O Insurgente

Março 26, 2010

Estado de negação

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 17:10

Filipe Garcia no Mercado Puro

Não consigo entender as críticas às agências de rating. Compreendo que não se goste dos relatórios porque diagnosticam as dificuldades, mostrando que é preciso mudar de rumo, mas os comentários da Fitch, Moody’s e S&P sobre a economia portuguesa são claros, correctos e independentes.

Culpar as agências faz lembrar quando alguém recebe análises clínicas e o resultado mostra uma doença. Então, a culpa passa a ser do laboratório ou do médico, “que não percebe nada e eu não tenho que mudar de vida”.

Isso é entrar negação, como se fossemos imunes ou imortais.

Sócrates desautoriza Teixeira dos Santos

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 17:06

Não obstante as suas responsabilidades na governação, tenho Teixeira dos Santos em boa conta, pelo que lamento que tolere situações como esta: Trapalhadas. Por Gabriel Silva.

Confiança

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 16:15

A mais importante agência de rating mundial, a Standard & Poor’s (S&P), manteve a nota da dívida portuguesa (rating) em A+, mas continua a ameaçar Portugal com uma despromoção já que manteve a perspectiva (outlook) negativa. A agência espera que o défice se reduza dos actuais 9% para 3,8% do produto em 2013 (e não para 2,8%, como diz o governo).

Mistérios

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 15:21

De partida para o BCE, Vítor Constâncio produz algumas frases cujo significado não se consegue perceber muito bem.

“Um sector financeiro não regulado pode, por si só, originar crises económicas muito profundas.

Não percebo. Ou antes da crise o sector financeiro estava desregulado ou a regulação é ineficaz ou (e nesse caso podemos perguntar o que andaram a fazer os reguladores) ou a teoria está errada e temos de procurar os cupados noutro local.

O Governador do Banco de Portugal, que está de saída para o BCE, frisou ainda que “o sector financeiro sofreu muito menos do que estão a sofrer as populações, que vão sofrer durante muito tempo as consequências de tudo isto”.

E podemos perguntar porquê? Terá sido porque os responsáveis políticos resolveram enterrar milhares de milhões de euros nessas empresas. Dinheiro esse que agora terá que ser pago pelos contribuintes?

Enfim, mistérios que ficam por esclarecer.

Hoje às 18 horas, João Villalobos e Duarte Calvão (repetição Domingo, às 19)

Filed under: Insurgentes nos media,Internacional,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:56

Esta semana eu e Antonieta Lopes da Costa estamos à conversa com João Villalobos e Duarte Calvão, com alguns dos principais temas da actualidade em cima da mesa:

- PSD. O maior partido da oposição escolhe esta semana a sua nova direcção. Será o pontapé de saída para afastar Sócrates do poder?

- Saúde nos EUA. Barack Obama conseguiu que o Congresso aprovasse a sua reforma do sistema de saúde. O críticos alertam para o custos astronómicos, a centralização da política de saúde e um duro golpe no princípio de responsabilidade individual.

- Comissão de inquérito chama Sócrates a depor. É a primeira vez que isto acontece na democracia portuguesa. Vai adiantar alguma coisa?

O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 21 de Março, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

Sobre a liberdade de escolha

Filed under: Comentário,Educação,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 10:49

O meu artigo para o Instituto Francisco Sá Carneiro.

Escolher o bullying?

Os pais estão a perceber no fenómeno do bullying o perigo que a escola pode constituir para o seu filho. Basta um pequeno azar, um ligeiro deslize, uma fraqueza instantânea e uma criança pode ficar marcada pelos seus colegas para sempre. Dir-se-á que a vida é assim mesmo. Sem dúvida que sim e que casos como os de bullying nas escolas existem também, embora por vezes de forma mais subtil, nos locais de trabalho. Mas o problema não está apenas na existência do fenómeno em si. Há um sentimento de impotência da parte dos pais que não encontram nas escolas a solução do problema. Pais que entregaram os seus filhos a um determinado estabelecimento de ensino, por não terem outra escolha, vêem-se obrigados a mantê-lo no local do perigo. Quem não escolhe entrar, não escolhe sair. Fica.

O bullying não é a causa do mau ensino. É um sintoma. Um indício da falta de alternativas, em que a escola pública se traduz na única possibilidade de uma criança aprender a ler e a escrever. Falta de escolha, não só porque em grande parte do país, a escola pública, sendo gratuita, liquidou a concorrência, mas também nas grandes cidades em que as escolas privadas estão apenas ao alcance dos mais ricos.

É assim que no sistema de ensino socialista que criámos, os filhos dos ricos podem escapar ao bullying e mudar de escola. Os pobres estão prisioneiros da escolha dos outros. Ora, é este sistema que é preciso mudar. A atribuição de liberdade de escolha no ensino a todos, é um dos grandes desafios dos próximos anos. Diria até, e utilizando uma linguagem ao gosto da esquerda: Um desafio da própria civilização.

Uma vida extraordinária

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 10:27

Daphne Park was once called the greatest woman intelligence officer in the world. It was just the sort of remark to make her angry, not because she disliked being acknowledged as a first-class spy but because of the female tag. “Why woman intelligence officer?” she would ask. Within the Secret Intelligence Service (SIS), for whom she worked for 30 years, she became one of those rare individuals, a legend in her own lifetime.

She retired as an MI6 officer in 1979 after a career in which she avoided summary execution on a number of occasions by quick thinking and an adroit choice of words. However, she eschewed any temptation to slip into quiet retirement and immediately forged new careers, first using her formidable talents as Principal of Somerville College, Oxford, from 1980 to 1989, and then as a member of the House of Lords after becoming a life peer in 1990. She was also a robust governor of the BBC from 1982 to 1987

Um obituário que merece ser lido na integra. Aqui.

A falta que nos faz uma “companhia de bandeira”

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:01

A companhia francesa Transavia vai inaugurar duas novas rotas em Portugal, que a partir do final de Março, passarão a ligar o Porto às cidades do Funchal e de Nantes. A rota Porto-Funchal entra em funcionamento no dia 28 deste mês, com quatro frequências semanais. Os preços rondam os 40 euros por viagem

Quem é que lhes deu o direito de se intrometerem em casa alheia?

Filed under: Media,Nanny State Watch,Política,Sondagens — Miguel Noronha @ 09:23

Isto também se aplica às eleições no Benfica? E se for para a colectividade lá do bairro?

Com certeza

Filed under: Economia,Media — Miguel Noronha @ 09:05

A Coreia do Norte atravessa uma crise económica significativa devido a sanções internacionais impostas por causa dos seus testes com mísseis e o seu programa nuclear.

Tal como no caso cubano, a culpa da crise económoca norte-coreana deve-se às sanções. Retirem-lhe as sanções que aquilo torna-se numa economia pujante. Jornalismo do bom.

Sócrates, o humorista (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 08:59

Público

Para o primeiro-ministro, o acordo de hoje foi “principalmente uma decisão contra a especulação financeira”, já que toda a situação foi alimentada por um “movimento apenas especulativo, que vivia da dúvida e da incerteza”.

È verdade. Foram os “especuladores” que durante anos gastaram mais do que tinham e falsificaram as contas públicas da Grécia. Ele também não é o Primeiro-Ministro de Portugal desde 2005 nem o PS governa desde 1995. Quem nos tem governado foram os “especuladores”.

Sócrates, o humorista (1)

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 08:32

Público

“Não se trata de ajudar a Grécia a pagar as suas dívidas. Trata-se, isso sim, de dar um sinal claro de que estaremos ao lado da Grécia”, assegurando nos empréstimos bilaterais “taxas de juro razoáveis e não especulativas”.

Vamos lá ver a que taxa nos vamos financiar para depois podermos oferecer à Grécia “taxas de juro razoáveis e não especulativas”.

i num instante tudo muda ? (2)

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:12

Dívidas obrigam a vender jornal ‘i’

O presidente executivo do Grupo Lena, António Barroca, confirmou à Lusa que a hipótese de se desfazer do i e dos jornais regionais “tem a ver com a exposição do grupo aos negócios da construção e do ambiente, que exigem recursos muito avultados”. E foi claro: “Temos de fazer opções na vida e é isso que estamos a fazer.”

O jornal i custará actualmente ao grupo entre 600 e 700 mil euros por mês e a administração estará disponível para cedê-lo aos responsáveis do jornal por um euro.

Grupo Lena: Reestruturação atinge jornais – Negócio pouco atractivo

Lançado em Maio de 2009, regista uma venda média em banca de 8710 exemplares por dia. O ‘CM’ sabe que, além das fracas vendas, as receitas publicitárias são muito reduzidas e os custos muito elevados.

Lena diz que “a eventual venda dos media não é um problema em si”

A possível alienação da área de comunicação do grupo Lena – que, além do i, integra a maior rede de jornais regionais do país – mereceu já reacção por parte de potenciais interessados na compra do i. Fonte oficial da Ongoing explicou que o grupo “está sempre atento ao mercado e interessado em bons negócios”, mas garante que “não existem negociações”. O grupo Impresa admitiu ter estudado o dossier, mas diz que “não está interessado” na aquisição do jornal. Segundo informações recolhidas pelo i, a decisão terá sido tomada depois do comunicado emitido pelo grupo Lena e motivada, em parte, pela recusa de Balsemão em entrar em leilões para a compra deste diário.

Igualmente descartada está a possibilidade de um Management Buy Out liderado pelo director e accionista do jornal, Martim Avillez Figueiredo. “Tudo o que está a ser feito é pela administração do grupo Lena”, diz.

Março 25, 2010

Os conselheiros especiais do Ministério dos Negócios Estrangeiros

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:58

É por estas e por outras que estamos como estamos. Por Filipe Lobo d´Ávila.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros tem uma centena de conselheiros especiais que exercem funções diplomáticas em nome de Portugal.

Não seria nada de extraordinário se não fosse o caso de estes conselheiros especiais serem nomeados politicamente, sem qualquer concurso e, não raras vezes, sem habilitações adequadas ao exercício das funções.

Aliás, independentemente da sua idade, estes conselheiros especiais ganham praticamente o mesmo que um Embaixador com cerca de 20 anos de carreira.

O partido que gosta de dar a patinha

Filed under: Comentário,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 23:54

Depois de sucessos bem conhecidos no exercício do poder, como o aumento temporário do IVA (no tempo em que ainda estava a 17%), a cedência de créditos fiscais e da segurança social ao Citigroup ou a apetência particular para o equilíbrio orçamental por via do recurso a receitas extraordinárias, eis que nos despedimos hoje pela porta mais pequena da política de Manuela Ferreira Leite.

Depois de, como líder da oposição e no espaço de meros seis meses, ter viabilizado o orçamento de estado cuja execução vigora, de ter largado o partido a uma luta fraticida (que não nego me tem dado um certo gozo em assistir), eis que hoje a vemos terminar com uma humilhação no parlamento, sujeitando-se a aprovar, com a abstenção que impôs ao seu grupo parlamentar, uma verdadeira moção de confiança ao governo Sócrates. Sim, moção de confiança, já que o PEC há muito está decidido e apresentado em Bruxelas, e o desfecho da votação era absolutamente irrelevante para este.

Vinculou deste modo a posição do seu partido (ou conferiu um trunfo precioso nesse sentido ao governo) durante os próximos 4 anos, tudo isto em vésperas de eleições marcadas pelo timing que estabeleceu.

Sujeitou-se ainda a “debater” com os lugares-tenente do primeiro-ministro um documento para o qual não foi tida nem achada, que rasga as (poucas) promessas eleitorais que fez, concluindo o processo com quase um quarto do seu grupo parlamentar a apresentar declarações de voto afirmando uma vontade contra a disciplina de voto que foi imposta.

Quem sabe, um último favor ao presidente da república, depois da posição que deste se conhece na campanha para as últimas legislativas. Mais um estertor do cavaquismo.

Apenas uns meses volvidos desde as eleições, fica uma derradeira lição: vejam agora, os ferozes defensores da “Política de Verdade”, com quantos zeros foi preenchido o cheque em branco que tão entusiasticamente assinaram e promoveram a assinatura.

Mas não há problema. Já há pelo menos três homens providenciais em linha para o dia de amanhã.

Recordar as origens do PPD/PSD

Filed under: Media,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 23:45

Portugal. Sá Carneiro PPD/PSD

4 de Dezembro de 1980

Dilemas

Filed under: Livros — André Abrantes Amaral @ 23:22

A man who wanted to live playing a man who wanted to die.

The Humbling, de Philip Roth.

Cada um sabe de si, mas para mim a escolha é clara

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 23:20

O PSD vai a votos amanhã e tem três alternativas (o Castanheira Barros que me perdoe a exclusão):

1. Pedro Passos Coelho, que passou os últimos dois anos discordando das posições do PSD e concordando com o PS (sim, também discordando por vezes da sua posição de uns poucos de meses antes). Acresce a isto que o seu grande conselheiro para a área económica – área-charneira de qualquer governação futura – é um ex-secretário de estado de um governo de Guterres, essa equipa de magos que destroçou as contas públicas. De alternativa ao PS, de mudança, estamos conversados.

2. José Pedro Aguiar Branco, um político menor que se menorizou acrescidamente durante a campanha para as directas e que só persiste pela esperança de estragar a festa a Paulo Rangel.

3. Paulo Rangel, que tem feito uma oposição cerrada e inteligente ao PS, que tem boas ideias estratégicas, que inovou o discurso com o foco na educação, que é o mais temido pelos socialistas, que já ganhou eleições, que não nasceu profissionalmente da política, que pode – por si próprio e pelos que o têm acompanhado nesta campanha – de facto renovar os protagonistas do PSD.

Não há volta a dar

Filed under: Comentário,Portugal — ruicarmo @ 22:19

O PEC é fruto de um défice badalhoco, defendido por Sócrates porque (esqueçamos o cancro disseminado do socialismo económico) só a despesa investimento público colocavam Portugal a salvo de uma crise internacional, só assim, se bem se recordam, estava defendido o estado social e o bem comum. Vencendo um Psd inexistente, de tão surreal, Sócrates não diz mas descobriu com surpresa que o défice se assemelhava à fossa das Marianas. Infelizmente, o governo que o antecedeu era o seu, pelo que o sentimento muito pouco laico da culpa, deixou de fazer sentido. Repetindo a proeza do seu primeiro consulado, Sócrates aumenta os impostos porque não esperava um défice tão grande e hoje agradece ao Psd pelos serviços prestados à pátria – num último acto político com significado de Manuela Ferreira Leite. O que fará o senhor que se segue, parece-me irrelevante para o país e, provavelmente, interessante para os seus apoiantes no Psd.

Resumo dos papéis dos actores políticos que restam: o CDS faz de PSD; o PC e o bloco apontam o dedo ao neo-liberalismo de direita e exigem mais impostos e mais despesa investimento público para combater o défice.

Dúvidas Semânticas

Filed under: Economia,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 17:15

O PS anda a tentar convencer-se de que anda a salvar o Estado Social ao reduzir progressivamente os benefícios que esse mesmo Estado Social confere. A nós, anda a tentar convencer-nos a pagar cada vez mais para financiar essa suposta salvação. No meio de toda esta ladaínha socialista há uma coisa que eu não percebo: quando o Estado Social já só consegue “proteger” os que vivem directamente à custa dele, continua a chamar-se Estado Social ou passa a chamar-se outra coisa qualquer?

Conselho de Justiça da Federação repõe rating da dívida portuguesa

Filed under: Desporto,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 17:09

No Inimigo Público

Apenas um dia depois de ter trucidado a Comissão Disciplinar da Liga, por causa dos castigos de Hulk e Sapunaru, o Conselho de Justiça da Federação voltou a corrigir decisões esquisitas alheias e aumentou o rating de Portugal, que tinha sido reduzido pela agência Fitch, de “AA-” para “AAAAA dá cá mais cinco”.

O Conselho de Justiça também ameaça mandar imprimir em papel higiénico os ratings das outras duas agências, a Standard & Poor’s e a Moody’s, e rever a classificação final dos Ídolos, a indicação de Costinha para dar cabo do que resta do futebol do Sporting, os horários da Carris e a nota de inglês técnico de José Sócrates na Universidade Independente.

Mais um artista

Filed under: Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 16:08

O ex-PM francês e rival de Sarkozy revelou que vai formar um novo partido político. Na boa tradição francesa já anunciou um ambicioso plano para tentar a quadratura do círculo: Villepin says he wants a France that “defends its difference and originality” and keeps solid social protections while remaining competitive.

Pode ser que me engane mas…

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 15:48

…a partir de amanhã e até aquela gente desaparecer de cena não volto a votar no PSD.

Afinal…

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 15:26

Manuela Ferreira Leite diz que o obrigou o PS a fazer “alterações significativas”. O PS assegura que são meras “alterações de redacção”. Contrariamente ao que dava a entender Jorge Lacão que afinal o PSD parece que o PSD se vai abster. Menos mal. O que não significa que seja a opção mais correcta.

A ideologia das “Novas Oportunidades” aplicada à Universidade

Filed under: Comentário,Double standards,Economia,Educação,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:11

Para variar, um artigo de João Rosas com o qual estou, no geral, de acordo. O texto chama a atenção para um dos mais graves problemas da Universidade em Portugal: os crescentes incentivos e pressões institucionais para o facilitismo: A universidade em saldo.

A ideologia que subjaz a este processo é a da “qualificação dos portugueses”, independentemente da sua preparação de base, ou das suas capacidades naturais (é isto mesmo que acontece, ao nível do ensino básico e secundário, com o processo de equivalência da experiência profissional às habilitações formais no programa Novas Oportunidades).

Dir-se-ia que, apesar de tudo, a entrada de estudantes menos preparados não é grave, já que a universidade e os seus docentes têm sempre a possibilidade de os reprovar. Mas não é assim. A necessidade de financiamento pela via orçamental incentiva as universidades não só a admitir muitos estudantes, como também a conceder-lhes o grau de licenciado no prazo legal. Por isso os docentes são cada vez mais pressionados pelas instituições a passar os alunos. Na avaliação a que, a partir de agora, serão sujeitos os professores universitários, a taxa de sucesso dos alunos é crucial. Os professores que não apresentarem altas taxas de aprovação dos seus alunos serão admoestados e prejudicados na sua carreira.

Com os incentivos impiedosamente apontados nessa direcção e a crescente importância da cenoura orçamental para instituições universitárias cada vez menos competitivas e mais dependentes do Estado, não duvido que os objectivos governamentais de sucesso estatístico serão plenamente atingidos. Os custos em termos das reais qualificações e formação da população e do país é que serão brutais…

O PSD, o Poder e a Direita (3)

Filed under: Política,Portugal — Tomás Belchior @ 14:02

É claro que a teoria de que o PSD se devia concentrar em recuperar o centro é conveniente para o CDS. Mas, mais do que isso, é conveniente para o país. Já que os nossos “pais fundadores” nos deixaram ligados constitucionalmente à representação proporcional, teríamos todos a ganhar se o PSD se organizasse.

O PS seria obrigado a reconquistar terreno à extrema-esquerda, a bem dos valores democráticos que escasseiam por aquelas bandas. O CDS concentrava-se a fazer o que um partido minoritário deve fazer que é defender ideias que o centro não pode defender, mas que alguém devia defender. E o PSD, qual parteiro, possibilitava que isto tudo acontecesse, lutando para instalar o seu líder no Palácio de S. Bento e não à frente de uma facção partidária como tem acontecido. A conversa da especialização, das vantagens comparativas e dos ganhos do comércio livre não vale só para a economia.

Mas melhor do que essa divisão de tarefas seria a divisão de poder. Maiorias de um só partido, num país onde temos um entendimento algo, digamos, limitado do que é uma democracia liberal, são a melhor receita para o desastre. Para o desastre governativo e para o desastre no interior dos partidos. Digo isto não porque os partidos não sejam “todos iguais” e os políticos não sejam “todos uns ladrões”, mas porque a granularidade que a representação proporcional permite obriga os partidos minoritários a atravessarem-se com propostas claras perante o seu eleitorado e a pagarem um preço relativamente mais elevado caso optem pela ladroagem em detrimento dessas propostas. A relativa inflexibilidade eleitoral de um parceiro de coligação minoritário, se for bem utilizada, pode servir de rumo para um governo que, sem ela, facilmente se limitaria a fazer o que fosse preciso para se manter no poder sem que isso coincidisse necessariamente com o “bem comum”.

Governos de centro-direita de coligação podem ser uma solução governativa mais instável mas são também uma solução mais apetecível para quem, como eu, privilegia a liberdade em relação à governabilidade, partidos alimentados pelo pluralismo em relação a partidos vergados pela obediência e o reformismo relativamente ao declínio.

Leitura Complementar: O PSD, o Poder e a Direita e o PSD, o Poder e a Direita (2)

Má notícia

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 13:08

Caso se confirme esta notícia, parece que o PSD irá votar favorávelmente o PEC. Como ficou demonstrado em diversas ocasiões (por exemplo aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) o PSD irá cometer erro ao compromete-se com um mau plano. Pelo menos o Ministro das Finanças já não poderá inventar responsabilidades à oposição por futuras descidas no rating da dívida pública. Isto se ainda lhe sobre alguma decência, o que é duvidoso.

Em quem confia o mercado? (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 11:21

A recomendação da chanceler alemã de que Bruxelas ajude Atenas em conjunto com o FMI, mas só “como último recurso”, está a animar a negociação nos mercados europeus.

Mas eu já vos tinha dito isto.

Urgente: descer a despesa

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 10:45

A descida do ranting do nosso país voltaram a ser notícias esta semana. Tal como referi neste artigo no Diário Económico e salientei neste ‘post’ no Insurgente e por duas vezes no Papa Myzena, o endividamento do Estado está a liquidar a nossa economia. Não tenhamos qualquer dúvida que muitos dos que se encontram desempregados, o estão por culpa dos governos socialistas que, na sua ânsia por mostrar serviço, gastaram o dinheiro dos contribuintes ao longo dos últimos 15 anos.

O PSD prepara-se para escolher uma nova direcção. Mais uma vez repito que sou militante deste partido e é tendo em conta esse facto que estas linhas devem ser lidas. É tempo de olhar com muita atenção para os gastos públicos. O país não vai sair da crise económica em que se encontra enquanto o Estado não cortar seriamente na despesa. Só com menos despesa é que os juros ficam mais baratos, o acesso ao crédito mais fácil, as empresas poderão voltar a investir e os empregos a aparecer. Para tal, o Estado deve deixar de sacar recursos aos sectores empreendedores da sociedade, desistir de aventuras empresariais e permitir uma redução forte dos impostos.

Não há outra volta a dar e enquanto mais enterrarmos a cabeça na areia, pior será.

Campeonato manchado (3)

Filed under: Desporto — Carlos Guimarães Pinto @ 10:39

Antes da suspensão de Hulk, o FCP fez 14 jogos no campeonato em que conquistou 29 pontos (ou 2.07 por jogo). Após a suspenção de Hulk, o FCP fez 9 jogos em que conquistou 18 pontos (ou 2.00 por jogo). Seguindo esta lógica simples, se Hulk tivesse jogado 6 dos 9 jogos em que esteve suspenso (excluindo os três jogos agora decididos), o FCP teria mais 0.42 pontos. Ou seja, estaria apenas a 10.58 pontos de distância do Benfica e 7.58 pontos do Braga, vantagens perfeitamente recuperáveis ao contrário dos 11 e 8 pontos de desvantagem actuais.
Está visto, o castigo de Hulk foi o momento marcante do campeonato.

It takes one to tango?

Filed under: Blogosfera,Economia,Media — Miguel Botelho Moniz @ 10:27

Segundo a jovem neste video, presumivelmente jornalista especializada em mercados da Agência Financeira, os 70 milhões de títulos transaccionados no mercado de acções foram “na sua grande maioria” vendas.

Porreiro, pá. Pergunta-se à Marta, dá nisso.

(link via Blasfémias)

Política de Verdade

Filed under: Economia,Política,Portugal — Maria João Marques @ 01:25

Manuela Ferreira Leite, durante a campanha eleitoral para as legislativas, foi muito clara numa promessa: não aumentaria os impostos. O facto de estar na oposição não desobriga os deputados eleitos com um determinado programa de respeitarem os eleitores que confiaram o voto a esse programa. É por isso que Manuela Ferreira Leite tem de pôr o PSD a votar, mais logo, contra o PEC e os seus aumentos de impostos (via novo escalão de IRS e diminuição das deduções fiscais).

Quando os senhores que mandam no Estado não conseguem ficar quietos

Filed under: Economia,Nanny State Watch — Maria João Marques @ 01:17

Veio a crise económica e, para se evitarem os grandes sacrifícios que a crise acarretaria, decide-se gastar dinheiro como se não houvesse amanhã. Foi-se a crise económica e, para se corrigirem os desvarios das contas públicas originados para socorrer as populações da crise (e para adoçar a boca ao eleitorado em ano com três eleições), pedem-se agora grandes sacrifícios com o PEC (às famílias pobres, às famílias remediadas, às – poucas – famílias ricas e às empresas, que pelo menos terão clientes com menor rendimento disponível).

A questão é: se somos agora obrigados a grandes sacrifícios por termos evitado grandes sacrifícios durante o ano de 2009, porque carga de água não nos sacrificámos de uma vez em 2009 e deixámos o mercado remediar os sacrifícios rapidamente?

Março 24, 2010

Chesterton e a Ortodoxia segundo Pedro Arroja – 27 de Março em Lisboa

Filed under: Agenda,Blogosfera,Cultura,Livros,Política,Portugal,Religião,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:51

Pedro Arroja é um dos mais brilhantes oradores portugueses, especialmente em debates – meio no qual é praticamente imbatível.
Esta é, também por isso, uma sessão que promete.

Uma crise à medida de Sócrates

Filed under: Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:32

Ora, ora… Por Gabriel Silva.

O governo nem sequer levou o seu programa a votos no parlamento. Mas faz questão de levar o PEC.
O governo negociou o orçamento. Não aceita mudar um vírgula no miserável pec.

Ron Paul on health care reform

Filed under: Economia,Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 23:00

Um assunto de cada vez

Filed under: Desporto,Justiça — ruicarmo @ 22:27

A história apesar de triste, deprimente e batoteira não deve tirar mérito à vitória do Sporting de Braga no próximo encontro e no campeonato.

A crítica inconsistente à “unidade”

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 20:45

JPP, neste post, identifica, e bem, as cisões latentes no PSD, para depois considerar que a defesa da “unidade” é uma ideia feita com facilidade, ao bom estilo de La Palisse.

O PSD precisa de unidade, e JPP não o ignora; outra coisa é que o único protagonista que seria capaz de efectivamente assumir esse papel, JPAB, poderá não ser o que recolhe a preferência da maioria dos militantes. Agora, neste plano não duvidemos, o candidato que JPP apoia é aquele que mais anticorpos tem no partido. Uma vitória de Paulo Rangel, que dificilmente acontecerá, poderia bem ser o canto do cisne do PSD, tal o nível e a quantidade de ódios que o candidato e inúmeros membros da sua candidatura – JPP, incluído – geram entre a maioria dos militantes.

Não deixa de ser triste que o PSD veja na unidade um valor utópico, como deixa transparecer talvez sem querer JPP no seu post, ou até uma justificação para o “ambiente de exclusão” com que eufemisticamente se refere à carnificina que se avizinha.

Não me interpretem mal, tenho especial simpatia por JPP, e amizade por PR, mas considero que hoje é evidente o erro que desde o início antecipei: a candidatura de Paulo Rangel, pela forma como emergiu e se posicionou ao longo da campanha, reabriu feridas antigas e recentes, acentuou divergências, balcanizou ainda mais o partido – no fundo, dificultou um processo de unidade, que estava em curso – tendo-se desperdiçado a hipótese de dar corpo a uma alternativa que efectivamente  teria mais chances de ser agregadora e inclusiva. A candidatura de PR provocou um downgrade do debate eleitoral no PSD, encheu-a de pequenos casos e quezilências, impediu que verdadeiramente se discutisse o partido e o país, sem acrescentar valor, pois estamos a chegar ao fim e não se percebeu que “ruptura” afinal se pretende protagonizar.

Os militantes do PSD que olham para a política pela positiva têm ainda a hipótese de dar corpo à única candidatura que não suscita ódios de morte em larga escala, que genuinamente quer unir o PSD nas suas diferenças, a de JPAB, evitando o genocídio partidário que já se sente no ar, com o som do afiar de facas longas que, não duvidem, vão ser usadas até ao limite, no day after às eleições, e que JPP, com a sua habitual frontalidade, aqui identifica. O PSD de PPC, e o de PR, são como água e azeite, não se misturam, por mais que tentemos diluí-las, e pior, odeiam-se de morte. O que aí vem, com a vitória de algum deles, é muito feio. E JPP sabe isso muito bem. Pena que tenha preferido, convencido que PR carregaria um karma de vitória, por acentuar ainda mais o clima de desunião e populismo no PSD, em vez de ajudar a dar consistência a uma solução mais serena, que se estava a construir a partir do ambiente de união conseguido a pulso e com dificuldades por JPAB no grupo parlamentar.

Campeonato manchado (2)

Filed under: Desporto,Justiça,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:31

O pedido de demissão de Hermínio Loureiro é perfeitamente compreensível; o que não é compreensível é que Ricardo Costa ainda continue em funções: Hermínio Loureiro renunciou à presidência da Liga

Na base desta decisão esteve a resolução do Conselho de Justiça da Federação de reduzir drasticamente os castigos de Hulk e Sapunaru. Uma resolução que Hermínio Loureiro considera «ter implicações que ultrapassam a justiça desportiva», pelo que desde já se demite das funções que desempenhava até Maio.

Castigos a Hulk e Sapunaru: F.C. Porto quer ser indemnizado

Num comunicado muito crítico para a Comissão Disciplinar da Liga, o F.C. Porto queixa-se de «perseguição» e questiona-se: «Como teria sido o desempenho do FC Porto nestes compromissos, caso os dois atletas estivessem, como deviam ter estado, disponíveis e quais os reflexos desta aberração na classificação da Liga 2009/10? Será que a verdade desportiva foi defendida?»

Leitura complementar: Campeonato manchado.

Razões de um apoio blasfemo a Aguiar-Branco

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:10

O blasfemo Luís Rocha explica aqui o seu apoio a José Pedro Aguiar-Branco.

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