Rangel comparados com os flops que foram as intervenções de Passos Coelho. O presidente da CM das Caldas já comentou para as televisões que Passos Coelho ‘é o menos empolgante, é o menos vibrante’ mas que é o mais frio e duro (e veio PPC dizer em entrevista, durante o congresso, que é uma pessoa emocional). Miguel Relvas também já avisa que o estilo calmo de PPC é o que se pretende depois de um primeiro-ministro que grita zangado.

Eu aprecio o profissionalismo e ninguém me verá criticar o profissionalismo da campanha de PPC . Há, no entanto, um problema: quando a imagem e a envolvência é muito cuidada (e profissionalmente cuidada), se o conteúdo fica aquém da forma, tal nota-se mais. É o caso. Este comentário da Cecília M. ilustra bem o que se passou no congresso: havia uma camioneta muito bonita de PPC estacionada à porta do pavilhão, toda a gente recebeu sms´s avisando, entre outras coisas, a hora de inscrição para intervenções, a entrada foi encenada (e novo flop), o primeiro discurso foi (mal) encenado ao milímetro. Sucede que o resultado é mesmo esse: o de uma encenação, o de um candidato de plástico (tal como Sócrates), o de inexistência para além da imagem (tal como Sócrates).

“Faltar à verdade” ou nivelar o discurso com a idade mental do eleitorado

Filed under: Política,Portugal — elisabetejoaquim @ 13:41
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Quantos dias terá o Congresso do PSD? Pessoalmente, o Congresso podia acabar poucas horas depois de começar. Com o discurso de Manuela Ferreira Leite. O que virá a seguir será com certeza babugem eleitoralista e inútil.

(…)

O lado trágico está aqui: as eleições não se ganham com verdades; ganham-se com mentiras porque os portugueses preferem-nas. E se existiu erro no consulado de Ferreira Leite foi o de sobrevalorizar a maturidade dos portugueses; a crença ingénua de que era possível falar para adultos. Não é. Para regressar ao poder, não basta ao PSD eleger um líder e esperar que o eng. Sócrates caia da cadeira. É preciso nivelar o discurso com a idade mental do eleitorado.

Gostaria de poder discordar da última linha escrita por João Pereira Coutinho. Discordar que é necessário mentir, enganar, dissimular, ou o muito em voga «faltar à verdade», para ganhar eleições. Discordar que os portugueses gostam de ser tratados como mentecaptos incapazes de sair da esfera consequencialista do curto prazo. Mas pelo resultado das últimas eleições e pelas estimativas sobre uma eventual nova eleição, não tenho como discordar. Mas posso discordar num ponto. Parece-me que a preocupação de João Pereira Coutinho é vã quanto ao receio de que a oposição a Sócrates não perceba que tem de nivelar o discurso para o vencer: a tendência actual é de embrulhar proto-conteúdo com farinha retórica, a ver se os portugueses engolem e nem dão por ela, que quando estiverem a digerir “já teremos o poder no papo”.

É este o maior legado de Sócrates e a lição que os profissionais da política retiram da derrota de Ferreira Leite: as ideias, a verdade, o diagnóstico, são ferramentas que atrapalham o poder. A Era do poder pós-Sócrates caracteriza-se por essa crença de que a ideologia (como um sistema coerente de ideias) já não tem lugar no discurso político, até porque as ideias têm essa perigosa característica de poderem ser avaliadas, criticadas, e refutadas. Lugares comuns, faltas à verdade que não são mentira mas também não são realidade, coisas que não estão à esquerda mas que também não estão à direita, coisas que não são nada de concreto pois o não concreto é hoje o caminho mais seguro para o poder. Nomear, sequer, conceitos referentes a ideologia é tabu. Quer para criticar a ideologia vigente, quer para apresentar uma que seja alternativa.

Mas há uma consequência, essa sim verdadeiramente perigosa, nessa técnica de esterilização do ideológico na política: é que a política é por natureza a prática de uma sistema de ideias. É ilusão pensar que pode haver acção política sem guia ideológico, um rumo sem um objectivo de chegada. É ilusão pensar que tal coisa como o “realismo político” ou o “pragmatismo político” não se senta no cadeirão invisível da ideologia política. E é perigoso no sentido em que esse ideológico disfarçado (que existe ainda, mas nunca verbalizado pelos políticos nem nunca consciencializado pelo eleitorado) fica imune à avaliação, crítica e rejeição que apenas um debate de ideias possibilita. As ferramentas de combate político afunilam-se progressivamente na injúria, no ataque pessoal, na descredibilizaçõ do adversário, esvaziando-se cada vez mais de qualquer tipo de conteúdo intelectual.

Não censuro os jornais por apresentarem um resumo muito pobre daquilo que no geral foi dito durante o XXXII Congresso PSD. Intrigas, personificação do mal na figura de Sócrates, personificação do bem noutra figura, algumas propostas avulso mas nada de ideias. É de salientar que mesmo num pavilhão que, à partida, reunia no seu interior um eleitorado com um património ideológico comum, houve pudor ou desvalorização do debate de ideias. E não se pense que isso se deveu ao facto de haver um entendimentos espontâneo quanto a questões ideológicas. Basta recordar as sessões no Instituto Sá Carneiro, numas das raras vezes em que há exposição e debate de ideias no interior do PSD, que puseram a nu a profundidade dos desencontros e confrontos ideológicos no interior do partido. Mas não me parece que seja isso que interessa ao PSD explorar, que neste momento se divide em confrontos internos que nada têm que ver com a defesa de ideias.

De um ponto de vista interno ao PSD é pena que o próprio partido desperdice o legado de Ferreira Leite (verbalmente ou na prática). De um ponto de vista externo é o próprio país que perde com esta esterilização do intelectual em que o “faltar à verdade” inaugura um novo tipo de negação da realidade: não aquele que a falseia e que por isso mente, mas simplesmente aquele que se demite de falar nela directamente.

Ainda mais umas notas sobre o congresso

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 13:23

1. Novo discurso excelente de Paulo Rangel.

2. Aguiar Branco fez também uma boa intervenção. Estava novamente zangado com o presidente da CM das Caldas da Rainha, que o havia acusado – sem razão – de não ter defendido os autarcas sociais-democratas do ‘no money for the boys’ do sempre infeliz ministro das finanças, o que lhe deu novo alento.

3. Pedro Passos Coelho num discurso de anti-climax, sem alma, sinceramente parecia um discurso de derrotado. Subitamente lembrou-se que devia criticar o PS, coisa que não tem por hábito fazer e, como tal, não lhe sai com naturalidade.

4. O presidente da CM das Caldas da Rainha fez um ataque feroz a Manuela Ferreira Leite, reforçando a estratégia de vitimização que Pedro Passos Coelho agora escolheu. Foi pena ter esquecido o anúncio, logo após as últimas directas, por PPC da criação da Patlaforma Construir Ideias (que não construiu nada mas criou barulho desfavorável à direcção), as críticas que PPC deixou de fazer, bem cedo, ao PS para fazer ao PSD, o facto de ter exigido uma vitória a Paulo Rangel nas europeias quando não acreditava nela e apenas pretendia depois pedir contas disso à direcção, o facto de ter ido apoiar o PSD em plena campanha eleitoral para as legislativas referindo que estava a apoiar o PSD num ‘momento difícil’.

5. Fernando Seara, que não é um grande orador, teve um bom momento quando recordou que em 2001 também não tinha muitos anos de partido mas que não havia ninguém mais velho no PSD para ir disputar umas difíceis eleições, em Sintra, a Edite Estrela.

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