O Insurgente

Março 23, 2010

Se começarmos com alguém que tem noção da realidade, também não estamos mal

Filed under: Diversos — Maria João Marques @ 09:24

O que exclui, para presidente do PSD, Passos Coelho. Recordam-se da lei imbecil e imbecilizante que o PS aprovou terminando com o divórcio litigioso? O PSD votou contra (e bem), o PR vetou (e bem) e lá veio Passos Coelho inquietar-se porque a direcção do PSD e o PR não deviam ter votado contra nem vetado. E isto porquê? Porque estavam (PSD e PR) a colocar as mulheres como estando numa posição de fraqueza. O que interessou a PPC foi o discurso progressista sem conteúdo nem fundamento, não interessando a realidade: que a maior causa de pobreza feminina e infantil no mundo rico e civilizado seja, precisamente, o divórcio. (E não tem nada a ver com fraqueza feminina, simplesmente tem a ver com saber fazer contas e perceber que sustentar crianças com um rendimento é mais difícil do que com dois rendimentos, e o mundo não é perfeito e nem sempre os pais cumprem as suas obrigações financeiras com os filhos depois de um divórcio). Após tanta inquietação, ao fim de um ano comprovou-se que a lei aprovada pelo PS aumenta os conflitos judiciais em vez de os diminuir. Mas PPC esteve ao lado desta má lei.

Ainda no debate do DE ouvi PPC, além de propor mais dirigismo estatista para as empresas exportadoras, referir que apenas empresas com dimensão conseguem exportar. Ora isto é não conhecer minimamente as PME e os mercados. De facto, para abrir uma cadeia de supermercados na Polónia é necessário dimensão, mas para exportar são apenas necessários inovação e bons preços para competir. Expor em Madrid ou Frankfurt custa o mesmo ou pouco mais do que expor em Lisboa e as novas formas de acesso aos potenciais clientes estão mais dependentes de uma boa ideia do que de dimensão.

Para primeiro-ministro que vive no seu país inventado, onde a realidade se verga às visões modernas e progressistas do que devia ser a sociedade, chega José Sócrates. O caminho do PSD não devia emular o de José Sócrates.

Adenda: Este comentário do Miguel faz-me duvidar se expliquei bem as críticas de PPC ao PR e venho aqui explicá-las. Segundo PPC, as considerações que levaram o PSD a votar contra a lei actual e o PR a vetá-la viam as mulheres como seres fracos, vulneráveis, necessitando de protecção acrescida face aos maridos - coisa que, no paraíso igualitarista de PPC não sucede.

Para acabar com as mistificações

Filed under: Justiça — Miguel Noronha @ 08:55

“De Miseria Humanae conditionis” de Diogo Belford Henriques (31 da Armada)

Existiram demasiados abusos em instituições católicas. Abusos criminosos, abjectos, cometidos por quem, muitas vezes, tinha a responsabilidade de zelar por menores de idade. Abusos realizados por homens, adultos, que têm de ser levados à justiça pelos crimes que cometeram.

Nisto, creio, estamos todos de acordo.

Mas, parece, há quem escreva que a responsabilidade não é de esses homens, adultos, criminosos. O problema, dizem, é a “instituição”, a Igreja. Ou o Papa. Claro que a Igreja tem problemas, faz erros e deve corrigir-se mas, ao colocar-se o crime na Igreja, está-se a desresponsabilizar criminosos, só porque são padres católicos.

Leiam aqui a desmontagem da tese da ocultação pela hierarquia da Igreja Católica.

O outro lado da reforma de saúde aprovada pelo Congresso

Filed under: Diversos — Bruno Gonçalves @ 08:20

Inside the Pelosi Sausage Factor, por Kimberkey Strassel no Wall Street Journal.

Robin dos Bosques (2)

Filed under: Cultura,Livros,Política,Videos — BZ @ 02:56

Leitura complementar: “Roubaram-me o Robin dos Bosques”; “Robin dos Bosques”

Nuno, esperemos que este seja melhor ;)

“Kings are in need of their subjects… A dangerous idea”

“The laws of this land enslave people to it’s king”

“What we ask for is liberty. Liberty by LAW

“Rise and rise again until lambs become lions”

Leitura obrigatória: “La Loi” (“The Law”; “La Ley”), de Frédéric Bastiat

Se começarmos por alguém que pensa, não estamos mal

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 02:28

A sensação que dá, perante Rangel, Passos Coelho e Aguiar Branco, é que temos duas pessoas que dizem umas coisas circunstanciais (JPAB e PPC) e alguém que pensa (Rangel).

Um primeiro exemplo: o PEC. PPC quer adiar a discussão do PEC para o negociar com o governo em troca da viabilização pelo PSD. AB quer abster-se – num argumento inentendível, já que o PEC é uma ‘moção de confiança encapotada’, sendo que AB não descarta a possibilidade de uma moção de censura mas quer abster-se numa moção de confiança. Rangel é o único que percebe que: a) o PEC não necessita da viabilização pelo PSD, ao contrário do OE2010; b) o PSD não tem nada a ganhar em negociar o PEC com o PS e, assim, co-responsabilizar-se pelas políticas que impõe, oferecendo um presente ao PS; c) o PSD, mais que abster-se ou votar contra, devia ter-se oposto à votação na AR da resolução para o PEC.

Um segundo exemplo: a intenção de provocar eleições antecipadas com a comissão de inquérito ou outro pretexto. Aqui a opinião de AG é indiferente, já que apenas vai a jogo contra Rangel e não para ganhar. Mas PPC mostra todo o interesse que tem em eleições antecipadas, já que prevê que não se aguente por mais de dois anos se ganhar agora as directas. Mas, novamente, é Rangel quem percebe que o PSD tem tudo a ganhar em deixar o PS apodrecer no governo e que o país, qual toxicodependente que necessita de tocar no fundo do poço antes de aspirar à redenção, também precisa de sofrer com os governos socialistas as consequências das políticas socialistas para se enfadar por muitos e bons anos do PS.

Pode-se pensar que as posições de Rangel são evidentes, mas parece que em alguns lados não são.

De regresso ao campeonato dos crescidos

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 02:03

Vale a pena ler estes posts do Manuel Pinheiro sobre ‘as ideias’ de Passos Coelho:

Resolver a Identidade, Executar o Plano

Ainda bem que Passos é liberal

Eu regulo, tu regulas, ele regula

Função estratégica da regulação

(Escusam de me agradecer as gargalhadas com a hilariedade de algumas propostas; o mérito é todo de PPC.)

Março 22, 2010

Uma crise com marca socialista

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:53

Lágrimas de crocodilo. Por José Mendonça da Cruz.

«O Governo ultrapassou-nos pela direita», diz o Expresso que lhe disse «um dirigente do CDS» na semana passada .
É o género de afirmação que soa a música aos ouvidos do governo. Porque aquilo que conduziu à ruína e a um PEC empobrecedor e preguiçoso que nem faz crescer nem estabiliza foram só políticas de esquerda.
Bem podem vários dirigentes socialistas fingir que acordaram tarde. As suas lágrimas de crocodilo derramam-se sobre o resultado inevitável daquilo que promoveram e defenderam.

(…)

Foram políticas de esquerda que nos trouxeram aqui. Não foi a crise internacional, foram os socialistas que nos conduziram à ruína. Foi o governo socialista que duas vezes aumentou a carga fiscal, que gastou e aumentou a dívida externa, que cavou o défice público, que sufocou a economia com a desculpa de arranjar meios de a animar, que cavou o fosso entre mais ricos e mais pobres, que enganou miseravelmente os Portugueses. Foi tudo obra dos socialistas, foi tudo obra da esquerda.

Jura de amor eterno

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:47

Um entendimento com sólida base social-democrata: Jardim: «Serei aliado de Sócrates, nem que seja contra o PSD»

Candidatura de ressentimentos pessoais

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 23:35

Primeiro foi o ressentimento por Paulo Rangel se candidatar à presidência do PSD a atingir JPAB – que, sabe-se lá porquê, decidiu só apresentar a candidatura depois da votação do orçamento para 2010 -, levando a que em várias insinuações fossem feitas sobre o carácter e a palavra de Paulo Rangel, quando a candidatura de AB, meia hora depois de se saber que Rangel se candidataria, circulava a informação de que AB também se candidatava, ao mesmo tempo que se dizia só se falar depois da votação do OE. À conta deste ressentimento tivemos um espetáculo penoso no debate entre Rangel e Aguiar Branco, em que AB, saindo do seu normal registo átono, só conseguiu choramingar pela candidatura de Rangel e pelos pouco anos de partido de Rangel. (No congresso lá evitou estes ataques, livrando-se assim da vaia oferecida a Passos Coelho).

Agora são as assinaturas. E este caso vai além do ego de AB, apesar de evidentemente continuar a considerar que os assuntos que interessam aos eleitores e aos militantes do PSD são as desconsiderações de que é alvo ou pensa ser alvo.

Não sei, nem, sinceramente, me interessam os detalhes desta questão. Se AB se quer candidatar, claro, não deve ser impedido por questões administrativas (ainda que um líder também se distinga pela atenção aos pormenores organizacionais). No entanto, acusar (mais ou menos directamente) a candidatura de Paulo Rangel de sabotar a candidatura de Aguiar Branco por esta via e acusar (mais ou menos directamente) Morais Sarmento de não ter escrupúlos a ponto de usar a sua posição no CJN para impedir a candidatura de AB e responsabilizar pessoalmente (mais ou menos directamente) Rangel por isso, parece-me algo soez.

Já há muito (desde o dia do anúncio da candidatura de Rangel?) que a candidatura de Aguiar Branco deixou de ser por alguma coisa e passou a ser contra Paulo Rangel. Eu não sei dos outros, mas a mim incomoda-me que alguém que se candidata a candidato a primeiro-ministro seja tão movido por ressentimentos pessoais.

Show

Filed under: Política,Portugal — Bruno Gonçalves @ 22:14

Não conseguir descolar nas sondagens e assistir a uma cada vez maior bipolarização numa corrida eleitoral é sempre desagradável, mas o lamentável espectáculo que José Pedro Aguiar-Branco proporcionou hoje no debate da RTP 1 não é digno de alguém que se assume como candidato a Primeiro-Ministro. Durante todo o debate, a falta de civismo, o recurso à interrupção e ao ataque pessoal por parte de Aguiar-Branco mostraram que apenas um lado da mesa estava disposto a discutir ideias e a debatê-las. A tentativa de associação ao problema das assinaturas (levantado pelo Conselho de Jurisdição) a Paulo Rangel foi absolutamente lamentável. Sereno e assertivo esteve Paulo Rangel, quando seria altura para dar um murro na mesa e dizer um “basta”, tendo denunciado, e bem, um número de alguém que necessita de visibilidade e de falsas intrigas para descolar nas sondagens, em detrimento de um programa e de um debate de ideias.

Não concordo a 100% com todas as ideias de Paulo Rangel, bem menos com as de Pedro Passos Coelho, mas este debate revelou que apenas nestes dois encontro um candidato forte, coerente e responsável para disputar umas legislativas com o partido socialista. Reconheço em Paulo Rangel a serenidade e a combatividade política necessárias para enfrentar a máquina socialista, sem cair em falsas demagogias como infelizmente ocorreu neste debate. É por este motivo que considero que foi o vencedor do debate, embora Pedro Passos Coelho tenha tido uma boa prestação e tenha somado pontos à custa da disputa Rangel e Aguiar-Branco.

Afinal, não se souberam grandes verdades

Filed under: Política,Portugal — jtcb @ 22:07

O reality show afinal foi fraquinho.

Tivemos um senhor simpático de cabelos brancos que diz falar para professores universitários e assadores de frangos.

Tivemos duas comadres que se atiraram aos pescoços uma da outra.

E, por último, um rapaz bem parecido com um sorriso de plástico.

Seja qual for o PSD que nasça na sexta-feira, não deverá ser muito entusiasmante.

PS: quanto a mim, o debate decidiu-se no fim, com a questão do PGR. As duas comadres ficaram-se pelas tricas tácticas. O rapaz do sorriso plástico tem razões para sorrir.

Zangam-se as comadres…

Filed under: Política,Portugal — jtcb @ 21:11

Bonito ajuste de contas entre Aguiar Branco e Rangel.

Vai valer a pena assistir até ao fim ao reality show que a RTP está a passar.

Ai vai, vai!…

Imunologia política

Filed under: Internacional,Media,Nanny State Watch,Política,Videos — elisabetejoaquim @ 18:51
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Num ser com saúde, um vírus ou doença é reconhecido como não fazendo parte do organismo, que activa mecanismos internos para rejeitar corpos estranhos que ameaçam a sua sobrevivência.

Nos Estados Unidos, as vendas das obras da filósofa Ayn Rand dispararam no último ano, duas décadas após a sua morte, atingindo números nunca antes registados. As Tea Party disseminam-se por todo o país, recuperando o espírito que permitiu a Revolução americana. E agora que o Health Care está em cima da mesa, é curioso verificar o fenómeno de ressurgimento de Ronald Reagan. O vídeo Ronald Reagan Speaks Out Against Socialized Medicine viaja a alta velocidade pela internet. Tentam-se  comparações teóricas entre o tipo de discurso de Reagan e Obama, e até reformulações do discurso de Reagan com o estilo que ajudou a vender Obama. Um sinal de saúde, que evidencia que os americanos ainda são capazes de reconhecer o antigénio socialista como corpo estranho à sua tradição filosófica.

O caso português é de tolerância imunológica. Reconhecer o antigénio socialista não desencadeia a produção de anticorpos – é que o socialismo está-nos no ADN.

Vítor Bento: “A dívida é um pacto faustiano”

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 18:45

Jornal de Negócios

Vítor Bento, economista e membro do Conselho de estado, considerou esta manhã a dívida em Portugal como sendo “um pacto faustiano”.

“No início, tudo é bom, pois mais dívida melhora o nível de vida e permite ter acesso a mais bens”, explicou Vítor Bento, presidente da SIBS. Mas depois, como na lenda de Fausto, o diabo cobra. “E perdemos parte do controlo da nossa vida e a liberdade de fazer escolhas”.(…)

A falta de liberdade de escolha é a situação em que nos encontramos, resumiu Vítor Bento, uma vez que os credores passam a ter voz sobre decisões que nos afectam. “Os credores têm uma influência [sobre Portugal] que gostaríamos que não tivessem”.

O excesso de dívida paga-se de uma de duas maneiras, prosseguiu, ou por via do encarecimento da dívida (preço) ou, no limite, pelo fim de mais concessão de crédito (quantidade).

“No dia em que não houver mais acesso ao financiamento, deixa de haver défice”, aditou, o que parece irónico. Mas não é: “sem dívida não há défice”, pois não é possível adiar para mais tarde o equilíbrio das contas. “Mas sem financiamento, deixa de haver défice e o consumo cai”, o que significa um ajustamento muito forte e abrupto.

“O mecanismo da dívida é uma Dona Branca ao contrário”, afirmou ainda Vítor Bento, uma vez que a partir de determinado ponto já é preciso pedir mais dívida para pagar a própria dívida.[*]

[*] Como aqui refere Pinho Cardão, isto já acontece no OE 2010.

Retrato de um ditador sexy

Filed under: Internacional,Política,Portugal — elisabetejoaquim @ 17:33
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Ainda o mês passado, o jornal francês Libération fotografava um José Sócrates sorridente, seguro de ter descoberto a receita que salvará o mundo (e, en passant, Portugal).

Hoje a versão do jornal é diferente. Portugal é o país em que a democracia vai nua:

Líder intransigente, autoritário e irascível, que pratica o culto da permeabilidade entre a esfera política e negócios privados (Jorge Coelho é referido), a corrupção, o intervencionismo (caso TVI), a censura. José Sócrates é abertamente retratado como um ditador democrático, uma versão energética e sedutora de um tirano, algo na onda do Salazar meet Sarkozy. Portugal, o parque de atracções do sr. Eu e os meus boys, é caracterizado como um país pior que a Grécia no que toca ao mal estrutural de que padece. Fiasco económico, crise política e asfixia democrática. Bem-vindos à modernidade.

Leitura complementar: Um Líder Forte, Iluminado, e Sexy

O Direito ao Crédito à Habitação

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 16:47

“Doentes crónicos vão passar a ter direito a seguro de vida.”

Uma pessoa lê o título desta notícia e pensa que o longo braço do Obama chegou à nossa terra. No dia em o Congresso decidiu que vai obrigar  95% dos americanos a ter um seguro de saúde, ficamos a saber que o nosso Governo também está atento à situação dos doentes com “condições pré-existentes” que as seguradoras não querem segurar. Felizmente não precisa de assegurar que estes têm acesso a cuidados de saúde porque isso já foi resolvido quando o SNS foi criado. Ao contrário do que acontece com os selvagens dos americanos, ninguém pode questionar as nossas credenciais humanistas. O que o Governo vai fazer é tratar de assegurar que todos os portugueses têm acesso ao crédito à habitação. Mesmo que isso implique que muitos deles fiquem com seguros de vida mais caros e, por consequência, com o acesso ao crédito à habitação dificultado. Quando estamos a falar de “direitos fundamentais”, a igualdade não tem preço, mesmo quando esse preço é o próprio “direito fundamental”.

Estratégias Alternativas

Filed under: Economia,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 15:45

Até agora as empresas que o Governo pretende privatizar eram “estratégicas”. Não tão “estratégicas” como estas mas “estratégicas” mesmo assim. Depois descobriu que precisava de dinheiro para pagar umas dívidas que contraiu em nosso nome e as privatizações é que passaram a ser “estratégicas”. Como tem medo de não conseguir arranjar os 6 mil milhões que precisa para cumprir o PEC, as privatizações vão exigir uma ajuda “estratégica” dos portugueses para viabilizar uma ideia estúpida.

Como é sabido, as empresas privadas têm o infeliz hábito de abandonar ideias estúpidas de modo a poderem ganhar dinheiro. Já o Governo tem uma grande experiência na viabilização de ideias estúpidas daí que quando precisa de vender uma dessas ideias recorre ao que sabe fazer melhor: criar “valor para o (futuro) accionista” alistando coercivamente os portugueses como clientes.

Vão-me dizer que ninguém é obrigado a aderir ao Via CTT para ter acesso às notificações do Fisco e, mesmo que fosse, a adesão é gratuita. É verdade. Por outro lado, nenhum aluno do 1º ano do ensino básico é obrigado a comprar um portátil por 50 euros e a JP Sá Couto não era obrigada a vender umas centenas de milhares de Magalhães a esses mesmos alunos mas acho que não é bem isso que está em causa.

(Sobre este tema, leiam também isto que foi escrito no Fliscorno)

Mãe, os outros meninos não me deixam ganhar….

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 15:42

Segundo Nuno Teles, não somos nós que somos mediocres. A culpa é dos alemães que são demasiado competitivos.

Felizmente, para uma perspectiva mais realista temos também o Prof João César das Neves (e o Álvaro Santos Pereira – embora não concorde com tudo o que ele diz) a opinar sobre o tema.

ADENDA: Leiam o post “The Euro and The Portuguese Slump” de Álvaro Santos Pereira (The Portuguesa Economy)

“…como os desportos radicais”

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 14:58

Do moção de Pedro Passos Coelho

«Valorizar o património marítimo material e imaterial atrás do desenvolvimento da náutica de recreio e do turismo marítimo sustentável, como os desportos radicais.

(via Manuel Pinheiro)

Mário Lino, Jorge Coelho, Pina Moura, Passos Coelho & etc.

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 14:23

Mário Lino estudado para chairman da Cimpor.

Está tudo dito aqui. Nada mais tenho a acrescentar. De resto, a Cimpor é uma empresa privada e quem deve decidir são os seus accionistas.

Persistir no erro

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:18

Apoiei Paulo Rangel nas últimas europeias, contributo que até se saldou na criação do Papa Myzena. A partir daquela altura, o PSD ganhou um político de eleição que vencia e se traduzia numa verdadeira renovação geracional que o partido aguardava há tanto tempo. Infelizmente Rangel desiludiu-me a partir do momento em que se candidatou à liderança do partido, pela forma como lidou com Aguiar Branco. Podem dizer-me que na política não há anjos. É verdade. Mas há mínimos. E Rangel ficou aquém deles. Para meu espanto a coisa não ficou por aqui, chegando ao episódio das assinaturas de Aguiar Branco que o apoiante de Rangel, Morais Sarmento, diz não serem suficientes para aquele seguir em frente com a sua candidatura.

Tenho pena que Rangel e a sua equipa cometam os mesmos erros que fizeram a derrota de Ferreira Leite. Na verdade, a honestidade não se proclama. Pratica-se. Errar uma vez ainda vá. Duas, já é demais quando nos referimos a homens e mulheres inteligentes.

Muita atenção

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 12:49

A popularidade do Euro entre os alemães começa a ser preocupante.

Não aprender com os erros

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 12:07

Para controlar o défice evitando cortes na despesa a UGT propõe que sigamos o exemplo espanhol e aumentemos os impostos. Foi exactamente essa a receita seguida pelo governo português e que levou à “explosão” do défice assim que as receitas começaram a falhar. É razoável esperar que se aprenda com erros do passado. Mas razoabilidade não é o que se espera dos sindicatos portugueses ou do governo espanhol.

Para além disso, é expectável que o governo socialista tenha que aumentar ainda mais os impostos e proceder a novos cortes num futuro próximo.

Vitória pirrica?

Filed under: Internacional,Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 11:14

Obama regozijou mas a aprovação da reforma da saúde poderá significar o fim da maioria democrata nas duas câmaras do Congresso. Se não acreditam verifiquem o registo eleitoral do último ano. De registar também a escassa margem da vitóra (3 votos) comparada com a maioria democrata nos Representantes (75 votos)

Isolacionismo e Pacifismo

Filed under: Teoria — Tomás Belchior @ 10:57

O Bryan Caplan defende que a política externa que resulta dos valores liberais não é o isolacionismo (ou “não-intervencionismo“) mas sim o pacifismo. O que é que distingue os dois?

“Pacifism is easy to clarify; if you say you’re against war, people will understand you.  Isolationism, in contrast, is a red herring.  It highlights morally irrelevant national boundaries – and distracts attention from what counts – the crimes against innocents that armies almost inevitably commit in order to win.”

Em quem confia o mercado?

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 10:54

Como se pode verificar, a confiança do mercado na Grécia, Espanha e Portugal está, num grau considerável, dependente da probabilidade da UE (ie a Alemanha) vir a concede-lhes auxilio de emergência.

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 08:41

Esta semana, em destaque o blog Mar Salgado.

Sem brilho

Filed under: Desporto,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:05

Mais do que a (justa) derrota e a perda de um troféu praticamente irrelevante (e que por isso nem de perto nem de longe poderia salvar a época), o que realmente se lamenta é, de novo, a exibição desorganizada e sem brilho do FC Porto.

Leitura complementar: O fim do ciclo Jesualdo.

Março 21, 2010

Há 325 anos,

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 23:59

…no dia 21 de Março, nascia Johann Sebastian Bach.

Instrumentos de progresso (3)

Filed under: Religião — Carlos M. Fernandes @ 19:03

(…) «Un feto de trece semanas es un ser vivo, pero no es un ser humano»

(…) Se estrenaba en el Congreso. Era el 12 junio de 2008 y se inventó la palabra «miembra». Primero se justificó argumentando que acababa de regresar de un viaje por Iberoamérica y que allí «sí se utiliza». Todo hubiera quedado en anécdota, si no hubiera intentado salir airosa y atreverse a recomendar a la Academia de la Lengua que incluyera «miembra» en el Diccionario. Tuvo cumplida respuesta de algunos académicos, como Pérez Reverte o Salvador, que apuntó que «eso sólo se le puede ocurrir a una persona carente de conocimientos gramaticales, lingüísticos y de todo tipo. Además si su uso no es un error es una estupidez».

(…) Participaba Aído en una jornada parlamentaria titulada «El Papel de las Mujeres en la Alianza de Civilizaciones» cuando soltó el siguiente y profundo análisis crítico: «En nuestro país, los hombres árabes o musulmanes pueden vestir al modo occidental porque su cultura no les exige que lleven ningún símbolo. Las mujeres, sin embargo, llevan vestidos largos que les tapan el cuerpo y también un pañuelo sobre la cabeza que les cubre el cabello». (…)

Repito: ego desmesurado, falta de educação e intolerância. Ingredientes necessários para um verdadeiro progressista. Bibiana Aído, como se diz em Espanha, tiene todas las papeletas, e talvez por isso foi eleita como ponta-de-lança da causa progressista. E ainda bem. Não há nada como o “ridículo” para (auto)sabotar uma doutrina.

No surprise (for some!)

Filed under: Economia,Internacional — BZ @ 16:17

Em 2007, o ex-governador do Banco de Inglaterra admitiu que aquela instituição fomentou a bolha imobiliária para evitar uma recessão (“esqueceu” de referir que o rebentar da bolha tecnológica que pretendia evitar também foi responsabilidade dos bancos centrais):

The Bank of England deliberately stoked the consumer boom that has led to record house prices and personal debt in order to avert a recession, the former Bank Governor Eddie George admitted yesterday.

[ via Al Greenspan’s Partner in Crime' (LewRockwell.com) ]

Debate

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 14:43

Tese: (…) duas conclusões. Primeira, o objectivo de quem Debate não é chegar à Verdade, porque, para quem o faz, a Verdade não existe ou não pode ser encontrada por ninguém – o único objectivo é Debater! Segunda, chega-se à Verdade através de pessoas, de pessoas inspiradas por Deus. Foi assim que lá chegaram o Newton, o Fleming e o Einstein.

Pedro Arroja, in Portugal Contemporâneo

Antítese: (…) Podía haber algo más apropiado que el hombre [Popper] que había formulado la prueba de la falsación se sentara en la habitación del científico [Newton] cuyas leyes tenían la categoría de divinas, pero que ahora habían sido sometidas a la falsabilidad? (…)

David J. Edmonds e John A. Eidinow, in El Atizador de Wittgenstein (Wittgenstein’s Poker)

Síntese: (…) Podía haber algo más apropiado que el hombre [Popper] que había formulado la prueba de la falsación se sentara en la habitación del científico [Newton] cuyas leyes tenían la categoría de divinas, pero que ahora habían sido sometidas a la falsabilidad? (…)

Sentido de Estado

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — Adolfo Mesquita Nunes @ 12:37

A nova versão da coisa é, pois, que sim, é verdade, José Sócrates mentiu e que sim, é verdade, José Sócrates sabia de todo o negócio PT/TVI mas que, vejam lá, teve de mentir porque a isso o obrigava o sentido de Estado.

O que é extraordinário é a oposição (incluindo o Presidente da República) não entender que um primeiro-ministro — independentemente do que possa ter tomado conhecimento indirecto — tem a obrigação política de dizer que não conhece negócios privados enquanto eles decorrem, mais a mais se estiverem em causa empresas cotadas na bolsa. Por definição, o discurso da política não pode ter a natureza de uma conversa à mesa do café. A isto se chama sentido de Estado.

A pedofilia e a Igreja

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:22

Child’s play. Por Luciano Amaral.

Segundo julgo perceber, só cometida por padres é que a pedofilia é um crime horrível.

Inquérito parlamentar a José Sócrates

Filed under: Cartoons,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:02

Inquérito parlamentar a José Sócrates (a responder por escrito). Por João Miranda.

Março 20, 2010

O novo anti-semitismo

Filed under: Diversos,Internacional — Rui Oliveira @ 23:10

Shmuel Rosner entrevista por escrito Robert Solomon Wistrich, autor de “Lethal Obsession”, em que este explica o que é o novo anti-semitismo:

The “new” anti-Semitism is a somewhat unsatisfactory term often used to denote extreme hostility to Israel – a hatred which aims to demonize its actions, defame its character and delegitimize its existence. In fact, there is no clear or neatdividing-line between “old” and “new” anti-Semitism beyond the greater focus today on the negation of Israel’s right to exist and the fact that contemporary anti-Semites more frequently tend to be Muslim rather than Christian or that they come from the Left as much as they do from the Right. The “new” anti-Semitism often claims to be no more than justified “criticism” of Israel’s policies. There are, however, a number of ways to test this. The “critics” will usually be covert or overt anti-Semites if they engage in any of the following manoeuvres:

a.) They will blame Israel for all the problems of the Middle East and of the contemporary world from the financial crash to global terrorism.

b.) They ignore virtually all infringements of human rights around the globe except for those allegedly perpetrated by Israel against the Palestinians. Naturally Palestinian Jihadism and terror is downplayed.

c.) They firmly believe or assume that there is a Jewish/Israeli Lobby which controls American foreign policy or manipulates the West – especially against the Islamic world and the Palestinians.

d.) They systematically turn Israelis into “Nazis” and Palestinians into “Jews.”

e.) They apply classic antisemitic myths and stereotypes about Jewish greed, rapacity, cruelty, exploitation, bloodthirsty vengefulness and “racial” superiority to the behavior of the Jewish State. The result is to portray Israel as a fusion of Samson, Joshua and Shylock.

Carta de S.S. Bento XVI

Filed under: Diversos,Justiça,Religião — jtcb @ 16:40

A ler. Aqui.

Março 19, 2010

Quanto mais apodrecido estiver o Governo, mais difícil será pô-lo no lixo

Filed under: Colunas,Comentário,Política,Portugal,Semana Política — Bruno Alves @ 21:40

(publicado também aqui)

No exercício vagamente deprimente que foi o último Congresso do PSD, foi muito mencionada a ideia de que o partido laranja se prepara para escolher “o próximo Primeiro-Ministro de Portugal”. Apesar de, em parte, esta ser uma declaração mais ou menos de circunstância, típica de gente apostada em “animar as tropas”, mais indicadora da pobreza das cabecinhas que a emitem do que da realidade da cena política portuguesa (tal como a expressão “cena política portuguesa” indica a pobreza da minha), ela é também reflexo de um “estado de espírito” acerca do Governo e do seu futuro imediato: ela reflecte a ideia de que o Governo está como que “ferido de morte”, e que “cairá de podre” mais tarde ou mais cedo, entregando no doce regaço da pobre alma que estiver na presidência do PSD a tarefa de tirar Portugal do rosadinho buraco em que Sócrates e os seus aguadeiros nos afundaram.

Foi essa ideia (e claro, a possibilidade de castigar “aqueles que falam contra o partido”) que animou o Congresso de Mafra, tal como foi essa ideia que penalizou a avaliação do mandato de Ferreira Leite: por várias vezes, nos últimos meses, muito bom e mau analista achou por bem dizer que, perante um Governo tão fragilizado por “casos” e desgastado pela “crise”, só mesmo a suposta inabilidade de Ferreira Leite pode explicar a sobrevivência do regime socrático. A crer nestas “análises”, a solução para os problemas do PSD (e do país) seria fácil: bastaria encontrar um político “hábil”, ou seja, um mentiroso sem escrúpulos como Sócrates, e como políticos mentirosos e sem escrúpulos é o que não falta no PSD, a tempestade estaria próxima do fim.

Não querendo estragar a festa laranja (até porque o próprio partido se encarrega de o fazer), devo dizer que esta ideia de que a total descredibilização do PSD facilita a tarefa do PS é uma ideia profundamente errónea. Aliás, a derrota de Ferreira Leite parece-me ser precisamente uma prova disso. Ao contrário do que o PSD parece pensar, e do consenso generalizado da “inteligência” pátria, quanto mais apodrecido o Governo estiver, mais difícil será pô-lo no lixo.

Em primeiro lugar, porque nem a total describilização é suficiente para o Primeiro-Ministro deixar de se agarrar ao poder como eu gostaria de me agarrar a uma adolescente de qualidade estética superlativa (ou alguém capaz de disparar um bom insulto. Cheguei ao ponto em que já me contento com pouco). Como toda a sua história de vida demonstra, o cheiro de matéria fecal manifestamente não incomoda José Sócrates, que, como o outro senhor de The Wire prefere “to live in shit than to be seen to work a shovel”. Por muito que o seu regime apodreça, Sócrates nunca abdicará livremente do trono que ocupa, e de lá só poderá ser arrancado “à bomba”. “Bomba” essa que o Presidente da República, um senhor reconhecidamente pacífico, não quer largar, e longe vai o tempo (esperemos nós) em que os militares se entregavam a essas actividades. A única “bomba” que poderá ser usada será a dos eleitores nas urnas, mas temo que, quanto mais necessária ela se torne, menor seja a probabilidade deles estarem dispostos ao trabalho de a lançar.

antes das eleições de Setembro passado o escrevi: é precisamente o facto de vivermos num clima de “fim de regime” do PS que tornará as coisas mais difíceis para o PSD. Em primeiro lugar, a violência e degradação do debate “excita” os “fiéis”, que por muito desagradados que possam estar com Sócrates, não gostam de ver “um dos seus” ser atacado por “eles”. A podridão do regime fidelizará o PS, que tenderá, até à última hora, a proteger Sócrates como se de uma criança indefesa se tratasse (depois da última hora, a canção será outra).

Em segundo lugar, a demagogia reinante favorece os partidos de protesto, mas pequenos, o que estranhamente, acaba por favorecer o PS. O ódio a Sócrates não se traduz forçosamente no voto no PSD, podendo mais facilmente deslocar-se para o CDS ou até para o BE, partidos dados à berraria que faz o gosto do povo. É difícil a um partido que quer ser governo fazer oposição num ambiente político degradado, porque aquilo que pode motivar a conquista de votos (essa mesma degradação do regime do momento) é também aquilo que faz com que as pessoas tenham uma maior predisposição para votar em quem faz barulho, só por fazerem barulho. A degradação do Governo do PS acaba por retirar votos, não apenas ao PS, mas também ao PSD.

Até porque a podridão do Governo, arrastando consigo a desconfiança dos eleitores, traz também uma desconfiança não apenas em relação ao Governo, mas em relação à alternativa. Um Governo que mente, que manipula, que esconde e que parece corromper e estar corrompido, faz com que os eleitores, muito sabiamente, desconfiem de todo e qualquer político que lhes peça a sua confiança. Porquê confiar “nestes”, só porque nos dizem que vão ser diferentes? Os “outros” disseram “o mesmo”, e “foi o que se viu”. A desconfiança dos eleitores em relação a este Governo transforma-se, muito rapidamente, numa descrença na palavra de toda a classe política. Quanto pior o PS for, quanto mais degradado o Governo estiver, mais agreste será o clima político para aqueles que queiram promover uma alteração do estado das coisas (deixemos de lado a “mudança” obâmica, ela própria um produto e causa da podridão). Quanto menos as pessoas acreditarem no PS, menos acreditarão na possibilidade de “os outros” serem diferentes. Por muito que me custe, temo que o “próximo Primeiro-Ministro de Portugal” seja precisamente o que lá está hoje.

O Depósito

Filed under: Educação,Portugal — Tomás Belchior @ 16:11

À falta de melhor, o Ministério da Educação veio autorizar as escolas a suspenderem preventivamente os alunos que agridem repetidamente outros alunos. É curto mas é melhor que nada. No meio disto tudo, a reacção dos representantes dos pais é sintomática:

“A medida pode ser “injusta”, explica Albino Almeida, presidente da Confederação das Associações de Pais (Confap) ao i. Albino Almeida defende que “os directores das escolas não são juízes” e que uma suspensão preventiva, sem que o aluno tenha sido ouvido, “tem de ser muito bem ponderada”.

Os pais defendem que apenas se aplique a suspensão de um aluno em casos de “flagrante delito” ou em casos em que “haja indícios muito fortes” de que foi cometido um acto violento.

[...]

Os pais querem ainda que a suspensão do aluno seja “acompanhada”. Albino Almeida diz que o “aluno não deve ser devolvido a casa” e que pode, por exemplo, “prestar serviço comunitário na própria escola ou numa instituição”. Isto porque, adianta, a suspensão “pode dar um sinal de afastamento aos alunos”, já que estão em causa “os direitos de educação e de protecção“.”

A minha pergunta é simples: mas que pais são estes que o Estado anda a educar?

Hoje às 18 horas, João Távora e Tomás Belchior (repetição, Domingo, às 19 horas)

Filed under: Economia,Insurgentes nos media,Política,Portugal,Religião — André Abrantes Amaral @ 14:49

Esta semana estou, juntamente com a Antonieta Lopes da Costa, em debate com João Távora e Tomás Belchior. Em cima da mesa estão alguns dos principais temas da actualidade:

1) PEC – O PEC para os próximos 4 anos foi apresentado pelo governo com medidas positivas, como sejam as privatizações de algumas empresas. Tendo em conta que o programa anterior não foi cumprido, o que podemos esperar deste?

2) Pedofilia na Igreja – A Igreja Católica tem sido assolada, tanto na Irlanda como na Alemanha, por vários escândalos associados à pedofilia. Bento XVI já prometeu medidas. O fim do celibato dos sacerdotes poderia ser uma delas?

3) Bullying – Repetem-se os casos de bullying nas escolas portuguesas, com alunos e professores entre as suas vítimas. Será o bullying a causa ou o sintoma do que está errado na educação?

4) Congresso do PSD – Terminado o congresso do PSD, seguem-se as eleições e mais outro congresso. É assim tão difícil escolher uma liderança?

O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 21 de Março, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

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