O Insurgente

Março 24, 2010

Leitura recomendada

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 18:36

“PSD: o porquê do meu voto”, por Luís Melo:

(…) JPAB tem reconhecidamente a melhor moção de todas (…) Mais do que falar nas coisas que estamos fartos de ouvir (défice, dívida, crise, etc.) fala em inovação, propõe várias medidas em concreto a aplicar, e tem uma linguagem nova, diferente do habitual.

Sobre as equipas, parece-me que não há dúvida nenhuma. Ontem num debate organizado pelo Psicolaranja, ouvi com imenso gosto o mandatário de JPAB, Diogo Vasconcelos (estava presente P Pinto por PPC e ZL Arnaut por PR). Posso dizer que fiquei muito impressionado pela positiva. É aquela atitude humilde, verdadeira, inteligente, positivista, inovadora, futurista que precisamos. É aquela nova linguagem que nos chama e que nos faz acreditar. É aquela maneira de ver as coisas, e a vontade de as fazer que nos pode tirar do pântano.

Esta é que é a verdadeira “nova geração” de políticos. Estes é que podem “renovar” a classe política. Não me deixo levar por “mudanças” ou “renovações” feitas por quem já anda nisto há 30 anos, tem as mesmas caras de sempre atrás (as dos interesses, dos caciques, etc.) e mais do que isso, tem a mesma ideia do que é a política (…)

No mesmo sentido apontou ontem o José Manuel Fernandes, moderador no debate, que sem obviamente tomar partido por nenhum dos candidatos destacou a excelente performance do Diogo Vasconcelos, lamentando não ter sido possível durante a campanha que o conteúdo programático e as soluções advogadas pela candidatura de JPAB na sessão do Psicolaranja tivessem ocupado de uma forma mais adequada o espaço mediático. Já José Luís Arnaut, por mais do que uma vez, deu nota que concordava com tudo o que o Diogo Vasconcelos defendia, lamentando que JPAB não tivesse defendido as mesmas ideias durante a campanha; Arnaut anda certamente distraído, pois tudo o que o Diogo defendeu consta da Moção de Estratégia Global, disponível aqui. Aliás, Arnaut ainda vai a tempo, em congruência com o que afirmou no debate, de votar em JPAB.

7 Comentários »

  1. O que é chato no JPAB é o homem dizer ostensivamente que é contra um PSD “neoliberal” e “neoconservador” e que a sua liderança – a acontecer – se afastará desses dois parâmetros. Logo, pretenderá um PSD socialista, já que entre o conservadorismo, o liberalismo e o socialismo democrático (ou social-democracia) não conheço nenhuma outra ideologia. Em suma, caro RAF, o PSD que JPAB propõe é o que temos tido e que não interessa manifestamente ao país: uma espécie de “centrão” ideologicamente amorfo, pendurado no estado e ideologicamente estatista, intervencionista e defensor da “justiça social”. Melhor teria feito em propor um PSD claramente à direita, ideologicamente próximo do liberalismo e do conservadorismo que enjeitou. Ou, então, se o tema não lhe convinha, ter ficado calado.

    Comentário por rui a. — Março 24, 2010 @ 19:27

  2. Rui,

    Não discuto a preocupação que no PSD há com os rótulos. Ainda ontem o Pedro Pinto recusava para PPC a classificação de “liberal”, defendendo que o candidato sempre se posicionou na “ala esquerda” do PSD. O que julgo que é interessante no quadro ideológico do PSD é mesmo o conteúdo do que pretende fazer, e isso está na Moção, e que não é o que descreves (embora não seja exactamente o que se desejaria).

    Ab

    Comentário por Rodrigo Adão da Fonseca — Março 24, 2010 @ 19:40

  3. Rodrigo,

    Mas ser liberal ou conservador não é apenas uma questão de “rótulo”. São conceitos com conteúdo e significado, que o JPAB tem obrigação de conhecer e não duvido que conheça. Pior: ser manifestamente avesso ao liberalismo e ao conservadorismo tem um significado contundente e impressivo, que não pode deixar de querer dizer alguma coisa. Para mim, pelo menos, como liberal e conservador, jamais me reveria num partido liderado por alguém que enjeitasse as minhas convicções. É, de resto, o que os partidos da direita portuguesa tradicionalmente fazem, e que levou a que tanta gente se divorciasse deles. Eu penso que se o PSD quiser conquistar eleitorado e ser útil ao país terá que ser abertamente da direita liberal e conservadora. Tudo o que o JPAB enjeita, portanto.

    Abç.,

    Comentário por rui a. — Março 24, 2010 @ 20:22

  4. Caro Rui A.,

    Nesse aspecto da linha que o PSD deve seguir, tenho as minhas dúvidas.

    Sejamos honestos: se o PSD se apresentar como um partido liberal com um programa igualmente liberal a eleições terá a maior derrota eleitoral da sua história. Sem espinhas. E isto porque o povinho já demonstrou que (ainda) não quer uma alternativa ao socialismo existente. Mudará provavelmente de opinião quando sentir no bolso o PEC e à medida que se aproximem as eleições de 2013, mas não antes disso.

    Perante isto, o que deve fazer um candidato do PSD? Não deve comprometer-se com nenhuma ideologia, nem com nenhum absolutismo. Pelo menos, enquanto o PEC não se fizer sentir nos bolsos dos portugueses. Por outras palavras, o candidato vencedor deve defender, por enquanto, a universalidade do sistema de saúde (por exemplo), sem prejuízo de defender também o princípio da liberdade de escolha, bem como a utilização da capacidade dos privados. E assim através pequenos passos nas várias áreas do governo tornar as políticas liberais mais apetecíveis ao eleitorado como acontece com qualquer estratégia de angariação de clientes. O Ron Paul também está há anos a pregar o seu liberalismo e só agora começa a colher frutos da sua persistência.

    Se, pelo contrario, se optar por dar passos maiores que as pernas, o resultado inevitável é uma derrota eleitoral estrondosa que, ainda por cima, condenará as políticas liberais por muitos anos. Pior do que isso perpetuará as políticas socialistas que temos tido, dando nova vitória a Sócrates. Isto parece-me evidente. E por isso acho que os liberais devem tolerar um discurso ambíguo de qualquer dos candidatos a esse respeito, desde que nos respectivos programas haja sinais claros de que se pretende inverter o caminho pela perspectiva da “piecemeal reform”. Assim como acho que o candidato vencedor do PSD deve estar disposto a levar um programa de governo alternativo a todo o país durante dois anos se alguma vez quiser ser eleito em 2013. Antes disso não tem, a meu ver, qualquer hipótese de ganhar eleições e muito menos de obter maioria absoluta.

    Comentário por José Barros — Março 24, 2010 @ 20:55

  5. “É, de resto, o que os partidos da direita portuguesa tradicionalmente fazem, e que levou a que tanta gente se divorciasse deles. Eu penso que se o PSD quiser conquistar eleitorado e ser útil ao país terá que ser abertamente da direita liberal e conservadora. Tudo o que o JPAB enjeita, portanto.”

    Em substância não enjeita, tendo subscrito e defendido muitas ideias e soluções que alinham com esse tipo de pensamento. Sem prejuízo que o PSD, de facto, está longe ainda de ser um verdadeiro partido liberal e conservador. Na prática, porém, dos três, o que assumiu uma moção mais próxima desses valores, foi JPAB. De qualquer maneira, acho que há ainda um longo caminho a percorrer, para que em Portugal as pessoas olhem amigavelmente e sem desconfianças para os “rótulos” de “liberal” e de “conservador”: é que no PSD e também no CDS os políticos não gostam de ser vistos como tal, mas depois simpatizam em concreto com muitas soluções liberais e conservadoras.

    Comentário por Rodrigo Adão da Fonseca — Março 24, 2010 @ 21:01

  6. Jsé Baroos,

    esquece o Ron Paul, pensa Barry Goldwater – Reagan

    Comentário por Helder — Março 24, 2010 @ 23:02

  7. “José Barros”. Desculpa :-)

    Comentário por Helder — Março 24, 2010 @ 23:02


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