O Insurgente

Março 24, 2010

Leitura recomendada

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 18:36

“PSD: o porquê do meu voto”, por Luís Melo:

(…) JPAB tem reconhecidamente a melhor moção de todas (…) Mais do que falar nas coisas que estamos fartos de ouvir (défice, dívida, crise, etc.) fala em inovação, propõe várias medidas em concreto a aplicar, e tem uma linguagem nova, diferente do habitual.

Sobre as equipas, parece-me que não há dúvida nenhuma. Ontem num debate organizado pelo Psicolaranja, ouvi com imenso gosto o mandatário de JPAB, Diogo Vasconcelos (estava presente P Pinto por PPC e ZL Arnaut por PR). Posso dizer que fiquei muito impressionado pela positiva. É aquela atitude humilde, verdadeira, inteligente, positivista, inovadora, futurista que precisamos. É aquela nova linguagem que nos chama e que nos faz acreditar. É aquela maneira de ver as coisas, e a vontade de as fazer que nos pode tirar do pântano.

Esta é que é a verdadeira “nova geração” de políticos. Estes é que podem “renovar” a classe política. Não me deixo levar por “mudanças” ou “renovações” feitas por quem já anda nisto há 30 anos, tem as mesmas caras de sempre atrás (as dos interesses, dos caciques, etc.) e mais do que isso, tem a mesma ideia do que é a política (…)

No mesmo sentido apontou ontem o José Manuel Fernandes, moderador no debate, que sem obviamente tomar partido por nenhum dos candidatos destacou a excelente performance do Diogo Vasconcelos, lamentando não ter sido possível durante a campanha que o conteúdo programático e as soluções advogadas pela candidatura de JPAB na sessão do Psicolaranja tivessem ocupado de uma forma mais adequada o espaço mediático. Já José Luís Arnaut, por mais do que uma vez, deu nota que concordava com tudo o que o Diogo Vasconcelos defendia, lamentando que JPAB não tivesse defendido as mesmas ideias durante a campanha; Arnaut anda certamente distraído, pois tudo o que o Diogo defendeu consta da Moção de Estratégia Global, disponível aqui. Aliás, Arnaut ainda vai a tempo, em congruência com o que afirmou no debate, de votar em JPAB.

Falta de vergonha

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 17:33

O ministro das Finanças alertou hoje que está nas mãos da oposição evitar que as agências de notação financeira reduzam ainda mais o rating de Portugal e apelou aos partidos políticos para que haja “um amplo consenso” em torno do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).

O Partido Socialista está no poder, quase sem interrupção, desde 1995. Foi o responsável por todas as opções tomadas e que nos conduziram ao (pobre) estado em que nos encontramos. Mas se nos voltarem a reduzir o rating a culpa será da oposição. Faz sentido. Pelos vistos a falta de vergonha não é monopólio da deputada Inês de Medeiros

E que tal acabar com o Ministério da Cultura?

Filed under: Cultura,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 16:31

Contrariamente ao que diz o Bernardo Pires de Lima, há uma excelente razão para um eventual governo de direita não reconduzir a actual Minsitra da Cultura. Desde logo por discordar da lógica que o Estado tem de estar sempre onde os bens meritórios não funcionem com a lógica do mercado”. A ideia que um mercado ideal (genericamente falando) deve recompensar o mérito está errada e abre caminho a todo o tipo de intervenção discricionária. Como refere a Ministra os critérios para definir o mérito continuarão a ser definidos na esfera política o que resultará num direito quase ilimitado à intervenção estatal. Bastar-lhe-à decidir que o mérito artistico de determinado projecto ou criador artistico não estão a ter o reconhecimento que lhes é devido.

Se bem que de forma mais mitigada (por falta de verba?) a Ministra continua a defender o papel director do estado e a subsidiação na área da cultura. Um governo de direita faria muito bem em não reconduzir a actual Ministra e extinguir o actual ministério.

Campeonato manchado

Filed under: Comentário,Desporto,Double standards,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:30

Independentemente dos maus desempenhos desportivos do FC Porto (que nada garante pudessem ter sido evitados pela presença de Hulk), esta decisão do Conselho de Justiça da FPF vem confirmar que a época fica definitivamente manchada pelos golpes de secretaria de Ricardo Costa e da sua Comissão Disciplinar da Liga. Hulk, recorde-se, ficou impossibilitado de jogar 17 jogos pelo FC Porto.

Mandem a conta ao Zé…

Filed under: Double standards,Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:06

Da irresponsabilidade e da demagogia e José Sá Fernandes resulta, mais uma vez, uma pesada factura para os contribuintes: Túnel do Marquês: Câmara vai pagar 18,1 milhões

A Câmara de Lisboa vai pagar ao consórcio CME/Tâmega 18,1 milhões de euros por causa do Túnel do Marquês, segundo o acordo alcançado entre as duas partes nas negociações que permitiram à autarquia poupar 6,5 milhões.

De acordo com fonte do município, o acordo entre a Câmara de Lisboa e o consórcio foi assinado terça feira, quase seis anos depois de as obras no Túnel do Marquês terem parado por causa de uma providência cautelar interposta por José Sá Fernandes, hoje vereador na autarquia.

i num instante tudo muda ?

Filed under: Cultura,Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:01

Grupo Lena admite sair da comunicação social
Grupo Lena: Venda do jornal i «em linha» com centralização
Impresa sem interesse no jornal “i”

Facebook relacionado com aumento de sífilis no Reino Unido
Sandra Bullock está desaparecida e falha mais uma antestreia
Oprah Winfrey resolve caso de tribunal sem advogados

Nunca he visto una bruja pero las hay

Filed under: Religião — Carlos M. Fernandes @ 14:47

A Universidade de Granada resolveu apanhar o comboio da modernidade e editar um manual de linguagem não sexista. Já não vale a pena lamentar a deriva obscurantista de uma instituição (a Universidade ocidental) que deveria ser um modelo de abertura e tolerância. O grotesco da situação em breve se encarregará de minar o zelo progressista e arruinar o esforço desses homens e mulheres que, iluminados pela graça do Progresso, tentam transformar o mundo num lugar menos livre. Mas (ou talvez por isso) vale a pena ler o comentário de uma aluna do quinto ano de Direito da referida universidade. (Outra vez: quinto ano de Direito.)

Creo que hay lenguaje sexista en la universidad como en todos los sitios: en la televisión, en libros, revistas, etc. Todavía queda ese lenguaje sexista. No sabría darle un ejemplo pero lo hay. Creo que era necesaria esta guía.

Há meninos que já estão muito bem doutrinados, sim senhor. Ignorantes, mas bem doutrinados.

O PEC: chegou a hora de pagar a conta do despesismo socialista

Filed under: Blogosfera,Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:42

Uma análise com a lucidez habitual do João Miranda sobre o posicionamento da oposição relativamente ao PEC: Todos contra o PEC.

Se prestarmos atenção aos líderes da oposição fica-se com a ideia de que são todos contra o PEC, embora não se perceba ao certo o que os incomoda no PEC. O PEC é apenas a factura das asneiras que se fizeram nos últimos 15 anos. Agora há que pagar.

(…)

Passos Coelho parece ser o único que já defendeu, ainda que discretamente, que o PEC devia ser mais draconiano (controlar o défice e reduzir dívida para 75%). Mas não explicou onde vai buscar os 24 mil milhões de euros adicionais sem aumentar impostos (como promete).

Desonestidade

Filed under: Blogosfera,Economia — Miguel Noronha @ 14:39

Se isto tivesse sido escrito por algum iletrado eu até podia entender. Mas vindo de um licenciado em economia com ampla experiência em gestão financeira só se pode classificar de uma forma.

O mundo está cheio de botabaixistas

Filed under: Economia — LA @ 14:22

Marketwatch:

U.S. stocks opened lower Wednesday as a downgrade to Portugal’s sovereign credit rating sparked renewed concerns over the euro zone.

Marketwatch:

Gold futures fell below $1,100 an ounce on Wednesday after a downgrade of Portugal’s credit rating led to a sharp drop in the euro and safe-haven gains for the dollar.

O próximo?

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 13:35

O Programa de Estabilidade e Crescimento apresentado pelo Governo esta semana não foi suficiente para mudar a opinião da Moody”s, uma das três grandes agências internacionais de notação do risco de crédito, mantendo-se a descida do rating português como o cenário mais provável.

Portugal e as agências de rating

Filed under: Double standards,Economia,Internacional,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:52

Numa altura em que não vão certamente faltar disparates sobre agências de rating, recupero esta recomendação de leitura: As agências de rating e as dívidas dos Estados.

Contra Cultura vs Civilização

Filed under: Cultura,Teoria — Miguel Noronha @ 12:48

“London Calling” de Fernando Gabriel (Diário Económico)

O derradeiro alvo da contra-cultura é a civilização, as suas instituições legais, educacionais e tecnológicas. Como recordava Hannah Arendt, a natureza é um movimento perpétuo de crescimento e decadência, enquanto que a civilização é o resultado do esforço humano para limitar os efeitos corrosivos dessa decadência. Uma das perversidades da modernidade reside no uso da liberdade humana para acelerar a decadência natural; neste sentido, a artificialidade da contra-cultura constitui-se como um aliado paradoxal da natureza. Numa passagem particularmente absurda, o escritor J. G. Ballard é alistado como um membro da contra-cultura. Sucede que a obra de Ballard é um exemplo de consciência da regressão civilizacional através de processos com origem humana, o que faz dele um dos mais poderosos críticos da ‘malaise de vivre’ contemporânea agravada pela contra-cultura. A importância política da contra-cultura decorre deste ataque total ao passado e ao futuro: pela primeira vez na história, um grupo social ausentou-se por completo do sentido trágico da existência humana. Esta demissão existencial democratizou-se no mundo mágico contemporâneo e combatê-la é o maior desafio enfrentado pelo Ocidente.

Da credibilidade das agências de rating

Filed under: Economia — Miguel Noronha @ 11:36

Como se pode verificar, as notações da Fitch são tão pouco credíveis que já fizeram disparar os custos dos CDS e afundaram a bolsa portuguesa. É óbvio que ninguém acredita neles.

Já está (3)

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:23

Diário Económico

O corte no ‘rating’ da dívida de longo prazo de Portugal fez disparar o custo da dívida nacional e está também a afundar a bolsa portuguesa.(…)

A tensão junto dos investidores de obrigações não se fez por esperar. Rapidamente as ‘yield’ das obrigações da República Portuguesa disparam, com principal foco para os títulos de dívida de longo prazo.

O mesmo sucedeu no universo dos CDS, com os investidores a voltaram a mostrar alguma tensão face à possibilidade de Portugal entrar em incumprimento: depois de a 15 de Março estes instrumentos estarem a cotar nos 85,77 pontos base, hoje, estão a cotar nos 134 pontos base.

Significa que, no espaço de 9 dias, o risco da dívida nacional escalou 60% com os investidores dispostos a cobrir o risco da dívida portuguesa a exigirem agora 1,36% de juros face aos 0,86% em meados do mês acima do cobrado pelos CDS das obrigações alemãs (‘bunds’).(…)

O PSI 20, índice que reúne as maiores cotadas nacionais, rapidamente entrou em colapso e apresenta agora um dos piores desempenhos em todo o mundo, a perder 2,04% para 7.915,43 pontos

Já está (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:17

Jornal de Negócios

Na nota onde explica as razões do corte do “rating” da dívida de longo prazo para “AA-”, a Fitch diz que “considera que o recentemente anunciado plano português de consolidação é amplamente credível, incorporando um elevado nível de detalhe que inclui um largo plano de ajustamento na despesa e um cenário macroeconómico razoável”.(…)

Apesar destes comentários positivos, a Fitch alerta que o plano de redução do défice é pode falhar e o risco de a economia crescer abaixo do estimado é “significativo”, sobretudo nos anos finais do período do actual PEC, que termina em 2013.

Por isso, alerta a Fitch, uma nova performance negativa ao nível orçamental em 2010 e 2011, “pode levar a mais cortes” no rating. Por outro lado, se as metas orçamentais forem alcançadas, em conjunto com a implementação de reformas estruturais que aumentem a produtividade e a competitividade da economia, a pressão sobre o “rating” português vai diminuir.

Going down

Filed under: Economia,Portugal — Miguel Noronha @ 11:11

O PSD, o Poder e a Direita (2)

Filed under: Política,Portugal — Tomás Belchior @ 11:08

Antes de continuar, deixem-me fazer uma declaração de interesses: como militante do CDS, eu quero é que o PSD se quilhe. O meu interesse na campanha para a liderança laranja tem por base um único critério que é o de saber se o PSD vai passar a usar o seu peso eleitoral para ajudar a avançar a agenda que eu defendo para o meu próprio partido, ou se vai apenas continuar a garantir que o país vive habitualmente. Se for útil como parceiro de dança, espero que se aguente por muitos e bons anos. Caso contrário, que seja extraído como tumor democrático que é.

Ser útil como parceiro de dança significa articular-se com o CDS para cobrir o espectro eleitoral que vai do centro à direita. A estratégia de canibalização recíproca pode parecer apetecível mas esta só faz sentido quando o PSD decide ser algo além de um partido de poder, logo, inútil. Salvo em circunstâncias excepcionais, para não abdicar da direita, o PSD tem de abdicar da governação. Nas últimas eleições, o feito do PSD foi ainda mais espantoso, abdicou da direita e do poder simultaneamente, talvez por não ter percebido que, para bem ou para mal, já existia em Portugal um partido de direita antes do PSD de Manuela Ferreira Leite (e de Paulo Rangel, e de Aguiar-Branco) descobrir essa vocação.

Apesar dessa estratégia ter permitido ao Eng.º Sócrates continuar aos comandos da nação, não deixa de ser curioso ver que há quem insista nela. Presumo que da próxima vez é que a maioria dos portugueses vai votar em quem acha que ter razão chega para ganhar eleições. Ou talvez não.

Leitura complementar: O PSD, o Poder e a Direita

Já está

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:33

A casa de notação financeira Fitch reduziu o “rating” de dívida Portuguesa a longo-prazo para “AA-”, com um “outlook” “negativo”.

ADENDA: “A Fitch justifica a decisão com o facto de as perspectivas de recuperação do país serem inferiores às dos outros países da zona euro. (…) A agência refere agora que o governo terá de implementar medidas “consideráveis” para conseguir atingir um défice de 3% em 2013.” (no i)

A estratégia de um democrata

Filed under: Política — filipeabrantes @ 09:56

Para conseguir a aprovação pelo congresso americano da reforma da saúde, Nancy Pelosi revelou-se, como aqui se conta, uma “estratega calculista, dura e intransigente”. Veja-se então os métodos adoptados pela senhora Pelosi:

Incansável, Pelosi telefonou, conversou, almoçou, escreveu, perseguiu todos os membros da bancada democrata que lhe interessavam. Garantiu que aqueles que apoiassem a reforma teriam as costas quentes no que diz respeito ao financiamento das respectivas campanhas eleitorais. E fez todos os acordos possíveis com os congressistas que estavam indecisos – incluindo, segundo fontes citadas pela imprensa sob anonimato, assegurar-lhes que terão bons empregos à sua espera no caso do voto lhes custar a reeleição.

E querem-nos convencer de que a política é uma actividade nobre. Só não vê quem não quer.

Para que os “boys” não percam o emprego e os media continuem bem comportados

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:49

A pressão de Bruxelas para acabar com a ‘golden share’ na Portugal Telecom está a levar o Governo a estudar alternativas.

Dizem-nos que a PT é uma empresa privada. O Estado não tem forma de impor a sua vontade, garantem-nos. Está bem.

A via rápida para a falência

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:15

“A solução final. Obrigado Keynes” de André Macedo (i)

Os sucessivos governos japoneses, pressionados por uma economia deflacionária desde os anos 90, agarraram-se às teorias de Keynes para tentar ressuscitar o país. Construir aeroportos e outras obras públicas mirabolantes foi – hélas! – o caminho escolhido. Afinal, Keynes recomendava que, em caso de necessidade, os estados até abrissem e fechassem buracos para estimular a economia. O Japão cumpriu à letra – e fez aeroportos que se revelaram autênticas crateras para as empresas envolvidas na gestão dos espaços e para as companhias aéreas forçadas a voar para sítios inúteis.

A lição é evidente: obras públicas faraónicas são um falso remédio. A prazo tornam-se sempre um cadafalso para as empresas envolvidas – ganham no imediato, perdem a prazo se as tiverem de gerir – e para os cofres públicos obrigados a subsidiá-las eternamente. No meio do desespero podem parecer uma solução genial, mas demasiadas vezes convertem-se em solução final para os contribuintes, financiadores passivos destes disparates patrióticos.(…)

[O] alto risco destas políticas públicas, os governos insistem em apostar nas miragens do betão. Comboios de alta velocidade deficitários e outras infra-estruturas ineficientes são pedras que conduzem ao fundo, não ao esplendoroso nirvana económico.

O tempo que vivemos é de grandes escolhas. Optar pelo TVG, pela terceira ponte sobre o Tejo ou por um novo aeroporto será apenas a via rápida para a falência.

Mais uma mentira socialista

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:36

O presidente executivo da Vodafone disse hoje que a criação da Fundação para as Comunicações Móveis (FCM), que gere os programas e.escola e e.escolinha, foi proposta pelo Governo, o contrário do que tinha afirmado Mário Lino.

Imagino que para “abrantes” e certos membros da Comissão de Ética mentir ao Parlamento nem seja muito grave.

Esticar a corda até rebentar

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:10

Com tanta e tão qualificada gente a puxar pelo país, não admira a situação a que chegamos: Portugal precisa “de quem puxe pelo país”, diz Sócrates em Marrocos

[música]

Filed under: Videos — Miguel Noronha @ 00:09

YO LA TENGO – Nothing to Hide

Março 23, 2010

Pagamos nós para ter o privilégio da sua presença

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 21:55

Viagens de Inês de Medeiros: “Eu é que não as pago

Haverá certamente outras personagens tão repulsivas na AR. Duvido é que alguma delas ache que tem direito a uma viagem semanal em executiva para Paris.

O ministro que descobriu a pólvora

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 20:16

Teixeira dos Santos descobriu que os “mais ricos” retiram maior proveito dos benefícios fiscais. Parece que 44 vezes mais, em média. Demagogia por demagogia, se calhar também devia ter evidenciado que:

  • Um casal de “mil-euristas”, esses terríveis ricaços, “tira proveito” dos benefícios fiscais em média 31 vezes mais que os mais pobres.
  • Os contribuintes no escalão superior do IRS têm, em média, rendimentos colectáveis mais de 20 vezes superiores aos mais pobres*.

(* E no entanto pagam, em média, 2200 vezes mais IRS – não é gralha.)

Leitura Complementar: Métodos Socráticos.

Alguém me explica

Filed under: Ambiente,Nanny State Watch,Portugal — ruicarmo @ 19:55

Como se liga a opção sexual de cada um@ com o IRS?

O PSD, o Poder e a Direita

Filed under: Política,Portugal — Tomás Belchior @ 18:24


O PSD é um partido de poder, não é um partido de direita. Esta é uma constatação banal mas há muitas pessoas que não percebem o seu alcance. Ser um partido de poder significa que o seu primeiro objectivo é ganhar eleições. Dê lá por onde der. Quem não entende isto, não entende o PSD. É evidente que todos os partidos têm como objectivo ganhar algum poder mas ganhar o poder implica fazer uma série de aperfeiçoamentos a este desígnio que nem sempre são recomendáveis. Deve ser por isso que a ideia de que sem o poder não se faz nada assombra um certo povo laranja que, na minha opinião, se anda a passear pelo partido errado.

Continuando a elencar banalidades, deixem-me relembrar que para se ganhar o poder, a condição necessária (mesmo que não suficiente) é ganhar o centro. Por outro lado, a condição necessária para se manter o poder é ganhar o centro, não alienando a direita. Isto significa que idealmente o PSD precisa de um líder que tenha simultaneamente convicções e habilidade para fazer  compromissos sem trair essas convicções. Só assim consegue captar sozinho estes dois eleitorados. Sem convicções não consegue governar, sem compromissos não consegue vencer. Nem Pedro Passos Coelho, nem Paulo Rangel, nem José Pedro Aguiar-Branco encaixam nesta descrição.

Pedro Passos Coelho, no entanto, cheira a poder. Cheira a poder porque, como disse a Paula Teixeira da Cruz há uns tempos na SIC para justificar o seu apoio ao candidato, “está preparado” e “identifica-se com a matriz social-democrata”. Segundo a sua ideóloga, Pedro Passos Coelho está preparado porque “ouviu toda a gente”. Um ouvinte atento e identificado com a social-democracia não podia representar mais fielmente aquele caldo eleitoral de centro cuja principal motivação para ir às urnas é votar para deixar tudo como está. Estas duas características revelam a sua capacidade de fazer compromissos, de chegar ao poder, mas não dão para mais. E ainda bem. Ainda bem para o país e ainda bem para a direita. Talvez não chegue para o PSD mas isso é, em larga medida, um problema irrelevante.

É por estas que nem vale a pena discutir se ‘as ideias’ de Pedro Passos Coelho são boas ou más

Filed under: Media,Política,Portugal — Maria João Marques @ 16:45

Na prateleira dos livros a ler brevemente (há os que aguardam leitura mais distante) estão The Golden Age de Gore Vidal, Israel e First World War de Martin Gilbert, The Hitler of History de John Lukacs, Operation Willi de Michael Bloch (para um projecto que um dia talvez vos conte), um policial de Qui Xiaolong (escritor chinês que li uma vez bem apreciado no South China Morning Post, leitura diária de quando viajava para aquelas bandas), The Christian Church in the Cold War de Owen Chadwick, uma biografia de Lord Palmerston, O Naufrágio de Sepúlveda de Vasco Graça Moura, The Shoes of the Fisherman (não resisti aos vários textos que o André Abrantes Amaral aqui tem escrito sobre Morris West), The Pursuit of Laughter de Diana Mosley (de que já tenho lido partes). Presentemente leio, finalmente, Out of Africa de Karen Blixen. (Não, não vim aqui parar pelo filme dos meus tempos de adolescente. Li, o ano passado, The Bolter, de Frances Osborne, a biografia de the bolter, a personagem dos romances Radlett da Nancy Mitford, a mãe da narradora que abandonou marido e filha para se dedicar a uma vida de casamentos sucessivos, por sua vez inspirada na real ‘Idina Sackville, The Woman Who Scandalised 1920s Society and Became White Mischief’s Infamous Seductress’ (não se deixem enganar pelo link, o livro só vale a pena para quem tem curiosidade mitfordiana ou pelo ‘happy valley’), que se cruzou no Kenya com Karen Blixen e o seu set. Hence…).

Deve ser claro que não vou preferir o livro escrito por PPC a algum dos acima referidos. Mas aqui fica o testemunho de José António Lima sobre Mudar:

«O melhor do livro, no entanto, está guardado para o fim. As três páginas finais são dedicadas ao ‘Doutor Chu’, Stephen Chu, prémio Nobel da Física e secretário da Energia da Administração Obama. Que se propunha aumentar os impostos e taxas sobre os combustíveis para reduzir o consumo excessivo de gasolina dos americanos. E que, chegado ao Governo, perante a impossibilidade de pôr em prática tal promessa, desistiu da ideia com uma frase que impressionou vivamente Passos Coelho: «Neste momento, deixem-me ser franco, isso não é politicamente realizável».

O candidato a líder do PSD  adoptou tal frase, que repete, como seu lema político e sublinha mesmo, a concluir, que «em nenhum momento deste livro me saiu da cabeça a consciência das dificuldades como as que enfrentou o respeitável Doutor Chu». Não  é fácil decidir o que mais admirar. Se a espantosa ingenuidade política do respeitável Doutor Chu. Se a assombrosa franqueza do seu não menos respeitável pupilo português, Passos Coelho.

 Se Sócrates começou logo, mal formou Governo, a fazer o contrário do que prometera, subindo os impostos, Passos Coelho avisa desde já que as suas propostas e promessas são extremamente condicionais e politicamente voláteis. Não são para levar muito a sério, como diria o respeitável Doutor Chu.»

Actualização do mapa para a Grécia

Filed under: Economia,Portugal — Nuno Branco @ 16:40

Chegou hoje ao meu e-mail o boletim de Fevereiro da DGO. Qual é o saldo para já deste ano de 2010, um ano que se sabe de contenção, rigor e combate ao défice?

1) A receita diminui para já 3,5% (há um limite para o que se pode esmifrar aos portugueses apesar da classe política não o entender).

2) A despesa corrente aumentou 2,5% (a Porto Editora marcou uma reunião de emergência para redefinir a palavra “contenção”).

3) O saldo (negativo)  global passa de 892 milhões para 1242, ou visto de outra forma, aumentou quase 40%.

Estamos no bom caminho, a Grécia é na segunda à direita. Já estamos quase, é só mais um esforço que fechamos a loja e abriremos a 4ª República sobre nova gerência, de preferência uma que saiba gerir.

Pensava que essa fosse uma excelente razão para nos livrarmos dela

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 14:55

O ministro das Finanças disse hoje no Parlamento que o Governo não é contra a privatização da estação de televisão pública, sendo que a RTP não integra a lista de empresas a privatizar, uma vez que tem resultados negativos.

Mas se não arranjarem ninguém que queira comprar aquele elefante branco que só serve para o governo transmitir a sua propaganda a RTP podem sempre liquidá-la.

O pirómano no BCE

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 14:38

Já que por cá, com poucas excepções, a maior parte preferiu alinhar pelo nacionalismo corporativo coube à luxemburguesa Astrid Lulling dizer umas verdades sobre a nomeação de Vítor Constâncio para vice-Presidente do BCE.

Não admira que os portugueses estejam contentes que saia”, afirmou Lulling, referindo-se ao Governador do Banco de Portugal, que está hoje no Parlamento e deve assumir, em Junho, o cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu.

Perante os eurodeputados, Astrid Lulling, lembrando os casos BCP, BPP e BPN, afirmou que entregar a supervisão do BCE a Constâncio “é como dar dinamite a um pirómano”.

A perspectiva de um observador afastado

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 12:37

Muitas críticas, algumas violentas, surgem entre os meus estimados amigos, colegas e vizinhos do PSD, apontadas aos candidatos à presidência do partido, que não os apoiados por cada um deles. Estas críticas são na sua esmagadora parte válidas, apontando o estatismo congénito, o mais-do-mesmismo deprimente, a incapacidade de liderar uma alternativa viável ao governo socialista – e ao seu discurso; bem como falhas pessoais como a incoerência, inconsistência e falta de preparação genérica que, em maior ou menor grau, com maior ou menor peso, parecem minar cada um dos candidatos.

Perante este desanimador cenário, assumindo uma óptica quase de ordem espontânea e informação disseminada por todos, não seria de concluir que nenhum deles serve? Que um partido em permanente desunião, incapaz de produzir um líder que dê corpo a uma alternativa programática às políticas que consistentemente têm afundado o país, também não serve?

Mistificação

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 11:46

O ministro das Finanças advertiu hoje os deputados para o risco de Portugal ser varrido pelas ondas de choque que estão a atravessar os mercados financeiros, caso o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) não seja viabilizado.

Contrariamente ao que sugere Teixeira dos Santos o PEC não necessita ser viabilizado pela AR. A votação não terá capacidade de o aprovar ou suspender. Quando muito, poderia demonstrar a observadores externos o grau de consenso em torno de um documento cujo alcance é plurianual e cuja execução poderia transitar para a próxima legislatura. Como é do do conhecimento público não é esse o caso. O que o Ministro pretende é compromenter a oposição com opções cuja responsabilidade política cabe exclusivamente ao seu governo e que, segundo consta, não aí são consensuais. Para além do mais, como ontem referi, o mercado parece confiar mais na capacidade da Alemanha funcionar como avalistas dos nossos desmandos do que na nossa capacidade de os corrigir.

O que há de errado na China?

Filed under: Comentário,Internacional,Livros — André Abrantes Amaral @ 11:40

Para quem se preocupe com o problema chinês, referido neste artigo, a leitura do livro em cima é indispensável.

unhealthy care

Filed under: Internacional,Nanny State Watch,Política — elisabetejoaquim @ 10:58
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Under the new law, the IRS is required to fine taxpayers thousands of dollars if they do not purchase health insurance. In order for the government to enforce compliance, tax authorities will need information, for the first time, about people’s health care. Collecting that data will require more IRS personnel.

A report from House Ways & Means Committee Republicans estimates the IRS will need to hire between 11,800 and 16,500 new agents to enforce the bill.

Pode ser que desta não tentem matar o mensageiro

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:45

Jornal de Negócios

A Moody’s reafirmou que poderá vir a rever a notação financeira para Portugal. Alertou para a possibilidade de efectuar um corte no “rating”, embora não preveja uma “dramática migração do ‘rating’”.

“A ausência de medidas robustas para fortalecer a vitalidade da economia e para ajustar as finanças públicas, o baixo nível de competitividade e taxas de juro mais elevadas irão minar o perfil de crédito do país”, diz a Moody’s, citada numa nota de “research publicada hoje pelo UBS(…)

Actualmente, a notação da Moody’s para Portugal o é de “Aa2”, com um “outlook” negativo. Um corte “dramático” no rating passaria por baixar a classificação em dois níveis.

Os beneficários da reforma da saúde nos EUA

Filed under: Internacional,Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 09:47

U.S. stocks rose and the dollar erased gains, helping commodities trim losses, as a rally in drugmakers overshadowed concern higher interest rates and growing government debt will stifle the economic recovery.

Notícias do estado corporativo

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:25

Público

Das 277 lojas e supermercados que, até agora, tinham de fechar portas aos domingos à tarde e feriados, 86 vão passar a estar abertos ao público sem restrições no horário de funcionamento.

No total, passam a ser 2586 os estabelecimentos de retalho alimentar e não-alimentar que podem atender clientes sete dias por semana. E, na sequência de um parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República, o número de lojas que têm de ficar encerradas aos domingos cai para 191, 98 das quais da área não-alimentar.(…)

João Vieira Lopes, vice-presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), garante que o entendimento da PGR sobre os horários é distinto do da CCP, Governo e maioria das autarquias, e teme que conduza “a uma ainda maior liberalização dos horários”.

“A CCP espera que os regulamentos municipais agora aplicáveis a estabelecimentos entre os mil e os 2000 metros quadrados (em concelhos com menos de 30 mil habitantes), conduzam ao encerramento destes estabelecimentos ao domingo”, disse.

E que tal se o Sr. João Vieira Lopes e os seus coleguinhas da CCP se dedicasse à pesca e nos deixasse escolher se queremos ou não fazer compras ao Domingo?

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